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Os quatro passos para fazer o seu e-commerce mais seguro na Black Friday

As vendas virtuais devem gerar um faturamento de R$ 69 bilhões em 2018, segundo previsão da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm). A Black Friday é um dos eventos mais importantes para esse mercado, já que 82% dos brasileiros fazem compras online nessa data, de acordo com uma pesquisa realizada pelo Google em parceria com a empresa de consultoria Provokers.

Além de ser uma oportunidade para o aumento do faturamento, a Black Friday se tornou um fator de fidelização de clientes. Segundo o estudo do Google, 78% dos consumidores voltaram a comprar em uma loja após realizarem a primeira compra durante a Black Friday.

“Atualmente, tem-se verificado um crescimento nos investimentos em infraestrutura para e-commerces para garantir uma experiência segura para empresas e consumidores. Pesquisas recentes indicam que mais de 95% das lojas virtuais brasileiras apresentam alguma falha de configuração, o que pode gerar instabilidades e causar um desgaste irreversível na relação com os clientes”, afirma o CEO e Presidente da UPX Technologies, Bruno Prado.

Quatro dicas da UPX Technologies para que os lojistas evitem prejuízos durante a Black Friday:

1. Melhorar a performance

A implementação de uma rede de distribuição de conteúdo (CDN – Content Distribution Network, em inglês) melhora a performance diante do aumento no número de acesso de consumidores. A CDN registra os conteúdos da loja virtual e replica de acordo com a demanda para evitar que o servidor seja sobrecarregado, além de diminuir o tempo de carregamento por meio da distribuição do conteúdo de servidores mais próximos à solicitação.

2. Investir em segurança

Em datas como a Black Friday, o grande volume de dados bancários chama a atenção de criminosos, que atacam os e-commerces para sequestrar essas informações. Os ataques de negação de serviço (DDoS – Distributed Denial of Service, em inglês) também são frequentes nessa data, pois visam tirar a loja do ar e causar prejuízos financeiros. Por isso, é fundamental que as empresas contratem soluções de segurança para proteger suas redes.

3. Contratar um link dedicado ou Trânsito IP

A popular conexão “banda larga” oferece apenas um endereço IP e limita o desempenho da internet. Para empresas e lojas virtuais que dependem de estabilidade de conexão, o recomendado é contratar um link dedicado, que garante 100% da velocidade e disponibiliza de 2 a 8 endereços IPs. Outra opção mais avançada é o Trânsito IP, que conta com múltiplos fornecedores para evitar queda na operação e suporte para alto tráfego de dados.

4. Planejar é essencial

As lojas virtuais devem investir em segurança e performance durante o ano todo, o que evita gastos inesperados em datas específicas, como a Black Friday. Esse planejamento envolve a contratação de soluções preventivas, de suporte caso ocorra algum imprevisto e de atendimento ao cliente.

Inovação no setor público: como as novas tecnologias chegam para fechar uma lacuna

Por Jaison Niehues

Discussões sobre transformação digital e o uso da tecnologia com foco central no usuário já são temas amplamente discutidos no setor privado. No setor público, por outro lado, o mesmo debate acontece de forma muito mais tímida. Muito embora iniciativas nesse sentido aconteçam, é necessário que haja uma intensificação para trazer à luz o cerne dessa questão: a necessidade de o poder público rever todos os seus processos, muitas vezes antiquados, a partir da adoção à inovação.

Se por um lado temos à disposição uma série de ferramentas que contribuem para acelerar esse processo inovador na gestão pública, por outro, ainda encontramos resistência na mentalidade do próprio setor. Isso nos remete à necessidade em avançar na integração nos diversos departamentos internos que compõem a estrutura do poder público com a própria população, que anseia por agilidade.

Do ponto de vista da população, esta entende que a sociedade está cada vez mais conectada, e não compreende que setores – como o público – ainda podem estar atrasados em questões básicas. Não falamos apenas em redução da burocracia na condução de processos e nas limitações no acesso à serviços e informações. O cidadão se faz mais consciente na economia de insumos, recursos e, sobretudo, tempo. A mitigação só é possível com implantação de meios digitais de comunicação.

Em um cenário em que cada vez mais a população brasileira está conectada – segundo o IBGE, o Brasil fechou 2016 com 116 milhões de pessoas com acesso à internet -, as gestões públicas precisam criar novas formas de estreitar os canais de comunicação. Ou seja, não basta prover o contato por telefone ou por e-mail. É preciso ir além. Os chamados multicanais digitais são uma forma simples e eficientes de se fazer. As redes sociais e os comunicadores instantâneos, como Facebook e WhatsApp, podem ser facilmente integrados às repartições.

A partir do momento que os governos criam mecanismos de atendimento à população por meio de implementações tecnológicas, a capacidade de atingir todos os cidadãos ocorre de forma quase que imediata. E a partir disso, estreita-se não só o relacionamento, mas o próprio entendimento do que o cidadão espera do poder público. Compreender as necessidades da sociedade por parte da esfera governamental também é resultado da inovação.

Recursos de computação na nuvem, análise de big data, economia colaborativa e inteligência artificial – que se fazem cada vez mais presentes e acessíveis – podem ser utilizados para fomentar esse processo de inovação pelo setor público. O engajamento social e as ferramentas de colaboração permitem que as novas tecnologias promovam essas mudanças. A análise de informações com o uso de big data possibilita a criação de soluções inovadoras, além de antecipar riscos.

Soma-se a isso, a informatização e digitalização de processos que auxiliam no monitoramento das demandas da população, e a sua consequente rastreabilidade. A centralização da administração pública em uma plataforma tecnológica consegue envolver as duas pontas necessárias que caracterizam as melhores ações governamentais: o aumento na qualidade do serviço prestado pelos servidores e a rapidez no atendimento envolvendo não só os cidadãos, mas também as empresas.

Apesar de estarmos engatinhando nas inovações tecnológicas, em especial nas mudanças estruturais do poder público nas suas diferentes esferas, os avanços estão ocorrendo. Temos uma janela de oportunidade importante para acelerar esse processo. Para isso, uma integração por parte do poder público, do setor privado e da própria demanda da população se faz primordial. Competência e tecnologia estão à disposição. Basta um maior entendimento da urgência em avançar nesse processo.

Jaison Niehues, cofundador da 1Doc, plataforma web de comunicação, atendimento e gestão documental para órgãos públicos.

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ABB investe no futuro da mobilidade elétrica com novo centro de pesquisa

Companhia está construindo uma nova sede global totalmente sustentável e um centro de P&D para promover sua posição de líder de mercado em infraestrutura de recarga de veículos elétricos

A instalação de US$ 10 milhões e 3.600 m², com conclusão prevista para junho de 2019, reforça o compromisso da ABB com o avanço do desenvolvimento no campo da mobilidade sustentável. Recentemente, a multinacional conquistou o reconhecimento global da revista Fortune, que classificou a companhia na 8ª posição em seu ranking de empresas que estão “mudando o mundo”, por seus avanços em mobilidade elétrica e recarga de veículos elétricos.

Frank Muehlon, diretor geral de negócios de recarga elétrica da ABB comenta: “O investimento nesta nova sede e centro de P&D demonstra o compromisso da companhia com a liderança tecnológica e a definição do padrão quando se trata de mobilidade sustentável. A instalação nos permitirá aumentar o ritmo de testes e desenvolvimento de produtos, garantindo a entrega de produtos inovadores ao mercado mais rápido do que nunca”.

Localizado na parte sul do campus da Universidade de Tecnologia de Delft, o complexo, que poderá abrigar até 120 pessoas, marcará o retorno do negócio de recarga de veículos elétricos da ABB para o local de sua concepção. De fato, os estudantes que fundaram a Epyon (start-up de recarga de veículos elétricos adquirida pela ABB em 2011) são ex-alunos da Universidade de Tecnologia de Delft.

Com a interoperabilidade, foco principal para os carregadores da ABB, o edifício será equipado com a mais recente tecnologia para garantir que os equipamentos sejam compatíveis com todos os tipos de veículos. Simuladores foram criados exatamente para essa finalidade, de modo que 95% dos testes sejam realizados com um modelo digital de veículos no simulador.

Como o comportamento do carro e do carregador em climas quentes ou frios não pode ser testado no simulador, a ABB está desenvolvendo salas climatizadas para esse fim, nas quais os sistemas estarão sujeitos a condições extremas, incluindo uma faixa de temperatura de -40 a +40ºC e umidade elevada.

A instalação também está sendo projetada para o rápido crescimento de recarga para o segmento de ônibus elétricos, com áreas de teste grandes o suficiente para que um ônibus de transporte público possa entrar.

Como parte do comprometimento da ABB em colaborar com o desenvolvimento do mundo sem consumir a terra, era vital não apenas criar um edifício que pudesse promover o progresso na mobilidade sustentável, mas também criar uma instalação 100% sustentável.

Para aquecimento e resfriamento, o complexo será conectado à usina geotérmica da Universidade de Tecnologia de Delft. Enquanto isso, o teto terá painéis solares, com os inversores solares da companhia para converter a energia gerada a partir do sol, que será utilizada para alimentar o complexo.

A ABB também integrará suas soluções elétricas em todo o edifício, incluindo transformadores, painéis, produtos de construção inteligentes e componentes de proteção, disjuntores, dispositivos de corrente residual, controle, sinalização, medição e acessórios inteligentes.

Frank conclui: “Este edifício marca um passo significativo no crescimento contínuo do nosso negócio de recarga de veículos elétricos. O fator mais importante para impulsionar os avanços tecnológicos é o talento, e não poderíamos pedir um local mais inspirador do que o campus da Universidade de Delft, onde estaremos cercados da próxima geração de engenheiros elétricos e industriais”.

A nova instalação da ABB poderá acomodar estudantes de mestrado e doutorado da Universidade de Tecnologia de Delft.

T-Systems troca comando no Brasil

A T-Systems Brasil, provedora alemã com amplo portfólio digital de soluções e serviços de TI, acaba de anunciar que Ideval Munhoz está deixando a presidência da companhia no Brasil. O executivo, que ficou seis anos à frente da operação, vai assumir novos desafios fora do grupo Deutsche Telekom.

Angélica Vitali, atual vice-presidente de Delivery da companhia, ocupará o cargo interinamente. Com mais de 25 anos de experiência na área de TI, Angélica traz forte conhecimento do mercado local, bem como uma sólida experiência junto aos clientes brasileiros.

A executiva ingressou na gedas em 2003, para atuar na expansão dos negócios fora do Grupo Volkswagen. Em 2007, após a integração da gedas à T-Systems, Angélica foi responsável pela área de Application Development and Software Factory, e também pelo estabelecimento do Centro de Produção (POP), em Blumenau, assumindo em 2009 a posição de Head of SI Business Operations. Em 2012 assumiu a Vice-Presidência de Service atuando fortemente junto aos clientes locais e a área de ITO e em 2015 assumiu a Vice-Presidência de Delivery da T-Systems do Brasil.

O vice-presidente sênior da unidade internacional de vendas da T-Systems, Steffen Schlaberg, informa que a mudança reflete a nova direção da companhia. “Ela é parte de nosso Programa de Transformação Global, que visa ter uma empresa mais ágil, orientada ao cliente e estruturada por portfólio”, ressalta.

E-commerce deve crescer até 20% durante Black Friday, prevê Rakuten Digital Commerce

Junto com o Dia das Mães e Natal, a Black Friday já se consolidou como um marco no calendário dos lojistas brasileiros. Para 2018, a expectativa é de que o varejo online cresça entre 17% e 20%, segundo a Rakuten Digital Commerce – ecossistema completo de soluções para o e-commerce – quando comparado com o mesmo período do ano passado.

A companhia, que é subsidiária do grupo global de internet e comércio eletrônico Rakuten Inc., estima que o e-commerce deve faturar R$ 2,7 bilhões na data. “Com a definição do cenário político brasileiro, o otimismo criado se junta com a confiança maior do consumidor ao comprar pela internet. Além do aumento de uso das tecnologias antifraude, que proporcionam tranquilidade para o comprador e para o vendedor, as entregas estão cada vez mais rápidas e está mais fácil resolver problemas relacionados à compra, como produtos errados ou com defeito”, explica René Abe, Presidente e CEO da Rakuten Brasil.

Mesmo com a instabilidade econômica do país nos últimos anos, as compras durante a Black Friday continuam apresentando crescimento, tanto que é esperado um aumento de 6% no número de pedidos, que pode chegar a um total de 4,5 milhões em 2018. Já o ticket médio deve ser de R$ 602, o que representa uma alta de 7% em relação a 2017.

“Hoje, já está claro para os comerciantes que os consumidores passaram a aproveitar esta época para antecipar as compras de final de ano. Observando essa e outras tendências, os varejistas estão buscando aproveitar ainda mais o momento para liquidar seus inventários e conquistar mais clientes: os descontos estão deixando de ser usados em um único dia e se dividindo ao longo de toda da semana ou até do mês de novembro inteiro. Afinal, no Brasil não basta alcançar o consumidor – é preciso alcançá-lo primeiro, antes que faça a compra em outro lugar”, afirma Abe. “Essa movimentação no mercado é bastante benéfica para o consumidor, que tem acesso a uma diversidade de produtos com preço baixo por mais tempo”, completa o executivo.

Em relação às categorias, eletro-eletrônicos e smartphones se mantêm como as mais buscadas pelos compradores. No entanto, a Rakuten Digital Commerce prevê que roupas e acessórios, calçados, cosméticos e livros também tenham destaque nas pesquisas por se configurarem como produtos de uso diário. Também estão entre as categorias mais desejadas produtos de casa e decoração, esportes e lazer, games e brinquedos.

Guia de Fomento à Inovação é lançado pela ABES durante evento “Desafios da IoT”

A ABES (Associação Brasileira das Empresas de Software) lançou, ontem, 06 de novembro, o Guia de Fomento à Inovação, um material produzido em parceria com a consultoria ABGI, voltado a orientar empreendedores sobre as fontes de fomento e financiamento para a inovação. O Guia foi lançado durante o congresso ABES “Desafios da IoT”, evento focado no mercado brasileiro de Internet of Things (IoT).

Diversos especialistas se reuniram no Hotel Bourbon Convention Ibirapuera, na zona sul de São Paulo, para uma manhã de debates sobre os mais importantes temas relacionados ao desenvolvimento da tecnologia, como o Plano Nacional de IoT, financiamento, questões regulatórias e a segurança dos sistemas. O Guia completo pode ser acessado neste link.

Guia de Fomento

O exclusivo Guia de Fomento foi apresentado durante o painel “Quebra de Paradigmas em Relação aos Financiamentos Governamentais” e distribuído entre os presentes. “Todo o conhecimento de décadas de experiência promovendo o financiamento de empresas inovadoras está presente neste guia. É fundamental que o mercado tenha conhecimento das modalidades de fomento disponíveis e utilize essas ferramentas para o desenvolvimento de novos produtos e serviços. A inovação é a chave para o desenvolvimento econômico sustentável do Brasil”, comenta Jamile Sabatini Marques, diretora de fomento e inovação da ABES. “Acreditamos que para as empresas inovarem de forma mais eficiente é indispensável que conheçam os mecanismos de fomento à inovação existentes. O guia consolida as informações dos instrumentos e auxilia as empresas a definirem sua estratégia de fomento à inovação, utilizando os instrumentos mais adequados para apoiar o desenvolvimento de PD&I”, complementa Maria Carolina Rocha, CEO da ABGI

Com 58 páginas, o Guia é dividido em cinco partes: Recursos Não Reembolsáveis, Recursos Reembolsáveis, Investimento Direto ou Fundos, Bolsas e Incentivos Fiscais. De forma simplificada, empresários podem encontrar todas as informações necessárias para se beneficiar com uma dessas modalidades de recursos, levando em conta questões como a abrangências de cada programa (se disponível nacionalmente ou apenas em âmbito regional), o status atual e o público-alvo, considerando faixas de renda. “O desconhecimento das opções de financiamento disponíveis é um entrave para que os empreendedores invistam em inovação. O Guia visa combater esse problema e incentivar projetos nessa área”, comenta Jamile.

O Congresso

O congresso “Desafios da IoT” contou com uma apresentação sobre o Plano Nacional de IoT, conduzida por Thiago Camargo Lopes, Secretário de Políticas Digitais do MCTIC, por vídeo conferencia diretamente do Dubai e de Guilherme de Paula Correa, do Departamento de Ciência, Tecnologia e Inovação Digital do MCTIC. Na sequência, Carlos Frees, especialista da ABDI – Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial, apresentou a palestra “Casos e ações práticas”. Em seguida, um painel com Jamile Sabatini Marques, diretora de fomento e inovação da ABES, Werter Padilha, coordenador do comitê de IoT da mesma entidade, abordaram “Quebra de Paradigmas em Relação aos Financiamentos Governamentais”, contando também com a presença de Maria Carolina Rocha, CEO da ABGI, que comentou sobre casos práticos.

O tema “Segurança em IoT” foi centro de um debate com José Palazzi, diretor de IoT da Qualcomm; Cristian Oliveira, executivo de IoT da Intel, e João Rocha, responsável pela área de segurança da informação da IBM. Fechando o congresso, Paulo Brancher, sócio da Mattos Filho Advogados, discutiu privacidade e segurança de dados na nova legislação brasileira no painel “Responsabilização Jurídica em Casos de Incidentes Envolvendo IoT”.

Lean e Agile: da tecnologia para a gestão de pessoas

A metodologia ágil é muito conhecida no mercado de tecnologia, especialmente quando se trata de desenvolvimento de software. Mas e no campo da gestão de pessoas, estes métodos têm aplicação?

A resposta é sim, e quem corrobora é um especialista no assunto. Sócio-fundador e CEO da empresa de consultoria e treinamento Surya Gestão para um Mundo Digital, especializada no desenvolvimento humano e organizacional de grandes e médias empresas por meio de modelos de gestão, cultura e liderança baseados no pensamento Lean, Agile e Exponencial, Luiz Cláudio Parzianello é certeiro ao afirmar: “A essência do pensamento ágil, consolidada em um manifesto escrito e publicado em 2001, é evoluir a cultura empresarial para um modelo focado na colaboração, na entrega continua de produtos que agreguem valor ao cliente, na reflexão e melhoria contínua de suas pessoas, processos e modelos de negócios”.

De acordo com Parzianello, a migração do modelo Agile da TI para o RH ocorreu porque a área de tecnologia, onde se originou o movimento, produzia (e ainda produz) muitos desperdícios por ter seus modelos de gestão baseados em princípios tayloristas do início do século passado.

“Os resultados conquistados com a mudança desse mindset, principalmente em áreas de inovação, são muitos. Acredito que não somente o crescimento exponencial da tecnologia, mas também os modelos de gestão disseminados pela cultura ágil contribuíram para a consolidação do que é chamado de Nova Economia, ou economia pós-digital”, explica o consultor.

O especialista explica, ainda, que hoje já se fala em Agilidade Moderna, quadro no qual o desafio é entregar valor de forma contínua aos clientes e demais partes interessadas, mediante a contratação e o desenvolvimento de “pessoas incríveis que experimentam e aprendem rapidamente novos modelos de gestão e tecnologia”.

Entretanto, nada disso é possível sem um ambiente organizacional livre de medos, sustentado por uma segurança psicológica que somente os verdadeiros líderes inspiradores e coaches são capazes de desenvolver na organização.

Para Parzianello, algumas questões a serem feitas antes de implementar o modelo em qualquer empresa são:

– Será que a gestão de pessoas tem interesse, responsabilidade ou autoridade sobre esta mudança?

– Os profissionais da área de gestão de pessoal estão em linha com este processo de mudança?

Perguntas que o diretor de Desenvolvimento Humano do SEPRORGS, André Streppel, responde com argumentos.

“É imprescindível que as áreas de gestão de pessoas estejam atentas às mudanças de suas equipes e, principalmente, saibam agir quando necessário. Por isso a metodologia ágil aplicada à gestão de pessoal torna-se tão importante neste momento”, esclarece Streppel.

Segundo ele, as empresas precisam estar abertas às novas formas de gestão, ao aprendizado e à aplicação de metodologias diferentes das tradicionais.

Elementos que a metodologia ágil traz em seu DNA.

Além disso, o método ágil parte da identificação de erros e aplicação de melhorias no processo de forma mais rápida, o que contribui de forma galopante para o incremento da motivação, produção e administração nas organizações de todos os setores.

O assunto foi tema de palestras que Parzianello ministrou em encontros do Grupo de Gestão de Pessoas, evento realizado pelo SEPRORGS sob a batuta de Streppel.

“As empresas de TI têm maior facilidade para lidar com mudanças. Então, o encontro de Grupo de Gestão de Pessoas vem para que companhias de áreas diversas possam trocar conhecimento e experiência”, finaliza o diretor de Relacionamento Humano.

Dasa apresenta Comitê Saúde em Pauta na inauguração do Cubo Health

A Dasa, líder em medicina diagnóstica no Brasil, inaugurou o Cubo Health, espaço que abriga startups de saúde que recebem suporte e know-how da companhia para aprimorar os seus serviços. Um andar do Cubo Itaú, maior hub de empreendedorismo tecnológico da América Latina, está exclusivamente voltado para a vertical de saúde, com curadoria e apoio da empresa, em um ambiente moderno e inovador que vai incentivar a troca de informações e práticas de inovação disruptivas em saúde.

E, alinhado à visão da Dasa de promover conexões inteligentes para a saúde, a empresa apresenta uma nova iniciativa: o Comitê Saúde em Pauta formado por formadores de opinião que tramitam nos universos de inovação e saúde, além de executivos da empresa. Os especialistas se encontrarão trimestralmente para debater os principais temas do setor, trazendo o que há de mais atual no Brasil e mundo, além de compartilhar com suas audiências os conceitos abordados.

O comitê foi lançado já com grandes nomes:

– Dr. Fernando Gomes Pinto, médico neurocirurgião e consultor sobre medicina e bem-estar, que atua como chefe de equipe no Hospital Beneficência Portuguesa e é consultor de saúde do programa Encontro com Fátima Bernardes da TV Globo.

– Flávia Gamonar, especialista em conteúdo de inovação, tecnologia, carreira e startups, que é mestre em TV Digital, doutoranda em Mídia e Tecnologia pela Unesp, instrutora oficial LinkedIn Learning e Top Voice do Linkedin, professora da ESPM, apresentadora de TV na Record News e escritora.

– Pedro Doria, jornalista especializado em inovação e cultura digital. Ele é escritor e também editor do Meio, newsletter diária que em pouco tempo se tornou um dos veículos mais influentes da internet brasileira, e também colunista dos jornais O Globo, O Estado de S.Paulo, e da rádio CBN.

Da Dasa, fazem parte do comitê o dr. Romeu Cortês Domingues, presidente do Conselho, Emerson Gasparetto, vice-presidente da área médica e Thiago Júlio, gerente de Inovação e Curador do Cubo Health.

“Queremos promover o relacionamento com o público digital seguindo os principais pilares da Dasa: Inovação, Tecnologia e Excelência Médica. Junto a esses influenciadores debateremos os temas em alta para contribuir com informação de qualidade ao público, oferecendo novidades relevantes e soluções existentes no Brasil e no Mundo”, afirma Emerson Gasparetto, vice-presidente da área médica da Dasa. “Nossa liderança em medicina diagnóstica nos coloca na posição de assumir também uma fronteira para criar esses momentos. Acreditamos que a concepção desse comitê é uma importante oportunidade para discutirmos o setor sob diferentes ângulos”, conclui.

O primeiro encontro contou com abertura do presidente da Dasa, Pedro de Godoy Bueno, e mediação de Marcelo Mearim, diretor de marketing da empresa. O tema abordado pelo Comitê Saúde em Pauta foi “Resultados alcançados com Inteligência Artificial na saúde”, abrangendo as aplicações da IA que modernizaram o setor e as principais tendências aplicadas ao sistema.

AASP realiza Hackathon e incentiva a criação de soluções para a área do Direito

Nos dias 10 e 11 de novembro, acontece a segunda edição do Hackathon da Associação dos Advogados de São Paulo. Desta vez o evento será realizado no Edifício Santos Augusta, localizado na região mais conectada da cidade por transportes públicos, atendida por linhas de metrô, ônibus e a ciclovia da Avenida Paulista. O evento fará parte de uma série de outros encontros que tem como objetivo aproximar a associação de seus associados e conectá-los com novas ferramentas do Direito.

O evento, em 2017, reuniu 50 participantes, 12 projetos e foram mais de 36 horas de maratona. E a expectativa dos organizadores é que o número de participantes aumente. O tema do ano passado foi jurimetria e buscou incentivar o desenvolvimento de soluções tecnológicas para resolver a morosidade do Judiciário. A equipe vencedora criou uma calculadora para auxílio na conciliação entre as partes.

Para este ano, a AASP propôs como tema blockchain, uma tecnologia que elimina burocracias, gera confiança direta entre as partes e mantém registros das transações digitais em sua rede de forma segura e confiável. No ambiente jurídico, o blockchain também tem forte potencial para transformar o mercado, especialmente com soluções voltadas aos advogados.

O evento tem o objetivo de mobilizar profissionais do Direito, inovação e educação para que apresentem seus estudos e soluções com base na tecnologia da blockchain. A novidade é baseada em três princípios: distribuição, imutabilidade e transparência.

“Os participantes terão dois grandes desafios: entender a tecnologia do blockchain e pensar em como ela pode ser aplicada ao Direito. O Blockchain é uma tecnologia muito nova e ninguém sabe o real potencial dela, principalmente aplicado ao Direito. Acredito que o grupo que conseguir explicar aos jurados o impacto que a solução desenvolvida trará às atividades jurídicas, fique mais próximo da vitória!”, comenta dr. Renato Cury, vice-presidente da AASP.

Hackathon AASP

Data: 10 e 11 de novembro

Horáro:

Local: Edifício Santos Augusta

Endereço: Alameda Santos, 2.159 – Jardim Paulista

Arduino: fácil de programar, funcional e barato

A criação de objetos e ambientes interativos tornou-se muito mais fácil, funcional e barata após a invenção do Arduino. Esta flexível plataforma de prototipagem eletrônica vem ganhando cada vez mais adeptos no mundo todo, sejam leigos, estudantes ou profissionais.

Não faz muito tempo, para se criar um circuito interativo, era necessário iniciar projetos do zero para aplicações específicas. Além disso, pequenas alterações nas suas funcionalidades exigiam estudos profundos e bastante trabalho.

Com o advento dos microcontroladores, problemas antes tratados com soluções de hardware passaram a ser tratados com o uso de softwares de computadores. Dessa forma, um mesmo circuito passou a desempenhar funções totalmente diferentes por meio da reprogramação e alteração de alguns parâmetros do programa.

Mesmo assim, trabalhar com microcontroladores ainda não era tão simples. Foi então que, em 2005, um grupo originado no Instituto Ivrea de Design de Interação, Itália, inventou um dispositivo que tornou seu uso descomplicado e economicamente acessível.

O resultado foi o Arduino, criado dentro do conceito de hardware livre, ou seja, qualquer pessoa pode montá-lo, modificá-lo, melhorá-lo e personalizá-lo partindo do mesmo hardware básico.

APLICAÇÕES

O Arduino é uma plataforma de prototipagem eletrônica de placa única projetada com um microcontrolador Atmel e circuitos de entrada/saída que pode ser facilmente conectada a um computador e programada via IDE (Ambiente de Desenvolvimento Integrado). Utiliza uma linguagem baseada em C/C++ sem necessidade de equipamentos extras além de um cabo USB.

Depois de programado, o microcontrolador pode ser usado de forma independente, seja para controlar um robô, uma lixeira, um ventilador, as luzes da uma casa, a temperatura do ar-condicionado, seja como um aparelho de medição ou qualquer outro projeto a ser desenvolvido.

Os campos de atuação para o controle de sistemas por meio do Arduino são amplos, podendo ter aplicações também na área de impressão 3D, engenharia de transportes, engenharia agronômica, musical ou até mesmo em ambientes escolares, para o desenvolvimento de experimentos que otimizem o aprendizado dos alunos.

Para utilização seja em qual for o projeto, o Arduino possui uma grande quantidade de sensores e componentes. A maior parte está disponível em módulos, que são pequenas placas que contêm os sensores, e outros componentes auxiliares, como resistor, capacitor e leds.

Existem, ainda, os shields, placas que podem ser encaixadas no Arduino para expandir suas funcionalidades. Ao mesmo tempo em que permitem o acesso a uma rede ou à internet, mantêm os demais pinos disponíveis para utilização. Assim, é possível, por exemplo, utilizar os pinos para receberem dados de temperatura e umidade de um ambiente e consultar esses dados de qualquer lugar.

TIPOS

Entre os tipos de Arduino à venda, o Arduino Uno R3 Compatível costuma ser a primeira opção de compra. Base para outros modelos, é a versão ideal para iniciantes na plataforma devido ao seu baixo custo e a sua elevada quantidade de funcionalidades.

Baseado no ATmega328, o Arduino Uno R3 tem 14 pinos de entrada/saída digital (dos quais seis podem ser usados como saídas PWM – pulse width modulation), seis entradas analógicas, um cristal oscilador de 16 MHz, uma conexão USB (universal serial bus), uma entrada de alimentação, uma conexão ICSP (in circuit serial programming) e um botão de reset.

Ele contém todos os componentes necessários para suportar o microcontrolador, basta conectar a um computador pela porta USB ou alimentar com uma fonte ou com uma bateria.

O Arduino Uno difere de todas as placas antecessoras no sentido de não utilizar o chip FTDI (Future Technology Devices International). Em seu lugar, utiliza um Atmega8U2 programado como conversor de USB para serial.

A largura e o comprimento máximos da placa do Uno são 68,58 mm e 53,34 mm respectivamente, com os conectores USB e de alimentação estendendo-se além dessas dimensões.

Já o Arduino Mega 2560 R3 Compatível é ideal para projetos mais complexos, que exigem mais memória, como impressora 3D e aplicações robóticas.

Trata-se de uma placa de microcontrolador baseada no ATmega2560. Possui 54 pinos de entradas/saídas digitais, 16 entradas analógicas, 4 UARTs (portas seriais de hardware), um oscilador de cristal de 16 MHz, uma conexão USB, uma entrada de alimentação, uma conexão ICSP e um botão de reset.

Assim como o Uno, o Arduino Mega 2560 R3 contém tudo o que é necessário para dar suporte ao microcontrolador, basta conectar a um computador com um cabo USB ou a uma fonte de alimentação.

É compatível com a maioria dos shields desenhados para Arduino Uno, Duemilanove e para o Diecimila. Possui, ainda, o dobro de memória do antigo Arduino Mega.

O comprimento e a largura máximos da placa Mega2560 são 101,6 mm e 53,4 mm respectivamente, com os conectores USB e de alimentação se projetando pouco além desta dimensão.

Fonte: http://www.baudaeletronica.com.br/

Dicas Serasa Experian para evitar golpe na Black Friday

Com a proximidade da Black Friday, que neste ano será no dia 23 de novembro, é natural que as “promoções” se tornem um atrativo. No entanto, Murilo Couto, gerente sênior de identidade digital da Serasa Experian, comenta que este ambiente é muito propício para a realização de golpes: “Para não se frustrar justamente numa data tão importante, convém ao consumidor tomar certos cuidados”, adverte.

Neste ano, a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico estima que a Black Friday vai movimentar R$ 2,87 bilhões, o que representa elevação de 16% em relação ao ano passado. Para o Ebit, esta edição da Black Friday deve representar crescimento de 15% e movimentar R$ 2,43 bilhões. Ou seja, são dados de expectativas muito expressivos.

Para Murilo Couto, da Serasa Experian, o consumidor, para evitar o tumulto de lojas físicas, problemas de estacionamento e trânsito e eventualmente comprar comparando preços e produtos, acaba optando pela comodidade das lojas virtuais. “De fato há fatores muito positivos nesse sentido, mas em datas como a Black Friday, os criminosos fazem ataques de phishing, através do envio de emails, SMS e se valem de réplicas de sites de lojas conhecidas, tudo para enganar as pessoas e captar dados pessoais, informações do cartão de crédito e senhas, que podem inclusive serem usadas num momento seguinte”.

Essas tentativas de fraudes de identidade acontecem tanto no ambiente online quanto off-line. Representam por exemplo o ato de alguém tentar usar dados pessoas de terceiros para firmar negócios sob falsidade ideológica ou para obter crédito sem a intenção de pagar. Estes dados podem ser roubados por meio da internet e meios eletrônicos ou furtados diretamente da pessoa, que muitas vezes também perde os documentos e não se dá conta.

Mapeamento da internet feito pela BigData Corp a pedido da Serasa Experian em junho deste ano aponta que 40,10% dos sites do País não estão seguros, o que representa um total de 7,2 milhões de endereços. Estes sites não possuem o certificado de segurança (SSL – Secure Socket Layer), que promove uma conexão segura utilizando a criptografia entre o servidor e os dados trafegados, o que evita o roubo de dados durante a transação.

Por tudo isso, é bom ficar atento a alguns cuidados:

– Desconfie de super ofertas que chegam a você. Acesse o site em questão e veja se ele tem a proteção de um Certificado Digital SSL. Uma boa dica é verificar se no browser há um cadeado fechado. Esse “cadeado de segurança” fica em algum lugar da janela do navegador. Clique sobre ele e confirme se o Certificado Digital emitido está válido e em nome da loja.

– Essa mesma conferência pode ser feita no Selo de Segurança do site, que fica normalmente no pé da página.

– Outra dica é, ao acessar o site da loja, conferir se o HTTP tem a letra S, ou seja, HTTPS. Se tiver, você está num ambiente seguro e pode expor seus dados.

– Confira tudo isso, evite o impulso de olhar apenas o preço, a oportunidade de uma compra muito vantajosa.

– Além disso, há outros aspectos previstos pela Lei do Consumidor. Por exemplo o fato de que compras feitas pela internet também permitirem que o consumidor exerça o seu direito de arrependimento em até sete dias – contados da data da compra ou do recebimento do produto.

– Na internet também há lojas com frete grátis e outras que cobram para o envio. É bom tomar cuidado com isso antes de fechar a compra.

– Fique também atento à política de troca adotada pela loja.

– Caso você faça a opção por um presente num site de compra coletiva, como ofertas em restaurantes, clínicas de estética, por exemplo, confira se os descontos anunciados são de fato efetivos e veja todos os detalhes sobre o dia em que você pode usar o voucher e as condições e prazos de uso.

– Confira, por fim, o tempo de entrega do produto, pois a data está próxima e há muitos feriados.

– Tomadas todas essas precauções, aproveite bem a data e as compras seguras.

Protagonismo feminino será abordado na São Paulo Tech Week

Entre os dias 24 e 30 de novembro, a São Paulo Tech Week 2018 espalhará pelas ruas da capital paulista mais de 200 atividades gratuitas ligadas a tecnologia e inovação. O festival busca reforçar o posicionamento da cidade como o maior hub de Inovação da América Latina e estimular empresas e organizações a promoverem atividades e inciativas que conectem talentos, empreendedores e investidores. Uma das atrações da programação nesta edição é a primeira escola de liderança feminina do Brasil, a ELAS.

Criado há pouco mais de um ano por Carine Roos e Amanda Gomes, o projeto já atendeu mais de 2000 alunas e é focado no desenvolvimento pessoal de mulheres que desejam assumir posições de destaque em empresas e na sociedade. A palestra “Como mulheres podem hackear o sistema e assumir posições de destaque em empresas de tecnologia” acontece no dia 26, das 18h às 21h, no Spaces Berrini. Nos dias 27 e 30, o público poderá participar do Workshop de Autoconfiança. O primeiro acontece no CUBO, das 19h às 22h. Serão duas oficinas no dia 30, uma no Spaces Vila Madalena, das 9h às 11h30, e a segunda no CUBO, das 18h às 21h.

O curso é dedicado a desenvolver a capacidade da mulher para se tornar protagonista de uma história de sucesso, vencendo barreiras pessoais e corporativas sem culpa, assim como amadurecer suas habilidades emocionais necessárias para assumir posições de liderança em empresas e na sociedade como um todo.

Desde agosto de 2017, o Programa ELAS já formou mais de 1.450 mulheres que tiveram resultados importantes em suas vidas, tanto pessoal quanto profissional.

4ª Edição São Paulo Tech Week

Quando: de 24 a 30 de novembro de 2018

Onde: São Paulo/SP

Informações: www.saopaulotechweek.com

Palestra “Como mulheres podem hackear o sistema e assumir posições de destaque em empresas de tecnologia”

Quando: 26 de novembro de 2018

Horário: das 18h às 21h

Onde: Spaces Berrini

Workshop de Autoconfiança

Quando: 27 de novembro de 2018

Horário: das 19h às 22h

Onde: CUBO

Workshop de Autoconfiança

Quando: 30 de novembro de 2018

Horário: das 9h às 11h30

Onde: Spaces Vila Madalena

Workshop de Autoconfiança

Quando: 30 de novembro de 2018

Horário: das 18h às 21h

Onde: CUBO

Existe empatia e alteridade no mundo corporativo?

Por Leonardo Torres

Hoje em dia, uma das palavras mais recorrentes no mundo corporativo é “empatia”. Definida popularmente como “a capacidade de se colocar no lugar do outro”, as empresas, os jornais, os livros “modinhas” e os coaches têm se apropriado dessa palavra para promover uma dinâmica de trabalho colaborativa nas empresas, que supostamente geraria certa felicidade, motivação, bem-estar no ambiente de trabalho, entre outras coisas.

Parece que a palavra “empatia” foi evocada no mundo corporativo junto com a demanda da inclusão social e da igualdade, essas, por sua vez, de extrema importância e urgência em nossa sociedade. Entretanto, a forma com que o mundo corporativo tem pensado e agido na implantação tanto da empatia quanto da inclusão social parece responder a uma lógica cartesiana, pautada pelas normas, leis, etc., e que não percebe o bullying, o assédio e a discriminação que acontece dentro da empresa entre colegas, pois isso não é revelado nos números e gráficos sobre responsabilidade social das corporações.

A empatia não é um instrumento. Em seu livro “A Era da Empatia: lições da natureza para uma sociedade mais gentil”, Frans de Waal mostra que a empatia é uma condição humana. Hoje se tem falado da empatia como se nós, seres humanos, não fôssemos empáticos. Uma das características que nos manteve vivos e resilientes desde os tempos mais primevos foi o gregarismo (a vida em grupo), cujo um dos cimentos é a própria empatia.

Talvez nós repetimos tanto a frase “empatia é se colocar no lugar do outro” que esquecemos o que realmente ela é. Mas, acredito que essa frase esteja errada, pois a empatia não é lógica. Uma pessoa não precisa pensar, refletir e filosofar sobre estar no lugar do outro. Basta conviver (no sentido de viver juntos e não suportar). A empatia não passa pelo crivo da racionalidade. É mais do que se sentir no lugar do outro, pois isso seria somente julgar ou entender o outro a partir da nossa lógica e das nossas experiências. Empatia é estar na pele do outro, e assim sentir o mundo a partir do outro, de seu lugar, de suas experiências, de suas verdades.

A empatia nos faz perceber a complexa rede que liga cada ser humano e entender que, na verdade, somos um só, colaborando: “co-laborando”, ou seja, trabalhando juntos para um fim que beneficie a todos. Pergunto se, neste mundo Hobbesiano em que “o homem é o lobo do homem”, ou seja, é extremamente competitivo, e as empresa visam o lucro e nada mais, se existe uma honesta empatia, inclusão e igualdade. Talvez tenhamos que pensar em uma nova lógica econômica. Uma lógica pautada pela frase de Boaventura de Sousa Santos: “temos o direito a ser iguais quando a nossa diferença nos inferioriza; e temos o direito a ser diferentes quando a nossa igualdade nos descaracteriza. Daí a necessidade de uma igualdade que reconheça as diferenças e de uma diferença que não produza, alimente ou reproduza as desigualdades.

Por fim, essa digressão pode indicar que estamos pensando em empatia da forma errada. Afinal, empatia gera alteridade: o aceitar e entender o outro, mesmo que suas ideias, ideais e opiniões sejam totalmente diferentes. Basta entrar nas redes sociais, um dos pontos centrais de sociabilização atual, para perceber que a alteridade já não está mais lá. A diferença é vista como o bode expiatório, pronto para o derramamento de sangue.

A pergunta final é: “a quem serve o Graal?”. No caso: “para que a empresa quer implantar a empatia, a inclusão e a igualdade?”. Seria perfeito se realmente as empresas estivessem buscando e investindo cada vez mais em seus funcionários, em prol deles próprios. Mas ela também poderia estar seguindo essa lógica para tentar se enquadrar em uma demanda social, usando a imagem da inclusão e da empatia para si e, de fato, ser somente mais uma propaganda.

Leonardo Torres, doutorando, com bolsa Prosup Capes, e mestre em comunicação e cultura midiática pela Universidade Paulista, professor e palestrante.

Infracommerce anuncia novo departamento jurídico focado em Direito dos Negócios Digitais

A Infracommerce – maior empresa em full service para e-commerce na América Latina – anuncia a chegada do COTS Advogados em seu gerenciamento dos assuntos jurídicos. O escritório, que assumiu dia 1 de novembro, é um dos principais no Brasil especializados no meio digital com ramo de atuação em CyberLaw (Direito dos Negócios Digitais).

Os advogados e sócios Ricardo Oliveira e Márcio Cots são referência no segmento de e-commerce brasileiro. Cots é membro do escritório norte-americano CyberLawStudio PLLC com sede em Nova York, além de ter participado na assessoria do Senado para a elaboração da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (sancionada em 14 de agosto deste ano). Essa lei vem impactar fortemente as operações de e-commerce e as organizações que se adequarem mais rapidamente a essa nova realidade terão um diferencial.

Márcio Cots é consultor jurídico do SEBRAE Nacional, para propositura de políticas públicas relacionadas ao comércio eletrônico e inovação (startups), tendo assessorado empresas do Brasil, EUA, França, Chipre e Angola. Com quase 10 anos de atuação na área jurídica, Ricardo Oliveira foca na multidisciplinaridade e interação dos mais diferentes ramos do Direito, sempre com foco em empresas do comércio eletrônico e tecnologia da informação.

O COTS Advogados tornou-se referência em assuntos relacionados à inovação, negócios digitais – nacionais e internacionais – e tecnologia, assessorando empresas dos mais variados ramos de atuação e associações nacionais e estrangeiras. O escritório levará à Infracommerce expertise sobre os assuntos ligados a Direito dos Negócios Digitais com foco em tecnologia, inovação, proteção de dados e segurança digital.

CI&T, especialista em transformação digital, está com 100 vagas abertas

Em ritmo de crescimento acelerado, sustentado por sua oferta diferenciada de transformação lean digital para grandes empresas, a multinacional brasileira CI&T anuncia que está em busca de talentos para preencher 100 vagas. As oportunidades de trabalho são para a sede da CI&T, o Prisma, em Campinas (SP), além de vagas para os seus escritórios nas cidades de São Paulo e Belo Horizonte (MG).

Reconhecida entre as cinco Melhores Empresas para Trabalhar em TI no ranking (grandes empresas, acima de 1 mil funcionários), elaborado pelo Great Place to Work (GPTW) com 110 companhias, a CI&T oferece vagas para vários perfis, desde desenvolvedores de diversas tecnologias até arquitetos de software, analistas de dados, designers, tester, profissionais para a área administrativa e outros. As pessoas interessadas em participar dos processos de seleção devem acessar o site da CI&T (vempra.ciandt.com), para obter mais informações.

“Buscamos por talentos que se identificam com a nossa cultura. Entusiasmo, respeito ao próximo, criatividade, combinação do conhecimento técnico com a vontade de fazer acontecer e entrega com excelência são fatores fundamentais”, destacou Patrícia Delsoto, gerente de recursos humanos da CI&T. “Oferecemos um ambiente de trabalho inovador e multicultural, com respeito independentemente da expressão de gênero, idade, deficiência, raça e religião. Todos os profissionais, inclusive as pessoas com necessidades especiais, são consideradas aptas para participar dos nossos processos seletivos”, completou.

Os selecionados farão parte de equipes que vão atuar em projetos da CI&T, incluindo os de transformação lean digital de empresas líderes globais. “Apoiamos grandes marcas no desafio de colocar o consumidor no centro do seu negócio, cocriando estratégias que agilizam a entrega de valor e experiências diferenciadas ao mercado. Para isso, trabalhamos lado a lado com os clientes, formando equipes multidisciplinares e aptas a gerar inovações com velocidade, experimentações e ciclos curtos de aprendizado”, destacou Carla Borges, head of People da CI&T.

Expansões recentes

Dentre as estratégias anunciadas recentemente para suportar o crescimento acelerado da multinacional, estão a transformação do Centro de Excelência em Tecnologias Digitais da CI&T em Belo Horizonte em um hub de exportações para apoiar projetos internacionais, especialmente de clientes dos Estados Unidos. A companhia também anunciou a expansão da sua estrutura no Vale do Silício, Califórnia, EUA, onde está investindo cerca de US$ 2 milhões na abertura de um novo Prisma – espaço de cocriação que materializa sua proposta de transformação lean digital para grandes empresas -, no primeiro semestre de 2019.

A CI&T confirmou em setembro último o WeWork como o novo endereço da sua filial na capital paulista, para potencializar a vivência de seus colaboradores em um ecossistema de inovação formado por grandes players de tecnologia e startups.

A receita da CI&T atingiu R$ 498 milhões em 2017 – alta de 25% com relação ao ano anterior. Desse total, 40% foi gerado por contratos internacionais. O bom resultado do último ano permanece. No primeiro semestre de 2018, o faturamento da empresa cresceu 22% na comparação com o mesmo período do ano passado. A meta da CI&T é dobrar de tamanho a cada três anos e atingir a receita global de R$ 1 bilhão em 2020.

Mercado Livre triplica centro de distribuição

O Mercado Livre, companhia líder na oferta de tecnologia para o comércio eletrônico na América Latina, comemora os resultados da operação de Fulfillment, iniciada em agosto de 2017, e anuncia a ampliação e modernização do seu centro de distribuição localizado em Louveira, interior do Estado de São Paulo. O objetivo é deixar a logística para vendedores do marketplace mais rápida e eficiente e, para isso, aumentou o espaço da operação de 17 mil m² para 51 mil m². Durante todas as fases do projeto, a expectativa é que sejam criadas mais de 1,3 mil novas vagas de trabalho.

O Fulfillment é um modelo de serviço que realiza a gestão do armazenamento, embalagem e entrega de produtos de diversos vendedores, a partir do centro de distribuição (CD) de Louveira, além do serviço de pós-venda e atendimento ao cliente. Apenas no primeiro semestre deste ano, a operação aumentou em dez vezes, tanto no número de vendedores utilizando o serviço quanto no volume de produtos enviados.

“Estamos em constante evolução para oferecer um serviço cada vez melhor para quem compra e vende na plataforma, e o investimento para ampliação do centro de distribuição é mais um passo para expandirmos a oferta de Fulfillment e garantirmos entrega mais rápida e eficiente para nossos usuários. Além disso, ficamos satisfeitos por gerar oportunidades de trabalho aos cidadãos de Louveira e região”, complementa Leandro Bassoi, diretor de Mercado Envios, unidade de logística da companhia.

O projeto de modernização conta com apoio da Investe São Paulo – Agência Paulista de Promoção de Investimentos e Competitividade – no suporte com órgãos governamentais. “Estamos muito satisfeitos em contribuir com esse projeto inovador. O Mercado Livre é mais que referência em vendas online, um dos setores que mais cresce em São Paulo”, explica o diretor da Investe, Sérgio Costa.

Na Região Administrativa de Campinas, da qual Louveira faz parte, a Investe São Paulo já deu apoio para 80 projetos, que somam R$ 13 bilhões e 18 mil novas vagas de emprego, pincipalmente nos setores da Indústria da Transformação, Automotivo e Máquina e Equipamentos.

Semana Global do Empreendedorismo estimula jovens empresários a transformar a sociedade

A Semana Global do Empreendedorismo (SGE) 2018, maior celebração mundial voltada para esta temática, teve início com uma ampla programação em todo o país com meio milhão de vagas, adesão de mais de 400 instituições, mais de5.000 eventos e 850 municípios contemplados. A abertura da 11ª edição da iniciativa, que traz como tema “Empreendedorismo Jovem: A Hora é Agora”, foi realizada nesta terça-feira (5), na sede do Sebrae Nacional, com a presença da diretoria da instituição e de parceiros, de autoridades e de diversas figuras representativas para o empreendedorismo brasileiro.

Heloisa Menezes, diretora técnica do Sebrae, ressaltou a importância do jovem empreendedor na construção de uma nova realidade e perspectiva: “A Semana é fundamental para movimentar todo o ecossistema inovador do mundo e, neste ano, focamos nos jovens, que possuem características empreendedoras, que são uma atividade transformadora. Acreditamos que podemos mudar o país, a sociedade e as pessoas por meio do empreendedorismo e educar os jovens para ter uma profissão e não só ter emprego”.

Após a solenidade, que contou com uma calorosa plateia formada por jovens, Welson Alves apresentou o caso de sucesso do Movimento Choice: Ensinando jovens a empreenderem mudanças positivas no mundo, que foca na disseminação e no fomento de negócios de impacto social no Brasil. A Choice tornou-se uma organização independente com o objetivo de expandir sua atuação no apoio e desenvolvimento de jovens.

Em seguida, o Painel “Empreendedorismo Jovem, Inspirações que transformam vidas” recebeu Adriana Barbosa e Felipe Dip. Adriana foi considerada um dos 51 negros mais influentes do mundo em 2017. A jovem é fundadora do Instituto Feira Preta, iniciativa que faz o mapeamento do afro-empreendedorismo no Brasil e atua como aceleradores e incubadores de negócios negros. Já Felipe contou como conseguiu superar suas dificuldades e criou uma escola de idiomas reconhecida internacionalmente – a startup Você Aprende Agora.

Perfil do jovem empreendedor brasileiro

Diante da temática dos jovens da 11º SGE, o Sebrae realizou uma pesquisa com 2.132 empreendedores, de todas as idades e de todo o país, para traçar, pela primeira vez, o perfil do jovem empreendedor brasileiro. O resultado da pesquisa mostra que a ideia de se tornar um empreendedor já está presente bem cedo, tanto que um em cada três empresários (32%) já tinha algum tipo de pensamento nesse sentido, antes de completar 18 anos. Quando considerado apenas o grupo de empresários com até 24 anos, 80% já haviam cogitado se tornar um empreendedor antes dos 18 anos.

Outro dado importante é que quanto maior o porte da empresa, maior a proporção dos empresários que cogitaram iniciar o negócio mais cedo. No grupo das Empresas de Pequeno Porte (EPP), 42% dos empresários cogitaram empreender antes dos 18 anos (este resultado foi 51% maior que entre os MEI, onde apenas 28% cogitaram empreender antes dos 18 anos). O levantamento do Sebrae constata ainda que jovens empresários tendem a ser mais inovadores. Para 16% dos donos de negócios com até 24 anos, as tecnologias, recursos e ferramentas disponibilizadas pelas suas empresas surgiram há menos de um ano. Esse percentual é bem maior que o verificado nos empresários com idade de 25 a 34 anos (9%), bem como dos empreendedores com mais de 35 anos (8%).

A programação está disponível para consulta em www.empreendedorismo.org.br.

Business Intelligence e Marketing Online estão entre as áreas mais procuradas por profissionais de tecnologia

Com o objetivo de identificar como e quem são os profissionais que vêm mudando de carreira, a Revelo, plataforma de recrutamento online, realizou um estudo sobre o que esses profissionais estão buscando, a partir dos candidatos e empresas cadastradas na plataforma.

“Acreditamos que mudanças de carreira sempre existiram – basta pensar, há 20 anos, quantos engenheiros formados estavam trabalhando no mercado financeiro. A formação superior nem sempre está 100% relacionada à atividade fim, mas sim às habilidades desenvolvidas durante os estudos”, comenta Helena Lizo, Head de Finanças da Revelo.

O destaque do estudo fica para os profissionais de marketing online e business intelligence. Estes são os que mais desejam sair da área – na terceira e quarta posição com 17,93% e 17,39%, respectivamente – e, curiosamente, são as áreas mais procuradas por profissionais com formação diversas a elas. A lista com as profissões que as pessoas mais desejam migrar de área está abaixo:

 

Profissão

%

Desenvolvedor

24,46%

Design UX/UI

19,38%

Business Intelligence

17,93%

Marketing Online

17,39%

 

Entre os que optam por migrar de carreira, a Revelo identificou que 36% deles são graduados, 10% possuem pós graduação e aproximadamente 2% concluíram um mestrado. Além disso, 70% deles estão no estado de São Paulo, 12% no Rio de Janeiro e 9% no estado de Minas Gerais. Lembrando que a base é composta por múltiplos estados, porém com maior concentração de candidatos na região sudeste.

Os estudos afirmam que a geração Millennials (ou geração Y; 21 – 34 anos) é a que mais busca outras recompensas no trabalho e que tem maior rotatividade entre empregos, sendo capazes de mudar completamente de carreira ao longo de suas vidas profissionais. Nos primeiros dez anos de suas carreiras, eles costumam trocar quatro vezes de emprego, comparados com a média de duas trocas de emprego da geração X (35 – 49 anos). Eles também ingressam na vida profissional mais jovens do que a geração anterior, trazendo um amadurecimento pessoal concomitante à escolha da carreira.

Em termos de comportamento, a geração Y é menos apegada a bens materiais e posterga grandes marcos da vida social que eram valorizados em outras gerações, como casamento, filhos e casa própria. Isso pode ser traduzido na maior flexibilidade de escolhas profissionais.

“Carreiras ligadas à tecnologia terão cada vez mais adeptos, tanto pela necessidade crescente de uso em nosso cotidiano, quanto pela facilidade que os Millennials e a nova/futura geração possuem ao lidar com tecnologia, desvinculando o ensino superior à área de atuação de pessoas com maiores conhecimentos técnicos para esses ocuparem estes cargos”, ressalta Helena.

Para essas mudanças, a era digital é a grande facilitadora para essas mudanças de área. Além de se manterem conectados às mídias sociais das empresas, acompanhando seus movimentos e pesquisando sobre novos formatos de relações de trabalho e identificando qual empresa pode oferecer o melhor ambiente para suas demandas profissionais, o acesso à especialização online é amplo e permite que jovens profissionais adquiram habilidades e recursos para atuarem em diferentes cadeiras.

Média de salários

Segundo o Relatório de Salários de Tecnologia, estudo também realizado pela Revelo, os desenvolvedores lideram o ranking, recebendo R$ 6,4 mil mensais em média, sendo a carreira que possui o salário mais alto entre os profissionais de tecnologia do Brasil. São Paulo, por exemplo, é a cidade que mais valoriza o profissional Desenvolvedor.

A média de salário na capital paulista para esse tipo de profissional é de R$ 6.721,69. Logo depois, aparece a carreira de Business Intelligence, que recebe R$ 6.241,00, seguida por Design UX/UI, com R$ 5.466,00, e Marketing Online, com média de R$ 4.588,00.