Archive 2020

H&CO aposta no mercado latino-americano

A multinacional H&CO, especializada na prestação de serviços de SAP Business One, contabilidade, impostos internacionais e recursos humanos, iniciou seu processo de expansão e investimento na América Latina, vendo a região como uma grande oportunidade para investimentos e negócios.

A companhia norte-americana, atualmente presente em 30 países, quer dobrar sua presença na região em 2021 por meio de investimentos nos principais mercados, como México, Brasil, Chile, Colômbia, Panamá e América Central.

A H&CO está fortalecendo sua oferta de valor por meio de alianças com empresas altamente reconhecidas em cada um dos países, com as quais procura fortalecer o talento local, oferecendo a cada um de seus clientes a qualidade e a experiência de uma empresa que está no mercado há mais de 25 anos e atende a aproximadamente 14.000 clientes em nível global.

“O trabalho da H&CO com cada uma das empresas parceiras não mudará nada no atendimento local, pelo contrário, fortalecerá o trabalho que está sendo desenvolvido com cada um dos clientes. Esta experiência nos permite ser o primeiro aliado da SAP na região e ser uma das referências de transformação digital em cada uma das indústrias de nossos clientes ” diz Armando Hernandez, CEO da H&CO.

Os clientes da H&CO contarão, portanto, com produtos novos, muito mais robustos e especializados para apoiar a transformação digital de seus clientes. Estes incluem desde a área de serviços tradicionais (contabilidade, impostos internacionais, recursos humanos, entre outros), até comércio eletrônico, varejo, manufatura, concessionárias de veículos e serviços com base em toda a experiência da plataforma SAP Business One.

“A união entre a H&CO e empresas regionais como a Software & Consulting Group (SCG), permite fortalecer e complementar cada um dos negócios que estas empresas vêm desenvolvendo com cada um de seus clientes, e é a ratificação que uma multinacional como a H&CO vê nas organizações de origem local como uma fonte de grandes oportunidades para continuar desenvolvendo soluções de transformação digital e exportando serviços para toda a região”, garante Danay Ramirez, sócio da H&CO, LLP.

A H&CO Technology tem atualmente mais de 120 membros de sua equipe em mais de 12 países diferentes, com habilidades linguísticas em inglês, espanhol e português. Assim, atualmente procura fortalecer suas operações em países onde existem boas oportunidades de investimento e, dessa forma, apoiar a geração de empregos locais, além de poder colaborar com o crescimento econômico.

“Na H&CO, criamos uma experiência positiva para o cliente ao abordar todas as suas necessidades. Por esta razão, agora queremos oferecer uma qualidade de serviço sem paralelo na América Latina, juntando o conhecimento profissional local e a excelência internacional que nos faz reconhecidos em diferentes partes do mundo”, acrescenta Hernandez.

Bmg adquire 30% de empresa de tecnologia Raro Labs

O Banco Bmg – um dos principais bancos do Brasil e que oferece uma gama diversificada de produtos e serviços, como conta digital, cartões, empréstimos e seguros -, realizou em dezembro a aquisição de 30% do capital da empresa de tecnologia Raro Labs.

O negócio, fechado pelo valor de R﹩ 3,5 milhões por meio da controlada do Bmg, a CBfácil Corretora de Seguros, inclui também a opção de adquirir até 75% da empresa de tecnologia, após três anos, e será paga, em parcela única, no dia 1º de fevereiro de 2021.

“Para nós, o investimento realizado na Raro Labs está em acordo com os nossos planos de negócios e crescimento para os próximos anos, que incluem o desenvolvimento de novas ferramentas e serviços para os clientes de todo o Brasil”, explica Eduardo Mazon, diretor de Operações e Tecnologias Core no Banco Bmg.

O diretor acrescenta, ainda, que a aquisição reflete o DNA inovador do banco, que há mais de 90 anos atua no País, modernizando-se, acompanhando tendências e inovando no setor financeiro. “Somos especialistas em serviços financeiros e nossa capacidade de adaptação e pioneirismo foram essenciais para chegarmos a quase um século de história no Brasil. Recentemente, relançamos nossa nova marca e a participação na Raro Labs é mais um passo nessa história de sucesso”, finaliza Mazon.

Estudo Salesforce mostra que pandemia expôs lacunas no atendimento ao cliente e fez empresas brasileiras se adaptarem

om as diversas crises de 2020, líderes do setor de atendimento ao cliente estão transformando suas operações, acelerando a transformação digital e repaginando suas estratégias de gerenciamento de força de trabalho para atender às necessidades de seus clientes, que demandam atendimento cada vez mais refinado e personalizado.

Segundo a 4ª edição da pesquisa State of Service da Salesforce, que ouviu mais de 7.000 profissionais de atendimento ao cliente de 33 países (sendo 300 respondentes do Brasil), a grande maioria (88%) dos profissionais da área afirmou que a pandemia de COVID-19 expôs lacunas na tecnologia, e 86% dos respondentes disseram o mesmo sobre os canais de atendimento, num momento em que consumidores passaram a utilizar massivamente os meios virtuais ao invés dos físicos. A pesquisa, que está disponível em painéis dinâmicos com dados por país e segmento, também traz que 87% dos respondentes descobriram que as políticas e protocolos existentes em suas empresas, tais como taxas de cancelamento para eventos que foram proibidos por medidas de saúde pública, não eram aplicáveis à situação atual.

Tendo em vista estes desafios, as equipes e lideranças das áreas de atendimento aqui no Brasil já estão promovendo transformações que vão durar muito além do período atual: 94% no país afirmaram que suas empresas mudaram fluxos e processos de trabalho por conta da pandemia, 86% das organizações estão alterando políticas para oferecer maior flexibilidade aos clientes, e 84% delas investiram em novas tecnologias de atendimento ao cliente.

Em resumo, as principais descobertas do estudo são:

• Equipes navegam em novos padrões de engajamento com os clientes. Empatia e orientação valem muito. 74% dos respondentes no mundo disseram que tem guias claros sobre como pode ser flexível com os clientes;

• Agilidade do agente é fundamental conforme a demanda cresce. No Brasil vê-se uma necessidade de prover uma melhor experiência ao profissional de atendimento, uma vez que 45% deles disseram que precisam trocar entre várias telas para encontrar a informação de que precisam;

• Atendimento ao cliente se estende a vendas, marketing e além. Do ponto de vista do cliente, todas as áreas devem se comportar de forma consistente, mas, globalmente, 53% dizem que esses departamentos não dividem informação entre eles;

• A gestão da força de trabalho assume uma nova forma e precisa considerar um ambiente híbrido de trabalho remoto tanto na capacitação. Mundialmente, 28% dos respondentes não sabem dizer se irão trabalhar em casa ou não em 2021.

A pesquisa State of Service da Salesforce foi realizada entre 21 de agosto e 26 de setembro de 2020 e ouviu profissionais da área de atendimento ao cliente, tomadores de decisões (vice-presidentes, diretores e membros das equipes), agentes que interagem com clientes presencialmente ou remotamente, funcionários que dão suporte presencial ou virtual a clientes em suas casas ou negócios e profissionais de back-office que dão suporte às operações em campo.

Resultados da pesquisa (dados Brasil X média global)
Em relação à pandemia…
• 94% (média global – 84%) das equipes de atendimento disseram ter mudado seus fluxos e processos de trabalho;
• 86% (média global – 83%) das equipes de atendimento afirmaram ter alterado políticas para oferecer mais flexibilidade aos clientes;
• 84% (média global – 78%) dos tomadores de decisões da área de atendimento disseram ter investido em novas tecnologias de atendimento.

Métricas de atendimento mais importantes (Brasil x Global) em ordem de prioridade
Brasil
• Satisfação do cliente (NPS e CSAT, entre outros);
• Retenção do cliente;
• Tempo médio de resposta;
• Tempo médio de atendimento;
• Receita.

Global
• Satisfação do cliente (NPS e CSAT, entre outros);
• Receita;
• Retenção do cliente;
• Indicador de esforço do cliente;
• Desempenho do Acordo de Nível de Serviço.

Habilidade dos agentes para encontrar informações necessárias para executarem o trabalho
• 45% (média global – 51%) precisa navegar por múltiplas telas;
• 55% (média global – 49%) encontra o que precisa em apenas uma tela.
• 76% (média global – 77%) dos agentes conseguem acessar remotamente todos os dados e informações necessários;
• 54% (média global – 62%) das equipes de atendimento trouxeram funcionários de outros departamentos para trabalharem em funções de apoio e atendimento.

Outras informações
• 76% (média global – 67%) dos agentes veem um caminho claro de crescimento profissional em seus trabalhos;
• 79% (média global – 79%) dos tomadores de decisões dizem estar fazendo investimentos significativos em treinamento de agentes;
• 81% (média global – 80%) dos tomadores de decisões afirmam que o atendimento em campo é parte fundamental de suas estratégias gerais;
• 82% (média global – 75%) dos tomadores de decisões dizem que atendimento em campo impulsiona significantemente a receita de suas empresas.

Confira a agenda de tecnologia dos bancos para 2021

Novas funcionalidades que irão consolidar o Pix, como o Pix Cobrança, o Saque Pix e o Pix Garantido, além do início da adoção do Open Banking no Brasil estão entre os principais destaques da agenda de tecnologia do setor financeiro para o próximo ano.

Para padronizar, organizar e aderir aos novos sistemas e ferramentas tecnológicas, os bancos brasileiros estão investindo em infraestrutura, tecnologia e segurança para padronizar e organizar um sistema dentro de um ambiente de comodidade e segurança para o cliente. Entre as áreas mais impactadas estão a de Tecnologia, com o desenvolvimento de sistemas e adequação dos sistemas legados, e também a de Experiência do Usuário, para direcionar as mudanças nos canais digitais.

Adicionalmente, para o próximo ano, investimentos em tecnologias de ponta, como inteligência artificial, analytics e cibersegurança continuam de forma expressiva e prometem mudar de forma significativa os modelos operacionais e de negócios dos bancos, e devem trazer mais produtos e soluções bancárias inovadoras.

“Os bancos brasileiros sempre funcionaram como um importante indutor em inovações no país e iremos continuar ajudando o cliente na inclusão digital que lhe permita ter acesso a serviços com maior valor agregado, mais eficiência e redução de custos”, afirma Isaac Sidney, presidente da FEBRABAN. “O setor bancário brasileiro investe anualmente cerca de R$ 24,6 bilhões em tecnologia para fazer frente às inovações e manter de pé uma estrutura que atenda a milhares de brasileiros, um reflexo do esforço das instituições para continuar sempre acompanhando a evolução da tecnologia”, acrescenta.

Conheça abaixo o que estará no radar e na agenda dos bancos brasileiros em 2021:

1 – Novas funcionalidades do Pix

Enviar e receber dinheiro em menos de 10 segundos, durante 24 horas por dia, 7 dias por semana, todos dos dias do ano, já é possível desde novembro, com o começo do funcionamento do Pix.

“A estreia do Pix foi um sucesso. O sistema respondeu com absoluta estabilidade, dentro do que foi planejado. A surpresa foram os volumes de transações, que estão na casa entre R$ 5 bilhões e R$ 6 bilhões, na média diária. Isso demonstra que efetivamente havia uma demanda por parte do público em geral e o produto tem sido bem aceito”, avalia Leandro Vilain, diretor executivo de Inovação, Produtos e Serviços Bancários da FEBRABAN.

Um dos focos da agenda evolutiva do Pix para o próximo ano será adicionar funcionalidades ao sistema de pagamento e impulsionar as transações P2B (entre pessoas e empresas), reduzindo a necessidade de uso de dinheiro em espécie para fazer transações comerciais. Em março, começará a funcionar o Pix Cobrança, que permitirá que lojistas, varejistas e prestadores de serviços criem QR Codes impressos para receberem pagamentos. Com a nova funcionalidade, será permitido fazer cobranças com vencimentos em datas futuras, e será possível incluir o cálculo de juros, multas e descontos em pagamentos.

Para o segundo trimestre de 2021, está prevista a implementação do Saque Pix, que possibilitará que o usuário faça uma transferência pelo sistema de pagamento instantâneo para um comércio e saque a quantia em dinheiro em espécie em estabelecimentos cadastrados.

Também para o próximo ano está previsto o Pix Garantido, que permitirá que o usuário faça transações como se fossem compras parceladas. O Banco Central anunciará a agenda das novas funcionalidades no próximo Fórum Pix, previsto para 28 de janeiro de 2021.

2 – Open Banking

Em 2021 entram em funcionamento as quatro fases de implementação do Open Banking, sistema que cria novos modelos de negócios com o uso de APIs (interfaces de programação de aplicações), que permitirá aos clientes compartilhar o acesso aos seus dados financeiros com terceiros, que podem usar esses dados para oferecer aos consumidores produtos e serviços financeiros.

“O Open Banking é uma iniciativa positiva, que incentiva a inovação, trará maior conveniência e uma melhor experiência do cliente com os serviços financeiros. Também tende a intensificar as ofertas de valor para os clientes, com novos produtos e serviços”, afirma Leandro Vilain.

Na primeira fase, os participantes obrigatórios do sistema deverão desenvolver e entregar o grupo de APIs até 1º de fevereiro contendo dados de canais de atendimento, produtos e serviços, como os relativos a contas de depósito à vista e operações de crédito.

Na segunda fase, com prazo até 15 de julho, será a vez de cadastros e transações de clientes relativos aos produtos e serviços da fase 1. A terceira fase, que tem prazo de 30 de agosto, diz respeito aos serviços de iniciação de transação de pagamento, e na quarta fase (15 de dezembro) serão outros produtos, serviços e transações de clientes, como operações de câmbio, investimentos, seguros e contas-salário.

3 – Inteligência artificial e analytics

A inteligência artificial tem revolucionado os serviços bancários, e está aproximando os bancos de seus clientes, permitindo que o atendimento fique cada vez mais personalizado. Em 2021 continuará evoluindo no atendimento bancário, por meio de chatbots e assistentes virtuais. Aqui, os robôs são dotados da capacidade de “pensar” como seres humanos, o que inclui a prática de raciocinar e tomar decisões a partir do cruzamento de dados. Com isso, ajudam a tirar dúvidas, dar informações e auxiliar em consultas e até sugerir investimentos, o que foi fundamental desde o início das medidas de isolamento social, devido à pandemia da Covid-19.

A tecnologia também avança em áreas de backoffice, responsáveis, internamente, pelo apoio aos setores que lidam diretamente com os clientes, no processo de onboarding (abertura de contas) digital, reconhecimento de imagens, reconhecimento de assinaturas em cheques, financiamentos, modelos de risco de crédito, e em áreas como a de recursos humanos e na jurídica, para leitura de contratos e pareceres.

O uso combinado de inteligência artificial com analytics (análise dos dados) ajuda o banco a interpretar as informações, gerando KPIs (Key Performance Indicator, ou Indicadores de Desempenho, em português) cada vez mais robustos e completos, para que ofereça serviços e produtos sob medida e entenda o momento de vida dos clientes, como o que estamos vivemos agora, devido à pandemia do coronavírus. A tecnologia permite a criação de soluções individualizadas, e não massificadas.

4 – Cibersegurança e segurança da informação

Com as transações cada vez mais digitais, as temáticas da cibersegurança e da segurança da informação continuarão em alta, atraindo investimentos significativos das instituições financeiras.

Os bancos investem anualmente, no Brasil, cerca de R$ 2 bilhões em sistemas de tecnologia da informação (TI) voltados para segurança – valor que corresponde a cerca de 10% dos gastos totais do setor com TI. O objetivo é garantir a tranquilidade de seus clientes e colaboradores, desenvolvendo e implantando novas soluções e tecnologias, melhorando a cada dia os seus canais de atendimento, além de manter equipes de especialistas que identificam situações divergentes do comportamento habitual do cliente.

Em setembro deste ano, a FEBRABAN (Federação Brasileira de Bancos) inaugurou as operações do Laboratório de Segurança Cibernética, o primeiro do tipo feito para o Sistema Financeiro Nacional, e que integrará equipes de vários bancos associados. A estrutura permite que as instituições financeiras melhorem o compartilhamento de informações técnicas e promovam o treinamento e aperfeiçoamento de profissionais para atuar no combate às ameaças virtuais em ações colaborativas e integradas voltadas para proteção e solução de incidentes cibernéticos.

5 – Remodelagem do mercado de registro de recebíveis

De acordo com Leandro Vilain, diretor executivo de Inovação, Produtos e Serviços Bancários da FEBRABAN, em 2021, a tecnologia será um pilar fundamental para a nova regulamentação do registro de recebíveis de cartões de pagamento, que entrará em vigor em 17 de fevereiro.

A resolução 4.734, do Banco Central, determina que os recebíveis provenientes de pagamentos com cartões de crédito deverão ser registrados em uma câmara registradora, e posteriormente, os lojistas poderão escolher com quem querem antecipar os recebíveis.

No próximo ano, a obrigatoriedade de registro eletrônico também irá se estenderá às duplicatas escriturais, cuja convenção ainda está sendo escrita pelas escrituradoras signatárias e Banco Central.

“A tecnologia será fundamental para dar segurança, solidez e mitigar fraudes nesta remodelagem do mercado de registro de garantias, contribuindo inclusive para um processo mais ágil e eficiente”, afirma Vilain.

DHL Logistics Trend Radar revela tendências que irão moldar o futuro da logística

Na 5ª edição do estudo Logistics Trend Radar, a DHL revelou, mais uma vez, 29 tendências importantes que impactarão o setor de logística nos próximos anos. O estudo é resultado de uma ampla análise de macro e micro tendências, bem como dos insights de uma grande rede de parceiros, que inclui institutos de pesquisa, especialistas do setor tecnológico, startups e clientes.

“Para nós, especialistas em logística, é importante prever os desafios que temos pela frente e vislumbrar as soluções possíveis para aconselhar nossos clientes da melhor forma. As megatendências que continuarão a nos envolver não são novidade, e se destacam entre: novas tecnologias, crescimento do e-commerce e sustentabilidade”, afirma Katja Busch, Diretora Comercial da DHL. “Algumas áreas irão evoluir mais rápido do que outras, então há a necessidade de entender as tendências subjacentes e seu impacto na logística, principalmente, por causa dos reflexos da COVID-19 no comércio global e em toda a força de trabalho. Como líder mundial em logística, temos os insights e a experiência para avaliar a situação”.

Mais de 20 mil profissionais de logística e de tecnologia compartilharam suas perspectivas sobre o futuro do setor ao visitar os Centros de Inovação da DHL nos últimos dois anos. Os resultados dessas interações foram consolidados e refletidos no Logistics Trend Radar, que funciona como uma ferramenta de previsão dinâmica e estratégica e de acompanhamento da evolução de temas relevantes apontados em edições anteriores, que identifica tendências atuais e futuras a cada atualização.

“O próximo grande desafio será a preparação da força de trabalho logístico para o futuro, por meio de treinamento e qualificação em operações cada vez mais sofisticadas em relação à tecnologia. Isso terá um papel central nas agendas estratégicas das organizações da cadeia de suprimentos nos próximos anos”, afirmou Matthias Heutger, Vice-presidente Sênior e Head Global de Inovação e Desenvolvimento Comercial da DHL.

“O Logistics Trend Radar serve como um sismógrafo de tendências futuras. Com base nos dados dos últimos sete anos, podemos fazer previsões a longo prazo e, assim, apoiar nossos parceiros e clientes na criação de roteiros para seus negócios e ajudar a estruturar e catalisar outras pesquisas e inovações líderes do setor. Nesta edição, notamos que o impacto da COVID-19 acelerou tendências que já estavam bem encaminhadas, como análise de big data, robótica, automação e IoT (internet as coisas), todas sustentadas por uma evolução constante da inteligência artificial.”

Aceleração de processos de transformação

A 5ª edição do Logistics Trend Radar indica uma estabilização geral das tendências dos últimos quatro anos. No entanto, com a resistência do setor à atual pandemia, os processos de transformação foram acelerados. A COVID-19 acelerou mudanças relacionadas à inovação logística, automação, trabalho digital e acelerou em anos a digitalização do setor. Por outro lado, muitas tendências inicialmente percebidas como mudanças disruptivas para a esfera logística ainda precisam atingir seu potencial. Veículos autônomos e drones continuam restritos aos desafios legislativos e técnicos, bem como pela limitada aceitação social. O setor de logística está se estabilizando em algumas plataformas líderes e os transportadores bem estabelecidos entram no jogo com suas próprias ofertas digitais, apoiadas por grandes redes globais.

De computação em nuvem à robótica colaborativa, análise de big data, inteligência artificial e internet das coisas, os profissionais da área precisam entender um vasto cardápio de novas tecnologias. Tornou-se imperativo para o sucesso a longo prazo modernizar todos os pontos de contato das cadeias de suprimentos, desde a jornada digital ou do cliente até o transporte integral e a entrega no trecho de destino. Aqueles que adotarem as novas tecnologias e incrementarem as habilidades das forças de trabalho mais rapidamente terão uma vantagem competitiva no mercado.

O crescimento do e-commerce continua promovendo a inovação e as agendas de sustentabilidade


O rápido crescimento do e-commerce ainda representa uma fração dos gastos globais de varejo dos consumidores. A pandemia do Coronavírus contribuiu para a aceleração do crescimento de alguns segmentos de comércio eletrônico e das agendas de inovação da cadeia de suprimentos. Os principais movimentos para escalar e adotar novas tecnologias, como automação física inteligente, ferramentas de visibilidade com base em Internet das Coisas e recursos preditivos de Inteligência Artificial, acabarão por definir a capacidade de atender às crescentes demandas dos clientes e garantir futuras posições de liderança no setor.

Sustentabilidade

Com governos, cidades e fornecedores de soluções comprometidos em reduzir as emissões e resíduos de CO2, a sustentabilidade se tornou um imperativo para o setor de logística. Indicado pela crescente demanda por soluções sustentáveis para reduzir desperdícios, alavancar novas técnicas de propulsão e otimizar instalações, ela também está no topo das agendas da cadeia de suprimentos. Hoje, vários países contam com mais de 90 proibições de plásticos de uso único, além das embalagens volumosas que respondem por 40% do espaço ocioso nas encomendas, que torna inevitável a reflexão sobre as embalagens. A logística sustentável, em especial a otimização de processos, materiais, novas técnicas de propulsão e instalações inteligentes, oferece um potencial enorme para que a logística se torne mais ecologicamente correta. A conteinerização inteligente no transporte também será importante no desenvolvimento desse formato para entregas em cidades congestionadas.

A DHL publica regularmente o Logistics Trend Radar como um importante instrumento para a comunidade global de logística. Tanto dentro da DHL quanto no setor como um todo, a publicação se tornou uma referência em estratégia e inovação e ganhou destaque como uma importante ferramenta para moldar a direção de tendências específicas, mais recentemente em embalagens, 5G, robótica e digital twins.

A quinta edição do DHL Logistics Trend Radar, incluindo informações de análises e projetos, está disponível para download gratuito em https://www.dhl.com/trendradar

Empresa brasileira desenvolve tecnologia para amostra de perfume e exporta 20 milhões de unidades em dezembro

Com 20 anos de mercado e escritórios em São Paulo e Barcelona, a Adhespack, empresa de amostras interativas para o mercado de beleza, lança, este mês, o Ticket Scent, produto que segue a linha dos dispensadores de senhas para filas, porém, com tecnologia adaptada e patenteada para amostragem de perfumes. Cada ticket traz a essência e informações adicionais sobre o produto, como fotos e textos. O Ticket Scent estará, este mês, em aeroportos e lojas de países da América Latina, Europa e nos EUA, com 20 milhões de etiquetas de marcas como Carolina Herrera, Benetton, Antonio Banderas e Paco Rabanne.

 
“Tivemos que aumentar um turno na linha de produção para atender este pedido de final de ano. Esperamos para 2021 um crescimento de 30% com o lançamento dessa linha, que é ideal para o PDX pós-pandemia”, comenta Volney Camargo, CEO da Adhespack .   

Em tempos de distanciamento, o Ticket Scent promove a experimentação individual do cliente de forma segura, sem que haja contato com o vendedor. Segundo estudo feito pela agência Corebiz, de São Paulo, o faturamento nacional do comércio eletrônico de cosméticos cresceu 68%, entre 1º de março e 14 de junho de 2020, na comparação com o mesmo período do ano passado.A pesquisa da Corebiz levou em consideração os dados de 7,4 mil usuários, em compras realizadas nos segmentos de cosméticos e dermocosméticos.

4 startups e um fundo de investimento que registraram crescimento em 2020

Diante de tantos desafios econômicos devido à pandemia que impactou indústrias e setores do mundo todo, algumas empresas conseguiram, por meio do uso de tecnologia, registrar crescimento no período ao oferecer soluções e inovações para a continuidade dos negócios de seus clientes. Foi o caso da Car10, Mobees, Quero Quitar, Cargon e do fundo de investimento para o empreendedorismo feminino na tecnologia, WE Ventures.  

Com tudo pronto para o lançamento, a pandemia de COVID-19 obrigou a Mobees a adiar em cerca de 90 dias o início de sua operação nas ruas. A adtech de Mídia Out of Home (OOH) atua na veiculação de anúncios digitais em telas inteligentes sobre carros de motoristas de aplicativos no Rio de Janeiro.  

Para garantirem até R$ 1 mil reais mensais, os parceiros da Mobees rodam a cidade equipados com seus painéis de LED movidos à computação em nuvem, análise de dados e Inteligência Artificial (IA) da Microsoft. Essas tecnologias coletam dados de mobilidade urbana e identificam os melhores locais e horários para cada anúncio ser mostrado de acordo com o público-alvo das empresas anunciantes. 

Segundo Fabio Barcellos, CEO e cofundador da Mobees, a pandemia fez com que a startup buscasse outras formas de apoiar os motoristas por meio da doação de máscaras, álcool em gel, escudos de proteção entre motorista e passageiro, além de dois meses de desinfecção gratuita nos carros. “No começo foi difícil, pois perdemos anunciantes. De oito que fariam parte do lançamento em março, apenas dois continuaram em julho. Mas revertemos rapidamente a situação e hoje estamos com mais de 15 clientes, uma frota de 100 parceiros, prontos para dobrar, e uma fila de espera de 25.000 motoristas cadastrados. Além da satisfação por termos lançado a empresa em um momento tão desafiador e de alcançarmos um crescimento de 100% neste trimestre em relação ao trimestre anterior, também ficamos muito felizes em distribuir mais de R$ 350 mil em renda extra para os trabalhadores de aplicativos que tiveram seu rendimento tão afetado durante o período”, diz Barcellos. 

Para a Cargon, startup de logística que nasceu ainda no início da pandemia, os desafios também foram intensos, uma vez que o mercado no qual atuam, de fretes de distância, registrou queda. No entanto, de acordo com Denny Mews, CEO da companhia, as empresas do setor que antes eram mais propensas a ter uma atuação tradicional, começaram a enxergar a digitalização dos processos como um facilitador. “Para isso, foi necessário agilidade e experimentação de como fazer a aproximação, abordagem e comunicação com os clientes, de forma que eles conseguissem identificar a potencialidade da tecnologia para o negócio deles”, comenta.  

A empresa que utiliza Inteligência Artificial da Microsoft para identificar e verificar motoristas a fim de assegurar um transporte seguro e reduzir a possibilidade de roubo de cargas vem registrando crescimento de faturamento de 50% ao mês.  

Outra startup que atua no mercado automotivo é a Car10, que inova e transforma a experiência entre clientes e oficinas. A empresa sentiu o impacto da pandemia logo no início de março, com a redução na demanda por serviços automotivos, congelamento de projetos e parcerias estratégicas bem como a migração para o home office e paralização de novas contratações. No entanto, de acordo com Fabio Gimenez, CEO da empresa, o impacto da pandemia foi de curto prazo pois, já a partir de junho, a empresa voltou a crescer retomando à sua atuação de prospecção de novos clientes e foco em novos projetos. Com isso, a companhia fechará o ano com resultados financeiros bem fortes projetando um crescimento de + de 200% nos seus volumes de processamento financeiro e faturamento em relação a 2019. Isso mostra que o mercado, por conta de uma necessidade em se digitalizar e ser mais assertivo, buscou a tecnologia como base e continua de melhoria e crescimento”, diz Gimenez. 

Ainda, em um ano no qual as empresas de call center tiveram que repensar o seu modelo de atuação por conta do isolamento social, a Quero Quitar conseguiu demonstrar a potencialidade de seu marketplace, no qual pessoas físicas e jurídicas podem checar e negociar dívidas de forma automatizada, rápida e prática de acordo com as opções inseridas pelos credores, integrando Azure, bem como soluções de machinelearning (aprendizado de máquina)e análise de dados da Microsoft à plataforma. 

A empresa criada em 2015 chegou ao mercado com uma solução já disruptiva com relação ao modus operandi do setor, mas neste ano por uma demanda latente das empresas de cobrança, conseguiu conquistar 17 novos clientes e crescer 400% em receita com relação ao ano passado. “Nossa base conta com mais de 55 milhões de CPFs e CNPJs e a nossa intenção para o próximo ano é de poder facilitar a quitação das dívidas dessa população, bem como de incentivar a educação financeira no país por meio dos nossos projetos”, diz Marc Lahoud, diretor executivo da Quero Quitar.  

Por fim, do outro lado da bancada dos negócios, a WE Ventures, fundo de investimento para fomentar o empreendedorismo feminino no mercado de tecnologia fundado em novembro de 2019, conseguiu encontrar apoio de novas grandes companhias a fim de incentivar a liderança das mulheres nas startups brasileiras. Idealizado pela Microsoft Participações e M8 Partners em associação com Bertha Capital, o fundo que tem como objetivo captar R$ 100 milhões em cinco anos, anunciou em março as primeiras companhias a receberem um investimento entre R$ 1 milhão e R$ 5 milhões, bem como as empresas Flex e Grupo Sabin como apoiadores.

Em novembro, a iniciativa revelou, ainda, a parceria com a Multilaser que investirá R$ 10 milhões no WE Ventures (fundo para startups em estágios mais avançados) e no WE Impact (que visa a dar consultoria e investir em empreendimentos em estágios iniciais). Além disso, nos próximos meses serão anunciados investidores parceiros da iniciativa nos setores da saúde, educação, seguros, jurídico e sustentabilidade.        

De acordo com Marcella Ceva, head da WE Ventures, as empresas mantiveram o interesse em apoiar a iniciativa e investir em novas empresas por compreenderem a relevância da diversidade, da inclusão e da responsabilidade social das companhias no desenvolvimento da sociedade. “Dados do Banco Mundial mostram que a inclusão das mulheres e da diversidade na economia geraria um aumento do PIB mundial entre US$ 2 trilhões e US$ 6 trilhões. Isso mostra como todos temos a ganhar. Mesmo neste ano tão desafiador, as empresas conseguiram enxergar a importância deste investimento e estamos orgulhosos em finalizar 2020 com a certeza de auxiliar ainda mais mulheres empreendedoras a continuarem a crescer”, finaliza Ceva. 

Pagamentos por aproximação aumentam 285% segundo dados da Rede

Um levantamento realizado pela Rede, empresa de meios de pagamento do Itaú Unibanco, acaba de apontar o aumento de 285% nas transações realizadas via tecnologia Aproxime e Pague (ou NFC, sigla do inglês Near Field Communication). Os dados foram apurados a partir das operações realizadas durante o mês de novembro de 2020, comparadas às do mesmo período do ano anterior.

As informações da Rede ainda indicam que, desde maio de 2020, as transações via NFC têm registrado um crescimento médio de 20% ao mês. Dentre os fatores que impulsionaram este acelerado aumento nas operações sem contato, a pandemia teve um papel bastante importante na preferência de consumidores e varejistas por meios de pagamento por aproximação – que têm sido priorizados em detrimento do contato direto com maquininhas e outros dispositivos disponíveis nos estabelecimentos, como smartphones, tablets ou terminais POS (ponto de venda, do inglês Point of Sale).

Link de pagamento

Outro meio digital que tem registrado alta expressiva no varejo desde o início da pandemia é o link de pagamento, solução que simplifica a conclusão das vendas realizadas especialmente a distância, permitindo o envio de um endereço eletrônico de quitação ao cliente – por e-mail, SMS, redes sociais ou WhatsApp.

Impulsionada pelo elevado aquecimento das vendas online, esta modalidade teve um aumento de 33% nas transações, apenas entre os meses de outubro e novembro de 2020. E, embora algumas empresas do setor cobrem pela emissão do link de pagamento, na Rede, essas operações não geram custos adicionais, permitindo que os lojistas tenham uma alternativa a mais para realizarem as vendas de forma segura, especialmente durante a pandemia, com as mesmas taxas cobradas pelas transações presenciais.

IDC Brasil: mercado de impressoras registra queda de 4,8% no terceiro trimestre de 2020

No terceiro trimestre de 2020 foram comercializadas 562.823 impressoras, uma queda de 4,8% na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo o estudo IDC Brazil Quarterly Hardcopy Tracker Q32020, da IDC, líder em inteligência de mercado, serviços de consultoria e conferências com as indústrias de Tecnologia da Informação e Telecomunicações. No período, as vendas dos modelos com cartucho ou tanque de tinta cresceram 5,7%, com 472.946 unidades, enquanto os modelos à laser tiveram baixa de 38%, com 88.216.

“O resultado é reflexo do home office, que diminuiu a necessidade de impressão nas empresas, enquanto em casa, o consumidor comprou impressoras para continuar trabalhando ou estudando”, afirma Rodrigo Okayama Pereira, analista de mercado da IDC Brasil. A pandemia também provocou a falta de produtos, o que, somado às incertezas sobre o futuro em relação à crise sanitária e econômica, postergou os planos de renovação de contratos corporativos nesses meses, comuns no calendário do mercado de impressão.

Na comparação com o mesmo período do ano passado, o varejo registrou alta de 2,3% com a venda de 369.115 unidades, enquanto o corporativo reduziu as compras em 15,8%, com 193.708 impressoras.

De acordo com o analista da IDC, se não fosse a pandemia o segmento de equipamentos à laser teria resultado positivo por conta dos projetos nas empresas.

O preço médio no terceiro trimestre de 2020 foi de US$ 185 para as impressoras de tinta, alta de 7,8%, e US$ 526 para os modelos a laser, baixa de 20,2% em relação ao mesmo período do ano passado.

A IDC espera que o quarto trimestre seja melhor do que o terceiro, com alta de 22,2% na comparação entre os dois períodos. A previsão é que as vendas dos modelos à tinta cresçam 12% e puxem o mercado para cima e, na comparação com o mesmo período do ano passado, o mercado registre alta de 5,4%. “As empresas devem retomar aos poucos seus projetos e encomendar novos equipamentos. Oportunidade para o segmento à laser“, afirma Rodrigo. Educação, assim como para PCs e tablets, deve demandar mais deste setor.

5 tendências para o RH em 2021

O home office será apenas uma das tendências em 2021 no RH das empresas. Ao se mostrar eficiente e vantajoso tanto para empresas como colaboradores, os escritórios devem ganhar outro significado e os cargos de liderança, também. Um estudo recente feito pela Robert Half mostrou que 86% das pessoas preferem manter o trabalho remoto no pós-pandemia. Mas além desse tópico, quais outras tendências devem permear o próximo ano?

“Embora os desafios sejam diferentes em cada segmento de atuação e mesmo do lugar de onde se opera, as empresas precisaram adquirir maturidade em tempo recorde para implementar abordagens assertivas de gerenciamento do trabalho remoto de seus funcionários”, explica Eduardo Hupfer, Gerente de Produtos da Connekt, plataforma inteligente de recrutamento

Para elucidar como o departamento de Recursos Humanos deve se preparar para 2021, o especialista elencou as cinco principais tendências para o setor ano que vem:

1)Contratações online: querendo ou não este modelo de contratação, que começou a ser adotado com mais velocidade pelas empresas, a partir da pandemia, tende a se consolidar e até a aumentar.

2) Trabalho remoto: outra tendência que chegou para ficar é o home office. O nível de eficiência financeira que as empresas experimentaram devido ao trabalho remoto, com certeza vai fazer com que esse formato de trabalho seja cada vez mais adotado.

3) Ressignificação do papel do escritório: como consequência do home office, os escritórios devem ter seu papel ressignificado. Em um mundo onde os funcionários produzem muito mais quando trabalham em casa, o escritório à moda antiga, com baias e/ou posições de trabalho individuais não será mais necessário.

4) Ambiente de trabalho pós-pandemia: o necessário distanciamento social nunca antes vivido nesta magnitude, tem impacto direto nas relações interpessoais entre os funcionários e destes com a própria empresa. O novo papel do RH vai ser entender como o sentimento de pertencimento e de equipe funcionam num ambiente remoto. Como essas relações entre as pessoas serão afetadas (pense nas áreas responsáveis por mediação de conflitos entre colaboradores, com o ombudsman)?

5) Diversidade: para além do tema pandemia, que dominou a pauta neste ano, um outro tema muito importante que também teve uma grande relevância foi o da desigualdade e da diversidade. Na esteira dos grandes protestos ocorridos aqui e no resto do mundo, muitas empresas começaram não só a olhar para o tema de maneira diferente como também a ser cobradas por melhorar suas ações no sentido da inclusão.

Em ano de pandemia, mais de 70% dos brasileiros se sentem confortáveis ao comprar pela internet, revela estudo da OLX

Comprar pela internet tem sido um hábito cada vez mais comum entre os brasileiros e que se intensificou em 2020 com a pandemia e o isolamento social. A conclusão vem da pesquisa inédita Brasil Digital, desenvolvida pela OLX, uma das maiores plataformas de compra e venda online. O levantamento revela que 71% dos consumidores se sentem confortáveis para realizar compras no comércio eletrônico.

A pesquisa busca traçar as práticas de segurança do brasileiro e suas preferências entre formas de pagamento no comércio eletrônico. Para isso, entrevistou 1.906 pessoas, entre os dias 19 de setembro e 19 de outubro de 2020.

Na hora de comprar em lojas virtuais, 34% dos entrevistados indicaram o cartão de crédito como a opção preferida para pagamento. Outros 34% preferem pagar via boleto bancário e 13% preferem em dinheiro.

Já para a compra de itens seminovos ou usados, a preferência pelo modo de pagamento do consumidor muda. Segundo a pesquisa, 51% dos entrevistados preferem pagar em dinheiro vivo e 14% escolhem a opção de cartão de crédito. Outros 11% optam por pagar de forma online, por meio de aplicativos de pagamento ou QR Code.

Em um ano marcado pelos impactos econômicos da pandemia da Covid-19, o e-commerce bateu recorde no Brasil e no mundo. Dados do setor apontam que o crescimento das vendas online no primeiro semestre foi o maior dos últimos 20 anos, segundo Ebit/Nielsen.

“O brasileiro vive uma nova realidade de comércio e entende que no online é possível encontrar desde bens de consumo e serviços à delivery de comida. O e-commerce se sobressaiu durante o isolamento social, porque facilitou a jornada de muitas pessoas que puderam adquirir itens de sua necessidade sem precisar sair de casa. Esse é um novo hábito que veio para ficar”, destaca Lucas Vargas, General Manager da OLX.

Dinheiro de Volta

A pesquisa Brasil Digital também constatou a popularização do cashback, recurso em que é possível ter de volta parte do valor pago em uma compra de produtos ou serviço em determinados locais.

Entre os entrevistados, 73% disseram conhecer esse tipo de sistema, mas apenas 29% confirmam ter utilizado ou utilizarem com alguma frequência.

Carteira Digital

Em 2020, o comércio online também foi uma alternativa para gerar renda extra com a venda de itens usados. A pesquisa, porém, identificou que 31% dos entrevistados não fazem uso de carteiras digitais, recursos desenvolvidos para facilitar os processos de pagamento e recebimento de valores.

Atenta às necessidades dos usuários diante do novo normal da pandemia, a OLX lançou em julho sua carteira digital OLX Pay, que permite, em algumas categorias da plataforma, o pagamento parcelado em até 12 vezes no cartão, além da opção de frete. Também dispõe do recurso Compra Segura, que garante ao vendedor o recebimento dos valores pagos ao mesmo tempo que assegura ao consumidor o direito de devolver o item em caso de problemas ou divergências.

“O e-commerce também é uma oportunidade de negócio para os pequenos empreendedores e para quem busca renda extra. A OLX investe em tecnologia para tornar esse ambiente mais democrático e, com a OLX Pay, isso se tornou ainda mais possível. Quem vende, recebe o pagamento na conta em até 24 horas após fazer a venda e pode utilizar o valor recebido para comprar na plataforma ou mesmo transferir o dinheiro para um banco de sua preferência”, explica Vargas.

A OLX Pay está disponível para todos os usuários da plataforma que queiram comprar ou vender nas categorias de bens de consumo, como eletrônicos, celulares, móveis, eletrodomésticos, roupas e calçados com valores até R$ 3 mil.

Vendas no E-commerce durante a Black Friday registram crescimento de 49% no Brasil, segundo Mastercard SpendingPulse

Já tem alguns anos que a Black Friday entrou no calendário e ganhou o mercado e o consumo brasileiro. Este ano, por causa da pandemia e das restrições de isolamento estabelecidas pelo governo, a data popular de compras teve o e-commerce como seu principal canal de vendas.

De acordo com o levantamento da Mastercard, SpendingPulse™, que mede os gastos dos consumidores em todos os tipos de pagamento, incluindo dinheiro e cheque, as vendas do e-commerce* brasileiro durante a Black Friday cresceram mais de 49% em comparação ao mesmo período do ano passado. Especificamente, o setor de eletrônicos se mostrou como a categoria mais forte, com expansão de mais de 50% no comparativo com a Black Friday de 2019.

“Este ano, houve um grande avanço no consumo brasileiro de compras online, que foi acelerado pelas restrições para o acesso às lojas físicas desde o início da pandemia. Na Black Friday, esse movimento não foi diferente e pudemos perceber isso com os resultados de expansão do e-commerce durante a data”, afirma Cesar Fukushima, Diretor de Análise Avançada da Mastercard no Brasil.

Além da tradicional Black Friday, segundo o levantamento da Mastercard, a Cyber Monday também registrou forte expansão no e-commerce brasileiro de novembro com um crescimento de 95.2%. O setor de móveis teve destaque de vendas, registrando um crescimento de 96,3%, ambos no comparativo com o ano passado.

*Vendas no comércio eletrônico são vendas de bens e serviços nas quais o comprador faz um pedido ou o preço e os termos da venda são negociados pela Internet, em dispositivo móvel (M-commerce), extranet, rede EDI (Electronic Data Interchange), correio eletrônico ou outro sistema online comparável. O pagamento pode ou não ser feito online.