Archive novembro 2019

Maior evento de Experiência do Cliente da América Latina recebeu visitantes de 18 Estados brasileiros

A 5ª edição do maior evento de Experiência do Cliente da América Latina foi histórica. O CX Summit 2019, organizado pela mineira Track, recebeu mais de 1.400 visitantes, de 125 cidades, 18 Estados e de 663 empresas. O encontro foi realizado nos dias 27 e 28 de novembro, no Memorial da América Latina, em São Paulo.

O evento reuniu especialistas sobre o universo do cliente para falar sobre ferramentas, dicas e cases de Net Promoter Score (NPS) e Customer Experience, além de fomentar debates e insights sobre o tema. “O Brasil está caminhando para entender o real papel do cliente e de métricas e atitudes para trazê-lo para perto do negócio. Desde o início, nosso propósito era o de levar informação sobre isso.

Hoje, nosso objetivo é ainda maior: trazer histórias motivacionais, gerar debates sobre ferramentas e iniciativas, trazer temas sobre inovação e tecnologia, tudo para gerar mais engajamento e informações para que as empresas entendam desse universo, afinal, toda marca precisa de clientes”, pontua Tomás Duarte, um dos maiores especialistas em Net Promoter Score (NPS) e fundador do evento.

Tradicionalmente, no CX Summit, acontece o Prêmio Satisfação do Cliente que, na edição de 2019, premiou empresas como Amaro, 99app, XP Investimentos, Telcon Salvador, SulAmérica e a vencedora de duas categorias, Vitta. Para se inscrever, a empresa pode enviar cases para sete categorias: História de Destaque, Cultura, Jornada, Métrica, Profissional, Inovação Disruptiva e Prêmio de Destaque, que serão julgadas por um time de curadores e especialistas de Customer Experience. Na categoria Prêmio de Destaque a votação é aberta também para internautas.

Um dos destaques dos dois dias de evento foi a palestra de encerramento, ministrada por Valdir Pipoqueiro, ex-boia-fria, que contou uma história simples e motivacional, que trouxe a essência da Experiência do Cliente: se colocar no lugar do outro para dar a melhor Experiência.

“A minha nave (como chama seu carrinho de pipoca) precisa ser a melhor, é dela que eu realizo meus sonhos, mas sempre tive em mente que tenho que cuidar do meu maior patrimônio que é o freguês”, afirmou ele durante sua palestra.Nela, contou que demorou mais de 11 anos para conseguir o alvará da prefeitura, mas que nunca desistiu. Entre as últimas invenções do pipoqueiro Valdir está o kit de higienização, com guardanapo, fio dental, bala de hortelã e um flyer que mostra as inovações da nave. Para Valdir, o principal segredo é o foco no foco.

A programação contou com nomes como Andrea Iorio, da L’Oréaul; Manoel Carlos Jr., da Experiencialize; Caio Poli, da 99; Cláudia Vale, Da EID Instituto e Flwow; Fabio Mariano Borges, da InSearch; Fabiana Dutra, da Fiat Chrysler Latam; Billy Nascimento, da Forebrain e Thiago Quintino, da Fast Shop. Ja no 2º dia, com Luciana Staciarini, da Brain&Co.; Arnaldo Bertolacini, do iFood; Guilherme Kolberg, da XP Inc.; Paula Pimenta, da Natura; Tomás Duarte, o fundador do evento e CEO da Track; Rodrigo Miranda, da Zaitt; Erika Tornice, da Resultados Digitais e Valdir Pipoqueiro. Além da participação especial do robô Pepper.

Na edição, o CX teve como parceiros empresas como Singu, Xeque Mate, Flwow!, Unidas, entre outros. E como patrocinadores oficiais estão a Gol, Freshowrks, Atento, Plurismidia, Beedoo, SulAmérica e Neoassist. “O CX foi uma oportunidade única porque tivemos palestras de vários clientes e prospects falando o assunto e é ótimo vermos que estamos alinhados com o que foi discutido. Tudo isso nos remete a pensar no nosso objetivo, que é cada vez mais trazer inovação e eficiência em atendimento para nossos clientes”, afirma Luis Ricardo Ferreira, VP de negócios, telecom e trade da Atento, maior empresa de serviços de gestão do relacionamento com clientes e processos de negócios na América Latina e umas das principais patrocinadoras.

Oito pontos de transformação digital em serviços financeiros para observamos em 2020

Por Luiz Riscado, Diretor de Vendas do SAS Brasil

A transformação digital já é uma realidade no mercado e certamente continuará sendo um tema de discussão persistente para ser atingido pelas instituições financeiras tradicionais. E será particularmente importante em 2020, ano em que iremos observar mudanças regulatórias e estruturais importantes. Além disso, o comportamento do consumidor com o uso das novas tecnologias financeiras mudou a forma como lidamos com serviços bancários.

Desenhando esse cenário, não há necessidade de esperar pelo novo ano e suas resoluções para entender o básico sobre a revolução digital que iremos presenciar no setor no futuro que se aproxima. Para isso, levantei os oito principais drivers de transformação digital em bancos e instituições financeiras que iremos observar no próximo ano.

Machine Learning na jornada do cliente

Os bancos reconhecem plenamente o potencial da IA e do seu componente, o Machine Learning, para transformar as suas operações. Eles entendem que essas análises avançadas de dados irão ajudá-los cada vez mais a identificar melhor os clientes rentáveis e as oportunidades de negócios.

Inteligência Artificial Bancária

A integração de dados aliada à governança regulatória, especialmente com o open banking, será um grande passo. O uso da Inteligência Artificial tem revolucionado a prevenção de lavagem de dinheiro e de fraudes. Mas o bancos ainda estão começando a aproveitar o seu potencial com o foco em novas aplicações para a experiência do consumidor na ponta. O verdadeiro valor da IA está em ajudar a entender os seus usuários. E isso não tem preço tanto pela ótica da segurança dos serviços como pela jornada do cliente.

Deep Learning

O aprendizado profundo (Deep Learning) é uma forma de Inteligência Artificial mais capacitada em compreender atividades complexas. Uma maior personalização analítica da base de consumidores das empresas, ou melhorar a precisão e o rendimento em aplicações em que se utilizem redes neurais por longo tempo são algumas das possibilidades de sua utilização. Por meio de algoritmos mais acurados, e poder de computação, podemos agregar maior profundidade.

Experiência do Consumidor

Mapear e otimizar a jornada do consumidor é um desafio comum na era do omnichannel. As empresas do setor financeiro precisam guiar o seu usuário ao longo da jornada com a melhor “próxima ação” possível. A automação tradicional do marketing tem atingido um ponto de estagnação nesse processo. A escala e a complexidade desse desafio são oportunidades perfeitas para a aplicação da inteligência artificial com foco na experiência do consumidor.

Banking Analytics

As instituições financeiras estão usando uma série de soluções para apoiar a coleta e a análise de dados de consumidores para tomada mais estratégica de decisões. Soluções de CRM, análises preditivas, monitoramento de redes sociais, assistentes virtuais inteligentes e soluções de realidade mista são esperadas para se tornar muito mais significantes na entrega de experiências de valor aos consumidores.

Compliance e tecnologia regulatória

A inteligência artificial e o futuro das regtechs (tecnologia regulatória) é a grande questão. Como parte de um processo de avanço, organizações estão usando IA, aprendizado de máquina e automação de processos robóticos para suavizar a integração e os processos entre as novas soluções de regtechs com as já existentes soluções de compliance e plataformas legado. As novas regulações, como a LGPD e o open banking, são extremamente densas e complexas. São nesses casos que a tecnologia pode auxiliar na redução da carga de trabalho envolvida, resultando em aumento de precisão.

Antifraude preditiva

Detectar e prevenir a fraude são tarefas que devem considerar múltiplos canais e linhas de negócios das instituições bancárias, e que podem ser monitoradas em tempo real. Uma solução deste tipo simplifica a integração de dados, combinando informações internas, externas e também de terceiros para criar um modelo preditivo que responda às necessidades de cada organização.

Open Banking

O princípio fundamental do open banking é a capacidade de terceiros conseguirem acessar dados de transações que antes eram proprietárias, abrindo possibilidades para expansão de novos serviços para os usuários. Na Europa, onde a legislação já está em vigência, o impacto ainda não causou a impressão que se pretendia. Entretanto, com a aproximação entre as instituições tradicionais e as startups, o impacto do open banking e dos serviços bancários será profundo.

Assinatura digital, eletrônica e biometria: entenda a diferença entre essas formas de identificação

Um contrato de venda e compra de uma casa. A ata de criação do grêmio estudantil de uma faculdade e a proposta de financiamento do seu carro novo. O que esses documentos podem ter em tem comum? O uso da assinatura digital.

Uma ilustre desconhecida até pouco tempo, esse tipo de assinatura ganhou notoriedade e vem sendo discutida por muitas pessoas como o futuro para a formação de grupos e oficialização de negociações – algumas milionárias – por meio da internet.

Inserida em documentos, que só existem digitalmente, esse tipo de assinatura funciona como a manuscrita, sendo, inclusive, reconhecida como válida em casos de disputas judiciais, porque está prevista na legislação brasileira.

Origem da assinatura digital

A assinatura digital é gerada a partir do uso Certificado Digital ICP-Brasil. Considerado o RG do meio eletrônico, a identidade digital permite que documentos sejam formalizados, sem papel e sem caneta, no âmbito on-line, com a garantia da autenticidade. Devido a isso, o Certificado Digital, ou assinatura digital, já facilita a vida de mais de 3,8 milhões de brasileiros, segundo o Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI), órgão responsável por executar as políticas e normas técnicas e operacionais acerca da Certificação Digital.

Qualquer pessoa pode ter um Certificado Digital e, por consequência, uma assinatura digital?

De acordo com Leonardo Gonçalves, diretor de Relações Institucionais da Certisign, empresa especializada em identificação digital, sim. “Basta que o cidadão tenha um CPF ativo na Receita Federal do Brasil. A partir daí, ele faz a solicitação a uma Autoridade Certificadora, credenciada pela ICP-Brasil, passa pelo processo de validação de sua identidade apresentando-se presencialmente para a conferência de dados e, então, a emissão do Certificado Digital é realizada. O processo é rigoroso, mas eficiente. O Certificado pode ser emitido na hora”.

Como é assinado um documento digitalmente?

“É simples. O arquivo deve ser redigido e inserido em uma plataforma de assinaturas compatível com a Certificação Digital. O signatário se identifica neste sistema, coloca a senha de acesso ao Certificado e pronto: o documento é assinado, com valor jurídico, ficando assim o que foi acordado protegido contra o repúdio. Vale dizer que a assinatura digital também garante que o documento não sofreu alteração de conteúdo entre o intervalo da redação e a formalização. Caso ocorra qualquer mudança no arquivo, a assinatura perde seu valor, e isso é facilmente possível de ser identificado. Com isso quero dizer que essa tecnologia é a forma mais segura de formalizar negócios e transações, a distância, pela internet”.

Assinatura eletrônica

Outro termo que ganhou a notoriedade nas últimas semanas foi o de assinatura eletrônica. Sim, ela é diferente da digital, porque é gerada a partir da grafia de uma assinatura na tela de um dispositivo (computador, celular e tablet) e tem eficácia probatória de acordo com as evidências colhidas, como a geolocalização, voz, imagem, entre outros critérios.

E a biometria?

A biometria também pode ser usada para validar uma identidade e, portanto, atribuir a autoria em um determinado ato. “Existem várias formas de se identificar por meio da biometria: voz, face, digital, íris ou mesclando uma ou mais possibilidades. Para esta comprovação é preciso que, no momento da autoria/aceite do ato, seja cruzada a captura em tempo real da biometria, com um banco de dados com as informações previamente cadastradas e validadas como sendo do respectivo cidadão”, explica Gonçalves.

Conselho Deliberativo aprova novo Estatuto Social da Apex-Brasil

Em reunião realizada ontem (28/11), o Conselho Deliberativo da Apex-Brasil (CDA) aprovou a nova redação proposta pela Agência para o seu Estatuto Social, que é a norma interna mais relevante da instituição. Foram feitas alterações em boa parte dos artigos do documento, todas com o objetivo de aperfeiçoar os mecanismos e instrumentos de governança e compliance da instituição, garantindo ainda mais transparência e integridade na gestão da Agência. As alterações seguiram toda a legislação pertinente e, também, as melhores práticas de governança pública e privada.

A reunião de aprovação das alterações foi presidida pelo presidente do Conselho, o Ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e contou com a presença de representantes de todos os órgãos e entidades que compõem o CDA. O CDA é composto pelas seguintes instituições: MRE, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Ministério da Economia (ME), Secretaria Especial do Programa de Parceiras de Investimentos (PPI), Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Confederação Nacional da Indústria (CNI), Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB).

Dentre as alterações, destaca-se a determinação de que o Código de Ética e Conduta da Apex-Brasil passa a ser objeto de deliberação do CDA, conferindo a relevância e a abrangência que o instrumento exige. O Estatuto também passa a incluir a obrigação de que a Apex-Brasil mantenha sistema de gestão de risco e controle interno e ouvidoria, pontos que já fazem parte da estrutura interna na Agência, mas não estavam expressamente previstos no Estatuto Social.

“As alterações no Estatuto Social reforçam o comprometimento desta Diretoria Executiva e do CDA com o fortalecimento institucional da Apex-Brasil. Ao final, queremos garantir a estruturação de uma gestão responsável, íntegra e transparente”, explica o Presidente da Apex-Brasil, Sergio Segovia. “A aprovação, para a qual contamos com a parceria e envolvimento de todos os Conselheiros, traz mais segurança e previsibilidade para a Apex-Brasil”, conclui.

Durante a reunião, o CDA também aprovou o Plano Estratégico da Apex-Brasil para o quadriênio 2020-2023, o Plano de Ação para 2020 e o Orçamento-Programa para 2020.

Employer Branding: por onde começar?

Por Andréia Zambon Braga

No mundo inquieto e acelerado em que vivemos, as empresas precisam investir em novas alternativas para atrair e reter talentos, e, por vezes, pode ser difícil encontrar uma estratégia efetiva. Dentro da realidade da TI, enfrentamos este problema diariamente, ao buscar talentos com as skills técnicas e comportamentais necessárias para as posições, em um tempo curto e com recursos limitados. Porém, após atraí-los, temos uma segunda dificuldade: como retê-los? Um estudo recente divulgado pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) e pela Robert Half, mostra que a taxa de turnover do Brasil gira em torno de 82%. Esta taxa levanta a pergunta: como criar uma cultura atrativa, que favoreça a atração e retenção de talentos?

O Employer Branding (EB) surgiu como uma provável resposta para esta pergunta. O EB consiste em um conjunto de ações que buscam posicionar a sua marca empregadora no mercado. Uma pesquisa do LinkedIn mostra que um EB bem feito pode reduzir em até 43% os custos com contratação, por favorecer que pessoas mais identificadas com sua cultura conheçam a empresa e por possibilitar a criação de um banco de talentos. Além disso, uma pesquisa da Randstad de 2019 mostrou que 96% dos brasileiros entende que o alinhamento de seus valores com os da organização é um fator-chave para a satisfação no trabalho, sendo o EB então essencial para evidenciar esses valores, possibilitar a identificação das pessoas com eles e, por fim, reter os talentos.

Para apoiar na trajetória de construção da sua estratégia de Employer Branding, compartilho alguns dos aprendizados que obtive em minha trajetória:

Não esqueça da essência!

Para construir o EB, você deve entender o que você espera dos talentos que trabalham na sua empresa, e o que você oferece de diferencial a eles. Lembre-se: tudo que você anunciar e “vender” deve ser exatamente o que as pessoas encontrarão no dia a dia da empresa. Uma boa alternativa é utilizar as redes sociais para expressar e mostrar a rotina da organização.

Junte aliados

Para que a iniciativa de Employer Branding seja efetiva, é preciso o apoio de todas as áreas da empresa, não somente do time de RH ou Marketing. Isso porque as ações precisam ser orgânicas, partir da essência da cultura da organização, e os colaboradores precisam experienciar este “jeito de ser” em interações nos mais diversos setores da empresa. Não deixe de incluir a alta gestão da empresa, pois isso será essencial para transmitir a mensagem. Outro fator importantíssimo é que a cultura da organização é algo que permeia e está por trás de todas as ações dos colaboradores, sendo que eles serão aliados críticos para apoiar na construção do plano de EB e para propagar esta mensagem para o mercado.

Foco no resultado!

Ações de EB não irão trazer um resultado imediato, porém, trata-se de um processo que, após iniciado, não há como voltar atrás. Depois do esforço inicial de construir sua marca empregadora, sua proposta de valor e seus diferenciais, a reprodução disso se tornará cada vez mais espontânea. Lembre sempre dos aliados! Quando a gestão e os colaboradores se identificam com a mensagem que está sendo passada, irão repercutir isto naturalmente em sua rede de contatos, e sua marca empregadora terá maior visibilidade.

Crie a tendência

Apesar de ser uma ação para o longo prazo, EB é algo que não temos mais como escapar. Segundo pesquisa da Randstad, 94% dos brasileiros verificam a reputação de um empregador antes de se candidatar a uma vaga de emprego, e 61% afirmam que a cultura da empresa conta mais que o salário na hora de tomar uma decisão.

Entre as dicas para manter a gestão da sua imagem estão acompanhar as avaliações da empresa no Glassdor e nas redes sociais, além de fazer uma pesquisa de satisfação interna para entender as percepções dos colaboradores, e o que pode ser feito para melhorar sua experiência. Uma pesquisa que está sendo muito utilizada é a Employer Net Promoter Score, uma metodologia que busca entender a satisfação e a lealdade dos colaboradores em relação à empresa, seus serviços e sua liderança direta. Existem diversas formas de manter a gestão da marca empregadora, então, não perca a chance de atrair um talento por não ter uma estratégia de atração!

Esses quatro tópicos foram alguns dos importantes aprendizados que tive, porém, um dos conceitos mais relevantes de EB é: sua marca empregadora é sua reputação. Se você não defini-la, outros farão isso por você. Invista na experiência do seu colaborador e cristalize os valores que são importantes para sua empresa, atraindo e retendo os melhores talentos para sua organização.

Para encerrar, EB é um investimento a longo prazo, porém é algo que gera grandes impactos na satisfação dos colaboradores e traz resultados para o seu negócio.

Andréia Zambon Braga, especialista em endomarketing e employer branding, comunicação interna e cultura organizacional, e analista de RH na ilegra, empresa global de design, inovação e software

Por que investir na carreira de programação?

Por Tomás Ferrari

O mercado de tecnologia é um dos mais promissores e movimentou R$ 479 bilhões em 2018, segundo a Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom). Para este ano, a previsão é que o segmento cresça 5,7%, o que deverá se repetir até 2022. Isso, sem dúvida, é o reflexo da inserção de soluções modernas em diversos setores da economia.

Filtrando para o campo de programação, os profissionais desse setor correspondem a 40% das vagas no mercado de trabalho de TI , de acordo com levantamento da Conquest One, empresa de Staffing especializada em TI. É visível que essa profissão foi uma das poucas que não foi atingida pela escassez de vagas dos últimos anos. Então, se você está buscando uma área para ingressar, que tal investir na carreira de programador?

Qualquer que seja a especialização, um especialista em programação não tem grandes dificuldades de conseguir uma boa renda. Além do que, a oferta de empregos, nesse segmento é mais alta que a quantidade de profissionais e qualificados nesse mercado. Em um país de 13,4 milhões de desempregados, o segmento tem, no momento, 5 mil vagas abertas apenas em startups (empresas nascentes). Considerando, ainda, todo o ecossistema de tecnologia, as companhias devem abrir até 70 mil novos postos durante o ano de 2019 inteiro.

Mas, se há tanta gente procurando emprego, como se explica a dificuldade de unir trabalhadores ávidos por oportunidades às vagas disponíveis? Embora a demanda por especialistas em tecnologia seja alta, as universidades só formam 46 mil pessoas em áreas ligadas a TI, por ano. Ou seja, é uma profissão que conta com pouca concorrência e possui alta demanda no mercado.

Atualmente, os programadores possuem um leque muito grande de atuação. Isso porque são os responsáveis pela criação de softwares, sistemas e aplicativos, recursos que alavancam qualquer negócio. Além disso, todos os tipos de empresas usam sistemas específicos para computadores, ou seja, praticamente toda companhia precisa de pessoas dessa área no quadro de colaboradores.

Fora isso, a profissão requer baixo investimento. Claro que é necessário atualização constante, mas, para isso, é necessário muito mais esforço do que subsídios financeiros, propriamente ditos. O investimento para quem atua nesse segmento é basicamente em estudo, que é o básico para qualquer área de atuação.

E, principalmente para as gerações que estão chegando ao mercado agora, programar não é sinônimo de monotonia e rotina. Ao contrário do que muitos imaginam, essa função requer criatividade o tempo inteiro e os desafios que vão aparecendo podem tornar o dia a dia bem movimentado. Especialmente porque é uma área muito dinâmica e interativa.

Porém, quem deseja ingressar neste universo precisa estar disposto a atuar com diversos tipos de demandas, que, por vezes, não estão relacionadas ao mundo tecnológico. Por exemplo, para criar uma ferramenta na área contábil, será necessário estudar as competências relacionadas a contabilidade, também. Ou seja, além das habilidades como programador, ainda será um expert em diversas outras áreas.

Por fim, é uma função que está diretamente ligada a melhorar a vida das pessoas. Um programador precisa usar sua criatividade constantemente para desenvolver ferramentas, programas que interfiram diretamente na rotina das pessoas. Tudo aquilo que surge no universo digital e que as todos agradecem a existência por facilitar o dia a dia, vieram de um programador. Inclusive, esse profissional pode usar as habilidades para o próprio benefício. É ou não uma boa área para apostar?

Tomás Ferrari, sócio fundador da GeekHunter, plataforma digital com soluções voltadas para o mercado de recrutamento de desenvolvedores de software

Black Friday teve descontos médios de 42,59% no e-commerce, quase 16 pontos percentuais a mais do que os registrados em 2018

A Black Friday – sexta-feira que sucede o Dia de Ação de Graças nos Estados Unidos – já entrou, definitivamente, para o calendário do varejo nacional, principalmente em sua versão online, que hoje já conta com mais de 930 mil lojas virtuais.

Ao lado do Dia das Mães e do Natal, já é a data mais atraente para comerciantes e consumidores, segundo a Webshoppers .

E, desde 2015, quando o PayPal passou a publicar sua pesquisa de ofertas no varejo na data, os preços (mesmo com altos e baixos) vêm se tornando muito atraentes. Este ano, o desconto médio foi de 42,59%. Em 2018, esse índice foi de 26,7%; e, em 2017, bateu os 43%.

A exemplo do que já acontecera no ano passado (em que as ofertas mais agressivas bateram os 63%), o atual cenário econômico pode ajudar a explicar o ótimo resultado agora em 2019.

A pedido do PayPal, pelo quinto ano consecutivo, a Big Data Corp. monitorou o e-commerce em todo o País nas quatro semanas que antecederam a Black Friday, que, este ano, aconteceu no dia 29 de novembro. E os resultados são os seguintes:

Novidades

• Segundo o levantamento da BigData Corp., a esmagadora maioria (mais de 70,45%) dos e-commerces brasileiros já havia aderido à febre de promoções online da data comercial mais expressiva da internet quatro semanas antes da Black Friday.

• Nesta sexta-feira, entre os grandes e-commerces, com mais de 500 mil acessos por mês, o desconto médio foi de 55,79% na Black Friday. Entre os demais e-commerces, ela chegou a mais de 36,83%.

• As ofertas estiveram bem abaixo dos preços normais e representaram oportunidades de descontos praticados pelos e-commerces – e uma possibilidade real para que os consumidores pudessem antecipar algumas compras de Natal. Duas semanas antes da Black Friday, os descontos deste ano bateram em 10,58%% (contra 3,9% no ano passado e 12% em 2017); uma semana antes da data, os descontos avançaram para 22,36% este ano (contra 9,6% em 2018 e 12,3% em 2017).

• No top 5 das categorias em que a pesquisa Big Data Corp. encontrou os maiores descontos, medalha de ouro para livros, músicas e filmes (61,32%), seguidos por brinquedos (51,32%), eletrônicos (49,78%), roupas e acessórios (33,77%) e cosméticos (21,12%).

Metodologia

• A BigData Corp realizou a coleta dos sites para esse estudo a partir de uma base de dados com endereços (URIs). Essa base foi construída por um processo que roda há sete anos e que visita mais de 1,5 bilhão de sites no mundo inteiro. A empresa utiliza o processo de captura de dados da internet extraídos de visitas a mais 24 milhões de sites brasileiros, dos quais são obtidos informações estruturadas e seus links. Os sites são acessados e se faz o download dos documentos HTML. São desconsiderados os sites inativos, ou seja, os que estão fora do ar ou que não respondem a visitas por quatro semanas seguidas. Também são desprezados os que, por oito semanas consecutivas, não fazem qualquer alteração em seu conteúdo. Assim, são considerados neste estudo cerca de 14 milhões de sites no Brasil.

Black Friday: pesquisa do FGV IBRE analisa adesão do comércio e comportamento do consumidores

Pesquisas realizadas pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE) nos últimos anos aponta o resultados da Black Friday refletem não apenas uma antecipação das vendas natalinas mas um acréscimo de vendas ao último bimestre do ano. De acordo com a coordenadora das Sondagens do FGV IBRE, Viviane Seda Bittencourt, é possível notar que, após um período de desconfiança, o evento consolidou-se de vez no calendário do comércio.

“Em comparação a 2018, alguns segmentos mostraram certa acomodação, mas em relação a 2017 todos registram aumento da proporção de empresas aderindo ao evento de descontos, exceto o setor de material para construção. Os destaques continuam sendo os segmentos de tecidos, vestuário e calçados e de móveis e eletrodomésticos. Este último com aumento crescente no percentual de participação, chegando ao recorde de 81,9%”, destaca Viviane Seda Bittencourt.

O levantamento do FGV IBRE mostra ainda que quase 70% das empresas consultadas nos segmentos do varejo restrito considera que a data aumentará o volume de vendas de final de ano, e não será apenas uma antecipação. Nos segmentos de móveis e eletrodomésticos e outros produtos varejistas mais de 75% das empresas acreditam em um aumento líquido nas vendas do período.

Ótica dos consumidores – A pesquisa do FGV IBRE revela que 92,6% dos 1783 consumidores entrevistados conhecem o evento Black Friday, um grau de reconhecimento que vem aumentando desde 2017 e continua positivamente correlacionado ao nível de renda familiar. Quanto à pretensão de comprar produtos ou serviços na Black Friday deste ano, embora apenas 8,4% tenham certeza da compra, a parcela de consumidores que demonstraram algum interesse em consumir aproveitando as promoções – considerando os fatores: preço, condições de pagamento ou outros -soma 27,6%, superior aos 20,2% de 2018 e aos 18,7% de 2017.

“Entre os indecisos, o preço dos produtos é o fator mais influente, enquanto as formas de pagamento parecem exercer pouco impacto sobre a decisão. No sentido oposto, a proporção dos que afirmam que não pretendem comprar é de 59,9%, inferior aos 67,7% e aos 68,3% registrados em 2018 e em 2017, respectivamente. Os 4,1% restantes não sabem se comprarão ou não”, explica Viviane Seda Bittencourt.

Motivação das compras – O estudo do FGV IBRE relata também que a necessidade de adquirir um bem ou serviço continua sendo a principal motivação para as compras previstas. Cerca de 3/4 dos consumidores afirmaram que adquirirão algo que necessitem independente das compras de Natal. Tal tendência é mais forte quanto menor for a renda familiar.

“Entre aqueles que pretendem antecipar as compras de Natal, os números mostram que as famílias estão cada vez menos tendenciosas a aproveitarem o evento com essa finalidade: a proporção de consumidores que marcaram uma das duas opções soma 18,2%, nível abaixo do registrado em 2017 e 2018, 33,0% e 19,6% respectivamente. Além disso, a correlação entre consumidores que compram na Black Friday com esse propósito e o nível de renda é positivo, atingindo 26,3% nos consumidores de maior poder aquisitivo”, observa a economista do FGV IBRE Viviane Seda Bittencourt.

A Black Friday matou o Natal?

Segundo pesquisa realizada pela GfK, consultoria especializada em estudos de mercado, o consumidor reconhece o Natal como um evento para presentear outras pessoas. A Black Friday, por sua vez, é o momento das realizações pessoais. “A Black Friday é a hora do consumidor se presentear. Normalmente, as compras são focadas em tecnologia”, diz Wesley Ribeiro, professor de Gestão de Varejo da ESPM Porto Alegre. “Comparado ao natal, o valor médio gasto por produto é bem maior, pois o preço médio dos itens de tecnologia supera as lembranças de natal”.

A Black Friday, realizada sempre na última sexta-feira de novembro, tornou a sazonalidade mais importante para o setor de bens duráveis — eletroeletrônicos, eletrodomésticos, por exemplo. No Brasil, diferentemente da tradição americana, além das queimas de estoque, também é uma oportunidade para os consumidores adquirirem produtos de maior valor – – este é o momento planejado para fazer um upgrade no celular ou na televisão. Para esses segmentos, tornou-se uma data mais importante que o Natal.

A maioria dos consumidores entende a oportunidade — 76% dos participantes são BF Lovers, aqueles que já compraram em pelo menos duas Black Fridays e declaram que se planejaram para comprar na data.

 

Nos últimos cinco anos, o crescimento do evento no Brasil tem sido superior ao dos países europeus. “A Black Friday brasileira amadureceu. Antes, a data era conhecida por vender “tudo pela metade do dobro” ou como Black Fraude. Hoje, existem ferramentas tecnológicas para fazer o rastreamento fidedigno dos preços”, diz Ribeiro.

Para tirar proveito dessa onda, o professor explica que em tempos de omnichannel, termo utilizado para a integração de todos os canais de vendas, as marcas podem e devem utilizar o apelo da campanha para atrair os clientes. Contudo, é necessário ter cautela para não criar concorrência com o próprio negócio. “Muitas vezes, o cliente chega na loja física e o preço do mesmo produto, na loja online, é mais barato do que na física”.

Dados do Google Provokers mostram que os consumidores querem mais do que preço baixo: 54% dos fatores de escolha na hora da compra estão ligados à confiança e ao nível de serviço. A confiança na loja é responsável por 16% das escolhas. A confiança na marca e produto por 13%. O pagamento parcelado por 11%, o valor do frete é responsável por 10% e o tempo de entrega, 4%.

Empresa brasileira é uma das 10 melhores páginas de empresas do mundo no LinkedIn

A rede de contatos profissionais LinkedIn acaba de anunciar as dez melhores páginas de empresas de 2019. A Hotmart, especializada em produtos digitais, foi a única brasileira a entrar no ranking global, ocupando o quinto lugar. A empresa possui mais de 77 mil seguidores.

O ranking ” Best of LinkedIn Pages 2019″ levou em conta votos de usuários, conteúdo publicado, campanhas criativas, interação e o envolvimento com seus visitantes e seguidores. A plataforma analisou mais de 12 mil páginas.
A Hotmart se destacou principalmente pelos seus conteúdos celebrativos – sejam eles aniversários, prêmios ou conquistas – compartilhados os seus seguidores na rede social profissional. Este é o segundo ano em que a empresa é destaque no ranking. Em 2017, conquistou a sétima colocação. Além disso, em 2018 foi considerada, pelo LinkedIn, uma das startups mais desejadas para se trabalhar no Brasil. A empresa usa a rede social como uma importante fonte de informação sobre sua cultura e valores.

“Além de conteúdos estratégicos, que atraem a atenção de cada vez mais talentos, o LinkedIn é reflexo da cultura da empresa, que é o nosso maior ativo. Este prêmio é fruto da dedicação e empenho dos nossos times Social Media, Talentos e Employer Branding, bem como de toda a empresa. E não poderíamos estar mais honrados e orgulhosos com esta conquista”, afirma Monique Soares, coordenadora de Social Media da Hotmart.

Fundada em 2011, a Hotmart oferece todo ecossistema para a venda, distribuição e compra de produtos digitais, como cursos online, ebooks, audiobooks, podcasts, entre outros. Com atuação global e escritórios em Belo Horizonte, Madri, Amsterdã, Bogotá e Cidade do México a empresa contabiliza mais de 700 funcionários.

Confira a seguir o ranking com as dez melhores páginas de empresas do mundo no LinkedIn

1. Teleperformance
2. Hays
3. Deloitte
4. Cvent
5. Hotmart
6. Jabil
7. Cognixia
8. Aurecon
9. Philips
10. Jacobs

TIVIT se une a Microsoft, Google e AWS para evento que discute tendências de transformação digital nas empresas

A TIVIT, multinacional brasileira de soluções digitais, realizou nesta terça-feira (26) a segunda edição do TIVIT Cloud Experience, evento com foco no papel da computação em nuvem na transformação digital de empresas e negócios. O evento ocorreu com o apoio de Amazon Web Services (AWS), Google Cloud e Microsoft.

“Mudar ou não mudar deixou de ser uma opção para as empresas. As companhias precisam adotar novos modos de trabalho para inovar e ganhar eficiência”, disse Carlos Gazaffi, Presidente da TIVIT na abertura do evento. O executivo frisou a importância para empresas de se adaptar rapidamente. “Algo em comum entre as companhias bem-sucedidas na transformação digital é a agilidade.”

A segunda edição do TIVIT Cloud Experience apresentou as principais tendências do mercado de computação em nuvem e como a sua adoção pode impulsionar a inovação dentro do cenário de transformação digital, com eficiência e agilidade às corporações. O evento, que teve as suas vagas esgotadas, foi transmitido em tempo real pelo LinkedIn da TIVIT, com aproximadamente sete mil pessoas conectadas.

“Viver o presente com tecnologias do passado traz paradoxos na tomada de decisão”, afirmou em sua apresentação André Frederico, Diretor Executivo e Head de Cloud Solutions da TIVIT. “A nuvem híbrida é o habilitador para a transformação digital e é a base para a jornada, inovação e disrupção dos modelos de negócio”, disse o executivo na apresentação.

Durante o evento, clientes da TIVIT compartilharam como o uso da computação na nuvem ajudou a transformar seus negócios. Luciano Baramarchi, IT Manager do Grupo Malwee, contou sobre a jornada de migração de 90% do data center da empresa para a Google Cloud Platform (GCP), em um trabalho feito em conjunto com o Google Cloud e a TIVIT.

Pelo palco desta segunda edição do TIVIT Cloud Experience estiveram clientes e parceiros da TIVIT, como Luciano Baramarchi, IT Manager do Grupo Malwee; Gilberto Baldini, Digital Solutions Manager na Credz; Nancy Abe, IT Director do Grupo NotreDame Intermédica; José Manuel Silva, Operations & IT Executive Director do Carrefour Soluções Financeiras; Luiz Paulo Yanai, Solutions Architect da Amazon Web Services (AWS); Adolfo Abreu, Head of Customer Engineering de Google Cloud e Gustavo Gattass, Data & AI Product Marketing Manager da Microsoft.

Em ano de retomada, Black Friday 2019 consolida estratégia omnichannel do varejo

Embora seja uma data que remonte a tradições norte-americanas, a Black Friday tem se tornado cada vez mais importante para o varejo do Brasil. A deste ano, celebrada no dia 29 de novembro, chega com enorme expectativa. Por um lado, pode servir como um marco para a retomada do setor, que já esboça leve recuperação. Por outro, pode consolidar uma estratégia entoada há anos, mas cujos resultados começam a apresentar sólidos resultados. Estamos falando da estratégia omnichannel.

Esse termo, que pode ser traduzido como multicanal, não consiste apenas em comercializar mercadorias tanto no online como no offline. Mais do que isso, preconiza integrar operações e aproveitar todas as oportunidades que se apresentam para impactar o consumidor, entregando a ele uma experiência mais prática e completa – independentemente do ponto de contato ou de compra. Nova queridinha do setor, a Magazine Luiza é adepta do mantra e, não por acaso, só este ano a cotação de sua ação mais do que duplicou.

“O fundamental é impactar o consumidor. Onde a compra será efetivada não tem tanta importância”, afirma Liuz Medeiros, New Business Associate da Foursales Group, especialista no recrutamento de talentos para a área comercial. “A taxa de conversão de vendas online depende muito do produto que está sendo vendido — é mais fácil com livros do que com roupas, por exemplo, embora estas, graças a iniciativas inovadoras, venham obtendo grande destaque nos últimos anos. De todo modo, é possível impactar o usuário pelo Instagram e atraí-lo para que ele experimente determinada peça. Você desperta o interesse pelo celular, mas define a compra na loja física”.

A Foursales recentemente concluiu uma pesquisa de Cargos & Salários pioneira em razão de seu foco exclusivo (área de marketing e vendas), alta amostragem (121 mil profissionais) e baixa margem de erro. Uma das inferências é que, no varejo tradicional, a média salarial dos funcionários do setor comercial caiu 8% de 2018 para 2019. No varejo omnichannel, porém, a alta foi significativa: 18%. A conclusão é inevitável: o salário dos funcionários tem acompanhado o ritmo de cada segmento, tanto para o bem como para o mal.

“Essa inflação salarial no varejo omnichannel pode ser atribuída também a um processo de job hunting. Há empresas que se destacaram na efetivação de estratégias multicanais — e formaram profissionais no processo — e há empresas que estão correndo atrás, construindo o novo modelo”, diz Medeiros. “Essas empresas estão “roubando” funcionários das companhias referência. O aumento salarial se dá em função de uma demanda aquecida e uma oferta insuficiente de profissionais qualificados, adaptados a essa nova prática”.

O varejo muda, o profissional também

Segundo recente artigo da consultoria BCG, apenas 4% das vendas do varejo brasileiro acontecem online, mas a internet influencia mais de 50% das compras efetuadas em lojas físicas. Por tudo isso, Medeiros acredita que as estratégias bem sucedidas nesta Black Friday não serão substancialmente diferentes das que já vimos, mas serão compostas por ações e variações de um modelo omnichannel cada vez mais consolidado.

Em outras palavras, teremos mais uma vez a multiplicação de pontos de interação para que o cliente seja de alguma forma impactado. E conclua a compra onde bem entender.

No entanto, fica o alerta para os funcionários do setor: o varejo está evoluindo e eles precisam mudar também. “O profissional que não está com uma mentalidade multicanal está ficando para trás. É esse o perfil que o mercado está procurando”, aponta Medeiros. “Tanto em vendas como em marketing, é necessário se qualificar. E isso inclui entender os diferentes meios de interação e aprender as melhores maneiras de utilizá-los”.