Archive junho 2020

Hiperautomação para a transformação exponencial do negócio

Por Fernando Motta

A hiperautomação consiste na utilização de tecnologias avançadas, como Process Mining, RPA, Inteligência Artificial, Machine Learning, entre outros sistemas e foca na automação de um processo do início ao fim. A ideia é combinar tecnologias inteligentes que sejam capazes de proporcionar uma interação entre softwares da mesma forma que humanos lidam com os sistemas – de forma cognitiva.

Considerada pelo Gartner a tendência tecnológica número um para 2020, a hiperautomação ganhou ainda mais força após a crise global de saúde pública em decorrência da Covid-19. Isso porque a adoção da quarentena para combater o avanço da pandemia evidenciou falhas óbvias nos processos de negócio, como a execução manual de tarefas, que podem ser substituídas por essa automatização inteligente, garantindo a manutenção da operação mesmo à distância.

Com a crise seguindo ativa, a adoção desse modelo de tecnologia fará a diferença na situação atual, criando oportunidades de disrupção ou mesmo preparando a empresa para a retomada dos negócios após a pandemia, cujo cenário ainda exigirá medidas seguras de execução de trabalho para não tornar a operação uma incubadora do vírus.

Qualquer processo é um possível cenário para ser hiperautomatizado, mas não se trata apenas de automatizar atividades repetitivas. Aqui, o que vale são rotinas que necessitem de captura, análise e decisão com base em dados. Por isso, os casos mais elegíveis à hiperautomação estão relacionados a atividades transacionais, como ordem de pagamentos, gestão de estoque, monitoração de servidores e aplicações, folha de pagamento, mudança de dados cadastrais, entre outros.

Ao automatizar tarefas de backoffice, a hiperautomação não só torna a operação digital mais eficiente e ágil, como também possibilita a diminuição de falhas humanas e o aumento de produtividade, além da redução de custos.

Para auxiliar nessa jornada, o gêmeo digital se torna uma poderosa ferramenta de melhoria de processos porque baseia as análises em todos os dados existente na organização.

Empresas mais dependentes do trabalho manual correm mais riscos comerciais, uma vez que estão sujeitas ao fator humano para manter a produção ativa. Desta vez, a quarentena paralisou automaticamente processos de muitos negócios que ainda não tinham bons níveis de automatização.

E essa lição que tivemos de uma crise repentina é a prova de que não temos o controle de outros impactos que podem ocorrer, ficando claro que as empresas devem avaliar essa tendência para transformar exponencialmente a estratégia de inovação dos seus negócios.

* Fernando Motta é Head de Process Intelligence do gA, companhia global de tecnologia que utiliza plataformas digitais e serviços de transformação para capacitar grandes empresas

Qintess anuncia novos diretores para Brasil e América Latina

Combinar experiência e diversidade para seguir inovando a cada dia. Com esse propósito, a Qintess, uma das principais fornecedoras de soluções de tecnologia do Brasil, anuncia a chegada de seus novos executivos para o trabalho no Brasil e na América Latina. Seguindo mais uma etapa de sua jornada de expansão, a companhia apresenta Williams Silva como Diretor Executivo de Negócios Digitais, Alessandro Milagres, para a diretoria de Customer Success, Eduardo Rabboni como novo Diretor da unidade de Operations Performance & ITS e Rosemeire Tardioli, nova Diretora de RH e Facilities.

Outra novidade é a escalada de Celso Kleber de Souza para a Diretoria Geral de Aplicações e Soluções Digitais, responsável pelas práticas de Apps, Automação, Salesforce, Analytics & Decision Science e Meios de Pagamento, organizadas em quatro diretorias sob seu comando. “Nossa companhia tem como compromisso ser uma fornecedora de inovação, com as melhores respostas em tecnologia e serviços. A chegada destes novos líderes e o crescimento do Celso Kleber certamente nos ajudará a cumprir esse objetivo, trazendo a competência e a experiência necessárias para acelerar e alavancar ainda mais nosso crescimento”, diz Nana Baffour, CEO global e Chief Culture Officer da Qintess.

Com larga experiência nos setores de finanças, seguros, manufatura e varejo e passagens por Stefanini, Nexxera e Neogrid, Williams Silva, assume a Diretoria de Negócios Digitais com o objetivo de acelerar vendas e inovação. “Nosso grande diferencial está no profundo conhecimento do Negócio. Não queremos falar apenas de tecnologia, queremos ajudar os clientes a serem mais eficientes melhorando seus processos críticos”, afirma.

Para apoiar essa estratégia e garantir o atendimento aos clientes e a evolução das soluções oferecidas pela Qintess, Alessandro Milagres, lidera a Diretoria de Customer Success. “A meta é acompanhar a realização dos projetos e melhorar cada vez mais a oferta”, afirma. Com passagens por empresas como Stefanini, SIGGA Mobile Technologies, JFOX, Google e CI&T, o profissional chega com a meta de fortalecer o trabalho de suporte e acompanhamento dos clientes.

Com mais de 30 anos de experiência e tendo atuado como Chief Information Officer, Chief Digital Officer e consultor especializado em grandes empresas como Siemens, Algar Telecom e Nae Consulting, Eduardo Rabboni se soma ao time para reforçar a área de Operações e garantir a qualidade das entregas. “Chego para apoiar a criação de um modelo digital de alto desempenho e performance”, diz.

Especialista em processos da área RH e employee relations, Rosemeire Tardioli é a nova Diretora de RH/Adm da Qintess, reportando-se para Lauro Chacon, CHRO. Ela atuará na implementação de processos totalmente digitais nas áreas de administração de pessoas e Recrutamento e Seleção, além de aprimorar os processos de construção das competências futuras da empresa por meio da Academia de Talentos. “Estou muito contente em fazer parte da Qintess e espero contribuir com esta jornada de aprimoramento constante”, afirma a executiva, que chega à companhia após mais de 16 anos na Accenture.

Estudo mostra que o brasileiro terá novas prioridades na retomada

Ir ao supermercado, fazer uma simples caminhada ou andar de táxi. Ações tão cotidianas e corriqueiras para a maioria da população, mas que, em razão da quarentena motivada pelo novo coronavírus, passaram a ser evitadas e até planejadas. Essas três atividades foram apontadas pelos brasileiros como as de maior intenção de serem feitas no curto prazo, assim que o isolamento social terminar. A constatação é do estudo “O Processo de Retomada das Atividades pelos Consumidores”, desenvolvido pela HSR Specialist Researchers. A pesquisa dividiu essa retomada no curto, médio e longo prazo, considerando curto a intenção imediata das pessoas na realização daquela atividade, médio são as que tendem a acontecer no primeiro semestre de 2021 e longo são as que devem ocorrer somente daqui a dois anos.

As prioridades entre as ações a serem realizadas no curto prazo são, na ordem: “ir ao supermercado fazer minhas compras” (para 79% dos entrevistados), “fazer caminhadas e corridas ao ar livre” (47%), “andar de Uber ou táxi” (40%), “ir a médicos para consulta de rotina” (38%) e “ir a igrejas, templos ou a outros locais religiosos” (31%).

As atividades a serem retomadas por último ou nunca mais – A higiene e o isolamento provocaram fortes mudanças de hábitos e parece que o “novo normal” veio para ficar. A higienização constante já entrou na vida das pessoas e não deve ser mais abandonada, mesmo depois do fim da quarentena, assim como será também o esforço para evitar aglomerações de pessoas. Dessa forma, 27% dos entrevistados dizem que não vão parar nunca mais de higienizar todos os produtos quando voltarem do supermercado e 9% afirmam que farão isso durante os próximos dois anos. Entre o público entrevistado, 21% sinalizam que jamais voltarão a “pegar coisas e encomendas do correio sem fazer higienização ou sem proteção”. Mas como ficará a retomada de shows, partidas esportivas e viagens? Para mais de 20% da amostra entrevistada, são atividades que precisarão aguardar pelo menos 2 anos para voltar a acontecer na vida deles e em alguns casos, nunca mais.

Atividades sociais devem esperar um pouco – O brasileiro é muito sociável, mas alguns costumes tradicionais deverão aguardar um pouco mais, principalmente as atividades de lazer e entretenimento. De modo geral, as pessoas se imaginam retomando o convívio social somente no médio prazo, portanto jantares (45%), abraços (43%) e encontros com amigos e parentes (45%), ainda terão que aguardar um pouco. “São todas situações que geram muita aproximação física e mesmo com pessoas conhecidas estão sendo planejadas para acontecer no médio prazo”, explica Naira Maneo, sócia-diretora da HSR Specialist Researchers.

O estudo dava opção de mais de uma resposta. Assim, “ir a jantar na casa de amigos/parentes”, “receber amigos e familiares em casa ou fazer reuniões sociais”, “visitar parentes ou amigos idosos nas suas casas” e “sair à noite para restaurantes e bares” tiveram o mesmo índice de resposta, mencionadas por 45% da amostra pesquisada como intenção no médio prazo.

“O estudo mostra mudança de consciência dos brasileiros em muitos aspectos e o caminho de volta à normalidade ainda deve demorar um pouco mais. Vai além do simples desejo de se voltar ou não a um antigo hábito. A quarentena fez com que ações antes vistas até como banais, sem importância no dia a dia, assumissem relevância nunca imaginada em outros tempos. Espera-se que a vida volte ao normal, mas, sem dúvida, com a presença continuada dos novos aprendizados adquiridos”, conclui Naira Maneo.

Metodologia e dimensões – A pesquisa “O Processo de Retomada das Atividades pelos Consumidores” foi realizada entre 15 e 22 de junho, ouvindo 2,2 mil pessoas por meio de painel online, incluindo homens e mulheres das classes sociais A, B e C, nas principais capitais brasileiras.

40% dos profissionais afirmam que o principal desafio do trabalho remoto é manter conexão entre as pessoas

Com o objetivo de compreender quais são os principais cenários do mercado de trabalho agora e pós-pandemia, a Catho realizou um estudo com mais de 7 mil profissionais e 370 empresas de todo Brasil. De acordo com a pesquisa, 48% das companhias mantiveram a mesma produtividade antes e durante a quarentena, enquanto 19% afirmaram ter aumentado. Por meio desses resultados, elas planejam investimentos em trabalho remoto (35%), treinamento para colaboradores em trabalho remoto (37%) e tecnologia (49%).

Do outro lado, 40% dos profissionais afirmam que o principal desafio do teletrabalho está em manter a conexão entre as pessoas. Mas afinal, diante de perspectivas que apontam que essa será uma tendência que veio para ficar, como manter proximidade entre empresas, líderes e profissionais?

Para Patricia Suzuki, diretora de Gente e Gestão da Catho, é possível sim criar conexão a distância. A partir da institucionalização do trabalho remoto, que deve assegurar a capacitação da s lideranças e equipes, até a aquisição das ferramentas de uso diário, há ainda outros passos que permitem aproximar gerentes, times e colegas de trabalho.

“É importante ressaltar que, assim como o contato e a troca diária que as pessoas têm no ambiente presencial, elas querem continuar vivenciando isso no ambiente virtual. Desta forma, se antes colegas e líderes passavam o dia juntos, isso pode se transformar em uma sala virtual, por exemplo. Além disso, o cafezinho, almoço e happy hour, também podem migrar para esse espaço. Até premiações, feedbacks e demais contatos podem ser realizados remotamente e o mais importante, assegurar os rituais de liderança “, afirma Suzuki.

Ainda de acordo com a pesquisa, dentre os outros desafios dos profissionais remotos estão manter o engajamento e comprometimento das equipes (38%), gerenciamento da equipe a distância (26%) e manter a comunicação sem ruídos (22%).

“Uma liderança capacitada para gerenciar equipes virtuais consegue utilizar com efetividade todas as ferramentas essenciais no dia a dia dos colaboradores, além de engaja-los e gerenciá-los remotamente. Esse novo contexto é desafiador e pede adaptação para essa nova forma de entregar resultados. Desta forma, é necessário estar atento a forma de se comunicar, assegurar a empatia nos nossos contatos e fazer autogestão para alcançar objetivos, fortalecer vínculos e se autodesenvolver”, ressalta Suzuki.

Retorno da força de trabalho aos escritórios depende de 4 medidas, diz KPMG

Há quatro medidas de mitigação importantes para as organizações que determinarem o retorno aos escritórios de toda ou parte de sua força de trabalho. Essa é uma das conclusões do guia “Covid-19: retorno aos escritórios”, produzido pela KPMG.

“O material traz dicas relevantes sobre o que deve ser priorizado neste processo, quais profissionais devem ser envolvidos para o desenvolvimento de um planejamento sólido, quais são as ameaças, as precauções e os novos procedimentos a serem adotados nessa nova realidade”, afirma André Coutinho, sócio-líder de Clientes e Mercados da KPMG no Brasil e na América do Sul.

As quatro medidas de mitigação importantes, segundo a KPMG, são as seguintes:

1- Controles de acesso com triagem para empregados, visitantes e fornecedores

2- Distanciamento físico, também conhecido como distanciamento social

3- Utilização de Equipamento de Proteção Individual (EPI)

4- Limpeza e higiene do escritório

As medidas se baseiam em orientações de autoridades do governo e de saúde privada, incluindo a Organização Mundial da Saúde (OMS), os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, o Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças, a International SOS e a prestadora de serviços médicos e de segurança global da empresa.

O objetivo é criar planos que permitam o retorno em fases da força de trabalho aos escritórios e mitiguem os riscos à saúde e segurança de pessoas, clientes e comunidade.

Entre os princípios norteadores, a KPMG indica que a saúde, a segurança e o bem-estar dos funcionários é a prioridade máxima. Portanto, os planos das empresas devem ser elaborados em parceria com as equipes responsáveis por gestão de pessoas, incluindo representantes das áreas de Saúde e Segurança, Jurídico, Qualidade e Gestão de Riscos.

Também deve ser considerada a contratação de um médico ou especialista em prevenção de doenças contagiosas no ambiente de trabalho, para revisar a razoabilidade de cada plano.

O guia também evidenciou que, visando a segurança das pessoas e o atendimento adequado de clientes e da comunidade, a KPMG adotou uma visão sobre a crise da Covid-19 fundamentada em quatro fases:

– Reação, com realização do trabalho remoto e implementação de planos de continuidade de negócios

– Resiliência, com administração dos negócios remotamente, manutenção da entrega aos clientes e garantia da continuação das operações

– Retomada, com retorno ao trabalho nos escritórios, presença física em reuniões e possíveis viagens

– Nova realidade, com reflexão sobre como serão os escritórios nessa nova realidade e o que deve ser planejado agora

Sobre a nova realidade, o impacto da Covid-19 fez com que muitos funcionários passassem a trabalhar remotamente. Essa mudança levou à criação e adoção acelerada de ferramentas de trabalho virtuais que, em outras situações, poderiam ter levado anos.

Outro ponto relevante está relacionado à Comunicação. Neste momento de incerteza, realizar comunicados frequentes é fundamental e as organizações devem implementar uma estratégia constante de comunicação eficaz.

O conteúdo está disponível na íntegra no link – http://home.kpmg/br/pt/home/insights/2020/06/covid-19-retorno-aos-escritorios.html.

Quais são os próximos passos para a vigência da LGPD

Por William Faria

Foi aprovado no fim de maio o Projeto de Lei nº 1.179/2020, no Senado Federal, que altera a data de vigência da Lei Geral de Proteção de Dados. O PL determinou que os artigos 52 a 54 da LGPD, que tratam das sanções aplicáveis em caso de violação da Lei, terão efetividade somente no dia 1º de agosto de 2021. Os demais dispositivos da Lei seguem com vigência no dia 3 de maio de 2021, conforme determinado pela Medida Provisória nº 959/2020.

No dia 12 de junho, o presidente Jair Bolsonaro aprovou parcialmente o Projeto de Lei 1.179,e manteve artigo 25 do PL – que trata o adiamento das sanções decorrentes do descumprimento da LGPD para 1º de agosto de 2021.

O Congresso Nacional, porém, ainda precisa apreciar a Medida Provisória nº 959/2020. Caso a MP seja rejeitada – ou venha a caducar, que é quando a lei não é votada em 120 dias, contados a partir de 29 de abril de 2020 -, a LGPD passa a vigorar em 14 de agosto deste ano. Mas, se a Medida Provisória for aprovada, então entrará em vigor em maio de 2021 , conforme determina a Lei nº 1.179/2020.

É sabido de todos os embates entre o Executivo e Legislativo e da existência de um acerto entre os parlamentares para que a MP 959/2020 venha a caducar. Com isso, a LGPD entraria em vigor em 14 de Agosto de 2020 e as suas sanções via ANPD (Autoridade Nacional de Proteção de Dados) somente em 1º de agosto de 2021.

As empresas podem postergar sua implementação para 2021?

De maneira nenhuma, sobre o forte risco de expor a companhia a inúmeros processos jurídicos. Explico aqui os motivos para o não adiamento da implantação da LGPD nas empresas:

• Embora a ANPD não possa fiscalizar as empresas, nada impede que outros órgãos façam tais como Procon ou Ministério Público Estadual e Federal Um titular de dados que entenda que seu direito esteja sendo agredido pode entrar com um processo na esfera cível.

• O STF já considera em seus julgamentos a existência e realidade da LGPD- no dia 7/05 o Plenário do Supremo Tribunal Federal referendou a decisão liminar para suspender a Medida Provisória 954, que libera o compartilhamento de dados pessoais por empresas de telefonia com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A relatora, ministra Rosa Weber utilizou em seu voto a LGPD como base de sua decisão e foi acompanhada por seus pares.

Resumidamente, a partir de agosto de 2020 as empresas poderão sofrer vários processos e fiscalizações por não cumprirem com as normas da LGPD, o que em termos financeiros e de imagem são muito mais gravosos que as sanções da ANPD, que ficarão para agosto de 2021.

O que fazer então:

Às empresas que não iniciaram seus preparativos e têm agora pouco mais de 3 meses para adequação, a sugestão é de que trabalhem com se adequarem nós sugerimos que sejam feitas 2 etapas:

• Emergenciais para atendimento da LGPD para agosto de 2020

• Necessárias para atendimento completo a LGPD até suas sanções em 2021

Nas emergenciais somente identifico:

– Assessment + Implementação de processos manuais para atender os direitos do Titular e atendimento de solicitações do Regulador

Atendimento completo

– Assessment + Proposta para atender de modo incremental a implementação das jornadas para atender os direitos do Titular e atendimento de solicitações do Regulador, de acordo ao cenário identificado no Assessment e com a maior eficiência possível e implementar entre outros:

1.Criação de Política de Privacidade

2. Nomeação e publicitação do DPO

3. Realização de um Assessment para entender quais processos tratam dados pessoais e quais estão mais expostos para eventuais demandas judiciais.

4. Criar o mapeamento de dados e inventários para que se possa identificar onde estão os dados pessoais em sua empresa e como podem, mediante a solicitação do titular de dados, prestarem acessos aos seus direitos.

5. Implantar um portal de direitos dos titulares, tais como:

• Confirmação da existência dos dados da pessoa física na instituição

• Relatório detalhado dos dados da pessoa física na instituição

• Coleta e gestão das autorizações para uso dos dados (Consentimento)

• Eliminação dos dados identificáveis

• Não autorização para tratamentos de legítimo interesse

• Portabilidade completa de dados

• Atualização dos dados

• Pedido de revisão das decisões tomadas por processos automatizados

6. Treinamento

7. Políticas de Privacidade detalhadas

8. Mapeamento dos Processos e linhagem de dados

9. Análise de impacto de Privacidade ( DPIA)

10. Tratamento de Dados para segurança e privacidade

§ Controles da ISO 27001

§ Segurança de Rede, acesso, aplicação, dados

§ PET de Privacidade

§ Engenharia de Privacidade

§ Revisão de Decisões Automatizadas

§ Mascaramento

§ Criptografia

§ Monitoramento

§ Anonimização

§ Portabilidade

11. Processo de Gestão de Privacidade

§ Manter Estrutura DPO

§ Manter Políticas de Privacidade

§ Manter Catálogos de Dados

§ Realizar descoberta de Impactos ( DPIA)

§ Operar Privacy by Design

§ Gerenciar riscos de Terceiros

§ Certificar Privacy by Design

§ Gerenciar Violações de Privacidade

§ Análise e Respostas as Solicitações

§ Monitorar Privacidade

§ Manter Treinamentos

§ Manter Comunicação

§ Manter Suporte aos Processos

12. Avaliação de Impacto de Proteção de Dados com o DPIA

§ Desenvolvimento com Proteção de Dados por Design e por Padrão

§ Etapas da Engenharia de Privacidade

§ Certificação do Produto para Privacidade

§ Auditoria de Privacidade nos Processos

Compreendo que entender todos os trâmites da LGPD neste momento podem ser complicados, mas ter informações precisas são extremamente necessárias para acelerar as transformações digitais das companhias e a a adequação às demandas regulatórias da lei.

William Faria, DPO (Data Protection Officer) e especialista em segurança da informação da GFT Brasil.

A melhor maneira de vencer uma crise, é aprender a se adaptar

Por Felipe Paoletti, diretor de vendas na Hitachi Vantara

Após muitas conversas, leituras e reflexões, notei que os impactos da adaptação tecnológica foram sentidos em diversos setores, mas cada um precisou lidar de formas diferentes a essas mudanças. O agronegócio provavelmente sentiu menos as consequências do que os bancos e serviços de telecomunicações. E todos os setores que a tecnologia já faz parte do negócio, tiveram que se reinventar completamente.

E para atender essas demandas, as empresas precisaram investir em uma boa Infraestrutura de facilities. Dessa forma, com um ou mais data centers, foi possível manter o negócio em funcionamento ininterrupto. Entendo que se um serviço essencial ficar parado por horas, devido a uma falha no sistema, isso pode significar perdas de faturamento na casa dos milhões. Um backup de armazenamento de dados resolveria isso em poucos segundos, evitando que as operações ficassem fora do ar, ou, inclusive, que ocorressem sequestros de dados.

Uma pesquisa produzida pela Trend Micro, revelou que o Brasil é o segundo país que mais sofre com sequestro de dados, com 10,64% dos casos globais e mais de 694 milhões de ameaças de e-mail. É uma preocupação diária, afinal, o banco de dados é o cofre de informações de uma empresa.

Com tantos ataques, as companhias entenderam que a infraestrutura de tecnologia é indispensável, mas enfrentam muitos desafios para conseguir chegar a um equilíbrio, já que muitas vezes as empresas possuem diversos periféricos para fazer a intercomunicação das operações. Lidar com as diversas opções de infraestrutura de storage gera uma certa complexidade. Neste caso, é necessário ter uma equipe qualificada e treinada com todos os requisitos de governança para apontar e corrigir falhas.

Esse equilíbrio deve permear entre a cloud e o data center. Lembro que anos atrás, quando a cloud foi vista com mais atenção, as empresas quiseram migrar 100% para a nuvem, e ao longo do tempo viram que essa não era exatamente uma boa ideia. A latência, por exemplo, faz toda a diferença quando a empresa depende de um link robusto para atender a grandes distâncias. É necessário repensar a infraestrutura, porque não se trata somente de ter tudo dentro de casa, ou tudo na nuvem.

Outro estudo interessante que li foi do Gartner, apontando que até 2025, 90% das empresas terão um arquiteto de soluções totalmente dedicado à automatização avançada da gestão, contra menos de 20% hoje. Percebo que a grande chave para extrair a melhor informação desses ativos corporativos que são os dados, está no equilíbrio entre a exploração dessas informações com as ferramentas adequadas, a disponibilidade, o armazenamento correto com garantia de segurança e governança, e finalmente, o acesso a esses dados a qualquer momento.

Alguns setores dependem o tempo todo da disponibilidade dos dados, como o setor aéreo e de aluguel de carros, por exemplo. Empresas desse nicho estudam dia e noite o comportamento do mercado para saber qual é o melhor momento para lançar um novo serviço ou fazer uma promoção. Para eles, a infraestrutura precisa ser adequada para responder a essa enorme demanda por dados.

A área da saúde é outro exemplo de setor que trabalha permanentemente com o recebimento, manuseamento e armazenamento de dados. Atualmente possuem todos os dados online e digitalizados, e os KPIs são analisados constantemente para que sejam adotadas estratégias mais eficazes.

Além de toda essa preocupação com a disponibilidade dos dados, outro ponto de atenção é a LGPD, que entrará em vigor somente em 2021, mas já precisa ter efetividade a partir de agora. O Comitê Central de Governança de Dados do Governo lançou o Guia de Boas Práticas (LGPD), a fim de promover a transformação cultural para adequação à lei. Essa transformação visa considerar e promover o respeito à privacidade de dados pessoais desde a concepção do serviço ou produto até a execução, por meio de ações de conscientização.

É necessário ter atenção e preparo quando o assunto envolve dados pessoais. O mundo digital precisa de mais transparência. Por isso, as empresas devem mapear e identificar onde todos esses dados estão, para poder garantir ao usuário que eles estão bem guardados. O primeiro passo está em repensar os processos, começando por quais são os canais de comunicação usados e como a empresa se relaciona com o cliente. Com essas informações é possível montar um diagrama com todos os passos, e mapear as brechas de segurança que possam existir dentro do processo ou da empresa, seja ela pública ou privada.

Intraempreendedorismo na Mercedes-Benz

Na era das startups, de inovação e mudanças no mercado tradicional, é comum ligarmos ideias disruptivas à novos modelos de negócio e unicórnios. Nessa constante corrida, empresas tradicionais têm visto a oportunidade – e necessidade – de se reinventar, e para isso, têm olhado cada vez mais para dentro: para seus colaboradores e para a sua própria história.

A Mercedes-Benz é um exemplo disso. Fundada em 1886 por Karl Benz e Gottlieb Daimler, que criaram o primeiro automóvel motorizado da história, hoje é uma referência no que se trata de inovação e uma das líderes no setor automotivo. Mesmo em uma posição privilegiada, a companhia enxergou a oportunidade de inovar não apenas em sua área de P&D, mas também em setores que parecem a princípio inflexíveis para mudanças.

Em 2018, a empresa realizou no Brasil a ‘Incubadora’, um programa de intraempreendedorismo com o objetivo de motivar seus próprios colaboradores a pensar em novas soluções para otimizar processos internos e melhorar a experiência de seus clientes.

Desde então, duas edições aconteceram: a Mercedes-Benz recebeu mais de 200 ideias de grupos formados por colaboradores de diferentes áreas e vem acumulando cases de sucesso entre os participantes, que têm a oportunidade de apresentar suas ideias perante o board da empresa, incluindo o próprio presidente. Para a implementação da Incubadora, a empresa conta com a Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha, responsável pela concepção e gestão do projeto, e com a Troposlab, aceleradora especializada em programas de inovação corporativos.

“É transformador poder acompanhar estes projetos tomarem vida. Os intraempreendedores são pessoas que às vezes estão em atividades operacionais, mas com grande capacidade criativa e entusiasmados para resolver problemas. Quando uma empresa se abre ao intraempreendedorismo, dá voz e ferramentas para que seus colaboradores sejam agentes da mudança”, comenta Hannah Bremberger, coordenadora dos programas de intraempreendedorismo da Câmara Brasil-Alemanha de São Paulo.

Um exemplo dos frutos dessa iniciativa foi a criação e lançamento do aplicativo Liga na Estrada, que por meio de gamification estimula a melhoria da performance dos motoristas de caminhões, reduzindo os custos e a emissão de CO², e ao mesmo tempo, fidelizando clientes. Recentemente, o projeto foi lançado na FENATRAN, Salão Internacional do Transporte Rodoviário de Cargas, um dos maiores eventos do setor.

“Foi muito enriquecedor para todos nós poder participar da Incubadora. Todo o suporte concedido pela Câmara, pela Troposlab e pela Mercedes-Benz foi fundamental para nossa evolução e aprendizado dentro e fora do programa”, comenta uma das integrantes do grupo.

A Câmara Brasil-Alemanha e a Troposlab também puderam contribuir para a iniciativa ‘Mentes Brilhantes’, lançada em 2019 pela Continental, fabricante de pneus e peças automotivas alemã. Em sua edição inicial, a empresa acelerou 4 ideias.

“Nossa experiência desde 2012 fazendo programas desse tipo demonstra o quão importantes eles são no desenvolvimento da cultura de inovação nas empresas, já que despertam e estimulam o comportamento empreendedor dos colaboradores para além do período de duração do programa”, relata Pedro Teixeira, cofundador e diretor de aceleração da Troposlab.

O programa ‘Mentes Brilhantes’ teve o objetivo de estimular o empreendedorismo nos funcionários da empresa. Por meio de um treinamento no estilo de aceleração de startups, equipes foram selecionadas para terem acesso a ferramentas de validação de ideias e de desenvolvimento de negócios.

Um caso interessante foi a condução de um projeto para simplificar a emissão das notas fiscais da empresa. O grupo multidisciplinar, incluindo colaboradores das áreas logística, financeira, TI e compras, trabalhou em uma solução integrada para simplificar as etapas de aprovação, dando mais autonomia, transparência e confiabilidade das informações aos solicitantes.

As equipes recebem mentoria em conceitos de empreendedorismo, gestão de projetos e estruturação de business case, e são estimuladas a desenvolverem MVPs (mínimos produtos viáveis) dentro do programa. Na prática, significa buscar parcerias dentro e fora da empresa para viabilizar a implementação das ideias em escala piloto, de forma que seja possível avançar nas validações de forma mais rápida, coletando feedbacks dos colegas envolvidos e buscando alternativas para as barreiras encontradas em um curto espaço de tempo – os programas de aceleração duram de 2 a 3 meses.

“É interessante perceber que programas para estimular a capacidade criativa e de empreendedorismo dos funcionários não estão limitados às matrizes dessas empresas, mas também chegam ao Brasil. Vimos casos muito interessantes como os da BASF ou Robert Bosch, que criou o “Grow” para oferecer toda uma infraestrutura e de tempo dedicado para desenvolvimento das ideias de seus funcionários. Os resultados que alcançamos aqui no Brasil são muito bem recebidos globalmente – o brasileiro é em geral criativo e gosta de ser protagonista em sua empresa”, comenta Bruno Zarpellon, diretor de inovação e tecnologia da Câmara Brasil-Alemanha de São Paulo.

Nossa cultura tradicionalista atrapalha seus investimentos

Em tudo na vida, somos direcionados a agir conforme a nossa cultura. Com o passar do tempo, a evolução tecnológica e conhecimento de outros modos de vida, até nos adaptamos e remodelamos nosso modelo mental. Porém, parte das coisas com as quais deixamos de ter contato – por falta de afinidade ou por não fazer parte do cotidiano de nossas vidas profissionais – tendem a se perder. E acabamos por manter o modelo mental desenvolvido durante a nossa formação de caráter. Tudo aquilo que ouvimos na infância e até mesmo as crenças pregadas por nossos ancestrais.

Esse tradicionalismo se mantém nas escolhas dos investimentos e relacionamentos bancários. Até mesmo por encarar o mercado de investimentos como uma Caixa de Pandora, repleta de males ocultos, muitos investidores preferem seguir atrelados àquilo que seus pais e avós faziam na hora de guardar dinheiro.

E as opções que eles tinham eram sempre tijolo e poupança, basicamente. Ou se investia em imóveis ou guardavam as economias nos principais bancos do mercado.

Em defesa dessa cultura deixada por nossos pais, vale ressaltar que o mercado de investimentos, como conhecemos hoje, é relativamente novo. Pode-se dizer que os fundos de investimentos e as alternativas no mercado de capitais são posteriores à década de 1960. Por essa razão é muito fácil entender o motivo dos nossos pais e avós serem tão pouco familiarizadas com o modelo e sempre direcionarem nossa educação para o sempre conheceram, para o que dava mais segurança.

No entanto, os tempos são outros. E um dos vários pontos ilusórios que esse tradicionalismo insiste em nos empurrar é o de acreditar que a centralização bancária pode ser benéfica ao investidor.

Os bancos, inclusive, foram obrigados a melhorar suas taxas de remuneração em CDBs para tentar reter seus clientes, em uma consequência clara do que as plataformas abertas de investimentos trouxeram ao mercado. Os clientes, aos poucos, passam a perceber que investir via plataformas de corretoras trazem mais segurança (pela possibilidade de diversificação e pulverização) e maior possibilidade de retorno em suas aplicações.

Em uma economia com taxa básica de juros na casa de 2,25% ao ano, fica clara a necessidade de uma gestão ativa e profissional nas carteiras de investimentos. Por isso, busque sempre informações confiáveis e faça utilização de profissionais especializados para te auxiliar na hora de investir seu dinheiro. O mercado de investimentos é repleto de oportunidades. Liberte-se do tradicionalismo e amplie suas possibilidades.

Daniella Rolim, CFP®, é graduada em Administração de Empresas, pós-graduada em Banking e tem MBA em Gestão de Negócios e Finanças. Educadora financeira formada pela DSOP, é planejadora financeira com certificação internacional CFP e diretora comercial da Flap Capital

Qual o caminho das empresas B2B ao novo normal?

Por Ricardo Recchi

É fato, o mundo nunca mais será o mesmo depois do Coronavírus. Neste cenário, muito se fala sobre as adaptações das prestadoras de serviços aos hábitos que foram desenvolvidos pelos consumidores nesta pandemia. Mas, neste famigerado novo normal que nos aguarda, como ficam as empresas que atuam no segmento B2B (Business to Business)? Quais mudanças serão necessárias em seus modelos de negócio?

De um lado, a Organização da Nações Unidas (ONU) estima que o PIB mundial terá um prejuízo de cerca de US$ 2 trilhões, elevando a taxa de desemprego após esta crise. Como consequência, o quadro de funcionários certamente irá reduzir em alguns setores e, com equipes mais enxutas, vem a importância da digitalização dos processos para que o cliente final não seja impactado com morosidade. Por outro lado, teremos a necessidade de tecnologias que facilitem o desempenho das funções dos colaboradores não apenas pela escassez de profissionais, mas também pela exigência de agilidade em todo ecossistema.

Um exemplo são as entregas e a disponibilidade de produtos. Se antes do início da pandemia as pessoas eram imediatistas, agora suas demandas são para ontem, ou seja, se tornaram mais rígidas com as empresas e, consequentemente, se sentem insatisfeitas facilmente. Com este perfil de consumidor, que é atendido por uma empresa com pessoas que também passaram a ser exigentes e imediatistas, a equação passa a considerar a agilidade como premissa. E, para isso, é importante que haja um alinhamento de toda a cadeia: produção, distribuição e logística.

A começar pelo processo de venda, o B2B será exigido de novas formas de interação, ampliando, por exemplo, o modelo remoto de demonstração de produtos, com demos que atraia o comprador, além de criar um arsenal de conteúdo online que seja útil para a dinâmica de uma venda diferenciada, ou seja, será preciso ter novas formas de interagir com seu público. E da comercialização, passamos para a logística, que precisará ser programada por meio de softwares que sigam a mesma agilidade das vendas, com entregas programadas e com curto prazo.

Pensando que o consumidor final demanda ‘para ontem’, a disponibilização e o mínimo de ruptura são ordens para as novas relações B2B e as palavras-chaves para este momento são: agilidade e desburocratização. E, nesta cadeia, os serviços financeiros vêm na esteira da demanda por simplicidade e rapidez. No final das contas, toda essa mudança garantirá redução de custo no processo e, pensando no argumento inicial deste artigo, que é o colapso do PIB mundial, quem tiver melhores preços e atendimento, ganhará mercado.

Essas são algumas linhas para as empresas do segmento B2B repensarem seus modelos de negócios com foco na otimização de processos e de uso dos seus recursos, operando com equipes mais enxutas e novas rotinas embarcadas em tecnologias que antes eram complementares e passam a ser essenciais.

Cabe ao mercado acessar plataformas que apoiam a criação desses modelos de negócios mais disruptivos, como o low code, que é dotado de uma infraestrutura que permite o desenvolvimento de aplicações de forma rápida e sem complexidade. A demanda é para ontem! A ordem agora às empresas é embarcarem neste universo para explorar o que já está disponível para ajudar na sua operação.

Ricardo Recchi, country manager da Genexus Brasil, desenvolvedora global de produtos para software baseados em Inteligência Artificial

Pesquisa da FICO aponta que 37% dos brasileiros já desistiram de fazer uma compra online por esquecerem a senha


O comércio virtual teve grande crescimento durante a pandemia do coronavírus, já que muitos estabelecimentos comerciais ficaram fechados. Para realizar compras online, cada e-commerce solicita que o usuário utilize uma senha, e isso acaba sendo uma barreira que impede muitas vendas: de acordo com um estudo da FICO, líder mundial em software de análise preditiva, 37% dos consumidores brasileiros já desistiram de adquirir algum produto pela internet pois esqueceram sua senha do site.

O estudo destaca alguns hábitos do brasileiro para recordar suas diversas senhas que trazem diversos riscos. 29% dos consumidores utilizam 5 ou menos senhas em todas suas contas e 23% optam por deixar todas anotadas, por exemplo, num caderno ou no próprio celular.

O brasileiro está aceitando cada vez mais as novas tecnologias de autenticação – 86% concordam em fornecer sua biometria para seu banco e 89% aprovam que a instituição financeira analise a forma como digitam sua senha para ampliar a segurança. Dentre os recursos biométricos, 83% utilizariam impressão digital, 54% leitura facial e 35% varredura ocular.

A pesquisa também identificou que a forma tradicional de autenticação com login e senha está com cada vez menos adeptos nos dispositivos móveis – apenas 45% de preferência quando o brasileiro acessa aplicativos de bancos. 53% preferem entrar em suas contas com senhas geradas por SMS a cada acesso, 50% consideram a leitura de impressão digital como boa alternativa, 36% optam por leitura facial e 34% preferem que novas senhas aleatórias sejam sempre enviadas por e-mail.

“A pesquisa destacou que o brasileiro está interessado em novas tecnologias de autenticação que facilitem seu dia a dia. Num ambiente competitivo em que mais e mais atividades são realizadas digitalmente, proporcionar aos clientes uma experiência agradável, eficiente e segura quando eles usam suas contas e adquirem produtos online é uma grande vantagem competitiva”, afirma Alexandre Nardy, Consultor de Fraude da FICO.

Clique aqui para acessar um infográfico com os resultados da pesquisa.

SAP Brasil reforça estratégia para dar resiliência às cadeias de suprimentos e permitir retorno sustentável do crescimento

A SAP Brasil reforçou os anúncios realizados globalmente pela empresa durante o SAPPHIRE NOW, em especial as soluções para dar maior resiliência às empresas na gestão de suas cadeias de suprimentos, associada às boas práticas de sustentabilidade. A plataforma Industry 4.Now, por exemplo, busca disponibilizar uma série de inovações para ajudar as empresas a projetar e fabricar produtos e ativos inteligentes, capazes de capturar e analisar grandes volumes de dados vindos de sensores em toda a cadeia de suprimentos. Isso permite que os clientes migrem para a Indústria 4.0, indo de uma iniciativa com foco nas fábricas para uma estratégia de negócios abrangendo toda a empresa.

Cristina Palmaka, presidente da SAP Brasil, reforçou que a SAP tem apostado em plataformas abertas, com APIs direcionadas aos diversos segmentos da economia, visando aumentar a agilidade de adoção dessas soluções, baseadas em boas práticas globais dos 25 setores atendidos pela SAP. Segundo a executiva, três pilares acelerados neste momento de pandemia foram a digitalização de supply chain e de processos; a gestão da experiência do cliente, uma vez que os formatos de atendimento foram totalmente modificados durante a crise do coronavírus; e também a gestão da força de trabalho, com uma mudança radical nos processos, seja para os profissionais em trabalho remoto, seja para as novas condições impostas para os trabalhadores da indústria, comércio e serviços.

“A tecnologia é o habilitador para as empresas seguirem em frente e a SAP, diante da responsabilidade de ter mais de 77% do PIB mundial passando por nossos sistemas, entende o desafio de fazer a operação funcionar e também os ajustes necessários estando próximo aos clientes. Do ponto de vista estratégico, seguimos na nossa trajetória de integração de todas as soluções SAP para aperfeiçoar o valor agregado para os nossos clientes”, explica Cristina.

A executiva reforçou ainda o compromisso assumido como signatária do Pacto Global da ONU, como parte das iniciativas do programa Ambição para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (SDG Ambition, no original em inglês). Para direcionar esforços em seus sistemas e contribuir com os processos de sustentabilidade de seus clientes, irá trabalhar, dentro de um roteiro plurianual, com parceiros de co-inovação e anuncia a primeira solução disponibilizada, o SAP Product Carbon Footprint Analytics. A ferramenta visa ajudar a dar maior visibilidade sobre as emissões de carbono de produtos e processos para tomada de decisões sustentáveis. “Vamos direcionar nossos esforços para cada vez mais empresas colocarem em seus KPIs os controles de sustentabilidade”, completa.

Balanço das soluções disponibilizadas sem custos para enfrentamento da epidemia da Covid-19

Três meses após a disponibilização sem custos dos módulos SAP Ariba Discovery, a operação brasileira registrou aceleração na utilização da plataforma, com crescimento de quase 300% no número de novos cadastros de fornecedores no país, principalmente no setor de saúde, que usou o sistema para responder ao aumento dos pedidos relacionados a produtos de missão crítica, incluindo insumos e equipamentos médicos.

Já a adoção da solução SAP Qualtrics Remote Work Pulse foi adotada por 164 empresas brasileiras, entre elas o Grupo Fleury e o Grupo Ipiranga. A ferramenta permite que as empresas façam um monitoramento da jornada do colaborador em trabalho remoto, avaliando desde as condições físicas, relacionados a infraestrutura de TI, acesso à rede, ergonomia até temas relacionados à saúde mental e gestão do relacionamento com seus pares.

SAP Qualtrics Remote Work Pulse ajudou o Grupo Fleury a ouvir sua base de funcionários

O Grupo Fleury foi uma das empresas que adotou a solução SAP Qualtrics Remote Work Pulse para se manter conectado com os funcionários. A empresa tinha o desafio de seguir ouvindo seus 10 mil colaboradores que tiveram as rotinas de trabalho alteradas pela atual crise do coronavírus – tanto os profissionais atuantes na linha de frente como os 1.200 profissionais das áreas administrativas que passaram a trabalhar remotamente.

Para ter um controle da operação e entender as diferentes necessidades, o time de gestão de pessoas adotou a solução da SAP para ouvir sobre a mudança abrupta, condições de trabalho e ferramentas disponibilizadas, identificar medidas adotadas satisfatoriamente, corrigir o que fosse necessário e fortalecer o programa de saúde ocupacional.

Os resultados trouxeram dados importantes sobre interdependência, comunicação, confiança na liderança, avaliação sobre apoio dos gestores, perspectivas sobre o momento e clareza sobre as diretrizes do home office.

“Pegamos insights, mudamos alguns processos e, mais recentemente, voltamos a ouvir os profissionais em home office sobre a possibilidade de retorno”, explica Carlos Marinelli, Presidente do Grupo Fleury. “É muito importante em um momento como esse que tenhamos parceiros como a SAP, com uma tecnologia que nos possibilita a construção de novos processos digitais e reforça nosso protagonismo”, completa.

Além da solução Qualtrics, o Grupo já é usuário do ERP ECC da SAP e dos sistemas de gestão de pessoas SAP SuccessFactors. O executivo também ressaltou que o processo de transformação digital em andamento nos últimos três anos foi fundamental para que a empresa mantivesse a operação como uma agente chave no enfrentamento da epidemia por atuar em um setor essencial.

Greve de entregadores de apps pressionará regulação, avalia economista

A paralisação nacional dos entregadores de aplicativos como iFood, Rappi, Uber Eats, Loggi e James, prevista para 1º de julho, reivindica aumento no pagamento das corridas por quilometragem, distribuição de máscaras e álcool em gel e destinação de um valor das corridas à aquisição de Equipamentos de Proteção Individuais (EPIs), entre outras demandas. Batizada de #BrequeDosAPPs, a greve faz parte de um movimento esperado no atual contexto de desenvolvimento tecnológico, segundo economista da Análise Econômica Consultoria.

“Certamente, ainda há muito o que se discutir sobre a atuação das empresas do setor de tecnologia no Brasil e no mundo. A pandemia do Covid-19 apenas acelerou esse processo, por conta da adoção em massa de aplicativos que atendem demandas diversas, além de ferramentas de videoconferência e telemedicina”, afirma Franklin Lacerda, Diretor de Estudos da Análise Econômica Consultoria e mestre em Economia Política pela PUC-SP.

O economista explica que, historicamente, inovações iniciam ondas de desenvolvimento econômico e social, se tornando responsáveis por revoluções tecnológicas. “Contudo, intervalos de reajustes são esperados enquanto etapas decisivas em revoluções desse tipo, e geralmente são marcados por graves recessões. E a pandemia do Covid-19 aprofundou a recessão iniciada em 2008.”

“Observamos relações conturbadas entre instituições, órgãos regulatórios, empreendedores e a própria sociedade, na busca por um caminho sustentável para a retomada do crescimento, desde o início da recessão em 2008. Ações como a paralisação dos entregadores de aplicativos levantam o debate sobre a recomposição de todo o sistema e a plena fruição da revolução tecnológica, alinhada aos parâmetros regulatórios”, explica Franklin.

Embates crescentes

Diversos acontecimentos já figuram a atual onda de reajustes enquanto um importante capítulo no desenvolvimento tecnológico mundial. Um emblemático exemplo é que o Facebook está na mira dos reguladores desde as eleições estadunidenses de 2016 por conta de suspeitas de influência russa nos resultados por meio da plataforma.

“Antes, em 2014, o Brasil foi o primeiro país do mundo a aprovar um Marco Civil da internet. No mesmo ano, o Parlamento Europeu votou a favor da separação de mecanismos de busca de outros serviços comerciais – o que resultou no “nascimento” da holding Alphabet, controladora do Google. E há também histórico de diversos conflitos envolvendo a empresa Uber, indícios de que em tempos de desenvolvimento tecnológico mudanças são constantes e ajustes são necessários”, finaliza o economista Franklin Lacerda.

Kadu Lopes é nova vice-presidente de Alianças e Canais Oracle América Latina

Com mais de 25 anos na empresa, Kadu Lopes acaba de assumir a vice-presidência de Alianças e Canais da Oracle América Latina. Anteriormente, ela liderava a área de Customer Services, e, a partir de agora, dará continuidade ao desenvolvimento dos negócios junto aos parceiros na região. Além disso, seu papel será fundamental na transformação do ecossistema com foco na estratégia de cloud e base no programa recém-lançado Oracle PartnerNetwork Modernized , para acelerar a experiência e inovação das empresas com a nuvem. Kadu substituí Fabiano Matos, que segue sua carreira como presidente na Oracle Colômbia e Ecuador.

Kadu também está à frente de iniciativas voltadas ao empoderamento feminino, como o programa Oracle Women’s Leadership (OWL), voltado ao desenvolvimento, engajamento e capacitação das gerações atuais e futuras dentro e fora da companhia. Começou sua vida profissional na área de engenharia de suporte técnico, tornando-se gestora da equipe, passou por vendas, até chegar em Customer Services. Formada em Ciência da Computação pela Universidade Estadual Paulista, a executiva também tem MBA em Gestão de Negócios pela Fundação Getúlio Vargas.

Renner acelera transformação digital com projetos omnichannel

Impulsionada pelo contexto atual do mercado varejista, a Renner está acelerando seu processo de transformação digital. A empresa antecipou o desenvolvimento de projetos que facilitam a experiência dos consumidores, ampliam os canais de venda, aprimoram a entrega de mercadorias e fortalecem o relacionamento com os clientes. Soluções originalmente previstas para o fim deste ano ou para 2021 foram colocadas em prática em tempo recorde e já apresentam resultados promissores.

Um desses projetos é o Minha Sacola, que permite que qualquer pessoa inscrita em uma plataforma parceira de marketing de afiliados anuncie produtos da Renner publicando links em suas próprias redes sociais e grupos de WhatsApp. Planejado para 2021, o Minha Sacola foi antecipado e desenvolvido em cerca de uma semana – e já conta com mais de 5 mil inscritos.

Os afiliados recebem uma comissão líquida de 7% sobre qualquer venda gerada a partir do acesso por meio desses links, funcionando como uma renda extra. Para fazer parte da rede de vendedores virtuais da Renner, basta fazer o cadastro no site http://m.lojasrenner.com.br/minha-sacola e montar uma “sacola” personalizada com os itens que pretende oferecer, baseado no perfil de seus seguidores e opções disponíveis na plataforma.

“Nossa atuação está sempre voltada ao encantamento do cliente. Por isso, no início do isolamento social, rapidamente revimos a nossa operação online e aceleramos iniciativas que já estavam previstas no planejamento estratégico, para ampliar a experiência omnichannel, com foco na comodidade e segurança dos consumidores”, diz o diretor de Negócios Digitais da Lojas Renner, Ronaldo Magalhães. Mesmo antes da pandemia da Covid-19, o e-commerce da varejista já vinha apresentando uma performance relevante, crescendo consistentemente mais de 3 vezes do que o mercado online de moda brasileiro nos últimos anos.

Além da implementação de novas ferramentas de venda, as melhorias recentes incluem a criação de funcionalidades no site e no aplicativo da Renner, como um menu específico com sugestões de roupas para uso em casa e o aprimoramento do provador virtual, para garantir maior precisão nas medidas das peças escolhidas pelos consumidores – a taxa de conversão de quem usa a ferramenta é 5 vezes superior à de quem não usa o recurso.

Vendas por WhatsApp

Também previsto para o ano que vem, o serviço de venda por WhatsApp foi desenvolvido em pouco mais de uma semana e começou a funcionar em abril, na cidade de Porto Alegre. O serviço é voltado a clientes que se sentem mais confortáveis em conversar com um atendente no momento da escolha dos produtos. Durante os testes na capital gaúcha, em média 30% daqueles que entraram em contato finalizaram a compra, com tíquetes médios superiores aos observados nos demais canais digitais.

Ao escrever para o número de contato, o consumidor informa o que está procurando para iniciar a conversa. Os pagamentos podem ser feitos com cartão de crédito por meio de um link enviado pelo aplicativo de mensagens, e as entregas ocorrem geralmente no mesmo dia ou, no máximo, em 48 horas. Neste momento, a venda por WhattsApp está em processo de expansão para outras localidades em que a Renner opera.

Estes projetos fazem parte de um conjunto de iniciativas da varejista com foco na omnicanalidade. Outros exemplos são a modalidade de Drive Thru para pedidos feitos no e-commerce e o sistema de Ship from Store, que, baseado em inteligência artificial, identifica a localização do cliente que comprou online e recorre aos estoques das lojas mais próximas, o que acelera o processo de recebimento dos produtos.

Falta de contato entre gestores e colaboradores durante a pandemia pode revelar ao mercado empresas frágeis em governança corporativa

Em períodos de crise, a transparência nas relações entre sócios, colaboradores e com a própria sociedade tem se mostrado fundamental para manter a sustentabilidade dos negócios. Este desafio, além do financeiro, pode transparecer ao mercado a fragilidade de muitas organizações e limitar as possibilidades de captar recursos além de prejudicar a reputação.

A crise da pandemia tem alertado as empresas a importância de buscar boas práticas para conseguir manter sua estabilidade no mercado. O IBGC (Instituto Brasileiro de Governança Corporativa) define a governança corporativa como o sistema pelo qual as empresas e demais organizações são dirigidas, monitoradas e incentivadas, envolvendo os relacionamentos entre sócios, conselho de administração, diretoria, órgãos de fiscalização e controle e demais partes interessadas. Os princípios básicos desse sistema, conforme a advogada Ana Rita Petraroli, especializada em governança corporativa, são transparência, equidade, prestação de contas e responsabilidade corporativa.

“Durante essa fase em que o home office se tornou uma necessidade, a falta de contato presencial entre gestores e colaboradores pode ser um desafio para manter uma conduta adequada no gerenciamento da governança. Por outro lado, esse é o momento de demonstrar o preparo da empresa para lidar com crises e transmitir confiança aos investidores e parceiros”, afirma e executiva e sócia-fundadora do escritório Petraroli Advogados.

A advogada destaca que é imprescindível identificar os pontos vulneráveis a fim de possibilitar a criação de procedimentos de gestão e a adequação do planejamento, para ter mais eficiência nas ações. “A elaboração de planos de contingência, por meio de comitês de crise, auxilia na tomada de decisões estratégicas, que tenham como foco a sustentabilidade da empresa e a redução de riscos”.

Ana acredita, que a economia vai se recuperar gradativamente, mas afirma que é preciso estar preparado para essa fase. “É essencial preservar as relações que foram construídas ao longo do tempo, aumentando não apenas a confiabilidade da organização, mas o engajamento de todas as partes envolvidas, incluindo a sociedade. A transparência está diretamente ligada à comunicação, com interação dos executivos, sócios, investidores e colaboradores, estabelecendo um bom canal de relacionamento. É preciso expor claramente a situação da empresa e o que tem sido feito para melhorar, mesmo que pensando nos resultados em médio prazo”, reforça a especialista.

A importância dos profissionais de TI durante a pandemia

Por Eduardo Gallo

Com ou sem pandemia, pouca gente conhece as tarefas que um profissional de TI executa e percebe sua importância. Quase todas as transações pessoais e comerciais hoje em dia são digitais: processar uma venda, pedir comida em casa, chamar um táxi, reservar uma viagem, pagar o salário ou postar uma foto em uma rede social exigem um especialista de TI.

A crise, porém, pôs à prova a capacidade de muitas empresas de sobreviver, e de governos de governar. E nesse cenário o profissional de TI está sendo exigido de forma muito mais intensa.

Cada setor está sendo atingido de uma maneira, com maior ou menor prejuízo para o negócio. Milhares de empresas tiveram de fechar suas portas, e a pressão em todas as áreas é enorme: na área comercial para vender mais, na financeira para gastar menos e na de serviços para entregar melhor. Mas em todas elas a TI é fundamental. Sairão melhores desta crise os que conseguirem ser mais inovadores.

De início, ao mandar seus funcionários para casa, o primeiro desafio foi mantê-los produtivos. Os profissionais de TI correram a personalizar computadores para acessar remotamente os dados e aplicações da empresa. Esse trabalho veio acompanhado de ajustes na infraestrutura para suportar acessos remotos e a carga adicional que vem de fora da empresa.

Em seguida veio a preocupação com a segurança. Ataques de hackers cresceram com a vulnerabilidade aumentada pelos acessos além dos limites do firewall das empresas. Com isso, aumentou também o trabalho dos especialistas de TI para melhorar a segurança e blindar seus dados de ataques de criminosos.

Depois de dois meses com as lojas fechadas, varejistas estão correndo para desenvolver sites de comércio eletrônico. As escolas se apressaram a colocar no ar plataformas de ensino a distância. Os eventos foram transmitidos por canais digitais. Toda essa transformação teve de ser feita com muita velocidade por profissionais de TI.

Durante a pandemia, muitas empresas já estão se preparando para a nova realidade que virá com o fim do isolamento. É possível que após um breve período já estejamos viajando a lazer para os mesmos destinos de antes. Mas muitas viagens a trabalho serão substituídas pelas já corriqueiras reuniões por videoconferência. Quando os shoppings reabrirem, muitos de nós voltaremos a comprar normalmente nas lojas. Mas a parcela da população que iniciou suas compras on-line durante esse período deverá seguir com esse hábito.

Os alunos voltarão para as escolas, mas aulas de reforço serão feitas pelo EAD – Ensino a Distância. Algumas instituições de ensino colocarão ainda mais foco nessa modalidade. O teletrabalho, raro no Brasil até por conta da legislação trabalhista, deverá se tornar mais popular. O governo deve se digitalizar ainda mais rapidamente para oferecer melhores serviços aos cidadãos sem a necessidade de que estes se desloquem até repartições públicas.

Será necessária muita inovação, muita velocidade na transformação de diversos setores, e a tecnologia será fundamental para que isso aconteça. Hoje existem aproximadamente 850 mil profissionais de TI no Brasil. Eles desenvolvem sistemas e aplicações, garantem a segurança dos dados, protegem contra ataques e conectam pessoas e empresas.

Esse período de reclusão é o início de uma mudança que não vai acabar com o fim da pandemia. As novas rotinas e os novos hábitos de consumo estão provocando mudanças na forma de nos relacionar com outras pessoas, empresas e poder público. As compras pela internet, aulas remotas, home office, videoconferências e até atendimento médico remoto são realidades que já fazem parte do nosso futuro.

Essas transformações reforçam a percepção de como é importante o desempenho da tecnologia e dos profissionais de TI. Além disso, as circunstâncias também são favoráveis para o surgimento e aprimoramento de outras profissões, que vão tornar o mercado mais preparado, dinâmico e eficiente para lidar com um mundo, a sociedade e consumidores cada vez mais digitalizados.

Eduardo Gallo, presidente da Service IT

 A tecnologia no desafio de manter o controle do fluxo de caixa durante a crise

Por Eduardo Neubern, diretor executivo da TOTVS Techfin

A atual crise socioeconômica causada pela pandemia da COVID-19 vai desencadear um impacto comum para a maior parte das empresas: a perda de controle do fluxo de caixa, em decorrência da interrupção da entrada de receitas e manutenção de seus compromissos recorrentes. No entanto, um cenário é certo: as empresas mais digitalizadas se mostram mais preparadas para gerenciar suas operações em meio à crise.

Ainda assim, temos a oportunidade de sair dessa história com um novo patamar de produtividade e aprender com os processos que serão reinventados no momento de crise. O senso de urgência somado ao cenário de incerteza tem muito a ensinar. A necessidade é a mãe da invenção

O acesso ao crédito, por exemplo, que sempre foi importante, passa a ser a questão vital neste momento, o oxigênio das empresas. E a solução para essa questão pode ir além dos caminhos tradicionais: estamos falando de inovação.

Neste cenário, a tecnologia e os dados podem fazer toda a diferença para manter o fluxo de caixa da empresa saudável. A tecnologia permite operar remotamente, melhora a experiência de uso e amplia significativamente a capacidade de distribuição ao mesmo tempo em que reduz seu custo.

Os dados têm um papel ainda mais importante: jogam luz na análise de crédito. A riqueza das informações que trafegam nos sistemas de gestão habilita uma análise baseada em uma vasto histórico de transações recorrentes e complementares de contas a pagar, receber, níveis de estoque, folha de pagamento que vão muito além da fotografia de um simples balanço, traz o filme ao invés da foto, o check-up ao invés do raio-x. Resultado: maior aprovação, maiores limites, menores taxas e menor inadimplência. Um ganha-ganha na concessão do crédito que as empresas e o país tanto precisam.

No geral, podemos afirmar seguramente que a crise não está sendo pior justamente graças à tecnologia. No momento mais agudo da crise, a tecnologia passou a ser uma espécie de rede de proteção para o negócio, que permite manter a roda girando. Seja quando estamos falando em manter o core business do negócio, ou quando consideramos no uso de dados para a tomada de decisões financeiras mais seguras.

Passada a pior fase, a tecnologia também é o que vai permitir o crescimento – ou a retomada dele. Bons exemplos são o ensino à distância, a telemedicina, o trabalho remoto e o e-commerce que estão tendo uma adesão acelerada agora, e vieram para ficar. A tecnologia é o único consenso da crise como fator determinante de sobrevivência e passos futuros. O segredo será aplicarmos intensamente a tecnologia para aumentar a produtividade e acreditarmos mais do que nunca no poder dos dados. É um momento de reflexão, mas sairemos da crise muito mais fortes. Aproveitemos a oportunidade que emerge da crise.