Archive abril 2018

Transformação digital, agenda do CIO e internacionalização na pauta do Export Day 2018

Enquanto nos principais mercados mundiais os investimentos programados pelos CIOs para este ano estão direcionados ao crescimento e ao aumento de market share – cliente, no Brasil o foco principal é a transformação digital, às vezes confundida com a informatização da empresa. Esses dados, apresentados por William Hoffert, diretor de desenvolvimento de negócios do Gartner na palestra de abertura do Export Day 2018, fazem parte do estudo “A agenda do CIO para 2018”. Realizado pela consultoria, ele ouviu 3.160 executivos de 98 países responsáveis pela administração de um budget total de US$ 277 bilhões para investimentos em TI.

“Há tempos os CIOs brasileiros são pressionados a fazer mais com menos. Anos de contenção retardaram o avanço da TI no país, principalmente nas grandes empresas, mas a transformação digital tornou-se um imperativo comercial e é preciso tirar esses anos de atraso de alguma forma” disse William Hoffert.

O Export Day, promovido na semana passada em São Paulo pela Softex e pela Apex-Brasil, reuniu mais de 150 pessoas interessadas em levar seus negócios para além das fronteiras nacionais. Este ano, o encontro analisou de que forma o cliente pode colaborar para a expansão global das empresas de TI brasileiras.

No espaço da programação dedicado à apresentação de casos de sucesso de internacionalização nos segmentos de telecom, saúde, varejo e fintech foram abordados os cases da BRQ, Icaro Tech, MV, Navita e Propz. Para dialogar com eles, o painel CIOs trouxe representantes da Ericsson, SulAmérica, PepsiCo e Bradesco que, com intermediação da TGT Consult, debateram as possibilidades de inovação aberta junto a fornecedores de porte médio e startups.

Entretanto, a, expansão global demanda capital para investimento e por isso o Export Day reservou um painel especial para explicar como e quando captar recursos junto a fundos de investimento e instituições financeiras. Ele contou com as participações de Thiago Ferreira, gerente de Comércio Exterior da BNDES; João Pirola, diretor de investimentos da Inseed; Paulo Caputo, sócio-fundador da Oria Capital; e Marcelo Vitali, sócio-diretor da ORBIZ, parceira da Imprimatur Capital baseada em Londres.

Outro aspecto relevante para o sucesso global de uma organização é a inovação e a criação parcerias adequadas que podem impulsionar o sucesso de uma organização no mercado externo, mas a sua sobrevivência no ambiente local. Foi o que abordou Mauricio Costa, diretor do HUB55, que representa a Universidade de Yale no Brasil e o programa Innovation Boost.

“O Export Day surgiu para ser um dia dedicado à discussão de estratégias de internacionalização. Nesta edição, entretanto, decidimos fazer isso focando na agendado CIO, com uma visão da demanda local face às tendências globais de headquarters de grandes corporações. Essa trilha será seguida ao longo de todo este ano”, destacou Guilherme Amorim, gestor do Projeto Setorial Softex.

A 5ª edição do Export Day marcou ainda o kick-off do International Way, uma boutique de soluções de baixo custo e atalhos construídos pela Softex para auxiliar o processo de internacionalização de forma mais ágil, enxuta e eficiente.

Segundo dados da Softex, as empresas de software e serviços de TI exportaram cerca de R$ 3,7 bilhões no ano passado e as 300 integrantes do Projeto Setorial Brasil IT+ colaboraram com a expressiva quantia de R$ 1,5 bilhão para a balança comercial do país.

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NCR mantém 1º lugar como fornecedor de software multivendor para ATM

O software para ATM da NCR é responsável por 32% do mercado mundial de software multivendor, 12 pontos percentuais a mais do que qualquer outro fornecedor de software para terminais de autoatendimento.

A companhia vem mantendo a primeira posição em cinco relatórios consecutivos da RBR. “As instituições financeiras estão assumindo projetos cada vez mais omnichannel, conectando terminais de autoatendimento a sistemas de mobile banking e CRM, e nós da NCR ficamos satisfeitos que a nossa estratégia focada em software continue a repercutir no mercado”, afirma Frank Gauld, vice-presidente e gerente geral de serviços financeiros da NCR.

“As instituições financeiras estão mudando rapidamente nesta nova era das expectativas do consumidor, e por isso continuamos a alavancar nossa posição de liderança para melhor servir nossa base global de clientes”, completa.

O relatório ATM Software 2018 da RBR aponta que mais de 1,3 milhão de terminais de autoatendimento estão equipados com software multivendor no mundo, o que significa um aumento de aproximadamente 14% desde o relatório divulgado em 2016.

FGV abre feira virtual com expectativa de mais de mil vagas de estágio e emprego

A Fundação Getulio Vargas (FGV) promove, em parceria com a Vero Solutions, entre os dias 2 e 11 de maio, a terceira edição da feira virtual de Estágio e Emprego – a FGV Talentos 2018. Devido ao sucesso da iniciativa nos anos anteriores, este ano a instituição ampliou parcerias com empresas de diferentes segmentos e conta com o patrocínio da Amil, Enel, Mattos Filho Advogados, Vivo e White Martins. O evento é gratuito e direcionado a estudantes de todo o Brasil que estejam cursando ensino superior ou pós-graduação e aos que concluíram o curso universitário nos últimos anos.

Dentro de um ambiente virtual (plataforma online em 3D), as empresas participantes devem divulgar mais de mil oportunidades de estágios, programas de trainee e vagas efetivas, além de selecionar virtualmente candidatos e divulgar conteúdo sobre carreiras e mercado de trabalho. Os participantes podem acessar informações e oportunidades de vagas em aberto nos estandes virtuais, assistir palestras, interagir com representantes das empresas, através de fóruns e chats online, e ainda participar de jogos sobre processos seletivos.

“Nosso objetivo é divulgar as oportunidades de estágio, programas de trainee e vagas de trabalho numa plataforma em que as empresas terão estandes virtuais e poderão selecionar os candidatos a partir da análise dos currículos, aplicação de testes e entrevistas, tudo isso online”, informam as organizadoras Beralda Lima, coordenadora de Estágio e Desenvolvimento de Carreiras da FGV no Rio de Janeiro, e Márcia Barroso, supervisora de Estágio da FGV Direito Rio. Nas duas primeiras edições, foram cerca de 80 mil visitas aos estandes virtuais e 32 mil candidaturas às duas mil vagas disponibilizadas.

As coordenadoras do evento avaliam a iniciativa como uma ação ecologicamente sustentável e com forte impacto social na orientação e inserção de jovens no mercado de trabalho. “O evento alinha-se com a missão da FGV, que é a de contribuir para o desenvolvimento socioeconômico do país, e a proposta de ser virtual atende o perfil das novas gerações, por se tratar de um meio de comunicação que a eles é mais familiar”, explicam Beralda e Márcia.

As empresas participantes são: Amil, Brasil Júnior, Brookfield Energia, Centro de Integração Empresa Escola – CIEE/Rio, Cervejaria Ambev, Coca-Cola Brasil, Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), Dow, Enel, Fundação Estudar, KPMG, Lojas Americanas, Mattos Filho Advogados, OLX, Procter & Gamble, Seja Trainee, Siemens, Souza Cruz, Veirano Advogados, Vero Solutions, Vivo, WallJobs, White Martins, FGV e Vero Solutions.

Para conhecer as empresas participantes, fazer inscrição ou obter mais informações sobre a FGV Talentos 2018, visite o site www.fgv.br/fgvtalentos.

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Empresas e entidades setoriais de tecnologia lançam a Coalizão Rio Digital

Foi lançada no Rio de Janeiro a Coalizão Rio Digital, uma mobilização da iniciativa privada com Organizações da Sociedade Civil (OSCs) e entidades setoriais para o empoderamento digital. Mais de 20 empresas, entidades de classe e instituições fazem parte do movimento para melhorar as perspectivas de futuro de jovens moradores de comunidades cariocas, capacitando-os tecnologicamente para o mercado de trabalho e para o empreendedorismo. A expectativa é que 8 mil jovens, entre 15 e 29 anos, sejam impactados diretamente no primeiro ano de operação.

A iniciativa busca mobilizar o setor privado, especialmente o de TI, para a oferta de cursos gratuitos de tecnologia com certificação reconhecida pelo mercado em regiões prioritárias do Rio de Janeiro. “A Microsoft entendeu a Coalizão Rio Digital como um chamado. Nós acreditamos que tecnologia é um motor de desenvolvimento econômico e social e nos colocamos como um dos atores que quer fazer a diferença dentro desse projeto”, comentou a presidente da Microsoft, Paula Bellizia.

Durante a cerimônia de lançamento, o presidente executivo da Brasscom, Sergio Paulo Gallindo, lembrou que o Rio precisa criar oportunidades para os jovens e que, curiosamente, a cidade acabou se tornando um exportador de mão de obra no setor de TI nos últimos anos. “Queremos ver nos jovens a possibilidade de almejarem um futuro melhor para suas vidas e suas famílias. Aproveitando essa que é a maior onda de oportunidades que se vê pela frente, que é a onda da transformação digital, ou também chamada de quarta revolução industrial”, disse Gallindo.

Segundo dados da Brasscom – Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação, entre 2013 e 2018 (até fevereiro), o mercado de trabalho de software e serviços no município do Rio de Janeiro recuou 17,9%, não acompanhando a trajetória de recuperação do mesmo mercado em escala nacional que avançou 2,2%. Até fevereiro de 2018, foram gerados 13 mil postos de trabalho em software e serviços no Brasil, enquanto no município do Rio de Janeiro foram perdidos 9 mil. Se em 2013 o município do Rio de Janeiro concentrava 8,4% dos empregos de software e serviços do Brasil, em 2018 essa concentração recuou para 6,8%.

Rodrigo Baggio, presidente da ONG Recode (antigo Comitê para Democratização da Informática), enfatiza que as principais organizações sociais do mundo já percebem que não é possível mudar o mundo em que vivemos se cada ONG, empresa ou governo faça a sua parte isoladamente. “Só por meio de coalizões e trabalhos colaborativos é que se pode gerar grandes transformações na sociedade”, afirmou.

A ideia da Coalizão Rio Digital é estimular o voluntariado de colaboradores das empresas participantes para mentoria aos jovens, além da criação de um banco de currículos para facilitar a oferta de vagas em posições iniciais nas empresas participantes e outras que venham a ter interesse.

Como primeira ação, a Coalizão Rio Digital trabalha no mapeamento de regiões prioritárias do Grande Rio e de organizações sociais localizadas em comunidades. A trilha formativa deve priorizar o uso consciente e cidadão da tecnologia, reforçando suas possibilidades para o desenvolvimento pessoal e profissional dos jovens. A média de formação deverá ser de 100 horas.

Outro resultado esperado pela Coalizão Rio Digital é o desenvolvimento de um case para democracia e cidadania digital, reunindo a experiência e as soluções tecnológicas das organizações participantes em iniciativa para gerar maior transparência, engajamento e eficiência na gestão pública.

A IBM, Microsoft, Cisco, Embratel, Salesforce, Stefanini, TOTVS, Resource, Capgemini, Equinix, BRQ, Dataprev, Schneider Electric, Abes Software, Assespro RJ, Brasscom, Fenainfo, Rio Soft, TI Rio, Unesco, ONG Recode, Lide Rio de Janeiro, Instituto Coca-Cola, Instituto Federal do Rio de Janeiro, Observatório das Favelas, Fundação Roberto Marinho, entre outros, já integram o projeto.

Sobre a Coalizão Rio Digital

A Coalizão Rio Digital é um movimento da sociedade civil e do setor privado, especialmente das empresas do setor de Tecnologia da Informação e Comunicação, que propõe ações concretas para melhorar as perspectivas de futuro dos jovens de 15 a 29 anos moradores de comunidades cariocas em situação de vulnerabilidade.

O movimento, que congrega mais de 20 empresas e entidades, acredita que a ação coletiva dos setores mais inovadores e criativos da indústria pode contribuir para acelerar o empoderamento digital desses jovens e facilitar oportunidades e novos caminhos para a geração de renda, reduzindo as inseguranças hoje vividas no Estado do Rio, e contribuindo efetivamente para o desenvolvimento da sociedade.

E-mail: contato@coalizaoriodigital.org.br

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A personalização da experiência de compra no topo das tendências para 2018

Por Rodrigo Genoveze

Durante nosso evento anual, o Awin Day 2018, tivemos alguns insights que gostaria de compartilhar com a comunidade dos profissionais de marketing. O evento foi voltado para anunciantes, afiliados e experts de diversas indústrias e verticais, que enxergam no marketing digital um caminho para alavancar seus negócios. Foram discutidas as principais tendências e oportunidades de crescimento do futuro. Foi um dia de palestras, sessões interativas e insights.

A maioria deles envolve, de uma maneira ou de outra, a personalização da experiência de compra. Colocar isso em prática beneficia as duas pontas do marketing de afiliação: os anunciantes ganham por terem consumidores cada vez mais fiéis e apaixonados pela marca e, os afiliados por terem a oportunidade de fazer uma comunicação muito mais assertiva e aumentar sua conversão.

Maria Fernanda Antunes Junqueira, cofundadora do Global Savings Group, foi uma das primeiras a palestrar e falou da mudança da estratégia da empresa e do crescimento ao logo dos anos, explicou que eles têm trabalhado com marketing de conteúdo unido à performance e também mostrou um produto recém-lançado pela marca: os dynamic coupons, ou cupons dinâmicos. A ferramenta dá ao anunciante o controle de qual conteúdo especifico de cupons ele pretende mostrar para qual consumidor, de acordo com seu carrinho de compras, além de auxiliar anunciantes a baterem suas metas. É possível segmentar o cliente ao qual se pretende focar utilizando diversas variáveis, como por exemplo, o horário, a cidade, se o consumidor já comprou ou não na loja, o valor e categoria de produtos que colocou no carrinho de compras, sistema operacional no qual está navegando, dentre outros. Desta forma, é possível que o anunciante bate diversas metas que pode ter como up-selling, cross-selling, aquisição de novos clientes sou retenção de clientes antigos.

Por exemplo, no caso de o lojista ter a intenção de liquidar um determinado estoque, como as peças de uma coleção de verão, já que a estação está terminando, este sistema poderia ser configurado para gerar automaticamente um cupom específico condicional à adição de peças de verão no carrinho de compras de usuários que tenham colocado roupas de inverno no carrinho de compras: é o chamado cross selling. Essa ferramenta permite que lojas virtuais não disponibilizem determinados descontos a usuários que já iriam fazer determinada compra, mas possibilita estimular um consumidor a comprar mais ou a comprar novos produtos, ou mesmo a experimentar comprar nesta loja pela primeira vez, Muitas vezes, as marcas não querem, necessariamente, dar um cupom para aquele usuário que já iria gastar R$ 400 no site, de qualquer forma. É mais vantajoso dar o cupom para o cliente que iria gastar R$ 300, mas que, com o cupom, influenciá-lo a mudar de ideia, a decidir gastar mais, elevando o ticket médio da loja.

Outra palestra que indica como a automação e transparência no relacionamento entre as duas partes do marketing de afiliação foi Patrick Nogueira, CEO do Baixou, que criou produtos para auxiliar influenciadores que não estavam conseguindo ganhar dinheiro com seus vídeos e demais conteúdos. Ele percebeu que o core do influenciador é produzir conteúdo, e, não é ficar comparando preço, trocando e trackeando link, entre outros. Eles acabavam desanimando, pois faziam vídeos que tinham um grande número de cliques, mas que não convertiam em vendas. Então, a empresa desenvolveu um tracking automático. Com este script, o influenciador simplesmente insere o link em seu site, e, todas as vendas que forem feitas através dele, automaticamente, atribuídas a ele.

O evento foi concluído pelo arquiteto de soluções do Grupo BMC Digital, Leandro Toledo, que mostrou como impulsionar a conversão via e-mail marketing com tecnologia. Eles estão entendendo cada vez mais o interesse do usuário para poder fazer indicações pertinentes ao seu interesse. O Grupo registra este interesse através de uma tag instalada no site do lojista. É uma tag segura porque envia para a BMC apenas a informação que está na documentação da variável. A partir destas informações captadas da navegação do usuário, são gerados e-mails únicos e exclusivos para cada pessoa. Isto é essencial para aumentar as chances de conversão.

Estes três cases de sucesso em marketing digital estão aí para mostrar a importância da personalização da jornada de compra. Todo consumidor quer se sentir único. Fazer isso acontecer na prática é uma boa receita para se obter o sucesso no e-commerce.

* Rodrigo Genoveze é Country Manager da Awin no Brasil

Kärcher incentiva participação de colaboradores em projetos da companhia

A Kärcher, líder mundial em soluções de limpeza, sabe da importância do capital humano e acredita na participação colaborativa para melhoria de processos, produtos e ambiente de trabalho. Pensando nisso, a fábrica da companhia no Brasil reformulou seu programa Banco de Ideiais de modo a aumentar a participação dos colaboradores e mensurar o impacto da iniciativa para os negócios da empresa.

O Banco de Ideias tem como objetivo ser um canal para que funcionários, temporários, estagiários, menores aprendizes, terceiros e parceiros tragam sugestões de melhoria para as atividades da subsidiária. As ideias podem ser novas ou não e relacionadas a diferentes tópicos como avanços nos processos ou produtos, inovação, redução de custos, satisfação de clientes, funcionários ou parceiros, bem como a sustentabilidade e melhoria do bem-estar.

Implementado há mais de 15 anos, o Banco de Ideias foi sistematizado e repaginado de modo a melhorar os índices de interação e participação das equipes. Desde a reformulação, iniciada em junho de 2017 até o mês de fevereiro, a Kärcher Brasil reduziu o custo geral em R$ 63 mil, pagou R$ 9.400 mil em prêmios para as ideias de destaque e o número de propostas em relação ao mesmo período de anos anteriores cresceu mais de 100%. Além disso, a participação dos colaboradores aumentou em 67% e dos avaliadores em 82%.

Para viabilizar o processo, a companhia instituiu uma equipe de suporte e canais diretos entre avaliadores e proponentes de ideias – que são classificadas em diferentes categorias: viável mensurável, viável, ideia replicada, inviável e não aplicável. A primeira avaliação é feita por um especialista e as consideradas viáveis são implementadas na empresa após a avaliação de um comitê analisando o grau de inovação, o impacto econômico e a qualidade.

“Consideramos a participação das pessoas fundamental para a sustentabilidade de nosso negócio. São elas que também nos estimulam na busca pela excelência em produtos e na melhoria nos processos e ambiente de trabalho”, afirma Abilio Cepêra, presidente da Kärcher Brasil.

Por que a segurança de dados deveria ser uma prioridade – e o que podemos aprender com as outras empresas

Por Ricardo Rodrigues, CEO da Social Miner

Não teve como fugir das manchetes: você com certeza ouviu falar sobre o escândalo envolvendo o Facebook e a Cambridge Analytica – organização especializada na extração e análise de dados, aplicada a estratégias de comunicação em processos eleitorais. Mais de 87 milhões de usuários da rede social tiveram suas informações pessoais coletadas e identificadas pela empresa de consultoria política.

O acontecimento tomou grandes proporções, especialmente pelos indícios de que esse material teria sido usado para manipular o processo eleitoral americano de 2016 e garantir a vitória do empresário e atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Além disso, as atividades da Cambridge Analytica teriam influenciado também a polêmica saída do Reino Unido da União Europeia (Brexit).

Isso acontece não é de hoje

Por mais que esses acontecimentos sejam graves e as notícias de quebra de privacidade ganhem as manchetes dos grandes jornais pelo mundo, esta não é a primeira e, provavelmente, não será a última vez que incidentes como esse acontecem. Tome os exemplos da Uber, Equifax, Yahoo. O que eles têm em comum? Bilhões de usuários desses serviços tiveram seus dados pessoais vazados e, em alguns casos até vendidos, na internet.

Muitos desses casos só vêm à tona porque a justiça americana obriga que as empresas tragam os vazamentos a público. O Congresso dos Estados Unidos, aliás, discute uma possível lei federal que proteja os cidadãos contra esses incidentes. Já no Brasil ainda não existe uma lei que exija essa transparência. Ainda assim, veículos de comunicação e autoridades têm se manifestado e estudado formas para prevenir incidentes como esses.

A raiz do problema

Há quem diga que falta rigidez nas regulamentações que garantam a privacidade dos usuários na internet. E, se num cenário mundial esse quadro já é precário, aqui no Brasil não é diferente. Uma pesquisa da PSafe aponta que o país está em segundo lugar no ranking de ataques e vazamentos de dados na deepweb, atrás apenas dos EUA.

No entanto, o problema vai muito além das regulamentações. O caso é que hoje as empresas, em geral, têm dificuldade de acompanhar a ‘criatividade’ e rapidez com que novos mecanismos de invasão são desenvolvidos. Ou seja, a fragilidade é operacional. As equipes de tecnologia não têm tempo ou recursos para investir em estratégias mais eficientes para prevenção de vazamento de dados e passam muito tempo corrigindo e gerindo falhas de segurança.

Quebra de confiança

Quando falamos da relação entre as empresas de tecnologia e seus clientes, não são apenas as implicações legais que saltam aos olhos das empresas, mas também a saúde das relações entre organizações e pessoas. Quando usuários escolhem confiar seus dados a uma companhia, existe um contrato de confiança entre as duas partes, e a parte mais frágil é sempre o cliente.

Isso nos leva a um segundo ponto de atenção: muito da sobrevivência e sucesso dessas empresas que operam nos ambientes virtuais depende da confiança desses usuários. Uma quebra nessa relação de confiança pode, inclusive, custar muito caro para as empresas. Quer um exemplo? Depois de levar a público o vazamento de dados dos seus usuários, a gigante da internet Yahoo perdeu 350 milhões de dólares na venda para Verizon. Mais um motivo para que a segurança dos dados seja uma prioridade dentro das companhias.

O futuro da segurança dos dados

Hoje, nenhum país pode dizer que está 100% seguro contra o risco de vazamentos de dados e as consequências ressoam mundialmente: nações aceleraram a implementação de medidas e tentam acalmar a população, enquanto gerem os escândalos. A União Europeia (UE), por exemplo, se viu nessa situação recentemente diante do caso da britânica Cambridge Analytica.

A resposta? A implementação de novas regras para coleta e troca de dados entre empresas que operem nos países do grupo, a fim de proteger seus cidadãos. Chamada de GDPR – General Data Protection Regulation (ou Regulamento Geral de Proteção de Dados, em tradução livre), a medida deve entrar em vigor em 25 de maio e exige que as empresas protejam as informações pessoais e a privacidade dos cidadãos da UE para transações que ocorram dentro do grupo.

E no Brasil?

Por aqui, a resposta para esses inúmeros escândalos também veio na forma de novas leis e decretos. O Ministério da Justiça, por exemplo, discute aplicar penas administrativas e obrigar empresas a trazer a público casos de vazamentos e já corre no Congresso a aprovação da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais. No entanto, hoje o Brasil já conta com cerca de 30 leis que tratam do tema direta ou indiretamente. Ainda assim, o resultado é pouco eficiente.

E então, o que fazer para oferecer um ambiente seguro hoje

Do ponto de vista corporativo, empresas que prezam a proteção dos dados dos seus consumidores se destacam no mercado e ganham a confiança do público. Portanto, é essencial acompanhar e estar de acordo com as regulamentações de privacidade e utilizar a tecnologia a seu favor, aplicando recursos de criptografia, dupla autenticação – que usa mais de um canal e código para login – entre outros.

Outra alternativa é aplicar metodologias de diagnóstico de segurança do seu site, como a Privacy Impact Assessments (PIA). A partir desses resultados, é possível implementar programas de privacidade que atendam e tratem os pontos que oferecem risco. Desse modo fica mais fácil cuidar da manutenção do site e garantir a segurança da sua empresa.

Mas é possível – e muito recomendável – que as organizações vão além e sigam alguns protocolos de segurança mais sofisticados, a fim de garantir um ambiente seguro de navegação para seus visitantes. Um exemplo? Se sua empresa trabalha com outros parceiros de tecnologia, que instalam ferramentas através de scripts no seu site, é bom ficar atento. Sem dúvida eles vão extrair dados dos seus usuários e, até aqui, isso não é um problema.

O importante é saber exatamente o que essas empresas vão fazer com as informações. Existe o risco de que esses parceiros vendam ou compartilhem os dados dos seus clientes com outras companhias? O compartilhamento de bases, sem autorização específica dos usuários cadastrados, é chamada de cookie pool. Um artifício infelizmente ainda muito comum, que fere a confiança dos visitantes do seu site que escolhem compartilhar com a sua empresa – e somente com a sua empresa – informações de grau pessoal.

Você compartilha os dados dos seus visitantes com outras empresas? Ou, pior, você compra base de dados de terceiros? Práticas como estas pouco se diferem do que foi feito pela própria Cambridge Analytica, que acessou e explorou informações sensíveis de usuários do Facebook, sem a autorização dessas pessoas. Por isso, é muito importante se assegurar de que as empresas parceiras sejam confiáveis, ter documentado tudo o que as ferramentas poderão extrair e saber exatamente como pretendem usar esses dados.

Na Social Miner, por exemplo, cada um dos nossos clientes cria sua própria base de usuários – pessoas que deram permissão de acesso aos dados por um canal opt-in – e nenhuma dessas informações é compartilhada entre eles. Dessa forma, garantimos a segurança e a qualidade da experiência online dos consumidores. Afinal, se você se cadastrou em um site de ofertas de passagem, qual é a chance de gostar de receber mil e uma promoções de carros, por exemplo? Se você se interessou pelo tema, nós listamos uma série de boas práticas para seleção e instalação de scripts parceiros no nosso blog. Vale a leitura.

Ricardo Rodrigues, 31 anos, é engenheiro de computação com mestrado em inteligência artificial pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). Trabalhou em centros de pesquisa no Brasil e França, foi professor universitário e data scientist no Peixe Urbano e selecionado para o programa Techmission no Silicon Valley (EUA) em 2014 como empreendedor de alto potencial. Hoje é cofundador e CEO da Social Miner, startup de tecnologia que usa inteligência artificial para humanizar a automação de marketing.

Qualificação profissional pode aumentar o salário em até 53%, revela pesquisa da Catho Educação

A 54ª edição da Pesquisa Salarial, conduzida pela Catho Educação com mais de dois milhões de profissionais, apontou que o investimento em cursos de qualificação, como graduação e pós-graduação, podem impactar diretamente o salário do profissional brasileiro, em diferentes níveis hierárquicos. Profissionais com cargo de coordenação que possuem Pós-Graduação ou Mestrado/Doutorado podem aumentar seus salários em até 53,7% e 47,4%, respectivamente. Já no nível de analista, por exemplo, a existência de um mestrado ou doutorado pode aumentar o salário em 118%.

De acordo com a pesquisa, realizada em janeiro de 2018, em cargos de diretoria, por exemplo, a diferença salarial entre executivos, que possuem Pós-Graduação ou MBA em comparação aos que não possuem essa formação é de 47,2%. No nível operacional ou de assistente, quem possui graduação pode ganhar até 25% a mais do que quem não tem curso superior.

“As organizações estão em busca de profissionais cada vez mais completos, por isso, investir em educação é o primeiro passo para atingir os objetivos de carreira. É o que confirma essa pesquisa: o mercado sempre reconhece os profissionais mais bem qualificados”, explica o gerente da Catho Educação, Fernando Gaiofatto.

 

Nível Hierárquico

% Graduação aumenta salário em:

% Pós | MBA aumenta salário em:

% Mestrado | Doutorado aumenta salário em:

Diretor | Gerente

47,2%

2,8%

Coordenador | Supervisor

53,7%

47,4%

Profissionais Graduados (Ex: Médico, Engenheiro…)

47,5%

3,6%

Analistas (Ex: analista de marketing, analista financeiro…)

14,7%

118,0%

Profissionais Técnicos (ex: técnico em enfermagem…)

12,4%

10,0%

Assistentes | Auxiliares

25,2%

Operacional

25,3%

* Percentual salarial de quanto ganham a mais os profissionais conforme suas formações acadêmica

 

O quadro a seguir aponta as médias salariais nos diferentes níveis hierárquicos, de acordo com o grau de qualificação educacional, conforme o cargo.

 

Nível Hierárquico

Ensino Médio

Ensino Superior

MBA | Pós-Graduação

Mestrado | Doutorado

Diretor | Gerente

R$8.034,47

R$11.826,77

R$12.162,97

Coordenador | Supervisor

R$4.521,74

R$6.949,17

R$10.245,06

Profissionais Graduados (Ex: Médico, Engenheiro…)

R$4.442,18

R$6.550,43

R$6.784,46

Analistas (Ex: analista de marketing, analista financeiro…)

R$3.648,79

R$4.185,33

R$9.125,64

Profissionais Técnicos (ex: técnico em enfermagem…)

R$3.029,47

R$3.404,20

R$3.743,48

Assistentes | Auxiliares

R$1.602,60

R$2.006,62

Operacional

R$1.974,88

R$2.475,40

 

Pesquisa Salarial

A pesquisa salarial é realizada a cada seis meses. A 54º edição, de janeiro de 2018, conta com 2 milhões respondentes de mais de 25 mil empresas em 4.063 cidades de todo país.

 

KPMG: com baixa maturidade, executivos brasileiros confiam mais em seus recursos de análises de dados

O relatório “Guardiões da confiança” (Guardians of Trust, em inglês) apontou que poucos executivos brasileiros (15%) não confiam nos recursos de análises de dados utilizados. Os dados são mais relevantes se comparados com Estados Unidos e Reino Unido, que apresentam baixa probabilidade de confiar nos recursos de D&A, alcançando 42% e 43%, respectivamente.

“Essa variação é ocasionada pelos diferentes estágios de transformação digital de cada país. Empresas nos EUA e UK estão mais orientadas a utilizar dados em decisões estratégicas com algoritmos avançados de redes neurais. Considerando a baixa maturidade digital da maioria das empresas brasileiras, a confiança é maior nos dados”, analisa o sócio da área da análise de dados da KPMG no Brasil, Ricardo Santana.

Para 62% dos entrevistados as áreas de tecnologia, e não executivos da diretoria ou setores funcionais, são responsáveis quando há falhas em máquinas ou algoritmos. “Existe uma tendência de isentar o negócio principal de decisões relacionadas a máquinas devido ao legado da tecnologia ser considerado suporte e aos especialistas técnicos”, completa Santana.

Essa incerteza gera questionamentos sobre o tipo de governança necessária para garantir o uso de análise de dados. Com a pesquisa, as recomendações são: desenvolver normas visando políticas e procedimentos eficazes; aprimorar e adaptar regulamentações para desenvolver a confiança em análise de dados; aumentar a transparência de algoritmos e metodologias; criar códigos profissionais para cientistas de dados; reforçar mecanismos de asseguração que identifiquem áreas deficientes.

“Quando análise de dados e inteligência artificial forem onipresentes será extremamente necessário e difícil gerenciar níveis de confiança. Com a retomada da análise preditiva, devemos estabelecer a governança apropriada nesse ambiente sem regras dos algoritmos. A governança de máquinas deve ser o elemento central das organizações para casar o poder e o risco de D&A para usá-los da forma certa”, finaliza Santana.

Entenda como vai funcionar a nova regulamentação para fintechs de crédito

O Banco Central (BC) aprovou hoje (26) a regulação de fintechs de crédito, que estabelece dois novos tipos de instituições financeiras: Sociedade de Empréstimo entre Pessoas (SEP), correspondente ao modelo Peer to Peer Lending (P2P), ou empréstimo coletivo, no qual sites conectam pessoas (ou empresas) que estão buscando empréstimos a investidores buscando retornos acima da média; e Sociedade de Crédito Direto (SCD), onde empresas emprestam seu próprio capital para pessoas físicas.

Com a regulamentação, as fintechs que trabalham com crédito digital, poderão entrar com pedido de abertura de instituição financeira nas novas modalidades SEP ou SCD, o que as torna independentes e mais competitivas em relação aos bancos tradicionais. É o caso da Nexoos – fintech líder de mercado na modalidade Peer to Peer Lending (P2P) – empréstimo coletivo – que conecta pequenas e médias empresas que necessitam de empréstimos a potenciais investidores.

Para as fintechs pertencentes à SEP, houve uma mudança importante no limite máximo de risco que o investidor pode tomar, comparando com o edital de consulta público lançado em Agosto de 2018. No primeiro edital este limite era de R$ 50 mil por investidor, considerando todas as suas operações na nova modalidade. Na nova proposta, o Banco Central regulamentou um limite de R$ 15 mil por operação, mas sem limitar a quantidade de operações. “Esta mudança representa um grande avanço para o setor, pois viabiliza o modelo de negócio e incentiva a diversificação”, afirma Daniel Gomes, CEO da Nexoos.

A regulamentação permite ainda que as fintechs ofereçam serviços de análise de crédito, atuar como corretor de seguros e, ainda, emitir moeda eletrônica. Atualmente as fintechs trabalham como correspondentes bancários de instituições financeiras parceira para poder oferecer empréstimos. “A regulação proposta é muito positiva, pois vai trazer mais competição e eficiência ao mercado, e, portanto, tem potencial de reduzir a taxa de juros. Quem ganha é o consumidor final”, comenta Gomes. A regulamentação também estimula o surgimento de novas fintechs, além de possibilitar o crescimento das fintechs que já atuam no mercado.

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Regulação das Fintechs de crédito traz confiança ao mercado, declara ABFintechs

O Conselho Monetário Nacional (CMN) acaba de anunciar a regulamentação das fintechs (empresas de tecnologia financeira) do segmento de crédito. Para a ABFintechs (Associação Brasileira de Fintechs) – que formou um grupo de trabalho específico para responder a Consulta Pública do Banco Central do Brasil para a criação das resoluções nº 4.656, 4.657 e 4.658 – a regulamentação tende a dar maior segurança e credibilidade às operações das fintechs de crédito. “O processo de co-criação da legislação adotado pelo Banco Central é muito bem visto pelas fintechs. Enxergamos a legislação como um apoio e reconhecimento à inovação das fintechs e ao seu poder de auxiliar a população a acessar serviços financeiros de qualidade e a custos mais acessíveis”, afirma Mathias Fischer, Diretor de Regulação da ABFintechs.

Nos últimos meses, a Associação realizou mais de seis reuniões, por meio de seu grupo de trabalho, e contou com a participação de 32 fintechs e a assessoria do Escritório Mattos Filho Advogados. “Nosso diálogo com o Banco Central tem sido positivo desde o princípio, portanto acreditamos que a regulação, de forma geral, gere maior respaldo aos negócios das fintechs de crédito, fomentando uma competição mais saudável no mercado. Apesar das fintechs atuarem legalmente, as regras existentes até então não haviam sido criadas especificamente para elas. Agora será possível operar de maneira regulada e sob a supervisão do Banco Central, o que gera maior confiança a todos os envolvidos no negócio”, complementa Fischer.

A Associação também está formando um novo grupo de trabalho para discussão das obrigações que estas empresas passarão a ter. “Com a nova regulação as fintechs de crédito passarão a ser enquadradas como instituições financeiras, com isto haverá necessidade de divulgação de dados para o Banco Central, o que é importante para a manutenção da solidez de nosso sistema, mas pode trazer custos adicionais para as fintechs”, afirma o Diretor de Regulação da ABFintechs.

A Associação irá conduzir análise detalhada da aceitação de suas sugestões irá se posicionar caso entenda que haja necessidade de ajustes na norma.

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ABRH-Brasil faz parceria com Bachmann & Associados para desenvolvimento de Indicadores de RH

A Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-Brasil) em parceria com consultoria Bachmann & Associados estão desenvolvendo a 10ª edição do Benchmarking de Indicadores de Recursos Humanos. O estudo, que é realizado há nove anos no Paraná, será feito pela primeira vez em nível nacional.

O objetivo é oferecer às organizações uma referência sobre indicadores como rotatividade, retenção, absenteísmo, percentual de mulheres, entre outros.

“Com os estudos realizados no Paraná já foi possível levantar doze métricas que nos permitem fazer uma comparação de como as áreas de recursos humanos atuam e incentivar a busca de melhores resultados”, diz Dórian L. Bachmann.

O intuito é fazer com que as empresas que participarem do levantamento utilizem os resultados para conhecer o ambiente competitivo, identificar processos que podem ser melhorados, estimular e motivar suas equipes e estabelecer metas.

“Diferentemente da maioria das pesquisas, em que são colhidos dados para atender a um cliente específico, no Benchmarking os clientes são os próprios participantes do levantamento. O principal benefício é ter acesso aos resultados de empresas do mesmo segmento, de forma segura, que podem servir de referência para diagnóstico e para orientar a gestão e identificar oportunidades de melhoria”, explica Bachmann.

Para participar, o usuário deve acessar o site www.indicadoresrh.com.br e inserir os dados referentes a sua empresa. Feito isso, imediatamente será possível gerar relatórios com os resultados comparativos com outras empresas do setor.

“É importante ressaltar que todos os dados são anônimos e que os resultados são obtidos por meio de cálculos padronizados, permitindo a efetiva comparação”, finaliza Dórian L. Bachmann.

Resource é o primeiro parceiro SAP da América Latina a comercializar e implementar o SAP S/4 HANA Public Cloud

A Resource, uma das principais e mais bem-sucedidas multinacionais brasileiras de serviços de TI e Integração Digital, é a primeira empresa da América Latina a comercializar e implementar o SAP S/4 HANA Public Cloud. A nova solução da SAP reduz a complexidade e os prazos de entrega dos projetos de ERP na nuvem.

“A Resource é um dos principais parceiros da SAP, atuando com o portfólio completo de soluções SAP. Ser pioneiro na comercialização e implementação da solução S/4 HANA Public Cloud fortalece ainda mais a parceira e mostra a confiança da Resource no mercado do Brasil e da América Latina com soluções inovadoras, seguras, de rápida implementação e com ótima relação custo/benefício”, explica Jorge Sellmer, Vice-presidente de Enterprise Application – SAP da Resource. O executivo destaca que Cloud Pública é um ambiente compartilhado e seguro que pode ser pré-configurado para uso em diversos segmentos, gerando mais agilidade na implementação de serviços e uma significativa redução no custo de propriedade.

“Empresas que precisam ter maior foco no seu negócio e utilizar a transformação digital como aliada no crescimento e na busca de resultados, encontram em S/4 HANA Public Cloud a melhor opção de solução para esta jornada”, destaca Sellmer.

Com a adoção de Nuvem Pública, os clientes se beneficiam de economia de escala, pois os custos de infraestrutura são distribuídos entre todos os usuários e as atualizações de hardware e software já estão incluídas e contempladas na oferta. Com Cloud, as empresas operam de forma individual em um modelo de baixo custo e pagando conforme o uso. Outra vantagem das infraestruturas de Cloud Pública é que elas são maiores em escala do que uma Nuvem empresarial interna, facilitando o rápido crescimento.

O SAP S/4 HANA é uma plataforma de computação in-memory que pode ser implementada em Nuvem Pública, Privada ou on premise para acelerar processos, oferecer mais inteligência e simplificar os ambientes de negócios. A solução pode ser integrada com outras soluções em Nuvem da SAP, como SAP SuccessFactors, SAP Ariba e SAP Concur, ou com nuvens de outras empresas ou legados, utilizando a SAP Cloud Platform, facilitando a conexão e administração de múltiplas nuvens.

“Outro ponto importante é que, além de comercializar o S/4 HANA Public Cloud, a Resource também irá atualizar o seu sistema SAP para esta nova versão, aproveitando toda a flexibilidade desta plataforma”, diz Sellmer, reforçando a segurança e confiança na nova solução.

O profissional que as empresas querem – Por Por Cleverton Alves

Qual é o perfil do profissional desejado pelas empresas neste momento de reaquecimento econômico do País? O esforçado, que está sempre disposto a se desenvolver e entregar resultados, ou o que se destaca por suas qualificações técnicas, formação acadêmica e seus cursos extracurriculares? As empresas que estão voltando a contratar neste primeiro semestre precisam escolher acertadamente seus líderes e equipes. Para tanto, na hora de selecionar um candidato a uma vaga, seguem avaliando os itens do currículo tradicional, mas estão valorizando – e até considerando como fator decisivo – aspectos como inteligência emocional, resiliência e capacidade de se adaptar às mudanças.

O psicólogo, escritor e Ph.D. da Universidade de Harvard Daniel Goleman ensina que o modo como um indivíduo gerencia suas emoções é determinante para seu sucesso pessoal e profissional. Goleman afirma o que muitos líderes corporativos confirmam: as pessoas com inteligência emocional geralmente são confiantes, seguem suas metas, são adaptáveis e flexíveis. Ou seja, quem possui a capacidade de ter equilíbrio diante das adversidades, motivação para superar desafios e ainda consegue ser gentil tem mais chances de alcançar o sucesso, no ambiente profissional e na vida.

O fato é que o mercado de trabalho exige, atualmente, um novo perfil de profissional. É preciso que a pessoa se desenvolva de maneira completa, tanto no que se refere às competências técnicas quanto às comportamentais. Nesse sentido, destaco aqui dois indicadores importantes – e já reconhecido pelas empresas: engajamento e empatia.

Somente quem possui engajamento profissional é capaz de se dedicar com paixão à carreira e ter ambição para buscar novos desafios profissionais. Engajados dão o seu melhor para atingir objetivos e metas, por isso, sempre se destacam nas organizações.

Já a empatia – que é a capacidade de se colocar no lugar do outro, ouvir e entender suas necessidades e dificuldades – é fundamental para garantir relações harmônicas e colaborativas entre equipes de trabalho. Líderes que têm essa habilidade garantem motivação no ambiente organizacional, que resulta em mais produtividade e eficiência.

Em suma, o perfil do profissional mais desejado pelas empresas reúne atributos como esforço, ambição e criatividade. Trata-se do profissional que gosta de mudanças, está sempre em busca do desenvolvimento profissional e almeja dar, verdadeiramente, um significado à própria carreira.

Cleverton Alves e diretor de Recursos Humanos da Service IT, integradora de soluções e serviços de TI especializada em outsourcing e consultoria, com mais de 20 anos de atuação.

Como funcionários honestos acabam caindo em armadilhas

Por Vladimir Prestes

Sei, por experiência própria, que incidentes no campo da segurança da informação frequentemente devem-se ao despreparo dos funcionários honestos. Há mais de dez anos trabalhamos no desenvolvimento de sistemas corporativos para prevenção de vazamentos de informações, em outras palavras – DLP (Data Loss Prevention). E as principais razões pelas quais os funcionários envolvem-se em situações desagradáveis são: negligência em relação às regras de segurança da informação, confiança excessiva nos colegas e o simples descuido.

Um estudo recente de nossos analistas mostrou que na maioria das empresas russas (84%) os funcionários assinam um contrato de confidencialidade de dados corporativos. Treinamentos sobre segurança da informação são realizados em 72% das organizações. Mas a eficiência dessas medidas será mínima até que os próprios funcionários entendam a importância dessas regras. Somente nesse caso poderíamos esperar um resultado positivo.

Vítimas Inocentes, Otimistas Descuidados e Funcionários peculiares

Vazamentos de informações raramente acontecem por acaso. A motivação dos agentes internos é clara – geralmente está ligada a um ganho pessoal. Porém, tudo é mais complicado quando funcionários honestos estão envolvidos em vazamentos de dados. Analisando tais incidentes, chegamos à conclusão de que todos os agentes internos “involuntários” podem ser divididos em três grupos.

Vítimas Inocentes

Este grupo inclui funcionários desavisados, enganados intencionalmente por um dos colegas. Na empresa de um de nossos clientes, os agentes de segurança da informação identificaram que um dos funcionários armazenava em seu disco local documentos importantes aos quais ele não deveria ter acesso. Esta era uma violação grave do regulamento interno, que exigiu uma investigação urgente. Descobriu-se que um software para acesso remoto era usado frequentemente no computador deste funcionário, o que era desnecessário para a realização de seu trabalho. A investigação do serviço de segurança revelou que o funcionário suspeito de violações nem sabia sobre o armazenamento dos arquivos em seu computador. O culpado era, na verdade, um especialista técnico da empresa que usava o computador do nosso “herói” para armazenamento temporário antes de transferir os dados confidenciais para terceiros.

Otimistas descuidados

Assim eu chamo aqueles funcionários que se tornam autores de vazamentos por negligência, ignorância ou ingenuidade. Darei um exemplo. Ao se demitir, o funcionário de uma Construtora enviou documentos de trabalho para sua caixa de e-mail pessoal. Entre os quais, como se constatou, encontrava-se também informação confidencial. O funcionário não suspeitava de que havia feito o download de dados sigilosos e nem de qual era o valor dos mesmos. Os agentes de segurança da informação perceberam a tempo e conseguiram evitar o incidente. No entanto, se esses dados tivessem chegado aos concorrentes, devido à negligência do ex-funcionário da empresa, os prejuízos causados seriam de 169 mil dólares em apenas um ano.

Funcionários peculiares

Esses funcionários são “inofensivos” até que algo os provoque. Em suas vidas pessoais, há “pontos fracos”, dos quais pessoas mal-intencionadas podem tentar se aproveitar. Por exemplo, dívidas, dependência química ou alcoolismo, ou outros vícios que possam ter existido no passado do funcionário. Os agentes de segurança da informação consideram esses funcionários um grupo de risco, uma vez que criminosos podem acabar usando tais “peculiaridades” para chantageá-los.

Outro caso obtido em nossa experiência. Em uma empresa, por motivos desconhecidos, foram selecionados os mesmos fornecedores, embora as condições propostas não fossem as melhores. Os agentes de segurança da informação começaram a monitorar a especialista responsável pelo setor de compras. A primeira suspeita, de que a funcionária recebia propinas, não foi confirmada.

No entanto, os agentes de segurança notaram outro fato interessante. A moça, especialista de compras, se comunicava frequentemente com um colega de outro departamento. Percebeu-se que havia um “clima” entre os dois jovens. E justamente esse sentimento foi usado pelo rapaz para persuadir a garota a escolher os fornecedores dos quais ele recebia “bônus”.

Como evitar que incidentes aconteçam por descuido dos funcionários

Os incidentes decorrentes de “vítimas inocentes” podem ser detectados (e especialmente evitados) apenas pelos agentes de segurança. A “vítima”, além do fato de não suspeitar do que está acontecendo, carece de habilidades técnicas e conhecimento profissional para detectar e neutralizar pessoas mal-intencionadas. Os agentes do serviço de segurança dirigem mais atenção aos funcionários com acesso a “informações sigilosas”. Mas os incidentes com funcionários do segundo grupo – aqueles que eu chamo de otimistas descuidados – acontecem com mais frequência por causa da falta de cuidado e negligência em relação às regras elementares de segurança. Darei alguns exemplos comuns.

O que é meu é seu

Os agentes de segurança da informação encontraram certa atividade em um computador a partir da conta de usuário de um funcionário que naquele momento estava de férias e não deveria estar realizando qualquer tarefa. Descobriu-se que antes de sair de férias, o funcionário deu todas as senhas para seu colega caso este necessitasse, tipo “se precisar de alguma informação, não me incomode, procure no meu computador você mesmo”. As regras internas da empresa proibiam categoricamente esse tipo de conduta. No computador do funcionário estavam armazenadas informações confidenciais, que, em caso de vazamento, acarretariam em sérios prejuízos financeiros e à reputação da empresa. Os vazamentos foram evitados a tempo, e o funcionário descuidado, teve que passar por treinamento adicional sobre as regras de segurança da informação.

Amantes de selfie

Na fábrica de um de nossos clientes, dois funcionários inesperadamente foram trabalhar no fim de semana. Na segunda-feira, o serviço de segurança analisou o que eles estiveram fazendo. Descobriu-se que os funcionários visitaram uma instalação secreta, tiraram fotos com um foguete desmontado ao fundo e postaram as fotos nas redes sociais. Os agentes do departamento de segurança reagiram prontamente ao incidente – e as fotos foram excluídas. A disseminação dessas informações levaria ao término do contrato com um cliente importante e à perda de mais de US $ 4 milhões.

Nuvens com segredos

A contadora-chefe de uma Transportadora enviou para uma nuvem pública um arquivo com grande volume de documentos. Ela não tinha más intenções – apenas queria facilitar sua própria vida. O serviço de segurança da informação procurou saber o que estava acontecendo, já que a empresa era uma sociedade limitada e a divulgação de algumas informações seria inaceitável. Depois de uma verificação na nuvem, constatou-se que a informação enviada não fora divulgada. Se ela chegasse aos concorrentes, os prejuízos da empresa seriam de cerca de 506 mil dólares.

A proteção da informação é uma medida necessária para reduzir os riscos do negócio. O treinamento e a instrução do pessoal no que diz respeito à segurança da informação é parte integrante dela. Essa é a única maneira de proteger os funcionários de falhas não intencionais durante o trabalho com dados confidenciais.

Vladimir Prestes é Diretor Geral da SearchInform no Brasil, líder russa em sistemas de segurança da informação há mais de 20 anos.

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Comércio eletrônico: 7 dicas para superar obstáculos na devolução de mercadorias

Por Juan D’Antiochia, Gerente Geral da Worldpay para a América Latina

Ano após ano, mais consumidores brasileiros têm adotado o comércio eletrônico, que no Brasil deve atingir US$ 23,7 bilhões até 2021, de acordo com o estudo Global Payments Report 2017 da Worldpay1. Na mesma proporção de alta nas vendas, mais consumidores esperam produtos de qualidade e estão prontos para devolvê-los caso não sirvam ou a cor e o estilo não agradem. Isso implica no aumento dos custos no processo de devolução para os comerciantes e pode ser um problema crítico no varejo.

Embora não haja uma fórmula mágica no cenário atual, é possível aos varejistas se destacarem nos setores que trabalham oferecendo políticas de devolução justas. Isso deixará os consumidores informados e atentos às regras e aos procedimentos durante a compra no eCommerce. Veja sete dicas que auxiliam consumidores e comerciantes no processo de devolução:

Descomplique

É importante procurar lojas na internet que tenham políticas de devolução transparentes e claras. Isso ajudará a evitar problemas no futuro. Vale a pena manter a política atualizada e acessível ao público em geral.

Prazos na medida certa

A duração da política de devolução é um fator chave na satisfação do cliente. Por isso, a logística reversa de troca ou devolução deve ser muito bem definida pela empresa. Além disso, o consumidor precisa estar atento aos prazos e em contato frequente com a loja a fim de acompanhar o processo.

Aproveite as mídias sociais

O consumidor deve verificar todos os detalhes sobre a mercadoria ao adquiri-la, observando imagens disponíveis e avaliando nas mídias sociais os comentários de outros usuários que já tiveram experiências anteriores. Ao promover produtos e serviços nos sites, é importante que as empresas tentem, ao máximo, ser fieis às características reais de cada item. Isso transmitirá confiança ao consumidor, melhorando o relacionamento. Uma política de atualização constante das imagens no site também é uma boa dica aos comerciantes.

Devoluções podem criar oportunidades

Nem toda devolução é uma experiência negativa desde que as regras de compra sejam claramente explicadas ao público. Se isso for seguido, o relacionamento do consumidor com o comerciante tende a melhorar, possibilitando novos negócios no futuro. O entendimento claro do cliente sobre a devolução e o controle rigoroso do comerciante, por meio de relatórios online, farão toda diferença em cada etapa do processo.

Aposte na simplicidade

Facilitar o lado do consumidor nas políticas de devolução é uma forma de conquistá-lo e fazer com que se fidelize à marca. O comerciante tem como aliado uma série de ferramentas de mercado que ajudarão no processo de forma muito prática. E o cliente ficará mais empolgado no momento das compras, caso necessite da devolução. Simplicidade e agilidade são palavras-chaves neste relacionamento.

Variedade no pagamento

Os pagamentos online têm se tornado cada vez mais populares, por isso, ao expandir os negócios, o comerciante tem que se certificar de que as formas de pagamento abrangem a maior variedade de perfis de clientes. Cartão de crédito, boletos e transferências bancárias são alguns poucos exemplos. Os consumidores terão à sua disposição diversas maneiras de fazer o pagamento, proporcionando maior eficiência ao processo de devolução.

Segurança é primordial

De acordo com o estudo Mobile Payment Journey2, 76% dos brasileiros afirmam que só baixam aplicativos de marcas que realmente confiam. Portanto, a segurança é um fator essencial para o consumidor e o comerciante oferecerá uma maior proteção no gerenciamento dos processos.

Essas dicas podem ajudar a melhorar o processo de devolução de produtos, promovendo um relacionamento mais estreito entre varejistas e clientes. O setor deve estar preparado para responder a consumidores mais conectados e inteligentes. É o momento de agir, usando todas as ferramentas disponíveis no comércio eletrônico.

1 Worldpay Global Payments Report 2017

2 Worldpay Mobile Payment Journey 2018

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Associação de Comércio Eletrônico barra na justiça reajuste de preço dos Correios

A Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) conseguiu na justiça uma liminar que limita o reajuste nas tarifas do Sedex e do PAC que vinham sendo praticadas pelos Correios. A empresa havia anunciado em março reajuste da tabela dos preços praticados nessas modalidades. A liminar foi deferida pela 21ª Vara da Justiça Federal de São Paulo.

Sob pena de uma multa diária de R$ 50 mil ao dia se descumprir, os Correios terao de limitar o reajuste nas tarifas ao valor máximo de 8%. Em março, a notícia da nova tabela de serviços foi recebida com protestos pelo setor de varejo eletrônico, que se posicionou contra a alta que variava até 51%, enquanto a inflação anual oficial apurada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ficou em torno de 3%.

A decisão obtida pela ABComm porém é parcial. “Além do reajuste limitado, acompanhando a evolução da inflação brasileira em 2017, também pedimos a suspensão de mais dois pontos: a cobrança da taxa extra por região de risco e o valor extra para o envio de produtos que não forem quadrados”, afirma o presidente da entidade, Mauricio Salvador.

A taxa extra de R$ 20 para produtos não quadrados foi indeferida, mas a instituição ainda aguarda a resolução judicial sobre essa cobrança extra no valor de R$ 3 para entregas em regiões de risco ou conflito. “O juiz optou por declinar a competência deste ponto para a Justiça Federal do Rio de Janeiro, que já está avaliando essa mesma questão”, diz Guilherme Martins, diretor jurídico da ABComm e sócio proprietário do escritório Brudniewski, Martins e Miranda Advogados.

Ele acredita que o reajuste era abusivo para com os consumidores da forma praticada. “Visualizamos um impacto direto na operação logística de pequenos e médios e-commerces de todo o pais, mais de 7 mil lojas virtuais parceiras da associação seriam responsáveis por arcar com valores exorbitantes para conseguirem comprar e vender no comércio eletrônico”, diz o advogado responsável pela ação coletiva.

Organização sem fins lucrativos, a ABComm surgiu em meados de 2012 para fomentar o setor de comércio eletrônico e contribuir com seu crescimento em todo o país. “Hoje reunimos representantes e prestadores de serviços nas áreas de varejo online, tecnologia da informação, mídia e meios de pagamento, atuando frente às instituições governamentais. Essa ação coletiva é fruto dessa nossa mobilização”, pontua Mauricio Salvador. Segundo dados da entidade, no ano passado o setor de e-commerce brasileiro cresceu 12% em relação a 2016, obtendo um faturamento de quase R$ 60 bi em mais de 200 milhões de pedidos.

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40 anos na mesma empresa: Executivo viveu momentos de transformações da indústria

“Ter foco no que faz e no que busca como resultados; gostar de desafios, e gostar de trabalhar com pessoas e em equipe”. É dessa forma que Antonio Carlos Polzatto, funcionário há 40 anos da Festo Brasil, considera como um caminho na construção de uma trajetória de sucesso na empresa.

Polzatto é o funcionário mais antigo em atividade da Festo, multinacional alemã líder em automação industrial. Ele iniciou no mercado de trabalho aos 14 anos, na General Motors como Aprendiz do Senai. Começou então seu trabalho na Festo em março de 1977, trabalhando como Técnico de Processos de Usinagem Jr. Atualmente, ele é Gerente de Vendas de Tecnologia Elétrica, sendo o responsável pelo segmento no Brasil.

O executivo destaca que um dos pontos principais na sua jornada foi o bom exemplo dos gestores, na área técnica e de vendas, que também lhe ensinaram a não ser tão reativo. “Recebi grandes oportunidades nesses anos de empresa e, além disso, as recompensas que adquiri foram fatores extremamente motivacionais”, afirma o executivo.

Polzatto aponta que ao longo de sua carreira na Festo, os projetos que mais lhe trouxeram alegria foram os ganhos em montadoras e multinacionais do mesmo segmento, com o uso de terminais de válvulas – novas tecnologias.

O executivo viveu uma mudança significativa de gerações, que modificou consideravelmente as relações de trabalho. No entanto, ele conta que acompanhar as novas gerações foi relativamente simples, uma vez que sempre gostou de trabalhar com jovens. “Quando fui Supervisor de Processos de Usinagem sempre tive diversos estagiários, e era muito prazeroso vê-los se desenvolver e conquistar posições”, afirma Polzatto.

Para as novas gerações, o executivo deixa um recado. “Na vida precisamos ser uma espécie de camaleão e nos adaptarmos sempre às mudanças, caso contrário seremos infelizes e não teremos sucesso na vida profissional e pessoal”, comenta.