Pesquisa aponta que apenas 23% das empresas promovem o corporate venture building na prática

Pesquisa aponta que apenas 23% das empresas promovem o corporate venture building na prática

Relatório da ACE Cortex mostra como as organizações estão promovendo a inovação corporativa

Quando falamos em inovação nas empresas, associamos logo com produtos, P&D e M&A. Porém, o mundo corporativo começa a explorar “novos” modelos, como o CVC (Corporate Venture Capital) e o CVB (Corporate Venture Building). Um relatório inédito da ACE Cortex, consultoria de inovação, mostra o Corporate Venture Building no Brasil – abordando a inovação e criação de novos negócios e serviços nas empresas.

Os dados foram coletados entre maio e junho deste ano e entrevistou mais de 200 C-levels e Diretores de empresas com faturamento anual partindo de R$ 10 milhões. Embora a maioria dos profissionais de inovação (64,7%) esteja familiarizada com o conceito de Corporate Venture Building (CVB), apenas 23,2% das empresas de fato praticam essa iniciativa como parte de sua estratégia de inovação.

A maturidade das organizações é um dos principais pontos que impede o CVB de ser implementado no dia a dia das empresas. Segundo o relatório, 79,2% afirmam ter uma baixa ou média maturidade para trabalhar com inovação. Além disso, o desenho de uma estratégia geral de inovação (31,4%), que conduza as iniciativas de maneira estruturada, e a falta de preparo dos colaboradores para trabalhar com inovação (17,6%), são pontos que também brecam a evolução de negócios ou serviços.

Das que praticam o CVB no seu dia a dia, a maioria (60,4%) criou uma área interna dedicada em tempo integral para lidar com a criação de novas empresas, seja por meio de um departamento de novos negócios, um comitê de inovação, ou um programa de intraempreendedorismo full-time.

Para essas companhias, há três grandes objetivos que guiam a estrutura de CVB: aumentar o portfólio de produtos e serviços (60,4%), gerar novas fontes de receita (54,2%) e entrar em mercados estratégicos (50%). “O CVB gera oportunidades e competitividade. É só olhar grandes empresas como Mercado Livre com PagSeguro, Votorantim com Juntos Somos Mais e Gerdau com G2Base. Eles criaram novos negócios, até mesmo fora do seu core business, para agregar ao seu material principal”, diz Luís Gustavo Lima, CEO da ACE Cortex.

A grande maioria das empresas (73%) lançou entre 1 a 5 novos negócios a partir da sua área de CVB. Destes, 43,8% tiveram o foco no Horizonte 1, do curto prazo, ao mesmo tempo que 25% focaram no Horizonte 2, de médio prazo, e 22,9% no Horizonte 3, de longo prazo.

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