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51% dos internautas fizeram compras por aplicativos no último ano, revela estudo da CNDL/SPC Brasil

Onipresentes no dia a dia de muitos brasileiros, os smartphones facilitam a vida de diversas maneiras, inclusive para fazer compras. Um estudo realizado em todas as capitais pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) revela que nos últimos 12 meses, mais da metade (51%) dos internautas fizeram alguma compra por meio de aplicativos – o percentual é ainda maior entre a população mais jovem (60%).

Os tipos de produtos que os internautas mais compraram via aplicativos durante esse período foram os eletrônicos e itens de informática (44%), contratação de serviços de transporte particular (39%), vestuário (36%), ingressos para atividades de lazer (25%), comidas por delivery (24%) e produtos de beleza ou perfumes (23%).

Para esses entrevistados, a facilidade de acesso, uma vez que a compra pode ser realizada pelo próprio smartphone é o que mais leva as pessoas a comprarem via app (52%). Outras razões são a praticidade e rapidez (49%), disponibilidade de melhores ofertas (37%) e a facilidade de organização que os aplicativos oferecem (26%).

“Os dados da pesquisa não deixam dúvidas quanto ao futuro do e-commerce. Ele passará cada vez mais pelos aplicativos em dispositivos móveis, utilizados não apenas para comunicar-se durante o processo de compra, mas também para adquirir produtos e serviços, pesquisar e comparar preços”, analisa o presidente da CNDL, José Cesar da Costa.

Para 44% dos que compram por aplicativo, tela pequena é obstáculo; 67% também são adeptos de aplicativos financeiros

Mas na hora de comprar via app, nem tudo é visto de forma positiva. Indagados sobre os principais obstáculos para esse tipo de compra, 44% acham que a tela pequena acaba atrapalhando a experiência de consumo e 35% ainda não confiam na segurança oferecida pelos aplicativos. Há ainda 17% de entrevistados que consideram os aplicativos difíceis de serem usados e 16% que nem sempre estão conectados ao Wi-Fi ou possuem plano de dados.

“O mobile é uma tendência irreversível no mercado de consumo. Desta maneira, é preciso que os varejistas desenvolvam experiências que cativem os consumidores facilitem o engajamento. Este é um momento de mudanças intensas, em que os varejistas precisarão estar atentos para avaliar sua presença na internet, ampliando canais de relacionamento e facilitando o acesso dos clientes”, afirma o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior.

A pesquisa descobriu que dentre os consumidores que usam aplicativos para compras, a maioria também é adepta de aplicativos para tarefas financeiras (67), principalmente os de operações bancárias (47%), comparação de preços (25%) e organização das finanças pessoais (19%).

44% dos usuários de WhatsApp já usaram o aplicativo para se comunicar com lojas; 79% acham importante que loja ofereça recurso aos clientes

Concebido inicialmente para troca de mensagens pessoais, o WhatsApp vem se tornando também uma plataforma para negócios. De acordo com o levantamento, 44% dos entrevistados já utilizaram o WhatsApp para se comunicar com uma loja ou vendedor no processo de compras, sendo que na maioria das vezes (73%) sempre houve um retorno por parte do estabelecimento comercial. Os que nunca tiveram a experiência de utilizar o WhatsApp para interagir com lojistas somam 56% dos seus usuários.

As interações mais comuns entre consumidor e loja foram na consulta sobre preços após recebimento de uma oferta (14%), concretizar uma compra por meio do aplicativo (12%), agendar um serviço (12%), consultar sobre um produto que ficou interessado (11%) ou realizar uma reclamação (10%).

Os tipos de produtos e serviços mais adquiridos via WhatsApp são manutenção e consertos de produtos diversos (31%), compra de roupas, calçados e acessórios (29%) e aquisição de remédios ou suplementos vitamínicos (26%).

Dentre os internautas que costumam fazer compras ou agendamento de serviços via WhatsApp, 42% consideram o processo fácil e rápido e 39% destacam a conveniência de poder comprar mesmo sem sair de casa. Há ainda 30% de entrevistados que veem vantagem em receber fotos e vídeos dos produtos que estão interessados. “As empresas já começam a perceber que não podem mais abrir mão de uma ferramenta de conexão instantânea entre a marca e o consumidor. A praticidade e o imediatismo proporcionados pelo aplicativo fazem com que os consumidores vejam com bons olhos a adoção da ferramenta como forma de relacionar-se com empresas. Isso significa que cada vez mais o consumidor será atraído pelas marcas que forem verdadeiramente responsivas no ambiente digital”, afirma Pellizzaro Junior.

Outra constatação do estudo é que o WhatsApp já é o canal favorito dos internautas para se comunicar com as lojas: 27% preferem esse tipo de contato. A opção aparece à frente do telefone, citado por 25% dos entrevistados. No geral, 79% dos entrevistados que já utilizaram o WhatsApp para se comunicar com vendedores consideram importante que os estabelecimentos comerciais ou prestadores de serviços ofereçam ao cliente essa opção. Apenas 7% são contrários a essa necessidade e 13% demonstram indiferença.

Metodologia

A pesquisa ouviu 815 consumidores de ambos os gêneros, todas as classes sociais, capitais e acima de 18 anos que fizeram alguma compra online nos últimos 12 meses. A margem de erro é de no máximo 3,43 pp a uma margem de confiança de 95%.

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SPC Brasil lança tecnologia de reconhecimento facial para prevenção a fraudes no comércio

O Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) anuncia o lançamento de uma solução pioneira no mercado de bureaux de crédito: o SPC Reconhecimento Facial. A tecnologia, que no Brasil já é adotada no check-in de companhias aéreas e em dispositivos celulares, agora passa a ser realidade nos processos de concessão de crédito de todo o país.

Grande aliada do comércio, a nova ferramenta também possui a vantagem de proteger os consumidores de pessoas má intencionadas. Nos últimos anos, o roubo de dados ou de identidade tem crescido exponencialmente, causando prejuízos ao setor. Um termômetro disso é que sete em cada dez empresas são atingidas por fraudes, segundo dados da consultoria americana Kroll.

“Buscamos oferecer um sistema altamente sofisticado aos lojistas que passam a evitar perdas e se prevenir de forma mais eficaz, ao mesmo tempo em que proporciona maior segurança aos seus clientes”, destaca Nival Martins, superintendente de bureau de crédito do SPC Brasil.

O lançamento do SPC Reconhecimento Facial reforça a visão inovadora da empresa no uso de tecnologias de ponta, que atua há mais de 60 anos no mercado de crédito para atender às suas necessidades de negócio. A expectativa é de que já no primeiro ano de operação 3 milhões de faces sejam cadastradas na base do SPC Brasil.

Para Martins, um dos diferenciais do SPC Brasil é que nas consultas feitas pelos estabelecimentos será possível acessar informações do cliente para uma análise mais completa de crédito, como dados cadastrais do consumidor, informação de inadimplência, protesto, histórico de consultas realizadas e score de crédito (probabilidade de a pessoa ficar inadimplente ou não), por exemplo, em conjunto com as análises do reconhecimento facial, tornando, assim, um dos produtos de consulta de crédito mais completos do mercado para o combate de fraudes.

O mecanismo de evitar fraudes é feito por meio da validação das capturas das faces via webcam que compõe o processo de compra, confrontando com as faces dos consumidores em uma base compartilhada com outras empresas do setor. Com isso, a ideia é acelerar os processos de validação e garantir a segurança da transação.

Como funciona?

Uma câmera instalada no estabelecimento comercial captura o rosto do cliente e o registro é enviado ao sistema de Reconhecimento Facial do SPC Brasil que fará a leitura detalhada de seu rosto e codificará essas informações em uma sequência numérica digital — por exemplo, o formato dos olhos, tamanho da boca, contorno do rosto, etc. A sequência é anexada ao cadastro da pessoa e arquivada em um banco de dados, tornando-se a sua identidade para o sistema.

Quando utilizada para comprovação de identidade, a consulta ao seu cadastro biométrico será feita com uma nova captura do seu rosto e o sistema irá cruzar os dados em busca dos padrões registrados para verificar sua autenticidade. Como o conjunto de medições do rosto é único para cada pessoa, a performance da biometria facial é elevada e sua assertividade próxima dos 99,5%.

Durante a fase de testes, utilizando o atendimento real de cinco lojistas — três no Nordeste, no Sul e outro no Centro-Oeste—, o SPC Reconhecimento Facial conseguiu identificar e prevenir fraudes — que gera um custo médio de R$ 8 mil por incidência.

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43% dos consumidores pretendem comprar na Black Friday se os preços e descontos valerem a pena, mostra SPC Brasil

Ainda assim, 39% pretendem gastar menos com os produtos em relação ao ano passado. Valor médio das compras deve ter queda de R$ 378 em relação ao ano passado. 63% esperam descontos acima de 40% – smartphones e roupas devem ser os produtos mais comprados

A Black Friday é relativamente nova no Brasil, mas não passa despercebida pelos consumidores brasileiros e ganha cada vez mais força no calendário do varejo. Uma pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostra que 39% dos consumidores têm a intenção de fazer compras na Black Friday de 2017, que será no dia 24 de novembro, e 43% também pretendem comprar, dependendo dos preços e descontos ofertados.

Entre os que pretendem comprar este ano, 72% consideram a data um momento oportuno para adquirir algo que estejam precisando com preços baixos. Já entre os que não pretendem comprar no evento, os principais motivos são falta de dinheiro (23%), considerar que o momento econômico não é favorável para compras (18%) e a crença de que a promoção anunciada não seja real (16%).

Em 2016, 39% fizeram compras na Black Friday. Em relação ao ano passado, 31% pretendem comprar mais produtos no evento deste ano e 27% comprar menos. Já 24% pretendem gastar mais e 39% gastar menos.

Entre os que pretendem gastar mais, os principais motivos são ter mais produtos para comprar (37%), acreditar que os produtos estarão com um preço bom e que vale a pena aproveitar a promoção (32%) e ter economizado ao longo do ano para poder gastar (27%). Entre os que pretendem gastar menos, os principais motivos são o orçamento apertado (23%), ter outras prioridades (16%) e a vontade de economizar (16%).

Em média, os consumidores pretendem comprar três produtos e gastar cerca de R$ 1.047,80 – uma queda de R$ 378,32 em relação a 2016, mas 56% ainda não definiram quantos produtos. Seis em cada dez consumidores (63%) esperam descontos acima de 40%, sendo a média geral de 47% de desconto.

Para a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, se a compra é necessária e o consumidor tem perspectiva de conseguir um bom desconto, vale a pena esperar. “É bom que os consumidores saibam aproveitar verdadeiras oportunidades e busquem pelo preço mais baixo. O tamanho do desconto, no entanto, depende de que se faça pesquisa desde já, anotando e comparando os resultados da busca. É um exercício que exige paciência e certa disciplina”, afirma.

Smartphones e roupas serão os produtos mais comprados

A pesquisa identificou que as os celulares e smartphones (29%), roupas (28%) e os eletrodomésticos (25%) serão os produtos mais comprados na Black Friday deste ano. Comparando com a intenção de compras de 2016, as roupas perderam espaço (37% no ano passado).

A forma de pagamento mais utilizada será o cartão de crédito parcelado (42%) e o dinheiro (26%). Entre os pagamentos parcelados, a média de parcelas será de seis prestações. A economista, no entanto, faz ressalvas importantes aos compradores. “De parte do consumidor, a oportunidade do desconto deve ser usada com sabedoria, para que não se caia na armadilha das promoções. Caso não haja um bom controle do orçamento, é alto o risco de a pessoa gerar uma bola de neve de dívidas”, afirma.

Prova disso é que 16% dos consumidores que têm a intenção de comprar na Black Friday admitiram gastar mais do que pode nas compras durante as promoções, já que não resistem às oportunidades e 7% pretendem deixar de pagar alguma conta para poder comprar na Black Friday. Cerca de 26% estão atualmente com alguma conta em atraso, sendo que desses, 73% estão com o nome sujo no momento.

Sites lideram entre os locais de compra

A pesquisa também investigou quais são os principais locais que os brasileiros farão as compras e os mais mencionados são os sites de lojas nacionais (56%) e o shopping center (23%) e entre os principais fatores de influência na compra estão os preços (51%), o frete grátis (34%) e a qualidade dos produtos (27%).

De acordo com o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro, promover ofertas reais pode fazer a diferença na hora das vendas nessa época do ano. “As lojas que praticarem descontos verdadeiros acabarão se destacando diante da concorrência”, afirma. “Não apenas nas lojas virtuais, que já estão consolidadas neste evento, mas promoções nos shoppings também ganharam seu espaço e os lojistas que quiserem aumentar o público devem pensar em estratégias de marketing não apenas online.”

Em relação aos que compram na internet, 46% dão preferência a sites de lojas e marcas conhecidas e 31% aos sites que disponibilizam frete grátis. A grande maioria (94%) afirma fazer pesquisa de preço antes das compras e, destes, 41% pretendem utilizar sites e aplicativos de comparação de preço e 41% buscam visitar os sites de lojas que tem o costume de comprar. A maioria dos entrevistados (88%) também afirma ter o costume de buscar informações e dicas de como fazer boas compras para aproveitar as promoções, principalmente pela internet (81%).

Quatro em cada dez consumidores (40%) pretendem fazer suas compras apenas no dia da Black Friday, 26% comprarão ao longo do mês de novembro, 7% planejam madrugar na porta das lojas físicas para garantir as compras, enquanto 33% pretendem passar a madrugada na internet para garantir a compra dos itens desejados. E um alerta às empresas: 61% pretendem ficar conectados no período de trabalho para aproveitar as melhores ofertas.

33% compraram mais do que o previsto em 2016

Perguntados sobre as compras na Black Friday de 2016, apenas 11% tiveram algum tipo de problema com as compras, sendo o mais citado a entrega fora do prazo (5%). Entre estes, a maioria (51%) conseguiu solucionar o problema, principalmente por meio da troca do produto (12%).

Em uma escala de 1 a 10, a nota média de satisfação com a Black Friday do ano passado foi de 7,37 – abaixo do 8,5 de 2015. 85% consideram que valeu a pena a compra na Black Friday de 2016 e 74% consideram que o percentual de desconto anunciado foi real no momento da compra.

Sete em cada dez consumidores (67%) afirmam ter planejado as compras realizadas no ano passado, mas 33% compraram mais do que o previsto e 5% ficaram com o nome sujo por causa de compras feitas.

Metodologia

O SPC Brasil entrevistou 1.616 consumidores de ambos os sexos, acima de 18 anos e de todas as classes sociais nas 27 capitais brasileiras para identificar o percentual de pessoas que pretendem comprar na Black Friday. Em um segundo momento, a partir de uma amostra de 642 casos, foi investigado de forma detalhada o comportamento do consumo, gerando um intervalo de confiança de 95%.

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47% dos internautas sempre buscam informações online antes de comprarem em lojas físicas

Consultar a internet antes de ir às compras já se tornou um hábito comum. Dados de uma pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) em todas as capitais do país mostram que 47% dos consumidores com acesso à internet assumem o costume de sempre fazer pesquisas online antes de concretizar uma compra em loja física. Os tipos de informações mais buscadas são os preços (30%), os detalhes e as características dos produtos ou serviços (12%) e a opinião de outros clientes (5%). Apenas 13% dos entrevistados compram em lojas físicas sem fazer qualquer consulta prévia no ambiente online. Outros 40% recorrem à consulta eventualmente, a depender do tipo de produto ou serviço a ser adquirido.

Os celulares (59%) são os que mais geram pesquisas eventuais na internet antes de se efetivar a compra na loja física. Em seguida aparecem os eletrodomésticos (54%), eletrônicos (50%) e acessórios para celulares, tablets e computadores (25%). Os livros são citados por 19%, assim como as viagens. Itens de vestuário, calçados e acessórios, como bolsas e cintos têm 17% de menções.

Os sites que oferecem ferramentas de comparação de preços e de características dos produtos são os mais procurados pelos internautas (62%) nessas horas, seguidos pelos sites que mensuram o índice de reclamação de determinada marca ou produto (54%). As lojas online de grandes varejistas e os sites ou aplicativos de marcas concorrentes são consultados por 50% e 35%, respectivamente. As redes sociais (23%) e os blogs especializados (20%) completam a lista dos mais acessos na busca por referências.

Se consultar a internet antes de realizar uma compra em lojas físicas tornou-se um hábito do internauta brasileiro, o inverso também acontece, embora em uma proporção menor. Quase um quarto dos internautas (23%) sempre visita uma loja física antes de adquirir um produto pela internet. Nesses casos, os itens que os entrevistados mais procuram ver presencialmente são eletrodomésticos (48%), eletrônicos (47%), celulares (44%), vestuários e calçados (25%) e perfumes e cosméticos (18%).

“Cada vez mais os consumidores se utilizam da internet não apenas para adquirir produtos e serviços, mas também para comparar, informar-se e buscar a opinião de outros compradores, pesquisando a reputação das marcas e lojas. Esse processo vem ocorrendo já há algum tempo e já alterou profundamente o equilíbrio de forças entre lojistas e clientes. As lojas físicas precisam ficar atentas as necessidades dos clientes, que são multicanais. Ou seja, transitam simultaneamente por plataformas online e físicas ”, afirma o presidente do SPC Brasil Roque Pellizzaro Junior.


Preço e comodidade são destaque para compras online, mas relacionamento no pós-venda e facilidade de troca são ponto forte das lojas físicas

O estudo revela também, em detalhes, em que circunstâncias as lojas físicas ganham a preferência do consumidor e em quais momentos a compra virtual se sobressai. No geral, a internet é o meio preferido de 60% dos internautas na hora de fazer compras, enquanto 14% ainda preferem as lojas físicas e 26% se dizem indiferentes.

Dentre os que tem preferência pelo ambiente online para fazer compras, mais da metade (55%) justificam ter a impressão de que os produtos tendem a ser mais baratos na internet do que nas lojas físicas. Outras razões ainda mencionadas são a comodidade (51%) e a rapidez (26%). Já os que preferem comprar em lojas físicas argumentam que, dessa maneira, evitam, decepções com o produto, pois veem tudo pessoalmente (49%). A satisfação de ter o produto em mãos imediatamente após a compra é citada por 43% desses entrevistados e 35% gostam de aproveitar a compra como momento de lazer.

Para 79% dos internautas os preços das lojas online são melhores do que os das lojas físicas e 79% disseram que há mais comodidade quando se comprar pela internet. O ambiente online também se sobressai quando os entrevistados respondem sobre a maior variedade de produtos (70%), disponibilidade de informações (61%), possibilidade de personalização da compra (61%), rapidez na aquisição (60%), facilidade para escolher produtos (60%) e melhores formas de pagamento (47%).

O quadro, contudo, se altera no momento em que os consumidores refletem sobre a segurança e o pós-venda. Neste caso, 38% apontam o predomínio das lojas físicas quando se analisa a qualidade do relacionamento que se estabelece entre lojistas e clientes (38%) e a facilidade de realizar eventuais trocas (69%). Além disso, 50% se sentem mais seguros e menos ansiosos quando fazem compras físicas do que online.

“As lojas físicas precisarão investir cada vez mais na qualidade do tempo que o cliente passa dentro delas, oferecendo meios mais criativos de testar os produtos, por exemplo. O grande diferencial ainda é o aspecto material e sensorial. Ou seja, a possibilidade de ver, trocar, experimentar. Ao mesmo tempo, o atendimento deve ser de qualidade, com vendedores tecnicamente bem preparados, capazes de aconselhar e tirar dúvidas dos compradores”, afirma a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

Metodologia

A pesquisa ouviu 673 internautas de ambos os gêneros, acima de 18 anos e de todas as classes sociais das 27 capitais. Em seguida, continuaram a responder o questionário 611 casos, que fizeram alguma compra ao longo dos últimos 12 meses. A margem de erro é de 3,4 pontos a uma margem de confiança de 95%.

Baixe a íntegra da pesquisa em https://www.spcbrasil.org.br/pesquisas

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59% dos internautas já fizeram ao menos uma compra por meio de aplicativos, mostra pesquisa do SPC Brasil e CNDL

Os dados não deixam dúvidas quanto ao futuro do e-commerce: ele passará cada vez mais pelos aplicativos em dispositivos móveis, utilizados não apenas para comunicar-se durante o processo de compra, mas também para adquirir produtos e serviços, pesquisar e comparar preços. A pesquisa “Consumo por meio de Aplicativos”, realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) revela que mais da metade dos consumidores brasileiros com acesso à internet (59%) já utilizou alguma dessas ferramentas para comprar algo, sendo que muitos fazem isso cotidianamente (27%).

Os aplicativos mais utilizados são aqueles relacionados à compra e venda de produtos usados, como por exemplo Mercado Livre, Enjoei, OLX e outros (46%), seguidos dos serviços de motorista particular ou táxi (45%), lojas varejistas nacionais (42%), apps de ofertas e descontos, como Peixe Urbano e Groupon (31%), serviços de streaming – Netflix, Spotify, etc-. (31%), lojas varejistas internacionais (30%) e compras de comidas por delivery (29%).

O estudo também comprova o contexto de uso generalizado dos aplicativos, indo muito além do consumo: 94% da amostra garantem utilizar apps para outras finalidades, sendo que as mais mencionadas são operações e consultas bancárias (68%), geolocalização/GPS, como Waze e Google Maps (67%, aumentando para 79% nas classes A e B), comparar preços (49%) e organizar as finanças (20%).

Ao justificarem as compras feitas através de aplicativos, 35% mencionam a facilidade de acesso, enquanto 27% julgam ser mais prático e 14% argumentam que deste modo encontram os melhores preços e ofertas do mercado.

“O mobile já é visto como tendência irreversível no consumo. É preciso, portanto, desenvolver experiências que cativem os consumidores e facilitem o engajamento, pensando ainda no uso das redes sociais. Tudo mostra que a consolidação dos dispositivos móveis será o caminho a seguir no comércio eletrônico nos próximos anos”, afirma o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro.

Comida delivery e peças de vestuário são os produtos mais comprados pelo WhatsApp

Quando se trata de consumo por aplicativos, é emblemático o caso do WhatsApp, um dos apps mais populares e que, segundo dados da própria empresa, já ultrapassou a marca de um 1,2 bilhão de usuários mensalmente ativos – 120 milhões deles somente no Brasil. Concebido inicialmente para troca de mensagens, vem se tornando também uma plataforma para negócios – desde encomendar pizzas ou comprar roupas e acessórios até a negociação com corretores de imóveis na busca por um apartamento.

O levantamento do SPC Brasil e da CNDL mostra que 39% dos internautas já utilizaram o WhatsApp para se comunicar com a loja ou vendedor no processo de compras. Cinco em cada dez (52%) consumidores que usam WhatsApp para compras foram respondidos todas as vezes que entraram em contato com uma loja/vendedor pelo aplicativo e 59% já realizaram algum tipo de compra pelo aplicativo, principalmente por se sentirem mais seguros ao entrar em contato com o vendedor (15%), porque podem comprar sem sair de casa (15%) e porque podem receber imagens e vídeos dos produtos antes de adquiri-los (14%). Os produtos mais comprados com auxílio do aplicativo são: comida delivery (23%), vestuários, calçados e acessórios (22%) e cosméticos e perfumes (15%).

“A essência do aplicativo é facilitar a comunicação entre as pessoas e isso acabou por se estender ao ambiente profissional. É natural que varejistas e prestadores de serviços tenham percebido o potencial da ferramenta para abordar e ser abordado por clientes, sanar dúvidas, divulgar novidades, gerar interesse e, consequentemente, concretizar mais vendas”, explica Pellizzaro.

Já entre os 61% que nunca utilizaram o WhatsApp para compras, o principal motivo é a falta de oferta deste canal de comunicação por parte das lojas/vendedores (40%) e conseguir resolver o que precisava no site ou aplicativo da empresa (32%). Quatro em cada dez consumidores que já realizaram compras pelo WhatsApp (42%) consideram muito importante a disponibilização do aplicativo como meio de comunicação no processo de compra. O aplicativo é o canal de comunicação com o vendedor favorito para 45% dos consumidores.

Para o presidente, a lógica básica das relações de consumo não mudou, embora a tecnologia exija capacidade de adaptação. “Ninguém gosta de ser mal atendido, ficar sem resposta ou ter dúvidas e não ter a quem perguntar quando está em busca de um produto ou serviço. Portanto, dependendo do segmento de atuação, ignorar as pessoas que desejam comunicar-se por essa ferramenta é perder a oportunidade de fidelizar clientes, vender mais ou aprimorar o processo de pós-venda, por exemplo”, aconselha. Mas Pellizzaro complementa: “O lojista ou vendedor precisa preparar-se para prestar o serviço adequadamente, por meio de treinamento e acompanhamento constante. Do contrário, terá de lidar com clientes insatisfeitos e comentários negativos sobre a empresa, o que pode ser desastroso para qualquer negócio”.

Metodologia

A pesquisa ouviu 673 internautas das 27 capitais que realizaram compras pela internet no último ano. A margem de erro é de 3,4 pontos a uma margem de confiança de 95%.

Baixe a íntegra da pesquisa em https://www.spcbrasil.org.br/pesquisas

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SPC Brasil lança plataforma gratuita de emissão de nota fiscal eletrônica

O Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) acaba de lançar no mercado uma plataforma tecnológica que ajuda os empresários a evitar problemas com o fisco. Trata-se do SPC NFe, uma rede social corporativa desenvolvida em parceria com a empresa Gosocket, que otimiza, de forma gratuita, os processos de controle de notas fiscais eletrônicas, como emissão e manifesto do destinatário (MDe). Outra funcionalidade da plataforma é o armazenamento dos arquivos das NFe em um sistema seguro e disponível 24 horas por dia para consultas, inclusive com a possibilidade de importação do histórico de dados. Neste último caso, a funcionalidade é gratuita nos seis primeiros meses de uso.

Embora a emissão de notas fiscais eletrônicas seja uma realidade para grande parte do empresariado – segundo a consultoria Billentis neste ano serão mais de 15 bilhões de NFe emitidas apenas na América Latina, região em que o Brasil assume a liderança – muitos empresários não sabem que é obrigatório por lei armazenar esses documentos em formato XML por pelo menos cinco anos, contando ainda o ano corrente da transação. “É imprescindível manter os arquivos organizados para que sejam facilmente encontrados, caso a Secretaria da Fazenda ou os fiscais da Receita Federal queiram fazer uma vistoria no estabelecimento”, afirma o superintendente de Novos Negócios do SPC Brasil, Magno Lima.

Se o arquivo requerido pela Receita Federal – tanto de compra, venda ou serviços não estiver devidamente armazenado no formato XML, o fisco pode aplicar multas. Some-se a esse problema o cruzamento de dados que a Receita Federal costuma fazer nas transações entre empresas. Ou seja, se surgir alguma disparidade nas informações declaradas, é provável que ele procure tanto o fornecedor como o cliente e quem não tiver essas notas armazenadas, provavelmente sofrerá sanções financeiras.

“Alguns empresários acreditam que é papel do contador fazer o armazenamento desses documentos, mas não há obrigação legal alguma do contador para esse tipo de tarefa, recaindo qualquer responsabilidade pela não disponibilidade dos documentos ao empresário”, alerta Magno Lima.

Para Mario Fernández, sócio-diretor da Gosocket, a plataforma trará benefícios operacionais em serviços financeiros para os associados da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL), principalmente após a decisão da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo em descontinuar com a plataforma gratuita SEFAZ. “O mercado brasileiro de Nota Fiscal Eletrônica é muito maduro, uma vez que é um sistema obrigatório há vários anos no país, mas muitas empresas têm dificuldades no processo de emissão e armazenamento. A parceria entre a Gosocket e o SPC Brasil atingirá um número significativo de lojistas com serviços facilitadores como emissão de NFe gratuita para pequenas empresas e recepção das NFe”, explica.

Além de otimizar os processos de controle das notas fiscais, no futuro, o SPC NFe também disponibilizará outros recursos como integração eletrônica de Dados (EDI), ordem de pagamento eletrônica (EPO), antecipação de recebíveis soluções de pagamentos eletrônicos e marketplace. Para adquirir a nova solução o empresário interessado deve associar-se ao SPC Brasil.

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42% dos usuários de cartão de crédito não sabem o quanto gastaram em março, mostra indicador do SPC Brasil e CNDL

Quatro em cada dez (42%) consumidores que usaram o cartão de crédito em março não sabem ao certo o quanto gastaram nas compras do mês. Os dados são do Indicador de Uso do Crédito calculado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).

Apesar de não se lembrarem do valor exato, de acordo com o levantamento, 20% dos usuários disseram que viram o tamanho da fatura do cartão de crédito diminuir no último mês, contra 41% de entrevistados que observaram crescimento no valor da cobrança. Para 33%, ela se manteve estável. Considerando os entrevistados que se lembram do valor da fatura do último mês, a média da cobrança foi de R$1.140. Os itens de primeira necessidade como alimentos (62%) e remédios (49%) foram os mais adquiridos por meio do cartão de crédito. Produtos como roupas (32%), combustível (28%) e gastos com bares e restaurantes (26%) ocupam as demais posições do ranking.

Na avaliação da economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, antes do consumidor utilizar qualquer tipo de crédito, é importante que ele avalie a necessidade da compra e se é possível esperar um tempo para economizar e comprar o item a vista. “Caso a compra seja inadiável, o consumidor deve buscar informação sobre as taxas de juros e verificar se as parcelas estão de acordo com a realidade do seu orçamento. O cartão de crédito, ao contrário do que muitos pensam, não é um vilão para o consumidor. Tudo depende de como ele é utilizado. Se ele não pagar a fatura integral e acabar optando pelo rotativo ou parcelamento, vai arcar uma taxa de juros que varia de 150% a quase 500%, em média”, alerta a economista.

58% não buscaram crédito em março; 44% consideram difícil conseguir empréstimo ou financiar um bem

Em março, o indicador que mensura a propensão ao consumo de crédito marcou 27,1 pontos, pouco acima do observado no mês anterior (24,6 pontos). Apesar da alta, a distância dos 100 pontos indica que os consumidores, de modo geral, estão se utilizando pouco de instrumentos de crédito para realizar compras.

Em termos percentuais, o indicador revela que 58% dos consumidores brasileiros não utilizaram nenhuma modalidade de crédito no mês de março, como empréstimos, linhas de financiamento, crediários e cartões de crédito. O restante (42%), porém, mencionou ao menos uma modalidade a qual tenham recorrido no período. O cartão de crédito foi a que mais se destacou, sendo mencionado por 37% dos entrevistados. Em seguida, apareceram o crediário (12%), os cartões de loja (12%) e o limite de cheque especial (6%). A contratação de empréstimos foi mencionada por 4% e a contratação de financiamentos, por 3%. Quase 44% das pessoas ouvidas consideram que atualmente está difícil conseguir empréstimo ou financiamento no mercado. Ao tentar fazer uma compra parcelada em estabelecimentos comerciais, 20% dos brasileiros tiveram o crédito negado, sendo que 9% estavam com o CPF negativado e 4% não tinham saldo suficiente para adquirir o bem pretendido.

Na avaliação do presidente do SPC Brasil Roque Pellizzaro Junior, o elevado número de pessoas não contrataram crédito recentemente pode ter influência do mau momento econômico e das altas taxas de juros cobradas ao consumidor. “Com a inadimplência em patamar elevado, desemprego crescente e recessão, tanto bancos como financeiras têm restringido o crédito no mercado, o que dificulta a contratação por parte do consumidor. Além disso, as taxas de juros, ainda muito elevadas, acabam inibindo o apetite do consumidor na busca de recursos financeiros para consumir”, explica.

Quatro em cada dez consumidores dizem não ter sobra de dinheiro e 62% planejam cortar gastos

De acordo com o indicador, seis em cada dez (62%) consumidores manifestaram a intenção de reduzir seus gastos neste mês de maio, enquanto 32% planejam mantê-los no mesmo patamar. Os que vão aumentar os gastos representam apenas 3% da amostra. Entre quem vai desembolsar menos nas compras, 24% estão sempre tentando economizar, 20% o fazem porque sentem que os produtos estão mais caros e 15% por estarem endividados.

De acordo com o levantamento, apenas 15% dos consumidores brasileiros estão com as contas no azul. Ou seja, com sobra de recursos para consumir ou fazer investimentos. A maior parte (43%) admite estar no zero a zero, sem sobra e nem falta de dinheiro, enquanto 34% encontram-se no vermelho e não conseguem pagar todas as contas com a renda que possuem. “A quantidade de consumidores no limite de seu orçamento pode ser reflexo da crise econômica. Mas também não se pode desconsiderar a falta de planejamento financeiro, que leva ao acúmulo de dívidas e a todas as consequências que decorrem do aperto, como o stress e até o desentendimento familiar”, explica o educador financeiro do portal ‘Meu Bolso Feliz’, José Vignoli.

Excluindo os itens de supermercado, os produtos que os consumidores planejam adquirir ao longo do mês de maio são em sua maioria itens de farmácias (20%), roupas, calçados e acessórios (18%), recarga para celular pré-pago (15%) e perfumes e cosméticos (10%). Os que não pretendem realizar compras somam 35% dos consumidores.

Metodologia

A pesquisa foi realizada em abril e abrange 12 capitais das cinco regiões brasileiras: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Recife, Salvador, Fortaleza, Brasília, Goiânia, Manaus e Belém. Juntas, essas cidades somam aproximadamente 80% da população residente nas capitais. A amostra, de 800 casos, foi composta por pessoas com idade superior ou igual a 18 anos, de ambos os sexos e de todas as classes sociais. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais.

Baixe a análise do indicador no link:
https://www.spcbrasil.org.br/imprensa/indices-economicos

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Black Friday: 45% dos consumidores vão comprar mais produtos este ano do que em 2015, mostra SPC Brasil

42% pretendem gastar mais com os produtos. Valor médio das compras deve ter aumento de 31% em relação a 2015. Apenas 9% tiveram problemas com as compras na Black Friday do ano passado
Data cada vez mais importante para o varejo brasileiro, a Black Friday de 2016 acontecerá no dia 25 de novembro e funcionará como um termômetro para saber como a economia está se recuperando, assim como o poder de compra dos brasileiros. Uma pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostra que, este ano, 69,0% dos consumidores pretendem comprar nesse dia e 28,1% têm a intenção de fazer compras dependendo dos preços e descontos ofertados. Em relação a 2015, 45,0% dos que compraram algo no ano passado pretendem comprar mais produtos na Black Friday deste ano e 42,0% pretendem gastar mais, sendo que o principal fator que motiva esses entrevistados é o baixo preço dos produtos.

A oportunidade de comprar produtos que necessita a preço baixo é o principal motivo para comprar na Black Friday 2016, para 74,7% dos entrevistados. Em seguida, 13,1% aproveitarão para comprar presentes de Natal com preços mais baixos e 12,1% irão comprar apenas para aproveitar as promoções, sem real necessidade. A grande maioria dos consumidores que pretendem comprar na Black Friday (95%) diz que irá fazer uma pesquisa de preço, seja para verificar se os produtos estão, de fato, em promoção (64,8%) ou para escolher as lojas em que os produtos que precisa estão mais baratos (30,4%)

Em média, os consumidores pretendem comprar entre três e quatro produtos e gastar cerca de R$ 1.426,13 – um aumento real de 31% em relação a 2015 (R$ 1.007,00, já descontada a inflação do período). A pesquisa mostra ainda que 42% esperam encontrar descontos entre 20% e 40% nos produtos da Black Friday, e outros 42% esperam que os descontos ultrapassem 40%, sendo a média geral de desconto esperada de 36%.

Entre os 29,8% dos consumidores que compraram ano passado e esperam gastar menos este ano, destaca-se a justificativa de não comprar sem necessidade e não estar precisando de muitas coisas (26,9%), seguida da existência de outras prioridades de compra, como carro ou casa (26,4%).

De acordo com a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, promover ofertas reais pode fazer a diferença na hora das vendas nessa época do ano. “Em uma data como a Black Friday, de importância tão grande para o comércio e próxima do Natal, as lojas que praticarem descontos reais acabarão se destacando diante da concorrência”, afirma. “Além disto, vale estar preparado para políticas de troca e prazos de entrega, que levam a uma maior reputação do lojista e geram confiança no consumidor,principalmente diante do crescente volume de fraudes na internet.”

Porém, ainda que a crise econômica dê sinais de uma leve melhora e os brasileiros estejam dispostos a gastar mais nas datas comemorativas, 19,0% dos que pretendem comprar possuem contas com pagamento em atraso e outros 18,7% estão com o nome registrado em cadastros de devedores.

Roupas e celulares serão os produtos mais comprados

A pesquisa identificou que as roupas (36,9%), os celulares e smartphones (31,3%) e os calçados (30,6%) serão os produtos mais comprados na Black Friday deste ano. Comparando com os resultados de compras de 2014, os celulares ganharam espaço (27,1% no ano passado).

A forma de pagamento mais utilizada será o cartão de crédito parcelado (39,1%) e o dinheiro (26,0%). Entre os pagamentos parcelados, o tempo médio para quitar a compra será de cinco meses. Segundo a economista-chefe, o ideal é evitar o abuso de parcelamentos e comprar à vista. “O pagamento parcelado pode comprometer o orçamento da família, não sendo uma atitude recomendável, ainda mais que as parcelas da Black Friday podem se juntar a parcelas de Natal e contas de início de ano. Caso não haja um bom controle do orçamento, é alto o risco de a pessoa gerar uma bola de neve de dívidas”, diz.

Prova disso é que quase um terço dos consumidores que têm a intenção de comprar na Black Friday (30,8%) admitiu gastar mais do que pode nas compras durante as promoções, já que não resistem às oportunidades e 8,1% deixarão de pagar alguma conta para comprar produtos na Black Friday.

Sites lideram entre os locais de compra

A pesquisa também investigou quais são os principais locais que os brasileiros farão as compras e os mais mencionados são os sites de lojas nacionais (58,9%) e o shopping center (40,2%). Entre os fatores mais importantes que levam os consumidores a escolherem esses lugares estão os preços (64,0%), o frete grátis (42,7%, com um salto em relação a 2015, quando o percentual era de 23,4%) e a credibilidade e segurança das lojas (26,3%).

“A Black Friday já está consolidada como um evento promocional online, já que a internet oferece possibilidades de avaliar diversas lojas, incluindo os sites das lojas já tracionais. Porém, as promoções do evento nos shoppings ganharam seu espaço e os lojistas que quiserem aumentar o público devem pensar em estratégias de marketing não apenas online”, avalia Kawauti.

Em relação aos que compram na internet, 56,0% dão preferência aos sites de lojas e marcas conhecidas, 45,6% aos sites que tenham frete grátis e outros 33,1% escolhem sites que comparam os preços.

Nota média de satisfação com a Black Friday 2015 foi de 8,5

Perguntados sobre as compras na Black Friday de 2015, apenas 9,0% tiveram algum tipo de problema com as compras, sendo o mais citado a entrega fora do prazo (5,5%). Entre estes, a maioria (73,2%) conseguiu solucionar o problema, principalmente por meio da troca do produto (26,1%).

Em uma escala de 1 a 10, a nota média de satisfação com a Black Friday do ano passado foi de 8,5, sendo maior entre as classes C, D e E (8,6) e menor entre os jovens de 18 a 24 anos (8,1). Nove em cada dez entrevistados (90,7%) consideram que valeu a pena a compra na Black Friday de 2015 em função dos bons preços, enquanto apenas 9,3% se arrependeram.

Metodologia

O SPC Brasil entrevistou 828 consumidores de ambos os sexos, acima de 18 anos e de todas as classes sociais nas 27 capitais brasileiras para identificar o percentual de pessoas que pretendem comprar na Black Friday. Em um segundo momento, a partir de uma amostra de 608 casos, foi investigado de forma detalhada o comportamento do consumo, gerando um intervalo de confiança de 95%.

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48% dos comerciantes e prestadores de serviços acreditam que o segundo semestre será melhor para a economia, aponta pesquisa SPC Brasil e CNDL

84% afastam a possibilidade de demitir funcionários nos próximos meses. Para os empresários, principais condições para que o Brasil volte a crescer é o combate à corrupção, a redução de tributos e o controle da inflação

Uma pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) com varejistas e prestadores de serviços das 27 capitais e do interior do Brasil mostra que, em geral, o ânimo dos empresários para os próximos meses melhorou na comparação com o começo do ano.

O levantamento revela que caiu de 60,2% em abril para 39,5% em agosto o percentual dos empresários que consideram a crise econômica muito grave. Para 47,9%, o segundo semestre será melhor do que o primeiro, enquanto apenas 6,8% acreditam que será pior, bem abaixo 39,5% que pensavam o mesmo no primeiro semestre.

Em meio à crise, algumas medidas foram estão sendo tomadas pelos empresários para se manterem no mercado. A principal delas é a contenção de despesas, adotada por 38,0% – percentual menor que o verificado em abril, quando era de 45,1%. Em segundo e terceiro lugar aparecem a redução dos preços (17,3%) e a demissão de funcionários (10,1%). Já o investimento em propaganda e marketing e a mudança de foco no perfil do cliente aumentaram entre abril e agosto de 2016, respectivamente de 4,8% para 7,7% e de 2,3% para 6,1%.

“É importante ter em vista que a melhora do padrão de gastos pode ser um legado positivo da crise”, explica o presidente da CNDL, Honório Pinheiro. “Mesmo em períodos de bonança, o empresário deve buscar fazer o máximo com o mínimo de recursos, sem que isso prejudique a qualidade daquilo que oferta”.

“Os dados da pesquisa são consistentes com a discreta melhora dos indicadores de confiança tanto por parte dos consumidores como por parte dos empresários e as expectativas de que a economia inicie a retomada no próximo ano”, afirma. Para Pinheiro, a melhor notícia é que, tendo em vista o cenário de crise na economia, a larga maioria dos entrevistados não pretende demitir funcionários atualmente: 84,1% afastam a possibilidade de reduzir o quadro, contra 8,6% que consideram esta atitude. “A decisão de demitir em razão da crise é algo que o empresário tende a postergar, pois a recontratação posterior é custosa”.

No entanto, pela sua gravidade, a crise teve fortes impactos nas empresas. De acordo com a pesquisa, 62,9% dos entrevistados tiveram que demitir funcionários no primeiro semestre. Ainda como reflexo das dificuldades econômicas, metade dos entrevistados dizem estar com seu negócio estagnado; 12,9% dizem estar em crise e outros 13,1% no vermelho. Cerca de 20% afirmam estar em crescimento.

Na percepção dos empresários que se dizem afetados pela crise (87,3%), o maior impacto sobre os seus negócios foi a diminuição das vendas (70,0%), com percentual menor que a sondagem para o primeiro semestre (82,7%). Os demais motivos mais citados também tiveram queda na comparação: aumento do pagamento de impostos (33,8% ante 51,0%), e a inadimplência dos clientes (31,8% ante 32,8%).

Combate à corrupção, aumento dos impostos e inflação

Na percepção dos empresários, o maior impacto da crise política sobre a economia foi o aumento do desemprego (65,8%), seguido do aumento dos impostos (50,5%), e a redução das vendas (45,7%). A proporção dos que mencionaram esses dois últimos impactos caiu na comparação entre abril, quando eram de 63,6% e 59,2% respectivamente.

Para que o Brasil volte a crescer, as principais atitudes a serem tomadas na opinião dos empresários são a redução dos impostos (42,7%), o combate à corrupção (42,7%) e o controle da inflação (39,1%).

O levantamento do SPC Brasil e da CNDL mostrou que o maior temor dos empresários é que o país não saia da crise em 2016. Porém, o percentual caiu em relação ao levantamento de abril, de 41,1% para 33,5%.

Segundo a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, se os ajustes propostos pela equipe econômica do governo não forem aprovados ou postos em prática, a situação ainda pode se agravar. “As projeções dos economistas apontam para uma queda do PIB superior a 3,0% em 2016, com resultado levemente positivo em 2017.

Diante disso, é importante para os empresários buscarem opções de crédito mais baratas e estreitar o relacionamento com os clientes como forma de sustentar as vendas do negócio e sobreviver à turbulência”, diz Kawauti. “O PIB pode até voltar a crescer no próximo ano, mas ainda teremos que tratar a questão tributária, a excessiva burocracia e a infraestrutura deficiente”, conclui.

Metodologia

A pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) foi realizada com 822 empresários de todos os portes dos segmentos de comércio e serviços nas 27 capitais e no interior.

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Quatro em cada dez consumidores possuem cartão de loja, mostra SPC Brasil

Uma alternativa ao cartão de crédito e outras modalidades financeiras disponíveis para os brasileiros é o conhecido cartão de loja. Um levantamento realizado em todas as capitais pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostra que 44,5% dos consumidores possuem cartões de loja e a principal motivação para 38,1% destes é poder fazer mais compras. Segundo a pesquisa, 46,9% dos entrevistados que têm cartão adquiriram essa modalidade de pagamento após receberem uma oferta do varejista e 38,8% fizeram a solicitação nas lojas.

Para os especialistas do SPC Brasil e CNDL, a facilidade de conseguir crédito no cartão de loja deve ser encarada com receio pelo consumidor. “Caso a pessoa tenha feito uma boa análise sobre a pertinência de mais uma modalidade de crédito no orçamento pessoal, o novo cartão pode até ajudar na compra de novos produtos, mas caso o histórico seja de descontrole nos gastos, talvez seja melhor não utilizá-lo”, explica a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti. A pesquisa mostra que, no momento que adquiriu o cartão, três em cada dez (29,9%) usuários não analisaram as tarifas ou juros cobrados e 40,0% não sabem dizer o número de parcelas ainda não pagas de compras realizadas com o cartão de loja – entre os que sabem, a média é de três parcelas.

O descontrole financeiro de alguns brasileiros com o uso do cartão de loja é confirmado quando se observa que 25,7% dos que o utilizaram já ficaram com o nome sujo em algum momento pelo não pagamento das faturas, sendo que 6,4% ainda estão negativados.

30% ainda utilizam crediário ou carnê

Outras modalidades analisadas pela pesquisa do SPC Brasil e da CNDL são o crediário e o carnê. Cerca de 29,9% ainda utilizam essas formas de pagamento, sendo que 48% possui em média 1,7 carnês ou crediário atualmente e a contratação do serviço foi feita principalmente por meio da solicitação à loja (58,5%) e as principais motivações para ter esse tipo de serviço é poder comprar mais (42,3%) e realizar um sonho de consumo (20,2%).

Assim como com o cartão de loja, parte significante dos entrevistados (20,8%) não analisou as tarifas e/ou juros cobrados, principalmente por causa de falta de interesse. Quase quatro em cada dez consumidores que têm crediário ou carnê (35,6%) não souberam responder quantas parcelas de compras realizadas no crediário ou carnê possuem – entre os que sabem, a média de quatro parcelas.

Em relação à inadimplência no uso do crediário ou carnê, 32,7% dos entrevistados que possuem essas modalidades já ficaram com o nome sujo pelo não pagamento e 5,9% ainda estão negativados.

Produtos mais comprados: roupas, calçados e eletrodomésticos

O levantamento mostrou que o cartão de loja, o crediário e o carnê são utilizados, principalmente, para compras de roupas (75,0%), calçados (64,0%) e eletrodomésticos (34,3%), sendo que 17,6% fazem compras parceladas através destes meios ao menos uma vez por mês. Questionados sobre as principais vantagens das três modalidades, a maior parte dos consumidores cita a possibilidade de parcelar suas compras (28,5%) e a segurança de não precisar andar com dinheiro ou cheque (15,3%).

Para o educador financeiro do SPC Brasil, José Vignoli, parcelar as compras é um benefício para o consumidor, mas deve ser utilizado com cautela. “Deve-se evitar fazer muitas prestações simultâneas para não perder o controle do seu orçamento”, explica.

“Caso seja o parcelamento seja necessário, é importante fazer um rígido controle do número de parcelas para evitar ficar com o nome sujo”, alerta Vignoli. Entre os entrevistados que não possuem cartão de loja, crediário ou carnê, a principal justificativa é a preferência pelo pagamento das compras à vista (19,7%).

A pesquisa revelou que, para 66,8% dos entrevistados, essas modalidades de crédito são instrumentos positivos, principalmente por possibilitar a aquisição de produtos de uma forma mais fácil (31,0%).

Metodologia

A pesquisa entrevistou 674 consumidores de todas as regiões brasileiras, homens e mulheres, com idade igual ou maior a 18 anos e pertencentes às todas as classes sociais. A margem de erro é de 3,8 pontos percentuais e a margem de confiança, de 95%.

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58 milhões de devedores estão negativados, indica SPC Brasil

3,4 milhões de novos devedores foram incluídos nas listas de inadimplentes desde o início de 2015, segundo estimativa. Alta das dívidas com contas básicas, como água e luz, se destaca entre as regiões

O número de consumidores brasileiros com contas em atraso já soma 58 milhões de devedores em todo o país. O dado é do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e representa 39,21% da população entre 18 e 95 anos. O SPC Brasil estima que 3,4 milhões de novos devedores foram incluídos nas listas de inadimplentes desde o início de 2015, quando a estimativa apontava para 54,6 milhões de negativados.

Os dados mostram que, ainda que a lei 16.569/2015 esteja dificultando a negativação dos inadimplentes no estado de São Paulo, o número de consumidores registrados em cadastros de devedores segue em crescimento em todo o território nacional.Considerando as outras quatro regiões, o maior número de negativados está no Nordeste, com 15,4 milhões de pessoas. No entanto, em percentual da população adulta, este número representa 39,38%, o segundo menor, à frente apenas dos 35,86% da Região Sul, que possui 7,9 milhões de negativados.

Por outro lado, a região Centro-Oeste tem o menor número absoluto de negativados, 4,8 milhões, mas com um percentual relativamente alto do total da população adulta: 42,52% – atrás apenas da região Norte, onde 45,74% dos adultos estão inadimplentes e registrados em cadastros de devedores.

Segundo o presidente da CNDL, Honório Pinheiro, a inadimplência deve continuar crescendo nos próximos meses, em razão da piora da economia e do aumento do número de desempregados. “Apesar de os bancos e comerciantes estarem restringindo a concessão de crédito, fator que limita em parte a capacidade de endividamento do consumidor, a aceleração da inflação tem prejudicado o planejamento financeiro dos brasileiros, já que há perda constante do poder de compra”, diz.

A economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, acrescenta:“Além disso, a escalada nas taxas de juros também encarece as compras realizadas a prazo e dos financiamentos, dificultando ainda mais o pagamento em dia dos compromissos financeiros”, afirma.

Variação anual: Nordeste tem maior alta da inadimplência

De acordo com o indicador do SPC Brasil, no último mês de fevereiro frente à igual período do ano passado, a alta mais expressiva de inadimplência foi na região Nordeste, onde foi verificado um aumento de 7,69% na quantidade de consumidores com dívidas em atraso – em janeiro o aumento havia sido de 6,86%. Entre as quatro regiões consideradas no estudo, o Nordeste mostrou a maior alta anual do indicador pelo sétimo mês consecutivo. Em seguida aparecem a região Centro-Oeste (5,19%), o Norte (3,26%), e a região Sul (2,63%).

A partir deste mês, o SPC Brasil passa a divulgar também as informações de devedores das regiões abertas pela participação de cada um dos gêneros – masculino e feminino. Quando analisamos as regiões Centro-Oeste, Sul e Norte, os homens são maioria entre os inadimplentes, representando 52,95%, 51,28% e 50,72%, respectivamente. Já as mulheres são maioria no Nordeste, concentrando 52,23% dos devedores.

Dívidas de água e luz se destacam

A abertura das dívidas não pagas por segmento da economia revela que as pendências com contas básicas de Água e Luz registraram o crescimento mais elevado em duas das quatro regiões estudadas: alta de 18,81% na região Nordeste e de 33,85% no Centro-Oeste, em fevereiro deste ano na comparação com o mesmo período de 2015.

“O aperto financeiro já impactou a capacidade de pagamento até mesmo das contas básicas do dia a dia”, explica Kawauti.

Já na região Norte, foi o setor de Comunicação o que registrou a maior variação anual do número de dívidas, com crescimento de 9,82% em fevereiro. Desde setembro de 2013, as dívidas de pessoas físicas com empresas de comunicação lideram o crescimento das dívidas em atraso na região. No Sul, destaca-se a alta do número de pendências com o setor de Bancos, que mostrou crescimento de 5,26% na comparação anual. O segundo maior crescimento foi observado no Comércio, com variação de 4,82%.

“Há vários meses as dívidas com os segmentos de serviços básicos para o funcionamento das residências tem crescido de modo substancial. Isso se explica pelo fato de que mais companhias de água e luz e comunicação passaram a utilizar a negativação de CPFs como forma de recuperar a pendência financeira de seus usuários antes de realizar o corte no fornecimento”, explica o presidente da CNDL.

Nova lei prejudica inscrição de inadimplentes

Desde setembro de 2015, quando passou a vigorar a chamada “Lei do AR”, os consumidores do estado de São Paulo que atrasam suas contas só podem ter seu nome incluído em cadastros de devedores se assinarem um aviso de recebimento (AR) enviado pelos Correios. No modelo antigo, que vigorava desde a implantação do Código de Defesa do Consumidor, em 1991, a notificação era feita por carta simples e o consumidor tinha dez dias corridos para regularizar sua dívida antes de ter o CPF negativado.

Como os Correios enfrentam dificuldades para localizar os consumidores em horário comercial para colher a assinatura do AR e alguns inadimplentes se recusam a assinar o protocolo, muitos consumidores que atrasam suas contas estão deixando de constar na lista de inadimplentes, o que causa distorção no mercado de crédito no país. Com menos informações na base de devedores, a concessão de crédito deve sofrer impactos, resultando em juros mais elevados para todos os consumidores, estando eles com as contas em dia ou não.

Outro ponto prejudicial da nova lei é que, caso o consumidor não seja localizado pelos Correios e não assine o aviso de recebimento, ele só poderá ser considerado inadimplente se a dívida for protestada em cartório, o que implica na cobrança de taxas para ter a pendência excluída após o seu pagamento. Antes da nova lei entrar em vigor, o consumidor não era onerado financeiramente, pois bastava pagar a dívida para ter o nome ‘limpo’ de volta, independentemente de o lojista optar ou não pelo protesto.

O SPC Brasil e a CNDL acionaram o Supremo Tribunal Federal (STF) pela inconstitucionalidade da lei e aguardam o julgamento. Enquanto a lei está em vigor, o SPC Brasil decidiu interromper as divulgações dos dados de inadimplência do Sudeste, devido a grande participação do estado de São Paulo nos dados na região.

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17 milhões de consumidores devem ir às compras de última hora neste Natal, estima SPC Brasil

O jeitinho brasileiro de deixar tudo para a última hora deve prevalecer mais uma vez neste Natal. Se depender do consumidor, os corredores das lojas e dos shoppings vão ficar lotados nesse fim de ano. Um estudo realizado pelo SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) e pelo portal de educação financeira Meu Bolso Feliz em todas as capitais brasileiras estima que 17 milhões de consumidores vão deixar para comprar os presentes faltando uma semana para o Natal − no ano passado, este número era de 16,5 milhões de pessoas.

A pesquisa também mostra que apenas 5% dos entrevistados disseram que vão deixar de comprar o presente para aproveitar as liquidações de início de ano. Este percentual sobe para 13%, quando analisados apenas os consumidores com mais de 50 anos e cai para 0% entre os entrevistados de 25 e 34 anos.

Perfil do gasto

Neste ano, o gasto médio do presente de Natal aumentou de R$ 86,59 em 2013 para R$ 122,40 em 2014. Por outro lado, o número médio de presentes comprados deve permanecer estável: 4,3 presentes por consumidor. De acordo com o estudo, a pessoa mais presenteada neste Natal deve ser a mãe, com 56% das intenções, seguida pelos filhos, com 53% das intenções, e pelo cônjuge, com 52%. As roupas (77%), os calçados (50%) e os perfumes (45%) devem ser os presentes mais comprados e também os mais desejados pelo consumidor. Veja as listas completas aqui.

Comprar de última hora é um mau negócio

Na avaliação da economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, deixar as compras natalinas para a última hora não é uma boa opção para quem pretende gastar menos. “Se o consumidor deixa para comprar em cima da hora, acaba não tendo tempo para pesquisar preços e, consequentemente, desembolsa mais. Sem mencionar o risco dele não encontrar o produto desejado e ter que optar por um bem mais caro, comprometendo o orçamento”, explica Kawauti.

Os especialistas do SPC Brasil alertam para o que consumidor, movido pelo estresse e pela empolgação, não acabe fazendo compras sem necessidade. “Na pressa por garantir todos os itens da lista e para não deixar ninguém sem presente, o consumidor acaba dando menos importâncias aos detalhes e cede às compras impulsivas. Sem falar no estresse ocasionado pelas longas filas nos caixas e pela dificuldade para encontrar vaga nos estacionamentos”, adverte. O ideal, segundo a economista, é fazer uma lista de todos os presenteados e levar o dinheiro contado que se quer gastar. Dessa forma, não há perigo de exceder o valor previsto.

IPTU, IPVA e material escolar

A economista lembra que após os gastos com as festas de fim de ano, os consumidores são obrigados a arcar com o pagamento de compromissos sazonais de alguns tributos como IPVA, IPTU, seguro do carro e material escolar, o que juntos pressionam o orçamento doméstico.

“Uma dívida feita sem planejamento pode comprometer o orçamento de muitos meses. O efeito imediato das compras impulsivas e não planejadas realizadas no período natalino é a inadimplência, pois somente depois que as contas de início de ano chegarem é que o consumidor vai se dar conta de que o salário não será suficiente para cobrir a soma de todas as parcelas dos presentes comprados”, alerta a especialista.

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