E-commerce esfria, mas Brasil segue como o país da América Latina que mais cresce no setor

E-commerce esfria, mas Brasil segue como o país da América Latina que mais cresce no setor

A Semrush, principal plataforma de gerenciamento de visibilidade online do mundo, acaba de divulgar o State of E-commerce, um estudo detalhado que apresenta as tendências do comércio eletrônico. Além de fazer uma análise global sobre o varejo, o relatório compara o potencial de mercado por região e indica o desempenho das principais marcas do setor. 

De 2019 a 2022, o tráfego, ano a ano, em todo o setor, aumentou 73%. Se observarmos os meses mais quentes para o comércio eletrônico, ou seja, de novembro a janeiro, vemos aumentos ainda mais significativos. Entretanto, os dados mostram que, embora o interesse nas plataformas de compras online ainda esteja em alta, essa tendência pode estar esfriando. Em 2020, o crescimento anual foi de 23%. Um ano depois, em 2021, o crescimento foi de 29%. Até agora, em 2022, vimos apenas um aumento de 9% no tráfego, drasticamente inferior ao total de 29% de 2021, como mostra o gráfico abaixo:

No final de 2022, após as compras de final de ano, o aumento do tráfego poderá ser significativamente superior a 9%, no entanto, o número deste ano pode ser mais modesto. 

“Para as empresas de comércio eletrônico, isso pode simplesmente significar que confiar na expansão geral do mercado como um motor para o crescimento dos negócios não é mais uma estratégia viável. À medida que o crescimento do mercado diminui, principalmente com o fim do distanciamento social e com a grande concorrência, você deve reorientar sua estratégia de marketing para ganhar mais participação de mercado”, explica Erich Casagrande, Marketing Manager Lead da Semrush no Brasil. 

Potencial do E-commerce por regiões:

Para explorar o mercado do comércio eletrônico e descobrir o seu potencial de crescimento, é preciso examinar, em cada região, o público das principais plataformas do setor. Observando as estatísticas de demanda dos produtos oferecidos pelos varejistas eletrônicos da América Latina (com base nos volumes de palavras-chave e tráfego para essas palavras-chave) juntamente com dados relacionados ao tamanho do público, podemos gerar métricas para o mercado total endereçável e o mercado disponível para manutenção. 

No caso da LATAM, o tamanho do mercado de comércio eletrônico segue a lógica econômica usual – o Brasil, líder econômico regional, tem o dobro do potencial de mercado do México (a segunda potência econômica da região). A Argentina, com seu mercado de comércio eletrônico em expansão e constante crise de inflação, vem em terceiro lugar.

“O relatório global oferece gráficos semelhantes para os Estados Unidos e Europa, onde o líder econômico regional tem mais potencial do que os demais países do seu núcleo regional”, conta Casagrande. 

As principais marcas ao redor do mundo:

O relatório também comparou o desempenho das principais marcas do mercado e as diferenças do tráfego de sites ao redor do mundo. Embora grandes plataformas, como a Amazon, dominem o mercado de comércio eletrônico em quase todos os países, existem algumas nuances regionais. De acordo com o estudo, a Amazon é a marca de comércio eletrônico nº 1 na América do Norte e na Europa, mas, quando olhamos para outras regiões – MEA (Oriente Médio e África), LATAM (América Latina) e APAC (Ásia-Pacífico) – a imagem parece um pouco diferente. A Amazon chega ao top 3, mas players locais lideram os tráfegos. 

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