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“Inovação no varejo: a solução para os desafios do consumidor de hoje”

Por Vanesa Meyer, vice-presidente de Inovação da Visa América Latina e Caribe

Na América Latina de ontem, as pessoas iam ao banco para gerenciar suas finanças e ao shopping para comprar. Esse estilo de vida foi definitivamente alterado nos últimos 12 meses. Hoje, o consumidor interage com os varejistas de formas completamente diferentes. Ele quer formas convenientes, fluidas e – mais do que nunca – sem contato para pagar. Além disso, quer comprar seus produtos em qualquer lugar, a qualquer momento.

O relatório da segunda pesquisa anual da Visa, Inovação na América Latina: Lições das Grandes Inovadoras da Regiãomostrou que a pandemia forçou o varejista a acompanhar as demandas dos consumidores². A necessidade de inovação na tecnologia de varejo cresceu exponencialmente à medida que a internet foi se tornando a força vital do mundo, e também à medida que o e-commerce se tornou a tábua de salvação dos consumidores.

Na América Latina e Caribe, o uso de soluções de pagamentos simples no e-commerce, como os links de pagamento, aumentou mais de 300% no último ano¹. O dinheiro ainda é muito usado na região, mas a pandemia fez com que mais consumidores e estabelecimentos comerciais entrassem na economia digital.

Segundo a pesquisa, trago algumas das principais tendências de inovação na tecnologia de varejo que tem afetado a região:

Adoção de novas formas de pagamento
É natural que os consumidores estejam buscando formas sem contato de pagar durante a pandemia. Consequentemente, as experiências de pagamento na região estão ficando mais instantâneas e baseadas no celular, apesar da percepção de que os latino-americanos não estão prontos para tecnologias de pagamento avançadas. Na verdade, o último estudo regional com consumidores² da Visa mostra que 48% dos consumidores usaram um método de pagamento por aproximação no ponto de venda (com cartões, carteiras digitais e vestíveis) em suas últimas 10 compras em lojas físicas.

Exemplos de tecnologias de pagamento que estão decolando na região:

• A tecnologia tap-to-phone lançada pela Visa e o Banco Popular na Costa Rica, que transforma o smartphone do vendedor em um terminal POS para aceitação de pagamentos por aproximação.
• Scan to Pay, a solução da Visa desenvolvida em parceria com a empresa de tecnologia de pagamento HST, que permite que consumidores e estabelecimentos comerciais paguem e aceitem pagamentos por aproximação vinculando seus cartões de crédito, débito ou pré-pagos Visa aos seus dispositivos móveis.
• Plataformas P2P interoperáveis como a PLIN, que permite que os peruanos enviem e recebam pagamentos usando apenas um telefone celular e a tecnologia de pagamento push da Visa.

De qualquer forma, acreditamos que a tendência “contactless” continuará crescendo na região.

Incentivo à inovação dentro da empresa
O estudo descobriu que, quando a inovação é incentivada e faz parte da cultura da empresa – e de todas as equipes -, a criação de ideias e a experimentação floresce por toda parte. Algumas das empresas pesquisadas de melhor desempenho nessa área eram do varejo. Das empresas avaliadas, 42% foram consideradas avançadas em sua forma de abordar a inovação. Desses 42%, 16% eram estabelecimentos comerciais e 48% eram empresas com operações físicas³.

Observamos excelentes exemplos, como o Pão de Açúcar, líder no segmento de supermercados no Brasil, onde a equipe nomeia “embaixadores” em cada unidade de negócio para identificar dores e criar uma estrutura para solucioná-las. O Magazine Luiza, grande varejista brasileiro, divide sua equipe de inovação em squads encabeçados por “líderes de projeto” que interagem regularmente com as unidades de negócio relevantes para cocriar soluções. Essas estratégias avançadas para integrar e incentivar a inovação em todos os níveis da companhia dão origem aos seus sucessores. Todas essas empresas estão lançando produtos para melhorar a vida das pessoas antes mesmo que elas percebam que precisam delas.

Mais parcerias com startups para atender as necessidades do consumidor
Parcerias e inovação caminham lado a lado e estão presentes nas empresas mais inovadoras da pesquisa. Embora alguns varejistas considerem um conflito de interesses trabalhar com um concorrente ou negócio não relacionado, nosso relatório descobriu que os estabelecimentos comerciais de sucesso estão abraçando colaborações que apoiam suas capacidades.

O varejista precisa de uma solução de entrega rápida para seus produtos? Ou quer facilitar ainda mais a retirada por drive-through? Uma parceria pode solucionar essas e outras necessidades que estão fora das áreas de expertise do varejista, como pagamentos, logística, fidelização, autenticação e onboarding, experiência do cliente no ponto de venda, e mais.

Por exemplo, um grande varejista brasileiro se uniu à Loggi, startup de entrega, para que os produtos chegassem mais rápido até seus clientes. A empresa também usa um processador de pagamentos que atua como subcredenciador para facilitar splits de pagamento em marketplaces.

Muitos varejistas estão fazendo parcerias com startups – aliás, as empresas mais maduras em termos de inovação chegam a alimentar uma mentalidade de startup, agindo como uma espécie de incubadora. A Ripley, uma grande varejista chilena, promove o Unicorn challenge, um evento onde startups competem para solucionar dores em áreas-chave do processo varejista.

Evolução rápida para atender as necessidades do mercado
Os últimos 12 meses certamente puseram à prova a habilidade dos varejistas de inovar e acelerar o time-to-market de novas provas de conceito. Como vimos durante os lockdowns, as empresas mais inovadoras agiram rapidamente para atender as necessidades dos consumidores em quarentena, transformando uma situação desoladora em oportunidade.

O estudo notou a emergência de versões nativas digitais de empresas tradicionais. Essas empresas, entre as quais marketplaces on-line e bancos exclusivamente digitais, executaram provas de conceito em 3,4 meses – 42% mais rápido do que a média – e estão 29% mais rápidas do que em 20184 .

Quando estudamos as empresas mais inovadoras, percebemos que estamos entrando em uma nova era, onde as fronteiras entre as empresas são indistintas, o que faz com que transações bancárias, pagamentos e comércio estejam disponíveis em todos os canais, o tempo todo – e, embora mais invisíveis, estão totalmente integradas na vida das pessoas.

As empresas mais inovadoras estão expandindo seu alcance até plataformas externas. A partir de agora, veremos menos empresas totalmente independentes, com limites claros.

Nesse contexto, os consumidores vão interagir com as empresas como se fossem plataformas, e não instituições.

Um grande exemplo é a Rappi, que começou como um app de entrega de comida, evoluiu para prestadora de serviços financeiros e se tornou um super app. Durante a pandemia, a empresa lançou um call center para que os consumidores de terceira idade aprendessem a usar a plataforma, pois não era seguro eles irem ao supermercado. Recentemente, a empresa lançou o cartão de crédito Visa Rappi, que pode ser solicitado e fica disponível digitalmente no aplicativo em apenas alguns minutos para compras, enquanto o cartão físico é entregue por um entregador da Rappi e ativado com um código QR5. Outro exemplo que vale a pena ser citado é o PagSeguro, que passou de habilitador de pagamento a banco digital e, recentemente, criou uma plataforma de entrega direta própria para pequenos restaurantes.

As lições ensinadas pelos varejistas líderes em inovação demonstram a rapidez e a eficácia da inovação e da evolução que está acontecendo na região LAC. Essas ações inovadoras estão provando que a operação de lojas físicas não precisa ser arcaica e lenta. Na verdade, estamos vendo mais varejistas abraçando uma cultura de experimentação, parceria e evolução – tudo para atender às necessidades dos consumidores. As empresas florescentes continuarão integrando novas tecnologias para acelerar suas operações, encantar o cliente e conquistar sua fidelidade no ambiente de amanhã.

¹ Inovação na América Latina: Lições das grandes inovadoras da região, página 39, setembro de 2020.
² http://www.linkedin.com/posts/vanesameyer_activity-6765372499124461568-vyAk
³ Inovação na América Latina: Lições das grandes inovadoras da região, página 17, setembro de 2020.
4Inovação na América Latina: Lições das grandes inovadoras da região, página 25, setembro de 2020.
5http://aw.visa.com/about-visa/newsroom/press-releases/rappi.html

Vendas presenciais no varejo crescem 66% no Dia das Mães segundo dados da Rede

Faturamento transacionado pela empresa de meios de pagamento do Itaú Unibanco apontou aumento de 57%, considerando a vendas realizadas em lojas físicas e online. Movimentação financeira no e-commerce registrou alta de 32%

Impulsionado pela pandemia, o comércio eletrônico não para de crescer. Segundo transações realizadas pela Rede, empresa de meios de pagamentos do Itaú Unibanco, o faturamento das vendas online no Dia das Mães (9) seguiu em alta, registrando aumento de 32%, em relação aos resultados apurados na celebração de 2020.

A grande surpresa, entretanto, veio do aumento de 66% na receita movimentada pelas compras presenciais de 2021, no último domingo (9), contra os dados do ano passado. Afinal, embora haja urgência na recuperação das perdas causadas pela covid-19, o vírus ainda está por toda a parte e a crise sanitária segue em curso.

Considerando todas as transações realizadas via Rede, incluindo o comércio presencial e online, o último Dia das Mães registrou um acréscimo de 57% ao faturamento dos varejistas, se comparado a 2020. Além dos itens de vestuário, que geraram incremento de 200% nas vendas, outros setores que se destacaram pelo bom desempenho relacionado à homenagem materna deste ano foram Beleza (+155%) e Restaurantes (+130%) — neste último, vale ressaltar que dados não incluem transações via aplicativos de delivery.

Segundo Rodrigo Carneiro, diretor da Rede, apesar da dificuldade imposta pelo contexto atual, há muitos varejistas criativos e resilientes que têm alcançado bons resultados nas vendas. “Nosso papel, neste momento, é disponibilizar as melhores alternativas para que esses parceiros possam vender mais, a partir das melhores experiências oferecidas aos respectivos clientes”, diz.

Link de Pagamento e Catálogo Digital Rede sem custos adicionais

Dentre as ofertas disponíveis para efetivar as transações comerciais, um dos destaques é o Link de Pagamento, modalidade que permite o envio de um endereço eletrônico de quitação ao cliente, via e-mail, SMS, redes sociais ou WhatsApp. Impulsionado pelo elevado aquecimento das vendas online, esse tipo de transação tem registrado crescimento médio mensal de 35%, ao longo de 2021. E, embora algumas empresas do setor cobrem pela emissão do link, na Rede, essas operações estão disponíveis sem custos adicionais, permitindo que os lojistas tenham uma alternativa a mais para realizarem as vendas de forma segura, com as mesmas taxas cobradas pelas transações presenciais. “Entendemos o momento difícil que o varejo está passando e precisamos apoiá-los nessa transição digital”, afirma Rodrigo Carneiro.

O executivo lembra ainda que a Rede acaba de lançar o Catálogo Digital, uma ferramenta de auxílio aos varejistas que ainda não têm um sistema próprio de e-commerce e desejam expandir a oferta de produtos e serviços nos mais diversos canais online. “Não há dúvidas de que o ambiente digital será adotado por estabelecimentos e consumidores de maneira permanente. E uma das grandes vantagens do novo Catálogo Digital Rede é a maneira simples e prática que permite ao nosso cliente organizar produtos para compartilhar com seus consumidores, em um clique. Ainda como forma de incentivar a transição digital neste momento, isentamos as taxas adicionais de comissionamento sobre as vendas, normalmente cobradas pelas plataformas de e-commerce e marketplaces convencionais”, completa Carneiro.

Como reforçar a segurança de casas inteligentes

Equipamentos que tornam as residências inteligentes têm se popularizado no Brasil nos últimos anos, com a chegada do Echo Dot (Amazon), Google Nest entre outros. Hoje, diversos dispositivos de uma residência são conectados à rede, como lâmpadas, geladeiras, câmeras de monitoramento, tomadas, babás eletrônicas e até aspiradores de pó, o que pode deixar as residências vulneráveis a ciberataques, assim como acontece com as empresas.

Alguns estudos apontam que até 2025 a expectativa é ter mais de 38 bilhões de dispositivos conectados à redes Wi-fi. “O fato de o trabalho home office ter crescido consideravelmente no último ano, fez com que mais aparelhos fossem conectados e, consequentemente, mais casas ficassem suscetíveis à invasões”, pontua Diogo Barroso Santos, CTO da Claranet Technology S/A .

Estes ataques são conhecidos como Ransomware of Things (RoT), em que o cibercriminoso assume o controle de todos os dispositivos, divulgando dados pessoais e imagens, além de impedir o acesso do usuário, até que ele pague resgate. Mas, segundo Diogo, existem maneiras simples de se proteger dos ataques. “Trocar imediatamente a senha padrão do dispositivo para uma senha mais forte e que não seja óbvia, como datas de aniversário e número de telefones, por exemplo. Assim como utilizar o duplo fator de autenticação (DFA) nos notebooks e celulares, que acessarão os dispositivos, além de manter os firmwares atualizados”, orienta.

Além disso, o executivo chama atenção para o controle rigoroso de tudo o que estiver conectado. “Não compartilhe a internet com amigos e vizinhos; se possível separe uma rede exclusiva para esse fim e planeje pacientemente quais permissões e aparelhos serão comandadas por estas centrais”, finaliza.

Startup Connectabil recebe R$750 mil de aporte de investimento anjo

Focada em contratação de profissionais contábeis e financeiros, a startup Connectabil conquistou seu primeiro aporte. O cheque de R$750mil vem pelo investimento anjo e é assinado pelos grupos Anjos do Brasil e 1289 CapitalA captação será direcionada ao aprimoramento da ferramenta através de inteligência artificial. 

“Esse é o primeiro investimento da Connectabil e estamos muito felizes. Com o aporte, a startup irá focar no aprimoramento da experiência dos candidatos na plataforma, através de inteligência artificial, e com isso acelerar o seu crescimento”, comenta Vitória Oliveira, fundadora da startup. 

Através da plataforma, as empresas conseguem contratar os serviços contábeis e financeiros de acordo com suas demandas de seleção. Por meio de cruzamento de dados e inteligência artificial, a Connectabil faz a seleção de profissionais e o fit com a vaga de maneira ágil e fácil. Em seus três anos de atuação, a Connectabil já intermediou mais de 2 mil contratações e é o primeiro banco de profissionais do setor no Brasil. Profissionais de todo Brasil podem se candidatar a essas vagas gratuitamente e o processo de seleção é totalmente online. 

Criada em 2018, a startup é o resultado de duas experiências anteriores de Vitória, que na época tinha apenas 24 anos, mas já havia vivido a realidade e as dores de recrutar dentro de uma consultoria e empresa contábil. A empreendedora começou sua carreira em consultoria de recursos humanos, onde a demanda pelas áreas de BackOffice financeiro chegava a representar quase 50% do faturamento da empresa. 

A ideia do negócio nasceu da necessidade da fundadora em sanar algumas das dores do setor que ela percebia pela sua experiência. Entre eles, o turnover alto, a procura por profissionais qualificados tecnicamente e afinados com a cultura da empresa e a necessidade de agilidade em repor um profissional dado os 120 prazos do calendário contábil. A tecnologia da Connectabil permite que o processo seletivo seja finalizado entre escritório e profissional em sete dias corridos, ou seja, sendo até dez vezes mais rápida do que outra ferramenta. 

“‘O sim muda tudo’ é o slogan interno da Connectabil, acreditamos que o SIM, é um superpoder e temos isso como nosso mantra, salvar pessoas através do SIM em suas carreiras.”, compartilha Vitória. 

Crescimento em escala, com tração de investimentoSegundo Vitória, a Connectabil tem como principal objetivo se tornar mais do que uma plataforma de recrutamento e seleção para contabilidade e finanças. A startup quer ser a chave para a dinamização do processo de recrutamento de pessoas dentro desse mercado e assim, ajudar os candidatos a encontrarem com mais facilidade suas oportunidades.   

“O investimento foi um sucesso porque a empresa estava no momento ideal, com um valor adequado e a empreendedora evidenciou paixão pelo negócio, com assertividade para realizar seus sonhos”, relata Fernando Nitz, investidor líder da startup. 

O impacto da indústria de mineração para o desenvolvimento econômico e tecnológico do Brasil

Por Daniel Petta, Gerente de Grandes Contas de Mineração e Siderurgia da Fluke do Brasil

A mineração se faz presente em terras brasileiras desde a época da colonização. Para ser mais preciso, a busca de metais valiosos e pedras preciosas teve início no século XVII, marcando as primeiras atividades socioeconômicas do setor de mineração no país. Com a exploração mineral o Brasil passou por sensíveis transformações econômicas, um novo polo econômico cresceu, principalmente no Sudeste.

Atualmente as empresas de extração de minérios contribuem muito para a geração de empregos diretos e indiretos, além de terem uma participação expressiva no recolhimento de tributos. De acordo com dados do Ministério do Trabalho e Emprego, o setor de extração mineral iniciou o segundo semestre de 2019 com 173.642 trabalhadores e finalizou com 175.942, gerando 2.300 novos postos de trabalho. Já em 2020, apenas na cidade de Parauapebas, no Pará, foram registradas quase 7.600 novas contratações e esse número vem aumentando em todas as regiões onde existem empresas de extração.

De acordo com o IBRAM – Instituto Brasileiro de Mineração –, o setor de mineração representa hoje 5% do PIB brasileiro. No balanço do setor no ano de 2020, divulgado pelo instituto recentemente, foram recolhidos R$ 66,2 bilhões em impostos, encargos e taxas para o setor público, além de R$ 6,08 bilhões da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM), o que resultou no total de impostos pagos da ordem de R$ 72,2 bilhões. Além disso, o setor faturou R$ 208,9 bilhões (excluindo-se petróleo e gás) em 2020, 36,2% a mais em relação a 2019.

Desenvolvimento do Brasil X Desenvolvimento da Indústria de Mineração

Com o avanço da mineração no Brasil, a tecnologia também desenvolveu-se e importantes invenções como a máquina à vapor, câmara de condensação, locomotiva, lâmpada de segurança e até mesmo a dinamite foram criadas para auxiliarem no trabalho realizado nas indústrias de mineração, otimizando os processos extrativos e logísticos. E até hoje essas evoluções tecnológicas ocorrem em torno das mineradoras.

De fato, o desenvolvimento da indústria de mineração trouxe e ainda traz inúmeros benefícios para o desenvolvimento do Brasil: geração de empregos, influência no PIB nacional, equilíbrio econômico, novas tecnologias industriais, entre outras vantagens.  Porém, todos esses benefícios e crescimento exigem um custo, o qual na maior parte das vezes é pago pelo meio ambiente.

A mineração, apesar de ser essencial para o desenvolvimento socioeconômico do país, apresenta grande potencial de impactos ambientais negativos quando realizada de maneira incorreta, seja na falta de planejamento ou na ausência de fiscalizaçãoDesde a época colonial há históricos da degradação da paisagem, do desmatamento, da poluição e contaminação dos recursos hídricos, da poluição ambiental, contaminação e compactação do solo, redução da biodiversidade, entre outros fatores que afetam diretamente o meio ambiente.

No entanto, atualmente o Brasil conta com diversos órgãos responsáveis por fiscalizar a atividade mineradora, bem como o cumprimento da legislação acerca da exploração dos recursos minerais, tais como o Ministério do Meio Ambiente(MMA), o Ministério de Minas e Energia(MME), o Serviço Geológico do Brasil, e o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis(Ibama).

O futuro do mercado de Mineração para a Fluke 

O mercado de mineração é um dos principais focos para a economia brasileira. Pelo fato de serem consumidores promissores, as mineradoras são consideradas um dos setores com o maior mix de produtos vendidos ao mercado. As diferentes áreas existentes dentro de uma planta de mineração e a troca de experiência com cada uma delas, faz com que seja possível identificar novas oportunidades de aplicação para produtos e contribui no desenvolvimento de novas ferramentas para o segmento, movimentando dessa maneira o mercado industrial brasileiro.

Apesar do cenário econômico negativo que o mundo enfrenta com a pandemia, a indústria brasileira de mineração cresceu em 2020 e a expectativa neste ano é que as empresas brasileiras continuem investindo no crescimento extrativo e nas importações, uma vez que o próprio governo está se empenhando para conceder novas liberações de exploração. Dessa maneira, a tendência é que a indústria de mineração cause a cada ano mais impacto positivo no mercado brasileiro, contribuindo com o desenvolvimento tecnológico e socioeconômico do país.

77% dos brasileiros testaram um novo meio de pagamento no último ano, indica Mastercard

Enquanto o mundo entrava em um lockdown pandêmico em 2020, consumidores mudaram seus hábitos de consumo aderiram às compras online e adotaram os pagamentos por aproximação. À medida que as lojas físicas fecharam e o distanciamento social se tornou necessário, comerciantes e varejistas em todo o mundo migraram seus negócios para a Internet, adotaram o e-commerce, explorando o potencial do comércio omnichannel. Mais de um ano depois, uma pesquisa da Mastercard mostra que a adoção de novas tecnologias de pagamento está aumentando em todo o mundo, e o apetite do consumidor por novas experiências digitais rápidas e flexíveis continua a crescer.

O estudo Mastercard New Payments Index, realizado em 18 mercados em todo o mundo, revelou que 77% dos entrevistados brasileiros testaram uma nova forma de pagar no último ano que não teriam testado se não fosse pelas imposições da pandemia. Além disso, 83% dos respondentes afirmaram estar mais abertos para novas formas de pagamento agora do que estavam a um ano.

Perguntados sobre suas compras nos últimos 12 meses, os consumidores brasileiros revelaram que este foi um período em que entraram em contato com novas formas de consumir. Mais de 30% realizaram compras online e retiraram seus pedidos pessoalmente (pick-up) pela primeira vez, enquanto 29% testaram comprar algo via aplicativos de redes sociais (como Instagram ou Facebook).

Além disso, hábitos digitais que já estavam inseridos na rotina dos consumidores foram impulsionados nos últimos 12 meses. Cerca de 60% dos entrevistados revelaram que estão usando com mais frequência aplicativos de delivery de comida, enquanto 59% estão comprando mais por meio de marketplaces online e 57% realizaram mais compras em lojas online no último ano.

Por outro lado, as compras presenciais e os pagamentos em dinheiro foram colocados em segundo plano. No último ano, 66% dos respondentes disseram ter realizado menos alguns tipos de compras presenciais, enquanto mais da metade (51%) dos entrevistados revelou estar realizando menos pagamentos em dinheiro. Os consumidores também revelaram que, em 2020, passaram a comprar mais em lojas que oferecem múltiplas formas de pagar.
Um ano após o início da pandemia da COVID-19, a tecnologia de pagamentos por aproximação está mostrando seu poder de permanência e dinamismo – somente no primeiro trimestre de 2021, a Mastercard viu 1 bilhão de transações por aproximação a mais em todo o mundo em comparação com o mesmo período de 2020, com um maior impulso particularmente em mercados emergentes para este método como os EUA e o Brasil.

Quando o mundo entrou em lockdown, a tecnologia de pagamentos por aproximação foi o catalisador digital para explorar novas opções de pagamento, devido à sua experiência rápida, segura e sem toque. Daqueles que já realizavam pagamentos por aproximação, 60% disseram ter utilizado esse método com mais frequência no último ano, enquanto entre os usavam QRcodes, 51% afirmaram que os utilizaram com mais frequência

Quando questionados sobre motivos que os levariam a testar novos métodos de pagamento, os consumidores brasileiros destacaram que ganho de tempo (58%) e evitar o uso do dinheiro (55%) são os aspectos mais importantes.

“Em 2020, o mundo mudou. A pandemia do novo coronavírus acelerou as mudanças de hábitos de pagamento no Brasil e no mundo. A transformação digital tornou-se um imperativo e isso acelerou as exigências da sociedade. Hoje, para oferecer a escolha e a flexibilidade que os consumidores precisam – e esperam – os comerciantes e varejistas precisam oferecer uma ampla gama de soluções de pagamento que sejam simples, rápidas e seguras. Conforme olhamos para o futuro, precisamos continuar a habilitar todas as opções, tanto na loja física quanto online, para fazer com que a economia digital funcione para todos”, afirma Estanislau Bassols, Gerente Geral da Mastercard.

Metodologia da Pesquisa:
O estudo foi realizado por Harris Polling e Mastercard Global Foresights, Insights and Analytics, entre os dias 26 de fevereiro e 10 de março de 2021. Foram realizadas entrevistas online com 15.569 consumidores em 18 países em quatro regiões do mundo, sendo 1.002 entrevistados no Brasil. A amostra foi nacionalmente representativa.

Bancos digitais apresentam saltos exponenciais no total de visitas no Brasil

A Comscore acaba de divulgar uma análise sobre o cenário da digitalização bancária na América Latina em 2020. No relatório “Estado do banco digital da América Latina”, a empresa identificou que as tendências financeiras que ganharam força por causa da pandemia e das restrições à mobilidade parecem estar se consolidando em toda a região.  Além disso, os conteúdos financeiros se multiplicaram nas redes sociais e os aplicativos de bancos emergentes e tradicionais também ganharam espaço entre os consumidores.

As informações, apuradas com base em pesquisas proprietárias e métricas independentes, apontam que a pandemia acelerou e impulsionou iniciativas de pagamentos e carteiras digitais. Assim, diferentes entidades precisaram oferecer alternativas simples, claras e eficazes para um consumidor ávido por soluções financeiras. Nos primeiros meses de 2020, os bancos digitais experimentaram saltos exponenciais no total de visitas, chegando a quase 200% no Brasil, em abril, e perto de 100% na Argentina, em julho, respectivamente.

Algo semelhante aconteceu com as notícias financeiras, que atingiram o pico de acessos em março de 2020 e se estabilizaram em níveis mais elevados do que os registrados anteriormente em quase todos os países da região. O interesse por assuntos econômicos na América Latina também se refletiu nas redes sociais: a categoria de finanças apresentou um crescimento de interações de 128% no Instagram, 77% no Twitter e 34% no Facebook na comparação entre março de 2019 e março de 2020.

Fintechs x bancos tradicionais

O surgimento de empresas fintechs – e a “batalha” contra os bancos tradicionais – fez parte da conversa nas redes sociais. No Brasil, na comparação entre janeiro de 2020 e janeiro de 2021 de audiência multiplataforma, é notável a ascensão das fintechs: PagSeguro cresceu 750% em alcance e o Nubank 63%. Apesar disso, bancos tradicionais, como Itaú, Bradesco e Santander, ainda se mantêm entre as maiores audiências entre as plataformas.

No mesmo período, na Argentina, a audiência multiplataforma do Brubank aumentou 214%, do Mercado Pago, 176%, e do Ualá, 72%. Já no México, bancos como Citibanamex, Santander e Scotiabank cresceram seu alcance acima de 5%. Paralelamente, a Konfio obteve um aumento de 6% e a Kueski, de 3%.

Aplicativos mobile

O mercado conquistado pelos aplicativos de serviços financeiros é outra métrica que mostra o impacto da pandemia no comportamento do usuário. O país em que isso mais se notou foi a Argentina, com inscrições que dobraram o número de visitantes únicos, como Mercado Pago, Santander Río, Galiza ou Nación. No México, houve um salto geral em quase todos os aplicativos dos diferentes bancos; entre os mais utilizados estão: BBVA México (Bancomer Móvil), Banco Azteca, Citi Banamex Móvil, Mercado Pago e Banorte Móvil. No Brasil, os apps de maior alcance são o da Caixa e do Nubank, enquanto isso, o do PicPay foi o que mais cresceu em número de visitantes no último ano.

Tendências e alcance nas redes

Em relação ao desempenho das audiências das subcategorias relacionadas a serviços financeiros, uma das curvas com maior volatilidade nas redes latino-americanas foi a de investimento, que teve um pico elevado de acesso dos usuários em maio e abril de 2020 e sofreu uma queda acentuada que só se recuperou no final do ano. Comportamento semelhante foi experimentado pela categoria de bancos em relação ao total de visitas.

Contudo, além dessas duas tendências observadas na região, os comportamentos dos usuários foram diferentes em cada país. A categoria de investimentos foi a que mais caiu no Brasil, Argentina e México, e a que mais cresceu no Chile, Colômbia e Peru. As três maiores economias da região apresentaram comportamentos distintos em relação aos temas de mais alcance: enquanto na Argentina a categoria que mais cresceu foi a bancária (37%); no Brasil, quem mais cresceu foram os serviços financeiros e consultoria (53%). Por sua vez, o México experimentou um declínio na maioria das categorias.

Digital de tudo

O que fica claro na análise da Comscore é que a versão digital dos bancos está consolidada em um nível geral em toda a região. No Brasil, o alcance dos sites bancários chega a 73%, no Chile a 66% e na Argentina a 61%. Além disso, nenhum dos outros países pesquisados fica abaixo de 40%: na Colômbia chega a 46%, no México a 45%, e no Peru a 43%

Em solo brasileiro, as propriedades do PagSeguro, PicPay e da Caixa também tiveram saltos em audiência entre janeiro de 2020 e janeiro de 2021. O site do Pagseguro viu o total de visitantes únicos crescer em mais de 216% nos intervalos de um ano, no PicPay, esse número chegou a aumentar mais de 80% e, no portal da Caixa, atingiu uma alta de mais de 24%.

Em relação a maneira como os usuários se conectam aos bancos, o uso de dispositivos móveis (smartphones e tablets) é a grande tendência. Os números mostram que em termos percentuais o mobile já é a forma mais utilizada para se conectar aos bancos digitais na Argentina, México e Brasil. Apesar disso, os dispositivos desktop (computadores) ainda são os que concentram mais tempo de uso na medição em média de minutos gastos por visitante.  

Eduardo Carneiro, diretor geral da Comscore, relata que o estudo deixa claro que um ano após o início da pandemia, o alcance das ferramentas de bancos digitais está aumentando em toda a América Latina. “Os usuários buscam por ferramentas que facilitem o seu dia-a-dia e as instituições devem estar preparadas para essa revolução digital que cresce exponencialmente. Além disso, as questões financeiras se multiplicam nas redes sociais, que se tornam um reforço importante para o fortalecimento de marca e relacionamento com o consumidor. Aqueles que não se adequarem ao digital, perderão espaço no mercado”, afirma o executivo.

Compliance: como adequar a estrutura de TI em relação às boas normas corporativas?

Por Otto Pohlmann, CEO da Centric Solutions

Em um cenário de intensa competitividade econômica em todo o mundo, respeitar as regras e leis existentes é mais do que uma obrigação legal. Atualmente, é questão altamente estratégica para qualquer empresa. Adequar a estrutura e todos os processos em relação às boas práticas do seu mercado de atuação permite novas oportunidades de negócios, imagem positiva perante os stakeholders e capacidade de estar atualizado com as tendências da área. Trata-se de uma situação que exige planejamento e cuidado, principalmente em soluções tecnológicas. Afinal, é preciso garantir que cada recurso de TI existente na organização também esteja em conformidade com entidades nacionais e internacionais.  

É inegável que o compliance é um dos principais desafios do ambiente corporativo antes mesmo da pandemia de covid-19. O avanço do novo coronavírus, entretanto, acelerou a transformação digital e colocou o conceito como prioritário no planejamento das organizações. A última edição da pesquisa Maturidade do Compliance no Brasil, realizada pela consultoria KPMG em 2019, mostra essa preocupação cada vez maior. Se em 2015 quase um terço das organizações (30%) não contavam com um comitê de ética e compliance, esse indicador caiu para 17% em 2019. Entretanto, praticamente dois terços (63%) delas não conhecem e não aproveitam a tecnologia para apoiar iniciativas desse tipo.  

Esse cenário precisa mudar para que as empresas adotem, de fato, técnicas de conformidade em sua gestão. O motivo para isso é bem simples: a maioria dos processos e das tarefas realizadas pelas empresas dependem de soluções de TI. Não importa o porte, o segmento e até a quantidade de sistemas que as utilizam no dia a dia, o respeito às regras e normas vai esbarrar, em algum momento, nessas ferramentas. Dessa forma, torna-se imprescindível que organizações criem políticas de compliance alinhadas à equipe de tecnologia e, principalmente, identifiquem softwares que também usem esse conceito em sua estrutura e operação.  

Para realizar esse movimento, dois passos são fundamentais. O primeiro deles diz respeito ao monitoramento e à análise de todo o ativo de TI em seu ambiente corporativo. Em outras palavras: é preciso ter um olhar geral e completo sobre tudo o que a tecnologia engloba e resolve em seus processos internos. Trata-se de uma prática vital para qualquer estratégia de compliance, uma vez que ajuda os diretores e gestores a controlarem a infraestrutura e embasa a tomada de decisão assertiva. Para isso, é necessário contar com os melhores recursos que auditam os processos e oferecem relatórios completos aos profissionais. Assim, é possível visualizar os dispositivos e auditá-los de acordo com regras e filtros específicos.  

Uma vez que as corporações possuem soluções adequadas para o monitoramento completo de sua infraestrutura tecnológica, é preciso dar um passo adiante. Isto é, transformar o passo anterior de análise em rotina comum a todos os profissionais de TI, possibilitando a criação de uma cultura organizacional orientada ao compliance. Não adianta ter as melhores soluções tecnológicas para acompanhamento e adequação de boas práticas se, no fundo, é mero discurso de marketing em vez de preocupação legítima de respeito às regras e leis. Somente quando se uma cria uma política clara de governança de TI é possível reduzir eventuais riscos e problemas que eventualmente aparecem na infraestrutura tecnológica. Quando todos os colaboradores assimilam a importância de se atualizarem e conhecerem as normas que regem suas áreas, fica mais fácil identificar erros e, evidentemente, corrigi-los a tempo.  

Há alguns anos, poucas empresas demonstravam respeito e conhecimento das regras de seu setor. Felizmente, o ambiente corporativo melhorou muito ao longo das últimas décadas – impulsionado justamente pela evolução tecnológica. Hoje, estar em conformidade com boas práticas não é mais escolha dos gestores, tampouco trata-se de assunto secundário na estratégia do negócio. Hoje, não faltam informações e ferramentas disponíveis para adotar o compliance no dia a dia, principalmente quando se incorpora essa visão em todas as soluções de TI que a organização utiliza. 

Méliuz anuncia a compra da plataforma Promobit

O Méliuz, empresa de tecnologia que oferece soluções digitais para conectar marcas e consumidores por meio do seu marketplace e da oferta de serviços financeiros, anunciou mais uma aquisição – a terceira desde o IPO: a compra de 100% do site Promobit, a maior empresa de social-commerce do Brasil.

A transação financeira, referente a 100% do capital social total e votante, foi concluída por uma parcela inicial de R$13 milhões, sujeita a ajustes usuais em operações desta natureza. Adicionalmente, os vendedores terão direito a receber eventual Earnout, custo adicional que dependerá do atingimento de determinadas metas financeiras apuradas pela Promobit.

Fundado em 2013, o Promobit promove a troca de informações e opiniões sobre produtos e promoções, entre seus usuários. Por meio de site, aplicativo e extensão para navegador, em 2020, a plataforma ultrapassou a marca de 1 milhão de membros cadastrados. O Social-commerce, modalidade que o Promobit se encaixa, é uma tendência mundial, tendo como seu maior expoente o aplicativo chinês Pinduoduo.

Em relação aos principais números operacionais, em 2020, o Promobit obteve uma receita líquida de R$ 5,2 milhões e originou um GMV total de R$ 160 milhões, com um CAGR (Compound Annual Growth Rate ou taxa de crescimento anual composta) superior a 40% entre 2018 e 2020. Possui um tráfego majoritariamente direto e de alta qualidade e, nos últimos seis meses (Nov 20 – Abr 21), teve um total de 63 milhões de visitas, uma média de 10,4 milhões de visitas por mês.

A aquisição amplia a capacidade do Méliuz de se posicionar e se fazer presente em mais etapas do funil de tomada de decisão do consumidor, além de ser uma importante fonte de tráfego qualificado e a baixo custo, minimizando os gastos da companhia com a aquisição de novos usuários.

Outro importante ganho com a aquisição é a qualidade do time. Atualmente, o Promobit possui 40 colaboradores – sendo 40% deles da área de tecnologia.

“Esta aquisição faz parte do nosso objetivo de aumentar nossos pontos de contato com os usuários ao longo da jornada de compra, transformando o tráfego qualificado do Promobit em clientes de verdade, que é o que a gente vem fazendo com o Méliuz desde 2011. Além disso, o Promobit é um site que possui na sua essência o nosso espírito de ganha-ganha-ganha. Nos unirmos a eles só reforça nossa busca por soluções que contribuam para que usuários e parceiros possam ganhar mais”, explica Israel Salmen, CEO do Méliuz.

Durante os primeiros anos, as empresas seguirão operando com as marcas individualmente.

ABES manifesta apoio aos membros da Frente Empresarial em Defesa da LGPD para compor a lista tríplice do CNPD

Com o propósito de contribuir para a construção de um Brasil mais digital e menos desigual, no qual a tecnologia da informação desempenha um papel fundamental para a democratização do conhecimento e a criação de novas oportunidades para todos, a ABES – Associação Brasileira das Empresas de Software, uma das fundadoras da Frente Empresarial em Defesa da LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados), manifesta apoio aos membros do grupo que foram indicados para compor a lista tríplice do CNPD (Conselho Nacional de Proteção de Dados Pessoais e da Privacidade) da ANPD (Autoridade Nacional de Proteção de Dados).

A associação acredita que, com a nomeação dos membros da Frente Empresarial em Defesa da LGPD, será possível assegurar um ambiente de negócios propício à inovação, ético, sustentável, dinâmico e competitivo globalmente.

“São especialistas e líderes empresariais que estão motivados e engajados na construção de uma efetiva cultura da privacidade com equilíbrio e segurança jurídica entre a proteção de direitos e a inovação. Durante todo o tempo de existência da Frente LGPD temos trabalhado muito juntos e, sem dúvidas, todos os 8 membros mereceriam compor o CNPD”, ressalta Rodolfo Fücher, presidente da ABES.

Veja abaixo a lista de nomes indicados à tríplice do CNPD:

Edital 1: Organizações da sociedade civil com atuação comprovada em proteção de dados pessoais

Vaga 3

Davis Souza Alves: ANPPD – Associação Nacional dos Profissionais de Privacidade de Dados; ANAPRI – Associação Nacional dos Profissionais de Relações Internacionais; ANPEPF – Associação Nacional dos Procuradores das Empresas Públicas Federais.

Edital 3: Confederações sindicais representativas das categorias econômicas do setor produtivo

Vaga 1

Natasha Torres Gil Nunes: CONTIC – Confederação Nacional da Tecnologia da Informação e Comunicação.

Vaga 2 e Suplente

Cássio Augusto Muniz Borges: CNI – Confederação Nacional de Indústria;

Marcos Vinícius Barros Ottoni: CN Saúde – Confederação Nacional de Saúde, Hospitais e Estabelecimentos de Serviços Médicos.

Edital 4: Entidades representativas do setor empresarial

Vagas 1, 2, e Suplentes

Ana Paula Martins Bialer: BRASSCOM – Associação de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação; ABINEE – Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica; ABSTARTUP -Associação Brasileira de Startups; AMOBITEC – Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia; Associação Brasileira On Lineto off line; Asociação Dínamo; Camara e-net – Câmara Brasileira da Economia Digital;

Italo Lima Nogueira: Federação Assespro – Federação das Associações das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação;

Vitor Morais de Andrade: ABEMD – Associação Brasileira de Marketing de Dados; ABAP – Associação Brasileira de Agências de Publicidade; ABEP – Associação Brasileira de Pesquisa; ABERT – Associação Brasileira de Rádio e Televisão; ABRADI – Associação Brasileira dos Agentes Digitais; ABRACOM – Associação Brasileira de Comunicação; ABRAREC -Associação Brasileira das Relações Empresa Cliente; ABRATEL – Associação Brasileira de Rádio e Televisão; ABT – Associação Brasileira de Telesserviços; AMPRO – Associação de Marketing Promocional; ANER – Associação Nacional de Editores de Revistas; ANJ – Associação Nacional de Jornais; APP – Associação dos Profissionais de Propaganda; CNCOM – Confederação Nacional de Comunicação Social; AFENAPRO – Federação Nacional das Agências de Propaganda.

Ricardo Pereira de Almeida: CNDL – Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas

Sobre a Frente Empresarial em Defesa da LGPD e da Segurança Jurídica

A Frente Empresarial em Defesa da LGPD e da Segurança Jurídica foi criada no dia 5 de agosto de 2020. Em torno de 80 entidades empresariais, representando mais de 14 setores da economia brasileira e totalizando quase 80% do PIB nacional, decidiram se reunir em defesa da LGPD e para buscar a segurança jurídica num tema que afeta a todos os brasileiros.

Vendas nos canais digitais da Riachuelo crescem 253,5% no primeiro trimestre de 2021

A Guararapes Confecções S.A. (B3 S.A. – BRASIL, BOLSA, BALCÃO: GUAR3 – ON e GUAR4 – PN), controladora da rede varejista Lojas Riachuelo, encerrou o ano com resultados operacionais consistentes, reforçando a importância do investimento da companhia no processo de transformação digital, aliado a uma melhor experiência de compra. Reflexo desses esforços foi a conquista de 2,3 milhões de clientes ativos em 2021, crescimento de 204,3% em relação ao mesmo período do ano anterior, sendo 326 mil novos clientes (primeira compra no canal digital). As vendas online cresceram 253,5% no período.

No mês de março, o aplicativo da Riachuelo teve seu recorde de 1,5 milhão de downloads realizados, conquistando a posição de aplicativo mais baixado da categoria (fonte: App Annie). “A consistência do crescimento nos nossos canais digitais é resultado do forte trabalho que temos desenvolvido, desde 2018, para que a empresa pense digital. Mais do que mudanças estruturais, investimos em uma mudança de cultura na empresa para continuar inovando e entregando a melhor proposta de valor ao cliente”, declara Oswaldo Nunes, CEO da Riachuelo.

O 1T21 também é marcado pelo início oficial da plataforma de marketplace da companhia com mais de 40 sellers e 120 mil produtos disponíveis. “Estamos otimistas em abrir mais este canal de vendas integrado ao nosso ecossistema. O objetivo agora é escalar o volume de ofertas em linha com a estratégia de aumentar sortimento, ticket médio, recorrência, frequência e encontrabilidade de produtos para os clientes nas nossas plataformas digitais”, completa Nunes.

No período acumulado de janeiro a março de 2021, os investimentos do grupo em ativos fixos totalizaram R﹩ 100,9 milhões ante R﹩ 85,9 milhões relativos ao mesmo período de 2020. Do montante investido neste período, R﹩ 65,5 milhões (65%) foram direcionados à tecnologia.

A receita líquida de mercadorias totalizou R﹩ 841,1 milhões, com as lojas físicas operando com 70,2% de sua capacidade total de horas. Apesar deste cenário, o ticket médio evoluiu 10% em comparação com o mesmo período do ano passado e a geração de caixa operacional totalizou R﹩ 2,8 bilhões no 1T21.

Gestão de marcas e posicionamento

A nova plataforma integrada de serviços financeiros da Midway, que inclui a conta digital, cartões, empréstimos, seguros e assistências foi disponibilizada para o público em geral em maio. Tal iniciativa busca ampliar o relacionamento com o cliente e gerar maior recorrência e engajamento com o aplicativo da companhia, em que o processo de abertura de conta é 100% digital.

O novo negócio da Casa Riachuelo vem atender uma fatia do público ainda pouco explorada. Com três lojas físicas e uma sólida operação digital, a marca conquista as consumidoras que valorizam qualidade e tendências em diferentes lifestyles, e veem valor em soluções completas. Na loja, a cliente encontra desde os jogos de cama e banho, até produtos para pets e eletrônicos, em um ambiente elegante com atendimento diferenciado, o que resulta em um NPS acima de 90 pontos.

Com a exclusividade da marca Carter’s, a Riachuelo reforça seu posicionamento de oferecer produtos de qualidade com melhor custo benefício. Totalizando seis lojas físicas no primeiro trimestre de 2021, a marca se consolida no mercado de roupas para bebês e primeira infância, que atualmente é servido por pequenas redes de expressão regional.

Até o momento a companhia totaliza 337 lojas físicas, sendo 328 Riachuelo, seis Carter’s e três Casa Riachuelo.

Lucro do BNDES segue em alta e crescem desembolsos para atender necessidades durante crise

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) registrou lucro líquido de R$ 9,8 bilhões no primeiro trimestre de 2021, 78% acima do mesmo período do ano anterior, com resultado positivo impulsionado pela venda de participações societárias e pela intermediação financeira. Os desembolsos tiveram crescimento de 35%, chegando a R$ 11,3 bilhões, sendo que 46% desse valor (R$ 5,2 bilhões) foram destinados a micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) e 49% (R$ 5,6 bilhões) ao setor de infraestrutura.

Mais da metade da carteira de crédito de operações diretas e indiretas não automáticas do Banco (52,5%) está vinculada a empreendimentos que apoiam a economia verde e o desenvolvimento social. Esses recursos estão aportados em projetos de setores como saneamento, energias renováveis, desenvolvimento urbano, entre outros incluídos na sigla ASG (que se refere a questões ambientais, sociais e de governança corporativa). Apenas no primeiro trimestre de 2021, R$ 3,7 bilhões foram desembolsados para esses setores, conforme apresentação de resultados feita nesta quinta-feira (13).

O produto de intermediação financeira atingiu R$ 4,4 bilhões, aumento de 7,8% em comparação ao primeiro trimestre de 2020. A receita com operações de crédito e repasses aumentou 10,8% em relação ao primeiro trimestre de 2020, chegando a R$ 9,2 bilhões.

Essas operações beneficiaram, entre janeiro e março de 2021, 23 mil empresas com cerca de 162 mil trabalhadores.

Também teve impacto positivo no resultado a reversão de R$ 432 milhões de provisão para risco de crédito no primeiro trimestre de 2021. A reversão decorre de recuperação de créditos, principalmente por honra do Fundo de Garantia à Exportação (FGE), além da melhora da classificação de risco de algumas empresas. No primeiro trimestre de 2020, foi registrada provisão de R$ 1,7 bilhão, influenciada pela revisão dos ratings dos setores mais afetados pela pandemia da Covid-19.

Mesmo excluídos os eventos extraordinários, como vendas das ações e o provisionamento para risco de crédito, por exemplo, o resultado recorrente do BNDES foi positivo em R$ 2,4 bilhões no primeiro trimestre de 2021, estável em comparação ao mesmo período de 2020.

Ativos – O ativo do Sistema BNDES totalizou R$ 737,2 bilhões em 31 de março de 2021, apresentando diminuição de R$ 41,1 bilhões (5,3%) no trimestre. A redução se deu, principalmente, devido ao pagamento antecipado de R$ 38 bilhões ao Tesouro Nacional e à desvalorização da carteira de participações societárias em função de oscilações dos papéis no mercado financeiro.

A carteira de crédito e repasses, líquida de provisões, totalizou R$ 446,1 bilhões, representando 60,5% dos ativos totais em 31 de março de 2021 e se mantendo no mesmo patamar de 31 de dezembro de 2020.

A inadimplência acima de 90 dias, referência para o setor bancário, se manteve em patamar baixo, oscilando de 0,01% em 31 de dezembro de 2020 para 0,04% em 31 de março de 2021, ficando bem aquém da inadimplência do Sistema Financeiro Nacional (2,19% em 31 de março de 2021). A boa qualidade da carteira de crédito e repasses foi mantida, uma vez que 91,8% das operações estavam classificadas nos níveis de risco inferiores (entre AA e C) em 31 de março de 2021. Esse percentual permanece superior ao registrado pelo Sistema Financeiro Nacional, que foi de 91,0% em 31 de dezembro de 2020 (última informação disponível).

O índice de renegociação atingiu 51,85% da carteira bruta em 31 de março de 2021, ainda fortemente impactado pelas renegociações do Standstill, suspensões temporárias de pagamentos, que alcançaram 44,5% da carteira bruta.

A carteira de participações societárias totalizou R$ 61,5 bilhões em 31 de março de 2021. A posição representa um decréscimo de 21,1% no trimestre, em função das alienações de ações (R$ 12,6 bilhões), notadamente Vale e Klabin, além da desvalorização dos investimentos em não coligadas, com destaque para Petrobras e Eletrobras.

Fontes de recursos – Em 31 de março de 2021, o FAT e o Tesouro Nacional representavam 43,6% e 20,9%, respectivamente, das fontes de recursos do BNDES.

O valor devido pelo BNDES ao Tesouro Nacional era de R$ 153,9 bilhões em 31 de março de 2021, representando uma redução de 21,2% em relação à posição em 31 de dezembro de 2020. O decréscimo decorreu de liquidação antecipada, no montante de R$ 38 bilhões, além de pagamentos ordinários de R$ 3,4 bilhões.

O FAT se manteve como principal fonte de recursos do BNDES. No trimestre, ingressaram R$ 5,1 bilhões de recursos do FAT Constitucional e foram liquidados R$ 6,3 bilhões referentes aos juros semestrais. O volume de recursos do fundo com o Banco totalizou R$ 321,5 bilhões em 31 de março de 2021.

O passivo com captações externas totalizou R$ 37,9 bilhões em 31 de março de 2021, um acréscimo de 7,1% no trimestre, em função, principalmente, de efeito cambial.

O total de fontes de recursos financeiros do BNDES fechou o trimestre em R$ 668 bilhões, abaixo dos R$ 698,5 bilhões no encerramento de 2020.

Patrimônio líquido – O patrimônio líquido atingiu R$ 113,9 bilhões em 31 de março de 2021, estável em relação ao saldo de R$ 113 bilhões em 31 de dezembro de 2020. O ajuste negativo de avaliação patrimonial, líquido de tributos, de R$ 8,9 bilhões, compensou parcialmente o lucro líquido de R$ 9,8 bilhões.

Limites prudenciais – Base para o cálculo dos limites prudenciais estabelecidos pelo Banco Central (Bacen), o Patrimônio de Referência totalizou R$ 190,1 bilhões em 31 de março de 2021 (ante 194,5 bilhões em 31 de dezembro de 2020).

O Índice de Basileia manteve-se em situação confortável, caindo de 41,2% ao final de dezembro de 2020 para 40,3% em março de 2021, acima dos 9,25% exigidos pelo Banco Central.

Eventos Subsequentes – Algumas iniciativas de abril de 2021 terão impacto nos balanços futuros do Banco, principalmente a venda de debêntures participativas da Vale S.A., liquidada no dia 14, que gerou uma entrada líquida de caixa de aproximadamente            R$ 2,0 bilhões. Começou também em abril nova rodada de suspensão temporária de pagamentos de empréstimos, o Standstill, que pode beneficiar até 100 mil micro e pequenas empresas, em continuidade às ações do BNDES contra os efeitos da pandemia da COVID-19.

Sustentabilidade – A vinculação de 52,5% da carteira de crédito (considerando operações diretas e indiretas não automáticas) a projetos que apoiam a economia verde e o desenvolvimento social reforça a agenda ASG do BNDES e o compromisso com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. Cerca de R$ 5,85 bilhões desembolsados entre janeiro e março contribuíram para o estímulo à indústria, inovação e infraestrutura (ODS 9); R$ 4,59 bilhões para a promoção de trabalho decente e crescimento econômico (ODS 8); e R$ 4,41 bilhões para a ampliação de energia limpa e acessível (ODS 7). Há, porém, desembolsos que contemplaram mais de um desses ODS.

Fábrica de projetos – No início de 2021, a Fábrica de Projetos teve avanços significativos, chegando a 120 iniciativas de estruturação de desestatizações em março, com valor de R$ 243 bilhões entre outorgas e investimentos previstos. O avanço mais notável, já ocorrido no segundo trimestre, foi o leilão dos serviços de abastecimento de água e esgoto no estado do Rio de Janeiro, realizado em 30 de abril, que deverá beneficiar cerca de 11 milhões de fluminenses.

Outros destaques da Fábrica de Projetos no período foram a realização do leilão da Companhia Estadual de Distribuição de Energia Elétrica (CEEE-D), no Rio Grande do Sul; a assinatura do contrato de venda da CEB Distribuição (CEB-D), no Distrito Federal; a contratação da PPP de iluminação pública de Petrolina; e realização de audiências e consultas públicas da PPP de iluminação de Curitiba, do porto de Vitória (CODESA) e de saneamento de Porto Alegre.

Mercado de Capitais e MPMEs – A fim de expandir o crédito às MPMEs – incluindo os microempreendedores individuais –, o BNDES aprovou dois novos fundos de crédito que estimulam o financiamento por canais não bancários no primeiro trimestre de 2021, totalizando quatro fundos aprovados no programa. Já foi comprometido R$ 1,6 bilhão do BNDES nesses fundos (que disponibilizarão R$ 2,1 bilhões para os empreendedores) e o programa conta com um orçamento total de R$ 4 bilhões do BNDES.