Archive junho 2012

Pesquisas apontam forte participação da tecnologia mobile no futuro do setor aéreo

De acordo com o Air Transport IT Trends Hub, relatório anual que resume os dados das pesquisas realizadas pela SITA, a tecnologia mobile ganhará destaque no setor aéreo nos próximos anos. (A SITA, empresa com mais de 60 anos de trajetória, é líder mundial em comunicação e soluções de TI para transporte aéreo.). O relatório da SITA pode ser acessado através do endereço http://www.sita.aero/knowledge-innovation/industry-surveys-reports/it-trends-hub.

Pesquisas realizadas em 2011 mostraram que no ano de 2015 serviços como atendimento aos passageiros e vendas de passagens aéreas tendem a ser predominantemente realizadas através dos smartphones. 91% dos entrevistados acreditam que o smartphone será o canal mais utilizado entre clientes e companhias aéreas, número que indica a importância que os aplicativos mobile terão neste segmento de mercado. Quando questionados sobre o embarque com cartões de embarque mobile, 71% dos entrevistados afirmaram que gostariam de usar essa ferramenta. Em 2010, essa porcentagem era de 37%.

As estatísticas do Air Transport IT Trends Hub foram apresentadas aos participantes do Air Transport IT Summit 2012, evento organizado pela SITA que ocorreu em Bruxelas nos dias 20 e 21 de junho. A CINQ Technologies, empresa brasileira especializada em desenvolvimento de soluções mobile e uma das patrocinadoras do evento, levou ao Air Transport IT Summit um POC do “Find My Luggage”, aplicativo que faz o rastreamento de bagagens a partir do tamanho, da cor e de um dispositivo Bluetooth colocado na bagagem, informando ao usuário se sua mala está se aproximando quando colocada nas esteiras dos aeroportos.

Segundo Carlos Alberto Jayme, diretor de Marketing e Vendas da CINQ, os passageiros clamam por soluções que facilitem suas vidas nas viagens. “Os smartphones possuem grande poder de conectividade, processamento e possuem dispositivos importantes de localização, câmera, bluetooth, NFC. Com todo este aparato é possível criar soluções que sejam úteis para os passageiros, tripulação e funcionários em terra. Dentro da escola do ‘design thinking’ e partindo-se de ponto de vista dos usuários é que estamos criando soluções mobile para este setor”, afirma o diretor.

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CNI-IBOPE: queda dos juros faz avaliação do governo bater recorde

A redução das taxas de juros fez a aprovação do governo Dilma Rousseff subir de 56% da população em março, mês do último levantamento, para 59% em junho, nível mais elevado desde o início do mandato. A informação é da pesquisa CNI-Ibope, divulgada nesta sexta-feira, 29.06, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Mantiveram-se estáveis, entre uma pesquisa e outra, a maneira de governar da presidente Dilma Rousseff, aprovada por 77% da população em março e em junho, e a confiança nela, estabilizada em 72% nos últimos três meses. O percentual de 77% de aprovação do modo de governar da atual administração é superior ao dos dois mandatos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no meio do ano (72% no segundo mandato e 51% no primeiro) e de Fernando Henrique Cardoso (31% na primeira gestão e 54% na segunda).

Saldo positivo – A ação do governo para diminuir os juros levou a avaliação da política das taxas de juros, uma das nove áreas de atuação do governo pesquisadas, subir 16 pontos percentuais entre março e junho, passando de 33% para 49% da população. Paralelamente, a desaprovação às taxas de juros recuou de 55% para 41%. “Com isso, o saldo entre aprova e desaprova tornou-se positivo pela primeira vez no governo Dilma”, assinala a pesquisa CNI-Ibope.
Diz a pesquisa que “a melhora na avaliação da população brasileira com respeito ao governo Dilma aparenta estar ligada à área econômica”. Segundo o levantamento, registraram melhora nos últimos três meses nas nove áreas avaliadas, além dos juros, combate à inflação (de 42% para 46% de aprovação) e impostos (ainda que a desaprovação continue com percentual elevado, caiu de 65% para 61% e a aprovação aumentou de 28% para 31%).

O gerente da Unidade de Pesquisa e Competitividade da CNI, Renato da Fonseca, que divulgou o levantamento, disse que o expressivo aumento das medidas econômicas do governo entre as notícias mais lembradas pela população comprova a influência da condução da economia na avaliação positiva do governo.

De 4% em março, as notícias sobre medidas econômicas foram lembradas por 12% da população em junho, perdendo somente para o noticiário sobre o contraventor Carlinhos Cachoeira, citado por 18%. “As ações do governo para atenuar a desaceleração da economia tiveram impacto na sociedade”, completou Fonseca.

Pioraram, contudo, as avaliações das políticas de saúde (66% da população desaprova, maior percentual de desaprovação, que pertencia aos impostos, contra 63% em março) e educação, na qual o índice de desaprovação subiu de 49% para 54%. As áreas do governo melhor avaliadas são o combate à fome e à pobreza, com 57% de aprovação, meio ambiente, com 55%, e combate ao desemprego, com 53% de aprovação.

A pesquisa CNI-Ibope foi realizada entre os dias 16 e 19 deste mês com 2002 pessoas em 141 municípios e tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos

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O varejo como a mais completa experiência de branding

Por Gilberto Strunck*

Quem é dono de uma marca, e quer que ela seja uma vencedora, sabe que tem que investir em comunicação de marketing para torná-la conhecida e relevante.

Marcas líderes em seus mercados valem bilhões de reais. São marcas líderes que investem fortemente nos processos de branding para estabelecer suas personalidades, seus diferenciais em relação às concorrentes, para tornarem-se desejadas e queridas.

Através de suas comunicações, as marcas nos fazem promessas: experimente-me, compre-me, seja-me fiel… mas a entrega destas promessas, usualmente, se dá nos pontos de venda. É neles que temos a oportunidade de interagir com elas, tangibilizadas em produtos e serviços, compará-las com outras, fazer nossas escolhas, comprar para experimentar e, dependendo do resultado, estabelecer vínculos.

Mas, na realidade, a comparação com a sedução da publicidade e a entrega destas promessas nas lojas deixa muitíssimo a desejar. É muito difícil uma marca como Dove, por exemplo, controlar em milhares de pontos de venda a exposição ideal de seus produtos.

Visando contrapor este problema e oferecer a vivência completa, ideal de suas marcas, há alguns anos vimos acompanhando o surgimento das chamadas “flagship stores”, lojas que a própria indústria monta e administra. Nesses espaços, pode-se usufruir de experiências sensoriais únicas, estimular nossos sentidos com as formas, o som, o sabor, o aroma e o visual da marca.

A primeira flagship store da qual tenho notícia foi a Niketown, de Portland, em 1990. A iniciativa foi um sucesso, dando lugar a outras. Hoje, muitas marcas, como Havaianas, Hope, Melissa, Apple, M&M, Lego, Coca-Cola e Adidas investem na mesma estratégia, com excelentes resultados de vendas e, principalmente, de reforço de seus posicionamentos.

Nestes espaços, algumas das ferramentas do branding são aplicadas de forma a propiciar interações com os compradores, difíceis de serem oferecidas em outras lojas. Desde o atendimento diferenciado até a exibição ideal das mercadorias. Da oferta de pré-lançamentos até a personalização de itens. Da oportunidade de conhecer a “história da marca” até a vivência de experiências que visam criar vínculos afetivos, aqueles mais difíceis de serem esquecidos e mais fáceis de serem compartilhados.

Este modelo, em uma escala muito menor, é também utilizado em lojas multimarcas, através das “store-in-stores”, áreas especiais, personalizadas com a marca, dentro da loja, que se destacam em relação às outras, nas quais as suas “promessas” podem ser entregues com mais qualidade.

Esta é uma estratégia que vem sendo cada vez mais utilizada, de forma a diminuir a distância entre o encantamento da publicidade e a realidade da exposição dos produtos nas lojas e, principalmente, para potencializar a oportunidade de experiências de compra mais ricas, nas quais as características das marcas podem ser vivenciadas mais profundamente. Uma “experiência de branding” que só o varejo é capaz de nos proporcionar.

*Gilberto Strunck é sócio-diretor da agência DIA Comunicação, designer e autor do livro “Compras por Impulso: Trade Marketing, Merchandising e o Poder da Comunicação e do Design no ponto de venda”.

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Simepar terá estações meteorológicas em todos os municípios do Paraná

O Instituto Tecnológico Simepar, ligado à Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, vai ampliar a Rede Paranaense de Monitoramento Hidrometeorológico (RePMH), com a instalação de estações automáticas em todos os municípios do Paraná. O projeto de ampliação, em parceria a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil, vai receber investimentos de R$ 7,25 milhões do Fundo Paraná.

O secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Alípio Leal, explica que a ampliação impacta múltiplos setores econômicos, como o de energia, transportes e agricultura, além de defesa civil, saúde, lazer e turismo. “Com a implementação da rede hidrometereológica, somada a outras medições, o Paraná se destaca no país com o mais moderno e abrangente sistema de monitoramento ambiental”.

A expansão vai possibilitar o registro das variáveis diretamente nas áreas urbanas e rurais que apresentam vulnerabilidade relacionada a enchentes, inundações e deslizamentos de terra. Com a longa série de variáveis que serão coletadas, o Simepar vai gerar informações cruciais para a tomada de decisão tanto pela Defesa Civil quanto pela agroindústria, transportes, energia e outras áreas. Leia mais…

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Pesquisa da IDC revela que foram vendidos mais de 370 mil tablets no primeiro trimestre de 2012

O mercado brasileiro de tablets continua aquecido e apresentou números expressivos com mais de 370 mil unidades comercializadas apenas no primeiro trimestre de 2012, segundo estudo realizado pela IDC Brasil, líder em inteligência de mercado, serviços de consultoria e conferências com as indústrias de Tecnologia da Informação e Telecomunicações. A previsão é de que até o final deste ano sejam vendidos 2,5 milhões de tablets, o que significa um crescimento de mais de 200% em relação aos 800 mil aparelhos vendidos em 2011. No ano de 2013, a marca deve alcançar cerca de 4 milhões de unidades.

Do total dos dispositivos comercializados nos três primeiros meses de 2012, 61% têm sistema operacional Android. “No início do ano passado, Android detinha 43% do mercado em de cada vinte aparelhos, um tinha preço abaixo de R$ 1 mil. Com o aumento de dispositivos de fabricação chinesa, mais da metade dos tablets com Android já possui essa faixa de preço. “Ainda é cedo para afirmar, mas é possível que esses produtos frustrem a experiência de uso esperada pelo consumidor, já que grande parte destes dispositivos de baixo preço possuem especificações técnicas limitadas.” declara Attila Belavary, analista de mercado da IDC Brasil.
Ainda segundo o estudo da IDC, dos mais de 370 mil tablets vendidos, 12% foram para o mercado corporativo, que nesse estudo envolve governo e educação. “O setor público já demonstra interesse de utilizar o produto no ambiente escolar e, para o final de 2012 e início de 2013, está prevista uma entrega de 900 mil tablets ao MEC, o que deve impulsionar ainda mais os números deste segmento”, completa o analista da IDC.
O estudo da IDC Brasil aponta que as taxas de crescimento são mais aceleradas do que as de mercados similares. “No ano de 2011, por exemplo, foi vendido um tablet para cada dez notebooks. Até o final de 2016, a IDC prevê que seja comercializado um tablet a cada três notebooks”, disse Belavary.
No mercado mundial, observou-se um crescimento de 134% nos três primeiros meses deste ano quando comparado ao mesmo período do ano passado. Segundo o analista da IDC, “enquanto o iPad aposta nas novas especificações e na marca Apple, a participação de dispositivos com Android menos robustos apresenta aumento, impulsionado por tablets com foco em consumo de conteúdo e preços mais atrativos”.

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Pesquisa IDC: mais de 370 mil tablets foram vendidos no primeiro trimestre de 2012

O mercado brasileiro de tablets continua aquecido e apresentou números expressivos com mais de 370 mil unidades comercializadas apenas no primeiro trimestre de 2012, segundo estudo realizado pela IDC Brasil, líder em inteligência de mercado, serviços de consultoria e conferências com as indústrias de Tecnologia da Informação e Telecomunicações. A previsão é de que até o final deste ano sejam vendidos 2,5 milhões de tablets, o que significa um crescimento de mais de 200% em relação aos 800 mil aparelhos vendidos em 2011. No ano de 2013, a marca deve alcançar cerca de 4 milhões de unidades.

Do total dos dispositivos comercializados nos três primeiros meses de 2012, 61% têm sistema operacional Android. “No início do ano passado, Android detinha 43% do mercado em de cada vinte aparelhos, um tinha preço abaixo de R$ 1 mil. Com o aumento de dispositivos de fabricação chinesa, mais da metade dos tablets com Android já possui essa faixa de preço. “Ainda é cedo para afirmar, mas é possível que esses produtos frustrem a experiência de uso esperada pelo consumidor, já que grande parte destes dispositivos de baixo preço possuem especificações técnicas limitadas.” declara Attila Belavary, analista de mercado da IDC Brasil.
Ainda segundo o estudo da IDC, dos mais de 370 mil tablets vendidos, 12% foram para o mercado corporativo, que nesse estudo envolve governo e educação. “O setor público já demonstra interesse de utilizar o produto no ambiente escolar e, para o final de 2012 e início de 2013, está prevista uma entrega de 900 mil tablets ao MEC, o que deve impulsionar ainda mais os números deste segmento”, completa o analista da IDC.
O estudo da IDC Brasil aponta que as taxas de crescimento são mais aceleradas do que as de mercados similares. “No ano de 2011, por exemplo, foi vendido um tablet para cada dez notebooks. Até o final de 2016, a IDC prevê que seja comercializado um tablet a cada três notebooks”, disse Belavary.
No mercado mundial, observou-se um crescimento de 134% nos três primeiros meses deste ano quando comparado ao mesmo período do ano passado. Segundo o analista da IDC, “enquanto o iPad aposta nas novas especificações e na marca Apple, a participação de dispositivos com Android menos robustos apresenta aumento, impulsionado por tablets com foco em consumo de conteúdo e preços mais atrativos”.

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Desvendando os mistérios da TI

– Por Roberto Carlos Mayer *

Setor de Tecnologia da Informação é o único setor da economia que provoca, ao mesmo tempo, mudanças na vida em sociedade (pense, p.ex. na “primavera árabe”, no tele-trabalho ou no “governo eletrônico”) e no negócio de todos os demais setores da economia: é quase lugar comum dizer que se trata de um setor estratégico. Entretanto, o nível de conhecimento a respeito do próprio setor ainda é bem inferior ao que existe para outros setores da economia.

Comparando com o setor automotivo, por exemplo, cujo peso no PIB é praticamente equivalente, muito pouco se conhece sobre a cadeia de fornecedores do setor (considerada, inclusive, parcialmente ilegal pela legislação atual). Muitos outros aspectos precisam de “luz”.

O esforço dos institutos de estatística oficiais, em todo mundo, tem procurado medir o impacto da Sociedade da Informação, sob auspício das Nações Unidas, já há quase duas décadas. Entretanto, esses indicadores dizem respeito principalmente à penetração da infraestrutura no dia-a-dia das sociedades, medindo p.ex. a quantidade de usuários de Internet ou de computadores a cada cem habitantes e/ou residências.

Outros estudos visam medir sistematicamente o grau de alfabetização digital das populações. Entretanto, não há estudos sistemáticos e profundos sobre a prória indústria de TI. Os estudos disponíveis comercialmente se focam apenas em questões relacionadas a volume de vendas, tipo de tecnologia e outras que, embora importantes a curto prazo para avaliar a performance do setor, não são suficientes para uma compreensão profunda e de longo prazo.

Diante desse quadro, ainda em 2010, a Assespro Nacional, durante o desenvolvimento de seu planejamento estratégico para o período 2011/2012, determinou como um de seus objetivos, de forma pioneira, a realização de um Censo Nacional do Setor de TI.

A realidade dura e crua, porém, fez com que fosse necessário praticamente dispender todo o ano de 2011 para determinar os temas e as perguntas que deveriam fazer parte deste Censo.

Adicionalmente, uma entidade de classe, por maior que seja, e mesmo contando com a importante cooperação das demais entidades do setor, não tem como garantir que todas as empresas participem com seus dados (isto só é possível com a participação do governo).

Assim, de um ponto de vista estatístico, o Censo é de fato uma grande e inédita pesquisa. Para viabilizar sua execução, a Assespro conta com o patrocínio da empresa MBI, especializada em pesquisas para o setor de TI e associada da entidade.

Mesmo com essas limitações práticas, esta primeira edição do Censo do Setor de TI já despertou interesse de diversos agentes envolvidos com o setor, para desenvolver análises específicas.

Já houve manifestações nesse sentido de órgãos do governo federal (principalmente no tocante aos aspectos relacionados à inovação), de outras entidades do setor (interessadas em validar teses políticas específicas e/ou cruzar os dados com suas análises), além de vários pesquisadores de universidades públicas e privadas que usarão o material coletado em suas pesquisas e teses acadêmicas.

Mesmo viabilizando toda essa interação para o uso profundo dos dados coletados, ainda resta muito trabalho a frente: o próximo passo consistirá na internacionalização deste esforço, por meio das Federações Internacionais nas quais a Assespro participa, para que os indicadores derivados deste trabalho possam ser comparados também entre países (afinal, não há setor mais globalizado do que o da própria Tecnologia da Informação).

Esperamos que esse seja o começo de uma longa jornada que permita obtermos conhecimento profundo sobre um setor tão estratégico, de forma que as decisões públicas que o impactam possam ser cada vez mais precisas. Ao mesmo tempo, esperamos que os dados levantados possam servir, ao longo do tempo, para aumentar a geração de oportunidades de negócios com clientes para as empresas, além de facilitar a criação de alianças estratégicas entre empresas do setor, tanto comerciais quanto focadas em pesquisa e desenvolvimento.

* Roberto Carlos Mayer (mailto:rocmayer@mbi.com.br) é diretor da MBI (http://www.mbi.com.br), VP de Comunicação e Marketing da Assespro São Paulo, vice-presidente de Relações Públicas da Assespro Nacional e presidente da ALETI (Federação Ibero-Americana das Entidades de TI).

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Pacote é positivo, mas não o suficiente para alavancar a economia, afirma FecomercioSP

O novo pacote de estímulos à economia deve ter resultado modesto, ao menos no curto prazo. De acordo com a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), os estímulos anunciados hoje (27/6) pelo governo são positivos, principalmente por reduzir a taxa de juros de longo prazo (TJLP) de 6% ao ano para 5,5% ao ano nos empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES), o que permitirá avanços nos investimentos produtivos no Brasil apesar da oferta de crédito internacional apresentar retração. O que também deve baratear o preço final dos produtos. Além disso, a utilização de R$ 8,4 bilhões para aquisição de equipamentos nos setores de saúde, educação e segurança, entre outros, deve representar um aumento de 8% na produção industrial no segundo semestre de 2012.

A FecomercioSP entende que o governo está agindo de maneira correta e mostra que está preocupado e atento aos fatores de risco para a economia nacional. Contudo, a entidade destaca que o novo pacote, mesmo somado as quedas de juros e a redução do spread bancários – graças ao aumento da concorrência com a intervenção dos bancos estatais, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil -, deve começar a mostrar seus efeitos somente no final do ano.

Desta forma, mesmo apoiando a atitude do governo, a FecomercioSP reafirma a necessidade de elaborar medidas que visem o estímulo ao consumo e a confiança do consumidor, que apesar dos ótimos índices de emprego e renda mostra-se resistente a comprometer seus recursos. Afinal, é o consumo das famílias o motor que tem possibilitado o desenvolvimento do País e a manutenção dos bons indicadores, mesmo frente ao cenário internacional.

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Governo anuncia mais de R$ 8 bilhões para PAC Equipamentos

Daniel Lima, Yara Aquino e Pedro Peduzzi
Repórteres da Agência Brasil

Brasília - A presidenta Dilma Rousseff cumprimenta o ministro da Fazenda, Guido Mantega, durante cerimônia de Anúncio do PAC Equipamentos - Programa de Compras Governamentais. Foto: Antônio Cruz - ABR

Brasília – Na busca de alavancar o crescimento da economia, o governo anunciou hoje (27) o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Equipamentos. A finalidade é disponibilizar R$ 8,4 bilhões para agilizar as compras governamentais com preferência à aquisição de produtos da indústria nacional. Esta é mais uma série de medidas para tentar evitar a queda do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, ante a crise internacional.
O programa anunciado pelo governo prevê aquisições nas áreas de saúde, defesa, educação e agricultura, como retroescavadeiras, ambulâncias, ônibus escolares, motocicletas para policiais, veículos lançadores de mísseis e blindados.
Na área de saúde, mais de 80 itens produzidos no país poderão ser adquiridos com preços até 25% superiores aos dos concorrentes, de acordo com o Ministério da Saúde. A margem de preferência vai variar entre 8% e 25% para o que for produzido pela indústria brasileira até junho de 2017. Entre os itens previstos estão tomógrafos e aparelhos de hemodiálise.
O governo também oferecerá financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a compra de equipamentos na área de saúde. Nesse caso, o índice de nacionalização deve ser de, no mínimo, 60% como forma de estimular a produção de equipamentos médicos no Brasil, conforme dados do Ministério da Saúde.
Além de estimular a economia, o programa vai atuar no combate a problemas como a seca e beneficiar escolas por meio da compra de ônibus e mobiliários. No total, na área educacional, serão adquiridos 8,5 mil veículos e 30 mil móveis. Para combater a seca, serão comprados 8 mil caminhões e 3 mil patrulhas agrícolas (conjunto formado por tratores e implementos na busca de aumentar a produtividade agrícola).
Entre os veículos, estão ainda 2,1 mil ambulâncias para o Sistema Único de Saúde e 160 vagões de trens, além de 500 motocicletas para as polícias Federal e Rodoviária Federal.
Parte dos R$ 8,4 bilhões a serem gastos nas compras governamentais já estava prevista no Orçamento de 2012, o adicional necessário chegará a R$ 6,6 bilhões, de acordo com o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Com isso, a previsão de investimentos do PAC para 2012 sobe de R$ 42,6 bilhões para R$ 51 bilhões. “É o maior já feito em um ano”, destacou.
As projeções de analistas do mercado financeiro, divulgadas esta semana pelo Banco Central, indicam que a economia pode crescer apenas 2,18%, em 2012, ante a crise mundial. Caso se confirme, será um crescimento bem menor do que os 2,7% registrados no ano passado.
Edição: Talita Cavalcante

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Internacionalização de empresas brasileiras cresce pelo terceiro ano consecutivo

O Núcleo de Negócios Internacionais da Fundação Dom Cabral divulgou hoje o resultado do Ranking das Transnacionais Brasileiras 2012 – estudo anual que classifica o nível de internacionalização das empresas multinacionais brasileiras a partir de variáveis como receitas, ativos, número de funcionários em outros países, entre outros. O evento, patrocinado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), ocorreu nesta manhã, na unidade da FDC na capital paulista.

O estudo aponta que as transnacionais brasileiras têm aumentado gradualmente o índice de internacionalização na taxa de 1,0% ao ano. Além disso, 60,9% delas pretendem expandir nos mercados em que já atuam e, em menor escala, 27,7% das empresas planejam entrar em novos mercados.
O Ranking 2012 estuda o tema “Benefícios da internacionalização para as empresas e para o Brasil”. Segundo Sherban Leonardo Cretoiu, coordenador do Núcleo de Negócios Internacionais da FDC, a pesquisa indica que as transnacionais brasileiras consideram o aumento do valor da marca e a capacidade ampliada de atendimento a clientes globais como os principais benefícios de sua internacionalização. Para elas, os benefícios superam os riscos. Para 87,3% das transnacionais brasileiras consultadas, a internacionalização contribui para melhorar a imagem do Brasil no exterior; e para 61,9% delas, outro benefício para o País é a incorporação de novas tecnologias e processos ao parque industrial brasileiro.
Segundo a pesquisa, as empresas brasileiras estão mais presentes na América Latina (77,8%) e na América do Norte (57,1%). “Há uma forte tendência das multinacionais brasileiras iniciarem o seu processo de internacionalização em países da América Latina. A pesquisa mostra que 63,3% das empresas consultadas tiveram sua primeira subsidiária internacional instalada em países dessa região”, destaca Sherban.

Ranking das Transnacionais Brasileiras
Em 2012, o Ranking das Transnacionais Brasileiras traz nas três primeiras colocações as companhias JBS-Friboi, Gerdau e Stefanini, que lideram o ranking com 53,8%, 51,6% e 46,4% de índice de internacionalização, respectivamente. Nas empresas com faturamento até R$ 1 bilhão, as mais internacionalizadas são Metalfrio (45,2%), Ibope (43,8%) e Sabó (36,3%). A Vale é a empresa que está presente em maior número de países (38), seguida da Stefanini (26) e Odebrecht (25).
O estudo traz, ainda, um ranking específico que elenca as franquias brasileiras mais internacionalizadas. Nessa categoria, Via Uno (18,3%), Fábrica di Chocolate (12,1%) e Showcolate (10,9%) são as franquias que lideram o ranking.

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Vereadores aprovam ampliação de benefícios do Tecnoparque

A Câmara de Vereadores aprovou o projeto que amplia os benefícios do programa Tecnoparque para toda a área da cidade de Curitiba e não somente para as quatro regiões determinadas anteriormente pela legislação. A grande maioria dos vereadores se sensibilizou com a a necessidade de Curitiba acompanhar outros pólos tecnológicos ao estender o ISS de 2% e outros benefícios para toda a cidade. A medida partiu de uma reivindicação do empresariado local junto `a Agência Curitiba e foi articulada pelo Arranjo Produtivo Local de Software, que alertava para a perda de competitividade das empresas locais. A medida passa a valer a partir da data de publicação. Na foto abaixo, representantes de empresas do APL comemoram a aprovação ao acompanhar a votação do projeto na Câmara.

Weekend criação de negócios inovadores será realizada no Rio de Janeiro

A 99Canvas, em parceria com a BM&F Bovespa e a Endeavor Brasil, lança o Weekend criação de negócios inovadores, nos dias 30 de junho e 1º de julho, no Rio de Janeiro. O curso é uma versão intensiva do Criação de negócios inovadores, com foco no Business Model Generation. Com apoio da Associação Brasileira de Private Equity & Venture Capital – ABVCAP, o curso terá participação de investidores profissionais que poderão aportar capital nos projetos criados em sala de aula. Serão 18 horas de dinâmicas de modelagem de negócios e desenvolvimento de clientes, entre outros conceitos, com forte estímulo à criatividade dos participantes. Os alunos contarão com especialistas em direito empresarial e venture capital, além de desenvolvedores de web e designers.
Mais informações: www.99canvas.com.br

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