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A evolução do RH em meio a pandemia e a transformação digital

Por Ana Paula Prado, Country Manager do InfoJobs


A transformação digital é uma realidade dentro das organizações. Para as empresas, além das questões financeiras, a pandemia trouxe um novo desafio, principalmente, para os negócios mais tradicionais que exigem presença física: a revolução digital.

Empresas que ainda não estavam 100% adequadas às transformações digitais tiveram que fazer essas mudanças repentinamente. Atualmente, diversos processadores e recursos promovem a transformação digital nas empresas, desde os softwares mais simples de armazenamento e processamento de dados, a ferramentas que digitalizam processos, mensuram resultados de forma automática, detectam erros e evitam desperdício de tempo durante a execução de atividades.

Cada vez mais, as soluções digitais são consideradas recursos estratégicos para alcançar as metas e tornar o dia a dia mais eficiente e prático. Com essas tecnologias auxiliando o trabalho dos colaboradores é possível oferecer um serviço de maior qualidade, atendendo as demandas do mercado, além de aumentar a produtividade, por facilitar a rotina e diminuir os custos com um trabalho mais eficaz.

Na área de RH especificamente, os recrutamentos digitais promovem economia de tempo e custos, permitem que a área possa focar em outras atividades, pensar em contratações estratégicas para desenvolver equipes de alto desempenho, além de traçar planejamentos para marca empregadora. A implantação de tecnologia em RH proporciona economia de recursos, fluxos mais rápidos, foco na gestão de pessoas, aumento na produtividade e contratação melhor e mais rápida.

Com as ferramentas digitais é possível encontrar candidatos mais aderentes às vagas. No processo manual, os currículos são triados e analisados um a um, entretanto, com os avanços tecnológicos é possível coletar e selecionar os candidatos por meio de filtros específicos para cada vaga.

Os testes e avaliações digitais decantam também o perfil de cada profissional, e as suas competências técnicas que podem suprir as necessidades de cada equipe, compondo setores mais qualificados. Ao identificar o perfil comportamental de cada candidato é possível fazer contratações mais alinhadas às demandas internas.

Nesse cenário de mudanças dentro das corporações cabe também ao setor de recursos humanos ser um ponto de apoio aos colaboradores, entender os seus anseios e dificuldades, além de trabalhar intensamente na comunicação e capacitação de gestores e funcionários para implementar as novas ferramentas e modelos de trabalho.

Essas adequações de emergência, quando executadas de forma consciente e eficiente, são vantajosas para todos, com consequências a longo prazo. Pensar no cenário após a crise irá ajudar a sua empresa a entender que essas transformações são permanentes, e outras mudanças também podem acontecer.

É interessante destacar que as novas adaptações da companhia estão sendo acompanhadas por todos os stakeholders, profissionais, fornecedores, acionistas, candidatos e clientes, o que causa impacto direto na reputação da sua marca empregadora.

Os processos da sua empresa levarão todos os aprendizados para o pós-crise! Será o momento de avaliar as mudanças que devem permanecer no seu planejamento, e as relações que estabelece com colaboradores, candidatos, clientes e fornecedores. A pandemia é temporária, a transformação digital não!
Sobre a porta-voz:

Ana Paula Prado, Country Manager do InfoJobs

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Digital: um tema para o amanhã que se tornou uma demanda para ontem

Por Roberto Carvalho, Vice-Presidente da Dynatrace América do Sul

            Durante muito tempo, a Transformação Digital foi considerada uma prioridade para o futuro dos negócios. Não por acaso, segundo diversas pesquisas internacionais, a definição de uma estratégia de digitalização das operações era figura constante como uma das três maiores demandas dos CEOs nos últimos anos. Mas a realidade mudou mais rápido do que qualquer plano, e a urgência para colocar as inovações em prática tomou conta do mercado. Em tempos de pandemia do coronavírus, ser digital deixou de ser um tema para o amanhã para se tornar uma demanda para ontem.

            Para entender esse cenário, basta notar quantas empresas tiveram de mudar seus processos e estruturas de negócios de um dia para o outro. E quantas companhias acabaram ficando na mão no meio dessa migração. Afinal de contas, apesar da Transformação Digital ser há tempos um assunto recorrente no ambiente corporativo, a verdade é que quase ninguém estava pronto para a mudança que aconteceu.

            O fato é que, com a crise do Covid-19, todas as empresas tiveram que, de algum modo, acelerar suas jornadas de digitalização. A condição atual, todavia, tem trazido à tona uma série de novos paradigmas em relação ao uso da tecnologia. Um deles, sem dúvida, é de que sem visibilidade não há transformação digital.

            Evidentemente, não se trata apenas de conferir dashboards com números sobre o funcionamento da infraestrutura de hardware e software nas áreas de TI. É preciso ir além, com o que o chamamos de Observability, que nada mais é do que elevar a inteligência prática para monitorar e gerenciar a performance real das aplicações, avaliando proativamente as ferramentas, de acordo com a real necessidade das operações.

            É bom deixar claro, contudo, que o Observability não é uma questão que surge no mundo pós-pandemia. Há alguns anos, pesquisas do Gartner já indicavam que cerca de 60% das empresas poderiam sofrer algum tipo de falha grave em suas operações digitais até este ano, justamente por conta da incapacidade de mapear, identificar e gerenciar potenciais riscos e problemas. Ou seja, não é a disseminação do vírus que torna o Observability realmente imprescindível. É a própria aceleração da Transformação Digital que exigirá das companhias essa capacidade de observação aprimorada.

            De todo modo, é inevitável dizer que as restrições impostas pela disseminação do coronavírus ampliaram ainda mais a pressão sobre as equipes de TI, colocando praticamente todos os resultados das companhias em cima de serviços digitais – que, portanto, precisam ser entregues sempre com máxima performance. Exatamente por isso, é bastante claro que o monitoramento se tornará ainda mais relevante para o sucesso dos negócios já em curto prazo, antecipando e mitigando qualquer tipo de incidente.

            Hoje, tão importante quanto ter uma loja virtual, por exemplo, é garantir que ela esteja em funcionamento ininterrupto, com uma experiência excelente para os usuários. Você já sentiu aquela frustração de tentar falar com o suporte de uma marca e descobrir que o sistema está off-line? É essa a sensação que todas as marcas têm de evitar provocar.

            Isso porque, no fim das contas, não se trata do funcionamento de um ou outro sistema de TI, mas sim do resultado entregue às pessoas. Com os usuários (clientes ou colaboradores) cada vez mais dependentes do mundo on-line, o objetivo dos líderes e equipes de TI precisará ser o de entender, mitigar e prever problemas para garantir a oferta da melhor experiência possível.

            O problema, por sua vez, é que prever quando as coisas vão sair errado não é uma tarefa simples. Com sistemas e aplicações mais complexas surgindo a cada dia, monitorar as entregas e entender as diretrizes de cada área ou unidade de negócios tem se tornado uma tarefa humanamente impossível.

            É disso que se trata o Observability. A gestão de serviços de TI não pode ser mais reduzida às métricas e logs. É preciso também avaliar o contexto, as demandas e os processos exigidos pelas pessoas. A partir dessa análise é que se deve perguntar o que está atrapalhando a melhor performance para o usuário e o que está impedindo que as aplicações sejam realmente eficazes. De nada adianta conhecer as configurações de um sistema, sem a visão completa do ambiente – incluindo quem está usando a tecnologia.

            Em um mundo cada vez mais marcado pelo distanciamento e pelas incertezas, a pandemia do coronavírus acabou acelerando a digitalização de nossas vidas, ressignificando a hiperconexão como um ponto imperativo para empresas e clientes. No entanto, estar conectado é apenas um detalhe para a conclusão dos negócios em uma jornada efetivamente bem-sucedida. É hora, portanto, de garantir que tudo está realmente funcionando e entregando que nossas conexões estejam realmente entregando o melhor. Somente assim, executivos, técnicos e clientes poderão ter dias melhores nessa nova fase que será o ‘Next Normal’.

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Digisystem anuncia plataforma para atender sociedade 5.0

A Digisystem, companhia brasileira fornecedora de soluções de negócios que ajudam as empresas a passarem pela jornada da transformação digital, acaba de anunciar o lançamento da Plataforma 5.0. A Solução de Negócio é fundamentada no conceito de Sociedade 5.0 – movimento disruptivo que visa promover, por meio da tecnologia, soluções para o bem-estar dos seres humanos -, e foi desenvolvida para otimizar a experiência do usuário.

De acordo com João Paulo Nieto, Diretor Executivo da Digisystem, em um mundo em que a transformação digital está cada vez mais presente na sociedade, é imperativo que as empresas inovem e tragam soluções de negócio que atendam todos os stakeholders envolvidos em um processo. “A plataforma 5.0 é totalmente integrada para dar ao usuário agilidade, simplicidade e facilidade, uma vez que ele é o centro de toda a transformação digital. A tecnologia é aplicada para melhorar a experiência do usuário, seja cliente, gestor ou fornecedor”, enfatiza o executivo.

Usuário no centro da transformação digital

Para o desenvolvimento da nova tecnologia, a Digisystem realizou grandes investimentos para mudar processos, pessoas e ferramentas, além de parcerias estratégicas para integração com Uipath, IBM Watson, entre outros. “Utilizando o conceito de machine learning, a plataforma 5.0 integra as soluções de inteligência artificial no atendimento primário, tornando-a mais assertiva e eficiente a interação humana no próximo estágio do processo”, explica Nieto.

A plataforma utiliza tecnologias como inteligência artificial, por exemplo, a fim de transformar as empresas, que a partir de uma consultoria para identificação dos problemas são unificadas para atender melhor todos os usuários. A solução de negócio promove o estudo do comportamento do usuário, com o objetivo de oferecer a melhor experiência e qualidade de vida através de resolução de problemas e execução de tarefas de maneira automatizada.

Experiência customizada e flexível

A nova solução da Digisystem é destinada aos gestores de TI que sofrem com a inatividade de serviços, longo tempo de resposta, atendimento de baixa qualidade, experiência ruim do usuário na utilização das tecnologias, falta de gestão a vista e ainda a falta de conhecimento dos processos de melhoria de User Experience.

Para as empresas, os principais benefícios incluem a melhoria e controle da user experience, integração de todos os pontos do processo em uma única plataforma, controle de compliance de todas as etapas do processo, swat team (equipe de especialistas pronta para atender a qualquer momento), zero call resolution, rapidez na solução de crises, controle de BI (gestão a vista). Já para os usuários, envolvem a facilidade de execução através de entradas ominichannel, automatização de tarefas repetitivas, maior agilidade e rapidez na resolução de qualquer tipo de problema e consequentemente maior qualidade de vida.

“O atendimento ao cliente precisa ser mais inteligente, fornecendo a experiência de serviço certo, para o usuário certo, no momento certo, dentro das restrições de custo e dos objetivos de cada organização. Nosso grande intuito é entender e suprir a real necessidade das empresas e seus clientes, trazendo uma experiência customizada e flexível”, finaliza Nieto.

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TJAM usa transformação digital nas ações de conciliação

O Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) aderiu a uma solução digital de mediação das partes nos processos de conciliação, para que os acordos sejam realizados dentro do próprio portal de peticionamento e reduza o tempo para a definição das ações. Batizado de SAJ Concilie, a tecnologia foi desenvolvida pela Softplan, empresa de tecnologia com foco em Transformação Digital para Justiça, e pela Justto, startup especializada em soluções de conciliação.

O TJAM é o primeiro a utilizar essa tecnologia no Brasil e inaugura uma nova era no papel desempenhado pelos Tribunais de Justiça. “O novo recurso no e-SAJ (solução de gestão de informações para a Justiça da Softplan) possibilitará que as partes negociem diretamente, por um canal provido pelo Tribunal, fomentando relações menos conflituosas e mais ágeis”, argumenta Thiago Facundo, diretor de Tecnologia da Informação do TJAM.

O lançamento do SAJ Concilie coincide com a mobilização do TJAM para a semana nacional de conciliação, que ocorre de 04 a 08 de novembro.

Antes da tecnologia, o Tribunal que intermediava a comunicação entre as partes. Agora, com o novo recurso, o acordo poderá ser realizado dentro do próprio portal de peticionamento, reduzindo o tempo para a definição do processo e eliminando burocracias processuais.

O SAJ Concilie disponibiliza em seu sistema que as sugestões dos acordos sejam enviadas por e-mail e, com isso, a proposta possa ser aceita, recusada ou que receba contrapropostas, tudo de maneira digital. As interações entre as partes envolvidas são vinculadas ao portal e-SAJ, que registra automaticamente as movimentações do processo no sistema.

“O recurso da conciliação pelo portal e-SAJ proporcionará uma maior simetria de informações entre as partes. E, mesmo que não haja acordo online pela plataforma, a audiência de conciliação tende a ser mais rápida e efetiva, uma vez que as partes já iniciaram a negociação previamente”, explica Rodrigo Martins, gerente de produto do portal e-SAJ, da Softplan.

A nova tecnologia visa desonerar uma série de custos para o Tribunal relacionados à estrutura física para a realização de audiências e os trâmites judiciais usuais de uma unidade judicial. Também reduzirá o tempo de análise dos processos, rotinas de publicação, envolvimento de peritos e citação das partes (Correios e Oficiais de Justiça), entre outros.

“O SAJ Concilie tem como objetivo melhorar ainda mais a prestação jurisdicional, trazendo resoluções mais ágeis dos processos, com gastos menores e de maneira assertiva aos cidadãos”, afirma Martins.

A solução atende à determinação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) de priorizar a conciliação de processos judiciais existentes no Brasil, com mais agilidade. Em 2018, de acordo com o Relatório Justiça em Números (CNJ), o índice de conciliação nos Tribunais Estaduais foi de 11,5%, equivalente a mais de 2,6 milhões de casos em que a decisão do magistrado simplesmente homologou um acordo entre as partes.

Inicialmente, a possibilidade de conciliação online será habilitada para um conjunto limitado de até dez empresas que recebem grandes volumes de processos judiciais relacionados à área do consumidor, como telecomunicações, bancos, seguradoras e operadores de plano de saúde.

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O engajamento de equipes na era da transformação digital

SAMSUNG CSC

Por Enio Klein, CEO da Doxa Advisers

A transformação digital está ligada ao futuro do trabalho. Isto é inexorável. A chamada era da automação, capitaneada pela inteligência artificial, fomenta toda uma nova onda de modelos de negócio diferenciados, novas oportunidades de trabalho e avanços econômicos sem precedentes na história. Podemos afirmar que a chamada era digital representa uma ruptura com o passado e certamente exigirá novas competências e atitudes diferentes.

Uma das principais atitudes a serem trabalhadas é o engajamento. O ADP Research Institute conduziu, em 2019, uma pesquisa global sobre o assunto e a conclusão é desoladora: em média, somente 16% da força de trabalho está compromissada e completamente engajada em suas atividades junto às organizações para as quais trabalham. O resultado preocupa, pois, como sabemos, engajamento possui uma relação direta com desempenho.

Dois pontos parecem ser as causas raiz deste problema e ambas estão relacionadas com características tipicamente humanas: cultura organizacional e maior (ou menor) atenção ao desenvolvimento humano, tais como feedback, capacitação pessoal e profissional, e, principalmente, lidar com desejos e expectativas. Mas esta situação pode mudar, se alterarmos a maneira de entender a organização. Mais do que um sistema complexo em que os colaboradores são meramente componentes, as empresas são metáforas da organização humana, onde o trabalho em equipe é fundamental para que os resultados possam ser obtidos.

Exatamente neste ponto é onde a diversidade assume um papel de fundamental importância. A experiência individual é realçada quando agregada a outras experiências, independentemente da idade (geração), do gênero, da base cultural ou outra forma qualquer de classificar os indivíduos. A soma de competências e experiências é benéfica, principalmente se vivenciada em condições ou perspectivas diferentes. A mescla é positiva. É preciso que as lideranças enxerguem que o binômio competência e diversidade é fundamental para o crescimento, e comecem a trabalhar isso em suas empresas de forma orgânica, natural. Não imposta ou por uma questão de imagem. Mas porque é um bom negócio.

O cenário da transformação digital pressupõe o trabalho em equipes cada vez mais flexíveis e com capacidades diversas, trazendo inúmeras oportunidades de inclusão. Por outro lado, é necessário que se tenha atenção redobrada com os movimentos que o mercado está fazendo. Por exemplo, um relatório recente da Mackinsey Global Institute chamado “O futuro da mulher no trabalho: transições na idade da automação”, mostra oportunidades de inserção que podem mudar o perfil do trabalho da mulher nas próximas décadas, como o surgimento de novas funções. O relatório conclui que, se participarem desta transição, mulheres poderão entrar no caminho de atividades mais produtivas e melhor remuneradas.

Pessoalmente, creio que a transformação digital traz oportunidade de inclusão, não só de gênero, em “proporções quânticas”. Muito mais significativas e factíveis que o progresso discreto que a gente vê com políticas, métodos e mobilizações atuais. O trabalho em equipe, neste novo cenário tecnológico e de plena colaboração, é a “sopa primordial para o desenvolvimento do ambiente profissional das próximas décadas. Pense nisso e mãos à obra!

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Análise de dados e transformação digital devem orientar a experiência do cliente do futuro

A Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA – International Air Transport Association) pediu que os grupos envolvidos na aviação adotem sistemas de análise de dados e transformação digital para ajudar a garantir a experiência do cliente sem divergências e aumentar a segurança e a eficiência.

“Precisamos transformar processos legados e baseados em papel em processos digitais e usar os dados para orientar a tomada de decisões em todas as áreas dos nossos negócios. Os silos organizacionais devem ser eliminados para garantir um foco holístico em toda a experiência do cliente. E nós teremos que fazer tudo isso enquanto continuamos garantindo os maiores níveis de segurança, proteção e sustentabilidade ambiental”, disse Alexandre de Juniac, Diretor Geral e CEO da IATA.

Em sua participação no Simpósio de Dados da Aviação da IATA em Atenas, Alexandre de Juniac falou sobre três aspectos principais para atingir o sucesso:

Desenvolver os principais recursos de ciência de dados e usar os dados para criar melhorias operacionais e na segurança

“As estatísticas mostram que, apesar das flutuações anuais, a tendência de longo prazo é melhorar a segurança. Porém, devemos intensificar nossos esforços para garantir que a taxa de acidentes permaneça desconectada do aumento esperado na demanda de tráfego aéreo nos próximos 20 anos, que deve ser o dobro da demanda atual. O uso maior de dados será fundamental para esses esforços”, disse Alexandre de Juniac.

Ele mencionou o programa Global Aviation Data Management (GADM) da IATA como exemplo. “O GADM coleta dados de mais de 470 participantes do setor por meio de relatórios de acidentes e incidentes, ocorrências de danos no solo e dados de voos. Isso serve como base para uma abordagem proativa baseada em dados para a análise avançada de tendências e mitigação de riscos preditivos.”

Alexandre de Juniac também falou sobre a iniciativa Turbulence Aware da IATA. “Com os dados coletados pelos sistemas das aeronaves, o Turbulence Aware ajudará as empresas aéreas a evitar turbulência, diminuindo os casos de lesões relacionadas à turbulência, reduzindo a queima de combustível e melhorando as eficiências operacionais.

Usar padrões e tecnologias de dados modernos para oferecer experiência do cliente superior

“Estamos atualmente em meio à transformação digital com os programas New Distribution Capability (NDC) e ONE Order. Esses programas, baseados em padrões modernos, eliminarão um século de sistemas legados acumulados e proporcionarão a modernização tão necessária dos processos de distribuição e back-office do setor. Desta forma, veremos um mundo de varejo de companhias aéreas que irá gerar valor para o cliente, para as companhias aéreas e toda a cadeia de valor das viagens aéreas”, disse Alexandre de Juniac.

O NDC melhora a distribuição com o seu moderno padrão de dados baseado em XML para comunicações entre as companhias aéreas e os agentes de viagens. O ONE Order substitui os processos legados de bilhetes eletrônicos (e-tickets), registros de nomes de passageiros e documentos eletrônicos diversos por apenas um pedido de varejo, com foco no cliente.

Sobre os processos de aeroportos, Alexandre de Juniac destacou a iniciativa One ID que facilita a movimentação do passageiro pelo aeroporto com um processo sem documentos por meio de gerenciamento de identidade via reconhecimento biométrico. “Isso aumentará a eficiência desde o check-in até o embarque, beneficiando os passageiros, aeroportos e autoridades de controle”, disse Alexandre de Juniac.

Estabelecer governança de dados robusta para fornecedores e provedores

“As aeronaves modernas geram grandes quantidades de dados que podem ser analisados para monitorar a eficiência operacional e a confiabilidade. Os fabricantes de equipamentos originais (OEMs) geralmente dizem que as companhias aéreas são donas dos dados brutos produzidos por suas aeronaves, mas mesmo assim, eles tomaram medidas para dificultar o uso desses dados por parte das companhias aéreas. Estamos em contato com os OEMs em nome das nossas associadas para tratar desta questão”, disse Alexandre de Juniac.

Além disso, muitas vezes as companhias aéreas não têm informações sobre os clientes que não reservam diretamente com a companhia aérea, o que permitiria entrar em contato com mais facilidade com esses clientes em caso de problemas operacionais. Essas informações ficam armazenadas em sistemas de reservas de terceiros. “Espero que todos concordem que, para garantir a experiência de viagem sem divergências, é necessário que a cadeia de valor seja capaz de gerenciar de forma proativa os problemas operacionais e proporcionar experiências personalizadas aos clientes compartilhados. E isso requer acesso às informações dos passageiros”, disse Alexandre de Juniac.

Leia mais sobre o discurso de Alexandre de Juniac em www.iata.org/pressroom/speeches/Pages/2019-06-25-01.aspx

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Insights sobre Tecnologia e Transformação

Por César Samuel Ferreira Schneider

Evolução e desenvolvimento das pessoas e sociedades são aspectos inerentes à transformação digital

Durante toda a história da evolução humana e das civilizações, a tecnologia (talvez não como a imaginamos hoje) foi fator preponderante no desenvolvimento das atividades profissionais e determinante na condição de situar culturas ao redor de hábitos e métodos.

Para isso, vamos entender melhor o que é tecnologia:

Ambas as palavras vêm do grego e nos mostram que a tecnologia possui vários significados em sua origem, tratando-se da arte, do raciocínio da arte e da ciência. Genericamente, podemos definir tecnologia como o conjunto de conhecimentos e informações organizados em prol da resolução de problemas (Correia, 1999).

Esta afirmação revela um significado que foi distinguido por nossos antepassados. A partir do momento que se deram conta destes conceitos, os mesmos iniciaram estudos para mapear e identificar os métodos pelos quais as sociedades evoluíram e como poderiam progredir para se transformar culturalmente e tecnologicamente.

NO NOSSO CASO…

Atualmente dispomos da tecnologia em um estágio próximo a seu state-of-the-art (i.e.: estado da arte, algo em sua forma mais refinada). Grande parte de nossa sociedade gira em torno dela, dispomos de ferramentas que nos conectam de forma pessoal (Facebook, Whataspp, redes sociais em geral) e profissional (Outlook, Linkedin, Slack etc). Somos parte ativa desta aceleração e integração dos meios tecnológicos no cotidiano para melhoria da vida humana e profissional.

Dentro dos ambientes corporativos, existe a necessidade de encontrar o equilíbrio entre o pensar dos pontos de vistas estético da interface, técnico dos desenvolvedores e prático do usuário. Além da utilização de métodos que aguçam os sentidos e a criatividade, tais como Design Thinking, que nos tornam equivalentes e capazes na busca destes objetivos.

Uma característica que define a forma como a tecnologia é movimentada a partir da transformação é o elo presente entre a produção tecnológica e o consumidor final. Produtos como softwares tendem à constante atualização mediante a criação e utilização de formas de conversar com o usuário, reaproveitando informações e processos em prol da otimização dos sistemas. Esta transformação digital é feita para o produto estar mais próximo da experiência ideal do usuário e são necessários experimentos para validar seu formato.

É possível notar as melhorias que os softwares são capazes de criar a partir de programas de gerenciamento na área de Business Intelligence (PowerBI, Apache Spark) e Inteligência Artificial (chatbots). Eles geram gráficos automaticamente ou respondem perguntas aos gestores e sistemas de monitoramento, adaptando-se aos processos e componentes (automação inteligente), entre outros. Estas otimizações são geradas por meio do uso inteligente das informações presentes dentro das organizações.

Com isso, verifica-se que a transformação tecnológica acompanha o desenvolvimento humano e possui grande importância na capacidade de fornecer interação entre as pessoas onde quer que elas estejam e melhorar os processos organizacionais existentes através do processamento da informação.

César Samuel Ferreira Schneider, da área de Desenvolvimento Organizacional da CINQ Technologies.

Referência

CORRÊIA, Maíra Baumgarten. Tecnologia. Inc: CATTANI, Antonio D. (Org.). Trabalho e
tecnologia: dicionário critico. Petrópolis, RJ: Vozes: Editora da Universidade/UFRS, 1999
(p.250).

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Transformação digital ou intensificação digital?

Por Alexandro Barsi

O assunto transformação digital está em alta em quase todas as empresas, que já estão correndo para implementar essa iniciativa. Mas, a questão é: será que elas sabem o real objetivo dessa transformação? Como podemos entender se estamos ou não atingindo esses objetivos?

Um estudo da McKinsey, lançado em outubro de 2018 e chamado Unlocking success in digital transformations, aponta que oito de dez empresas têm iniciativas de transformação digital, o que é um ótimo indicador. Mas, apenas 30% dessas empresas têm tido sucesso efetivo na organização.

A maioria das empresas já entendeu que é uma questão de sobrevivência e está diariamente se provocando e questionando sobre como mudar sua estrutura, acompanhar as tendências do mercado, ampliar os conhecimentos digitais, utilizar novas tecnologias, Mobile, Analytics, IoT, rever processos, garantir entregas ágeis, inserir design no processo, entre outras iniciativas. Mas, ainda assim, existe uma discussão enorme sobre como se transformar e muito pouco se pensa sobre como perceber que está no caminho certo.

Essa transformação nunca deve acabar. Por isso, insisto em usar o termo “intensificação digital” constantemente, como forma de ressaltar que devemos não só tomar iniciativas digitais, mas, principalmente, ter muita efetividade em todas elas.

A transformação é importante e necessária no momento em que vivemos. A intensificação é crucial para obter sucesso no processo e para o reconhecimento de que a sua empresa é digital. Portanto, tenha um planejamento estratégico consistente, em que a tecnologia é um meio de melhorar a produtividade, integrar, otimizar e agilizar a cadeia produtiva, além de simplificar processos.

Por outro lado, pensar em transformação digital e presumir que todos os colaboradores e clientes vão se adaptar às mudanças facilmente e sem impacto na produtividade é um dos maiores erros que as companhias cometem. Se as pessoas não adotam as mudanças, todo o investimento se perde.

Portanto, é importante se questionar: os seus colaboradores sentem que a empresa é digital ou eles ainda voltam para casa achando que todos os aplicativos que usam na vida pessoal são muito mais simples, menos burocráticos e inspiradores do que os que eles têm que usar no dia-a-dia na empresa? Incorporar a inovação na cultura organizacional da empresa também é um grande passo para obter um bom desempenho com as novas ações.

E os seus clientes, estão sendo impactados pelas estratégias digitais? Eles são fiéis à sua marca ou apenas estão conectados à empresa por alguma conveniência?

Conversar e olhar para a jornada de cada um a fim de entender onde realmente é preciso ser relevante, impactante e descobrir as oportunidades de geração de valor para o negócio é essencial para o sucesso dessa transformação e intensificação. Afinal, a sua empresa está no caminho certo quando o cliente realmente é impactado e sente que ela é digital e se preocupa com ele

Já temos alguns casos de sucesso, no Brasil e no mundo, de empresas completamente digitais, onde os clientes conseguem sentir e perceber a facilidade nos serviços e que os processos são pensados para resolver e simplificar a vida de seus clientes, o que acaba os tornando cada vez mais fiéis, além de uma base sólida que não para de crescer.

O que faz a diferença nestas empresas é, de fato, o trabalho sempre focado na intensificação digital e na efetividade dos serviços. Além de colocarem, realmente, o cliente no centro do negócio, enquanto muitas outras empresas ainda estão com o time de marketing colocando o cliente no centro das peças de divulgação.

Hoje, acreditamos que colocar design apenas no processo não é o suficiente. Temos a certeza de que temos que fazer do design O PROCESSO. Que a empatia e o olhar sobre como gerar impacto estejam, de fato, voltados à experiência do cliente e que este, finalmente, consiga perceber, sentir e falar que a sua empresa é digital, que ele ama ser seu cliente, que você entrega uma experiência que parece que foi feita sob medida para ele e que você realmente se preocupa com ele.

E a sua empresa, é digital? Está em plena transformação ou está na fase de intensificação?

Alexandro Barsi, sócio-fundador e CEO da Verity Group, ecossistema de tecnologia com serviços e soluções que atuam de ponta a ponta na jornada da experiência do cliente para acelerar e intensificar a transformação digital.

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Como implementar uma cultura de transformação digital

Por Fernando Nunes, Arquiteto de Soluções da Claranet Brasil

Aplicar novos recursos tecnológicos no seu negócio não é mais uma opção, mas uma questão de tempo e um caminho sem volta em direção à transformação digital. Hoje, esta nova realidade tem feito CEO’s, CIO’s e CTO’s pensarem de forma mais assertiva sobre quais serão seus próximos passos nesta jornada de mudanças.

Nesse sentido, vale se ater aos seguintes pontos sobre como a sua empresa pode iniciar seu próprio processo de transformação digital:

*Instrua seus times a entenderem o que implica a presença digital da sua empresa;

*Estude e entenda os novos recursos digitais disponíveis no mercado;

*Identifique como algumas dessas oportunidades no mercado podem beneficiar seu negócio;

*Busque trocar experiências e criar um networking com outras pessoas do segmento em que você atua. Comece pequeno e identifique as áreas que irão beneficiá-lo imediatamente;

*Aprenda sobre novas tecnologias disponíveis para ver como elas poderiam potencialmente criar oportunidades;

Um exemplo importante de um tipo de negócio em plena jornada de transformação digital são as lojas e supermercados online que oferecem facilidades de compra (além de descontos) para cada cliente a depender de seus hábitos de consumo. Além de eliminar o tempo em filas, esta iniciativa fideliza o cliente, que tem sugestões mais assertivas sobre os produtos disponíveis “na prateleira”, e pode gerar novos negócios.

A fim de conduzir esta transformação, companhias de todo e qualquer setor precisam derrubar limites entre tecnologia, marketing, vendas e operações. Reunir funcionários de diferentes áreas e responsabilidades pode ser uma excelente fonte de ideias pertinentes ao contexto do negócio. As já antigas iniciativas “pensadas em isolamento”, que são geralmente resultado de insights de um departamento único, normalmente não atendem às expectativas das empresas, sendo um real desperdício de investimentos.

Ao avaliar – com os times integrados – todas as iniciativas relevantes, um executivo precisa priorizar aquelas que podem mais facilmente auxiliar a empresa na sua transformação digital, com base em critérios como o valor trazido à companhia, tempo de impacto e esforço necessário para alcançar os resultados. Projetos que representam um alto impacto, mas exigem mais tempo de implementação, não podem sair do radar de resoluções, mas precisam ser consideradas em um segundo plano.

De fato, a transformação digital precisa ser uma atitude coletiva, e não apenas da TI ou do marketing, por exemplo. Por isso mesmo, é importante definir com o time inteiro um roteiro que oriente todo o processo de mudanças – e, mais do que isso, estar preparado para recriá-lo a todo instante, uma vez que as coisas podem mudar e nem todas as iniciativas podem ir conforme o planejado. Naturalmente, surgirão novas ideias e oportunidades que podem ultrapassar em valor o planejamento original!

Vamos pensar na técnica de UX (User Experience), que tem ajudado e-commerces a gerar mais engajamento e conversões a partir de suas audiências em comparação com o tradicional e-mail marketing. Em função do retorno dos clientes por mensagens em redes sociais, e-mails ou pela central de atendimento, é possível ter um entendimento mais fácil sobre as maiores demandas do e-commerce e detalhes que podem fidelizar o público, como facilidades na finalização da compra.

A transformação digital geralmente funciona quando grandes insights e uma boa visão de mercado são complementados por pequenos passos, com o reconhecimento e a coragem de mudar de rumo quando necessário. Nem sempre será possível acertar logo de cara, mas fundamental no processo será a necessidade de arriscar, que é natural de toda e qualquer mudança substancial.

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Future-proof: um novo conceito da transformação digital

Por Bruno Beneduzzi diretor comercial do Mercado Eletrônico

Apesar de serem dois conceitos diferentes, a transformação e a maturidade digital andam em paralelo nas empresas e são complementares para impulsionar e aprimorar a performance dos colaboradores e da companhia. Com foco em incorporar a tecnologia como centro da estratégia, a Transformação Digital aproxima e integra as operações de trabalho e o capital humano em processos digitais (e vice-versa). O objetivo é obter mais economia, compliance, governança e colaboração dentro das empresas.

Hoje, já vemos a transformação também na sociedade, onde companhias com maturidade para lidar com as tecnologias e novas tendências tendem a se destacar e estão um passo à frente da concorrência. Essa maturidade traduz o nível de preparo da organização e sua capacidade estratégica. Isto também se aplica à força de trabalho, à cultura e aos recursos utilizados para atender às expectativas digitais dos clientes, funcionários e parceiros. Junto com essas mudanças, novos conceitos surgem para atender as diferentes demandas da sociedade e um deles é o Future-proof.

Future-proof aplicado aos negócios

Qualquer empresa que esteja vivenciando a Transformação Digital deve possuir uma solução que faça parte do core do negócio, pois ela possibilita que as companhias se preparem para o futuro. O Future-proof é um planejamento digital capaz de envolver a avaliação dos processos atuais, mas repensados com a aplicação de novas tecnologias. Sempre levando em conta o entendimento e o nível de interação dos colaboradores para utilizá-las.

É uma maneira de se precaver para o que está por vir. Não tem como prever quais tecnologias ou ferramentas inovadoras estão para surgir e impactar nosso trabalho, entretanto, saber como lidar quando elas aparecerem faz toda a diferença. Pensar a longo prazo é importante para preparar o terreno e saber aproveitar o melhor que as novas tecnologias têm a oferecer.

Uma equipe preparada e visionária

Ter foco na exploração dos mercados e estudar extensões de negócio pode ser um diferencial sobre a concorrência. Contudo, para que isso aconteça da melhor forma, é necessário criar times multidisciplinares. Diferentes perfis podem ajudar com ideias variadas e maior performance para a tomada de decisão. Profissionais visionários são capazes de estabelecer as condições necessárias para cultivar a cultura da experimentação e promover o pensamento futurista.

Saber identificar e deixar de lado ideias que não estão trazendo o retorno esperado também é muito importante. Os dados podem trazer parâmetros interessantes para situar o potencial de cada iniciativa e saber investir de maneira gradativa pode assegurar o negócio. À medida que as ideias forem dando certo, os valores podem aumentar.

Manter uma cultura de inovação é uma ótima alternativa para estimular o planejamento e moldar o olhar dos colaboradores para o futuro. Explorar e validar novas tecnologias, produtos, mercados e modelos de negócios ajuda a atingir a missão que a empresa tem a longo prazo. A ideia é que estas iniciativas aconteçam de forma integrada, pois a inovação não é algo direcionado apenas aos líderes ou a algum departamento específico: ela precisa ser vivenciada por toda a companhia.

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93% das empresas consideram as tecnologias inteligentes fundamentais para a Transformação Digital

A SAP SE (NYSE: SAP) divulgou os resultados de um estudo sob encomenda realizado pela Forrester Consulting, que apontou que 93% dos executivos consultados sinalizam que a adoção de tecnologias inteligentes, como aprendizagem de máquina, Internet das Coisas (IoT), inteligência artificial, blockchain e realidade aumentada/virtual, são fundamentais para o sucesso de seus processos de Transformação Digital.

O estudo consultou 740 executivos, tomadores de decisão de TI em empresas de diversos segmentos do mercado. Para participar, as empresas consultadas cumpriram dois critérios importantes: estar passando ativamente pelo processo de transformação digital e ter implementado iniciativas com pelo menos duas tecnologias emergentes.

Os respondentes apontaram a busca por vantagem competitiva como principal fator para adoção das tecnologias inovadoras. As empresas consultadas estão implementando ou já implementaram tecnologias que incluem IoT (92%), Inteligência Artificial (78%), Machine Learning (77%), Realidade Virtual/Aumentada (70%) e Blockchain (68%).

A pesquisa também revelou que, tendo as jornadas de transformação digital como prioridade, as organizações estão otimizando cada vez mais os processos existentes para elevar os níveis de eficiência, ampliando processos para gerar mais valor e transformando os modelos de negócio para abrir novos fluxos de receitas. Além disso, 92% das empresas demonstraram alto interesse por plataformas capazes de unificar os dados coletados/gerados pelas tecnologias inteligentes e os processos de negócios.

Os resultados mostram também que as prioridades são diferentes a depender das indústrias e do grau de maturidade digital e objetivos de negócio. Empresas do setor de manufatura estão priorizando a implementação ou expansão dos esforços em projetos de manutenção preditiva, já empresas varejistas estão concentrando esforços na adoção de Big Data e análise preditiva para tomada de decisões. Já as de serviços públicos (utilities) estão implementando salas de controle digitais que fornecem informações como taxas de capacidade e eficiência para análise em tempo real pelo time executivo.

“O estudo mostra que as empresas estão investindo em diferentes tecnologias inteligentes e que o principal objetivo é obter vantagem competitiva para os negócios. As empresas estão cada vez mais conscientes que a sobrevivência no mundo digital depende da capacidade de inovar. Mais importante do que adotar uma tecnologia ou outra, é entender a capacidade de conectar pessoas, processos, tecnologia e dados como forma de acelerar a transformação digital, fazendo mais com menos, elevando os níveis de engajamento dos clientes”, explica Rui Botelho, Vice-Presidente da área de Digital Core da SAP Brasil

O estudo contou com 740 entrevistados em diversos países, incluindo o Brasil. As entrevistas foram realizadas entre setembro e outubro de 2018 e os resultados consolidados em janeiro de 2019.

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Andrea Iorio, da L’Oréal, fala sobre as 6 competências para otimizar as vendas na transformação digital

A sociedade está em um contexto de grandes mudanças nas relações de consumo. Capitaneado pela transformação digital, vivenciamos um momento de crescimento exponencial da tecnologia e da inteligência artificial. Por isso, a necessidade de desenvolver novas competências de vendas nunca foi tão urgente. Neste caso, saber ser vendedor é muito importante porque vendas não é apenas um assunto técnico, mas está verdadeiramente relacionado a pessoas.

“Qualquer vendedor tem que estar atento, porque a transformação digital veio não só para alterar o mundo dos negócios, mas para impactar as competências necessárias para um profissional de sucesso; e isso inclui, também ferramentas de vendas, como automações e inteligência artificial. Por isso, é muito importante buscar o desenvolvimento de competências para estar à frente do mercado e ser um profissional de vendas bem-sucedido”, explica Andrea Iorio, especialista em transformação digital. Iorio atualmente é Chief Digital Officer da divisão de produtos profissionais da L’Oréal e ex-Head LatAm do Tinder.

Ou seja, nenhuma tecnologia irá substituir o papel do vendedor, mas sim irá requerer uma série de mudanças no mindset das equipes de vendas: e cada vez mais os soft skills serão fundamentais. Jogo de cintura, ou em termos técnicos, flexibilidade cognitiva, empatia, e entendimento do comportamento humano são todos fatores-chave que serão necessários para que os vendedores tenham sucesso no cenário de transformação digital.

Esta tendência para um bom profissional de vendas está embasada também em pesquisas. O estudo da McKinsey & Company “Skill shifts: Automation and the future of the workforce” indica que existem três conjuntos de habilidades para o futuro: altas habilidades cognitivas, habilidades sociais e emocionais, e habilidades tecnológicas.

O executivo também explica que o alto acesso à informação diminuiu a barreira de entrada de novos negócios, aumentando a competitividade; e, por isso, é imprescindível que o profissional de vendas esteja atento ao comportamento do seu cliente e vá além do mero relacionamento, buscando, de fato, atender às dores do cliente e entregando resultados. “O fácil acesso à informação também deixou o cliente com mais poder de escolha; hoje, ele pode comparar e escolher melhor onde colocar o seu investimento”, completa Iorio.

Dessa forma, se atentar às competências necessárias para uma boa performance de venda envolve desenvolver flexibilidade cognitiva, se especializar em comportamento humano, ter altruísmo digital, apresentar pensamento crítico e mirar no crescimento sustentável. “É um mix de competências do lado humano e de competências de execução”, finaliza o especialista.

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