Archive julho 2020

Com retomada gradual, Abrasce aponta ânimo do setor para vendas no período do Dia dos Pais

Levantamento da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce) aponta uma perspectiva positiva do setor para o Dia dos Pais. Com a proximidade da data comemorativa e a ampliação da operação dos empreendimentos em diversos Estados, a entidade espera um aumento de 9% nas vendas, em relação as semanas anteriores, e um ticket médio de R$ 100,00.

Segundo o presidente da associação, Glauco Humai, a pesquisa mostra que, apesar de não ser ainda o cenário ideal, os shoppings estão conseguindo se movimentar. “Nenhum shopping ou lojista tem a expectativa de recuperar ou mesmo superar o desempenho de vendas de 2019. Se compararmos o período de vendas para o Dia dos Pais ano a ano, a queda deve ser na média de 30%. Mas olhando o cenário atual, em que novos parâmetros tiveram que ser estabelecidos, comparamos a evolução das vendas semana a semana, desde a data de reabertura dos empreendimentos, e já observamos uma desaceleração na queda. A expectativa dos shoppings é que este movimento seja intensificado com o Dia dos Pais” , declara.

O ânimo para o período está diretamente ligado à retomada da confiança do consumidor e aos protocolos de segurança elaborados pela Abrasce. De acordo com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) subiu 7,7 pontos em julho, ficando em 78,8 pontos. Em médias móveis trimestrais, houve alta de 6,9 pontos após uma sequência de cinco quedas. “Temos trabalhado fortemente a relação com os consumidores. A recuperação da confiança do consumidor aliada à segurança estabelecida com os protocolos de saúde que foram implementados nos empreendimentos são fatores fundamentais para a recuperação gradual dos shopping centers. De forma proativa, o setor elaborou, em parceria com a área de consultoria do Sírio-Libanês e da Rede Mater Dei, um protocolo rígido para retomar as atividades, equilibrando, assim, saúde e economia”, esclarece Humai.

As operações ganharam novos canais de venda e contato com o público. Os shoppings passaram a ter sistema de Delivery, Drive-thru e aceleraram os investimentos nos canais digitais, como marketplace. Esse movimento permanece para data, mesmo considerando a reabertura de 498 shoppings no País (86% do total), em 188 municípios*, sendo o delivery o canal mais utilizado para a venda em 87% dos empreendimentos.

Entre as categorias de presente, telefonia, eletroeletrônicos e artigos esportivos apareceram em destaque, junto com vestuário e calçados.

A10 e CLM lançam laboratório IoT/5G

A A10 Networks, empresa americana especializada em segurança para redes LAN/WAN, Cloud, Edge-Cloud liderada no Brasil pelo seu country manager, Ivan Marzariolli, e a CLM, distribuidora latino-americana dedicada à segurança da informação e infraestrutura para data centers, lançam o Laboratório de Cibesegurança para IoT/5G. O objetivo da inciativa é dar apoio técnico e educacional aos canais e a seus clientes em todo o país para prepará-los para os desafios de segurança da era do 5G e do IoT generalizado.

As empresas explicam que o 5G acelera dramaticamente a velocidade, a capacidade e a inteligência das redes, o que deve gerar aumento exponencial das aplicações de IoT e, com elas dos ciberataques. Além disso, a conectividade inteligente e mais largura de bandas resultam em mais e mais dispositivos IoT conectados, mais e mais dados para serem coletados, analisados e armazenados.
Para o fundador da CLM, Francisco Camargo, a contrapartida desse crescimento exponencial da Internet das Coisas é o tremendo desafio que cria para as áreas de segurança da informação das organizações, em função da complexidade das redes e da vulnerabilidade de uma série de dispositivos IoT. “A emergência das Nuvens Híbridas, com tratamento local na borda, passa a dominar o cenário, pois dispositivos IoT como veículos autônomos não podem esperar a latência decorrente de tudo na Nuvem,” salienta, informando ainda que é necessário capacitar os profissionais para essa nova realidade. “O Laboratório de Cibersegurança para IoT/5G nasce com esta finalidade,” comenta Camargo.

As empresas alertam que com o crescimento do uso das duas tecnologias, as implicações de segurança são significativas e terão grande impacto tanto na aplicação como nas políticas de segurança porque agora, em grande parte, os ataques da IoT podem ser iniciados por dispositivos infectados, externa e internamente. Além disso, esses ataques podem ter uma variedade maior de recursos do que as ameaças tradicionais.

E não se trata apenas do aumento do número de dispositivos, que alarga enormemente a superfície de intrusão, mas devem ser considerados os requisitos de desempenho exclusivos da IoT e a composição de perfis. Serão necessárias diversas políticas para gerenciar dispositivos de IoT de uma perspectiva de visibilidade de segurança, o que significa que será necessário um novo nível de visibilidade para adequar o desempenho e o acesso aos requisitos de segurança, já que os dispositivos IoT certamente serão direcionados por maus atores para iniciar vários tipos de ataques (por exemplo, DDoS).

Para fazer frente ao enorme desafio, que requer uma estratégia de segurança programável e sensível ao aplicativo, escalável para gerenciar um grande número de conexões simultâneas e conexões por segundo com proteção contra ataques de espectro total, o Laboratório de Cibersegurança para IoT/5G, criado pela CLM e pela A10, vai capacitar os colaboradores das revendas, para que elas possam conduzir projetos de proteção nesse novo mundo da IoT e do 5G.

O Laboratório é parte da CLM University www.CLM.University. “Essa iniciativa visa equipar a CLM University com cada vez mais recursos para o treinamento do seu ecossistema para a era da transformação acelerada,” finaliza Francisco Camargo.

InovAtiva Brasil bate recorde em número de aceleradas

O InovAtiva Brasil , maior programa de aceleração de startups da América Latina, chegou ao seu 11º ciclo com um recorde no número de aceleradas em uma única edição. Ao todo, 128 empresas concluíram todas as atividades obrigatórias e puderam apresentar seus negócios para a maior banca de investidores do país.

Esta marca só pôde ser conquistada em virtude da realização totalmente online, por conta da pandemia da COVID-19, que atinge o mundo, conseguindo envolver participantes de todos os cantos do Brasil, tornando o programa ainda mais inclusivo, diverso e abrangente.

Durante quatro meses, as startups participantes receberam capacitação gratuita por meio de mentorias individuais e coletivas, treinamentos e apresentações de pitchs (discurso para investidores) e palestras inspiradoras. Para concluir o processo de aceleração, tiveram a oportunidade de participar do InovAtiva Experience, evento que ocorreu nos dias 18, 25, 26 e 27 de julho e contou com mais de 460 participantes, o que engloba 213 mentores e investidores, mais de 40 membros da comunidade InovAtiva, 174 empreendedores e mais de 60 conteudistas.

“No InovAtiva Experience, os empreendedores passaram por várias mentorias temáticas sobre vendas, marketing, como captar recursos e tudo aquilo que precisam para trilhar um caminho de muito sucesso dentro do ecossistema de startups. A viagem do empreendedorismo é difícil, mas também fascinante para aqueles que a percorrem. Mas no InovAtiva Brasil, eles contam com a maior comunidade de mentores do Brasil que se dedicam de forma voluntária a essa causa tão transformadora, investidores que apostam em cada história e parceiros que confiam nesse programa que vem crescendo em importância e número nos últimos anos”, afirma Carlos Da Costa, Secretário Especial da Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia.

Nesta edição, também foram realizadas 10 atividades abertas com mais de 1,8 mil visualizações, entre elas apresentações de grandes nomes do mercado, como Ariel Patschiki, Partner & Product Director do EBANX, novo unicórnio brasileiro, José Muritiba, Diretor Executivo da Associação Brasileira de Startups (Abstartups) e Rafael Ribeiro, Head de Operação da Bossa Nova Investimentos, fundo mais ativo na América Latina.

“A cada ciclo de aceleração do InovAtiva nunca deixamos de nos impressionar com o nível das startups, com a qualidade de suas soluções e com o crescimento do negócio durante os meses em que estão com a gente. Ter empreendedores tão qualificados e comprometidos é importantíssimo para que todo o apoio e mentoria que eles recebem tenham o máximo de aproveitamento”, destaca o presidente do Sebrae, Carlos Melles.

Ao final do InovAtiva Experience, 14 empresas foram escolhidas como destaque por sua solução inovadora e pitch sublime:

• Banca 1: Agronegócios – PecSmart, que tem a missão de tornar a produção animal mais inteligente a partir da pecuária de precisão;

• Banca 2: Saúde e Educação – Gomining, fornece análise e avaliação de textos de forma automatizada e personalizada;

• Banca 3: Jurídico & Financeiro – Bitfy, primeira carteira de bitcoin multiuso e não custodial;

• Banca 4: Automotivo & Mobilidade – Prakaranga, marketplace com formato inverso do padrão de mercado para busca e negociação de peças novas e usadas para carro, moto ou caminhão;

• Banca 5: Indústria Química, Metais & Combustíveis – Tractian, startup que utiliza as tecnologias de maior destaque na atualidade para analisar a saúde de máquinas e equipamentos e prever qualquer defeito;

• Banca 6: Recursos Humanos – Dialog, plataforma para comunicação interna em médias e grandes empresas em formato de intranet 4.0, mobile e participativa;

• Banca 7: Indústria Tecnologia da Informação & Comunicação – Checklist Fácil, promove eficiência operacional para os clientes por meio de um software de criação e aplicação de checklists e planos de ação, que facilita o gerenciamento e a padronização de processos;

• Banca 8: Entretenimento & Serviços – MultiplierApp, dá voz às causas sociais conectando redes sociais de pessoas e instituições de forma simultânea, orgânica e proativa, promovendo o crescimento humano;

• Banca 9: Logística & Serviços – NexAtlas, entrega informações rápidas que ajudam a planejar até mesmo os voos mais complexos e de última hora;

• Banca 10: E-commerce & Marketing – HubLocal, plataforma que transforma empresas em verdadeiras máquinas de atrair clientes fazendo com que elas sejam encontradas em mais de 50 interfaces;

• Banca 11: Infraestrutura, Construção Civil & Mercado Imobiliário – Obrafit, sistema web de gerenciamento de obras para arquitetos, engenheiros, gerenciadores e construtores, com foco nos proprietários;

• Banca 12: Saúde – Carefy, plataforma de gestão e monitoramento de internações que ajuda operadoras de saúde na tomada de decisão rápida, gerando eficiência e melhores desfechos;

• Banca 13: Jurídico & Financeiro – Akintec, aplicativo que reúne todas as informações financeiras necessárias para fazer saques e depósitos em qualquer lugar;

• Banca 14: Varejo, Comércio Físico & Bens de Consumo – Colher de Chá, aplicativo que faz listas de compras a partir de receitas, oferecendo economia, praticidade e redução de desperdício de alimentos.

Maior premiação de inovação digital prorroga inscrições

O World Summit Awards (WSA), maior premiação em conteúdo digital do mundo, abriu inscrições para edição de 202 0 e prorrogou até 10 de agosto! O prêmio anualmente seleciona, promove e divulga os projetos mais inovadores, criativos, inclusivos e com maior impacto social, bem como que oferecem soluções para as Metas de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas. Nos 17 anos de existência do WSA, já foram premiados quase 700 projetos, vindos do mundo todo.

No Brasil, o evento é realizado pela Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência, em parceria com o Digitalks Expo. Ele conta com 8 categorias internacionais e uma categoria especial local, que premia o melhor projeto em termos de Acessibilidade.

As inscrições podem ser feitas até 10 de agosto de 2020, acessando o site http://www.premiowsa.com.br. Os vencedores da etapa brasileira serão conhecidos em evento virtual que acontecerá no dia 27 de agosto de 2020 no Digitalks Expo 2020. Esses projetos serão encaminhados para a etapa global do WSA.

Para participar do evento virtual todos deverão fazer suas inscrições gratuitamente no link: http://digitalks.com.br/expo/.
Nos anos ímpares, seleciona-se o melhor conteúdo digital de forma ampla. Nos anos pares, a premiação tem como foco conteúdo e aplicativos para celulares e dispositivos móveis.

Confira as oito categorias:

1. Government & Citizen Engagement

• Integrar os cidadãos na administração pública e aumentar o envolvimento.
• Fornecer soluções ricas em conteúdo e conectar os indivíduos, empresas e organizações.
• Permitir acesso de informações, dados e procedimentos e tornar os serviços públicos acessíveis a todos.
• Melhorar e aprimorar significativamente a profundidade dos serviços, a qualidade e os processos democráticos.
• Aumentar a transparência nos processos governamentais e facilitar a participação dos cidadãos e usuários de serviços públicos.
• Simplificar as administrações e promover a eficiência da troca de informações.
• Garantir direitos iguais aos recursos econômicos, acesso a serviços básicos, propriedade e controle sobre a terra e outras formas de propriedade, herança, recursos naturais, novas tecnologias e serviços financeiros adequados, incluindo microfinanças.

2. Health & Wellbeing

• Atender às necessidades de saúde de cidadãos e pacientes com aplicativos de conteúdo inovadores.
• Reduzir a taxa de mortalidade materna e mortes evitáveis de recém-nascidos e crianças.
• Prevenção e redução de epidemias como Covid-19, AIDS, tuberculose, malária, hepatite ou abuso de substâncias.
• Suporte aos profissionais de saúde, bem como ao público em geral, formuladores de políticas e provedores de saúde, com fácil acesso a dados e ferramentas de comunicação e diagnóstico com soluções e conteúdos técnicos.
• Apoio à pesquisa e desenvolvimento de vacinas e medicamentos, financiamento e recrutamento em saúde, desenvolvimento, treinamento e retenção da força de trabalho em saúde.
• Permitir informações sobre assistência médica, nutrição, medicamentos, doenças e bem-estar através de soluções inteligentes.
• Soluções para aprender sobre saúde e bem-estar, melhorando e aprimorando comportamentos saudáveis, nutrição, higiene, esportes.
• Soluções ricas em conteúdo para aproveitar e facilitar o acesso a esportes, música, entretenimento, estilo e moda.
• Utilizando TICs para hobbies, atividades de lazer e esportes.

3. Learning & Education

• Fornecer soluções inteligentes para acesso fácil à educação para todos.
• Atender às necessidades de aprendizagem de todos os níveis de aluno e criar comunidades interativas de e-learning e recursos educacionais interativos, personalizados e distribuídos on-line.
• Apoiar a transferência de conhecimentos e o ganho de habilidades de maneira complexa e interativa.
• Ajudar os professores a aprimorar e simplificar o ensino e a criação de materiais e encontrar novos métodos e soluções inovadoras de ensino usando as TIC.
• Aprimorar o treinamento corporativo e o aprendizado ao longo da vida.
• Promover a colaboração global em ciência, para fornecer e demonstrar resultados e valor para a sociedade.
• Eliminar as disparidades de gênero na educação e garantir acesso igual a todos os níveis de educação e formação profissional, incluindo pessoas com deficiência, povos indígenas e crianças em situações vulneráveis.
• Fornecer ferramentas educacionais sensíveis à criança, à deficiência e ao gênero, e ambientes de aprendizagem seguros, não violentos, inclusivos e eficazes.

4. Environment & Green Energy

• Apoiar a manutenção de ecossistemas, sistemas sustentáveis de produção de alimentos e práticas agrícolas resilientes que aumentam a produtividade e a produção.
• Adaptação às mudanças climáticas, condições climáticas extremas, secas, inundações e outros desastres.
• Utilização de recursos genéticos e conhecimento tradicional associado para agricultura sustentável.
• Facilitação do acesso oportuno às informações do mercado, inclusive sobre reservas de alimentos.
• Apoiar métodos via TIC para melhorar progressivamente a qualidade da terra e do solo.
• Aumentar a produtividade agrícola e apoiar os pequenos produtores de alimentos.
• Eficiência no uso da água em todos os setores e gestão de recursos hídricos em todos os níveis.
• Apoiar e fortalecer a participação em água e saneamento, incluindo coleta, dessalinização, eficiência da água, tratamento de águas residuais, tecnologias de reciclagem e reutilização.
• Aprimorar o acesso à pesquisa e tecnologia de energia limpa, incluindo energia renovável, eficiência energética e tecnologia avançada e mais limpa de combustíveis fósseis.

5. Culture & Tourism

• Preservar e apresentar o patrimônio cultural de acordo com os desafios do futuro.
• Demonstrar ativos culturais valiosos de maneira clara e informativa, usando tecnologia de ponta.
• Desenvolver a diversidade de culturas e subculturas e a natureza multilíngue das sociedades.
• Permitir que os viajantes encontrem atrações, sejam informados e esclarecidos, desfrutem de viagens seguras e tenham acesso a informações atualizadas sobre viagens.
• Aprimorar o uso intermodal de transporte público, apoiando a orientação nas cidades e no campo, permitindo que a indústria hoteleira atenda aos clientes e forneça conteúdo baseado em navegação.
• Promover o turismo sustentável que crie empregos e promova a cultura e os produtos locais.
• Salvaguarda e transmissão do patrimônio cultural.
• Promover a diversidade cultural.

6. Smart Settlements & Urbanization

• Apoiar níveis mais altos de produtividade econômica por meio da diversificação, atualização tecnológica e inovação.
• Apoiar emprego produtivo e trabalho decente para todas as mulheres e homens, inclusive para jovens e pessoas com deficiência, e remuneração igual por trabalho de igual valor.
• Oferecer infraestrutura regional e transfronteiriça, para apoiar o desenvolvimento econômico e o bem-estar humano.
• Aprimorar sistemas de transporte seguros, acessíveis e sustentáveis.
• Implantar planejamento e gestão inclusivos, sustentáveis e integrados de assentamentos humanos.
• Soluções para espaços verdes, públicos, seguros, inclusivos e acessíveis.
• Apoiar vínculos econômicos, sociais e ambientais positivos entre áreas urbanas e rurais.
• Soluções para assistência financeira e técnica, edifícios sustentáveis e inteligentes.
• Aumentar substancialmente o número de cidades e assentamentos humanos adotando e implementando políticas e planos integrados para inclusão e eficiência de recursos.
• Apoiar a adaptação às mudanças climáticas, resiliência a desastres e/ou gerenciamento de riscos.
• Informações do consumidor e/ou acesso inteligente a dados em todos os níveis.

7. Business & Commerce

• Suporte e otimização de processos de negócios.
• Soluções Fintech com impacto social.
• Criar novos modelos de negócios em e-commerce e m-commerce.
• Soluções que demonstram um desenvolvimento de inovação incremental ou radical/disruptivo.
• Aplicativos, processos, produtos ou modelos de negócios no setor de serviços financeiros.
• Soluções com relação aos processos de negócios suportados, como informações financeiras, pagamentos, investimentos, financiamento, consultoria e suporte entre processos.
• Soluções para o setor de seguros (“InsurTech”), como varejo, bancos privados e corporativos, bem como seguros de vida e não-vida.
• Soluções business-to-business (B2B), business-to-consumer (B2C) ou consumidor-consumidor (C2C), segurança na internet e outras áreas.
• Serviços complementares, como sistemas de gerenciamento de finanças pessoais, ou soluções competitivas, como, por exemplo, empréstimos ponto a ponto.
• Fornecer segurança de dados para proteger dados financeiros corporativos e de consumidores.

8. Inclusion & Empowerment

• Apoiar a integração da sociedade da informação global, capacitar a inclusão social, econômica e política de todos, independentemente de idade, sexo, deficiência, raça, etnia, origem, religião ou status econômico etc.
• Capacitar cidadãos e partes interessadas em serviços públicos.
• Reduzir as “divisões digitais” entre comunidades capacitadas e excluídas da tecnologia.
• Garantir a igualdade de oportunidades e reduzir as desigualdades, eliminando leis, políticas e práticas discriminatórias na legislação, políticas e ações a esse respeito.
• Aumentar a resiliência a eventos extremos relacionados ao clima e outros choques e desastres econômicos, sociais e ambientais.
• Apoiar a mobilização de recursos de várias fontes.
• Garantir o acesso de todos a alimentos, educação, informação, dados etc.
• Reforçar a capacidade, em particular os países em desenvolvimento, de alerta precoce, redução de riscos, principalmente à saúde.
• Reduzir a discriminação contra todas as mulheres e meninas e impedir as formas de violência nas esferas pública e privada.
• Aprimorar o uso da tecnologia capacitadora, em particular a tecnologia da informação e comunicação, para promover o empoderamento das mulheres.

Adriana Aroulho é a nova presidente da SAP Brasil

A SAP Brasil será comandada a partir de 1º de agosto de 2020 por Adriana Aroulho, liderando uma operação que conta com mais de 1.200 funcionários e escritórios em São Paulo e Rio de Janeiro. A executiva, que continuará na função de COO (Chief Operating Officer) da SAP Brasil até o anúncio de um substituto, se reportará diretamente à Cristina Palmaka, nova presidente da SAP na América Latina e Caribe.

Adriana está na SAP Brasil desde 2017, quando entrou para liderar a Plataforma Digital Empresarial no Brasil. Como vice-presidente da área, a executiva posicionou a organização em um patamar mais elevado, com projetos relevantes e estratégicos na área de licenças e forte crescimento em cloud. Em janeiro de 2019, assumiu a posição de COO com o desafio de trazer crescimento sustentável e garantir a satisfação dos clientes. Seus esforços foram fundamentais para elevar o Brasil a “Unidade de Negócios de 2019” na região da América Latina, que por sua vez foi a Região do Ano em toda a SAP. Antes de ingressar na companhia, Adriana esteve por 22 anos na HP, onde ocupou diversos cargos de liderança.

“É com muito orgulho que aceito o desafio de liderar a SAP Brasil e contribuir de forma ainda mais ampla para o crescimento contínuo da empresa”, afirma Adriana Aroulho. “Estou feliz em começar uma nova fase da carreira em uma empresa em plena expansão, com o desafio de ampliar ainda mais o alcance das soluções SAP, ajudando clientes dos mais diversos setores a consolidar e acelerar a transformação digital de seus negócios, tornando-se Empresas Inteligentes neste cenário de constantes mudanças sociais e econômicas”, conclui.

“A região da América Latina e Caribe conta com líderes fortes e perspicazes, e a nomeação da Adriana é um passo importante para a consolidação desse time. Sua dedicação, conhecimento de mercado e foco em pessoas são atributos que farão a diferença em sua trajetória na presidência da operação brasileira”, afirma Cristina Palmaka.

Adriana é formada em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo (USP) e possui especialização em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas, além de MBA em Gestão de Tecnologia da Informação pela FIA (Fundação Instituto de Administração – USP).

O futuro não só a nós pertence

Por Fernando Valente Pimentel

O novo relatório sobre a pandemia elaborado pela Cepal (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe), intitulado “Enfrentar os efeitos cada vez maiores da Covid-19 para uma retomada com igualdade”, contém números e projeções desafiadores. A previsão de queda do Produto Interno Bruto regional em 2020 é de 9,1%. Isso significará um retrocesso de 10 anos no PIB per capita, que voltará a ser igual ao de 2010.

Traduzindo a frieza estatística para a dura realidade social que ela retrata, o desemprego na região deverá fechar o ano em 13,5% (dois pontos percentuais acima da previsão anterior, de abril, e 5,4 em relação a 2019). Serão 44,1 milhões de latino-americanos e caribenhos sem trabalho e renda, o equivalente a toda a população da Argentina. Trata-se de 18 milhões a mais do que no ano anterior. É quase uma Grande São Paulo inteira sendo empurrada para a exclusão pelo coronavírus. No Brasil, o recuo do PIB per capita será de 9,2%, com mais de 13 milhões de desempregados.

O novo relatório da Cepal, entidade integrante da ONU, é oportuno neste momento em que o multilateralismo tem sido bastante contestado, com várias nações devendo para organismos e programas da ONU e confrontando instituições como a Unesco, na área da educação e cultura, e a própria Organização Mundial da Saúde (OMS). Em contraste com essas ameaças de dispersão, o cenário da América Latina e Caribe demonstra não ser possível uma solução hermética no contexto de cada país, pois as fronteiras, incapazes de conter o vírus, também não são imunes à fome, à miséria e à luta pela sobrevivência.

Por isso, mais do que criticar, inadimplir e desertar da ONU, seria interessante reinventá-la ante a demanda de um mundo mais solidário e empresas mais comprometidas com o desenvolvimento sustentável nos planos econômico, social, ambiental e de governança. A entidade completa 75 anos em 2020. Foi criada, em outubro de 1945, sobre os escombros da Segunda Guerra, com o propósito de estabelecer a cooperação entre os povos para reconstruir um planeta arrasado por 60 milhões de mortos, numa nova proposta de paz e solidariedade. Muitos dos objetivos foram alcançados, embora persistam numerosos problemas.

Agora, novamente a humanidade precisa conjugar o verbo “reconstruir”, pois a pandemia é a maior crise enfrentada desde aquele horrível conflito. Seria muita pretensão acreditar que cada país possa sair sozinho da difícil situação. Será necessário compartilhar vacinas, remédios, alimentos, tecnologia, bens industriais, commodities agrícolas e energéticas, recursos humanos qualificados e até créditos de carbono, se quisermos, de fato, delinear o futuro com base nas lições aprendidas no duro enfrentamento da Covid-19. Isso significa promover desenvolvimento mais focado na qualidade da vida, redução das desigualdades, inclusão socioeconômica e preservação ambiental.

Por mais que o coronavírus tenha alertado sobre a necessidade de as nações serem menos dependentes do exterior em cada cadeia produtiva, também enfatizou que a cooperação é um caminho essencial para a humanidade. É nesse contexto que o Brasil empenha-se em ingressar na OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), que congrega, em paralelo ao sistema da ONU, os países mais desenvolvidos.

Tornar-se membro do “clube dos ricos” pode ser um passo importante, mas precisamos solucionar problemas históricos, começando pelo equilíbrio das contas públicas, necessário para viabilizar mais investimentos em educação, saúde, segurança, criação e distribuição de renda por meio da geração de empregos. Não basta ser signatário da OCDE. Precisamos trabalhar para nos aproximar, de modo cada mais rápido, dos seus indicadores socioeconômicos e atender à demanda escancarada pelo vírus. E podemos fazer isso com políticas públicas internas eficazes, realização de todas as reformas basilares há muito reclamadas e, ao mesmo tempo, sendo protagonistas do multilateralismo. Para isto, afinal, temos substantivo cacife como produtores de alimentos, biocombustíveis e commodities agrícolas, indústria bem estruturada, capital intelectual de alto nível e recursos naturais abundantes.

O Brasil, como todos os países, não conseguirá reconstruir isoladamente o amanhã pós-coronavírus. Entretanto, tem potencial e o dever de solucionar seus históricos problemas e exercer liderança, principalmente na América Latina, bem como forte influência no cenário de um mundo que se espera mais solidário, comprometido com o social, o bem-estar do ser humano e a preservação dos recursos naturais. Depende de nós e da sociedade global edificar esse futuro redefinido pelas lições que estamos aprendendo na pandemia!

Fernando Valente Pimentel, o presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit).

“Go Ignite” lança chamada global para startups focada em casos de uso do 5G

Após o sucesso das chamadas globais anteriores, a Go Ignite, uma aliança de quatro empresas de telecomunicações líderes no mundo, lança a chamada “Go Ignite: 5G Open Call for startups” (Chamada Aberta 5G para startups). O público-alvo é formado por startups ou empresas apoiadas por capital de risco que desenvolvam produtos ou serviços 5G destinados a consumidores ou ao setor empresarial.

A Go Ignite é composta por hubraum, Orange Fab, Singtel Innov8 e Connected Open Innovation, que são as áreas de inovação aberta das empresas Deutsche Telekom, Orange, Singtel e Telefónica, respectivamente.

Os participantes interessados podem enviar suas propostas até 7 de setembro de 2020 em www.go-ignite.com. Elas serão avaliadas pelos membros da aliança quanto ao grau de inovação tecnológica, viabilidade, rapidez de execução e maturidade de cada projeto. As startups selecionadas terão a oportunidade de apresentar suas propostas aos principais diretores das companhias que formam a Go Ignite, em um workshop on-line que será realizado de 21 a 23 de setembro de 2020. O evento pretende ajudar as startups selecionadas a validar suas propostas com a participação das unidades de negócios dos membros da aliança. Posteriormente, as soluções poderão ser aprimoradas e ajustar suas estratégias para alinhar melhor suas inovações aos requisitos do mercado.

As startups que concluírem com sucesso o workshop on-line estarão melhor posicionadas para lançar seus produtos ou serviços 5G no mercado, pois os membros do Go Ignite totalizam mais de 1,2 bilhão clientes na África, Europa, América Latina, Oriente Médio, Sudeste da Ásia e Austrália.

Axel Menneking, responsável pela hubraum: “A incubadora de tecnologia da Deutsche Telekom já realizou programas 5G de sucesso com startups, a partir dos quais surgiram projetos interessantes. Esperamos novos e interessantes casos de uso, que demonstrem o potencial dessa tecnologia.”

Karine Dussert Sarthe, vice-presidente executiva de Marketing e Design de Produtos na Divisão de Inovação da Orange: “Queremos muito colaborar com startups para desenvolver novos casos de uso do 5G. Estamos convencidos de que o 5G poderá agregar valor acelerando a transformação digital em um mundo que enfrenta desafios econômicos e ecológicos sem precedentes. Acreditamos firmemente que alavancar um novo ecossistema 5G vai acelerar a criação de valor 5G para o benefício de todos.”

Edgar Hardless, diretor-geral da Singtel Innov8: “Esperamos ansiosamente a participação de startups que tenham ideias interessantes para aproveitar os benefícios do 5G. Através da chamada global da Go Ignite, queremos ajudar as startups a levar suas soluções inovadoras aos mercados da região do sudeste asiático, onde o Grupo Singtel está lançando o 5G. A inovação do ecossistema nos permitirá aproveitar o potencial do 5G como um divisor de águas para acelerar a transformação digital das empresas e fornecer ofertas inovadoras e diferenciadas aos consumidores.”

Miguel Arias, diretor global de empreendedorismo da Telefónica: “A Telefónica está comprometida com a tecnologia 5G, que abrirá nosso ecossistema de telecomunicações para uma ampla gama de indústrias do mercado vertical, em que, com produtos escaláveis e de impacto global, as startups poderão desenvolver provas de conceito de novos serviços, produtos, experiências e modelos de negócios no futuro.”

Para mais informações sobre a Go Ignite e inscrições, acesse o site.

IBM e SAP anunciam novas soluções para contribuir com a trajetória de clientes em direção à Empresa Inteligente

A SAP SE (NYSE: SAP) e a IBM (NYSE: IBM) anunciaram uma nova fase da parceria entre as duas companhias, com planos para desenvolver várias soluções voltadas a apoiar uma jornada mais previsível na direção de empresas inteligentes e orientadas por dados.

Mais de 400 empresas estão modernizando sistemas e processos de negócios contando com a parceria de transformação digital firmada entre IBM e SAP. Considerando os impactos significativos causados pela pandemia da COVID-19 sobre muitos setores em todo o mundo, as organizações estão percebendo que precisam de maior agilidade para se adaptarem perfeitamente às mudanças nas condições de mercado e nas demandas dos clientes.

“O futuro das organizações no curto e longo prazo está sendo definido pela capacidade de atuar proativamente diante das condições desafiadoras e sem precedentes do mercado atual”, afirma Adaire Fox-Martin, membro do Conselho Executivo da SAP. “As empresas estão ganhando vantagem competitiva ao explorar dados em suas cadeias de valor para descobrir novas oportunidades de receita e proporcionar experiências excepcionais para seus clientes e funcionários, contando com um tempo maturação (time to value) mais curto. A parceria entre SAP e IBM reúne o poder das melhores aplicações e tecnologias inteligentes para gerar valor mais rapidamente, o que, por sua vez, alimenta as transformações que darão suporte aos negócios hoje e no futuro.

A nova fase da parceria entre IBM e SAP tem como objetivo ajudar a acelerar o tempo de transformação dos negócios e dos processos de inovação por meio de soluções de dados específicas por setor, proporcionar maior flexibilidade e opções para executar cargas de trabalho em ambientes de nuvem híbrida.

“Para competir em um mundo em rápida evolução, as empresas precisam ser capazes de reconectar suas organizações para criar processos de negócios eficientes e automatizados – aplicando tecnologias avançadas para transformar processos estáticos e separados em silos em fluxos de trabalho inteligentes e ágeis”, explica Mark Foster, vice-presidente sênior da IBM Services. “As novas soluções apresentadas hoje são mais um marco na parceria de 48 anos entre IBM e SAP, pois vamos ajudar a acelerar a jornada de nossos clientes para que se tornem empresas cognitivas. Nossa colaboração com a SAP foi projetada para ajudar os clientes a aumentar a velocidade em que as decisões são tomadas e sejam capazes de oferecer experiências mais relevantes para clientes e funcionários.”

Essa nova cooperação entre IBM e SAP pretende fornecer soluções para gerar mais valor para os clientes:

Reinvenção dos fluxos de trabalho com processos inteligentes

Anunciada na semana passada, a nuvem da SAP específica por setor oferece soluções verticais inovadoras para impulsionar processos de transformação e crescimento sustentável de forma econômica. Para atender às demandas de inovação de cada setor, IBM e SAP começaram a definir e fornecer soluções na nuvem com fluxos de trabalho inteligentes para que os clientes possam tomar decisões de negócios com base em insights orientados por dados. A primeira solução se concentrará nos chamados processos de negócios de encomenda e planejamento da produção para o setor de máquinas e componentes industriais. A intenção é ajudar as indústrias a reinventar os fluxos de trabalho de modo a elevar a produtividade e os níveis de satisfação dos clientes. IBM e SAP se uniram às principais empresas desse segmento para projetar e desenvolver os próximos recursos. Como uma parceira SAP® Model Company, a IBM também está trabalhando em conjunto com a SAP para desenvolver uma SAP Model Company for Telecommunications que ajudará os provedores do setor de telecom a transformar processos de relacionamento com clientes e de back-office. A iniciativa também ajudará os provedores a maximizar o retorno dos investimentos em 5G.

Flexibilidade com soluções de nuvem híbrida

De acordo com uma recente pesquisa do Grupo de usuários SAP (ASUG), a maioria dos entrevistados afirmou estar usando ou planejando usar o SAP S/4HANA em um modelo de nuvem híbrida. As empresas continuam transformando rapidamente modelos de negócios e reconfigurando processos pra atender às novas demandas do mercado. Muitos estão adotando uma estratégia de nuvem híbrida como impulso para agregar inteligência aos negócios. Para que os clientes possam contar com a flexibilidade de executar cargas de trabalho no ambiente de nuvem mais ideal, a IBM, a Red Hat e a SAP estão trabalhando em conjunto para prestar serviços gerenciados localmente, validando implementações privadas da SAP Cloud Platform e serviços de suporte relacionados no Red Hat OpenShift. Alguns clientes já adotaram a solução e, quando estiver amplamente disponível, permitirá que outros clientes criem extensões com os requisitos de segurança necessários, um requisito crítico para clientes de setores regulamentados.

Reimaginando as experiências de clientes e funcionários

Com a ampla adoção da Internet, smartphones e mídias sociais, nunca foi tão fácil para clientes e funcionários compartilhar comentários sobre a qualidade das experiências que têm com empresas, produtos, gerentes ou serviços. O Global C-Suite Study da IBM revelou que 82% dos líderes de negócio acreditam firmemente que os dados ajudam a conquistar vantagens estratégicas, fortalecendo a confiança dos clientes e incrementando os resultados financeiros. Para ajudar as empresas a extrair maior valor dos dados, a IBM e a SAP planejam fornecer tecnologias e serviços usando o portfólio SAP Customer Experience e as soluções de gestão de experiências da SAP (Qualtrics) para que seja possível oferecer experiência multicanal de próxima geração, medir e elevar sua eficácia dentro de grupos de interesse. Esse trabalho conjunto tem como objetivo ajudar a elevar os níveis de fidelidade, de engajamento de clientes e funcionários e da qualidade de produtos e marcas em vários setores. A IBM pretende incorporar o uso das soluções de gestão de experiências da SAP na entrega de projetos, como parte da estrutura organizacional de gestão de mudanças da IBM, de forma a proporcionar experiências diferenciadas e otimizadas aos clientes.

Automação de processos para acelerar a transformação

A IBM e a SAP também estão trabalhando juntas para criar o IBM Accelerated Move Center, uma nova fábrica de migração projetada para automatizar e acelerar ainda mais a jornada em direção à Empresas Inteligente e oferecer aos clientes maior previsibilidade no caminho de adoção do SAP S/4HANA. Essa nova oferta terá uma abordagem de integração pré-empacotada que utiliza modelos pré-configurados e específicos por setor e aproveita as ferramentas de automação e configuração criadas em conjunto com o IBM Research.

Essas novas ofertas serão baseadas no pacote inteligente e em soluções de nuvem da SAP específicas por setor e permitirão que os clientes se beneficiem das tecnologias da SAP e da IBM, como inteligência artificial, aprendizagem de máquina, automação e análise. Essas ofertas serão construídas sobre uma nova plataforma da IBM que apresenta uma visão única das soluções da companhia – Industry Impact Solutions – que inclui soluções pré-configuradas e interopera com a Business Technology Platform da SAP, permitindo criar insights avançados, integrar recursos, desenvolver, ampliar e aprimorar aplicações da SAP. Essa combinação tem como objetivo garantir mais eficiência ao conjunto inteligente da SAP e permitir aos clientes migrar mais facilmente para a nuvem, transformar dados em valor para os negócios e utilizar tecnologias emergentes para promover fluxos de trabalho inteligentes.

Abertura comercial não é o mesmo que inserção nas cadeias globais

Por Alberto Machado Neto

Atualmente não tem sentido uma nação querer atuar autonomamente no mundo, minimizando seus relacionamentos comerciais com outros países por meio de barreiras protecionistas que acabam inibindo o desenvolvimento.

Por conta disso, as visões mais liberais defendem a abertura comercial ampla e irrestrita ao comércio internacional, como forma de desenvolver o país e inseri-lo nas chamadas cadeias globais de valor.

Entretanto, embora os objetivos desejados sejam válidos, os resultados de uma simples abertura comercial podem ser nefastos, haja vista que tal procedimento pode anular a oportunidade de uso de nossas potencialidades e promover a exacerbação de nossas deficiências como país.

Para que um produto qualquer seja lançado no mercado internacional existem vários aspectos que devem ser levados em conta, ponderados e, na medida do possível, adequados de modo a viabilizar sua entrada e aceitação. Isso vale nos dois sentidos da abertura comercial, tanto para exportação como para importação. Ao liberar a entrada de forma ampla, um país pode perder a oportunidade de possuir localmente toda uma cadeia de valor importante na geração de emprego e renda, além de comprometer seu poder de decisão.

Como exemplo, se tirarmos uma foto da situação atual do Brasil em termos de relacionamento comercial com outros países, o que vemos é uma pauta de importação composta majoritariamente por itens com alto valor agregado e uma pauta de exportação onde os maiores valores se encontram em produtos primários e em produtos semimanufaturados.

Uma abertura ampla, geral e irrestrita tende a aprofundar a situação atual, privilegiando ainda mais a saída de produtos primários e a entrada de produtos de alto valor agregado, reduzindo cada vez mais a oportunidade de agregar valor localmente.

Assim, fica patente que para obter a real inserção do Brasil nas cadeias globais de valor, é necessário que haja atuação em diversas variáveis e não simplesmente na ponta da alfândega, como, por exemplo, por meio de reduções de impostos.

O Brasil possui, entre suas riquezas, um bem de que poucos países dispõem que é o seu mercado consumidor dos diversos níveis de produto: bens de capital, bens de consumo durável e bens de consumo em geral, além de serviços e, para adequar o processo de inserção no mercado internacional, o primeiro ponto seria o uso inteligente desse mercado interno.

O poder de compra da população de um país é um patrimônio do Estado e, esse “poder de compra” deve ser usado como moeda de troca.

Cabe acrescentar que o termo “abertura comercial” não é adequado, pois, de um modo geral, as pessoas associam a abertura comercial à facilitação das importações, fato que se baseia em práticas que não deram certo no passado e que permanecem vivas na memória até de quem não viveu àquela época: o importado é melhor ou o importado é mais barato.

Por esse motivo, o termo abertura deve ser substituído por algo como aperfeiçoamento do modelo de comércio internacional, de modo a promover a inclusão desde as matérias primas mais simples aos bens de capital mais sofisticados incluindo, de forma escalonada, os bens semimanufaturados, partes, peças, componentes, os bens de consumo, os bens de consumo duráveis e por fim aqueles itens de alto valor agregado e elevado conteúdo tecnológico.

Adicionalmente, quando se trata da inserção no mercado internacional, o pensamento tem que estar voltado para uma via de mão dupla, onde o potencial de compra de nosso mercado para os itens importados deve ser “oferecido” em troca de oportunidades de exportação dos itens aqui fabricados. Agindo assim, decisões unilaterais devem ser substituídas por acordos bilaterais ou multilaterais. A implantação deve ser gradual e planejada, com a adoção concomitante de ações que permitam explorar melhor os pontos fortes e reduzir ou suprimir os pontos fracos. Investimentos para produção no Brasil devem ser estimulados ou incluídos nas moedas de troca.

Para tanto, todos os fatores de produção e de comercialização devem ser ponderados e não apenas as condições comerciais momentâneas e ou possíveis compensações tarifárias. É necessário que sejam planejadas as necessárias salvaguardas para resguardar os interesses nacionais, assegurando o suprimento futuro e garantindo a autonomia de decisão, principalmente nos aspectos ligados à capacitação tecnológica, à engenharia, à capacidade fabril e a continuidade operacional dos processos envolvidos.

Cabe assim, identificar nichos para o estabelecimento de prioridades por meio da análise de uma matriz que considere potencial x criticidade x valor envolvido, para que as medidas possam ser dimensionadas e distribuídas no tempo para que sejam aplicadas e produzam os resultados esperados.

Concluindo, é importante ter em mente que, qualquer que seja a ação a ser adotada, toda a análise envolvida deve considerar a envoltória país, de modo a obter a melhor solução global para cada caso. Somente assim será possível obter a inserção do Brasil nas cadeias globais de valor como protagonista e não a participação como simples coadjuvante. A abertura sem critério pode ser o golpe de misericórdia no desenvolvimento tecnológico e industrial do Brasil.

Alberto Machado Neto, Professor e Coordenador Acadêmico da FGV e Diretor de Petróleo, Gás Natural, Bioenergia e Petroquímica da ABIMAQ

Magalu compra startup que conecta fabricantes a consumidores finais

O Magalu anunciou, nesta quinta-feira, a aquisição da startup de digitalização de pólos fabris Hubsales. A empresa, que tem sede em na cidade paulista de Franca, se especializou em clusters — pólos de produção especializados –, cujas fábricas passam a vender diretamente ao consumidor final, por meio de plataformas digitais.

A compra da Hubsales — a sétima empresa de tecnologia adquirida nos últimos três anos — faz parte da transformação do Magalu no primeiro e maior ecossistema digital do varejo brasileiro. “A partir de agora, vamos integrar, de forma rápida e fácil, os produtos de uma série de fabricantes na nossa plataforma. Só em moda, por exemplo, temos 14 polos distribuídos pelo Brasil”, diz Frederico Trajano. “Dessa forma beneficiamos todos os elos da cadeia — da indústria ao cliente final, eliminando intermediários e reduzindo custos e preços.”

Essa modalidade de comércio, conhecida como Factory to Consumers (F2C), foi implantada pela Hubsales em Franca, onde funciona um dos maiores clusters calçadistas do Brasil. A operação já movimenta mais de 700 000 pedidos e 100 milhões de reais anualmente.

Nos clusters, a Hubsales promove os produtos, desenvolve a estratégia de logística, estoca e integra os portfólios diretamente na plataforma do Magalu. Trata-se de um modelo já comum em países como a China. “Esse modelo é disseminado no mercado chinês, permitindo que fábricas tenham acesso a um grande público consumidor e vendam seus produtos por um preço mais baixo”, afirma Trajano.

Os centros que a Hubsales vai criar pelo Brasil passarão a integrar o marketplace do Magalu, que já inclui as operações de Zattini, Netshoes, Estante Virtual, Época Cosméticos e milhares de sellers parceiros. Esse portfólio completo é central para a estratégia do #TemNoMagalu, de aumento exponencial do número de categorias, e para o consequente fortalecimento do superapp da empresa, hoje usado por 26 milhões de consumidores. Os fabricantes, por sua vez, poderão contar com os serviços oferecidos pelo Magalu a seu Serviço, como o adiantamento de recebíveis do Magalu Pagamentos e logística do Magalu Entregas.

Luciano Oliveira assume a OTRS Brasil e Portugal

O OTRS Group, fabricante alemã e maior fornecedor mundial do conjunto de gerenciamento de serviços OTRS, anuncia a contratação de Luciano Oliveira para assumir a direção dos negócios no Brasil e Portugal.

Formado em Gestão de Negócios pela Fundação Getulio Vargas, o executivo tem mais de 22 anos de desenvolvimento de negócios internacionais em diferentes segmentos. Já atuou em empresas globais como NSO Group, Moovit, Cellebrite e BlackBerry, implementando estratégias de crescimento na América Latina.

Segundo Christopher Kuhn, COO do OTRS Group, “cada empresa é tão boa quanto os membros de sua equipe. Vemos Luciano como um executivo muito experiente, que complementará a equipe existente da melhor maneira. Com sua expertise, ele se concentrará em capturar o mercado competitivo das Fintechs e elevar a OTRS Brasil para o próximo nível de sucesso”.

Luciano Oliveira destaca que seu desafio será manter o foco em ajudar os clientes a criar negócios mais inteligentes, com custo e processos otimizados. “Precisamos garantir mais eficiência na jornada de transformação digital dos clientes, levando a melhor experiência possível por meio de nossas inovações”, complementa o executivo.

Oliveira assume a função antes ocupada por Matheus Baeta, que deixou a empresa em maio passado.

ABOL divulga pesquisa sobre o perfil dos Operadores Logísticos no Brasil

Com o objetivo de atualizar a abrangência da atuação dos Operadores Logísticos nas cadeias de suprimento, produção e distribuição dos diversos segmentos econômicos nos quais atuam, a ABOL – Associação Brasileira de Operadores Logísticos, em parceria com o Núcleo de Logística, Supply Chain e Infraestrutura da Fundação Dom Cabral (FDC), divulga nesta sexta-feira (31) por meio de webinar, às 16 horas, os resultados da edição 2020 da pesquisa Perfil dos Operadores Logísticos no Brasil.

O estudo realizado pela FDC, sob a coordenação do professor de logística, transporte e planejamento de operações e supply chain, e coordenador do Núcleo de Infraestrutura, Supply Chain e Logística da FDC, e pesquisador responsável pela Plataforma de Infraestrutura em Logística de Transportes, Paulo Resende, mostrou um crescimento no faturamento anual e no número de empresas que se encaixam na taxionomia de Operadores Logísticos.

O levantamento abrangeu um universo total de 275 empresas e revelou uma Receita Operacional Bruta (ROB) total de R$ 100,8 bilhões anuais, estimando um faturamento médio de R$ 366 milhões, por empresa.

Na comparação com a primeira versão da pesquisa, divulgada em dezembro de 2018, o número de empresas era de 269 organizações, com o total da ROB anual de R$ 81,4 bilhões, o que representava um faturamento médio de R$ 302,6 milhões, por empresa

“De 2018 para 2020 – a pesquisa é realizada bianualmente – tivemos um aumento de 23,8% na ROB, o que mostra que o setor dos Operadores Logísticos é um dos que mais cresce no Brasil. Também é expressivo o crescimento do faturamento médio por empresa, que é de 21%, o que nos diz que trata-se de um setor que tem uma participação cada vez mais dilatada no Produto Interno Bruto (PIB)”, diz o professor Paulo Resende .

“Chamou-nos a atenção, também, a grande variedade de mercados de atuação dos Operadores Logísticos no Brasil. Desde comércio eletrônico, serviços bancários até a área de commodities, petróleo e gás. Essa diversidade deixa claro que os Operadores Logísticos fazem parte da economia brasileira de uma maneira bastante enraizada”, cita Resende. O professor acrescenta que o setor é um dos que mais emprega nos dias de hoje, gerando aproximadamente 1,5 milhão de postos de trabalho diretos e indiretos.

Outro fator interessante trazido pelo estudo de 2020 é quanto ao recolhimento na carga tributária. “O setor de Operadores Logísticos arrecada hoje R$ 14,7 bilhões em tributos e R$ 11,5 bilhões em encargos trabalhistas, o que não é pouco, contribuindo muito para erário. Isso vê-se agravado, de certa forma, pelo fato de os Operadores não terem uma Classificação Nacional de Atividade Econômica (CNAE) própria, estando sujeitos a uma sobreposição de tributação e encargos em função das diversas atividades que executam. Por isso, é fundamental a regulamentação da atividade de Operador Logístico para que a bitributação deixe de acontecer”, afirma Resende, fazendo alusão ao Projeto de Lei nº 3.757/2020, de autoria do deputado federal Hugo Leal (PSD/RJ), em tramitação na Câmara dos Deputados Federais, o qual visa regulamentar a atividade dos Operadores Logísticos no Brasil.

O estudo completo será detalhado no webinar desta sexta-feira com a participação do professor PhD, Paulo Resende, e a mediação ficará por conta do diretor presidente e CEO da ABOL, Cesar Meireles. O encontro online faz parte da série de webinars exclusivos, em comemoração ao aniversário de oito anos da ABOL, com personalidades dos setores logístico e econômico para debater ideias, ações e compartilhar boas práticas.

A ABOL é uma entidade sem fins lucrativos criada em 17 de julho de 2012. O objetivo principal da associação é formalizar, reconhecer, regulamentar e consolidar a figura do Operador Logístico no Brasil. Hoje, a entidade conta com 29 empresas associadas, que representam 19,4% do total do setor em ROB, com faturamento médio, por empresa, de R$ 611 milhões por ano.

Regulamentação da atividade dos Operadores Logísticos

A atualização do estudo coincide com um avanço no Projeto de Lei nº 3.757/2020, que prevê a regulamentação da atividade dos Operadores Logísticos e modernização da lei de armazenagem geral, o Decreto nº 1.102/1903. A tramitação do PL já começou na Câmara dos Deputados Federais, sob a responsabilidade do deputado federal Hugo Leal (PSD/RJ).

“Como trata-se de um setor muito novo, o do Operador Logístico, e por ser um integrador de várias atividades e ter uma ação transversal em vários segmentos da logística, o marco regulatório se faz mister para que não haja intervalos ‘cinzentos’ de legislação. Por utilizarmos várias CNAEs (Classificação Nacional de Atividade Econômica), o marco regulatório trará transparência, clareza de interpretação e, assim, stakeholders, órgãos anuentes, intervenientes e reguladores poderão ter a mesma leitura do nosso setor, das suas atividades e responsabilidades”, afirma o diretor presidente e CEO da ABOL, Cesar Meireles .

Webinar “Perfil dos Operadores Logísticos no Brasil”

Data: 31/07/2020
Horário: 16:00 horas
Onde: youtu.be/LBfEsRDxRHE