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Tatiana Pimenta é finalista no Cartier Women’s Initiative Awards

A sul-mato-grossense Tatiana Pimenta está entre as três finalistas da América Latina do prêmio Cartier Women’s Initiative Awards. A fundadora e CEO da startup Vittude, plataforma que conecta psicólogos e pacientes em poucos cliques, é a única brasileira selecionada para participar de uma premiação internacional de projetos empresariais encabeçados por mulheres. O foco da iniciativa, que acontece anualmente desde 2006, é premiar empreendedoras que estejam à frente de negócios com impacto social relevante em sete regiões do planeta: América Latina, América do Norte, Europa, África Subsaariana, Oriente Médio e Norte da África, Ásia Oriental, Sul da Ásia e Oceania. A iniciativa busca apoiar, reconhecer e encorajar mulheres criativas que contribuem de forma concreta na busca de soluções para o futuro do planeta.

“É uma grande honra representar o Brasil e as mulheres empreendedoras do nosso país. Ser finalista do prêmio é um reconhecimento internacional por um trabalho bem feito”, comemora Tatiana, que fundou a Vittude em 2016 a partir de uma necessidade pessoal.

Todas as finalistas receberão coaching de profissionais de mercado, altamente qualificados, e também uma formação em impacto social na conceituada escola de negócios francesa, Insead. As profissionais devem elaborar um plano de negócios detalhado e apresentar seu projeto perante um júri. Com base na qualidade do plano e no caráter persuasivo da apresentação verbal, será selecionada uma vencedora para cada uma das sete regiões do planeta, sendo Tatiana uma das três finalistas da América Latina.

As sete melhores colocadas (uma de cada região do planeta) serão anunciadas no dia 2 de maio de 2019, em São Francisco, na Califórnia. Elas receberão US$ 100 mil e uma formação em impacto social na conceituada escola de negócios francesa Insead, além de treinamento profissional, individual e personalizado. O júri avalia as empresas com base na criatividade (o grau de inovação evidenciado pelo conceito empresarial global), escalabilidade, sustentabilidade e eficiência financeira, impacto social, qualidade geral e a clareza do material apresentado.

“Em menos de uma década, as candidaturas passaram de 360 para quase 3.000 aplicações. Com um crescimento tanto na quantidade, quanto na qualidade das empresas que participam, a iniciativa tornou-se um passo transformador na vida de 198 empresárias em mais de 49 países”, afirma a presidente da Cartier, Cyrille Vigneron.

O perfil típico das finalistas da edição 2019 é composto por mulheres de 33 anos, em média, formadas em engenharia, e que estão à frente de negócios na área de saúde.

A trajetória da empresa

De olho em um cenário em que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 300 milhões de pessoas sofrem com depressão em todo o mundo e outras 260 milhões vivem com transtornos de ansiedade – muitas delas, inclusive, adquirem ambos, a Vittude desenvolveu uma plataforma que conecta psicólogos e pacientes em poucos cliques, levando saúde e bem-estar para brasileiros nos quatro cantos do mundo. Funciona da seguinte maneira: a pessoa acessa o site da startup – www.vittude.com, realiza um breve cadastro, escolhe seu psicólogo online de acordo com suas preferências e agenda a sessão. Tudo online, inclusive o pagamento.

O paciente também tem acesso a informações detalhadas sobre o currículo e a linha de atuação de cada psicólogo, a disponibilidade de agenda do especialista e o valor da consulta estipulado por cada profissional cadastrado no site.

“Segundo o do Ministério das Relações Exteriores, hoje 2,5 milhões de brasileiros vivem no exterior. Com o surgimento da terapia online, essas pessoas passam a ter acesso a psicólogos experientes e extremamente qualificados, de seu próprio país. Fazer terapia em uma língua que não é a materna é extremamente difícil. Há palavras que só existem no nosso vocabulário, como, por exemplo, saudade”, destaca a fundadora e CEO da Vittude, Tatiana Pimenta.

Hoje a startup conta com cerca de 2000 psicólogos e mais de 8 mil pacientes cadastrados, atuando em todo território nacional e alcançando brasileiros em outros 40 países. São mais de 1000 atendimentos realizados todo mês por profissionais qualificados e certificados pelos conselhos regionais de psicologia.

“Vejo o atendimento online como uma forma de ampliar o acesso a cuidados de saúde mental, em especial de forma preventiva. Hoje menos de 3% da população faz terapia, sendo que quase 60 milhões de brasileiros têm algum transtorno mental diagnosticado. Muitos só buscam a terapia quando já estão em uma condição de extremo sofrimento psíquico, necessitando de tratamento medicamentoso e atenção redobrada”, analisa Tatiana.

Para atender pacientes em quase todos os continentes, a Vittude desenvolveu um consultório virtual 100% criptografado, que garante a confidencialidade das consultas, de acordo com os protocolos internacionais de privacidade, como o HIPAA Act e o HITECH Act, que versam sobre sigilo e segurança de dados em atendimento de saúde.

Acesse http://www.vittude.com e saiba mais.

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Ser demitida foi a melhor coisa que aconteceu

Por Tatiana Pimenta, fundadora e CEO da Vittude

Os últimos dias têm sido de bastante reflexão. Há três anos, no dia 4 de agosto de 2015, eu era demitida do meu último emprego. No sábado, acordei e decidi tomar café em uma padaria onde fiz os primeiros rabiscos da Vittude, startup da qual sou fundadora. Fiquei feliz de ver quantas coisas interessantes aconteceram nesse período.

Registrei aquele momento no Instagram e comecei a receber algumas mensagens super bacanas. Decidi então compartilhar a reflexão em um pequeno post no LinkedIn. Não podia imaginar o tamanho do engajamento que teria. Comecei a observar vários comentários, me senti acolhida e também compreendi que deveria contribuir e compartilhar mais.

Em 2015, fui demitida às vésperas do meu aniversário. Que bela surpresa, né?! Hoje percebo que foi realmente foi um grande presente e, aproveitando o período de celebrações, resolvi escrever porque ter sido demitida foi o melhor presente que ganhei.

Sei que nosso País ainda não conseguiu sair completamente da crise política e econômica. Vejo muitos colegas repensando a escolha profissional, decidindo trilhar carreira solo como consultor e indo fazer o que gostam de verdade. Quando a situação está preta, nem sempre conseguimos ver as oportunidades disfarçadas.

Sou engenheira civil de formação, sempre gostei muito de estudar, era muito dedicada aos estudos e uma das melhores aluna da sala. No ambiente de trabalho nunca foi diferente: desde o primeiro emprego era dedicada e determinada a atingir e superar metas. Comecei minha carreira como trainee do grupo Votorantim, no qual fiquei por quase 4 anos. Passei por outros 3 grupos multinacionais enormes. Fiz 3 MBAs e procurei ao longo da carreira manter uma postura profissional exemplar. Entretanto, mesmo estando qualificada, capacitada e trazendo resultados financeiros para as empresas que trabalhei, fui demitida 2 vezes. As duas em épocas de crise.

A primeira demissão

Na primeira vez, no final de 2008, fiz parte de uma reestruturação feita pela empresa na região nordeste, onde eu atuava. Tinha passado os últimos 3 ou 4 meses demitindo pessoas do meu time, adequando a empresa para um novo formato. Sabia que em breve chegaria a minha vez. Essa “leitura de cenário” foi fundamental para que eu me organizasse e pensasse no plano B. Fiz contatos, me conectei com gestores de outras empresas e, de certa forma, procurei “vender meu peixe”.

Enfim chegou a minha vez de ser demitida! Apesar da tristeza, me despedi de todos com muito carinho e, na mesma tarde, já estava tomando café em outra empresa. Fui contratada pela concorrência, no mesmo mês, para ganhar cerca de 50% a mais do que ganhava antes. O autoconhecimento, a preparação para o momento que ia chegar e a confiança no meu potencial fizeram toda a diferença para que essa fosse uma história divertida de contar.

A segunda demissão

Na segunda vez, em agosto de 2015, foi um pouco diferente. Mais uma vez vivíamos um período de crise. Construção civil ia de mal a pior, com o avanço da operação Lava Jato. A empresa em que eu trabalhava tinha começado a fazer cortes e ajustes em fevereiro daquele ano. Todos os meses via colegas excepcionais sendo desligados. A forma com que a empresa fazia os desligamentos, porém, era bem diferente de todas que já havia trabalhado. Era fria, não parecia se importar com as pessoas que até meses atrás davam o sangue por aquela organização. Um colega meu chegou a desabafar certa vez dizendo que tinha se sentido quase “um bandido” tamanha falta de habilidade do gestor. O clima no ar era pesado. Uma mistura de ansiedade e medo do desemprego, piorado pela “rádio peão”, que estava sempre especulando quem seriam os próximos.

A sensação de ser demitida é sempre ruim. Nós criamos vínculos, amizades e nos apegamos aos CNPJs. Literalmente vestimos a camisa e, por vezes, sentimos como se a marca da empresa estivesse tatuada em nossa pele. Ter um vínculo empregatício rompido tem suas semelhanças com a separação e com o luto. Há um sentimento de rejeição presente no ar, uma vez que alguns são escolhidos para ficar e levar a companhia adiante. É comum nos pegarmos incrédulos com o fato ocorrido, questionando “por que eu?” ou mesmo “o que eu podia ter feito diferente”. Mas essa resposta não existe e o ideal é aceitar a nova condição e tentar usar o fato ocorrido como alavanca.

Ser demitida foi um grande presente

Ter sido demitida, em especial na segunda vez, foi a melhor coisa que poderia ter acontecido na minha vida. Até hoje atribuo o fato a uma interferência Divina. Sabe o ditado que diz “Deus escreve certo por linhas tortas”? É exatamente assim que eu sinto e já conto porquê.

A notícia

Bom, obviamente fui pega de surpresa, fiquei mal, chorei e fiquei com raiva. No entanto, aquele mesmo dia ainda me reservava uma outra notícia pesada. Poucas horas depois da minha demissão, ligava minha mãe informando que meu pai havia recebido um diagnóstico de câncer. Pronto, o que estava ruim podia ficar pior. Chorei mais um montão, sentei, respirei e refleti sobre o que estava acontecendo. Conclui que Deus estava me dando de presente a oportunidade de ficar perto da minha família. Havia deixado a casa dos meus pais 17 anos atrás para fazer faculdade e só retornava para as férias. Resolvi rapidamente a burocracia do desligamento e voei para casa.

Para não me alongar e transformar a história em drama, consegui dedicar tempo para estar com meus pais e atuar ativamente durante o tratamento. Tudo correu bem e meu pai ficou completamente curado! Depois de 3 meses era hora de voltar para a realidade.

Plano B

E aí? País em crise, construção civil estava aquela beleza e eu me dando conta que tinha dedicado meus últimos anos de trabalho para uma empresa que não estava alinhada com um propósito que eu considerasse valer a pena. Não sabia o que aconteceria nos próximos meses, mas tinha uma certeza: não queria aquela vida de novo.

Durante os 3 meses anteriores tinha sentido falta de muita coisa relacionada a serviços de saúde. De repente, um dia, após uma corrida, veio um estalo: que tal criar sua própria empresa? E que tal se a empresa for na área de saúde? Estava plantada a semente!

Não sabia como e nem por onde começar. Só sabia que era a hora de arriscar. Tinha experiência profissional e um pouco de dinheiro guardado que, somado com à rescisão, me daria fôlego. Somou-se a isso um desejo ardente de construir algo que realmente tivesse um propósito, que eu pudesse chamar de “missão de vida”. Algumas semanas depois, em uma mesa de bar, compartilhei minha inquietação com o Everton Höpner, que atualmente é meu sócio. Depois de algumas conversas, ele comprou a ideia e começamos a rabiscar o esboço do que seria hoje a Vittude.

Nasce uma empreendedora

Os primeiros insights surgiram em novembro de 2015, o primeiro rabisco em dezembro e em maio de 2016 nossa empresa nasceu formalmente. A Vittude, uma plataforma que conecta psicólogos e pessoas em busca de psicoterapia, começou a operar em setembro de 2016!

Como fundadora tive a oportunidade de ser convidada pelo governo americano para representar o empreendedorismo feminino na Índia em 2017. Neste ano, fui a única brasileira selecionada para um programa de imersão no Vale do Silício, super concorrido, onde convivi com outras 14 fundadoras, de 13 países diferentes, durante 2 semanas.

Desde a fundação da empresa já agendamos mais de 10 mil consultas, temos mais de 1500 psicólogos, em 225 cidades brasileiras. Temos clientes em 12 países diferentes, que antes da Vittude encontravam dificuldade em falar com um psicólogo na sua língua materna. Também já ajudamos mais de 300 jovens em situação de risco a receberem consultas psicológicas gratuitas, conectando eles com psicólogos voluntários. No ano passado começamos a atender empresas, criamos o Vittude Corporate e hoje levamos mais saúde mental e bem-estar para o ambiente corporativo.

Cada vez que uma pessoa me conta que tem vontade de morrer e que eu consigo convencê-la a falar com um psicólogo, meu coração transborda de alegria. Hoje tenho certeza que trabalho em algo que faz realmente sentido!

E por que eu compartilhei tudo isso?

Ainda estamos vivendo um período de crise, ao conversar com amigos e amigas que estão empregados, percebo ainda o tom de preocupação em suas falas. Sei que a incerteza do ambiente macroeconômico nos faz questionar a todo momento se seremos os próximos a perder o emprego. Vi que muitas pessoas se identificaram com meu post do sábado anterior. Achei importante compartilhar o fato de que coisas muito boas podem surgir de momentos difíceis.

Aproveitei e preparei algumas dicas para lidar com a demissão caso ela ocorra.

1 – Aceite a situação

Se você já foi comunicado da demissão, nada mais pode ser feito. Sei que é difícil, dói, como disse acima, sempre fica aquela sensação de “rejeição”, mas de fato não há o que fazer. Saia de cabeça erguida e encare com mais uma etapa concluída. Procure compreender os seus sentimentos. Raiva, frustração e tristeza normalmente aparecem e precisam ser ressignificados.

2 – Não se isole

Algumas pessoas têm a tendência a sentir vergonha pelo desemprego e até se afastar dos amigos. Essa não é a melhor decisão a ser tomada. Mantenha contato, converse com seus amigos, fale abertamente sobre sua situação. Pode ser que seu próximo passo esteja dentro da sua própria rede de contatos.

3 – Mantenha sua agenda preenchida

Não é porque você foi demitido que vai ficar o dia inteiro jogada na cama ou no sofá assistindo TV. Aproveite o tempo disponível para fazer coisas que você gosta e que sempre faltou tempo. E não precisa gastar muito dinheiro não. Vá dar uma caminhada no parque, reserve algumas horas para leitura, faça novos cursos. Há uma infinidade de plataformas que disponibilizam cursos gratuitos ou bem acessíveis. Uma outra dica que foi sensacional para mim, dedique-se a um projeto voluntário. Eu atuei durante 10 meses em um residencial de idosos, cuidando de pessoas com Alzheimer. Foi extremamente gratificante!

4 – Estabeleça um período para procurar uma nova posição e enviar currículos

Não faça desse momento um martírio e nem fique se lamentando nas redes sociais. Estabeleça algumas horas do dia para pesquisar novas vagas e enviar seus currículos. Não passe o dia todo na frente do computador. Isso pode gerar grande estresse e aumentar a ansiedade, comprometendo sua saúde.

5 – Cuide-se

Invista tempo em atividades que prazerosas. Escute sua música preferida! Tente reservar 10 minutinhos do seu dia para meditar. Aproveite seu tempo livre para curtir as pessoas que você ama. E se ainda tiver uma rusguinha aí nesse coraçãozinho por conta da demissão, talvez algumas sessões de terapia possam ser muito úteis para ajudá-la na construção dos seus próximos passos!!

Quando tudo estiver negro na sua frente, não tenha medo. Respire, respeite seu momento, chore se precisar, mas saiba que você é o único responsável por dar a volta por cima e aprender com as pedras no caminho!

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Por que investir em mulheres?

15 CEOs, 13 países e uma única casa em São Francisco, Califórnia!

Por Tatiana Pimenta, fundadora e CEO da Vittude

No final de abril deste ano fui selecionada para participar de um concorrido programa de imersão no Vale do Silício realizado pela Blackbox, organização de alcance global, sem fins lucrativos, que tem por objetivo fomentar o empreendedorismo mundial, por meio de projetos focados em fundadores de startups de todos os continentes.

O BlackBox é um programa de residência e eu tive a oportunidade de participar da edição 22, exclusiva para CEOs mulheres. Durante 15 dias fomos 15 empreendedoras, 13 países, 6 continentes e uma única casa. Sem sombra de dúvidas, a experiência mais rica que já tive, seja profissionalmente, seja pessoalmente. Conviver com pessoas com um potencial intelectual de alto nível, culturas e bagagens diferentes proporcionou uma troca de conhecimento em “modo hard”.

Um dos grandes parceiros da Blackbox é o Google for Entrepreneurs. Eles contribuem com o programa distribuindo bolsas para empreendedores indicados pelo próprio Google ou por parceiros da sua rede. No meu caso, tive a indicação da Startup Farm e do Campus São Paulo, e tive a honra de ser beneficiada com uma bolsa. Para empreendedores que não foram indicados por nenhum parceiro, o programa demanda um investimento de U$15mil.

Durante o programa gravei algumas lives, registrando momentos importantes e aprendizados obtidos em minha página no Facebook e hoje escrevo esse artigo, em mais detalhes, para compartilhar aprendizados enquanto empreendedora.

Participação das mulheres no ecossistema global de startups

Uma das primeiras convidadas na primeira semana do programa foi a Gené Teare, Head de conteúdo da Crunchbase, plataforma que reúne informações de startup em early stage até empresas da Fortune 1000. Em uma roda de conversa, falamos sobre os desafios de empreender em tecnologia sendo mulher, razões para termos uma edição do Blackbox exclusivas para mulheres e falamos sobre alguns números reais.

De acordo com o Crunchbase, apenas 18% das startups têm uma mulher no seu quadro de fundadores. E esse número segue estável desde 2012. O primeiro grande obstáculo das mulheres é receber investimento para suas startups. Apenas 3% de todo capital de risco mundial é direcionado para empresas fundadas por mulheres, conforme podemos observar na imagem abaixo.

Eis que uma pergunta paira no ar: como mudar isso? E entra em cena programas como o BlackBox, onde 35% das alumnis são mulheres e onde todo ano, uma das turmas é exclusiva para female founders. Já no primeiro dia compreendi a importância do apoio mútuo, o papel de mulheres que já alcançaram o sucesso e hoje se posicionam como investidoras.

Nesse sentido, a Astia Angels, faz um trabalho espetacular. A tese de investimento deles é que a empresa seja fundada por mulheres. Eles são agnósticos com relação a setores, modelos de negócios ou geografia. Na primeira semana tivemos um jantar com um grupo de investidores da Astia e, ao final do evento, a única coisa pedida foi: quando vocês fizerem um exit, juntem-se a nós e invistam em mais mulheres.

Também ficou clara a necessidade de haver mais mulheres trabalhando em fundos de investimento, os conhecidos Venture Capitals. Ainda são exceções a mulheres que assinam cheques para rodadas de investimento Series A, B e C em diante.

O objetivo da imersão

A imersão é necessária para tirar as participantes do status quo. Ela faz com que as pessoas pensem fora da caixa e explorem suas melhores ideias, em um ambiente seguro e de apoio de outras empreendedoras. Sem competição, onde cada uma de nós pode mostrar seu melhor e realmente gerar valor para o grupo. Nesse período, realmente me permiti ficar mais ausente da Vittude e aproveitar ao máximo cada apresentação, palestra, mentoria e oportunidade de networking. Tive a oportunidade de conhecer pessoas de fundos como Sequoia, Kleiner Perkins e Goldman Sachs e falar da minha empresa com brilho nos olhos.

Trago na mala muitos aprendizados, que ainda precisarão ser compartilhados em mais e mais artigos. Esse foi apenas uma pequena parte! Muito se falou sobre cultura empresarial, liderança, como escolher o sócio correto, recrutar os melhores talentos e como se destacar na adversidade, mesmo quando você se sente vulnerável.

Um estudo do Boston Consulting Group e da MassChallenge, uma rede de aceleradoras de startups, descobriu que das 350 empresas analisadas, a média de startups fundadas por mulheres recebeu US $ 935.000 em financiamento. Isso é menos da metade dos US $ 2,1 milhões concedidos em média às startups fundadas por homens no estudo.

No entanto, as startups fundadas por mulheres tiveram um desempenho melhor do que suas contrapartes masculinas em termos de receita, arrecadando US $ 730.000 em um período de cinco anos versus US $ 662.000 para os homens. Quando você processa os números, isso significa que essas empresas administradas por mulheres estão retornando 78 centavos por dólar, em comparação com 31 centavos para os homens.

Imagine o que aconteceria se conseguíssemos atrair mais investimentos? Com certeza haveria mais geração de empregos e mais valor adicionado para a economia global. Fica a certeza do quanto precisamos incentivar mais mulheres a ousarem, arriscarem e criarem negócios incríveis.

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