Pandemia trouxe conscientização sobre importância da tecnologia e acelerou planos de empresas e governo
Após três anos promovendo o diálogo para o aumento da competitividade e incluir inovação e tecnologia no centro da estratégia do País, o Movimento Brasil Digital viu o processo de transformação tecnológica se acelerar por conta da pandemia do Coronavírus. A necessidade de trabalho remoto trouxe, como consequência, a conscientização da importância da tecnologia e da inovação no dia a dia, criando um novo cenário nos ambientes corporativo e governamental.
Diante de mudanças tão significativas, o Movimento Brasil Digital não poderia deixar de se transformar. “Desde o início imaginamos que esta seria uma iniciativa com começo, meio e fim. Agora, por conta da pandemia, entendemos que nossa bandeira principal está fincada. Governos e empresas de todos os portes sentiram na pele a necessidade de entendimento e aplicação maior de tecnologia e a transformação digital passou a ser uma agenda muito mais disseminada se compararmos com o ambiente que vivíamos no início do MBD”, resume Adelson de Sousa, cofundador e presidente do conselho do Movimento. Com isso, a iniciativa chega a uma nova etapa, em que o Movimento Brasil Digital dá lugar a um fórum de discussão permanente, com encontros periódicos, nas quais os executivos seguirão avaliando aspectos da inovação no País e de agendas como a da digitalização responsável, tão necessária com os desafios trazidos pela pandemia.
Em paralelo, os principais legados do Movimento Brasil Digital ganham força: o programa de capacitação gratuita e digitalização profissional Eu Capacito e os estudos de mercado “Relatório de 5G”, feito em parceria com a IDC, o Ranking de Competitividade Digital, que tem como parceiro a Fundação Dom Cabral (FDC), bem como o Manual de Digitalização Responsável, continuarão a serem executados.
“Continuaremos focados em criar profissionais capacitados para a economia digital por meio de cursos online e em subsidiar o mercado com dados que irão guiar os próximos passos da transformação digital”, afirma Vitor Cavalcanti, diretor-geral do Instituto IT Mídia e diretor-executivo do MBD.
Apenas no último ano, as mensagens do MBD chegaram a milhões de brasileiros, sendo replicadas por mais de 80 veículos de comunicação. O Relatório de 5G, por exemplo, mostrou a possibilidade de US﹩ 22,5 bilhões em oportunidades apenas no B2B e apontou a necessidade de o governo estabelecer um calendário urgente para que essas oportunidades pudessem ser geradas o mais rapidamente possível, além de abrir caminho para inovação nos mais diversos setores. O relatório também alertou para uma reflexão em relação ao modelo de leilão, defendendo um leilão com viés de investimento e não arrecadatório.
O mesmo aconteceu com o Ranking de Competitividade Digital, que trouxe uma surpreendente melhora na posição do Brasil, mas mostrou que deixamos feridas abertas e que devem comprometer a posição do País na lista caso nada seja feito, sobretudo no campo de educação e burocracia. De maneira inédita, o relatório, divulgado pelo MBD em parceria com a FDC, exaltou exemplos de cidades e Estados brasileiros em pilares essenciais como fomento ao empreendedorismo e educação tecnológica para servirem de modelos a serem replicados em todas as regiões brasileiras.
Eu Capacito
O ponto alto das ações de 2020, no entanto, ficou por conta da plataforma Eu Capacito. A bandeira educacional sempre integrou a pauta do Movimento desde o dia zero e com a aceleração da digitalização o programa foi lançado em tempo recorde e, com apenas dois meses de vida, já colecionava mais de 30 mil pessoas cursando um dos mais de 100 cursos. Atualmente, a plataforma conta com mais de 120 mil usuários únicos e contabiliza mais de 50 mil alunos. O Eu Capacito está cada vez mais comprometido com o desenvolvimento do profissional para economia digital e o portfólio de cursos está em constante atualização. O programa já conta com apoio de 24 parceiros: ArcelorMittal, CISCO, CUBO Itaú, Deloitte, EDP, Ericsson, EY, Fundação Dom Cabral, FIAP, Globo, Gol, Google, Great Place to Work, Green4T, IBM, IT Mídia, Korn Ferry, Microsoft, Oracle, PG Advogados, Sabin, Salesforce, Serasa Experian e Soul Code.
Em breve, a plataforma irá disponibilizar trilhas de cursos necessários para capacitar profissionais para competirem por vagas de trabalho específicas, auxiliando empresas a suprirem gaps de recrutamento e ajudando profissionais a se inserirem no mercado em áreas promissoras. “Os cursos podem ser a porta de entrada para a construção de uma carreira em um mercado em franca expansão ou mesmo para que profissionais ameaçados pela digitalização possam ressignificar suas profissões. Só a implantação da infraestrutura do 5G, por exemplo, deve gerar mais de 200 mil vagas nos próximos anos”, explica Cavalcanti.
O Eu Capacito foi lançado em novembro de 2020 disponibilizando gratuitamente formações técnicas ou ferramentais, divididas em quatro trilhas: Tech, Fluência Digital, Soft Skills e Empreendedorismo. Entre os temas dos cursos oferecidos estão Phyton, Business Inteligence, Blockchain, Customer Experience, DevOps, Design Thinking, Agile, entre outros. Confira a lista completa de cursos no site.
Com o Movimento Brasil Digital deixando o formato atual e passando a ser um fórum de discussão permanente, os projetos legados ganharão vida própria e um novo modelo de gestão. O Eu Capacito passará a ser gerenciado conjuntamente pelo Instituto IT Mídia e pela FIAP, cujo CEO, Gustavo Gennari, também ajudou a fundar o MBD. Já os estudos de mercado, serão executados pela equipe do Instituto juntamente com os parceiros já estabelecidos na jornada do MBD.