Einstein aposta em ciência de dados para acelerar processos de auditoria interna do Ministério da Saúde

Einstein aposta em ciência de dados para acelerar processos de auditoria interna do Ministério da Saúde

O Einstein está desenvolvendo uma plataforma de análise de dados para apoiar o Departamento Nacional de Auditoria do Sistema Único de Saúde (AudSUS), do Ministério da Saúde, na avaliação e fiscalização do funcionamento de unidades públicas de saúde e do uso dos recursos federais repassados.
 

O projeto é executado no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (PROADI-SUS), também do Ministério da Saúde, e se baseia no cruzamento de informações do Departamento de Informática do SUS (DATASUS), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e outras fontes pertinentes.
 

A expectativa é que, com o uso da ferramenta, também seja possível atualizar e elaborar políticas públicas relacionadas ao tema, além de fazer comparações entre estados e municípios. A Plataforma de Auditoria e Monitoramento de Dados em Saúde (PAMDAS) vai abranger detalhes de tratamentos complexos, do ponto de vista de infraestrutura e de gestão hospitalar. Além disso, profissionais do AudSUS serão capacitados em inteligência artificial para o manejo da ferramenta.
 

A iniciativa garante agilidade à rotina dos auditores, sistematizando e informatizando processos já realizados, o que permite identificar e solucionar problemas de estrutura e alocação de recursos em larga escala. O pesquisador e coordenador do PAMDAS, Michel Fornaciali, explica que, após o cruzamento dos dados, teremos alertas de potenciais inconformidades que serão investigados por auditores. Esta sinergia ressalta a importância da combinação da Inteligência Artificial (que agrega escalabilidade e velocidade) com a Inteligência Humana (que agrega raciocínio e visão crítica).
 

“Quando se pensa no ponto de vista oncológico, por exemplo, a gente pode olhar pela ótica de gestão: será que aquele estabelecimento, município, ou estado está seguindo as políticas públicas do sistema oncológico? Os gastos estão dentro do esperado? O volume de atendimento está adequado comparado com a estrutura daquele local?”, destaca. E complementa: “a plataforma também fará uma análise do ponto de vista assistencial para verificar a qualidade do serviço oferecido e se segue as devidas diretrizes para garantir o tratamento mais adequado aos pacientes”.
 

Para Fornaciali, a ferramenta trará escalabilidade para as auditorias, possibilitando a identificação de anomalias que passavam despercebidas, seja por falta de denúncias ou por falta de equipe para identificá-las. “A PAMDAS deve garantir o bom uso do recurso público empregado no setor”, finaliza.
 

O projeto deve ser concluído até o final de 2023, quando será realizado um relatório das principais análises do triênio de 2021-2023.

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