Archive agosto 2020

Apps ganham protagonismo na atenção ao cliente

Por José María Pérez Melber, Diretor da Atento na Espanha

O processo de digitalização em que se encontra a grande maioria das empresas, bastante acelerado pela situação gerada pela pandemia de COVID-19, é um fardo mais pesado do que inicialmente se esperava para muitas delas, pois não se trata apenas de adotar novas tecnologias, mas um processo global de reconstrução da dinâmica das organizações e das capacidades das pessoas se adaptarem às necessidades do presente e do futuro. Isso implica uma mudança cultural, e não apenas tecnológica, que se compromete a colocar o cliente no centro da estratégia de negócios.

Um recente relatório elaborado pela IDC Research Spain confirma que a evolução do cliente financeiro é uma realidade. Na verdade, os clientes que preferem interagir digitalmente com sua identidade financeira são 14% mais do que aqueles que optam pelos meios tradicionais. Os serviços bancários online e mobile tornaram-se os principais canais de interação bancária para muitos consumidores. O relatório prevê que o aumento para canais digitais nos próximos 5 anos será próximo a 25%.

O grande desafio das empresas é conhecer as reais necessidades de seus clientes para atendê-los onde eles estão. Portanto, o processo de digitalização deve partir do cliente, entendendo suas necessidades e desenvolvendo uma estratégia em torno das respostas obtidas, assumindo que não será uma simples mudança, mas uma revolução que afetará toda a empresa.

Nesse contexto, a grande questão é como as instituições financeiras e as empresas em geral estão ouvindo seus clientes, entendendo como o perfil do consumidor mudou diante dessa nova realidade que vivemos.

Novos enfoques para aproximar-se do cliente

Segundo o estudo da Atento, 78% das empresas notaram alguma mudança na utilização dos canais durante a crise, sendo o Contact Center o canal mais utilizado tanto para vendas e serviços (28%), como para consultas e relato de incidentes (31%). De acordo com o levantamento realizado, setores como o bancário pretendem investir em aplicativos móveis para o próximo ano – especificamente mais de 40% dos entrevistados nesses setores viram essa necessidade em decorrência da pandemia e mostraram vontade e intenção de integrar aplicativos de telefones celulares em seus modelos de negócios.

Em grande medida, a decisão de iniciar esses processos de transformação é uma decisão reativa, que corresponde mais ao medo de ser ultrapassado por concorrentes do que a uma necessidade comprovada de satisfazer as necessidades de clientes, funcionários ou colaboradores.

Os valores e sentimentos das pessoas mudaram: a importância da saúde e o valor real do tempo são aspectos que ganharam especial relevância e que continuarão a ter importância no futuro. Nossos hábitos também mudaram: novos modelos de trabalho que pareciam distantes se tornaram nossa realidade; modelos de interação e lazer que pareciam inovadores agora são uma realidade diária. E, claro, os hábitos do consumidor foram digitalizados, criando novas tendências inesperadas.

E é nesse processo de convivência, no qual a distância social é o novo normal, em que as empresas devem abordar seus clientes de forma coerente e respeitosa, ser capazes de fazer uma segmentação correta e ter ferramentas de medição adequadas que permitam entender as necessidades do consumidor, os canais que ele usa, como os usa, o que acha desses canais, etc.

A cultura digital também se caracteriza pela oportunidade de ajudar os clientes com uma capacidade de autoatendimento e com respostas em um ritmo espaçado que combina voz e texto em um estilo de conversação comum, o que também ajuda a reduzir o número de ligações e aumentar a qualidade da experiência proporcionada pelo Contact Center. E é neste cenário que as aplicações estão ganhando cada vez mais destaque.

No campo dos canais digitais, é necessário propor uma estratégia adequada à nova realidade. Aproveite como os canais digitais permitem aumentar as interações instantâneas com o Contact Center e a capacidade de atender às necessidades do cliente a qualquer hora e em qualquer lugar. Os canais digitais disponíveis por meio de dispositivos móveis e wearables são um complemento necessário para Contact Centers, principalmente em um setor como o financeiro.

Visa aponta crescimento no uso do débito online e de pré-pagos durante a pandemia

A pandemia realmente fez crescer as compras online e está mudando o hábito de consumo no mundo todo, e no Brasil não podia ser diferente. Destaque para o uso dos cartões de débito online e dos pré-pagos em geral, que contribuem com a inclusão digital de muitos consumidores brasileiros. Dados da Visa mostram que, de março a junho, primeiros meses do período de isolamento social, o uso dos cartões de débito Visa nas transações online aumentou em 9% no Brasil. Já as transações com pré-pagos Visa têm crescido 30% ao mês no comércio eletrônico entre março e junho.

“Acredito que o uso do débito online e dos pré-pagos ampliarão a inclusão digital de mais consumidores, especialmente entre os que não possuem acesso aos cartões de crédito. Com a migração de muitas empresas e consumidores para o e-commerce, a indústria de pagamentos tem trabalhado para disponibilizar soluções e formas modernas de pagamento, que dão autonomia aos clientes escolherem como preferem pagar ou ser pagos,” comenta Percival Jatobá, VP de Soluções da Visa do Brasil.

A popularização do débito e do pré-pago no mundo online tem sido crucial graças a atualização do protocolo de autenticação de transações, o chamado 3DS 2.0, responsável por impulsionar essas transações com mais segurança como método de pagamento no varejo online. A atualização do protocolo tem estabelecido um fluxo de comunicação e troca de informações entre a indústria de pagamentos e estabelecimentos comerciais para aprovação das transações com mais assertividade, o que contribui para a redução de fraudes, melhor experiência de compra por parte do consumidor e, consequentemente, maior conversão de vendas para o e-commerce. As modalidades têm sido implementadas principalmente em empresas digitais que buscam uma usabilidade sem interrupções, ticket médio baixo e recorrência, como os aplicativos e serviços digitais de streaming e de transporte compartilhado.

O uso dos pré-pagos tem se mostrado mais presente no dia a dia dos consumidores brasileiros, indo além das compras online. Ainda segundo dados da VisaNet, é possível ver um crescimento de mais de 20% no número de transações com cartão pré-pago em estabelecimentos físicos desde março até junho. Além disso, é possível ver um movimento em busca de experiências de pagamentos mais limpas. Ainda entre março e junho, as transações pré-pagas realizadas por aproximação com Visa também foram aceleradas, houve um crescimento em média de 45% ao mês.

EY abre inscrições para o prêmio Empreendedor do Ano

Estão abertas as inscrições para a 23ª Edição do Empreendedor do Ano Brasil da EY. Desde 1998, o intuito do programa é celebrar e homenagear a trajetória de empreendedores brasileiros e reconhecer o legado de líderes empresariais que buscam transformar os negócios, impactem positivamente a sociedade por meio de ações socioambientais efetivas e, assim, contribuam para um mundo de negócios melhor. Confira o regulamento no site do prêmio, inscreva-se ou indique alguém para concorrer  aqui.

“Apoiar ações empreendedoras faz parte do DNA da EY e isso se faz necessário para que novos negócios tenham visibilidade no Brasil. E é o que temos feito ao longo de todas as edições, por meio do reconhecimento de grandes nomes do mercado nacional,”, afirma a sócia de EY Private e líder dos programas Empreendedor do Ano e Winning Women Brasil, Raquel Teixeira.

Os homenageados da etapa Brasil do Empreendedor do Ano são divididos em cinco categorias:

• Categoria Master:  empreendedores com empresas maduras e líderes em seu mercado. Entre os indicados será escolhido o representante do Brasil no EY World Entrepreneur Of The Year™, em Monte Carlo, Principado de Mônaco. Na última edição o grande homenageado foi Cesar Gon, CEO e fundador da CI&T.

• Categoria Emerging: foco em empreendedores de empresas promissoras, que têm se diferenciado pelos resultados e pelo alto potencial de crescimento. Na edição passada, a homenagem foi para Leo Cesar Melo, CEO da Allonda.

• Categoria Impacto Social: empreendedores que têm como missão responder a desafios socioambientais em linha com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, que se guiem pelos princípios de ESG (fatores ambientais, sociais e de governança) e apresentem projetos com resultados efetivos de impacto socioambiental. Em 2019, o reconhecimento foi para o Carrefour Brasil.

• Categoria Family Enterprise: empresas familiares relevantes em seu mercado de atuação e cuja gestão teve um impacto positivo nos negócios e na comunidade. A última homenageada foi a família do Grupo Energisa.

• Categoria Executivo Empreendedor: executivos brasileiros (CEOs) de destaque e cuja gestão ajudou suas empresas a superarem obstáculos e impulsionar o crescimento dos negócios. O executivo Sergio Rial, CEO do Banco Santander, foi reconhecido na edição de 2019.

C&A Brasil abre cerca de 80 vagas para área Digital

C&A Brasil, uma das principais empresas do varejo de moda omnicanal do Brasil, está acelerando cada vez a digitalização de suas plataformas de vendas e dá mais um passo em busca de reforçar a sua área “Fashion Tech”.
Para dar suporte a este momento de transformação, a companhia anuncia a abertura de cerca de 80 vagas para os cargos de coordenador e especialistas software engineer; UX , PO, UI, BI, Devs, entre outras posições. As oportunidades são para início imediato e o regime de trabalho poderá ser 100% em home office. Candidatos de todo o Brasil podem se inscrever por meio da plataforma “Kenoby”: 

http://jobs.kenoby.com/cea/job/oportunidades-digital-fashion-tech/5f40342511ded27c2f1eae96?utm_source=CEA-Digital

Os salários são compatíveis com o mercado e, como diferencial, oferece benefícios como férias semestrais (a partir de seis meses de companhia); aceleração de carreira, ambiente diverso, inovador, jovem e divertido; restaurante no local; estacionamento, bônus anual, check-up bianual, assistência médica e odontológica, previdência privada e desconto em produtos C&A

A companhia está em busca de profissionais que possuam formação superior em cursos de tecnologia, tenham perfil criativo, hands on, protagonistas, gostem de trabalhar em equipe e que tenham o interesse de atuar em cenários desafiadores e descontraídos. Além disso, o candidato deve se identificar com a cultura da empresa – ousada, jovem, alegre, dinâmica – e atender aos seguintes pré-requisitos:
• Software Engineer (.net): Sólidos conhecimentos em utilização de nuvem (AWS, Azure, etc), experiência em desenvolvimento de sistemas; em sistemas de alta disponibilidade; em sistemas web, preferencialmente e-commerce, pagamentos, entre outros. Também deve ter conhecimento em delivery contínuo, além de experiência em desenvolvimento de software, além de atuação em times com metodologia ágil.

• Software Engineer (Front End – Vtex): É necessário ter prática em acessar a plataforma Vtex e o sistema de nuvem (AWS, Azure, etc). É um diferencial ter familiaridade com navegação em sistemas web (preferencialmente e-commerce, pagamentos, entre outros), possuir experiência em sistemas de alta disponibilidade, desenvolvimento de software, conhecimento em delivery contínuo, além de atuar em times com metodologia ágil.

• Software Engineer (Java): Possuir intimidade com o sistema Java 8 ou avançado e ter praticidade para desenvolver Java multicamada e corporativo. É importante ter uma visão sistêmica sobre o ciclo de desenvolvimento de software, banco de Dados Oracle 11 ou superior. Conhecimento em linguagem SQL (padrão ou PL-SQL Oracle) e preocupação com a qualidade do código e funcionalidades também são requisitos para a vaga.

• Software Engineer (IOS): O profissional será responsável pelo desenvolvimento de aplicativos, consultar aos apps de e-commerce, pagamentos, entre outros. Possuir conhecimento em delivery contínuo, implementação de software e atuação em times com metodologia ágil.

• Software Engineer (Android): Atuar em times com metodologia ágil, além de possuir experiência com desenvolvimento de aplicativos e praticidade em navegação em apps de e-commerce, pagamentos, entre outros. Ter conhecimento em delivery contínuo e difusão de software.

• Coordenador de Sistemas: Responsável pela liderança do time multidisciplinar (Scrum master, UX, UI, Devops, Desenvolvedor FrontEnd (HTML, CSS, JS) e Desenvolvedor Back End) e mediar conflitos. Atuará junto a área de Negócios para a entrada de novas funcionalidades e melhorias nos processos e viabilizar evoluções das demandas desenvolvidas pelo time e promover a organização do time de desenvolvimento.

• Analista de BI/ETL: Participação no processo de transformação da área de BI, levantamento de requisitos técnicos e de negócio para a área de BI, manutenção do modelo de dados do Data Warehouse Corporativo e construção de ETL. Vai colaborar no processo de construção e manutenção do processo de governança de dados.

Após a inscrição online, os candidatos terão seus currículos analisados, e os aprovados serão convocados (sempre via e-mail cadastrado na plataforma, por onde toda a comunicação será realizada durante o processo) para as próximas fases do processo seletivo.

CommScope debate a reestruturação das redes tecnológicas na área de educação em evento online internacional

Tudo mudou no cenário atual, inclusive a forma como estudamos. Com isso, as redes e a conectividade para o setor educacional também precisam evoluir. Atentas a essa mudança, empresas como a CommScope, uma das líderes mundiais em soluções de infraestrutura para redes de comunicações, e outras grandes empresas dos setores de tecnologia da informação e comunicações na América Latina se reunirão (de forma online) no evento TICAL 2020, que acontecerá de 31 de agosto a 3 de setembro.

Esta será a primeira vez que essa importante conferência será apresentada no formato virtual (por conta da necessidade do distanciamento social), com o intuito de falar sobre a importância de redefinir as redes universitárias, adaptando-as ao contexto atual e preparando esse setor para o futuro.

O evento estará disponível gratuitamente para todos os públicos em inglês, espanhol e português e o foco desta edição será A rota digital de uma universidade inteligente. Os debates abordarão os desafios recentes que as universidades têm enfrentado e que terão no futuro.

O evento terá salas virtuais e palestras que abordarão os temas mais relevantes do momento para o setor educacional, como a necessidade de conexões estáveis, rápidas e confiáveis que possibilitem a educação a distância no cenário atual.

“Aulas online exigem redes de alto desempenho que suportem todos os tipos de usuários, dispositivos e aplicativos. Um exemplo disso são as soluções tradicionais de cabeamento de cobre e fibra, de acordo com os padrões mundiais do setor educacional, somadas a novas tecnologias de acesso sem fio e switching ”, destaca Marcelo Volpi, diretor de vendas para o Cone sul da CommScope, que apresentará no evento a palestra Os desafios da educação e da tecnologia no caminho até 2030.

Nas salas virtuais da CommScope (OM4 e OM5) serão abordados temas como “Fibras e acessórios para campus ” e “Importância do Wi-Fi 6 para a educação” com os especialistas da empresa. Os visitantes também poderão conhecer nesses espaços as soluções da empresa para universidades e centros educacionais que buscam oferecer uma melhor experiência em sala de aula.

“Nossos mais de 40 anos no setor de TIC oferecem conhecimento para que a CommScope atue em uma grande variedade de setores, principalmente na área da educação”, acrescenta Volpi.

Para saber mais sobre as soluções e produtos que a CommScope exibirá durante suas palestras e salas virtuais apresentadas por seus especialistas do setor de educação, inscreva-se no endereço https://bit.ly/328BRgM

Estudo da IDC Brasil aponta queda de 41,2% no mercado de impressoras

A reação durou pouco. Depois de um primeiro trimestre com alta de 4,1%, o mercado de impressoras voltou a cair. De abril a junho foram vendidas 386.194 impressoras, queda de 41,2% em relação ao mesmo período do ano passado, e de 41,4% em relação aos três primeiros meses de 2020. Os dados são do estudo IDC Brazil Quarterly Hardcopy Tracker Q22020, realizado pela IDC Brasil, líder em inteligência de mercado, serviços de consultoria e conferências com as indústrias de Tecnologia da Informação e Telecomunicações.

Segundo Rodrigo Okayama Pereira, analista de mercado da IDC Brasil, a queda já era esperada, mas não tão acentuada. “A projeção era que o mercado de impressão cairia dois dígitos no segundo trimestre mas, sem dúvida, mais de 40% de queda é um índice importante, reflexo da alta do dólar e dos fortes impactos diretos e indiretos causados pela crise do coronavírus, como o isolamento social, especialmente sobre lojas físicas, que são canais muito relevantes para o segmento de varejo“. Já no segmento corporativo, o analista da IDC Brasil explica que a migração para o home-office reduziu dramaticamente o número de colaboradores nos escritórios, assim como o volume mensal de impressão nas empresas e as vendas de equipamentos para esse segmento, tanto no setor privado quanto público.

Do total de unidades vendidas no 2º trimestre de 2020, 321.694 foram impressoras com tanque de tinta, 63.831 foram a laser e 669 foram impressoras matriciais. A menor queda (30,6% ano a ano e 42,3% em relação ao 1º trimestre) foi entre os modelos tanque de tinta, comprovando a preferência que já vem sendo observada por essa categoria, tanto por microempresas (de 1-9 funcionários) como por pequenas empresas (de 10-99 funcionários) e no varejo. “É a tecnologia que hoje oferece um custo-benefício competitivo, especialmente porque o volume de impressão e o número de pessoas compartilhando a mesma impressora vem diminuindo cada vez mais. O preço pode até ser mais alto, mas a médio e longo prazo o investimento inicial é compensando pelo suprimento, que tem maior rendimento“, explica o analista da IDC.

As vendas no setor corporativo representaram 33% do mercado de impressoras no segundo trimestre de 2020, com 126.758 unidades. No varejo, as vendas representaram 67%, com 259.436 impressoras.

Ainda segundo o estudo da IDC Brasil, as impressoras tanque de tinta custaram, em média, US$ 231,34, e as máquinas a laser US$ 552,86, respectivamente, 4% e 21% a mais do que nos três primeiros meses do ano. A receita do 2 º tri foi de US$ 96.3 milhões.

Expectativas

A projeção da IDC Brasil para o mercado de impressão no terceiro trimestre é de lenta recuperação. No setor corporativo, o fôlego deverá vir do retorno das atividades nos escritórios e da abertura do comércio e também de projetos que foram postergados ou congelados no primeiro semestre do ano e voltam à pauta das empresas públicas e privadas. No varejo, após um início de ano aquecido com demandas de volta às aulas e home office, a expectativa para o restante de 2020 é de desafios e leve retomada no último trimestre. Para 2020, estima-se retração de 16,2%.

48% das empresas pretendem manter entrevistas de emprego on-line pós-pandemia

Adotadas ainda mais na nova rotina de home office pelas empresas, as entrevistas de emprego on-line devem permanecer no pós-pandemia. É o que aponta a pesquisa realizada com mil empresas por todo o país pela Weseek,HR Tech de consultoria de recrutamento e seleção digital da Catho, em que 48% das corporações respondentes afirmam que pretendem realizar processo de recrutamento de maneira remota.

O levantamento, realizado em parceria com as empresas Catho, Gelatina, Sólides e Yube, mostra ainda que a prática de entrevista on-line pelas empresas quase dobrou de 23% para 42% durante os primeiros quatro meses da pandemia e que para 65% das companhias a inserção da tecnologia em processos tradicionais de recursos humanos trouxe confiança e inovação.

A aceitação à modalidade remota passa também pela adequação tecnológica das empresas, visto que 58% delas contrataram softwares de videochamadas e 22% de recrutamento integral on-line. “A entrevista é o momento de avaliar os atributos socioemocionais e analisar profundamente o conhecimento dos candidatos. Para esta etapa, a tecnologia agrega maior agilidade, por não precisar de deslocamento e, principalmente, assertividade quanto à escolha do candidato, visto que com auxílio de programas de videochamadas é possível rever entrevistas”, explica João Kobayashi, co-fundador da HR Tech Weseek.

Por fim, Kobayashi faz uma análise dessas inovações durante a pandemia. “A avaliação positiva comprova que as empresas absorveram rapidamente a digitalização imposta pela necessidade de home office”.

Plataforma Weseek


Na Weseek, a procura pelo serviço de recrutamento digital aumentou 45% nos dois primeiros meses da pandemia. Na plataforma, todo o processo de seleção é conduzido pela startup e as empresas que estão em busca de profissionais recebem uma página dedicada ao processo de admissão com todas as informações de currículo, testes realizados e vídeos de entrevistas assíncronas com os melhores candidatos, escolhidos por recrutadoras e psicológicas. “Não existe e-mail com dezenas de anexos pesados. O processo prima pela assertividade”, destaca o co-fundador.

Aos candidatos que usam a plataforma, há a facilidade de fazer o todo o processo, dos testes aos vídeos para entrevistas, no horário e local que lhe convém por não ser ao vivo e em cada uma das etapas recebem feedbacks. “O processo é transparente e os candidatos são notificados sempre que existe alguma alteração de status nos processos que estão participando”, destaca Kobayashi.

Startup ligada ao HC usará Inteligência Artificial para evitar surtos em empresas e escolas

Em parceria com o Centro de Inovação do Hospital das Clínicas da FMUSP, uma startup internacional desenvolveu uma plataforma de rastreamento de casos da Covid-19 e uma carteira de imunidade digital, com dados como resultados de testes e sintomas. Será a primeira com esse modelo no país. O objetivo é utilizar tecnologia e Inteligência Artificial para organizar informação em larga escala e dar segurança às pessoas e empresas no processo de retomada da economia. Escolas e universidades também poderão se beneficiar da plataforma no reinício das aulas presenciais, dando mais segurança a alunos e professores.

Os dados da plataforma permitirão que empresas e gestores públicos, por meio de Inteligência Artificial, possam mapear e planejar melhor todos os passos da retomada, assim como antecipar possíveis surtos da doença. Com tecnologia blockchain, a startup garante a privacidade e o uso ético das informações dos cidadãos. Os dados privados de cada pessoa pertencem somente a ela.

Na plataforma, pessoas e empresas poderão registrar os resultados de testes para Covid-19. Os dados permitirão maior agilidade e segurança tanto para iniciar a retomada econômica como no pós-pandemia. Quem já tem imunidade ganha mobilidade, quem não tem ganha segurança, e o uso de dados, de forma coletiva, promove o controle em tempo real de novos casos e a retomada da economia. A plataforma terá como parceiro o Inova HC, hub do Hospital das Clínicas para acelerar startups de saúde e testar novas tecnologias como inteligência artificial, internet das coisas e impressão 3D.

A plataforma permitirá um mapeamento preciso dos casos, fazendo com que o planejamento do uso de espaços comuns seja feito com base em dados científicos. Já o certificado digital de imunidade garantirá aos indivíduos acesso a locais fechados de ampla circulação e até entre países. Iniciativas similares com uso desta tecnologia já estão sendo adotadas em países mais adiantados na retomada econômica, como Alemanha e Austrália.

“Trabalhar por meio de Inteligência Artificial e segurança da informação é a chave para uma retomada mais rápida da economia. Precisamos testar muito, garantir a qualidade dos testes e, sobretudo, garantir que essa informação seja usada de forma organizada e segura”, afirma Pablo Lobo, CEO da startup Blok BioScience para a América Latina.

“A pandemia trouxe várias dúvidas e uma certeza: informação, em quantidade e qualidade, é fundamental para o seu enfrentamento. Isso vale para a OMS, para governos, empresas e cidadãos. Trabalhar esses dados com a melhor tecnologia e todos os pré-requisitos éticos é fundamental. E o Inova HC é parceiro no desenvolvimento dessa tecnologia, dentro desses parâmetros”, afirma Giovanni Guido Cerri, presidente do Conselho Diretor do Inrad do HCFMUSP e do Inova HC.

A Blok BioScience tem em seu time internacional alguns dos maiores especialistas do mundo em ciência e tecnologia. Seu CEO global, Alex Tai, foi diretor de projetos Especiais do Virgin Group, CEO da Virgin Racing, Virgin Oceanic e COO da Virgin Galactic.

Cargill realiza Hackaton no fomento de soluções para o mercado da indústria de alimentos

A Cargill, em sua missão de buscar soluções que auxiliem o seu propósito de nutrir o mundo de maneira segura, responsável e sustentável, anuncia parceria com a Unicamp para a realização de um Hackaton dentro da Semana de Engenharia de Alimentos, realizada pelos alunos da FEA (Faculdade de Engenharia de Alimentos da Unicamp). Com o tema “Transformando necessidades em soluções: como a indústria pode atender ao novo mercado de alimentos“, o evento é voltado a estudantes universitários de todas as áreas de atuação e busca desenvolver planos de negócios para novos projetos e trazer perspectivas sobre o mercado da indústria de alimentos. Os interessados podem fazer suas inscrições no site http://www.semalim.com.br/ até o 14 de setembro.

A competição, que será realizada 100% online, contará com um pré-evento, entre os dias 14 e 16 de setembro, que terá em sua programação lives com grandes especialistas do setor de alimentação falando sobre o dia-a-dia de suas empresas, principais desafios no mercado e o que esperam do futuro do setor. Dessa forma, os inscritos poderão ter uma bagagem melhor sobre o que podem buscar de ideia para seus projetos.

Já no dia 17 de setembro, serão anunciados os 300 alunos selecionados que irão desenvolver ideias em grupo e apresentar seus projetos para uma banca avaliadora. Além disso, durante os dias do Hackathon, os grupos irão ter mentorias com profissionais da Cargill, professores da Unicamp, profissionais da indústria de alimentos e também com especialistas do ecossistema de inovação. A final será no dia 21 de setembro, quando as equipes serão avaliadas e será feito o anúncio dos vencedores. A equipe vencedora ganhará um prêmio de 2,5 mil reais, o segundo lugar receberá 1,5 mil reais e o terceiro, 500 reais por suas soluções.

“O mundo está em constante mudança e nós também estamos constantemente em busca por novas ferramentas para trazermos soluções inovadoras para o mercado de alimentos. Ao dar vida a novas tecnologias, estamos colocando as ideias de amanhã em ação. É assim que a Cargill está ajudando o mundo a prosperar”, afirma Cristina Faganello, Líder de Food Industry da Cargill.

Licenciamento de obras em São Paulo será 100% virtual

A partir da próxima terça-feira (1º), a cidade de São Paulo passará a adotar o sistema Aprova Digital para avaliar todos os pedidos de novas obras e reformas em empreendimentos imobiliários da capital paulista. A tecnologia foi doada à Secretaria Municipal de Licenciamento (SEL) pela Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (ABRAINC), o Sindicato da Habitação (Secovi-SP) e o Sindicado da Construção Civil (Sinduscon-SP).

O presidente da Abrainc, Luiz Antonio França, afirma que a disposição da Prefeitura em modernizar o processo de licenciamento inaugura um novo capítulo de dinamismo na capital paulista, principal canteiro de obras imobiliárias do país. “A digitalização do licenciamento deve atrair novos investimentos para a cidade, agora que tecnologia vai tornar o processo mais rápido. As incorporadoras ganham em agilidade na avaliação de projetos, enquanto a prefeitura ganha com menos burocracia para dinamizar uma das principais atividades econômica da cidade. Acredito essa mudança será importante para a cidade a se recuperar do impacto da pandemia de Covid-19”, afirma França.

A nova tecnologia reforça a iniciativa da SEL, que em janeiro lançou o Portal de Licenciamento, primeira plataforma de tramitação e análise de processos de licenciamento 100% digital da cidade. O primeiro módulo vinculado ao Portal, em operação desde 1º de janeiro de 2020, é voltado exclusivamente para pedidos de regularização de edificações pela Lei nº 17.202/2019. A partir de agora, no entanto, todos os projetos de competência da SEL passarão a ser autuados, analisados e tramitados de maneira eletrônica.

Como funciona
A solicitação de pedidos de obra nova e reforma de empreendimentos residenciais, comerciais, institucionais, de habitação popular e demais tipos de uso, além de protocolos para o parcelamento do solo e segurança da edificação (cadastro de equipamentos, certificado de acessibilidade, entre outros), acima de 1.500 m² ou com outras especificidades, serão feitos pela tecnologia Aprova Digital, sistema especializado em processos de licenciamento de obras de maneira inteiramente digital e que está presente em 4 estados e 15 municípios do Brasil.

A plataforma possui funcionalidades que poderão desburocratizar todo o processo de licenciamento, tais como: validação de regras urbanísticas para emissão de alvarás automáticos; emissão de relatórios de análise e acompanhamento de processos; integração com SEI e outras 30 bases de dados municipais; interface para a edição de conjuntos de regras para validações (para adaptar rapidamente o sistema em caso de mudança de legislação, por exemplo); entre outros.

Doação da tecnologia
A concessão perpétua da licença de uso do Aprova Digital permite que a SEL possa, por conta própria e sem dependência de terceiros, continuar a aprimorar e gerenciar o sistema após sua plena implantação, prevista para dezembro de 2020.

A doação é resultado bem-sucedido do trabalho conjunto entre governo e setor privado na prestação de serviços públicos mais transparentes e eficientes, contribuindo para a inovação na gestão pública e qualidade de vida dos cidadãos-usuários.

A importância do dinheiro em espécie para a retomada da economia

Por Matheus Neto, Gerente de Pré-Venda da Diebold Nixdorf 

Já passamos da metade do ano e, certamente, esse seria aquele momento em que alguém diria que o tempo passou rápido demais – e que logo chegaríamos ao Natal. Em 2020, porém, tudo anda diferente. Por exemplo: apesar de ter sido declarada apenas em março, a pandemia do coronavírus parece estar durando uma verdadeira eternidade.  

Muita coisa já mudou desde o início dessa crise. Nós nos adaptamos? Certamente. Vamos continuar a nos ajustar? Com toda certeza. Todos os aspectos de nossas vidas parecem se alterar a cada anúncio sobre a “reabertura”. Hoje, já sabemos que o comércio consegue encontrar formas para funcionar e sustentar nossas rotinas. Continuamos trocando, diariamente, itens de valor por bens e serviços e para isso procuramos a forma de pagamento que melhor se ajusta ao contexto de nossa situação e realidade. 

A grande novidade, porém, é descobrir que o dinheiro físico mantém uma posição estável no ecossistema de pagamentos. Desde o início da pandemia, sem saber o que pode acontecer, muitas pessoas têm achado melhor ter dinheiro disponível, apenas por precaução. Em certas áreas, pequenas e médias empresas de serviços essenciais têm servido como elo do ciclo do dinheiro físico ao ofertar acesso aos caixas eletrônicos (ATMs).  

Não por acaso, a produção e circulação de dinheiro em espécie continua a ter destaque pelo mundo afora. Nos Estados Unidos, o Federal Reserve (Fed) estima que a circulação de dinheiro em espécie aumentará cerca de 6% nesse ano, impulsionado pelo aumento do número de pessoas que, por precaução, resolveram criar um estoque de notas e moedas e, ainda, pelo crescimento de operações locais, entre clientes, comerciantes e fornecedores de serviços. 

O mesmo cenário tem sido visto aqui no Brasil. Pesquisas indicam que há mais dinheiro em espécie circulando agora do que em fevereiro (antes da crise). São mais de 8 bilhões de cédulas em uso em todo o País. Segundo dados do Banco Central, o volume de dinheiro físico em utilização, hoje, representa quase um quarto do PIB nacional, contra menos de 8% no início do ano. Como resultado, estamos vendo, inclusive, o lançamento de uma nova nota no valor de R$ 200, como um claro indicador de que a transação física continua sendo altamente relevante. 

O crescimento na circulação de moeda física tem chamado a atenção também na Europa. De acordo com o Banco Central Europeu (BCE), mais da metade das transações comerciais realizadas na Zona do Euro, estão sendo feitas com dinheiro em espécie – o que fez até com que Yves Mersch, membro do Conselho Executivo do Banco Central Europeu e vice-presidente do Conselho de Supervisão do BCE, declarar que “atualmente não há nenhuma indicação de que o público está disposto a abandonar as vantagens do dinheiro tradicional”. 

Parece surpreendente, então, pensarmos que o dinheiro segue sendo relevante, mesmo em tempos de pandemia, não é? Não necessariamente. O que acontece é que mesmo com a ascensão de meios de pagamento mais modernos, como os modelos contactless e de carteira digital, ainda há uma abrangente necessidade de garantir a disponibilidade de dinheiro físico para manter a circulação entre clientes, comerciantes e fornecedores de serviços.

Evidentemente, vimos uma queda no volume de transações nos caixas eletrônicos, assim como também acompanhamos os meios de pagamentos eletrônicos aumentarem diariamente. No entanto, mesmo com as alterações de comportamento geradas pela crise do Covid-19, o fato é que temos de considerar que ainda existe um nível constante e relevante de uso de dinheiro. Especialmente em um País como o nosso, no caso, em que a utilização de dinheiro é altamente proeminente nas mais diversas regiões – antes da pandemia, por exemplo, tínhamos registros de até 80% das vendas pagas com papel-moeda. 

Outro aspecto importante para justificar a alta relevância do dinheiro físico durante o surto de coronavírus, aliás, é entender onde e como estamos fazendo nossas compras. Enquanto gastos com itens “não-essenciais” foram drasticamente cortados de nossas vidas, os custos básicos continuaram presentes. Precisamos de mantimentos, remédios, itens para reparar nossas casas e para pagar nossas formas de transporte. E são justamente esses pagamentos mais diários os que mais circulam o dinheiro físico na economia. 

Assim como antes da pandemia, o dinheiro mantém uma posição no comportamento de pagamentos dos consumidores e a tendência é que essa movimentação aumente, à medida que as economias se abrem e os padrões de gastos retornam. Nesse sentido, é impossível pensar em qualquer tipo de “distanciamento” entre bancos e empresas – com as instituições bancárias sendo uma engrenagem fundamental na roda do comércio. Os consumidores precisam sacar dinheiro e os comerciantes precisam depositar e contratar crédito. 

Para tanto, o uso das ferramentas de autoatendimento presentes nos caixas eletrônicos será absolutamente importante para garantir mais fôlego às operações na retomada. Em termos globais, temos visto um aumento médio de mais de 5% no número de transações feitas nesses terminais, com destaque para a utilização desses equipamentos justamente no Brasil. 

 O novo normal, por certo, exigirá adaptações e automações em toda a cadeia. É justo esperar que métodos de pagamento eletrônicos cresçam e ganhem destaque, o que não implicará dizer que o uso de papel-moeda deixará de existir de uma hora para a outra. Por isso, é preciso garantir formas seguras e eficazes de movimentar essa circulação em toda a sociedade, agregando tecnologia e assertividade aos processos. 

Agora é a hora de abraçar essa questão e impulsionar a inovação dos caixas e estruturas bancárias. Quando as economias retornarem de vez, os consumidores precisarão de todas as opções para conduzir o comércio e alimentar o crescimento das vendas. Assim como mudamos nosso modo de agir em muitas coisas, também será vital que as instituições financeiras adaptem seus processos de gerenciamento de caixa e de estratégias de autoatendimento para atender às necessidades do novo normal, não apenas no meio digital, mas também no mundo físico. 

Efeito Coronavírus na indústria coloca em xeque a Transformação Digital e a cultura do Data Driven

Por Anderson Aoca

A humanidade está enfrentando uma das situações mais desafiadoras dos últimos tempos. As restrições, como consequência da pandemia do Coronavírus, nos obrigaram a colocar em prática a capacidade de criação tanto para combater os desdobramentos da crise, quanto o vírus.

Como resultado, houve a aceleração de transformações, que aconteciam a passos mais lentos. Neste sentido, a digitalização de processos ganhou uma velocidade até extraordinária e avançou anos em alguns meses. Mas, qual o impacto da indústria com esse impulsionamento? Como foi afetada a base da economia sob o ponto de vista da aceleração da digitalização, uma vez que essa indústria estava construindo sua Transformação Digital de forma morosa e vagarosamente?

As mudanças no formato de trabalho afetaram drasticamente o setor industrial, principalmente as indústrias de manufatura e processos, que têm como característica uma produção que necessita da supervisão quase que constante de pessoas para tomar decisões e intervir quando necessário. Aqui, a adoção do home office foi um desafio, não do ponto de vista dos profissionais, mas dos processos de negócio, que não estão 100% digitalizados e integrados.

Em sua maioria, as informações são alimentadas, manualmente, em planilhas, por diversas fontes, ocasionando a falta de confiabilidade nas informações e disponibilidade do seu percurso para garantir a fluidez do processo desde o chão de fábrica. Isso demanda a checagem dos dados para validação, o que é dificultado à distância. Sob o ponto de vista da produtividade, o desafio é digitalizar os trabalhos manuais integrando-os horizontalmente, e não apenas ter uma digitalização vertical, como normalmente ocorre.

Neste contexto, quando falamos em transformar digitalmente os processos, se faz necessária a criação de uma indústria orientada a dados, ou seja, é preciso aplicar a cultura Data Driven. Porém, para que isso aconteça, é preciso que os profissionais de dados trabalhem integradamente com os especializados em automação e processos de fabricação para que os sistemas sejam construídos de forma consistente e segura. O modelo permitirá obter ecossistema 100% digital, abrindo caminho para os nomeados Gêmeos Digitais das operações.

No contexto da manutenção, outras tecnologias se farão necessárias, como o Machine Learning, o Deep Learning e a Inteligência Artificial, que conectadas por meio do IoT (Internet das Coisas) permitirão o acompanhamento de equipamentos e, como consequência, a geração de predições, uma tendência que também foi acelerada, ainda que timidamente, pela situação pandêmica.

De forma geral, o Coronavírus acelerou a Transformação Digital à fórceps e demandou da indústria a necessidade de conhecimento e entendimento do seu nível de maturidade do ponto de vista da tecnologia e dos dados para, a partir disso, construir um plano de ação para tornarem-se indústrias Data Driven. É um caminho sem volta e, uma coisa é certa, trará muitos benefícios!

Anderson Aoca, gerente de Indústria 4.0 da Engineering, companhia global de Tecnologia da Informação e Consultoria especializada em Transformação Digital.

Sky.One potencializa competitividade das empresas com Oracle

Com escritórios no Brasil, Estados Unidos e América Latina, a Sky.One surgiu em um pequeno espaço de co-working e hoje consolidou-se como uma das principais companhias especializadas no desenvolvimento de plataformas que transformam a maneira como as empresas consomem tecnologia, agregando inteligência e agilidade, permitindo a reinvenção dos modelos de negócios de seus clientes e parceiros. Como uma companhia multicloud, a parceria com a Oracle está alinhada ao seu movimento de contribuir por um mundo interconectado por meio da transformação digital.

De acordo com o CEO da Sky.One, Ricardo Brandão, a empresa atende clientes que utilizam a modalidade on premise e há um longo caminho a percorrer no que diz respeito à transformação digital. Muitas empresas ainda não conhecem o potencial da nuvem, como segurança, custo reduzido e agilidade e a companhia entende esse cenário como uma oportunidade e, por isso, optou por contar com a Oracle como mais uma provedora de nuvem usufruindo das vantagens do Oracle Cloud Infrastructure.

O compromisso da companhia vai além de “retirar a infraestrutura de dentro da empresa”.  “Nosso objetivo é mostrar como, por meio da transformação digital, é possível colocar em prática o conceito de ERP pós-moderno, trazendo integração de aplicações, automatizações para gerar escalabilidade e novas monetizações. Dessa maneira, criamos um ecossistema digital para os fabricantes de ERP, e a Sky.One nasceu para facilitar este processo”, ressalta Brandão .

Atualmente, a Sky.One oferece plataformas tecnológicas para mais de mil clientes, sendo a grande maioria de médio porte. Isso desmistifica a ideia de que a transformação digital é onerosa e acessível apenas para grandes companhias. “Para que consigamos levar a transformação digital ao maior número de empresas, era imperativo contar com a Oracle como mais um parceiro, trazendo um complemento importante para integrar nossa plataforma”, conta o CEO.

Além da nuvem pública, a Sky.One vem aumentando seu portfólio de serviços Oracle e, desde 2019, a empresa oferece soluções como Oracle Enterprise Database e Oracle Autonomous Database, que aprimoram a performance para o cliente, além de impactar no seu TCO – Custo Total de Propriedade. Com isso, a empresa espera manter o ritmo de crescimento de mais de 100% ao ano.

“Nossa escolha pela Oracle se deu, principalmente, pela credibilidade da companhia no mercado, que claramente tem inovado e aperfeiçoado sua oferta à cada dia, sempre oferecendo soluções que beneficiam tanto a nós como aos nossos usuários”, esclarece Brandão.

Para Leandro Vieira, diretor sênior da Oracle América Latina e líder de Oracle Cloud para Pequenas e Médias Empresas da Oracle Brasil, a parceria com a Sky.One é bastante positiva. “Enxergamos a Sky.One como um facilitador dos nossos serviços. Com o foco em médias empresas, a companhia consegue democratizar as ferramentas tecnológicas e levar nossos serviços onde, às vezes, não conseguimos chegar. É um trabalho a quatro mãos, mas com um único objetivo, transformar empresas através da tecnologia e torná-las mais competitivas por meio dos nossos produtos”, finaliza Vieira.

HPE implanta programa para estagiários durante a Covid-19

Utilizando as mesmas iniciais da empresa, o Harvesting People of Excellence, da HPE (Hewlett Packard Enterprise), foi desenvolvido para ser um programa de estágio diferente. Abordando o desenvolvimento profissional de uma forma mais holística, que vai além das hard skills – ou seja, conhecimentos técnicos que podem ser mensurados com exames e avaliações, como fluência em um idioma ou domínio de uma ferramenta – o projeto visa aprimorar nos estagiários da HPE habilidades como resiliência, empatia, colaboração e comunicação, competências baseadas em inteligência emocional e chamadas de soft skills, que distinguem não só profissionais, mas seres humanos acima da média.

O programa conta com 16 vagas e, como não foca a área de graduação dos estagiários, é igual para todos os participantes, independente da área de atuação. Além de mentorias com profissionais experientes de todas as áreas da HPE, que conversam com os estudantes sobre carreira e o mercado de trabalho, o programa oferece acesso à plataforma de cursos do LinkedIn e palestras sobre os mais variados assuntos, desde currículos e entrevistas de emprego, a workshops com psicólogos sobre autoconhecimento e vocação. Um desses papos, agendado para setembro, será com o ex-participante do Master Chef, Guilherme Cardadeiro, e a fundadora da ONG Chef Aprendiz, Beatriz Mansberger, para falar sobre responsabilidade pessoal, preconceitos e diversidade.

“Para a HPE, está é uma ótima oportunidade para desenvolver talentos, impactar positivamente a sociedade ao formar as novas gerações de profissionais e renovar ideias e conceitos acadêmicos”, diz Raphael Costa, gerente de RH da HPE no Brasil. “O foco está em desenvolver as habilidades, potenciais e características de cada estagiário com cursos, leituras e as práticas do dia a dia. Os treinamentos envolvem lições de relacionamento interpessoal, networking, gerenciamento de tempo e comunicação eficaz, atributos que constroem um robusto perfil para o líder de amanhã.”

No início do programa, os estagiários recebem um desafio: eles devem elaborar um projeto (com metodologia, planejamento e estratégia de execução) que busque uma solução para a empresa como um todo – não apenas para sua área de estudo. A diversidade de mentorias de várias áreas e cargos dentro da HPE ajudam os estagiários tanto no desenvolvimento do projeto quanto no aprendizado de habilidades como lidar com diferentes perfis de profissionais e assumir uma posição assertiva com seus líderes, já que as sessões de mentoria são agendadas por iniciativa dos estudantes.

No final do programa, eles devem apresentar seus projetos em um evento para toda a companhia. Os estagiários não precisam, necessariamente, colocar o projeto em prática, mas as soluções devem ser factíveis dentro da estrutura da HPE. Fazendo uma alusão à colheita (em inglês, harvesting), o projeto, que foi criado no Brasil este ano e ainda está em fase piloto, quer plantar hoje, fortalecendo os talentos dos estagiários que já estão na HPE, para “colher amanhã”. Com duração de um ano, da seleção dos estagiários à conclusão do projeto, as vagas serão abertas para as universidades a partir de 2021.

A Gestão de Pessoas e a implantação de processos em startups

Por Julia Morassutti, Head de Gente e Gestão e Jurídico na Printi

O tempo em uma startup passa rápido e intensamente, principalmente quando ela está em um momento de crescimento, no caminho de se tornar uma scale-up. O momento de transição é desafiador para toda startup, inclusive para a área de Gestão de Pessoas (ou Recursos Humanos), que precisa desenvolver uma cultura de processos compatível com grandes organizações, sem perder agilidade e seu DNA de crescimento.

De acordo com levantamento do IBGE, as scale-ups representam 0,5% das empresas em atividade no Brasil e são responsáveis por gerar 70% dos novos empregos no país. Nesse contexto fica clara, portanto, a importância da gestão de pessoas.

Em uma startup os processos tendem a ser mais simples e rápidos, por conta do tamanho da operação e da cultura organizacional. Mas à medida em que ela cresce, cresce também o quadro de colaboradores, surgem novas áreas e com tudo isso aumenta a necessidade de desenvolver ou rever os processos. Gestão de Pessoas não só tem a missão de estruturá-los, mas principalmente de acompanhar o crescimento e apoiar a sustentabilidade do negócio, por meio de boas práticas em todos os seus subsistemas. É necessário pensar e agir com foco na experiência do colaborador e nas ações que reforcem sua performance e desenvolvimento. E nessa hora é necessário tomar cuidado para não engessar a cultura ágil e flexível da startup.

Processos não precisam ser sinônimo de entraves. Além de ajudar a agilizar ainda mais a operação, processos existem para criar uma estrutura organizacional mais profissional e, acima de tudo, mais produtiva e eficiente.

Mas como desenvolver esses processos sem atrapalhar a cultura?

A área de Gestão de Pessoas precisa seguir as características de agilidade, flexibilidade e dinamismo da startup, incorporá-las aos processos e criar meios de suportar as constantes transformações da empresa. É preciso pensar em métodos que estejam alinhados com as estratégias de crescimento. Para isso, é importante a área estar próxima e dominar o negócio, entender como cada área funciona e o perfil das pessoas que trabalham nelas.

Nesse caminho é imprescindível considerar o uso de tecnologias que tragam digitalização e automação, isso permitirá velocidade e precisão às rotinas da área e também a tomada de decisões com viés menos subjetivo, baseadas em dados analíticos. Estamos falando de posicionamento estratégico e nova postura atitudinal. Tudo de forma a acompanhar o ritmo da empresa, garantir agilidade na tomada de decisões, sem perder de vista a essência e o jeito de ser da empresa.

A comunicação é outra grande aliada nesse momento. É preciso ser claro na hora de comunicar os novos processos e utilizar todos os canais da empresa (e-mail, rede social interna, vídeos, manuais etc.), buscando observar qual o melhor meio para comunicar em cada situação, qual atinge o público alvo e entrega melhor a mensagem. Muitas vezes o melhor é mesclar diferentes formatos.

Em tudo isso não existe uma fórmula para o sucesso, cada empresa possui suas particularidades e sua cultura. Mesmo em termos de parceiros, plataformas, linguagens e métodos. Cada startup tem seu DNA único e o que traz excelentes resultado para algumas pode não funcionar para outras. Erros serão cometidos no caminho e ajustes rápidos são necessários, como parte de uma acomodação natural, um aprendizado.

Em algum tempo após estruturação e uso de tecnologias para coleta, análise e gestão de dados será possível medir os resultados efetivamente alcançados. Além do inquestionável ganho de precisão e controle.

Esse é o grande desafio da Gestão de Pessoas nesse ecossistema. Criar alicerces para potencializar a produtividade no crescimento da empresa, preservando o interesse genuíno por pessoas, a cultura, flexibilidade com agilidade, criatividade e foco em inovação.

O valor dos aplicativos para motoristas de caminhão e empresas

Por Jarlon Nogueira

Se a pandemia e as necessidades do ‘novo normal’ pegaram de surpresa muitos empresários, que tiveram que se adequar a transformação digital e correrem para não perder vendas, podemos dizer que isso não aconteceu com o setor de cargas.

Já faz tempo que os caminhoneiros estão acostumados e usam aplicativos que facilitam o seu dia a dia. A edição de 2019 da Pesquisa CNT Perfil dos Caminhoneiros, que levou em conta a opinião de 1.066 caminhoneiros, apurou que quase 88% desses profissionais utilizam notebook, smartphones ou tablets para acessarem informações relevantes para o seu trabalho.

Outros dados interessantes: 98% desses profissionais acessam a internet pelo smartphone, sendo que 90,6% navegam na rede diariamente. A utilização para fins profissionais fica em segundo lugar, com 55,4%, perdendo apenas para o acesso à mídias sociais (68,1%).

Podem ser aplicativos e plataformas de contratação de fretes, saber como está o trânsito o clima, ou mesmo ter a carteira de motorista e a documentação do ‘pesado’ digital e na palma da mão.

Há ainda utilizações bem interessantes, como manter o profissional acordado principalmente à noite ou mesmo ajudá-lo a cuidar do bolso e controlar os gastos com combustível, seguro e manutenções, entre outras despesas.

Mas não são apenas os caminhoneiros que têm acesso às novas tecnologias trazidas pelos aplicativos. As empresas que utilizam os seus serviços também! Seja disponibilizando cargas para transporte, realizando o gerenciamento dessa contratação ou conversando diretamente com o caminhoneiro quando necessário.

Como deu para perceber, são diversas as maneiras de facilitar a vida tanto do caminhoneiro como de quem contrata os seus serviços. E os benefícios são diversos! O primeiro deles é ter inteligência de negócios.

Seja o motorista que dirige o seu próprio caminhão ou uma grande empresa que contrata os seus fretes, são gerados dados que ajudam a administrar toda a operação de maneira efetiva e sem falhas.

E essa inteligência leva a uma maior produtividade. Para os caminhoneiros significa rodar o mínimo possível vazio, enquanto para as empresas é não perder tempo em despachar uma carga, rastreando o pedido até o destino final.

Controle da operação e aumento da qualidade e do nível dos serviços são vantagens encontradas pelos empresários. Isso é sentido pois os caminhoneiros que trabalham com as ferramentas adequadas perdem menos tempo com processos desnecessários.

A redução de custos também é um fator importante. Enquanto os caminhoneiros dirigem melhor e com mais assertividade, economizando combustível, as empresas podem ter uma economia de até 30% ao utilizarem aplicativos que levem em conta a primarização logística ao invés de transportadoras contratadas, por exemplo.

Viu como a tecnologia tem valor para o setor de cargas? Caminhoneiros e empresários só ganham ao utilizar os aplicativos.

Jarlon Nogueira, CEO da AgregaTech

Vai a sanção projeto que regula recolhimento do ISS pelo município onde serviço é prestado

Fonte: Agência Senado

O Plenário do Senado Federal aprovou nesta quinta-feira (27) projeto que estabelece regras para o recolhimento do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS) pelo município onde está o cliente (destino). Foram 66 votos favoráveis e 3 contrários. O PLP 170/2020 regula o recolhimento do ISS pelo município do consumidor, e não da empresa que presta o serviço, fazendo a transição para o que foi determinado em legislação de 2016. O texto, que favorece as cidades do interior, segue para sanção presidencial.

O texto teve origem no Senado (PLS 445/2017-Complementar, do ex-senador Cidinho Santos), foi modificado pelos deputados (PLP 461/2017), e por isso retornou para análise dos senadores (PLP 170/2020). A relatora, senadora Rose de Freitas (Podemos-ES), por sua vez, reinseriu grande parte do projeto original na proposta vinda da Câmara. 

Os serviços que terão​ a arrecadação transferida para o destino são os de planos de saúde e médico-veterinários; de administração de fundos, consórcios, cartões de crédito e débito, carteiras de clientes e cheques pré-datados; e de arrendamento mercantil (leasing). 

A necessidade de aprovação de projeto que regulamenta o recolhimento de ISS decorre de mudanças feitas pela Lei Complementar 157, de 2016, que transferiu a competência da cobrança desse imposto do município onde fica o prestador do serviço para o município onde o serviço é prestado ao usuário final. Até dezembro de 2016, o ISS ficava com o município de origem — onde está localizado o fornecedor do bem ou serviço.

Gestão do ISS

O projeto de Cidinho Santos, retomado por Rose de Freitas, cria o Comitê Gestor das Obrigações Acessórias do Imposto sobre Serviços (CGOA), com o expresso objetivo de elaborar regras unificadas para a arrecadação, obrigatórias para todos os municípios e Distrito Federal. Já o texto da Câmara daria amplos poderes ao CGOA para tratar da questão e não sujeitava os municípios, tornando opcional a adesão ao novo sistema.

O CGOA será composto por dez membros, dois de cada região: um representante das capitais do Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul e outro das cidades do interior de cada região. Os representantes das capitais serão escolhidos pela Frente Nacional de Prefeitos; e os das cidades interioranas deverão ser indicados pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM).

A relatora retomou ainda a criação do Grupo Técnico do Comitê Gestor das Obrigações Acessórias do ISS para auxiliar o comitê, composto por quatro membros, dois indicados por representantes dos municípios e os outros dois pela Confederação Nacional das Instituições Financeiras, representando os contribuintes.

Padronização

Pela proposta original resgatada pela relatora, o ISS será declarado por meio de sistema eletrônico unificado para todo o país até o 25º dia do mês seguinte à prestação do serviço. Esse sistema deverá ser desenvolvido pelos contribuintes, individualmente ou em colaboração, obedecendo lay-outs e padrões fixados pelo CGOA. Em caso de desenvolvimento conjunto, cada empresa deve ter acesso apenas aos seus dados.

Os contribuintes terão ainda que dar acesso mensal ao sistema a todos os municípios e ao Distrito Federal, cada um visualizando exclusivamente os dados de sua competência. Já o pagamento do ISS deverá ser feito até o 15º dia do mês seguinte ao da prestação do serviço.

Aos municípios, por sua vez, caberá divulgar diretamente no sistema as alíquotas, a legislação para o ISS e os dados da conta para recolhimento do tributo. Se houver alteração, as novas regras só valerão no mês seguinte ou, no caso de mudança da alíquota, no ano seguinte, como determina a Constituição. O PLP 170 proíbe os municípios de cobrarem taxas para inscrição em cadastros do ISS ou de exigirem qualquer obrigação extra relativa ao imposto. É permitido, no entanto, requerer a emissão de notas fiscais.

O comitê não poderá fazer mudanças nas regras do sistema nos primeiros três anos após sua disponibilização e, depois disso, qualquer alteração deverá ser comunicada com no mínimo um ano de antecedência.

Transição

A proposta aprovada no Senado segue entendimento do STF definindo regras de transição que deem segurança jurídica aos municípios e permitam às prefeituras que perderão receita o ajuste gradual do caixa.

Em 2021, 33,5% do tributo serão arrecadados na origem e 66,5% no destino. Em 2022, ficarão 15% na origem e 85% no destino. A partir de 2023, 100% do ISS ficará com o município onde está o usuário do serviço.

“A ideia é a redução progressiva, ano a ano, do valor atribuído ao Município do local do estabelecimento prestador do serviço, que antes era o sujeito ativo do tributo, a fim de que possa se adaptar à perda”, explica Rose de Freitas.

Arrendamento mercantil

O relator na Câmara, deputado Herculano Passos (MDB-SP), optou por deixar de fora da mudança os serviços de agenciamento, corretagem ou intermediação de contratos de leasing, de franquia e de compra de créditos (factoring), que continuarão a ser arrecadados pelo município onde essas empresas têm sede.

A decisão atendeu a pedido da CNM, tendo em vista que esses serviços são geralmente prestados por pessoas físicas. Entretanto, o serviço de arrendamento mercantil propriamente dito fica sujeito à nova regra de competência da cobrança. Rose de Freitas acatou essa mudança.

Tomador & prestador

No caso dos planos de saúde ou de medicina, a proposta considera usuário do serviço a pessoa física vinculada à operadora por meio de convênio ou contrato. Mesmo quando houver dependentes, será considerado apenas o domicílio do titular do contrato para fins de arrecadação.

Em relação à administração de cartão de crédito ou débito, o tomador do serviço é o primeiro titular do cartão. Caberá à cidade em que o gasto for realizado ficar com o ISS correspondente. O substitutivo considera administradores as bandeiras, credenciadoras e emissoras dos cartões de crédito e débito.

O cotista será considerado o tomador do serviço de administração de carteira de valores mobiliários ou de gestão de fundos e clubes de investimento. No caso de administradoras de consórcios, o cliente do serviço é o consorciado.

Quanto ao leasing, o tomador do serviço é o arrendatário domiciliado no país. No caso do arrendatário no exterior, o tomador é o beneficiário do serviço no país.

Em todas as transações envolvendo pessoas jurídicas, será considerada tomadora aquela unidade favorecida pelo serviço, independentemente da denominação (filial, sucursal etc.).

Vigência

O início da vigência da nova lei será em 1º de janeiro de 2021.

Debate

Para a líder do Cidadania no Senado, senadora Eliziane Gama (MA), as mudanças aprovadas vão trazer “justiça tributária em relação aos municípios brasileiros”.

— A gente não pode pensar que o Brasil é apenas o Sudeste. O Brasil é o Nordeste, é o Norte, é o Centro-Oeste também. A Confederação Nacional dos municípios aponta que o ISS concentra-se nos 30 maiores municípios do Brasil. Nós temos mais de 5 mil municípios, ou seja, o país não se restringe a apenas 30 municípios — afirmou Eliziane Gama.

O líder do MDB no Senado, Eduardo Braga (AM), também afirmou que as mudanças farão justiça aos municípios. 

— Hoje, essa massa de recursos é sugada de milhares de municípios para um pouco mais de duas ou três dezenas de municípios ricos no Brasil — disse Braga.

Por sua vez, o líder do PSD, senador Otto Alencar (BA), afirmou que o projeto garante uma maior arrecadação à grande maioria dos municípios brasileiros.

O senador Fabiano Contarato (Rede-ES) salientou que o Brasil tem 459 municípios muito pobres e 70 milhões de habitantes em situação de pobreza ou extrema pobreza. Contarato aproveitou para voltar a pedir que os parlamentares criem um imposto sobre grandes fortunas.

A senadora Simone Tebet (MDB-MS) afirmou que os municípios têm condições de cobrar e fiscalizar o ISS.

— Não é possível que meia dúzia de municípios hoje arrecade todo esse recurso astronômico de ISS, em detrimento dos mais de 5 mil municípios brasileiros — disse a senadora.

O senador Jorginho Mello (PL-SC) disse que os grandes bancos, que em sua maioria têm sedes no estado de São Paulo, são contra as mudanças.

— Eu não defendo banco, banco é o que mais ganha neste país. Banco está tirando o couro do micro e pequeno empresário, e os municípios estão precisando. Isso é para dividir a conta do ISS dos cartões de crédito para onde gerou a compra. Vamos dividir o pão. Eu sei que São Paulo é grande, mas não precisa levar tudo para lá, até porque produz mais do que todos. É uma questão de justiça fazer com que, quando se realiza uma compra, o ISS fique no município. Vamos parar de proteger banco neste país — afirmou Jorginho Mello.

Também favorável ao projeto, o líder do PSB no Senado, senador Veneziano Vital do Rêgo (PB), lembrou que “o ISS é uma das pouquíssimas fontes de tributo dos municípios”.

Um dos poucos senadores que votaram contra o projeto, o senador Major Olimpio (PSL-SP) disse que as mudanças vão impactar de maneira significativa os municípios com mais de 200 mil habitantes. Ele pediu a retirada do PLP da pauta de votações, mas não obteve êxito. Antes de votar o projeto, os senadores decidiram, por 65 a 6, que não concordavam em retirá-lo de pauta.

— A aprovação da proposição implicará grande impacto nos municípios de maior porte, onde estão localizadas as sedes das empresas prestadoras de serviços que a proposição abarca. A grande questão é a falta de expertise dos pequenos municípios para lidar com arrecadação e fiscalização. O risco de se aprovar o projeto sem que haja o devido aparato de gestão e fiscalização é deixarmos os locais onde vive a maior parte da população e onde se encontram os grandes desafios da segurança, saúde, educação e saneamento com importante insuficiência fiscal — afirmou Major Olimpio.

Linx apresenta solução em nuvem para lojas de materiais de construção, home centers e eletromóveis

A Linx, líder e especialista em tecnologia para o varejo, apresenta ao mercado o Linx StorEx Home. Sistema em nuvem voltado para empresas de materiais de construção, home centers, bricolagem e eletromóveis que buscam descomplicar e modernizar a jornada de compra, venda e entrega. A plataforma tem o objetivo de dar suporte ao varejista nesse momento de readequação do comércio e facilitar a integração de vendas em um setor com grande presença omnicanal.

“A jornada omnichannel desses segmentos já existe antes mesmo da pandemia. Muitas vendas são realizadas nas lojas físicas e entregues em casa, mas o sistema que acompanha esse processo de compra precisava ser modernizado. Agora temos uma solução robusta e integrada em ERP e PDV, que vai desde o balcão até os bastidores da operação”, explica Daniel Mayo, diretor de Big Retail da Linx.

Entre os principais benefícios do StorEx Home estão: o armazenamento em nuvem que reduz o investimento em infraestrutura e o tempo de implementação; e a agilidade nas operações mais complexas, unindo compras, recebimentos e distribuição. A nova plataforma, que ainda conta com solução de venda assistida no PDV e mais mobilidade, começou a ser implementada no primeiro semestre de 2020 e já vem tendo uma aceitação grande no mercado experimentando um crescimento acelerado.

O sistema ainda atua no empoderamento do vendedor, que por meio de um smartphone, efetua a venda a partir de qualquer ponto da loja. Sem a necessidade de levar o consumidor até uma mesa e apresentar as condições de pagamento e os prazos de entrega, por exemplo. “Com a solução, o varejista e sua equipe detêm o controle total da operação e desta forma a experiência do cliente é valorizada ao máximo”, finaliza Mayo.