Home office ou trabalho híbrido é a realidade de 53% das empresas, de acordo com pesquisa

Home office ou trabalho híbrido é a realidade de 53% das empresas, de acordo com pesquisa

O Infojobs, HR Tech que desenvolve soluções de tecnologia para o RH das empresas, realizou um levantamento que mapeou as principais dores do setor de Recursos Humanos. A pesquisa feita pela empresa em novembro passou por temas como trabalho remoto, digitalização do setor e os principais desafios enfrentados atualmente.

Para Ana Paula Prado, CEO do Infojobs, “As dores apontadas pelos profissionais de RH mostram o que precisa ser trabalhado após contextos globais que foram desafiadores tanto para empresas como para recrutadores e demais trabalhadores, que receberam demandas inéditas e passaram a realizar suas atividades, incluindo os processos seletivos, de maneira totalmente remota na pandemia. A digitalização do setor tem crescido e impulsionado a construção de um RH mais conectado aos desafios de cada momento”, afirmou a executiva.

Mudanças e adequações ao trabalho remoto

85,5% dos entrevistados afirmam que devido a pandemia foram necessárias mudanças nos modelos de trabalho, onde 53,3% disseram que o home office e/ou trabalho híbrido é uma realidade da empresa em que atuam. Com os novos modelos de trabalho surgiram necessidades de adaptação.

A pesquisa procurou entender os principais desafios do modelo de trabalho remoto em relação à gestão de pessoas. Entre eles, foi destacado pelos respondentes a dificuldade de manter o engajamento dos colaboradores como a principal preocupação para 31%; o segundo desafio mais citado foi fazer a integração dos novos funcionários, com 25% de respostas, seguido pela preocupação em cuidar da saúde mental dos funcionários, apontado por 17% dos profissionais de RH. Outro desafio citado por 64,2% dos respondentes de RH foi o de administrar a carga de trabalho e entregas feitas no formato home-office.

Retenção e valorização de talentos X Demissões voluntárias 

A pesquisa mostra que a alta rotatividade de profissionais que se demitiram voluntariamente ou fizeram transições de carreira surpreendeu o mercado nos últimos anos, o que indica a necessidade do RH repensar práticas de atração e retenção de talentos.

De acordo com 96,7% dos recrutadores entrevistados as empresas precisam investir mais na valorização dos funcionários para reter talentos, já que há a percepção para 60,2% dos entrevistados de que o número de desligamentos voluntários aumentou nos últimos anos, movimento que coincide com a “grande renúncia” ocorrida globalmente durante o período de pandemia. 

A pesquisa foi realizada pelo Infojobs em novembro com 815 profissionais de todo o Brasil, onde 51,8% são profissionais de RH. 

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