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Livro Vida Móvel investiga a ascensão da telefonia móvel

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Dos primeiros celulares aos modernos smartphones, a telefonia móvel percorreu um longo caminho nas últimas três décadas. Seja para entretenimento e relações pessoais, seja em atividades ligadas à rotina de trabalho das pessoas, os aparelhos celulares fizeram neste período uma transição de equipamento de comunicação móvel voltado à elite para a mais importante e popular ferramenta eletrônica do mundo. Foi a partir dessa transformação que a desejada inclusão digital passou de desejo a possibilidade real, e a partir do protagonismo dos smartphones assistimos à consolidação da chamada “era da informação”.

É para investigar como e por que esses aparelhos se transformaram em objetos indispensáveis e infiltraram-se no cotidiano de bilhões de pessoas em todo o mundo que a BEI Editora lança Vida móvel, uma obra que mescla palavras e imagens em uma abordagem tanto científica como esteticamente apurada do tema.

No que tange ao texto, o livro reúne dois ensaios de fôlego: “A maior das ferramentas”, do escritor e pesquisador norte-americano Noah Arcenaux, professor da Universidade de San Diego, nos Estados Unidos, que faz uma abordagem universal do tema, fruto de seus principais trabalhos acadêmicos, e “O nascimento de uma nação digital”, do jornalista brasileiro Alexandre Matias, que aborda a transformação do Brasil em um país ultraconectado e digital.

Os textos de Arceneaux e Matias são permeados pelas interpretações dos fotógrafos Eduardo Longman e Fernando Laszlo. O primeiro apresenta de modo primoroso a presença dos telefones em nossa rotina, a partir de fotografias tiradas nas ruas em diversas localidades e em diferentes situações cotidianas, enquanto o segundo traz um olhar esteticamente surpreendente do design dos aparelhos e de suas peças, em um ensaio de macrofotografia que literalmente desconstrói os aparelhos ao longo das páginas.

A onipresença dos celulares nas sociedades contemporâneas ainda é abordada pela jornalista Lúcia Guimarães, que abre Vida móvel com uma reflexão a respeito dos ganhos e das perdas do mundo ultraconectado, e em uma interessante linha do tempo, que destaca a evolução tecnológica a partir dos aparelhos que se tornaram marcos na história da telefonia móvel.

Apoiado em informação atualizada aliada a fotografias de alta qualidade, Vida móvel apresenta um olhar amplo e multifacetado sobre um dos mais significativos fenômenos de nossa época.

Vida Móvel

BEI Editora

224 páginas

Edição bilíngue (português/inglês)

19 x 24 cm

ISBN: 978-85-7850-132-7

Preço: R$ 75,00

Fotos: Eduardo Longman

Sobre os autores

Noah Arceneaux:
Professor da Escola de Jornalismo e Estudos de Mídia, na Universidade de San Diego, seu principal tema de estudo é a história das tecnologias de comunicação. Em 2014, foi professor convidado pela Fundação Fulbright, em Delhi, Índia, pesquisando a proliferação de celulares naquele país. É coeditor de uma antologia sobre o tema The Mobile Media Reader (Peter Lang, 2012).

Alexandre Matias:
É jornalista e dedica-se à pesquisa de cultura, comportamento e tecnologia desde 1995, tendo colaborado com os principais veículos de comunicação no Brasil. Sua produção está centralizada no site Trabalho Sujo (www.trabalhosujo.com.br).

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Pesquisas brasileiras em tecnologia 5G são apresentadas em evento na Itália

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As necessidades brasileiras e perspectivas para a 5ª geração de comunicação móvel foram apresentadas em Roma, na Itália, no evento The 2nd Global 5G Event – Enabling the 5G Ecosphere, que congrega algumas das principais organizações padronizadoras e definidoras do 5G no mundo. A apresentação brasileira no painel de discussão sobre arquiteturas flexíveis foi realizada pelo professor do Inatel e coordenador de pesquisa do Centro de Referência em Radiocomunicações, Luciano Leonel Mendes, que representou as pesquisas realizadas no Brasil nesta área.

Luciano integra a comitiva brasileira, juntamente com o coordenador geral do CRR, professor José Marcos Câmara Brito, professores e pesquisadores da USP, do CPqD e representantes do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). A missão técnica à Itália faz parte do projeto “Diálogos Setoriais entre a União Europeia (UE) e o Brasil na área de 5G”.

Nos dois dias do evento foram discutidos os mais diversos aspectos relacionados à 5ª geração de comunicação móvel, como perspectivas políticas e da indústria, arquiteturas, harmonização de espectro, interface aérea e gerenciamento de recursos de rádio, gerenciamento de redes e redes definidas por softwares e evolução da tecnologia.

Além do evento em Roma, a comitiva brasileira esteve em Turim, em visita técnica ao Centro de Pesquisa da empresa Telecom Itália e à Escola Politecnica di Torino.

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Tecnologia móvel vai agregar US$ 1 trilhão à economia norte-americana até 2020, revela estudo da GSMA

O setor de telefonia móvel da América do Norte vai valer quase US$ 1 trilhão por ano para a economia da região até 2020, de acordo com um novo estudo da GSMA. O novo relatório, “The Mobile Economy: North America 2016” (A Economia Móvel: América do Norte 2016), prevê que o papel pioneiro da região da América do Norte em áreas como o 5G, Internet das Coisas (IoT), cidades inteligentes e carros conectados verá o setor responder por 4,5% (US$ 1 trilhão) do PIB regional projetado até o final da década, acima dos 3,6% (US$ 710 bilhões) do ano passado. O relatório foi publicado pelo evento “GSMA Mobility Live! – América do Norte” que acontece em Atlanta, de 1 a 2 de novembro, em colaboração com o Metro Atlanta Chamber.

“Graças aos bilhões de dólares em investimentos feitos por operadoras móveis em suas redes em anos recentes, a América do Norte é líder no uso e adoção de dispositivos móveis, caracterizados por enormes níveis de consumo de dados móveis”, disse Michael O’Hara, diretor de Marketing na GSMA. “A decisão recente dos EUA de identificar a abrir o espectro de serviços 5G – ao lado de sua liderança no mercado de IoT – confirmou que a região é um dos mercados móveis mais avançados do mundo e que está liderando a próxima onda de inovação móvel.”

Grande adoção do uso de smartphones e do 4G motivando a explosão do fluxo de dados móveis

A América do Norte é um dos mercados móveis mais amadurecidos do mundo e isso se reflete em suas altas taxas de penetração de assinantes e forte aceitação de banda larga móvel e smartphones. Havia 284 milhões de assinantes exclusivos de telefonia móvel1 na região no final de 2015 (equivalente a 79% da população), um número que deverá aumentar para 315 milhões (85% da população) até 2020.

Os smartphones representam 75% das conexões móveis da região2, a maior taxa de adoção de smartphones a nível mundial, enquanto mais de metade das conexões estão sendo realizadas em redes 4G. Esta situação está promovendo o enorme crescimento do uso de dados, principalmente devido aos serviços de vídeo. Calcula-se que o streaming de vídeo em redes 4G representará mais de três quartos do consumo de dados até 2020. A Cisco estima que até o final da década, o consumo de dados por assinante na América do Norte chegará a quase 9 GB por mês, superior aos cerca de 2 GB por assinante por mês em 2015.

Um crescente contribuinte para a economia da América do Norte

A indústria móvel norte-americana apresentou uma contribuição total de US$ 710 bilhões para a economia da América do Norte em termos de valor agregado no ano passado, equivalente a 3,6% do PIB anual da região3. Em 2020, espera-se que esse número aumente para quase US$ 1 trilhão (4,5% do PIB), uma vez que a região experimenta um forte crescimento da produtividade devido à rápida adoção de novas tecnologias móveis, como as comunicações máquina a máquina (M2M) e o aumento da digitalização do setor e dos serviços.

O setor também apoiou direta e indiretamente mais de 2,3 milhões de empregos na região em 2015 e fez uma contribuição fiscal para os governos da região de US$ 82 bilhões. Isto está além dos US$ 46 bilhões obtidos através de leilões de espectro nos EUA e Canadá durante o ano.

Operadoras que promovem a Internet das Coisas

O relatório destaca várias áreas onde a região da América do Norte está motivando a inovação móvel, particularmente na Internet das Coisas. Ele observa que havia mais de 60 milhões de conexões M2M de celulares na região no final de 2015, respondendo por quase 15% do total de conexões móveis e com previsão de 30% até 2020. Os dispositivos de IoT também estão sendo conectados por diversas tecnologias que não são de celulares; novas redes de baixa potência de área ampla (LPWA), por exemplo, estão sendo implantadas na América do Norte, utilizando tanto o espectro licenciado quanto o não licenciado. As operadoras na região, incluindo a AT&T e Verizon Wireless estão adotando o padrão LTE-M para utilizar a infraestrutura do 4G para os serviços de LPWA.

As operadoras, os órgãos governamentais e vários outros participantes do setor também estão colaborando para a implantação de novos serviços para ajudar a realizar o potencial das cidades inteligentes na América do Norte, enquanto as operadoras promovem o desenvolvimento de redes e aplicativos móveis 5G. A tecnologia e indústrias automotivas da América do Norte também estão liderando o desenvolvimento dos setores de carros conectados e de carros autônomos e autodirigidos.

“Enquanto o crescimento de assinantes e smartphones está amadurecendo, as operadoras de telefonia móvel da América do Norte estão procurando conectar agora uma crescente variedade de outros dispositivos, desde carros até aviões não tripulados, e promover a aplicação da Internet das Coisas”, acrescentou O’Hara. “A região é o lar de muitas das empresas mais inovadoras no ecossistema móvel mais abrangente, e fluxos de capital de risco para o setor móvel continuam a apresentar um crescimento saudável. O setor também se beneficiou de um ambiente regulatório, em geral favorável, como evidenciado pelos esforços de normalização e ao se facilitar a primeira onda de implementações 5G.”

O novo relatório “The Mobile Economy: North America 2016” é de autoria da GSMA Intelligence, a divisão de pesquisa da GSMA. Para acessar o relatório integral e infográficos relacionados, visite: http://www.gsma.com/mobileeconomy/northamerica/

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Futurecom 2016: Claro e Ericsson apresentam testes inéditos com o 5G

A Claro e a Ericsson fazem o primeiro teste da tecnologia 5G no Brasil durante a Futurecom 2016. A demonstração permitirá que operadoras de telecomunicações e parceiros, como instituições acadêmicas, centros de saúde, setor de energia e agricultura, testem os recursos do 5G em uma rede ao vivo.

O 5G possibilitará às organizações entrarem em mercados pouco explorados e desenvolver novos modelos comerciais, incluindo aplicações voltadas para a internet das coisas. Os recursos disponíveis a partir do uso dessa tecnologia incluem maior capacidade de rede e ampliação do tráfego de dados, baixa necessidade de energia, mais segurança e confiabilidade, bem como latência reduzida.

“Esse é um importante passo para a evolução das redes de telefonia celular no Brasil. Estamos muito satisfeitos em viabilizar, pela primeira vez no país, testes com o 5G e participar ativamente do desenvolvimento dessa tecnologia. A quinta geração da telefonia móvel permitirá tráfego de dados centenas de vezes maior do que é oferecido hoje, podendo conectar 100 vezes mais dispositivos”, afirma André Sarcinelli, diretor de engenharia da Claro.

“Novas tecnologias de informação e comunicação (TIC) podem dar suporte à transformação virtual de todos os setores da sociedade, bem como de todas as indústrias. Estamos convencidos de que a próxima geração de banda larga móvel e de internet das coisas, habilitadas pelo 5G, vão acelerar ainda mais as oportunidades de avanço em diferentes setores da indústria e em novas aplicações”, diz Eduardo Ricotta, vice-presidente da Ericsson responsável pela unidade de negócio no Brasil. “Tirar os testes dos laboratórios e trazê-los para as redes, como estamos fazendo na Futurecom, é parte importante do processo que permitirá estar com as redes comerciais prontas em 2020”, complementa.

O acordo entre a Ericsson e a América Móvil, maior grupo de telecomunicações da América Latina e controlador das marcas Claro, NET e Embratel no Brasil, para testar o 5G foi feito em 2015, durante um encontro com o governo brasileiro na sede da Ericsson, na Suécia, onde a empresa anunciou que também daria suporte ao país em sua agenda digital.

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Oi anuncia pedido de recuperação judicial

Dívida de mais de R$ 65 bilhões motiva pedido de recuperação judicial da operadora Oi.

Veja Fato Relevante divulgado pela empresa:

FATO RELEVANTE

Pedido de Recuperação Judicial

Oi S.A. (“Companhia”), em cumprimento ao art. 157, §4º da Lei nº 6.404/76 (“LSA”), comunica a seus acionistas e ao mercado em geral que ajuizou, nesta data, em conjunto com suas subsidiárias integrais, diretas e indiretas, Oi Móvel S.A., Telemar Norte Leste S.A., Copart 4 Participações S.A, Copart 5 Participações S.A., Portugal Telecom International Finance BV, Oi Brasil Holdings Coöperatief U.A. (“Empresas Oi”), pedido de recuperação judicial das Empresas Oi perante a Comarca da Capital do Estado do Rio de Janeiro, nos termos dos artigos 51 e seguintes da Lei nº 11.101/05 e do art. 122, parágrafo único da LSA, em caráter de urgência, conforme aprovado pelo Conselho de Administração da Companhia e nos órgãos societários competentes das demais Empresas Oi, em reuniões realizadas nesta data.

Conforme previamente anunciado, as Empresas Oi vinham empreendendo esforços e estudos, em conjunto com seus assessores financeiros e legais, para otimizar sua liquidez e perfil de endividamento. A Companhia, em conjunto com seus assessores legais e financeiros, também conduzia negociações com seus credores financeiros e com a Moelis & Company, na qualidade de assessor financeiro de um grupo de titulares de bonds, com vistas a uma reestruturação consensual de dívidas das Empresas Oi com o objetivo de fortalecer a sua estrutura de capital.

No entanto, considerando os desafios decorrentes da situação econômico-financeira das Empresas Oi à luz do cronograma de vencimento de suas dívidas financeiras, ameaças ao caixa das Empresas Oi representadas por iminentes penhoras ou bloqueios em processos judiciais, e tendo em vista a urgência na adoção de medidas de proteção das Empresas Oi, a Companhia julgou que a apresentação do pedido de recuperação judicial seria a medida mais adequada, neste momento, para (i) preservar a continuidade da oferta de serviços de qualidade a seus clientes, dentro das regras e compromissos assumidos com a ANATEL, (ii) preservar o valor das Empresas Oi, (iii) manter a continuidade de seu negócio e sua função social, de forma a proteger de forma organizada os interesses das Empresas Oi e de suas subsidiárias, de seus clientes, de seus acionistas e demais stakeholders, e (iv) proteger o caixa das Empresas Oi.
O pedido de recuperação foi ajuizado em razão dos obstáculos enfrentados pela administração da Companhia para encontrar uma alternativa viável junto aos seus credores que possibilitasse à Companhia atingir os objetivos mencionados acima, e para viabilizar a proteção adequada das Empresas Oi contra credores, preservando a continuidade das atividades empresariais das Empresas Oi. O total dos créditos com pessoas não controladas pela Oi listados nos documentos protocolados com o pedido de recuperação judicial soma, nesta data, aproximadamente R$ 65,4 bilhões. A administração das Empresas Oi pretende tomar as providências e adotar os atos necessários à efetivação do pedido de recuperação, em todas as jurisdições nas quais tais medidas sejam necessárias.
A Companhia manterá seus acionistas e o mercado informados sobre o desenvolvimento dos assuntos objeto deste Fato Relevante, e divulgará oportunamente, na forma da legislação e regulamentação vigentes, demais informações relativas ao processamento do pedido de recuperação judicial.

Rio de Janeiro, 20 de junho de 2016.
Oi S.A.
Flavio Nicolay Guimarães
Diretor de Finanças e de Relações com Investidores

Fonte: Oi

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Claro renova contrato de serviços com a Cleartech

A Claro, uma das maiores operadoras de telefonia móvel, renova seu contrato de prestação de serviços com a Cleartech, empresa brasileira reconhecida pela eficiência na prestação de serviços de tecnologia e segurança da informação, por mais um ano. No contrato, com vigência até o final de 2016, a Cleartech disponibilizará os serviços de suporte e manutenção do GFX e do Painel de Indicadores.

O software de gestão financeira GFX segue rigorosamente as normas internacionais de conformidade, permite a garantia da acuracidade dos processos, flexibilidade de parametrização e integração de boletos, incluindo a previsibilidade financeira para tomada de decisões.

Sua integração com todas as plataformas operacionais de mercado ocorre de forma automática, principalmente quando voltadas para apuração de receitas e despesas, liquidações financeiras por valores, prazos e contratos, encontro de contas, régua de cobrança e batimentos financeiros e fiscais (SAP). Além disso, atende aos repasses de contratos de bilhetagem, plataformas nacionais e internacionais, bem como controlar receitas e custos de prestação de serviços.

Já a plataforma Painel de Indicadores condensa e transforma os dados em informações diretas com uma análise mais detalhada para tomada de decisão. Como diferencias destacam-se o acesso Mobile com rapidez e segurança, direto a um smartphone, o acesso Web via browser, e o acesso Viewer, um módulo dedicado ao tratamento e criação de slides que reúne e organiza as informações relevantes em formato de gráficos, listas e sinalizadores.

Como principais benefícios, o Painel de Indicadores traz a agilidade, flexibilidade, escalabilidade e segurança. Outro fator positivo é a facilidade de integrar-se de forma não invasiva aos sistemas que a Claro já possui, sem a necessidade de projetos complexos.

Segundo Thiago da Silva Santos, Diretor Comercial da Cleartech, a renovação deste contrato é muito importante para a empresa, já que a Claro é cliente desde 2007. “Ficamos muito felizes com a continuidade dessa parceria, que a nosso ver é sinônimo de satisfação. Isso significa que estamos no caminho certo, trabalhando com dedicação, soluções de ponta e equipe qualificada”, destaca o executivo.

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IDC Brasil: em 2014, brasileiros compraram cerca de 104 smartphones por minuto

De janeiro a dezembro, foram 54.5 milhões de aparelhos inteligentes comercializados, crescimento de 55% na comparação com 2013. Para 2015, apesar do cenário econômico desfavorável, projeção é de alta de 16%. Popularização cada vez maior do smartphone, atuação da rede varejista e movimento de lojas conceito estão entre os motivos para a expectativa otimista.

Na contramão dos mercados de tablets, PCs e impressoras, o de smartphones encerrou 2014 de forma muito positiva, com recorde de vendas no último trimestre, inclusive. É o que aponta o estudo IDC Mobile Phone Tracker Q4, realizado pela IDC Brasil, líder em inteligência de mercado, serviços de consultoria e conferências com as indústrias de Tecnologia da Informação e Telecomunicações. De acordo com o levantamento, foram vendidos cerca de 54.5 milhões de smartphones no ano, alta de 55% na comparação com 2013, quando 35.2 milhões de aparelhos foram comercializados no país. “Passamos por um ano muito complicado do ponto de vista econômico e, se levarmos em conta as outras categorias de dispositivos, o mercado de smartphones foi o único que apresentou um resultado positivo. Para ter ideia, foram comercializados cerca de 104 smartphones por minuto”, afirma Leonardo Munin, analista de pesquisas da IDC Brasil. Para Munin, se não fosse a Copa do Mundo, o Carnaval fora de época, as eleições e a alta do dólar, o desempenho teria sido ainda melhor.

O estudo mostra também que, somando a categoria de feature phones, o mercado de celulares encerrou 2014 em alta de 7%, com um total de 70.3 milhões de aparelhos comercializados. Isso fez com que o país fechasse 2014 na 4ª colocação entre os maiores mercados do mundo, atrás da China, Estados Unidos e Índia. “O smartphone é cada vez mais popular no Brasil e a tendência é que essa popularização aumente, principalmente pela força de vendas das redes varejistas e pela crescente onda de lojas conceito, voltadas apenas para celulares”, afirma o analista da IDC Brasil.

Segundo Munin, o estudo da IDC mostrou também uma mudança de comportamento do consumidor. “O brasileiro é muito sensível a preço, mas em smartphones tem avaliado melhor a questão do custo-benefício. E como tem a facilidade de crédito e parcelamento oferecidoa pelo varejo, em vez de comprar um celular de entrada tem optado cada vez mais por um intermediário, contribuindo não só para o aumento das vendas mas também para o aumento do ticket médio”, diz o analista. Munin destaca também a questão das marcas, “O Brasil é um país emergente, mas no mercado de smartphones tem tido desempenho e comportamento de país desenvolvido”. Isso porque, 95% do mercado está concentrado em seis grandes marcas, algo que não acontece em outros países emergentes. “Esse é um fato curioso e mostra que o brasileiro valoriza muito a marca. O nosso mercado está consolidado na mão dos grandes players e tanto fabricantes nacionais quanto os estrangeiros que estão chegando agora tem um grande desafio para se estabelecerem por aqui”, afirma Munin.

4º Trimestre

O Brasil teve recorde de vendas de smartphones no 4º trimestre de 2014. Foram 16.2 milhões de celulares inteligentes vendidos, alta de 43% e 14% na comparação com 4º trimestre de 2013 e 3º trimestre de 2014, respectivamente. “Esse resultado é fantástico. A título de comparação, no 4º trimestre de 2014 foi comercializado praticamente o mesmo volume (16 milhões) de aparelhos em todo o ano de 2012”, lembra Munin. Para o analista, a Black Friday foi o principal responsável pelo desempenho. “Na comparação 2013 x 2014, as vendas na data aumentaram em mais de 600%”.

4G e projeções para 2015

O estudo IDC Mobile Phone Tracker Q4 aponta também que 15% dos aparelhos vendidos em 2014 têm acesso a 4G. Para 2015, a IDC Brasil espera que o número suba e fique entre 30% e 35%. “Vamos ver cada vez mais lançamentos que acessam essa tecnologia. Para esse ano, acredito que os intermediários e os dual-sim serão os destaques do mercado de dispositivos 4G”, completa o analista.
Apesar do dólar alto e da conjuntura econômica, a IDC Brasil espera 16% de crescimento do mercado de smartphones, com a venda de cerca de 63.3 milhões de aparelhos em 2015.

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PROTESTE aconselha consumidor a não gastar ainda com o 4G

A PROTESTE Associação de Consumidores e a Associação dos Engenheiros de Telecomunicações (AET) enviaram nesta segunda-feira (29), à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), um ofício por meio do qual questionam os primeiros passos da internet móvel com tecnologia de quarta geração (4G) no Brasil e pedem esclarecimentos.

Para a entidade, a Anatel não deveria permitir a comercialização de planos que se dizem 4G, mas cuja cobertura ainda é restrita. Tem aparelho sendo vendido que sequer opera na banda de 2,5GHz, que é adequada ao 4G, pois tem grande capacidade para tráfego de dados, mas tem pouca abrangência.

De acordo com a PROTESTE, o lançamento do 4G pode ser caracterizado como propaganda enganosa porque aparelhos e planos mais caros acabarão por ser operados em frequências destinadas ao 3G. “Ou seja, depois de assinar o contrato de fidelidade com a operadora e se dar conta da limitação, o consumidor que precisa transmitir e receber grande quantidade de dados se sentirá enganado”, observa Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da PROTESTE.

A frequência com mais abrangência é a do 700 MHz, cujas regras para operação ainda estão em discussão por meio de consulta pública. Ou seja, o aparelho que não operar no 2,5 GHz, irá funcionar na rede 3G, até que a rede dos 700 MHz esteja implantada.

Como há equipamentos sendo vendidos como 4G que não operam na frequência de 700MHz, quando esta frequência estiver sendo utilizada pelas teles, o consumidor vai ter que trocar de aparelho, sendo que já pagou caro pelo que comprar agora. Não é aconselhável o consumidor investir em uma tecnologia ainda cara, compatível com poucos celulares e disponível ainda em poucas regiões de algumas cidades.

Há dúvidas sobre em quais faixas de frequência funcionará o serviço, que começou a ser oferecido semana passada pelas operadoras, de olho nas vendas para o Dia das Mães. Inicialmente o 4G funcionará na frequência de 2.5 Ghz, com baixo desempenho para locais fechados, o que implicará na necessidade de utilização de outras faixas de frequência relativas ao 3G e 3G Plus para se obter as velocidades prometidas.

As associações também pedem no Ofício para a Anatel informar em quais cidades e sites estão instaladas as antenas capazes de servir de infraestrutura para suporte do 4G. Pelo cronograma definido pela Agência, as operadoras têm até amanhã para por em operação as redes de 4G nas seis cidades que vão sediar a Copa das Confederações entre 15 e 30 de junho.

A PROTESTE constatou que foram homologados pela Anatel 11 modelos de aparelhos que operam na frequência de 700 Mhz, que seria adequada para o 4G. As operadoras e fabricantes estão oferecendo modelos de aparelhos, a preços superiores a R$ 1.800,00, como compatíveis com a nova tecnologia, mas que ou não operam na frequência 2.5GHz, ou não operam na frequência dos 700 MHz.

A Associação alerta a Agência para a necessidade de se orientar os consumidores a respeito dos aparelhos e suas características quanto à adequação às diferentes frequências e ao risco de adquirirem equipamentos caros que deverão ser trocados num curto espaço de tempo, uma vez que há aparelhos vendidos atualmente, configurados para as faixas já leiloadas – de 2,5 giga-hertz (GHz) – que não poderão ser usados na frequência de 700 mega-hertz (MHz), com previsão de ser leiloada no ano que vem.

Sequer foi encerrado o processo de regulamentação dos termos de uso das radiofrequências na faixa de 698 MHz a 806 MHz (Consulta Pública 12, com prazo de contribuições que se estende até dia 5 de maio). Isto significa que ainda será preciso aguardar a edição da norma pela Anatel, o período de consulta pública para o edital de licitação destas radiofrequências e, posteriormente, a licitação em si. Só então as operadoras vencedoras começarão a operar.

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