5 parâmetros relevantes para uma startup atrair investimentos

De acordo com especialista em Venture Capital fatores como robustez do planejamento, relacionamento com o ecossistema, propósitos e boa estrutura são essenciais

Um estudo da KPMG aponta que 60% das captações em 2023 aconteceram em rodadas iniciais de investimento (pré-seed ou seed). Já um levantamento da Distrito aponta que nos últimos meses, apenas 1 em cada 3 investimentos em startups foram em Série A ou B, sendo a maior parte aplicados em estágios anteriores.

O momento de escassez de recursos acabou selecionando naturalmente as startups com maior adaptação de estratégias de crescimento. De acordo com Lívia Hallak, Portfólio Manager da Oxygea, veículo de CVC, CVB e aceleração de startups que deve investir US$150 milhões com foco em sustentabilidade e inovação, existem alguns requisitos fundamentais para uma startup atrair investimentos:

  • Runway Alongado e Modelagem Financeira

O cenário de reprecificação de startups globalmente entre 2021 e 2022 trouxe mudanças relevantes nos critérios de avaliação dos investidores. Estes, por sua vez, têm adotado políticas mais rigorosas que acabam por alongar o período médio de captação de uma rodada. A cautela generalizada faz com que o poder de negociação entre as partes esteja mais equilibrado e em muitos casos mais favorável ao investidor.

Para Lívia, a busca por valuations mais conservadores é regra, bem como a adoção de estratégias de crescimento menos agressivas, levando em consideração a capacidade de lucratividade e geração de caixa das companhias. “Fatores como runway alongado e robustez das premissas para modelagem do breakeven deixam de ser vantagem competitiva e se tornam a nova norma para startups, independente do estágio”, destaca a executiva.

  • Bom relacionamento com o ecossistema

É preciso estreitar o relacionamento com o mercado mesmo quando não se está procurando por investidores. “Em geral, para cada startup existe um ecossistema e essas conexões são muito importantes, não apenas para investimentos, mas para fazer parcerias e entender mais sobre as tendências de mercado. Esse networking ajuda bastante no momento da captação”, destaca o especialista. Além disso, Lívia aponta que é essencial que esses contatos sejam feitos pelos founders e principais membros da startup, “são eles que dão ‘cara’ e o direcionamento ao negócio”, conclui.

  • Saiba onde buscar investimentos

O mercado global possibilita conexões entre startups de diversas regiões e no cenário latino americano, o Brasil lidera os investimentos vindos do exterior, por diversos fatores como maturidade do ecossistema e estabilidade, por exemplo.“Depois de um período difícil, o investimento em Venture Capital deve voltar a ser impulsionado pela queda na taxa de juros. O Brasil se destaca por ter um ecossistema mais desenvolvido na região e, por isso, estar atento às oportunidades do exterior é importante”, aponta Lívia.

  • Foque em propósitos e diferenciais fortes

Com um mercado mais exigente, as startups que mostram se preocupar com mais do que o próprio crescimento, ganham destaque. Atualmente, apresentar propósitos bem delimitados, time de qualidade e diferenciais relevantes tem se mostrado essencial para atrair investidores. Segundo Lívia Hallak, “se atentar com as tendências de sustentabilidade exigidas para novos negócios é um diferencial competitivo de muito valor. Ter uma solução de fato inovadora, que respeite critérios de sustentabilidade, é essencial para que um investidor consiga visualizar essa solução como promissora no longo prazo”, explica a Portfólio Manager da Oxygea.

  • Indicativos de boa estrutura e números relevantes

Estrutura e números são grandes evidências que comprovam a eficiência e potencial de uma startup. De acordo com a Lívia, “cada veículo de investimento tem seus requisitos específicos, como métricas e parâmetros de análise para fazer investimentos”. No caso da Oxygea, que tem como mandato no CVC investir primordialmente em rodadas series A e B de startups com foco em sustentabilidade e transformação digital na indústria, os principais critérios de avaliação são:

1- Avaliação dos founders e time; 

2- Qualidade do captable; 

3- Mercado endereçável e ambiente competitivo; 

4- Diferenciais competitivos do modelo de negócios ou solução;

5- Comprovação de product market fit.

“É preciso ter a casa arrumada e entender os elementos que destacam e diferenciam seu negócio. Com menos capital, os investidores são mais cautelosos na seleção de startups e buscam soluções com o melhor potencial de retorno e um caráter mais resiliente para sobreviver sem precisar de tantos recursos”, finaliza Lívia Hallak, Portfólio Manager da Oxygea.

Dados do Distrito apontam que desde 2019 Healthtechs receberam US$ 1,4 bilhão de investimentos

O relatório intitulado “Uma Análise da Inovação e Tecnologia no Setor de Saúde”, do Distrito – a principal plataforma de tecnologias emergentes da América Latina – destaca que a última década provocou mudanças significativas na forma como as pessoas se relacionam, trabalham e consomem. Uma das mudanças mais notáveis durante esse período foi a transformação na percepção das pessoas em relação ao cuidado com a saúde. Uma pesquisa conduzida pelo Grupo Allianz Partners, com entrevistas realizadas com 25 mil indivíduos em 10 países diferentes, revelou que 80% dos entrevistados consideram a saúde como o aspecto mais importante de suas vidas, superando qualquer outra prioridade. 

Nesse contexto, o levantamento revelou que o auge das fundações ocorreu em 2019, quando 211 startups foram criadas, justo antes da chegada da pandemia no início de 2020. Desde então, houve uma desaceleração no número de novas empresas fundadas a cada ano. 

Referente às categorias, a predominante no setor de saúde entre as startups é voltada para a gestão de instituições de saúde e profissionais da área. Isso se deve em parte à menor barreira tecnológica em comparação com outras categorias e ao foco em processos de saúde considerados “básicos”, que não exigem imediatamente o uso de inteligência artificial (IA). No entanto, categorias mais próximas dos pacientes enfrentam desafios maiores devido aos rigorosos processos regulatórios.

Por outro lado, a categoria “Acesso à Saúde”, é a segunda maior em número de startups, concentra-se em fornecer informações relevantes para o setor de saúde, promovendo a educação médica e o engajamento dos pacientes na prevenção e tratamento de doenças. As categorias de dispositivos e diagnósticos estão na sexta e sétima posição, somando cerca de 12% de todas as startups no setor de saúde, excluindo as de telemedicina.

Na América Latina, as Healthtechs se destacam principalmente pelo modelo de SaaS (Software as a Service), que representa 40,78% das empresas desse setor. Esse destaque é devido à atuação significativa na gestão de instituições de saúde e profissionais da saúde, onde soluções baseadas em software desempenham um papel fundamental.

Além disso, cerca de 15,35% das Healthtechs na região adotam o modelo de monetização de Marketplace. Esse modelo é impulsionado sobretudo por startups de telemedicina, que oferecem um “marketplace de profissionais”, e por farmacêuticas que operam com um marketplace de medicamentos. Essas plataformas facilitam a conexão entre pacientes, profissionais de saúde e farmácias, criando um ambiente onde serviços e produtos relacionados à saúde podem ser facilmente encontrados e acessados.

No Brasil, o cenário é semelhante ao da América Latina em termos de modelos de monetização, com SaaS e Marketplace também predominando na região. Isso reflete a tendência global no campo das tecnologias de saúde.

Referente a investimentos, o setor das Healthtechs experimentou um notável aumento de desde 2019, alcançando um impressionante total de US$ 1,4 bilhão. Este interesse persistiu mesmo após o término da pandemia. “Antes de 2018, existia um bloqueio conceitual e regulatório que não permitia o avanço da digitalização no mercado de saúde. Por isso, os investidores  tinham apetite restrito pelo setor. Após a pandemia, o mercado se transformou abrindo possibilidades que não existiam antes. Atendimento remoto, prontuário eletrônico e uso de AI para diagnóstico são apenas alguns exemplos deste movimento que foram beneficiados pela evolução regulatória e conceituais.”

O crescimento do mercado foi impulsionado por dois fatores cruciais: o boom tecnológico e a pandemia. Novos investidores contribuíram com recursos substanciais para modelos inovadores, e a necessidade urgente de soluções digitais na saúde durante a crise sanitária criou um ambiente favorável para as healthtechs. 

No entanto, em 2022, com a desaceleração geral da tecnologia e o fim da pandemia, o setor enfrentou desafios. Embora o número de rodadas de investimento em 2021 tenha sido maior, o volume total investido diminuiu significativamente, chegando a quase metade do valor anterior.

Gráfico Investimentos

Até 2020, o setor de saúde viu uma escassez de atividades de fusões e aquisições (M&As), com períodos, como entre 2012 e 2014, em que nenhuma aquisição foi registrada. No entanto, em 2020, três cenários distintos se desenharam:

Entrada de Empresas Estabelecidas: Com a chegada da pandemia e a consequente demanda por soluções de saúde, várias empresas optaram por ingressar no mercado de saúde. Elas escolheram uma estratégia de entrada baseada na aquisição de startups que já estavam estabelecidas, total ou parcialmente, nesse mercado. Essa abordagem permitiu às empresas economizar tempo, evitando a criação de equipes e o desenvolvimento de produtos do zero. A vantagem temporal se revelou crucial, especialmente em 2020. 

Consolidação por Parte de Startups: Em 2021, apesar da continuação da pandemia, o mercado de tecnologia e inovação estava inundado de capital. Muitas startups optaram por adquirir potenciais concorrentes para expandir sua participação no mercado. Além disso, algumas empresas, interessadas em criar ecossistemas digitais completos de saúde, adquiriram startups menores para incorporar novas soluções em seus próprios ecossistemas. A maioria das aquisições em 2021 foi liderada por startups. 

Estratégia de “Desconto” em 2022: Em 2022, com a desaceleração do setor e a diminuição do valor de mercado de várias startups, o mercado de M&As adotou uma abordagem de “desconto”. Startups que tinham uma sólida reserva de caixa devido a captações recentes começaram a adquirir outras startups com valuations mais baixos, seguindo as estratégias mencionadas anteriormente.

Essas transformações no cenário de M&As refletem a evolução do setor de saúde e são influenciadas pela pandemia, pelo acesso ao capital e pelas estratégias de entrada e crescimento das empresas no mercado de saúde digital.

Gráfico M&As

LinkedIn Top Startups 2023: conheça as 20 startups em alta no Brasil

O LinkedIn, maior rede social profissional do mundo, acaba de lançar a sexta edição da lista Top Startups, que reconhece as vinte empresas que mais se destacaram no último ano no Brasil, com base em análises de dados exclusivos da plataforma, guiados por quatro pilares principais: crescimento de oportunidades de emprego, engajamento de usuários com a empresa e seus funcionários, interesse dos profissionais do mercado pelas vagas disponíveis nessas startups e atração dos melhores talentos. 

Empresas resilientes e grandes inovações nascem durante períodos desafiadores, e os finalistas desta edição se encaixam neste contexto. Em um cenário de readaptações e incertezas na economia mundial e brasileira, os negócios precisaram se reinventar para continuar crescendo, atraindo investimentos e grandes talentos. 

A lista de startups contempladas na nova edição de 2023, liderada pelo time editorial do LinkedIn Notícias, pertencem a diferentes setores e áreas de especialização, como serviços financeiros, saúde, benefícios, tecnologia, entre outros, e é parte do compromisso do LinkedIn em seguir orientando os profissionais sobre as melhores oportunidades do mercado com relação a empresas emergentes que estão ganhando destaque. 

Guilherme Odri, editor-chefe do LinkedIn Notícias Brasil, afirma que “os rankings de Top Startups são sempre um reflexo da realidade em que estamos inseridos. Diferente do ano passado, em que vivíamos um período de adaptação do período pandêmico, a lista deste ano é marcada pela grande ascensão das tecnologias e da Inteligência Artificial, por exemplo, trazendo um novo momento para o mercado. As startups listadas demonstraram grande poder de inovação, usando as mudanças e novas tendências de consumo e de mercado a favor de seus negócios. Vemos que serviços financeiros no ambiente online seguem liderando a lista, o que mostra uma reafirmação da grande oferta e procura por serviços que facilitem as finanças de seus consumidores, tema que ainda é considerado complexo para muitos. Além disso, as novidades dessa nova edição são empresas focadas no setor alimentício e de beleza, bem como transporte, viagens e educação, trazendo uma diversidade interessante para os destaques deste ano”.

Conheça a lista de Top Startups 2023:

  1. C6 Bank – banco digital 
  2. Caju – serviços financeiros
  3. Flash – serviços financeiros
  4. Gringo – serviços e consultoria de TI
  5. Cora – serviços financeiros
  6. Conta Simples – serviços financeiros
  7. Marvin – serviços financeiros 
  8. Faster – serviços de design
  9. Dr.Cash – serviços financeiros 
  10. Sallve – produtos de higiene pessoal
  11. Kanastra – serviços financeiros
  12. Seazone – setor imobiliário
  13. Môre – consultoria e serviços empresariais
  14. Cayena – serviços e consultoria de TI
  15. Swap – serviços financeiros
  16. Onfly – serviços e consultoria de TI
  17. Sami – hospitais e atendimento à saúde 
  18. Kiwify – tecnologia, informação e internet
  19. Leve Saúde – saúde, bem-estar e educação fisíca
  20. Skeelo – entretenimento

Mais detalhes sobre a lista completa podem ser encontrados aqui

Metodologia

O LinkedIn avalia as startups com base em quatro pilares: crescimento no número de funcionários(as), engajamento, interesse por vagas e atração dos melhores talentos. O crescimento no número de funcionários(as) é o aumento percentual ao longo de um ano, que deve ser de no mínimo 10%. O engajamento avalia o número de seguidores(as) e as visualizações da LinkedIn Page da empresa por usuários(as) que não são funcionários(as), além das visualizações dos perfis de funcionários(as) por pessoas que não trabalham na startup. O interesse por vagas está relacionado à taxa de visualizações e às candidaturas que a empresa recebe, incluindo anúncios de vaga (pagos ou não). A atração dos melhores talentos avalia o número de pessoas que a startup recrutou das Top Companies do LinkedIn como porcentagem total de funcionários(as) da startup. Os dados são normalizados entre todas as startups elegíveis. A metodologia foi aplicada de 1º de julho de 2022 a 30 de junho de 2023. 

Para se qualificarem, as empresas devem ser privadas e independentes, ter 50 (ou mais) funcionários(as), ter 5 (ou menos) anos desde a fundação e serem sediadas no país da lista em que aparecem. Excluímos todas as empresas de contratação, “think tanks”, empresas de capital de risco, escritórios de advocacia, empresas de consultoria de TI e gestão, organizações sem fins lucrativos e entidades filantrópicas, aceleradoras e estatais. Não se qualificam também startups com taxas de demissões superiores a 15% com base em comunicados da empresa ou fontes públicas entre 1º de julho de 2022 e a data de lançamento da lista. Essas decisões são tomadas pela equipe do LinkedIn Notícias tendo como base declarações da empresa ou informações de fontes confiáveis.

Grupo Cataratas lança programa de aceleração para startups

Grupo Cataratas, principal empresa de Turismo Sustentável do Brasil, lança o CataratasLab, o laboratório de inovação aberta criado para operar como ferramenta impulsionadora do desenvolvimento dos ecossistemas de turismo e entretenimento no Brasil.

Através do CataratasLab, o Grupo que contempla sete parques em seu portfólio, direciona para o mercado de startups o programa de chamada aberta “Inovação para o mundo sorrir”. O objetivo é atrair empreendedores que ofereçam soluções inovadoras voltadas para coleta e análise de dados, design de experiências, tecnologias ecoeficientes, entre outros temas.

crowdsourcing, realizado em parceria com a Liga Ventures, maior rede de inovação aberta da América Latina, possibilita unir a força do Grupo Cataratas a novas ideias e profissionais, estendendo sinergias com parceiros em potencial a fim de obter soluções que potencializam os seus pilares de educação, pesquisa, conservação e entretenimento. Com isso, a colaboração entre as duas potências poderá gerar propostas que contribuam para o crescimento do setor como um todo.

COMO FUNCIONARÁ A CHAMADA ABERTA 

As inscrições estarão disponíveis através da plataforma exclusiva por onde deve ser realizado o preenchimento do formulário entre os dias 26 de setembro até o dia 29 de outubro.

As startups irão participar do processo de seleção feito pela Liga Ventures, por meio de avaliações e entrevistas por vídeo. Os projetos selecionados serão apresentados no Pitch Day ao C-level e ao comitê de inovação do Grupo Cataratas. A partir daí, passarão pelo programa de aceleração com o investimento para rodar a prova de conceito (PoC) em um de seus campos de prova.

Ao fim do ciclo, as startups terão acesso à rede de mentores do Grupo, que é composta por experts e especialistas de mercado, além de terem contato com os executivos, podendo participar de mentorias exclusivas com os tomadores de decisão da empresa. Os empreendedores também poderão usufruir de networking intenso com profissionais da área, trocar experiências, acessar estratégias de crescimento, geração de negócios e exposição para o mercado.

O mercado de turismo passa por um processo de reinvenção no mundo todo. A ideia de um turismo mais humano, focado na inovação e que valoriza a experiência do visitante, a sustentabilidade e a interação, vem se tornando uma chave importante neste momento. O Grupo Cataratas pretende avançar nessa direção, oferecendo aos nossos visitantes, novas possibilidades, novos caminhos a serem explorados, através de parcerias inéditas e soluções criativas dentro dos quatro pilares que regem o nosso trabalho: pesquisa, educação, conservação e entretenimento; agregando novos valores e gerando impacto positivo”, diz Pablo Mórbis, CEO do Grupo Cataratas.

Estamos muito animados para realizar esse programa em parceria com o Grupo Cataratas, uma empresa comprometida não apenas com o investimento em inovação, mas também com a agenda de sustentabilidade. Iniciativas como o CataratasLab são uma ótima oportunidade para que as startups apresentem suas ideias e realizem trocas enriquecedoras com diversos agentes importantes do ecossistema, e temos certeza de que iremos encontrar várias soluções disruptivas que ajudem a impulsionar a inovação aberta no país”, afirma Rogério Tamassia, co-fundador da Liga Ventures.

As startups interessadas em participar do processo seletivo podem se inscrever até o dia 29 de outubro pelo site.

Abstartups anuncia 11ª edição do Startup Awards

A Associação Brasileira de Startups (Abstartups) divulgou os detalhes da 11ª edição do Startup Awards, maior premiação do ecossistema de inovação do Brasil. Realizado pela Abstartups em parceria com a Blanko, a edição deste ano será dividida em três fases. No total, a premiação terá 14 categorias. Os vencedores serão anunciados no último dia do CASE SP, no dia 23 de novembro.
 

Uma das principais novidades da edição de 2023 está na primeira fase, que corresponde às indicações. O processo será conduzido pela Academia Startup Awards, que é formada por stakeholders atuantes no mercado de inovação brasileiro, empreendedores, professores e agentes de inovação. O objetivo é iniciar a premiação com um critério mais técnico. As indicações serão encerradas no dia 1º de outubro.
 

A segunda fase começa no dia 5 de outubro, com o anúncio do top 10 de cada categoria e a abertura da votação popular. Esta etapa vai até o dia 22 de outubro. Já no dia 26, os três mais votados de cada categoria serão anunciados para a fase final. Os especialistas e profissionais da Academia retornam para, enfim, escolher os vencedores. Na fase final, apenas a Academia vota. As votações serão encerradas no dia 15 de novembro. Já o anúncio será feito no dia 23 de novembro, último dia do evento CASE SP.

Outra novidade está na inclusão de duas novas categorias. A “Agentes de Fomento do Ano” vai premiar a instituição focada em estimular o crescimento dos negócios, seja através de liberação de recursos, mentorias, programas de fomento e soluções tecnológicas. Já a “Instituição de Crescimento do Ano” é para as incubadoras e aceleradoras de startups que ajudam novos negócios cuja principal característica é a oferta de produtos, serviços no mercado com significativo grau de inovação, aporte financeiro e rede de contatos com empreendedores.
 

As demais categorias incluem Mentor do Ano, Venture Capital do Ano, Corporate do Ano, Herói/Heroína do Ano, Investidor ou Investidora Anjo do Ano, Iniciativa de Educação do Ano, Hub de Tecnologia do Ano, Profissional de Imprensa do Ano, Startup Revelação do Ano, Startup do Ano, Comunidade Revelação do Ano e Comunidade do Ano.

De acordo com a CEO da Abstartups, Mariane Takahashi, novamente o Startup Awards permitirá que negócios inovadores sejam reconhecidos, ao passo que também fomenta uma rede de relacionamento e conexão entre as empresas participantes. “O Startup Awards chega a sua 11ª edição com reconhecimento da importância no ecossistema de startups, e é um dos momentos mais esperados do CASE. É por isso que a premiação está em constante evolução para colocar em evidência as startups, empresas, entidades, comunidades e todos aqueles que atuam pelo crescimento do ambiente de negócios e do empreendedorismo no país.”

Rocket.Chat levanta R$ 50 milhões em Series A Bridge

A Rocket.Chat, startup brasileira que fornece uma plataforma de chat open source, anuncia um aporte de R$ 50 milhões. O Series A “bridge” – termo utilizado para fazer a ponte entre as rodadas de financiamento maiores -, foi liderado pela Alexia Ventures, Endeavor Catalyst, Endeavor Scaleup Ventures, Bob Young (Fundador da RedHat), NEA e Valor Capital Group, além de investidores como Greycroft, Monashees, DGF e Graphene. O novo investimento será direcionado para a área de Research & Development (R&D) e também para impulsionar a expansão comercial da startup. A empresa já havia levantado R$ 100 milhões, em Fevereiro de 2021.

Fundada em 2016, a Rocket.Chat é um Commercial Open Source Software (COSS) com um modelo de receita recorrente. A plataforma oferece uma versão gratuita com funcionalidades e escalabilidade limitadas, bem como uma opção paga com recursos premium e escalabilidade completa, além de serviços de hosting e profissionais personalizados para atender às necessidades dos clientes. 

Com uma plataforma de colaboração segura e de conformidade, desenvolvida para organizações que exigem total controle sobre suas comunicações, a Rocket.Chat disponibiliza recursos de bate-papo em equipe, integrações com outras organizações – por meio de pontes como MS Teams e outros servidores -, e comunicação com clientes por meio de vários canais, como chat ao vivo e WhatsApp. A plataforma permite que os seus usuários mantenham a propriedade de suas conversas, oferecendo diversas opções de hosting, aderindo a rigorosos padrões de segurança e conformidade, incluindo SOC2, GDPR e HIPAA. 

“Estamos extremamente animados em anunciar essa nova rodada junto a grandes investidores que vem acompanhando o desenvolvimento da nossa plataforma”, afirma Gabriel Engel, CEO da Rocket.Chat. “Queremos expandir cada vez mais os nossos serviços ao redor do mundo, tornando a nossa plataforma acessível para todos. Sabemos o quanto os meios de comunicação são importantes dentro das empresas e construímos uma tecnologia de qualidade para oferecer segurança e escalabilidade aos nossos clientes”, completa.

A extensibilidade é uma das marcas registradas da Rocket.Chat, com um mercado de aplicativos e integrações pré-construídas e uma tecnologia de ponta que permite aos usuários criarem seus próprios requisitos personalizados em questão de semanas. Além disso, a infraestrutura de chat da empresa é totalmente incorporável, permitindo que os clientes adicionem esses recursos a seus próprios produtos. 

Com mais de 15 milhões de usuários em implementações ativas, a Rocket.Chat está em mais de 150 países, especialmente em setores altamente regulamentados e centrados na segurança, como governo, saúde, serviços financeiros, educação e infraestrutura crítica. A empresa tem clientes em todo o mundo, com foco nos mercados dos Estados Unidos, Europa Ocidental, Japão e Brasil. Em seu portfólio estão grandes nomes como a Marinha dos EUA, Continental, Audi, Deutsche Bahn, The Aerospace Corporation, o Governo da Colúmbia Britânica e a Universidade da Colônia. 

“A Rocket.Chat oferece uma plataforma de comunicação que unifica segurança com uma extensa gama de funcionalidades, atraindo clientes globalmente. Com a crescente demanda por segurança, enxergamos uma oportunidade promissora para a empresa e estamos entusiasmados em continuar apoiando seu crescimento”, afirma Antoine Golaço, Managing Partner da Valor Capital Group.

Para democratizar ainda mais o acesso aos recursos premium da plataforma, a empresa está lançando dois novos planos a partir da versão 6.5, previstos para ainda este ano: o Free vai oferecer acesso sem custo e ilimitado a quase todos os recursos premium com uso em escala limitada, e o plano Pro, uma nova atraente opção paga, proporcionando aos usuários mais escolha e flexibilidade. 

“Temos acompanhado a companhia de perto desde 2017. Dadas as oportunidades de entrada no mercado antes da Rocket.Chat em 2023, fomos fortemente compelidos a liderar a última rodada de investimentos. Acreditamos firmemente que o crescimento da startup continuará a acelerar à medida que eles se tornam a plataforma de colaboração de código aberto líder mundial. Estamos muito satisfeitos por nos juntarmos à excelente equipe e investidores da empresa”, afirma Patrick Arippol, cofundador e sócio-gerente da Alexia Ventures.

Atualmente, a empresa conta com 128 funcionários e seu quadro de liderança inclui Gabriel Engel, (fundador e CEO), Bruno Weiblen (Gerente Regional), Christopher Skelly (CPO), Alan Wright (vice-presidente de operações), e Bruno Bin (vice-presidente de Marketing). 

“Adoro apoiar projetos como o da Rocket.chat. O modelo open source da empresa garante comunicações abertas, seguras e descentralizadas, tudo através de uma interface de usuário intuitiva e simples. O Rocket.Chat é um investimento em um futuro onde indivíduos e organizações podem se comunicar livremente, com segurança e sem comprometer seus dados. A Rocket.Chat é outro passo importante para um mundo digital mais aberto e inclusivo”, afirma Robert Young, Manager da Red Hat.

Allianz Parque lança Programa de Inovação para startups em parceria com Arena Hub

Iniciativa visa criar soluções e tornar Cidade Allianz Parque referência em tecnologia e qualidade de vida


O Allianz Parque se uniu ao Arena Hub, centro de inovação e fomento ao empreendedorismo com foco no esporte, para criar o maior programa para arenas inteligentes do Brasil. O Programa de Inovação Cidade Allianz Parque visa transformar o conceito de entretenimento em algo mais amplo, tornando a arena multiuso mais moderna da América Latina em um lugar ainda mais inteligente, sustentável e conectado, seguindo a tendência das Smart Cities do mundo moderno.
 

Depois de identificar as principais oportunidades e necessidades nos segmentos de Operações, Eventos & Jogos, Vizinhança, Customer Experience e ESG, o programa visa trazer startups inovadoras para criar soluções disruptivas e tornar a Cidade Allianz Parque em uma referência em tecnologia e qualidade de vida.
 

“Mais uma vez, estamos sendo pioneiros em trazer soluções inovadoras para o mercado de esporte e entretenimento. Este projeto abre as portas do Allianz Parque para que startups tenham a oportunidade de ajudar a construir a história da arena, impactando na experiência de milhares de pessoas que visitam o local, seja em jogos, shows ou nas mais diversas atividades que oferecemos, como Tour Experience, opções de gastronomia e Base Coworking.”, afirma Claudio Macedo, CEO da WTorre Entretenimento.
 

Dentre os objetivos, estão a implementação de projetos que otimizem operações e rentabilizem espaços; utilização de Big Data & IoT para gestão urbana inteligente; proporcionar uma Experiência do Usuário única e envolvente; priorizar a Sustentabilidade e gerar Impacto Social e Ambiental positivo, entre outros.

“Estamos muito contentes em implementar mais um projeto junto ao Allianz, um grande parceiro do Arena Hub. No momento atual, em que o ecossistema de startups está mais aquecido do que nunca, é fundamental incentivar o surgimento de ideias que potencializem novos modelos de negócios para sportstechs. Dessa forma, o Cidade Allianz Parque proporciona às empresas do setor a oportunidade de apresentar e testar soluções inovadoras para o funcionamento da arena, assim como a possibilidade de se inserir e estabelecer relações no mercado“, destaca Fernando Patara, cofundador e Head de Inovação do Arena Hub, maior centro de fomento à inovação no esporte da América Latina.

Localizado no Allianz Parque, o Arena Hub trabalha para conectar startups e impulsionar o desenvolvimento do setor esportivo. O grupo promove parcerias estratégicas, eventos e programas de aceleração, e também oferece suporte especializado para empresas que inovam o segmento de esportes e entretenimento. Atualmente, o Hub conta com mais de 150 startups, cerca de 150 entidades esportivas e mais de 15 hubs internacionais como parceiros.

As startups interessadas em participar devem realizar a inscrição no portal Link, a partir do dia 19 de setembro. Após uma pré-seleção, as startups participantes receberão mentoria especializada e apresentarão seus projetos à diretoria do Allianz Parque e WTorre Entretenimento. As soluções escolhidas serão implementadas em projetos-piloto, com o objetivo de testar a eficácia e verificar se são aplicáveis no contexto da empresa, pelo prazo de 3 meses. A premiação total distribuída será de R$50 mil, e a mesa julgadora definirá quantas startups dividirão o prêmio de acordo com as soluções apresentadas.
 

EDP Energy Starter: startups podem inscrever soluções para acelerar o futuro da energia até 24/09

Startups e empresas tecnológicas de rápido crescimento (scaleups) que tenham soluções para acelerar o desenvolvimento de áreas estratégicas para o futuro da energia têm até o próximo domingo, 24 de setembro, para se inscrever no Energy Starter, programa global de inovação colaborativa da EDP. Este primeiro módulo é dedicado às Redes do Futuro e as inscrições podem ser feitas pelo site do Energy Starter.
 

Após o período de avaliação, que inclui um pitch online, as empresas selecionadas no primeiro módulo serão levadas para participar de um bootcamp em Santander, na Espanha, entre 28 e 30 de novembro, quando terão a oportunidade de apresentar suas ideias e discuti-las com especialistas da EDP de diferentes unidades de negócio e geografias para definir o escopo de projetos-piloto e as soluções de negócios a serem testadas.
 

Ao longo das últimas sete edições do Energy Starter, a EDP fechou parcerias com 183 startups de 27 países, desenvolvendo em conjunto 70 projetos-piloto e 27 rollouts (integração de um novo produto ou serviço no mercado) que já começaram a remodelar o panorama energético – projetos que envolveram um investimento total de 23 milhões de euros. Estes dados reforçam a atuação da EDP na promoção da inovação por meio da colaboração estratégica e reafirmam o compromisso da empresa em desenvolver tecnologias sustentáveis que promovam um futuro energético mais sustentável e eficiente.
 

As startups que participarem do programa terão, também, contato com um grupo de mentores e especialistas que, além de apoiarem o desenvolvimento de testes em conjunto com a EDP, darão feedback para aperfeiçoar produtos e serviços. Além disso, terão acesso a potenciais apoios financeiros e à experiência e networking da EDP Ventures, o veículo de investimento em startups da EDP que já investiu mais de R$ 300 milhões em startups ao redor do mundo.

 
Redes do futuro: um módulo, seis grandes desafios

Nesta primeira fase, a EDP procura ativamente empresas e soluções que contribuam para a empresa inovar em desafios da distribuição de energia e redes do futuro, desde a produção até o consumidor final. A ideia é mapear e investir esforços em soluções com startups e scaleups nesta área, não só pensando em modernizar infraestruturas existentes como também explorar novas vias de crescimento. Os projetos devem responder a desafios relacionados, principalmente, a Gestão da Vegetação, Gestão de Ativos, Flexibilidade da Rede, Segurança e Saúde, Impacto Ambiental e Jornada do Cliente 2.0.
 

As redes elétricas são uma área de crescimento estratégico para a EDP, com previsão de um investimento global de cerca de 4 bilhões de euros (representando 15% do investimento bruto total de 25 bilhões de euros) entre 2023-2026, de acordo com o último Plano de Negócios divulgado pela empresa.

KPTL vence edital de R$ 45 milhões da Finep para o Fundo Startup 1

A KPTL, uma das principais gestoras de Venture Capital do País, acaba de ser anunciada pela Finep (Financiadora de Estudos e Projetos) como a ganhadora do edital de gestão do Fundo de Investimento em Participações – FIP Finep Startup 1. O capital inicial será de R$ 45 milhões para que o fundo possa receber a atual carteira de empresas investidas pelo Programa Finep Startup, que conta hoje com 25 empresas. A Lions Trust Administradora de Recursos foi a administradora selecionada.


A Finep (Financiadora de Estudos e Projetos) é uma agência pública que financia a inovação, desde a pesquisa básica até a preparação do produto para o mercado. A Finep concede recursos reembolsáveis e não-reembolsáveis a instituições de pesquisa e empresas brasileiras. O apoio da Finep abrange todas as etapas e dimensões do ciclo de desenvolvimento científico e tecnológico: pesquisa básica, pesquisa aplicada, inovações e desenvolvimento de produtos, serviços e processos.

Lançado em 2017, o Programa Finep Startup faz parte de um trabalho antigo da agência de fomento na área de Venture Capital, e tem como objetivo fortalecer o Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação. Assim, a estruturação de um FIP é importante para que a iniciativa possa seguir crescendo, além de conferir a governança adequada para o exercício das opções de compra da Finep.
 

“A gestora profissional selecionada pelo edital ficará responsável, dentre outras funções, pelo apoio ao desenvolvimento das startups investidas. Ela deverá, ainda, recomendar investimentos adicionais nas empresas (follow-ons), e buscar oportunidades de saída para a Finep”, explica o superintendente da Área de Empreendedorismo e Investimento da Finep, Maurício Marques.

Renato Ramalho, CEO da gestora KPTL. Foto: Daniel Mascarenhas/Divulgação

Para Renato Ramalho, CEO da KPTL, a chancela da agência de fomento pode ser o começo de uma grande história, como a que a gestora começou em 2006 com os fundos Criatec, do BNDES. “É o primeiro capital da Finep que a KPTL irá gerir, estamos muito animados. Do mesmo jeito que ajudamos a criar uma jornada de Criatec com BNDES, podemos estar assistindo a criação de uma jornada semelhante”, afirma Ramalho.
 

A KPTL atua há quase 20 anos como gestora de Venture Capital, detém R$ 1 bilhão sob gestão e já investiu em mais de 110 empresas, sendo que 51 delas constam do portfólio atual (10 delas contam com corporações como co-investidoras). Com experiência na gestão dos fundos agnósticos Criatec, criados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES), a KPTL também desenvolveu fundos de Corporate Venture Capital, como o criado para o Banco Regional de Brasília, BRB.
 

Os fundos setoriais da KPTL para AgTechs, Govtech e de Floresta e Clima contam com parceiros estratégicos como a Multilaser, a Positivo, a Jacto e o Fundo Vale. A gestora tem o maior histórico de investimentos em inovação B2B do Brasil e mais de 20 de seus desinvestimentos foram para grandes corporações.
 

O programa Programa Finep Startup disponibiliza recursos financeiros para que novas companhias, com alto potencial de crescimento e retorno, possam enfrentar, com sucesso, os principais desafios de seus estágios iniciais de desenvolvimento. Desta forma, ajuda a contribuir para a criação de empregos qualificados e geração de renda para o País.
 

“É um reconhecimento aos mais de 20 anos de trabalho da Finep na área de investimento, já que a gestora e administradora herdam um portfólio qualificado pela Financiadora”, diz Janaina Prevot, diretora de administração da Finep, com ampla carreira no setor de Venture Capital e Private Equity.

Como big techs e startups podem trabalhar colaborativamente para prosperar nos negócios

Por meio das grandes corporações, empresas da nova economia têm à sua disposição suporte para obter grande sucesso nas áreas de IA, Data Centers e Ativação de Softwares

O “casamento” entre big techs e startups pode ser bastante feliz. Isto porque muitas dessas empresas estão encontrando maneiras de operar colaborativamente e, com isso, gerar grandes benefícios para os dois lados e apesar de, à primeira vista, parecerem rivais no mercado, podem funcionar muito bem juntas. Os últimos anos reformularam o quanto o mundo depende de tecnologia, mudando nossa forma de trabalhar, estudar, consumir e nos relacionar.  “A conexão entre big techs e startups é uma prática que tem se popularizado bastante, justamente em função dos benefícios que se pode colher com este tipo de parceria. Nesse caso, em vez de sofrer com a entrada de novos concorrentes, mais novos e dinâmicos, as grandes empresas aproveitam essa ‘energia’ para inovar mais e entregar maior valor a seus consumidores em grande escala”, afirma Sérgio Santos, Diretor Geral da AMD Brasil. “Sabemos que áreas como a segurança, exigem constante evolução, então trabalhamos para entregar soluções cada vez mais completas, com amplas camadas de segurança do software ao hardware em conjunto com outras marcas

”As startups têm em seu DNA a inovação. Por terem uma estrutura mais fluida e altamente adaptável, são capazes de moldar seus fluxos de trabalho de maneira bastante rápida de modo a realizar testes A/B em seus produtos e serviços e entregar uma versão funcional em questão de meses. Isto é algo muitas vezes impensável para uma grande empresa, que precisa submeter as novas ideias a diversas instâncias de aprovação até que esta chegue ao mercado.

Por outro lado, as Big Techs possuem a escala para que as inovações sejam financeiramente sustentáveis e lucrativas, algo que é bastante interessante para as startups, são anos de planejamento e desenvolvimento para entregar componentes líderes em desempenho.A AMD está amplamente inserida neste movimento ao investir cada vez mais em criar um portfólio líder em computação e gráficos para todo o ecossistema de tecnologia.

Para atingir as mudanças necessárias ao mundo, as marcas vêm estreitando relacionamentos para trazer soluções inovadores com antecedência. Neste sentido, temos visto a expansão da capacidade operacional de data centers e aceleração do uso da Inteligência Artificial nas mais diferentes plataformas de software.“Por mais inovadoras que sejam, as startups enfrentam uma combinação única de desafios, como ameaças crescentes à segurança cibernética, orçamentos enxutos, branding muitas vezes ainda modesto, entre outros.

Neste contexto, a tecnologia desempenha um papel crucial para lidar com esses problemas ao otimizar processos e garantir maior eficiência operacional e sustentabilidade financeira”, afirma Sérgio Santos, Diretor Geral da AMD Brasil. “Também precisamos destacar nosso papel como líderes do setor ao nos comprometermos a liderar o impacto social e ambiental destes avanços por meio de nossos negócios, fornecedores e parceiros de forma colaborativa para benefício de todos”, completa.As marcas continuarão tendo que expandir seu compromisso em trazer inovação e evolução sem deixar de lado seu compromisso com o meio ambiente, por isso temos grandes investimentos em produtos com cada vez maior eficiência energética.

Google lança nova edição do seu programa de aceleração de startups de jornalismo

 Nesta segunda-feira, 11, o Google abre as inscrições para uma nova edição do Startups Lab, um programa de aceleração de startups jornalísticas criado pela Google News Initiative (GNI) no Brasil, em parceria com o laboratório de inovação Echos.

A principal novidade desta edição é o foco em empreendedores de startups de jornalismo em estágio inicial ou pessoas com ideias que ainda precisam sair do papel. O programa selecionará 15 iniciativas que se concentrem em jornalismo local ou de nicho (que cubram temáticas específicas). Todos receberão um auxílio financeiro no valor U$S 3.000 para se dedicarem inteiramente ao programa ao longo das 8 semanas de duração. Além disso, os 5 projetos que mais se destacarem ao longo da jornada, receberão um prêmio equivalente a U$S 10.000 para impulsionar o crescimento de seus negócios.
 

O GNI Startups Lab é mais uma iniciativa do Google buscando dar apoio ao jornalismo e promovendo a inovação no setor. O programa representa uma oportunidade ímpar para empreendedores do jornalismo que estão começando ou ainda estão desenvolvendo suas ideias. Ao longo do programa, eles receberão orientação de especialistas, treinamento em temas essenciais para o sucesso de negócios de jornalismo no ambiente digital e a oportunidade de construir uma valiosa rede de contatos com outros profissionais do setor”, diz Natália Mazotte, gerente de parcerias com a indústria de notícias no Google Brasil.
 

O objetivo do GNI Startups Lab é investir no crescimento de produtos inovadores de notícias, pautados pelo compromisso com o jornalismo de qualidade. Os participantes se beneficiarão da experiência da Echos e do Google em temas como audiência, criação de conteúdo multimídia e monetização.
 

As inscrições para o GNI Startups Lab Brasil 2023 estão abertas até dia 15 de outubro.

GNI Startups Lab Brasil 2023

Inscrições: 11 de setembro a 15 de outubro de 2023, até 23h59 (horário de Brasília).

Duração: 8 semanas, sendo uma delas em formato presencial em São Paulo. O restante, será feito remotamente.

Site da inscrição: Link 

Sebrae for Startups e Abstartups lançam premiação para startups com soluções para MPEs

Vencedoras serão anunciadas na Feira do Empreendedor, ganharão ingressos para o CASE SP e entrarão no Catálogo Digital de Soluções de Startups para MPEs

O Sebrae for Startups e a Associação Brasileira de Startups (Abstartups) estão com inscrições abertas para o prêmio “Startups com Soluções para Micro e Pequenas Empresas (MPEs)”. A iniciativa tem como objetivo destacar e premiar startups que desenvolvam soluções eficazes para os desafios enfrentados pelas Micro e Pequenas Empresas do Estado de São Paulo em suas operações diárias. Os interessados têm até o dia 10 de setembro para preencher o formulário e confirmar a inscrição.
 

A premiação possui uma diversidade de categorias vinculadas aos diferentes setores de atuação das startups no mercado e também critérios de avaliação para a seleção das soluções (time fundador, solução inovadora, potencial de escala e modelo de negócios). Os vencedores serão anunciados durante a Feira do Empreendedor do Sebrae, entre os dias 16 a 19 de outubro, em São Paulo. Além disso, as startups premiadas receberão um ingresso para o CASE SP, evento que ocorre nos dias 22 e 23 de novembro, realizado pela Abstartups. Por fim, as vencedoras também farão parte do Catálogo Digital de Soluções de Startups para MPEs, e todas as inscritas integrarão o Guia Digital de Soluções de Startups para MPEs.
 

Segundo o consultor de Inovação no Sebrae-SP Helmo Eurípedes, o prêmio representa uma chance única para facilitar a troca de conhecimento, estimular a mudança e crescimento mútuo, além de fomentar a colaboração para o fortalecimento do ecossistema empresarial. Na visão dele, tais iniciativas desempenham um papel crucial em tornar o ambiente de negócios mais dinâmico e eficaz. “As micro e pequenas empresas constituem a maior parcela das empresas brasileiras de acordo com os registros de CNPJs ativos. Entretanto, a grande maioria dessas empresas enfrenta desafios relativos à digitalização, automação e adoção de tecnologias. O propósito subjacente a essa premiação é destacar as startups que têm se sobressaído na concepção de soluções voltadas para essa categoria de empresas.” Ele considera essa premiação como uma ótima oportunidade para que as startups que servem a esse setor ganhem visibilidade e, assim, possam contribuir ainda mais para o cenário empresarial no Brasil.

KPMG anuncia as 10 startups brasileiras finalistas de prêmio global

A KPMG anuncia a lista das 10 startups brasileiras finalistas da etapa nacional do prêmio “Global Tech Innovator 2023”. O objetivo da iniciativa é reconhecer startups inovadoras de rápido crescimento e apoiar empresas tecnológicas para progredirem nos negócios e assumirem a liderança do mercado. A relação das 10 startups brasileiras finalistas, por ordem alfabética é a seguinte: Cromai, Eco Panplas, Glia Innovation, KLAVI, Pix Force, Planty Biotech, SDW – Sustainable Development and Water For All, TideWise, Trakto, e Typcal Foods.

“O ecossistema nacional de startups tem maturidade para liderar transformações relevantes no mercado e se destacar internacionalmente. Com essa iniciativa, temos colaborado para o crescimento de startups brasileiras inovadoras. E neste ano, o Brasil bateu recorde de inscrições, posicionando o país na liderança junto com o Reino Unido e os Estados Unidos em startups qualificadas. A premiação também viabiliza um networking único das startups com grandes executivos de negócios, investidores e influenciadores”, afirma Diogo Garcia, sócio-diretor e líder do Programa Emerging Giants e da Premiação da KPMG no Brasil.

Na próxima fase seletiva, que definirá apenas uma startup vencedora nacional, no dia 12 de setembro, cada empresa fará um pitch e responderá às perguntas de um corpo de jurados renomado no mercado. Os jurados serão os seguintes: Ana Fontes (Rede Mulher Empreendedora), André Coutinho (KPMG), Danielle Torres (KPMG), Douglas Valverde (TechTrials), Eric Acher (Monashees), Flavio Pripas (Digibee), Ingrid Barth (ABStartups), José Semenzato (Grupo SMZTO), Lícia Souza (We Impact), Lucas Barbosa (Astella), Márcio Kanamaru (KPMG), Sandra Boccia (Editora Globo e Valor Econômico) e Jubran Coelho (KPMG). Os critérios de avaliação serão: disrupção e inovação; potencial de mercado; adoção do cliente; tração de mercado e marketing; potencial de longo prazo; qualidade da apresentação (pitch).

O vencedor brasileiro participará da etapa final do prêmio em Lisboa, Portugal, em novembro, quando representantes de 25 países e territórios terão a oportunidade de apresentar seus planos de crescimento a um painel internacional de jurados.

“Muitos empreendedores de tecnologia precisam dessa oportunidade e estão prontos para crescer. Ficamos muito felizes em poder propiciar esta agenda para startups early stage que já estão resolvendo dores reais, com muita tecnologia e propósito. Quem vencer terá acesso a um ecossistema internacional focado em crescimento dos negócios, tecnologias inovadoras, modelos operacionais robustos e escala global”, afirma Jubran Coelho, sócio-lider de Private Enterprise da KPMG no Brasil e na América do Sul.

Somente uma startup será a ganhadora final da competição, a qual será considerada líder tecnológica e uma das empresas mais inovadoras do mundo. Além disso, as empresas vencedoras de cada país serão apresentadas no “Winners Report”, da KPMG, e poderão se conectar com figuras renomadas, especialistas do setor e investidores mundiais desse mercado.

iFood Innovation Day reúne startups que podem gerar negócios em sinergia com a marca

Vem aí o iFood Innovation Day, o evento voltado para startups, que marca a entrada da empresa na comunidade Cubo Itaú, mais relevante hub de fomento ao empreendedorismo tecnológico da América Latina. O objetivo é gerar conexões e negócios entre o iFood e as startups inscritas, a partir das oportunidades apresentadas pelos executivos da empresa, que é hoje a maior foodtech da América Latina e uma das mais inovadoras do mundo. As inscrições vão até o dia 08 de setembro e o evento acontece no dia 12 do mesmo mês.

“Com essa reunião, vamos esclarecer sobre a nossa ampla capacidade de execução e abrangência de mercado para impulsionar startups que tenham sinergia com o negócio do iFood, especialmente sob o aspecto da inovação”, explica Marcos Gurgel, Diretor de Inovação do iFood.

A agenda terá um conteúdo dinâmico e provocativo a partir de pitch reversos, modelo de apresentação onde empresas ou investidores expõem desafios a empreendedores de startups na plateia. Entre os temas colocados para encontrar propostas de soluções estão: logística, novas categorias de varejo para e-commerce, como farmácia, para citar um exemplo e Software as a Service (SaaS) para restaurantes, uma estratégia para disponibilizar serviços de softwares e soluções de tecnologia por meio da internet. Está previsto, ainda, um conteúdo focado em inovação, que vai contar como as áreas do iFood se relacionam com as startups para solucionar lacunas e como estas podem se conectar à empresa.

Marcos Gurgel acredita que as conexões estabelecidas neste encontro serão de extrema relevância tanto para o iFood, quanto para as startups que estão rumo ao crescimento com inovação e desenvolvimento. “Startup é uma fase inicial de uma empresa e pode ser o primeiro passo antes dela se transformar em um grande negócio. É o momento onde ela começa seu desenvolvimento até chegar à maturidade. Startups começam suas jornadas testando ideias e tecnologias novas, experimentando direções até criar um produto que realmente funcione. Queremos estimular aqui essa dinâmica de experimentar, testar e aprender”, reforça.

Confira a programação

1.Contexto do que está acontecendo no mercado de food delivery, com o Diretor de Inovação, Marcos Gurgel.

  • Passado das startups | Qual foi o impacto do iFood e das corporates nas startups que se relacionam?
  • Presente no mercado | Como é o atual momento da inovação das agentes de inovação? (Corporates, startups)
  • Futuro do ecossistema | O que imaginamos que vem pela frente?

    2. Rodada de perguntas e respostas com convidados.
  • Eduardo Tacla, Co-Founder da Frexco;
  • Jonas Casarin, CEO da Anota AI;
  • Manoel Coelho, CEO da Speedbird.

    3.Pitch Reverso do iFood para apresentar os desafios da empresa às startups presentes
  • Retailtech (soluções tecnológicas para o varejo) com Gustavo Queiroz, Diretor de Categorias em iFood Mercado;
  • Logtech com Marcel Alonso, Diretor de Logística em iFood Delivery;
  • SaaS para Restaurantes com Arnaldo Bertolaccini, VP em iFood Restaurantes.

Startup Amazonian SkinFood lucra no mercado norte-americano com biocosméticos limpos e veganos

Fundada pela brasileira Rose Correa, a empresa utiliza ativos da floresta amazônica nas formulações dos produtos; e destina 10% dos lucros para aldeias localizadas no Acre

Trabalhando com ativos da floresta amazônica para criar biocosméticos em formulações limpas e veganas, a startup Amazonian SkinFood, fundada em 2021, planeja agora expandir sua atuação internacional, e também se preparar para o comércio no atacado. Fundada nos Estados Unidos pela brasileira Rose Correa, a empresa doa 10% de todos os seus lucros para o projeto Ni Shunpin, do líder indígena Ixã Huni Kuin, da vila de Altamira, no Acre; onde vivem cerca de 200 pessoas. Segundo Rose, a ideia da organização é contribuir de alguma forma para a preservação da floresta amazônica e das culturas dos povos que lá vivem; possivelmente fomentando futuras iniciativas econômicas que possam aumentar a autonomia das aldeias da região.

A história da Amazonian SkinFood começou em 2019, quando Rose Correa conheceu Shane Lindner, que se tornaria seu parceiro na criação da empresa: os dois se encontraram trabalhando voluntariamente em um projeto em San Francisco, na Califórnia; e decidiram empreender juntos. Ao longo de dois anos, eles pesquisaram ingredientes amazônicos que poderiam ser usados em uma linha de cosméticos; que foi oficialmente lançada no final de 2021, com dois produtos: um creme e um óleo para a pele do rosto. De lá para cá foi desenvolvido um terceiro produto, para limpeza da pele facial, que está sendo lançado agora. A linha, batizada de Amazonian Glow Skincare Set, é adequada a todos os tipos de pele.

“Juntos, os três formam uma linha minimalista de beleza, que limpa, hidrata e trata”, explica Rose. “Tentamos reduzir o consumo de beleza, criar uma rotina de skincare mais leve – até porque a maioria das pessoas nem sequer tem tempo de fazer essas rotinas de beleza com sete, dez etapas.” A ideia conversa com o “skinimalism”, conceito de beleza que combina as palavras “skin”, “pele”, e “minimalism”, ou “minimalismo” – e que não é a única tendência de beleza incorporada na essência da Amazonian SkinFood.

“Trabalhamos apenas com ingredientes seguros para uso na pele, amigáveis ao meio-ambiente, e coletados e processados de maneira ética”, diz Rose. “As embalagens dos nossos produtos são minimalistas e sustentáveis, e informamos nelas todos os ingredientes usados nas fórmulas – que são sempre de origem vegetal. Temos uma lista de componentes proibidos, como fragrâncias sintéticas, cores artificiais, parabenos e ingredientes à base de petróleo.” A tendência, chamada de Clean Beauty, ou Beleza Limpa, vem se firmando na indústria de cosméticos nos últimos anos – e deu origem inclusive ao Global Clean Beauty Awards, que no ano passado premiou o óleo da Amazonian SkinFood como o segundo melhor óleo facial do mundo.

“Nossas fórmulas desempenham mais de uma função cada, e têm concentrações bem altas, o que ajuda a reduzir o consumo”, Rose prossegue. “O óleo é 100% óleo concentrado de frutas da Amazônia. Não usamos nenhum preenchedor nele; como óleo de girassol, por exemplo. Isso tudo contribui para as questões da sustentabilidade, do consumo consciente, da durabilidade dos produtos, e dos próprios resultados, que são bem mais eficazes do que no caso da maioria dos produtos ‘mainstream’.”

Fortalecer cadeias econômicas e a biodiversidade na Amazônia

Na hora de escolher quais plantas e frutos amazônicos seriam utilizados nos produtos da Amazonian SkinFood, Rose Correa tentou priorizar cadeias ainda pouco exploradas na bioeconomia da região. “Até usamos açaí, que é uma cadeia já bem difundida mundialmente, e que pudemos usar no marketing internacional por já ser um nome mais familiar para o grande público; mas os outros ingredientes são todos muito exóticos, principalmente para o mercado norte-americano: utilizamos ucuuba, murumuru, buriti… Nem mesmo o maracujá é tão comum por aqui. Queremos fortalecer as cadeias produtivas das comunidades que já trabalham localmente com esses recursos. Além disso, essas plantas desempenham um papel fundamental na biodiversidade da Amazônia.”

Ao eleger uma comunidade para a qual destinar parte de seus lucros, porém, a Amazonian SkinFood priorizou uma aldeia que ainda não faz parte das cadeias de bioeconomia da região. “Fiz uma pesquisa sobre comunidades que estavam querendo se desenvolver e que não tinham nenhuma ONG ou ação do governo presente, e acabei encontrando essas duas micro-aldeias que estavam precisando de ajuda e buscando parcerias”, relata Rose. “Eles querem trabalhar com a manteiga de murumuru, mas isso requer treinamento, equipamento, estudos de logística. Atualmente eles retiram muito pouco, só o suficiente para fazer artesanato; e o resto acaba apodrecendo na floresta. E é uma pena, porque é uma manteiga riquíssima, com várias propriedades para a pele. O local tem copaíba também, outro ingrediente com o qual a aldeia poderia trabalhar.”

“Como ainda somos uma empresa pequena, não conseguimos criar essa produção lá sozinhos; mas tentamos ajudar como podemos, com verba para coisas como alimentação, água limpa, e a construção de uma escola indígena oficial”, Rose completa. Priorizada pelos próprios integrantes da comunidade, a escola foi inaugurada em abril do ano passado. Atualmente, os recursos fornecidos pela Amazonian SkinFood estão sendo usados na construção de um poço artesiano; e o próximo projeto é um açude de peixes, para aumentar o consumo de proteína na aldeia.

“Minha meta é que, à medida que a nossa marca vá crescendo, a nossa atuação social também cresça”, diz Rose. “Quero trabalhar especificamente com as aldeias do Acre, que é uma região de difícil acesso, e muito esquecida pelo governo. A maioria dos povos indígenas ainda não usa a biodiversidade como fonte de renda. Acreditamos que, fortalecidas, essas comunidades possam se inserir na cadeia da bioeconomia e quem sabe até se tornar fornecedoras nossas.”

Jornada Amazônia e programa Sinergia

Entre o final de 2022 e março de 2023, a Amazonian SkinFood participou do programa Sinergia, da plataforma Jornada Amazônia, projeto que busca criar e fortalecer um pipeline de startups inovadoras para impulsionar o empreendedorismo, qualificar conexões com o mercado e fortalecer o ecossistema de inovação e impacto na região amazônica. O Sinergia visa criar ligações de valor entre empresas já existentes, desde startups a grandes indústrias, em um esforço para melhorar as condições de performance dos agentes do mercado. Segundo Rose Correa, a participação no programa foi essencial na ampliação de networking e na definição de um planejamento de marketing para a Amazonian SkinFood.

“Neste momento de consolidação do negócio, em que os desafios e oportunidades são vários, é muito estratégico ter os aliados certos”, ela comenta. “Recebemos treinamento com profissionais do mercado por meio de encontros semanais. Fomos guiados em uma jornada de preparação para deixar toda a estrutura da empresa pronta e embasada, dependendo do objetivo de cada startup: no nosso caso, as metas eram consolidação de mercado, networking e captação de recursos. Hoje eu conheço várias outras startups da Amazônia: acabamos criando um hub de apoio, que é muito importante. Também trouxe possibilidades de investidores: estamos conversando com uma venture capital para tentar conseguir esse investimento. Na preparação da empresa para o mercado, eu tive ajuda com marketing digital, campanhas de lançamento de produto, definição de público-alvo, posicionamento de marca. Participar do programa foi muito valioso.”

Sem dívidas e 100% autofinanciada, a Amazonian SkinFood fatura por meio de vendas diretas online e também em eventos em feiras. As metas para este ano incluem construir reconhecimento de marca e também planejar a entrada dos produtos no atacado. “Lançamos a linha recentemente em três novos varejistas na Califórnia, além de em duas plataformas de ecommerce focadas em beleza de comércio justo. Recebemos consultas de atacados do Equador, Austrália e Portugal que desejam ter nossos produtos”, conta Rose. “Estamos buscando investidores de impacto que gostariam de nos ajudar a escalar a produção e participar de feiras do setor.”

Outro objetivo é passar a vender os produtos também no Brasil. “Recebo algumas críticas dizendo que ‘não é justo’ que uma marca que utiliza ingredientes amazônicos não atenda o público brasileiro, e eu concordo”, Rose admite. “Precisamos de toda uma outra operação para isso, e, portanto, precisamos de investimento. Mas estamos trabalhando fortemente para que isso aconteça.”

A fundadora Rose Correa aposta que a aceitação dos produtos no Brasil seria grande; como é nos Estados Unidos, onde cosméticos feitos com ingredientes amazônicos têm um grande apelo. “O Brasil é, há muito tempo, sinônimo de beleza no mundo inteiro – mas temos relativamente poucos produtos com DNA verdadeiramente brasileiro sendo exportados para o mundo todo”, ela aponta. “Com a Amazonian SkinFood, estamos mudando um pouco esse cenário.”

Distrito realiza maior estudo do ecossistema de startups Latam

De acordo com a Cepal, Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe, os países da América Latina, que compreendem cerca de 8,5% da população mundial, contam com aproximadamente 660 milhões de habitantes. O crescimento das startups nessa região ganhou impulso a partir de 2014. O relatório “Panorama Tech na América Latina 2023″ do Distrito – a principal plataforma de tecnologias emergentes da América Latina –, realizado com o apoio dos SoftBank Latin America Funds e da Upload Ventures, revelou que nos anos 2000 existiam cerca de 558 startups na América Latina. Vinte e três anos depois, esse número aumentou para 33.489 empresas, representando um crescimento de 60 vezes. 

Ao longo do período entre 2013 e 2023, o Brasil se sobressaiu como o país com o maior número de startups abertas e ativas na região. Com mais de 13 mil startups ativas, o que representa 62,9% do total, o Brasil lidera como um centro de startups na América Latina. Ele é seguido pelo México (11,7%), Argentina (7,1%), Colômbia (6,2%) e Chile (5,1%).

No que se refere aos setores, FinTech é o segmento mais proeminente na América Latina. O setor não está concentrado apenas em alguns países específicos da região. Ao contrário, ele desempenha um papel relevante em quase todos os países latino-americanos. Esse mesmo panorama se estende a RetailTech, que ocupa a segunda posição em número de startups, e a MarTech, que se destaca como o terceiro maior setor na América Latina.

Já o modelo de negócios predominante na América Latina é o Software as a Service (SaaS). “Essa dominância é justificada não apenas pela maior facilidade de escalar negócios baseados em SaaS, mas também pelo fato de que essas empresas têm mais oportunidades de se conectar com potenciais clientes e até mesmo investidores”, explica Gustavo Gierun, CEO do Distrito.

Quando consideramos as startups que atuam no segmento B2B, percebemos que mais de 66% de todas as startups existentes na América Latina oferecem produtos e serviços direcionados a esse público. Além disso, as startups que focam exclusivamente no mercado B2B, sem atingir outros públicos, representam 50,6% do total. Os principais mercados da região possuem uma distribuição semelhante. A proporção de startups voltadas exclusivamente para o público B2B não varia mais do que 10% entre os diferentes países, demonstrando um padrão claro de preferência e estabilidade na região. 

Hoje, a América Latina conta com um total de 45 Unicórnios. No contexto dos Unicórnios, o Brasil, como a maior economia da região, abriga 24 deles, o que representa mais da metade de todas as startups que alcançaram esse status na América Latina. Em seguida, vêm Argentina e México, ambos com 7 empresas que atingiram uma avaliação de US$ 1 bilhão enquanto ainda estavam em fase de capital fechado. 

As 45 startups da América Latina que alcançaram o status de unicórnio levaram, em média, 8,5 anos para atingir esse marco. A startup que demorou mais para chegar a essa posição levou 36 anos, enquanto aquela que precisou de menos tempo levou cerca de um ano para atingir uma avaliação de US$ 1 bilhão. A maioria significativa dessas empresas foi fundada a partir de 2011. Se olharmos apenas para a média dessas startups, elas alcançaram o status de unicórnio em aproximadamente 5,8 anos. Ao considerar apenas as startups fundadas a partir de 2015, a média cai para exatos quatro anos. “Isso evidencia que as startups estão demorando cada vez menos tempo para atingir o status de unicórnio, graças ao aprendizado com casos de sucesso anteriores, ao aumento do investimento disponível para esse tipo de empresa e ao crescimento geral do mercado de tecnologia na região”, explica Gierun.  

Referente ao cenário de Venture Capital (VC) e fusões e aquisições (M&As), as startups da América Latina receberam um total de mais de US$ 37 bilhões desde 2019. Esse montante foi investido por meio de 5.464 rodadas de financiamento. O ano de maior atividade foi 2021, quando mais de US$ 16 bilhões foram investidos em 1.633 rodadas de financiamento.  

“Os números evidenciam como a América Latina abriga países com um notável potencial de crescimento. Circunstâncias desafiadoras incentivam o surgimento de startups inovadoras. No SoftBank estamos extremamente satisfeitos em fazer parte dessa trajetória e contribuir para o desenvolvimento das startups de tecnologia na região”, afirma Alex Szapiro, Head para o Brasil e Managing Partner do SoftBank na América Latina. “Iniciamos nossa trajetória na região em 2019 com um fundo de US$ 5 bilhões – um montante consideravelmente maior do que todos os recursos disponíveis até então – e em 2021 dobramos o investimento. Atualmente, temos quase US$ 8 bilhões alocados em 91 empresas e continuamos otimistas, monitorando oportunidades e investindo de forma sólida na região”, diz ele.

O mercado de tecnologia experimentou um período de notável crescimento entre 2019 e 2021, impulsionado pela crescente demanda por digitalização durante a pandemia. Recentemente, com o aumento da taxa de juros e da inflação em diversos países, juntamente com o colapso repentino do Silicon Valley Bank, ocorreu uma desaceleração no mercado de Venture Capital na região. Ao comparar o segundo trimestre de 2021 com o segundo trimestre de 2023, observa-se uma queda de 84,7% no volume de investimentos e uma redução de 50,8% no número de rodadas.  

A redução no ritmo afetou todas as fases de investimento, porém teve um efeito mais significativo nas avançadas. Como resultado, a diminuição do late-stage provocou uma diminuição na quantidade de rodadas de grandes valores de investimento. Além disso, o número de investidores em late stage caiu proporcionalmente muito mais do que em seed e early stage. 

“Estamos vivendo uma nova fase. Fundos passam por um momento desafiador para angariar capital. Isso dificultará a consolidação dos que estavam no início de suas jornadas”, analisa Rodrigo Baer, sócio-fundador e managing partner da Upload Ventures. “Enquanto isso, os fundos estabelecidos, embora possuam capital, adotarão uma abordagem mais criteriosa na alocação de recursos. Essa conjuntura já demanda empresas com maior disciplina de gestão e, por consequência, maior eficiência”, diz ele. 

Para o CEO do Distrito, o amadurecimento natural do ecossistema foi um dos fatores que colaborou para esta ascensão no número de startups na região. Isso se evidencia através do surgimento e consolidação de investidores regionais, seja em estruturas de Venture Capital tradicionais ou até mesmo Corporate Venture Capital, e grupos de anjos. ” O ecossistema de inovação foi enriquecido e fortalecido pela entrada de investidores internacionais, os quais injetaram quantias substanciais na região, acelerando o crescimento de muitos empreendimentos e estimulando a inovação de maneira global”, conclui Gierun. 

Sendi 2023 abre inscrições para seleção de startups

Pela primeira vez, o Seminário Nacional de Distribuição de Energia Elétrica (Sendi) 2023 terá um espaço exclusivo inteiramente dedicado à inovação. Nele, além de programação exclusiva de palestras, as startups selecionadas terão a oportunidade única de apresentar suas soluções inovadoras e disruptivas para o segmento, entre os próximos dias 07 e 10 de novembro.
 

As inscrições estão abertas e vão até o dia 3 de setembro. Para participar, a startup precisa atender aos requisitos do regulamento e preencher o formulário de inscrição. Todos os documentos podem ser acessados no site. A partir das inscrições, a EDP, em parceria com o Base 27 – hub de inovação no Espírito Santo -, vai selecionar startups para se apresentarem durante o evento. O resultado será anunciado no dia 20 de setembro.
 

Rafaella Fatureto, gestora executiva de Inovação da EDP, explica que a empresa está cada vez mais comprometida com a antecipação de tendências do setor, estimulando a transição energética do país. “O setor elétrico vive um momento de transformação e as mudanças devem beneficiar a sociedade como um todo. Buscamos olhar os desafios do setor de uma forma ampla e queremos evoluir com velocidade, impulsionando e encontrando soluções, ampliando o nosso escopo, e aplicando o que há de mais novo e inovador no mercado, sempre pensando em acelerar a transição energética. Acreditamos que a inovação aberta, através da conexão do ecossistema é o caminho para a construção do futuro do setor”.
 

Pollyana Rosa, head de Inovação do Base27, ressalta que o ecossistema capixaba é pulsante, mas ainda está amadurecendo. “Precisamos de eventos desse porte para colocar as nossas oportunidades no circuito nacional, chamar a atenção de startups e empresas de outros estados, para que venham para cá e se conectem. A EDP é uma empresa que tem investido muito em inovação e participa ativamente no Base27, e para nós, como hub, é muito importante estar junto e apoiar projetos como esse”.
 

De acordo com a organização, o Espaço Inovação foi pensado para facilitar as conexões entre participantes do evento e startups, impulsionando o ecossistema de inovação. Será um espaço de trocas e inspiração, dando visibilidade aos desafios do setor e às startups selecionadas, que estarão presentes.
 

O Sendi

O Sendi é o maior evento de distribuição de energia da América Latina e pretende apresentar as principais inovações do setor, com destaque para soluções sustentáveis e de alta qualidade. As tendências de digitalização, descarbonização e descentralização são relevantes para o setor, pois dizem respeito à transição energética.
 

Realizado entre os dias 7 e 10 de novembro, pela Associação Brasileira dos Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee) e tendo a EDP como anfitriã, o Sendi 2023 ocupará mais de 20 mil metros quadrados, no Parque de Exposições de Carapina, e abrigará a ExpoSendi, uma exposição do segmento de energia; uma arena silenciosa com palestras simultâneas de especialistas renomados, apresentação de trabalhos técnicos, o espaço Inovação e o Rodeio Nacional dos Eletricistas.
 

O eixo central do evento será o ESG (Environmental, Social and Governance), abordando cases e práticas ambientais, sociais e de governança, com temas relacionados às macrotendências de transformação do setor de energia. Em pauta, conteúdos como gestão inteligente da rede; soluções para clientes; tendências e fomento à inovação; sustentabilidade do negócio UND; e liberalização do mercado.
 

Chamada de Startups – Sendi 2023

Inscrições: até 3 de setembro, pelo site Link

XXIV Seminário Nacional de Distribuição de Energia Elétrica (Sendi) 2023 

Data: 7 a 10 de novembro de 2023

Local: Pavilhão de Carapina, no Espírito Santo.

Atrações: ExpoSendi; seminários com palestrantes nacionais e internacionais; apresentação de trabalhos técnicos e de startups e seus trabalhos de inovação; Rodeio Nacional dos Eletricistas; Carta de Vitoria, entre outros.

Inscrições: a partir de R$ 1.500 para os quatro dias de evento, com abertura e show de encerramento; e de R$ 600 para inscrições por dia.

Informações e inscrições: clique aqui

Realização: Associação Brasileira dos Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee) e EDP no Espírito Santo.

Energy Starter: EDP procura startups inovadoras para acelerar o futuro da energia

Inscrições para o primeiro módulo, dedicado às Redes do Futuro, estão abertas até 24 de setembro. Startups selecionadas vão trabalhar com especialistas da EDP em todo o mundo no desenvolvimento de negócios e projetos-piloto

O Energy Starter, programa global de inovação colaborativa da EDP, está de volta em busca de startups e empresas tecnológicas de rápido crescimento (scaleups), que tenham soluções disruptivas para acelerar o desenvolvimento áreas estratégicas para o futuro da energia. As inscrições para o primeiro módulo, dedicado aos desafios de Redes do Futuro, estão abertas até 24 de setembro pelo site do Energy Starter.

Após o período de avaliação, que inclui um pitch online, as empresas selecionadas neste primeiro módulo serão levadas para participar de um bootcamp em Santander, na Espanha, entre 28 e 30 de novembro, quando terão a oportunidade de apresentar suas ideias e de discuti-las com especialistas da EDP de diferentes unidades de negócio e geografias para definir o escopo de projetos-piloto e as soluções de negócios a serem testadas.

As startups que participarem do programa terão, também, contato com um grupo de mentores e especialistas que, além de apoiarem o desenvolvimento de testes em conjunto com a EDP, darão feedback para aperfeiçoar produtos e serviços. Além disso, terão acesso a potenciais apoios financeiros e à experiência e networking da EDP Ventures, o veículo de investimento em startups da EDP que já investiu mais de R$ 300 milhões em startups ao redor do mundo.

Redes do futuro: um módulo, seis grandes desafios

Nesta primeira fase, a EDP procura ativamente empresas e soluções que contribuam para a empresa inovar em desafios da distribuição de energia e redes do futuro, desde a produção até o consumidor final. A ideia é mapear e investir esforços em soluções com startups e scaleups nesta área, não só pensando em modernizar infraestruturas existentes como também explorar novas vias de crescimento. Os projetos devem responder a desafios relacionados, principalmente, a Gestão da Vegetação, Gestão de Ativos, Flexibilidade da Rede, Segurança e Saúde, Impacto Ambiental e Jornada do Cliente 2.0.

As redes elétricas são uma área de crescimento estratégico para a EDP, com previsão de um investimento global de cerca de 4 bilhões de euros (representando 15% do investimento bruto total de 25 bilhões de euros) entre 2023-2026, de acordo com o último Plano de Negócios divulgado pela empresa.

Energy Starter

Aberto a todas as geografias, o Energy Starter procura os projetos mais inovadores e disruptivos que promovam novas soluções para acelerar a transição energética. Além deste primeiro módulo dedicado às redes do futuro, o programa prevê mais dois módulos: um sobre Energias Renováveis e Hidrogênio Verde e um último sobre Soluções para Clientes e Mobilidade Elétrica. O programa será encerrado com um evento global onde as soluções desenvolvidas nos diferentes módulos e os múltiplos desafios gerados serão compartilhados com o ecossistema de inovação.

Ao longo das últimas sete edições do Energy Starter, a EDP fechou parcerias com 183 startups de 27 países, desenvolvendo em conjunto 70 projetos-piloto e 27 rollouts (integração de um novo produto ou serviço no mercado) que já começaram a remodelar o panorama energético – projetos que envolveram um investimento total de 23 milhões de euros. Estes dados reforçam a atuação da EDP na promoção da inovação por meio da colaboração estratégica e refirma o compromisso da empresa em desenvolver tecnologias sustentáveis que promovam um futuro energético mais sustentável e eficiente.

Para mais informações sobre o Energy Starter, consulte o site oficial do programa ou envie um email para inovacao@edpbr.com.br.