Seedz capta aporte Série A de U$16.5 milhões liderado pela Alexia Ventures

Seedz capta aporte Série A de U$16.5 milhões liderado pela Alexia Ventures

A Seedz, startup brasileira que conecta quem alimenta o mundo e gera inteligência e valor para toda a cadeia produtiva do agro, acaba de receber um investimento Série A de U$16.5 milhões ou aproximadamente R$ 100 milhões, liderado pela Alexia Ventures, com participação da VOX Capital, Volpe Capital, The Yield Lab, Tridon, 10b (Tarpon), Endeavor Scale-Up, Parceiro Ventures e outros investidores individuais estratégicos. A nova captação tem como objetivo explorar três novas avenidas de crescimento: internacionalização, expandindo a base de parceiros e clientes em outros territórios; crescimento inorgânico, com a aquisição de empresas que fornecem tecnologia diretamente para o agricultor; e serviços financeiros, expandindo a capacidade do produtor e, consequentemente, de todo o agronegócio.
 

“Somos uma empresa B2B2F (business to business to farm), ou seja, integramos todos os elos da cadeia: de um lado, quem vende, financia e compra da fazenda, do outro, o próprio agricultor. Fornecemos soluções para cada um deles que geram impacto no setor do agronegócio. Se o produtor tem acesso a boas oportunidades de venda e compra, além de informação e estímulo alinhados à sustentabilidade, ele expande sua capacidade, aumenta a produtividade e adere às melhores práticas sustentáveis, contribuindo de maneira expressiva para uma economia de baixo carbono”, comenta Matheus Ganem, co-fundador e CEO da Seedz. “Para dar um exemplo: a safra de soja são 120 dias. Na prática, o agricultor precisa aplicar o dinheiro na frente, e literalmente enterrar esses recursos. Nós o ajudamos a otimizar o capital que tem disponível, para poder comprar mais: maquinário, fertilizante e insumos que agregam valor à produção”.
 

Focada 100% no agronegócio, a Seedz desenvolveu um software de fidelidade e incentivos de vendas para criar um verdadeiro ecossistema rural no digital. São três produtos básicos em uma única plataforma: integração de dados, ferramenta de engajamento de vendas e um programa de fidelização com cashback, intitulado Moeda do Agro.
 

“Nesse setor, é muito difícil conectar toda a jornada do negócio. Ajudamos a empresa a usar seus próprios dados, consolidando informações que geram insights, e trazendo oportunidades. A empresa pode, por exemplo, usar a nossa moeda para criar uma campanha para clientes que também estão no nosso ecossistema”, completa Ganem. Para as empresas (o lado business), é possível acessar um dashboard com informações sobre o LTV (lifetime value) dos clientes, o vendedor que vende mais e as oportunidades em cada território.
 

“Analisamos diversas Agtechs aqui na Alexia Ventures nos últimos dois anos, e encontramos na Seedz, em seus produtos, e em sua visão de longo prazo uma capacidade única de engajar, trazer transparência e gerar inteligência de dados para todos os stakeholders da cadeia do agronegócio. Temos certeza de que o Matheus e o Daniel possuem as competências necessárias para liderarem a digitalização desse setor no Brasil e no mundo”, diz Patrick Arippol, co-fundador da Alexia Ventures.
 

Além da Alexia Ventures, VOX Capital, Endeavor Scale Up e Parceiro Ventures começaram a investir na Seedz na rodada Série A. Em sua captação Seed, em 2021, a agtech atraiu investidores que também participaram da Série A, sendo eles 10b, gestora ligada a SK Tarpon com foco em investimentos no agronegócio, Volpe Capital, gestora de venture capital focada em empresas de tecnologia na América Latina, The Yield Lab, fundo que também investe em empresas e startups do agro e Tridon Participações.
 

“A proposta de valor da Seedz impulsiona a produtividade e renda dos pequenos e médios produtores e promove a agricultura sustentável em toda a cadeia de produção — das melhores práticas na gestão de safra e manejo de solo até a substituição de produtos químicos por biológicos. Estamos muito entusiasmados nesta parceria junto ao time da Seedz e dispostos para agregar com nossa expertise em impacto”, diz Livia Brando, diretora de Venture Capital da VOX.

“Recentemente atingimos a marca de 8 bilhões de habitantes no mundo e a perspectiva é de chegarmos a 10 bilhões nas próximas décadas. Para alimentar essa população crescente, precisaremos agregar muita tecnologia em toda a cadeia de alimentos. Nós, na 10b, acreditamos que quanto mais empresas e produtores aderirem às soluções digitais da Seedz, mais produtividade e ganhos na cadeia irão ocorrer”, reforça Thomas Carolla, sócio da 10b.
 

“O Matheus e todo time da Seedz nos impressionam pela visão e capacidade de execução na construção de uma solução digital escalável que integra toda cadeia do agro através de dados e tecnologia ao agricultor. Continuamos bastante entusiasmados em apoiar a Seedz na revolução digital do agronegócio na América Latina”, completa Gabriel Marcassa, sócio da Volpe Capital.
 

Digitalizando o agro

Um dos setores mais importantes do Brasil, o PIB do agronegócio brasileiro alcançou recordes sucessivos em 2020 e 2021. Em 2022, estima-se que a participação do segmento na economia alcance 25,5%, de acordo com dados do Cepea da Esalq/USP, em parceria com a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil).

“Globalmente, o agro é um setor pouco digitalizado. Queremos conectar as empresas e produtores que alimentam o mundo e, assim, gerar mais oportunidades para todos. Em continentes estratégicos, como a Ásia, existe uma preocupação com a segurança alimentar, e o agro é chave para isso”, explica Ganem.
 

Aquisições e Internacionalização

A Seedz adquiriu recentemente duas empresas focadas em inteligência para o agronegócio: a Atomic Agro, em dezembro de 2021 e, mais recentemente, a Perfarm. A solução, agora rebatizada de “Seedz Farm”, registrou um crescimento de clientes ativos de 150% nos primeiros 9 meses após a aquisição, e a integração foi concluída com sucesso. Já a Perfarm, triplicou seu time em menos de 6 meses após a aquisição.

A Seedz está presente em 10 países além do Brasil, com foco maior na América Latina, em lugares como Paraguai e Argentina. Com a nova rodada, a ideia é expandir para novos territórios.

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