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Black Friday 2020: Novo comportamento dos consumidores exigem mudanças no varejo

Por Elói Assis, diretor de varejo e distribuição da TOTVS

Está chegando um dos momentos mais esperados para os varejistas: a Black Friday, que em 2020 acontecerá em 27 de novembro. Neste ano, no entanto, o varejo está navegando em território desconhecido, devido às mudanças e incertezas na economia global causadas pela pandemia do Covid-19 e o fato de que esse período de isolamento encadeou uma série de mudanças no comportamento do consumidor, que vão da forma como ele se relaciona com a marca, aos critérios que ele considera para fazer uma compra e passando por um aumento significativo da participação da Internet nas vendas. Online virou a bola da vez e é a grande aposta do momento. E para quem ainda não se adaptou, a hora é agora.

Mas afinal, o que mudou? Com as lojas físicas fechadas é natural que as compras tenham migrado para o varejo online. Mesmo os consumidores que não estavam acostumados com compras pela internet, tiveram que adaptar seus hábitos e começaram a comprar por e-commerces e marketplaces, inclusive produtos essenciais. Costumo dar como exemplo a minha mãe, que começou a fazer compras de supermercado pela categoria “compre e retire” e ficou encantada pela facilidade. Ela não pretende voltar atrás, mesmo após o fim da pandemia. Segundo a revista Forbes, a penetração do varejo online foi acelerada em 4 a 6 anos devido a pandemia.

Dados do índice MCC-ENET – desenvolvido pelo Comitê de Métricas da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net), em parceria com o Movimento Compre & Confie – mostram que as vendas do setor mais que dobraram em junho de 2020. Em comparação ao mesmo período do ano passado, a alta foi de 110,52%.

Ainda de acordo com o estudo, a expectativa é de um aumento de 80% das vendas durante a Black Friday de 2020, em comparação a 2019. A grande questão é como preparar a sua operação para dar vazão a esse evento e aproveitar ao máximo as oportunidades de negócios.

Quando o assunto é abastecimento, é importante tratar seu estoque de forma verdadeiramente omnichannel, considerando o que está disponível nos ambientes físicos e digitais. Essa prática garante a disponibilidade dos produtos independente do canal escolhido pelo cliente, além de trazer o benefício de poder utilizar estoques mais próximos do cliente final. É o fim dos prazos longos de entrega, já que cada loja passa a ser considerada um centro de distribuição.

Já no âmbito da tecnologia, avalie muito bem a infraestrutura disponível. Caso você gerencie seus próprios ambientes on premise, certifique-se que tem capacidade para suportar um fluxo tão mais alto, além de ter alternativas para crescer rapidamente, caso a previsão de demanda se mostre subdimensionada. Considere as plataformas de SaaS (Software como Serviço), disponíveis em nuvens públicas, que nessas horas podem fazer toda a diferença entre assegurar a disponibilidade sem altos investimentos iniciais.

Com relação às ofertas, pode parecer clichê, mas não tente maquiar a estratégia “leve pela metade do dobro”, subindo os preços para depois dar descontos falsos. Os consumidores estão cada vez mais antenados e valorizam empresas que trabalham com transparência. Portanto, não comece esse relacionamento com mentiras, pois a confiança é algo que é fácil de perder e muito difícil de recuperar. É muito melhor pensar em estratégias factíveis, como frete grátis, brindes e agregação de serviços, do que dar um desconto enganoso e arriscar perder a credibilidade daquele cliente.

Por fim, lembre-se da análise de fraude, pois é algo que nessa época aumenta muito. Quando a compra é online, sem ter o cartão fisicamente presente na maquininha, quem fica com o prejuízo caso o dono do cartão não reconheça uma venda (o famigerado chargeback) é do varejista, que termina sem o produto e sem o dinheiro.

Costumo dizer que a missão do varejista só acaba quando o produto chega na casa do cliente e ele está totalmente satisfeito com aquela compra. Seja no ambiente online ou físico, uma venda de sucesso passa por diversos processos, do backoffice ao carrinho de compra ou PDV, então garanta que não fique nenhuma ponta solta e aproveite para surfar nessa onda positiva que esperamos para essa Black Friday 2020, que será como nenhuma outra até então.

Fonte da Forbes:

KOESTIER, John. COVID-19 Accelerated E-Commerce Growth ‘4 To 6 Years’. FORBES. Disponível em Acessado em: 31 ago. 2020

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Maiores do varejo brasileiro crescem muito acima do PIB

Em mais um ano de crescimento lento da economia, as maiores empresas do varejo brasileiro superaram as expectativas e aumentaram sua participação de mercado. De acordo com a sexta edição do ranking “300 Maiores Empresas do Varejo Brasileiro”, desenvolvido pela SBVC (Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo), a expansão das maiores empresas do setor foi de 9,9% em 2019, praticamente o dobro da alta de 5% do varejo como um todo.

Fruto de um profundo trabalho de pesquisa, coleta de dados e análise realizado pela SBVC com apoio técnico da BTR-Educação e Consultoria, Varese Retail, Centro de Estudo e Pesquisa do Varejo (CEPEV – USP) e Käfer Content Studio, a nova edição do Ranking mostra que as grandes e médias empresas tiveram em 2019 mais um ano de resiliência e expansão. Diante de um cenário econômico que não estimulava crescimento acelerado, as empresas que souberam inovar conseguiram aproveitar as oportunidades. “No ano passado, vimos uma aceleração da digitalização do varejo, o crescimento dos marketplaces e a capacitação dos varejistas regionais para enfrentar uma concorrência cada vez mais acirrada”, afirma Eduardo Terra, presidente da SBVC.

A nova edição do Ranking mostra as 300 maiores empresas do varejo brasileiro tiveram em 2019 um faturamento bruto de R﹩ 703,239 bilhões. O Carrefour lidera a lista, com um faturamento bruto de R﹩ 62,22 bilhões), seguido pelo Grupo Pão de Açúcar (R﹩ 61,54 bilhões), Via Varejo, Grupo BIG e Magazine Luiza. O top five do varejo brasileiro somou R﹩ 205,415 bilhões no ano passado, ou 29,21% do faturamento das 300 maiores.

“Apesar da economia brasileira não ter conseguido retomar o crescimento sustentável, as maiores empresas de varejo do Brasil sua mantiveram trajetória de crescimento e ganho de participação de mercado”, afirma Alberto Serrentino, fundador da Varese Retail e vice-presidente e conselheiro da SBVC. “A agenda de produtividade e eficiência, iniciada em 2015/2016, vem sendo mantida e continua gerando resultados”, completa.

Outro ponto importante levantado pelo Ranking é a transformação digital. Pela primeira vez, a maioria das 300 maiores empresas está online: são 162 empresas com e-commerce em operação. Em todos os segmentos do Ranking, pelo menos 60% das empresas listadas têm

operação online, com uma exceção: os supermercados. “Menos de 30% dos supermercadistas estavam online no fim do ano passado, o que já é 50% mais do que em 2018 e mostra que a transformação digital já havia entrado no mapa do setor antes mesmo da pandemia. Em 2020, o setor acelerou ainda mais sua digitalização, o que deixará consequências muito positivas no longo prazo”, comenta Eduardo Terra, presidente da SBVC.

Números relevantes:

Os principais destaques da sexta edição do Ranking “300 Maiores Empresas do Varejo Brasileiro” são os seguintes:

• As 300 maiores empresas faturaram R﹩ 703,239 bilhões em 2019. Considerando as 202 empresas que divulgaram seus faturamentos brutos em 2018 e 2019, o crescimento anual foi de 9,95%, quase o dobro dos 5% do varejo como um todo (PMC-IBGE);

• O Carrefour é a maior empresa de varejo do País, com um faturamento de R﹩ 62,220 bilhões, ou 8,84% das vendas das maiores;

• As cinco maiores empresas de varejo responderam por 29,21% do faturamento total das empresas listadas no Ranking, somando R﹩ 205,415 bilhões. As dez primeiras correspondem a 39,03% das vendas das varejistas listadas;

• O setor com maior número de empresas no Ranking é o de Supermercados, com 137 representantes, três deles no top 10 do varejo;

• O setor de Moda, Calçados e Artigos Esportivos, com 48 empresas, é o segundo com maior presença no Ranking. Somente uma delas, porém, está entre as 10 maiores do varejo brasileiro (a Lojas Renner, na 9ª posição);

• As 300 empresas do Ranking empregam 1,7 milhão de pessoas, sendo o GPA Alimentar o maior empregador do varejo nacional (110.934 funcionários). Entre os dez maiores empregadores estão três supermercadistas, duas redes de drogarias/perfumarias e duas de eletromóveis;

• Dezoito das 300 empresas listadas possuem mais de mil lojas, uma a mais que na edição anterior do Ranking. Delas, quatro estão em supermercados, quatro em drogarias, três em foodservice, três em eletromóveis, duas em óticas e uma em “outros segmentos” e lojas de departamentos. Sete dessas empresas estão entre as 10 maiores em faturamento;

• O Boticário é a empresa com mais lojas no Brasil, seguida por McDonald’s, AM/PM, Cacau Show e Subway. Todas atuam no sistema de franquias, que proporciona oportunidades para crescer com capital de investidores-empreendedores;

• Das 50 empresas líderes em faturamento por loja, 49 são supermercadistas, lideradas por Andorinha, Trimais e Bergamini. São empresas com imensa relevância nos micromercados onde atuam;

• Pela primeira vez, a maior parte das 300 maiores empresas está online. São 162 empresas com e-commerce em expansão. Em todos os segmentos, pelo menos 60% das empresas listadas estão online, com uma exceção: os supermercados;

• Menos de 30% dos supermercadistas entre os 300 maiores possuem um e- commerce. São 39 empresas, contra 27 na edição anterior do Ranking, mostrando uma evolução importante na digitalização do setor. Em 2020, com a pandemia, esse número terá um salto ainda maior;

• O desenvolvimento de marketplaces teve grande evolução em 2019, especialmente entre varejistas de eletromóveis e em shopping centers. Esse é um fator importante de aceleração do e-commerce e da transformação digital das empresas varejistas;

• Das 300 varejistas listadas, 32 são de capital aberto. Esse grupo de empresas faturou R﹩ 287,627 bilhões (40,99% do total das 300 maiores). O setor de Moda, Calçados e Artigos Esportivos é o que tem mais empresas de capital aberto (12 empresas);

• Somente três das top 10 são empresas de capital fechado. No total das 300 maiores, 268 estão nessa condição, concentradas no setor de supermercados;

• Nove das dez maiores empresas do varejo brasileiro, e 13 das 20 primeiras, têm Conselho de Administração. Considerando todas 300 empresas, 80 varejistas contam com uma estrutura de governança estabelecida, dez a mais que em 2018;

• As 282 empresas listadas no Ranking deste ano e que têm números de lojas comparáveis entre 2018 e 2019 tiveram uma abertura líquida de 2.714 pontos de venda, um avanço de 4,2%;

• A empresa que mais aumentou sua base de lojas foi o Grupo IMC, com 289 unidades, devido à fusão com a MultiQSR. A seguir, vêm McDonald’s (286) e Raia Drogasil (248). Três empresas com modelos diferentes de crescimento, mas com o foco em aproveitar ao máximo as oportunidades de expansão;

• Em termos porcentuais, das 10 empresas que mais abriram lojas, sete atuam no setor de supermercados. Nenhuma dessas empresas, porém, tem mais de 40 lojas. Somente as outras três empresas no top 10 contam com mais de 100 pontos de venda;

• Seis das 10 empresas que mais aumentaram suas vendas atuam no setor de Supermercados, movidas especialmente pela expansão do formato de atacarejo;

• No total, 164 empresas listadas no Ranking cresceram acima da média do varejo brasileiro e somente 20 tiveram desempenho negativo em 2019. As líderes do varejo

continuam respondido de forma positiva aos desafios de uma economia em crescimento lento.

Os maiores varejistas brasileiros:

Os dez maiores varejistas do País são os seguintes:

O estudo está disponível para download no link: http://sbvc.com.br/ranking-300-maiores- empresas-do-varejo-brasileiro-sbvc-2020

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Black Friday é oportunidade para impulsionar o resultado do varejo ao longo do ano

Por Andrei Biscaro, diretor executivo da Linx Impulse

Uma das histórias mais aceitas a respeito do surgimento do termo ‘Black Friday’ é que ele nasceu logo após o Dia de Ação de Graças, o famoso ‘Thanksgiving Day’, que é celebrado nos Estados Unidos. Em um dia em que o trânsito estava um caos por causa do feriado, os lojistas aproveitaram a oportunidade e fizeram diversas promoções para chamar atenção de quem estava por lá. Desde então, as ofertas continuaram, mas passaram a ser ainda mais fortes no ambiente online.

Atualmente, a Black Friday é considerada uma das datas comemorativas mais importantes do e-commerce brasileiro, ultrapassando até mesmo o Dia das Mães. De acordo com dados da Ebit/Nielsen, as vendas da sexta-feira promocional do ano passado totalizaram R$ 2,6 bilhões, representando uma alta de 23% em relação a 2017, e os consumidores únicos – aqueles que fizeram ao menos uma compra online – cresceram 9% em relação ao ano anterior, saltando para 2,41 milhões.

Esses números só foram possíveis porque as marcas passaram a investir em um intenso planejamento por trás dos descontos, mapeando e evitando riscos para manter os consumidores satisfeitos. Afinal, ao contrário de outras datas de grande movimento no comércio, na Black Friday, as pessoas têm um curto espaço de tempo para comprar o produto ou serviço que você oferece, e é bombardeado com várias promoções.

Com o passar dos anos, a Black Friday ganhou mais credibilidade no País e os varejistas conseguiram se organizar para oferecer descontos que chamam a atenção dos consumidores. A partir desse planejamento, o lojista deixa suas ações mais inteligentes: tem tempo hábil para escolher quais produtos estratégicos irá promover e fazer com que o estoque gire.

É necessário despertar o interesse do cliente nas semanas anteriores à data para conseguir boas vendas quando a hora chegar. Se o varejista começa a fazer as ações da Black Friday mais cedo, as pessoas começam a interagir com os produtos da sua loja e, com isso, as tecnologias de recomendação e personalização terão mais informações sobre os gostos de cada consumidor, criando oportunidades de reengajar esses usuários no dia do evento.

Mas não basta só chamar a atenção, é preciso que o varejista se destaque e apareça com os produtos certos para cada perfil de consumidor, conseguindo se sobressair nos anúncios. Afinal, se todos estão anunciando, sai na frente quem mostrar, no momento certo, os produtos mais dentro da expectativa de cada usuário. Uma vez que o consumidor foi conquistado, é hora de engajá-lo com soluções que facilitam a descoberta do produto. Por isso, a tecnologia é uma forte aliada com ofertas como vitrines personalizadas, ou seja, uma forma automatizada de utilizar as áreas mais nobres do seu site para apresentar para cada usuário os produtos que são mais aderentes a cada perfil de compra.

Além disso, com buscas inteligentes é possível usar artifícios como ‘autocomplete’ e filtros específicos adequados às suas regras de negócios para, por exemplo, otimizar a experiência ajudando o consumidor a encontrar o que deseja. Investir nessas soluções que facilitam a descoberta de produtos aumenta as chances de conversão e fidelização. Boas experiências são convertidas em resultados também positivos para o negócio.

A jornada de compra e alta performance comercial não precisam acabar no site, é possível ir além e garantir ainda mais satisfação nas vendas, pegando carona em um movimento que está ganhando cada vez mais espaço no varejo: omnichannel. Ele consiste na integração de canais físicos e online, permitindo que consumidores comprem no e-commerce e retirem em lojas tradicionais, realizem trocas por meio de canais diferentes e, por meio da inteligência logística, ainda recebam um produto em qualquer lugar, com opções prazo e frete mais interessantes do que é normalmente praticado.

Dessa forma, tanto o cliente quanto o varejista podem sair ganhando. Com esse modelo, as lojas se tornam centros de distribuição, ou seja, há ligação entre seu estoque de lojas físicas e virtuais, minimizando consideravelmente esta quebra de expectativa do cliente e, consequentemente, aumentando a confiança na sua marca e as suas vendas.

Como sugestão para os varejistas que querem tirar ainda mais proveito da Black Friday, o investimento em tecnologias e foco no consumidor são os principais pontos de destaque, como o uso de plataformas robustas e que se adaptem ao negócio, para atrair, engajar e satisfazer os clientes. Esse é o pilar por trás de um e-commerce que precisa ter uma boa navegação e tornar a experiência de compra a mais eficiente e intuitiva possível, mostrando também que o consumidor é a prioridade número um da loja.

Por fim, mas não menos importante, a qualidade de atendimento em diversos canais, seja no site, nas mídias sociais ou na loja física; e uma boa experiência antes, durante e após a compra. Com isso em vista, é preciso estar atento a todas as barreiras que podem dificultar a relação do consumidor com uma marca e, consequentemente, evitar uma venda que poderia ser facilmente realizada.

De acordo com um estudo do Reclame Aqui, a maior parte das reclamações registradas na última edição da Black Friday foram causadas por propagandas enganosas que levam os clientes a conclusões equivocadas, além de divergências de preços e instabilidades técnicas na hora da conclusão de uma compra.

Ao contrário do que muitos podem pensar, os esforços da Black Friday não acabam no ato da compra. Com todo esse conhecimento do consumidor, o processo após a data comemorativa deve ter uma atenção especial, com fidelização através de um canal aberto de diálogo e construção de relacionamento para que esse cliente continue em contato com a marca durante todo o ano, retornando para a loja.

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Marisa investe em omnichannel e reforça o serviço Clique e Retire

A mudança de comportamento do consumidor, que está conectado à internet o tempo todo por meio do celular, traz desafios ao varejo. Atenta a essa realidade, a Marisa, maior rede de moda feminina e de lingerie do Brasil, comemora a primeira fase da sua transformação para o modelo omnichannel com a expansão do serviço Clique e Retire para 115 lojas em todas as regiões brasileiras.

Dessa forma, a rede alia a conveniência da compra digital com a praticidade da entrega presencial na unidade de escolha do cliente. Com Clique e Retire, a Marisa responde a uma demanda de suas clientes que querem comprar online, mas não estão em casa durante o dia para receber suas entregas. A modalidade também possibilita que a consumidora tenha contato com o produto, facilitando a prova antes de levar as peças para casa, e faça a troca imediata, se necessário, além de permitir a escolha de itens complementares para sair da loja com um look completo. Outro benefício para a cliente é o frete grátis sem valor mínimo de compra.

De acordo com Marcelo Pimentel, vice-presidente de vendas e operações da Marisa, a funcionalidade contribui para aumentar o fluxo de clientes em loja. “Começamos a testar o serviço em 2018 e identificamos que havia ganhos para os dois canais: clientes online passaram a frequentar nossas lojas físicas e os pontos de venda que divulgavam o site como opção para encontrar produtos geravam menos atrito. Com o omnichannel, reduzimos a ruptura e garantimos maior disponibilidade de produtos. A expansão do número de lojas para retirada em maio de 2019 vai melhorar a experiência de compra e aumentar a fidelidade da consumidora”. Para tornar o projeto possível, a companhia preparou os funcionários para receber o novo serviço e atender o aumento do fluxo.

A partir de 3 de maio e por tempo determinado, na sua loja do Shopping Boulevard Tatuapé, a Marisa também irá disponibilizar o Showrooming, modalidade que permite aos consumidores pesquisar e experimentar os produtos em uma loja física e finalizar no ambiente digital. O serviço será realizado via desktop com uma equipe exclusiva de apoio ao cliente, ou, caso a consumidora prefira, poderá acessar o site da Marisa pelo celular utilizando a rede Wi-Fi da loja. A rede estuda disponibilizar, em breve, totens para facilitar ainda mais o processo. Com essa aposta, a Marisa aumenta a conveniência para a cliente.

O projeto de omnichannel está sendo desenvolvido em parceria com a Linx, empresa que conta com sistema especializado para o setor de varejo.

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Pernambucanas lança Conta Digital

Amanhã, dia 30 de abril, a Pernambucanas, marca varejista nacional e pioneira em inovações, lançará a Conta Digital Pernambucanas, chancelada pela PEFISA – fintech e braço financeiro do grupo. A conta apresentará serviços similares a uma conta corrente de qualquer instituição financeira, mas de forma bem mais simples e prática, com menos burocracia e com o diferencial de não ser um banco, mas sim uma rede centenária que tem no relacionamento com as famílias brasileiras um dos seus principais pilares.

“Estamos realmente orgulhosos em lançar essa nova facilidade que nos coloca, mais uma vez, em uma posição de vanguarda. Essa é mais uma evolução da união do Físico com o Digital, que tem nos tornado referência no mercado e transformado a forma com que nos relacionarmos com nossos clientes”, afirma Sérgio Borriello, CEO da Pernambucanas.

Segundo dados do IBGE, atualmente no Brasil há 60 milhões de pessoas que não possuem conta em banco. Esse número representa quase metade da população economicamente ativa, estimada em 110 milhões de pessoas. Este grupo, ainda segundo a pesquisa, movimenta R$ 665 bilhões ao ano, mais do que o PIB de alguns países, e está espalhado pelas classes econômicas.

“Unimos a confiança e a segurança de uma marca centenária com a capilaridade de uma rede com mais de 345 lojas no país. Queremos mostrar que é possível cuidar do dinheiro das pessoas sem burocracia ou letras miúdas. Nós já temos um forte relacionamento com as famílias brasileiras, conhecemos as necessidades e os interesses e, por isso, iremos oferecer mais segurança, disponibilidade e desempenho para simplificar as transações bancárias e facilitar o controle financeiro”, completa Sérgio Borriello.

COMO ABRIR UMA CONTA?

A concessão da conta é feita e o cartão é emitido em qualquer uma das 347 lojas, de forma 100% digital por meio de tablets, e toda a gestão será feita pelos clientes no aplicativo, mas sempre contando com o atendimento e apoio dos mais de 10 mil colaboradores para ajudar e dar suporte no que for necessário. E tudo o que os interessados em abrir uma Conta Pernambucanas precisarão é de um documento de identidade com foto e o CPF válido na Receita Federal. A entrega do cartão físico é a mais rápida do Brasil, feita em até 10 minutos, também de forma integralmente digital.

Por meio da Conta Digital, os clientes podem realizar saques, depósitos e transferências entre contas, compras em lojas físicas/virtuais no Brasil e no exterior, realizar recarga de celulares, enviar e receber TED, gerar boletos e pagar contas. Outra vantagem é a possibilidade de realizar saques em caixas 24 horas ou em qualquer uma das 347 lojas da Pernambucanas, o que é um grande benefício, já que o cliente poderá fazer essa transação em horários diferenciados dos bancos tradicionais. A adesão à Conta Digital permite usufruir ainda dos diversos benefícios dos clientes Pernambucanas, como Cupons de Descontos, ofertas da Sacola de Descontos, o Programa de Vantagens Pernambucanas Prime, etc.

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Carrefour é a 1ª varejista no Brasil a utilizar blockchain para rastrear alimentos da fazenda até a gôndola

O Carrefour avança no uso de tecnologia para rastreamento dos produtos comercializados em suas lojas e lança sua primeira linha de produtos com blockchain. A partir desta semana, a linha de Suíno Sabor & Qualidade, disponíveis em 18 cortes, chega a todas as lojas da rede no Estado de São Paulo. Com a tecnologia, inédita no varejo brasileiro, os clientes da rede poderão acessar informações detalhadas de todas as etapas de produção e distribuição, desde a fazenda até a chegada em loja. Até o fim desse ano, a expectativa é incluir mais quatro produtos nesse rastreamento. Trata-se do primeiro passo da rede para ter, até 2022, 100% dos produtos Sabor & Qualidade utilizando a tecnologia de rastreio. A iniciativa conta com parceria da empresa Safe Trace.

Com o objetivo de armazenar e transmitir a informação, a plataforma blockchain permite rastrear todo o histórico de um produto, atingindo os níveis máximos de segurança alimentar e transparência. Por meio da leitura de uma etiqueta com QR Code, o consumidor poderá conhecer informações específicas de cada lote, como o modo de criação, nome do criador, localização da fazenda, alimentação dos animais, cuidados veterinários, condições de transporte até os frigoríficos e dados sobre bem-estar do animal até chegar às gôndolas das lojas do Carrefour.

Segundo Paulo Pianez, diretor de Sustentabilidade do Grupo Carrefour Brasil, o lançamento da tecnologia blockchain para a cadeia alimentar brasileira marca um passo importante na implantação do plano de transformação Carrefour 2022. “Esta primeira cadeia de rastreamento deverá ser seguida de outras, cobrindo todos os produtos Sabor & Qualidade até 2022. Com isso, atenderemos uma prioridade absoluta: garantir aos consumidores total transparência na rastreabilidade de nossos produtos”, destaca o executivo.

A plataforma blockchain também traz vantagens importantes para toda a cadeia produtiva. Para o Carrefour, a tecnologia proporciona total controle e eficiência em casos de bloqueio e recall, além de assegurar que os rigorosos padrões de segurança alimentar exigidos pela rede são atendidos. Já para os fornecedores, permite uma visão 360º sobre todo o processo de distribuição e valorização da qualidade do produto.

A colaboração entre o Carrefour e a Safe Trace, líder na rastreabilidade da cadeia produtiva de alimentos e pioneira no Brasil na aplicação da tecnologia blockchain, permitiu apoiar tecnicamente os parceiros para mapear seus processos e interligar seus sistemas de informações ao blockchain, além de permitir o uso das etiquetas com QR Code nas bandejas de suínos Sabor & Qualidade.

A aplicação pioneira do blockchain no varejo alimentar no Brasil é mais uma iniciativa importante que faz parte do Act For Food – movimento global lançado pelo Grupo Carrefour em 2018 com o objetivo de estimular uma mudança positiva nos hábitos alimentares, ampliando o acesso do consumidor a alimentos saudáveis com maior qualidade, seguros, produzidos com responsabilidade socioambiental e a preços justos.

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Transformação digital: o varejo do futuro

Por Danilo Nascimento

A transformação digital no varejo não é mais uma tendência, e sim uma necessidade do mercado. A mudança de comportamento dos consumidores, que cada vez mais encontram no smartphone um parceiro fiel para seus relacionamentos com marcas, produtos e serviços, o que muda, totalmente, a regra do jogo.

Empresas de todos os portes precisam integrar processos e soluções tecnológicas para aumentar sua eficiência operacional, trazer inovações e entregar experiências de consumo realmente relevantes. O fato é que o ambiente de varejo precisa evoluir, e tornar-se muito mais do que um lugar para comprar produtos. Os clientes passaram a demandar mais conveniência, opções de escolha, acesso facilitado, simplificação dos pontos de contato e, principalmente, personalização.

No momento em que o consumidor começa a esperar que as lojas entreguem o mesmo tipo de experiência que recebem em seu celular, isso passa a ser um desafio para o varejo. Além disso, a equipe de vendas que conhece de forma superficial os produtos não tem chance quando comparada ao Google, e a publicidade soa ainda mais artificial quando colocada a frente das opiniões pessoas.

É por isso que a transformação nesse setor significa repensar processos e criar um ambiente conectado que, ao utilizar a tecnologia de forma eficiente, faz com que o consumidor esteja realmente no centro dos negócios. Acompanhar seus movimentos (e, de preferência, antecipá-los) exige que as empresas sejam inovadoras, ágeis e inteligentes no uso de dados. Tentar fazer isso com base na cultura tradicional, analógica, é impossível. E, se as regras do varejo mudaram, é preciso se reinventar.

É importante entender que a transformação digital do varejo é, em primeiro lugar, uma transformação cultural. Mas isso só começa a acontecer a partir do momento que pessoas entendem os processos internos da corporação e a maneira de usar essas tecnologias. Para que isso aconteça, o varejo precisa mudar os seguintes pontos:

. Cultura interna: Os modelos de gestão, remuneração e engajamento dos colaboradores precisam ser repensados para essa nova era, e como isso vai refletir nos consumidores. Diante desse cenário, é preciso desenvolver as competências (conjunto de habilidades e tecnologias) necessárias para oferecer benefícios aos seus clientes e se diferenciar do mercado.

. Estruturas das empresas: Elas precisam ser mais leves, colaborativas, ágeis, flexíveis e com menos hierarquia e burocracia. Assim, o varejo vem evoluindo aos poucos, incorporando aspectos culturais da transformação digital, criando áreas que estimulam a inovação e, fazendo as alterações necessárias para a nova realidade do mercado.

. Modelo de negócios: O grande diferencial do varejo é sua proximidade com os clientes. A partir disso, é possível entender o comportamento do público e desenvolver soluções que façam sentido para eles. As empresas precisam colocar o cliente no centro do negócio.

. Invista em dados: Os dados ajudam nas tomadas de decisões e análises. O tempo da intuição ficou para trás, mas fazer essa mudança demanda novas habilidades e competências. O mercado é complexo demais para que o varejo determine preços, promoções, sortimento, volume de compras e expansão com base naquilo que uma ou algumas pessoas acreditam ser o ideal. Com frequência, decisões melhores poderiam ter sido adotadas caso houvessem mais dados disponíveis. Importante ter em mente que dados ganham de opiniões.

Diante desses pontos, podemos concluir que a transformação digital já é uma realidade no varejo, pois as marcas já entenderam essa necessidade. Mas, ainda há muitas lacunas a preencher. Portanto, continuemos sendo otimistas que em pouco tempo o setor vai ser totalmente baseado na análise de dados e serão entregue insights e análises ainda mais detalhadas.

Danilo Nascimento, sócio-diretor da Propz

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Varejo brasileiro mantém ritmo de recuperação e cresce 4,7% em fevereiro, aponta ICVA

Com crescimento de 4,7% em fevereiro, comparado ao mesmo período do ano passado, o varejo brasileiro mantém o ritmo de recuperação observado nos últimos meses. É o que aponta o Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA), divulgado nesta sexta-feira (15). O indicador já tem descontado a inflação que incide sobre os setores do varejo ampliado. Em termos nominais, que refletem a receita de vendas de fato observadas pelo varejista, o ICVA registrou alta de 8,0% na comparação com o ano anterior.

O resultado do mês foi impactado positivamente pelo calendário. O Carnaval, período em que as receitas de vendas são tradicionalmente menores, caiu em março, enquanto que em 2018 a data foi comemorada em fevereiro. Ajustando o ICVA deflacionado a esse efeito, o índice apontaria alta de 3,8%, leve aceleração em relação a janeiro. Pelo ICVA nominal, no mesmo conceito, o indicador apresentaria alta de 7,1% na comparação com o mesmo período de 2018, também apresentando leve aceleração.

“Mesmo descontando o benefício do calendário, o resultado do ICVA em fevereiro reforça a trajetória de recuperação no varejo”, comenta Gabriel Mariotto, diretor de Inteligência da Cielo. “Um destaque positivo foi a aceleração no setor de Vestuário. Por outro lado, dentre as regiões, o Sudeste – particularmente o RJ – contribuiu negativamente para o resultado do mês”, complementa.

INFLAÇÃO

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) apurado em fevereiro pelo IBGE apontou alta de 3,89% no acumulado dos últimos 12 meses, com uma leve aceleração em relação ao número registrado em janeiro (3,78%). Os grupos de itens de Alimentação no domicílio e Artigos de residência tiveram aceleração, enquanto o bloco de Transportes caiu ainda mais, de 3,1% em janeiro para 2,0% em fevereiro. A desaceleração foi puxada principalmente pelo item de Passagem aérea – que teve a maior queda – saindo de 14,3% de alta para deflação de 1,6%. Ponderando o IPCA pelos setores e pesos do ICVA, a inflação no varejo ampliado em fevereiro ficou em 3,1%, tendo uma estabilização em relação a janeiro (3,2%).

SETORES

O bloco de Bens não Duráveis foi o único que apresentou desaceleração na passagem de janeiro para fevereiro, considerando o índice com ajustes de calendário. O desempenho do bloco foi puxado pelos setores de Drogarias/Farmácias e Supermercados e Hipermercados – que apresentou alta de preços no mês. Já o grupo de setores de Bens Duráveis e Semiduráveis apresentou aceleração na passagem mensal, influenciado pelas acelerações de setores como Vestuário e Móveis, Eletro e Lojas de Departamento. Finalmente, o bloco de setores de Serviços foi o que apresentou maior aceleração de janeiro para fevereiro, puxado principalmente por Alimentação em Bares e Restaurantes e Turismo e Transporte – este influenciado pela queda de preços experimentada no setor em fevereiro.

REGIÕES

Todas as regiões brasileiras apresentaram aceleração na passagem mensal, segundo o ICVA Deflacionado com ajuste de calendário. A única exceção foi a região Nordeste, que apresentou certa estabilidade no período. Pelo ICVA deflacionado sem ajustes de calendário, comparando com o mesmo período do ano anterior, o varejo ampliado na região Norte apresentou alta de 10,0%, seguido pelas regiões Centro-Oeste e Sul com 7,3% e 6,3% respectivamente. Por fim, temos as regiões Nordeste, com alta de 5,9%, e o Sudeste, com alta de 2,8%. “A região Sudeste foi impactada negativamente em decorrência das fortes chuvas – principalmente no estado do Rio de Janeiro – que fizeram diminuir o ritmo de vendas no estado”, comenta Mariotto. Pelo ICVA nominal – que não considera o desconto da inflação – o destaque também foi a região Norte, que registrou alta de 11,8% em fevereiro. Em seguida, temos as regiões Centro-Oeste e Nordeste, ambas com crescimento de 9,9% no período. Por último, temos as regiões Sul e Sudeste, que apresentaram crescimentos de 8,6% e 6,9%, respectivamente.

SOBRE O ICVA

O Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA) acompanha mensalmente a evolução do varejo brasileiro de acordo com a sua receita de vendas, com base em um grupo de mais de 20 setores mapeados pela Cielo, de pequenos lojistas a grandes varejistas, responsáveis por 1,4 milhão de pontos de vendas ativos credenciados à companhia. O peso de cada setor dentro do resultado geral do indicador é definido pelo seu desempenho no mês.

O ICVA foi desenvolvido pela área de Inteligência da Cielo e tem como proposta oferecer mensalmente uma fotografia do comércio varejista do país a partir de informações reais.

COMO É CALCULADO

A gerência de Inteligência da Cielo desenvolveu modelos matemáticos e estatísticos que foram aplicados à base da companhia com o objetivo de isolar os efeitos do comportamento competitivo do mercado de credenciamento, como a variação de market share, bem como isolar os efeitos da substituição de cheque e dinheiro no consumo – dessa forma, o indicador não reflete somente a atividade do comércio pelo movimento com cartões, mas, sim, a real dinâmica de consumo no ponto de venda.

Esse índice não é de forma alguma a prévia dos resultados da Cielo, que é impactado por uma série de outras alavancas, tanto de receitas quanto de custos e despesas.

ENTENDA O ÍNDICE

ICVA Nominal – Indica o crescimento da receita nominal de vendas no varejo ampliado do período, comparando com o mesmo período do ano anterior. Reflete o que o varejista de fato observa nas suas vendas.

ICVA Deflacionado – ICVA Nominal descontado da inflação. Para isso, é utilizado um deflator que é calculado a partir do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), apurado pelo IBGE, ajustado ao mix e pesos dos setores contidos no ICVA. Reflete o crescimento real do varejo, sem a contribuição do aumento de preços.

ICVA Nominal/Deflacionado com ajuste calendário – ICVA sem os efeitos de calendário que impactam determinado mês/período, quando comparado com o mesmo mês/período do ano anterior. Reflete como está o ritmo do crescimento, permitindo observar acelerações e desacelerações do índice.

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Loja física vai morrer?

Uma tendência no setor varejista fez até mesmo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) rever suas projeções para a quantidade de lojas que serão abertas no Brasil. Se no começo desse ano a entidade calculou o surgimento de 20,7 mil pontos de venda em 2018. Agora, se espera que o ano feche com apenas 5,2 mil novos estabelecimentos. Números que sugerem que é preciso apertar os cintos para atravessar a instabilidade econômica e o clima de incerteza no País.

Há uma série de indícios, além do apresentado pela Confederação, que apontam as dificuldades que um empresário pode ter ao tentar abrir uma loja física, seja qual for o porte. Um deles é o fato de os compradores estarem cada vez mais conectados a opções de e-commerce, algo que existe há pelo menos 20 anos no Brasil, mas que tem avançado em várias direções a cada ano. Uma pesquisa da Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC) divulgada em agosto mostrou, por exemplo, que 75% dos jovens entre 16 e 22 anos entrevistados fizeram compras em lojas virtuais ou sites de revenda, como o Mercado Livre.

As lojas físicas, assim, que, dependendo da estrutura da empresa, são sinônimos de gastos que se equilibram na corda bamba da crise, perdem cada vez mais espaço. E esse é um fato, infelizmente, dentro do mercado empresarial brasileiro. De acordo com dados do IBGE de 2017, das 733,6 mil empresas abertas em 2010, apenas 37,8% sobreviveram até 2015.

Tanto os varejistas quanto as grandes corporações já perceberam que o momento agora é de mudar e rever a modalidade de negócio. Afinal, atraindo clientes ou não, com retração de vendas ou não, é preciso manter o negócio funcionando.

Daí vem a tendência de migração para o e-commerce. As marcas precisam estar onde o público está, ou seja, no mundo real e no virtual. O consumidor espera que seu desejo seja realizado a um clique e, frente aos problemas que o varejo enfrenta, como desvalorização do real, desaceleração do mercado interno e dúvidas sobre o futuro econômico do País, nada mais urgente do que atendê-lo.

Avançando há pelo menos dois anos no mercado brasileiro, os marketplaces também se consolidam como uma vitrine eficaz para o varejo. É cada vez mais comum empresas de pequeno porte se posicionarem oferecendo seus produtos nos chamados “shoppings virtuais”. O vendedor está no mesmo ambiente que o comprador e pode, então, abordá-lo de maneira mais eficiente e gastando menos do que se a compra estivesse sendo feita em uma loja física. Melhor: pode monitorar o que ele coloca no carrinho, qual foi seu caminho até chegar à loja, o que procurou dentro do site.

A internet também se torna uma aliada na gestão dos negócios. Sistemas que integram informações de estoque, controle de vendas, emissão de notas fiscais contribuem fortemente para que a loja virtual (e também a física) atue com toda a sua capacidade, focando no atendimento de qualidade, enquanto tudo está na ponta do lápis – ou seja, em painéis de controle e gestão do negócio – “do outro lado do balcão”. Hoje existem muitos sistemas de gestão que podem fazer tudo isso em conjunto: controlar a empresa e, ao mesmo tempo, inserir o negócio no mercado digital.

As estratégias de venda precisam ser flexíveis em tempos que o comércio está fechando as portas. A venda virtual, definitivamente, não pode ser deixada de lado, com o risco de ficar para trás e perder uma boa fatia de compradores.

Robinson Idalgo, fundador do Sistema Grátis – ERP com alguns módulos grátis.

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Problemas do varejo que a Indústria 4.0 já está resolvendo

Por Ronaldo Oliveira

À medida que a Indústria 4.0 acelera o crescimento da manufatura inteligente e avançada, muitos mercados estão sendo transformados por tecnologias que ajudam a otimizar ainda mais as operações comerciais. Quando pensamos em varejo e fast fashion, imagens de lojas, glamour, estilos modernos e influenciadores de redes sociais podem ser lembradas. Mas nos bastidores, os fabricantes estão montando coleções que os designers criam utilizando materiais provenientes de uma rede global de fornecedores, dentro de prazos cada vez mais apertados e preferências do consumidor em constante evolução. Por mais complexo que possa parecer, várias tecnologias emergentes estão prestes a gerar um impacto significativo no setor de varejo e na forma como os produtos são projetados e desenvolvidos.

Nesse artigo cito apenas três tecnologias, que já estão impactando o varejo mundial:

Internet das coisas (IoT)

Desde a otimização do layout de lojas inteligentes e conectadas até a melhor prevenção contra roubo usando tags RFID, há um número crescente de casos de uso da IoT no varejo. A facilidade na administração dos níveis de estoque se torna muito mais simples quando a tarefa de verificar o estoque é automatizada pela computação da IoT. Um sistema de alertas pode ser configurado para garantir que os itens de vendas mais quentes sejam reabastecidos adequadamente, e a conectividade com os sistemas de PLM (product lifecycle management) significa mais rapidez para avaliar a orquestração das cadeias de suprimentos.

Ou seja, a análise preditiva com base em IoT pode fornecer aos varejistas informações úteis para orientar suas decisões de negócios, conectando e visualizando dados rapidamente em vários sistemas. A aplicação do aprendizado de máquina aos dados da IoT permite que os varejistas detectem tendências e respondam de maneira proativa, proporcionando-lhes uma vantagem competitiva baseada em dados e um melhor entendimento de seus clientes.

Impressão 3D

Uma das tecnologias da Industry 4.0 que pode ser a mais potencialmente disruptiva para o mercado de varejo é a impressão 3D. Em vez de adivinhar quais estilos serão mais bem-sucedidos e produzir um número definido de roupas e vestuário para estocar na loja física e online, a impressão 3D permite ao varejista selecionar determinados designs ou criar os próprios designs e, em seguida, ter seus itens feitos para o cliente após a venda. Esse conceito de comprar o produto antes de ser criado pode virar o processo de fabricação de cabeça para baixo, eliminando os problemas de desperdício e de estoque excessivo. Grandes redes de varejo já estão experimentando este modelo: investir primeiro na tecnologia, e no inventário em segundo lugar.

Robótica

Os robôs também podem ajudar a melhorar os níveis de estoque nas lojas, e muitos varejistas de grandes volumes já estão usando a robótica para automatizar processos de armazenamento, como embalagem e manuseio de itens. À medida que o uso da robótica se torna mais convencional, os compradores esperam ver e interagir com os robôs como parte da experiência de compra física. Eles podem atender a uma série de funções, desde ajudar compradores a localizar itens e auxiliar com checkouts, até monitorar prateleiras de estoque.

Assim como os dispositivos inteligentes e conectados e as máquinas de impressão 3D, o uso da robótica no varejo gerará uma grande quantidade de dados que podem ser usados ​​para entender melhor as preferências do cliente e ajudar os varejistas a oferecer uma experiência mais envolvente. A chave é aproveitar esses dados e transformá-los em uma visão prática que ofereça uma vantagem única.

Ronaldo Oliveira, Diretor Regional Latam Sul da PTC, empresa de tecnologia fornecedora de soluções de Internet das Coisas, realidade aumentada e PLM (Product Lifecycle Management).

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Linx anuncia novo diretor para Meios de Pagamento

A Linx, líder e especialista em tecnologia para o varejo, anuncia Rubens Silva como novo diretor de Meios de Pagamento. O executivo assume a função com a missão de impulsionar a aceitação de soluções eletrônicas de pagamento conectadas à gama de tecnologia para o varejo que a empresa já oferece ao mercado.

Com 18 anos de experiência em meios de pagamento, Silva atuou como CFO na Global Payments e foi um dos executivos responsáveis pelo início da operação no Brasil. O novo diretor participou também do processo de IPO (abertura de capital) da Rede, onde trabalhou por 12 anos, além de ter acompanhado ativamente o processo de regulação do segmento de Meios de Pagamento pelo Banco Central do Brasil desde 2010.

“Meios eletrônicos de pagamento se transformaram em commodities. Há dezenas de empresas oferecendo o mesmo tipo de serviço sem perguntar para o lojista se é disso que ele realmente precisa”, comenta Rubens Silva, que é formado em Ciências Contábeis e possui um MBA em Gestão Financeira pela Fundação Getulio Vargas.

E completa: “Usar a tecnologia para facilitar a vida dos varejistas e consumidores está no DNA da Linx. É isso que vamos fazer por meio de soluções customizadas para cada segmento deste setor, como restaurantes, postos de combustíveis, moda, entre outros”.

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CDL/BH lança 3ª Edição do “Varejo Inteligente” para empresários

Nos dias 3 e 4 de setembro, a Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH), em parceria com o Sebrae, apresenta o novo formato do programa de aceleração de startups “Varejo Inteligente” para os empresários de Belo Horizonte. Uma das novidades desta edição é a maior participação que os empresários terão com uma série de capacitações direcionadas para eles. O evento de lançamento é gratuito e será realizado na Faculdade UNA Aimorés (Rua dos Aimorés, 1451. Lourdes), a partir das 19h. Os interessados em participar devem se inscrever no link http://goo.gl/bLXDFw

Um dos destaques do “Varejo Inteligente” neste ano é que, além da aceleração das 20 startups durante dez semanas, os empresários receberão consultorias, palestras e workshops totalmente voltados para eles e que irão contribuir com o desenvolvimento de seus negócios. Ao todo, serão selecionados 20 empresários de micro e pequenas empresas que representem o varejo de Belo Horizonte.

Durante o lançamento do Programa, também serão apresentadas algumas das principais mudanças do setor do varejo para as quais os empresários devem se preparar, com debate sobre a inovação dentro do setor por meio da apresentação de casos de sucesso.

Varejo Inteligente – O Programa, criado em 2016 em parceria com o Sebrae, busca soluções para os principais desafios das empresas varejistas, por meio do desenvolvimento de startups e pela articulação com o ecossistema de empreendedorismo e inovação.

Data: 3 e 4 de setembro

Horário: 19h

Local: Faculdade UNA Aimorés

Endereço: Rua dos Aimorés, 1.451, Lourdes, Belo Horizonte

Inscrições: http://goo.gl/bLXDFw

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Stefanini apresenta armário inteligente no evento LATAM Retail 2018

A Stefanini, uma das mais importantes provedoras globais de soluções de negócios baseadas em tecnologia, estará no LATAM Retail Show, evento para fomentar o crescimento do varejo, que acontece de 28 a 30 de agosto, no Expo Center Norte (SP). Na ocasião, a multinacional brasileira fará uma série de demonstrações de soluções avançadas para o segmento.

O tema central do evento será ‘A Transformação do Ecossistema de Negócios com Resultados’, e tem como finalidade abordar todas as variações pelas quais a cadeia de negócios vem passando, alterações no perfil do consumidor e a necessidade de um equilíbrio nas relações, tanto no varejo, como na indústria, shopping centers, e-commerce, food service e franquias.

No estande será apresentado o Smart Locker, “armário inteligente” da Stefanini, que pode ser incorporado por grandes varejistas. Por meio de um aplicativo específico, o cliente final poderá, após fazer sua compra via e-commerce ou aplicativo, retirar os produtos em um lugar e momento de sua preferência, por exemplo, uma padaria, posto de gasolina, entre outros. “É uma tecnologia de fácil aplicação. O cliente utiliza a solução, comanda a abertura da porta e retira sua encomenda, de forma segura, rápida e prática”, explica Nelson Duarte Soares, Head of Digital Retail and Logistics da Stefanini.

Os visitantes também serão recepcionados por um robô, que foi treinado com a tecnologia de inteligência cognitiva da Stefanini. Ele poderá interagir com as pessoas e oferecer, por comando de voz, opções diferenciadas de café. Cada pedido será enviado, de maneira personalizada, para o barista. No estande da Stefanini, os visitantes poderão também conferir soluções de aferição remota de planogramas (desenho gráfico que orienta o posicionamento de um produto na gôndula, no ponto de venda) e de aprendizado virtual, baseadas em realidade virtual e realidade aumentada.

Utilizando os óculos de realidade virtual (VR), disponíveis no estande da empresa, a Stefanini também explicará aos visitantes sua metodologia de Design Thinking, levando o usuário/cliente para o ambiente de navegação e aprofundamento nos assuntos que podem ser resolvidos com a solução Dive, uma abordagem imersiva realizada em cinco dias, na qual equipes da empresa e do cliente trabalham de maneira colaborativa e com metodologias de Design Thinking, Design Sprint e Lean Startup, desde a concepção do problema até a entrega de um modelo legitimado da solução desenvolvida. O foco é apresentar uma solução digital, mirando os resultados para o negócio do cliente.

“A transformação digital está impactando o varejo, com o consumidor no centro das decisões. Temos como finalidade oferecer aos nossos clientes equipes constantemente dedicadas para encontrar soluções mais rentáveis, explorando cada oportunidade, que permita modernizar os processos e promover uma experiência diferenciada ao consumidor final”, complementa Soares.

Além das novas soluções direcionadas ao varejo, a Stefanini levará para o estande outras ofertas que poderão compor toda a cadeia de negócios: backoffice digital, processo automático de digitalização de documentos para originação de crédito, automação dos centros de distribuição com soluções do portfólio de Indústria 4.0, performance de marca, entre outras.

“O segmento varejista é um mercado potencial, pois tende a ampliar investimentos em inovação para manter a competitividade. A digitalização assume um papel de relevância para atender consumidores cada vez mais exigentes e será, com certeza, uma tendência inevitável”, finaliza.

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brMalls anuncia parceria com Cubo Itaú para fomentar a inovação e o empreendedorismo no varejo nacional

Para Ruy Kameyama, CEO da brMalls, a parceria com o Cubo Itaú acelera o processo de inovação e tecnologia na companhia, e está alinhada com a diretriz estratégica e propósito da empresa. “Fazer parte desse ecossistema de inovação nos permitirá conectar pessoas e ideias, desenvolvendo novas tecnologias e soluções para o varejo que beneficiarão nossos shoppings, lojistas e consumidores. Será também uma plataforma de oportunidades de negócios para fomentar o empreendedorismo no país”, ressalta o executivo.

O projeto contará com uma equipe brMalls alocada no Cubo para mentoria e gestão do relacionamento, compartilhar experiências e conhecimento – e que serão depois multiplicadas dentro da companhia. As empresas interessadas em participar da vertical exclusiva ao varejo, que será liderada pela brMalls, podem fazer a inscrição pelo site cubo.network. “A expansão do Cubo inicia uma nova etapa no fomento ao empreendedorismo tecnológico e contar com a presença de parceiros, como a brMalls, que fortalecem ainda mais nossa geração de valor é um orgulho enorme para a iniciativa e todo o ecossistema”, comenta Lineu Andrade, diretor de tecnologia do Itaú Unibanco, responsável pelo Cubo Itaú.

Inovação e empreendedorismo

Líder no segmento de shopping centers e com capilaridade nacional, a brMalls é protagonista no setor ao lançar projetos que estimulam a inovação do varejo em todo o Brasil. Em 2017, a companhia lançou o brMalls Partners, iniciativa inédita no setor de varejo no Brasil em parceria com a Endeavor. Foram selecionados 15 varejistas com potencial de crescimento para serem acelerados com a metodologia de sucesso da Endeavor e brMalls.

Em maio 2018, a companhia anunciou parceria com a Delivery Center, uma plataforma que usará shoppings de todo o país como centrais de distribuição, trazendo conveniência e agilidade para o consumidor e maior potencial de vendas para lojistas de shoppings. Em período de implementação, a Delivery Center já está atuando em shoppings do Sul e Rio de Janeiro, com previsão de chegada à São Paulo até o fim de 2018.

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Magazine Luiza é a melhor empresa para trabalhar no varejo brasileiro, diz GPTW

O Magazine Luiza foi apontado como a melhor empresa do setor varejista e a segunda no ranking geral, segundo o relatório do Great Place to Work de 2018. A companhia, que hoje conta com mais de 20 000 funcionários, está na lista há mais de duas décadas. Isso mostra o quanto os executivos que estão no comando valorizam as políticas e práticas de recursos humanos e reconhecem a sua importância para a obtenção de resultados.

O ranking é elaborado a partir de um estudo dos especialistas da GPTW sobre a cultura e prática das grandes empresas nacionais. A voz dos funcionários é ouvida em uma pesquisa de clima. “O que queremos é que o Magalu seja realmente um excelente lugar pra trabalhar”, afirma Patrícia Pugas, diretora executiva de gestão de pessoas do Magazine Luiza. “A colocação no ranking é apenas uma consequência dessa vontade.”

Além do destaque na lista geral, o Magazine Luiza também foi apontado como a empresa que melhor conversa com seus funcionários. Essa comunicação é feita com a ajuda de uma rede social própria, um canal de tevê e uma emissora de rádio, que promovem uma interação constante com os “Magalus” – como são chamados os funcionários da empresa, internamente.

O Consórcio Luiza, empresa do Grupo Magazine Luiza, , está, pelo oitavo ano consecutivo, entre as melhores empresas para se trabalhar no Brasil, de acordo com um ranking divulgado pelo instituto Great Place to Work (GPTW), um dos mais conceituados do mundo. Neste ano, a empresas ficou em 3º lugar entre as melhores empresas no segmento de “Médias Nacionais” (100 a 999 funcionários).

Fundado há 25 anos, nos Estados Unidos, o Great Place to Work traz em sua marca o prestígio e o reconhecimento internacional por desenvolver as pesquisas das Melhores Empresas para Trabalhar em 59 países (América do Norte, América Latina, Europa, África, Oceania e Ásia), impactando mais de 12 milhões de funcionários. Em 2018, 2 300 empresas que operam no Brasil se inscreveram para participar do ranking.

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Os consumidores querem Inteligência Artificial e personalização nas lojas físicas

Por Alan Prando

A última edição do relatório anual Connected Shoppers, elaborado pela Salesforce, em oito países – incluindo o Brasil, para investigar os hábitos de consumo e como as pessoas usam a tecnologia como parte do processo de compra trouxe índices interessantes para o varejo. Dos entrevistados brasileiros, 75% disseram que aceitariam compartilhar suas preferências e outros dados pessoais em troca de uma personalização que oferecesse um serviço mais rápido e conveniente nas lojas físicas, enquanto que 80% afirmaram que gostam de receber recomendações de produtos com base em seu histórico de compra.

O que já é comum no mundo digital, traz à tona uma carência no varejo físico: a necessidade de personalização e recomendação de produtos. Com o empoderamento do consumidor, independente do seu canal de compra, ele quer se sentir único, e não apenas mais um. Ele não quer ser encarado como uma cifra, mas como um cliente exclusivo. Os varejistas, por sua vez, precisam satisfazer os desejos desses compradores, com experiências mais inteligentes e cada vez mais personalizadas e, assim, manter sua competitividade.

Embora os e-commerces ofereçam muitas praticidades, as lojas físicas ainda têm um papel importante no varejo. Nele, o consumidor tem a possibilidade de comprar e levar o produto na hora, além de negociar descontos; pode tocar e testar o produto. Brasileiro tem essa mania de “ver com as mãos”, é cultural. Também é possível evitar taxas de entrega, uma vez que o frete é um dos entraves do e-commerce.

A tecnologia, associada ao uso de Inteligência Artificial, pode ser uma forte aliada para dar suporte às vendas do varejo tradicional. Da mesma maneira que o e-commerce tem acesso direto aos dados de consumo dos clientes, a tendência é que as lojas físicas comecem a fazer isso também, com o uso de dispositivos já disponíveis no mercado, como o foot tracking, que permite entender e analisar o caminho que os consumidores fazem dentro de uma loja.

Outro ponto importante para considerar é que todos os canais de venda precisam estar conectados e se complementar, com a possibilidade de trocas nas unidades físicas de compras feitas no e-commerce, por exemplo, ou a implementação de conceitos como “click and collect” e “pick-up in store”, que permitem recolher na loja uma mercadoria adquirida na internet.

Em um futuro próximo, as lojas farão sugestões de produtos para seus clientes de maneira semelhante ao que é feito nos e-commerces, por meio de vitrines personalizadas e e-mail comportamental, por exemplo. Para isso, também serão utilizadas tecnologias diversas, como espelhos inteligentes, aplicativos sincronizados e cadastro universal.

Toda experiência positiva cativa e fideliza clientes, além de atrair novos consumidores, por meio do famoso “boca a boca” – que nunca sai da moda e funciona como uma eficaz ferramenta de propagação (gratuita) da marca. No mundo “real”, essa experiência tem a vantagem do “tête-à-tête”, pois todo mundo gosta de um cumprimento, de um sorriso, de receber uma atenção especial. E se a tecnologia pode melhorar essa relação, então o objetivo de proporcionar uma experiência completa será concluída com sucesso.

Alan Prando é CTO e cofundador da Biggy, plataforma especializada em Big Data e Inteligência Artificial, com foco em personalização e recomendação de e-commerce.

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ProVA reúne especialistas para discutir as novas oportunidades no mundo digital para o setor varejista

O mundo digital está mudando o hábito de consumo das pessoas, tornando-as cada vez mais exigentes. Por outro lado, o empresário do varejo precisa se adaptar, adotando estratégias que incluem a utilização de novas plataformas, ferramentas ou instrumentos para atrair e fidelizar esses consumidores. De olho neste cenário, o ProVA – Laboratório Brasileiro de Inovação do Varejo – realizará nos próximos dias 7 e 8 de agosto, a partir das 19 horas, a palestra Varejo Online: Novas oportunidades de vendas no mundo digital. O objetivo é orientar o varejista a ter sucesso no comércio eletrônico, potencializando as vendas, além de facilitar e estimular o relacionamento com os consumidores.

No dia 07 será realizada uma palestra com dicas de como se preparar e estruturar o negócio para o mundo digital, apontando pontos essenciais e os caminhos para se desenvolver uma plataforma online. Quem comandará a discussão será Roberto Calderón, CEO e founder do E-commerce CAMP, especialista e consultor em performance e estruturação de negócios digitais, com forte atuação no mercado, tendo gerenciado e implantado mais de 400 operações de e-commerces e 180 de startups.

No dia 8, especialistas falam sobre as ferramentas digitais, incluindo a escolha da plataforma ideal, seja para vendas ou relacionamento. O painel será mediado por Roberto Calderon e terá a participação dos especialistas Gustavo Chap Chap, diretor de Marketing na JET e-business; Dyego Joia, sócio e diretor comercial do Enviou, e Rafael Kiso, especialista em Marketing Digital e Gestão da Inovação.

Palestra: Varejo Online: Novas oportunidades de vendas no mundo digital
Data: 07 e 08 de agosto de 2018
Hora: 19h
Local: ProVA – Shopping Frei Caneca (Rua Frei Caneca, 569 – 1º andar – Consolação)
Público-alvo: varejistas e interessados no tema
Inscrições gratuitas
Mais informações: http://www.provalab.com.br/evento/varejo-online-novas-oportunidades-de-vendas-no-mundo-digital-parte-i

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Rede Cigam lança Checkout Móvel

A Rede Cigam, fornecedora de software de gestão empresarial (ERP, CRM, RH, PDV, BPM, Mobile e BI), lança o Checkout Móvel. A solução, que permite realizar vendas a partir de um aplicativo intuitivo, com segurança e praticidade mobile, está disponível para as plataformas Android e iOS.

A ferramenta foi desenvolvida pelo braço executivo da companhia, Cigam Gestor. Com o aplicativo, o usuário escolhe o produto no estabelecimento e faz a leitura do código de barras em seu dispositivo móvel, sem precisar efetuar o lançamento do produto no caixa, diminuindo filas e agilizando o processo onde o usuário conclui a venda por meio do botão “$”.

“Um dos pilares da nossa estratégia de negócio é tornar o trabalho dos nossos clientes mais fácil. Para isso, nos empenhamos em fornecer soluções práticas, flexíveis e baratas para aumentar a produtividade das empresas e gerenciar suas vendas de forma simples, segura e com confiabilidade”, avalia Gustavo Marques Dias, diretor de Varejo da Cigam.

Depois que o usuário informar que deseja prosseguir com a venda, o aplicativo mostrará uma lista de formas de pagamentos disponíveis para a seleção do usuário. No final das opções, aparecerá o botão “FINALIZAR PAGAMENTO”, que é o meio utilizado para a conclusão da venda e o envio da NFC-e pelo aplicativo.

O Checkout Móvel trabalhará com cartões POS e TEF (somente quando utilizar API). Caso a forma de pagamento selecionada não seja encontrada no banco de dados, o APP abrirá uma tela para escolha da forma de pagamento correta, equivalente a escolhida pelo cliente. Além disso, a funcionalidade abrirá uma tela para escolha de promoção, quando os produtos da cesta de compra forem contemplados com dois ou mais tipos de promoções cadastradas no sistema.

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