Archive dezembro 2019

Black Friday impulsiona as vendas no varejo brasileiro em novembro, indica Mastercard SpendingPulse

As vendas no varejo brasileiro registraram um aumento de 4,0% em novembro em comparação com 2018, e o período dos últimos três meses registrou um crescimento de 2,5% ano a ano se comparado ao mesmo período (setembro-novembro) do ano passado. Essas são as informações do Mastercard SpendingPulse™, um indicador que fornece informações sobre as tendências gerais de gastos no varejo em todos os tipos de pagamentos.

O comércio eletrônico foi um dos principais impulsionadores desse crescimento. As vendas digitais cresceram 17,2% em comparação com as de novembro de 2018. Em uma análise setorial, roupas, artigos farmacêuticos, combustíveis e itens de uso pessoal/ doméstico tiveram um crescimento acima da média geral do período.

A Black Friday ajudou a elevar os resultados do mês. As vendas naquele dia foram 21,1% superiores às de 2018, com destaque para dispositivos eletrônicos (+35,7%) e móveis (+27,3%).

As regiões Norte (+6,8%), Sul (+4,6%) e Sudeste (+5,2%) superaram a média nacional, enquanto as regiões Nordeste (+3,8%) e Centro-Oeste (+3,2%) ficaram abaixo dos níveis totais de vendas no varejo, comparados com o mesmo período do ano passado.

“Embora o índice de confiança do consumidor tenha caído em novembro, as injeções de dinheiro na economia brasileira causadas pelo saque do FGTS alavancam os resultados”, segundo o Diretor de Análise Avançada da Mastercard no Brasil César Fukushima.

Airbus entrega primeiros A350 com opção de telas sensíveis ao toque no cockpit

A Airbus iniciou as entregas dos primeiros A350 equipados com novas e pioneiras telas sensíveis ao toque na cabine de comando. Especialmente desenvolvidas para o A350, em conjunto com a Thales, a tecnologia proporcionará mais eficiência operacional, maior interação da tripulação, simetria no cockpit e uma gestão mais suave das informações. Em 18 de dezembro, a China Eastern Airlines recebeu em Toulouse o primeiro A350 equipado com os novos dispositivos. Até o momento, cerca de 20 companhias aéreas já escolheram a opção para seus novos A350.

A partir de agora, três das seis telas grandes do cockpit do A350 — as duas telas externas e a tela inferior central — podem oferecer sensibilidade ao toque para os pilotos ao apresentar aplicativos EFB (Electronic Flight Bag). Esse novo método de entrada de dados complementa o teclado físico existente integrado à mesa retrátil na frente de cada piloto e também a “unidade de controle do teclado-cursor” (KCCU) do teclado e do trackball localizada no console central.

A nova tecnologia, que foi certificada para o A350 pela EASA em novembro, facilita os gestos de zoom e pinça e proporciona maior flexibilidade e interação entre os dois pilotos, especialmente durante os seguintes cenários: (a) antes da decolagem (para calcular o desempenho na decolagem ao inserir dados no sistema “FMS” de gerenciamento de voo); (b) em voo/cruzeiro (para acessar as cartas de navegação em rota); e (c) durante a preparação da aproximação (para consultar as tabelas de terminais antes de inserir os dados do FMS). Além disso, durante as fases de alta carga de trabalho do voo, a capacidade da tela sensível ao toque reduz a necessidade dos pilotos fazerem vários comandos com o cursor e evita que tenham que alternar entre diferentes telas ao usarem os aplicativos do EFB de forma colaborativa na tela central inferior.

“Com essas novas telas interativas sensíveis ao toque no A350, a Airbus continua a definir tendências do setor no design de cabines de comando de aeronaves. Juntamente com nossa parceira Thales, estamos muito orgulhosos de trazer essa tecnologia aos nossos clientes, visando aprimorar as operações de suas tripulações de voo”, declarou Patrick Piedrafita, diretor do programa A350 XWB da Airbus.

O A350 XWB apresenta o mais recente design aerodinâmico, fuselagem e asas de fibra de carbono, além de novos motores Rolls-Royce com baixo consumo de combustível. Juntos, esses recursos se traduzem em níveis incomparáveis ​​de eficiência operacional, com uma redução de 25% na queima de combustível e nas emissões. Até o final de novembro, a família A350 XWB havia recebido 959 pedidos firmes de 51 clientes.

Nascemos e morremos clientes

Por Tomás Duarte, CEO da Track

Todos nós nascemos e morremos clientes, desde a maternidade até o cemitério. E a verdade é que não existe um momento mais propício para conduzir a mensagem sobre resgatar os valores — nossos e os do outro.

Em qualquer lugar do planeta, habitantes se tornam consumidores de produtos ou serviços com o objetivo de sobreviver, ter qualidade de vida ou de garantir a satisfação pessoal — e merecemos. Seja em Mountain View, na Califórnia, ou Padaria Katete, no Malawi, o país mais pobre do mundo. Somos clientes!

Um conceito de milhares de anos jamais foi tão importante como agora. Foram séculos e séculos para as primeiras equipes de atendimento ao cliente nascerem, durante a revolução industrial. Desde então, a conversa, o relacionamento e o atendimento ao consumidor acompanham a evolução dos meios de comunicação. A começar pela invenção do telefone, que fez com que inúmeros clientes não precisassem mais viajar quilômetros de distância para solucionar um problema ou para receber informações.

Anos depois, por volta de 1960, os centros de soluções nasceram e ganharam o apelido de “call centers” e, algum tempo após, no MIT, iniciaram-se as primeiras trocas de e-mails privados.

Já na década de 1980, surge o primeiro software de gerenciamento de contatos de clientes, o CRM. Na década de 1990, a Internet começa a se tornar acessível a consumidores e empresas, dando espaço à era digital.

É nos anos 2000 que inicia-se a explosão dos softwares de gestão e ferramentas que mudaram a vida de milhões de pessoas. Um desses motes, o Google, tornou a vida dos consumidores mais online e simplificada. Hoje em dia, ferramentas e termos como Google Play, App Store, realidade virtual, realidade aumentada, pagamento mobile, on demand, streaming, social media, real time e chatbots também são mais comuns e facilitam a conexão que envolve tecnologia, eficiência, empresas e clientes.

E agora, o que está por vir? Como oferecer um bom atendimento ao cliente usando o máximo de tecnologia e inovação para um negócio? Produto, serviço, preço, prazo e entrega, por exemplo, já não são mais garantia do sucesso nas empresas. O grande diferencial comparativo agora é a tal da Experiência do Cliente.

Grandes empresários como Walt Disney (Disney World), Comandante Rolim (TAM), Tony Hsieh (Zappos), Jeff Bezos (Amazon) e Richard Branson (Virgin) souberam identificar isso desde cedo. Precisamos disso: de um espírito mais centrado no cliente!

Devemos abandonar a síndrome do brasileiro do balcão, que na hora de ser cliente quer ser bem tratado e na hora de atender trata mal seus consumidores. São mais de 2 milhões de processos judiciais somente relacionados ao consumo, dezenas de milhares de procedimentos administrativos nos Procons e mais de 15 milhões de mensagens em outros sites de reclamações.

Nosso objetivo hoje é colocar a mão na massa para que nossos filhos possam, daqui poucos anos, ter no Brasil uma relação de alto nível, eliminando atritos e colocando um sorriso no rosto de todos nossos clientes! É aquilo: pensar no próximo.

O grande segredo é se lembrar que nascemos e morremos clientes e, se o mundo já está organizado assim, por que não oferecer o melhor para o outro? Proporcione para o seu público aquilo que você mesmo espera de uma empresa.

Para uma marca, esse outro pode ser você.

Tomás Duarte, co-fundador e CEO da Track , startup que monitora e gerencia indicadores de experiência de clientes em tempo real por meio de canais digitais.

Saiba como é feita a tributação de Imposto de Renda nos planos de previdência privada

A previdência privada tem algumas vantagens tributárias que funcionam como incentivo ao investimento, frente a outras modalidades de produtos. Apesar disso, na hora do resgate ou do recebimento do benefício, existem especificidades quanto à dedução de Imposto de Renda que precisam ser conhecidas pelos participantes, antes mesmo do investimento.

Ana Rita Petraroli, sócia-fundadora do Petraroli Advogados, explica que nos planos PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre), a alíquota do imposto incide sobre o montante recebido (principal acrescido de rentabilidade), enquanto nos planos VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre), a incidência do IR se dá apenas sobre os rendimentos. “Essa diferença ocorre porque o PGBL permite a dedução das contribuições no IR, o que não acontece com o VGBL”, ressalta a advogada.

Outro fator de diferenciação está relacionado às tabelas progressivas — a mesma que incide sobre salários, com teto de 27,5% — regressivas de tributação, exclusivas dos planos de previdência privada com alíquotas decrescentes em razão do tempo de aplicação, podendo variar de 35% a 10%.

Para quem realmente pensa em investir para receber o benefício complementar, a tabela regressiva pode ser a melhor opção. “A tabela regressiva se torna mais interessante apenas se os benefícios mensais não estiverem dentro da faixa de isenção ou da alíquota de 7,5% da progressiva. Caso contrário, e desde que consideradas todas as fontes de renda tributáveis, como aluguéis e aposentadoria do INSS, é mais recomendado optar pela tabela progressiva”, destaca Ana Rita. Segundo ela, essa modalidade é mais vantajosa também se o participante do plano resgatar o montante acumulado antecipadamente.

Simular o investimento e conversar com especialistas que possam orientar sobre as características de cada produto é imprescindível para quem deseja fazer um plano de previdência.

Programa de aceleração global para startups de energia, o Free Electrons, está com inscrições abertas

O Free Electrons, programa global de aceleração focado em startups de energia em fase de scale up em mercados internacionais, está com inscrições abertas até 31 de janeiro de 2020. A iniciativa, que está na quarta edição, busca apresentar as mais promissoras startups do setor elétrico em todo o mundo às 10 utilities líderes do setor. Ao todo, o programa vai selecionar 30 empresas que terão a oportunidade de apresentar suas ideias em um Bootcamp que acontece em março, em Singapura, e apenas 15 passarão para a fase seguinte.

Como nos três anos anteriores, o programa será divido em três módulos. O primeiro acontecerá em junho em Sydney, na Austrália; o segundo acontecerá pela primeira vez em São Paulo, no mês de setembro; e o último será em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, onde será anunciada a grande vencedora, que receberá o prêmio de 200 mil dólares.

O programa tem como membros a EDP, American Electric Power (EUA), AusNet Serviços (Austrália), CLP (Hong Kong), DEWA (Dubai), ESB (Irlanda), innogy (Alemanha), Origin Energy (Austrália), SP Group (Cingapura) e Tokyo Electric Power Company (Japão). O Free Electrons é apoiado pela Beta-i (Portugal).A cada ano, o Free Electrons recebe perto de 500 candidaturas de startups de todos os continentes, que se propõem a criar um projeto-piloto nas áreas da mobilidade, energias limpas, redes inteligentes, digitalização e serviços de apoio ao cliente. Nas últimas três edições, mais de mil startups de 65 países se inscreveram e foram investidos cerca de US$ 11 milhões pelas companhias envolvidas. Só na edição deste ano, foram criados 59 pilotos.

As inscrições podem ser realizadas até 31 de janeiro no link http://freeelectrons.org/.

Maior programa global de aceleração do setor elétrico

O Free Electrons é conhecido como o programa de aceleração mais relevante do mundo no setor de energia e permite a startups maduras do setor terem acesso a parceiros mundiais, que podem ajudá-las a se expandir para novos mercados. As 10 utilities que fazem parte do programa têm, juntas, cerca de 80 milhões de clientes e estão presentes em mais de 40 países.

Em 2019, o prêmio de melhor startup foi concedido à Ev.energy. A empresa está desenvolvendo pilotos focados em soluções para clientes com AEP (EUA), innogy (Alemanha) e ESB (Irlanda). As três edições anteriores do Free Electrons geraram um montante total de cerca de US$ 10 milhões de dólares nos contratos firmados entre as startups e as 10 utilities. Em três edições, o programa recebeu inscrições de mais de 1.400 startups de 75 países.

Exemplos disso são o Loqr, provedor de segurança de autenticação que recebeu investimento da EDP Ventures, em Portugal; a Kisensum, fornecedora de software de gerenciamento de frota adquirida pela ChargePoint (EUA); e a Fresh Energy, que também se tornou parte do hub de inovação da alemã Innogy por conta do medidor inteligente para clientes domésticos de grandes fornecedores de eletricidade.

Subir de cargo e guardar dinheiro estão entre as metas que os brasileiros deixaram de cumprir em 2019

Mais de 70% dos brasileiros desistiram de subir de cargo e guardar dinheiro este ano. Essa é a constatação do Mapa da Procrastinação do Brasileiro, elaborado pelo 7waves, app que auxilia as pessoas a traçarem e conquistarem objetivos, feito a partir da sua base de mais de 50 mil usuários, em relação às metas de vida não cumpridas durante 2019.

Na liderança do ranking, subir de cargo aparece como a meta mais procrastinada e representa 78% dos usuários. Quase que empatado, guardar dinheiro vem em segundo lugar, com 77%; seguido de aprender inglês (72%); ter alimentação saudável (71%); e quitar dívidas (62%).

Fazendo um paralelo com as metas priorizadas para 2020, temos um quadro interessante a ser analisado. Se, em 2019, o brasileiro procrastinou quitar dívidas, no próximo ano, esse objetivo aparece em primeiro lugar na lista de objetivos a serem cumpridos. Aprender inglês ocupa a terceira posição no ranking; guardar dinheiro aparece em quarto lugar; subir de cargo, em sétimo, e ter uma alimentação saudável, em oitavo.

“Os dados nos permitem fazer uma análise de que o brasileiro estará mais predisposto a alcançar os objetivos estabelecidos, organizando especialmente a vida financeira. Quando o assunto é carreira, a tendência para 2020 é que as pessoas busquem qualificação profissional, seja por meio de cursos complementares ou aprender um novo idioma, para crescer na empresa em que atua, ao invés de se aventurar procurando uma nova oportunidade, visto a crise de desemprego que afeta o país”, avalia Rodolfo Ribeiro, CEO do 7waves.

Confira, abaixo, o Mapa da Procrastinação do Brasileiro em 2019, considerando 20 objetivos que não foram alcançados, segundo o 7waves:

Data do levantamento dos dados: 01/12/18 a 20/11/19

Em cinco anos, preço médio da refeição fora de casa subiu 27,33% aponta levantamento da Ticket

Felipe Gomes, Diretor-Geral da Ticket

O valor médio gasto pelo brasileiro no almoço cresceu em 27,33% nos últimos cinco anos, passando de R$ 27,36, em 2014, para R$ 34,84, em 2018, segundo levantamento da Ticket, marca pioneira no setor de benefícios de refeição e alimentação da Edenred Brasil, com base nos indicadores da Pesquisa +Valor.

“O levantamento é fundamental para que as empresas possam avaliar seus indicadores próprios relacionados ao benefício da alimentação. A Ticket está, há mais de 40 anos, comprometida com iniciativas que visam o bem-estar e a melhora da qualidade de vida e saúde dos trabalhadores. Mais do que oferecer soluções transacionais para empresas, empregados e comerciantes, temos como objetivo incentivar a qualidade na alimentação por meio da oferta de ferramentas que contribuem para a introdução da alimentação equilibrada e de outros hábitos saudáveis no dia a dia”, avalia Felipe Gomes, Diretor-Geral da Ticket.

O período em que o crescimento se deu de maneira mais acentuada foi no triênio 2015-2017. Este padrão de crescimento se repetiu regionalmente e Centro-Oeste e Sul foram as regiões com o maior incremento nos preços. A diferença entre a região com o menor e aquela com o maior índice de elevação dos preços é de 13,71 pontos percentuais.

O Nordeste foi a região que registrou a menor evolução percentual do preço médio da refeição nos últimos cinco anos. A diferença nos valores cobrados foi de R$ 5,68, passando de R$ 26,98, em 2014, para R$ 32,66 em 2018, com um reajuste real de 21,05%.

O Centro-Oeste, por sua vez, é a região com a maior variação: 34,76% nos últimos cinco anos, com os preços passando de R$ 26,09 para R$ 35,16, ou seja, uma diferença de R$ 9,07 no custo médio, na região. No caso do Sul, o aumento real nos preços foi de 32,99%, passando de R$ 25,70 para R$ 33,78.

No Sudeste, o custo da refeição fora de casa ficou R$ 7,96 mais cara, passando de R$ 27,76 para R$35,72, com um aumento real de 28,67%; e no Norte, almoçar fora de casa sofreu um aumento de 29,22%, passando de R$26,11 para R$ 33,74.

Inscrições abertas para programa de internacionalização de startups do Governo Federal

StartOut Brasil , programa de apoio à inserção de startups brasileiras nos mais promissores ecossistemas de inovação do mundo, está com as inscrições abertas para a primeira missão de 2020. Entre os dias 19 e 24 de abril, até 20 startups serão levadas para uma imersão no ecossistema de Nova York, nos Estados Unidos.

Apoiadas pelo Governo Federal brasileiro, essas empresas receberão treinamento de pitch internacional, acesso a workshops com prestadores de serviços e terão a oportunidade de se reunir e se conectar com potenciais parceiros de negócios, possíveis clientes e até investidores de um dos maiores hubs de inovação do mundo.

Gustavo Ene, Secretário de Desenvolvimento da Indústria, Comércio, Serviços e Inovação da Secretaria Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, ressalta que a escolha do destino se deu com base na análise do potencial do ecossistema do mercado.

“Para definir Nova York como a primeira missão de 2020, avaliamos a quantidade de incubadoras, aceleradoras e fundos de investimento. Também é analisado o volume de investimento, apoio do governo local, abertura para startups estrangeiras, investimento em inovação, programas de apoio para softlanding e custos de instalação no país”, afirma o Secretário.

Berço das inovações tecnológicas, a capital econômica e cultural dos Estados Unidos conta com mais de 9 mil startups, 100 incubadoras e aceleradoras, 200 coworkings e 120 universidades, segundo o Startup Genome 2019. Apostando em Inteligência Artificial e Big Data, a cidade abriga unicórnios, como WeWork, UiPath, Infor, Oscar, Compass, Zocdoc, Sprinklr, SquareSpace, Warby Parker, Dataminr e Peloton.

Inscrições

O programa é destinado a startups brasileiras de qualquer área de atuação que já tenham tração no mercado doméstico e condições concretas de se internacionalizar, sem comprometer suas operações no país. Para participar, as empresas precisam já estar faturando ou já ter recebido algum tipo de investimento, além de contar com uma equipe 100% dedicada ao negócio.

As startups interessadas deverão se inscrever até 20 de janeiro no site do StartOut Brasil . O formulário deve ser preenchido obrigatoriamente em inglês, com dados específicos sobre a empresa e mercado-alvo.

Cada inscrição será inicialmente analisada por responsáveis das instituições organizadoras e as 40 startups mais bem posicionadas serão avaliadas por especialistas no mercado de destino. Ao final, serão selecionadas 15 startups brasileiras que nunca participaram ou fizeram parte de apenas um ciclo do programa, e até cinco startups classificadas como graduadas, ou seja, aquelas que participaram de dois ou mais ciclos do StartOut Brasil.

As startups selecionadas no ciclo de Nova York ganharão um dia de estande na TechDay NYC , uma das maiores feiras de tecnologia dos Estados Unidos. Trata-se de uma vitrine para que os participantes do programa aumentem ainda mais a exposição a investidores norte-americanos e a possibilidades de formação de parcerias com integrantes do ecossistema local de inovação.

O resultado será anunciado no dia 28/02.

Natal: 80% dos brasileiros planejam comprar via aplicativos

Segundo o estudo “Connected Shoppers Report”, realizado pela Salesforce, 80% dos consumidores brasileiros planejam fazer compras via aplicativos, e 68% devem comprar mais em Marketplaces.

A pesquisa também mostra que os brasileiros têm como principais fatores de decisão para as compras durante o período lojas que oferecem frete grátis, códigos promocionais e vendas via aplicativos. Este último quesito, aliás, deve ser um ponto de atenção para as empresas.

As marcas precisam preparar seus Apps para a alta demanda durante as compras de final de ano e para isso, é importante realizar testes prévios, como promoções antes da época de compras natalinas. Assim, é possível testar o desempenho do App, identificar e corrigir erros, para estar 100% nos dias de pico. Outros pontos de atenção com os Apps são o Layout, quanto mais simples e com informações claras, melhor; e a navegação, que precisa ser simples, fluída e intuitiva.

Sobre o Connected Shoppers Report 2019

Realizado pela Salesforce, líder mundial em CRM, a terceira edição do Connected Shoppers Report entrevistou 10 mil consumidores em mais de 20 países — o maior levantamento com consumidores já feito pela Salesforce -, focando no atual status do relacionamento entre vendedores e compradores. No Brasil, mais de 500 pessoas foram entrevistas, o resultado apontou para uma mudança de comportamento dos consumidores, que estão migrando para o ambiente digital à medida que navegam, compram e solicitam serviço ou suporte em pontos de contato digitais que são completamente separados do comércio físico.

Wayra Brasil fecha 2019 com 36 startups no portfólio

Wayra, hub de inovação aberta do Grupo Telefónica no mundo e uma iniciativa da Vivo no Brasil, fecha 2019 com 36 startups no portfólio do Brasil. Essas empresas juntas já ultrapassaram a marca de R$ 1 bilhão de valor de mercado e devem faturar mais de R$ 500 milhões no ano. Ao todo, 74 empresas receberam um total de R$ 14 milhões de investimento da Wayra desde 2012, início da operação no país. As investidas ainda levantaram R$ 250 milhões de aporte externo no mesmo período.

“O ano de 2019 foi desafiador, repleto de novidades e com excelentes notícias que vamos divulgar em breve. Além dos investimentos, executamos projetos importantes com grandes parceiros, o que fortaleceu nossa penetração no ecossistema. Em 2020, vamos continuar buscando empresas que estejam em um estágio maduro e que possam gerar contratos com o Grupo Telefónica. O investimento é consequência”, explica o Country Manager da Wayra Brasil, Renato Valente.

Entre as investidas de 2019, Valente destaca a LinkApi, startup que oferece um kit para profissionais de desenvolvimento criarem APIs e integrações de maneira fácil e rápida, trazendo mais velocidade ao processo da transformação digital. A empresa aposta no conceito de IPaaS (Integration Platform as a Service) e já possui clientes como Samsung, iFood, Creditas e Mercado Livre.

Outra empresa que entrou para o portfólio da Wayra esse ano foi a Pluginbot, plataforma de gestão de robôs físicos e virtuais em um só lugar para facilitar o uso de Inteligência Artificial pelas empresas. A ferramenta permite
programar a lógica de conversação, criar base de conhecimento e implantação em diversas aplicações como e-concierge, autenticação de acesso, smart order e atendimento ao cliente no ponto de venda.

Parcerias

Além de investimento, conexões, mentorias e consultoria para os fundadores, a Wayra também faz parcerias para fomentar ainda mais o ecossistema e ampliar as oportunidades de encontrar startups para fazer negócios com a Vivo e a Telefónica. O Agro IoT Lab, programa de desenvolvimento de aplicações para o campo com foco em Internet das Coisas (IoT) foi um grande exemplo. A iniciativa, realizada no Pulse em parceria com a Wayra, Vivo, Ericsson e Raízen, trouxe para o portfólio da Wayra, a Iotag, empresa especializada em soluções de conectividade por meio da tecnologia de Internet das Coisas (IoT) para conectar pessoas a maquinário agrícola para uma gestão mais eficiente.

Outro destaque de 2019 foi o programa BNDES Garagem, executado por meio de uma parceria entre Wayra e Liga Ventures. A iniciativa do maior banco de desenvolvimento da América Latina selecionou mais de 70 startups, entre as cerca de 5 mil inscritas, para participarem dos módulos de criação e aceleração. Durante os seis meses de programa foram realizadas mais de 420 mentorias com profissionais do mercado e do BNDES, mais de 300 horas de workshops, mais de 250 reuniões para conexão das startups com corporações parceiras e investidores, além de outras atividades. Entre as 44 empresas do módulo de criação que finalizaram o programa, 63% pivotaram seus produtos, 54% abriram seus CNPJ e 43% começaram a gerar receita.

Investimento o ano todo

A Wayra atua no ecossistema de empreendedorismo como um micro Corporate Venture Capital, ou seja, um fundo de investimento corporativo de capital semente, investindo até R$ 500 mil por empresa. Os investimentos acontecem durante o ano todo, sem períodos específicos para inscrição, que pode ser feita a qualquer momento pelo site.

As áreas mais buscadas são de Data Analytics/Big Data, Inteligência Artificial, Cibersegurança, IoT, Realidade Virtual e Aumentada, além de fintechs, agtechs e edtechs.

Para conhecer todas as empresas do portfólio atual, acesse http://br-pt.wayra.com/startups.

 

Carteira de investimentos 2020: o que fazer para sair na frente

Ano novo, vida nova, carteira de investimentos nova. Com 2020 batendo na porta, essa é a hora do investidor revisitar sua estratégia de investimento e os títulos em que está posicionado para começar com o pé direito e pronto para o que o ano do mercado financeiro promete.

Com um ano marcado por repetidas quedas da taxa básica de juros, que atingiu 4,5% ao ano, menor índice já registrado no Brasil, é importante o pequeno investidor entender o cenário atual do mercado antes de definir seus investimentos para o ano que vem. O valor da Selic tem um impacto relevante no rendimento das aplicações de renda fixa, como Tesouro Direto, CDB (Certificado de Depósito Bancário), LCI (Letra de Crédito Imobiliário) e LCA (Letra de Crédito do Agronegócio).

Fabio Macedo, diretor comercial da Easynvest, explica que entender como a taxa de juros mexe com o bolso do investidor é o primeiro passo para tomar mais risco. “Com a Selic atual, é fundamental que o investidor perceba que, se a intenção é garantir maior rentabilidade para atingir seus objetivos, será inevitável ter cada vez mais ativos de renda variável na carteira”, esclarece.

Para quem está dando os primeiros passos em renda variável, Fundo de Investimento Imobiliário (FII) – que deve viver grande alta no próximo ano com a retomada do setor de imóveis -, Fundo Multimercado, Fundo de Índice (ETF) e Fundo de Ações são bons caminhos, pois tem alto potencial de rendimento, mas sem necessidade de tanto acompanhamento e estudo do investidor. “Os fundos são ótimas portas de entrada para a renda variável, pois fazem uma combinação de diferentes ativos do mercado. A grande vantagem é que você investe em diferentes papéis de uma só vez e delega a administração para um gestor profissional”, ressalta Macedo, lembrando que é preciso estudar o histórico do gestor e ficar de olho nas taxas de administração. “Não basta apenas ver o percentual da taxa de administração, mas, sim, calcular o custo disso frente à rentabilidade. Muitas vezes, os fundos mais rentáveis cobram mais pela administração, mas a conta acaba fechando”, aponta.

Ainda que a renda variável seja a grande categoria de 2020, o investidor deve lembrar de diversificar. “Não é porque o ano será promissor para a Bolsa que o investidor deve esquecer de renda fixa. É sempre importante ter uma boa distribuição entre as duas modalidades e, para isso, é essencial ter planejamento financeiro”, explica o executivo. Ativos como Tesouro Direto e CDB devem continuar recebendo atenção, principalmente para reserva de emergência. “O investidor nunca pode deixar todos os ovos na mesma cesta. Ter consciência de seus objetivos financeiros é o primeiro passo para definir sua estratégia de investimento e diversificação”, completa Macedo.

Mais de 820 mil pessoas participam da 1ª Semana Nacional de Negociação e Orientação Financeira

Mais de dez estádios do Maracanã lotados. Esse é o espaço que seria necessário para acomodar as mais de 820 mil pessoas que procuraram os bancos entre os dias 2 e 6 de dezembro para negociar suas dívidas na 1ª Semana Nacional de Negociação e Orientação Financeira, e receberam orientação de educação financeira, para evitar o superendividamento.

O mega mutirão foi a primeira iniciativa de um acordo de cooperação técnica assinado entre a FEBRABAN – Federação Brasileira de Bancos e o Banco Central (BC) para desenvolver ações coordenadas de educação financeira.

O foco em educação financeira foi um diferencial da iniciativa: um vídeo e um folder com dicas para gerir o orçamento doméstico foram produzidos especialmente para a Semana. Mais de 560 mil pessoas tiveram acesso ao vídeo, nas agências bancárias das instituições que participam da campanha. Além disso, o vídeo foi veiculado na internet, no site paporetocomfebraban.com.br/negociar, onde foi visto 173 milhões de vezes.

Nove bancos participaram no mutirão: Banco BV (ex-Votorantim), Banco do Brasil, Banco Pan, Banrisul, Bradesco, Caixa Econômica, Itaú Unibanco, Safra e Santander.

Durante a iniciativa, 329 agências bancárias de todo o Brasil funcionaram até às 20h oferecendo orientação financeira a clientes e a possibilidade de negociar dívidas em atraso. A negociação também poderia ser feita nas demais agências do país, no horário normal de funcionamento, nos canais digitais dos bancos e pela plataforma consumidor.gov.br.

“A ação foi um sucesso. O volume de pessoas que foram até os bancos interessadas em negociar suas dívidas foi 59% maior do que a média para o período”, diz Fabio Moraes, diretor de Educação Profissional e Financeira da FEBRABAN.

O volume total negociado foi de R$ 4,5 bilhões, montante, em média, 62% maior do que o registrado em uma semana padrão. Uma das explicações para o sucesso da ação foram as condições oferecidas pelos bancos: desconto médio de 65% e prazo longo para pagamento da dívida, 58 parcelas.

Os resultados alcançados foram considerados tão positivos que algumas instituições como Banco BV, Banco do Brasil, Bradesco, Caixa, Itaú e Santander estenderam a realização do mutirão até o final de dezembro. Nesta segunda fase, toda a rede bancária das instituições foi envolvida, praticamente em todos os canais e no horário normal de atendimento – com exceção do Banco BV, que participa da ação somente pelos canais digitais.

As condições são as mesmas daquelas oferecidas durante a Semana de Negociação e Orientação Financeira. Os clientes podem se informar pelos canais oficiais das instituições financeiras e nas agências bancárias.