3 tendências para o foodservice em 2023

3 tendências para o foodservice em 2023

O ano de 2022 marcou a retomada econômica de muitos setores no chamado pós-pandemia. Com o foodservice não foi diferente. Após dois anos de restrição, o segmento recuperou-se gradativamente à medida que os hábitos do consumidor foram também se normalizando. Para especialistas, o momento é de consolidação, com o Brasil apresentando um faturamento crescente e cada vez mais positivo em comparação a outros países, como os Estados Unidos. Diante disso, a expectativa de crescimento é de, aproximadamente, 7,5% a partir de 2023. 

Para tanto, algumas tendências já estão sendo observadas – e aguardadas – para ajudar a fortalecer e alavancar o setor no próximo ano. Antenado ao mercado, João Alfredo Pimentel, fundador da 6place, explica que a própria expertise da marca já é uma tendência: “A 6place é uma plataforma digital criada para fomentar o abastecimento de franquias de alimentação e independentes do foodservice, focada em oferecer a melhor eficiência operacional para controle do CMV de seus clientes por meio da conexão de indústrias, distribuidores, fornecedores e crédito em um formato de compra 100% digital para o B2B”.

Para o executivo, que reuniu em um mesmo marketplace todo o ecossistema de food, o setor deve se deparar com pelo menos três tendências importantes que devem direcionar os negócios em 2023. Confira:

1. Digitalização do abastecimento: Um estudo realizado pelo IFB (Instituto Foodservice Brasil) em parceria com a consultoria Cognitive Media Science que foi divulgado no início de 2022, o pouco investimento ou a incerteza de quando iniciar a transformação digital era a realidade de 74% do setor de foodservice. Na mesma época, outro estudo da consultoria alertava para a perda de aproximadamente 24% nos lucros por conta dessa imaturidade digital. Destacando que tal transformação vai além das vendas online, o estudo apontava como dica a utilização de tecnologias propulsoras de melhoria em diferentes áreas e processos. No abastecimento, uma opção é realizar a compra online, com monitoramento via plataforma digital. Dessa forma, o operador consegue captar as melhores ofertas em um portfólio qualificado e homologado que reúna todo o ecossistema em um só marketplace com o intuito de garantir preços bastante competitivos e vantajosos para o setor. É o que faz a 6place.

2. Crédito para abastecimento: O fluxo de caixa foi uma das áreas mais impactadas durante a pandemia. Um estudo da Abrasel em parceria com a Alelo apontou, inclusive, que 79% dos bares e restaurantes buscaram algum tipo de crédito no período e apenas 50% obtiveram êxito. Outro dado relevante da pesquisa é que a busca por crédito é um hábito que antecede o coronavírus. Seja para a garantia desse fluxo, para o pagamento de dívidas, realização de alguma reformas e ampliações ou a implementação de algum novo serviço, a expectativa é de que essa procura cresça ainda mais. Então, opções de crédito menos burocráticas e até mesmo a variação de possibilidades de pagamento, tendem a movimentar o mercado no próximo ano.

3. Previsão e planejamento do abastecimento: De nada adianta digitalizar o seu negócio e aproveitar as ofertas de crédito se a gestão não é assertiva. A má gestão do estoque, inclusive, é considerada um dos grandes desafios do foodservice e a fonte principal de comprometimento da saúde financeira de muitos negócios. Então, manter um gerenciamento de estoque eficaz, além de garantir quantidade suficiente de insumos para atendimento das demandas, propicia a previsibilidade do seu consumo, além de evitar os prejuízos causados pelas rupturas em momentos de alta procura.

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