Mastercard acrescenta duas startups latino-americanas ao seu programa de criptomoedas para fintechs

Mastercard acrescenta duas startups latino-americanas ao seu programa de criptomoedas para fintechs

Bitfy e Belo entram para o portfólio global de fintechs participantes do Mastercard Start Path Crypto, programa que reflete o compromisso da Mastercard em construir um ecossistema inovador e inclusivo de pagamentos
 

A Mastercard acaba de anunciar a terceira onda do programa Mastercard Start Path Crypto e, neste momento, duas startups latino-americanas — Bitfy, do Brasil, e Belo, da Argentina, entrarão nele. O Mastercard Start Path Crypto se dedica a apoiar a inovação nos ativos digitais de rápido crescimento, espaços de blockchain e criptomoedas. Desde seu lançamento em julho de 2021, o Mastercard Start Path Crypto abriu as portas para várias fintechs que buscam alcançar mais pessoas com os benefícios da tecnologia blockchain.

“A Mastercard vem se engajando com o ecossistema de moedas digitais desde 2015. Como player de tecnologia líder, acreditamos que podemos desempenhar um papel fundamental em termos de ativos digitais, ajudando a moldar o setor e fornecendo proteção e segurança ao consumidor”, comenta Kiki del Valle, Vice-Presidente Executiva de Desenvolvimento de Mercado na América Latina e Caribe.

Bitfy é uma carteira brasileira de criptomoedas. Foi fundada por Lucas Schoch, um desenvolvedor de software de São Paulo que em 2011 gastou mais de 1.100 bitcoins no World of Warcraft. Sem saber, Schoch transformaria seu péssimo investimento em um aplicativo que torna as transações em criptomoedas mais simples e seguras. O Bitfy vale hoje mais de 25 milhões de dólares e contava com 120.000 clientes até o final do ano passado (embora espere triplicar esse número em 2022).

Belo é uma carteira digital criada na Argentina por Manuel Beaudroit e cofundadores. Lançada em meio a uma pandemia, é a primeira fintech da Argentina a ter um cartão pré-pago Mastercard, que permite transações de saldos de criptomoedas e oferece reembolsos de até 21% do dinheiro gasto. Belo – que visa acrescentar 1 bilhão de usuários de todo o mundo à sua plataforma no longo prazo – foi projetado para ser completamente interoperável entre moedas locais e criptomoedas, de maneira simples e intuitiva.

A criptoeconomia latino-americana 

Um estudo recente realizado pela Americas Market Intelligence para a Mastercard mostra que as criptomoedas têm uma penetração de 19% entre os adultos latino-americanos e que seu uso está se expandindo rapidamente para consumidores com menos recursos, tradicionalmente excluídos do sistema financeiro. Nesta região, a adoção de criptomoedas como meio de pagamento está crescendo vertiginosamente. O estudo mostra que 10% das PMEs da região já aceitam criptomoedas como meio de pagamento, enquanto outros 15% estão em fase de experimentação.

Belo e Bitfy agora entram no grupo global de fintechs que participam da Mastercard Start Path Crypto, juntamente com bitsCrunch, Fonbnk, Ankr e SPENN. Essas empresas inovadoras – e as 12 startups anteriores incorporadas em 2021 – se beneficiam do programa, que – junto com a experiência da Mastercard – oferece infraestrutura tecnológica, uma grande rede de pagamentos, e alianças que só poderão acelerar significativamente o seu crescimento.

“Trabalhar juntamente com uma enorme empresa como a Mastercard, que decidiu levar a criptomoeda a sério, é um verdadeiro prazer e uma grande responsabilidade. Estamos realmente ansiosos para trabalharmos juntos e alcançar os objetivos que definimos. Temos certeza de que o Start Path nos ajudará a conseguir isso ao mesmo tempo em que agrega muito valor à empresa e à equipe”, afirma Manuel Beaudroit, CEO da belo.

“Somos uma startup que pretende ser gigante. Estar perto de um gigante pode nos ajudar a aprender com a sua experiência. Compartilhar conhecimento nos fará andar mais rápido”, comenta Lucas Schoch, CEO da Bitfy.  

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