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Aumento das compras em sites internacionais prejudica desempenho do varejo nacional, aponta FecomercioSP

Em 2016, 21,2 milhões de brasileiros compraram em sites internacionais. É o que aponta a 35ª edição do relatório bianual WebShoppers desenvolvido pela Ebit. Entre os destaques deste ano estão os dados da pesquisa Cross-Border, que avaliou o comportamento de compras em sites internacionais.

Se em 2015, 54% dos consumidores afirmaram ter comprado em sites internacionais, em 2016, mesmo com um cenário cambial não muito favorável, onde a cotação do dólar ultrapassou a casa dos R$ 4 nos primeiros meses do ano, o quadro se manteve estável e esse número alcançou 53%. Foram gastos em torno de R$ US$ 2,4 bilhões em sites fora do País, um crescimento de 17% frente ao ano de 2015.

Segundo dados da Ebit, o fator determinante para o crescimento do faturamento das compras em sites internacionais, em 2016, foi o aumento do número de consumidores. Em compensação, caiu a frequência da média de compras por consumidor, passando de 3,8 para 3,7. Por outro lado, o gasto individual dos compradores (tíquete médio) permaneceu estável, registrando US$ 35,69.

Para Pedro Guasti, presidente do Conselho de Comércio Eletrônico da Pedro Guasti e CEO da Ebit, o aumento das compras em sites internacionais pode ser prejudicial para alguns varejistas nacionais: “Existe uma concorrência desleal em favor das empresas estrangeiras pelo fato de grande parcela dos produtos atravessarem as fronteiras sem recolhimento de impostos de importação, o que os torna muito mais baratos se comparados com os nacionais”, afirma.

De acordo com o relatório, os sites chineses, como o Aliexpress.com, ainda dominam a preferência dos compradores on-line (45%). Já a Amazon.com, que deteve 40% das preferências, ficou em segundo lugar e ultrapassou o Ebay, (26%). O único site que apresentou aumento em relação ao ano anterior na preferência do consumidor foi a Apple (Internacional) que alcançou 10%.

Entre as categorias mais compradas em sites internacionais, podemos destacar Eletrônico (34%), Informática (25%), Moda e Acessórios (24%) e Telefonia e Celulares ( 18%). De acordo com o relatório, outra categoria que apre¬sentou crescimento expressivo foi a de acessórios automotivos, que ganhou três pontos porcen¬tuais em 2016. Traçando um pa¬ralelo com as compras em sites nacionais, o aumento no fatura¬mento em 2016 foi impulsiona¬do pela retração nas vendas de veículos novos e a consequente necessidade de realizar manu¬tenção na frota de automóveis usados (crescimento nominal de 58% em relação a 2015).

Segundo Guasti, o que leva os brasileiros às compras internacionais virtuais é o preço mais baixo dos produtos. Em alguns casos essa diferença chega a superar os 80%, o que faz o consumidor muitas vezes preferir comprar e esperar a entrega em um período muito superior se comprasse em sites nacionais. O segundo fator mais importante são novos lançamentos ou produtos que ainda não estão disponíveis no Brasil.

De acordo com o WebShoppers, em 2016, 79% dos consumidores afirmaram ter recebido o produto no prazo prometido, sendo que a média para entrega chegou a 36 dias.

Fiscalização

Pedro Guasti acredita que para o e-commerce brasileiro concorrer de forma justa com o mercado internacional, a Receita Federal deveria implementar um sistema de fiscalização mais rigoroso obrigando a todos que compram fora pagar imposto de importação. Além disso, as empresas estrangeiras que vendem no Brasil deveriam oferecer os mesmos direitos de empresas locais como garantia, troca, devolução e direito de arrependimento.

Mesmo com a alta do dólar, 67% dos brasileiros entrevistados continuam comprando em sites internacionais, mesmo porcentual apresentado em 2015 e alegam que o preço mais baixo é a principal razão para realizar as compras.

Além disso, outros fatores que contribuíram para as compras em sites internacionais foram frete e impostos. Mais da metade dos entrevistados não pagaram frete (52%), enquanto 53% afirmaram que não pagaram impostos em sua última compra internacional em 2016.

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Brasileiros gastam US$ 2,02 bilhões em sites estrangeiros em 2015 apesar do dólar alto

US$ 2,02 bilhões. Foi quanto 14,9 milhões de brasileiros desembolsaram em 2015 em compras em sites internacionais, apesar da alta do dólar. Essa cifra é 18% maior do que a contabilizada em 2014. O número de compradores também aumentou. Segundo dados do 33º Webshoppers, 11 milhões de consumidores únicos efetuaram compras online em sites estrangeiros em 2014 – 36% a menos que em 2015. Cartões de crédito intrnacionais e PayPal foram a opção de pagamento de 89% dos consumidores crossborder.

“O faturamento das transações crossborder teve muito mais a ver com o aumento do número de compradores do que com o valor do tíquete médio”, explica Ludovino Lopes, presidente da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net). “Pensando no valor do dólar, o brasileiro comprou produtos de menor valor, mas mais vezes (em média 3,8 aquisições por comprador)”. Tanto que o valor do tíquete médio das compras internacionais de 2014 para 2015 apresentou queda de 26,7% (de US$ 48,36 para US$ 35,46).

Os sites chineses continuam sendo os preferidos dos brasileiros. Eletrônicos, Moda & Acessórios, Informática, Telefonia & Celulares, e Livros lideram o ranking das categorias preferidas pelos consumidores nacionais. No entanto, Moda & Acessórios foi a que apresentou a maior queda de 2014 para 2015: -3,7%. Já Livros teve alta de 7,7% de um ano para outro.

O relatório Webshoppers analisa a evolução do e-commerce, tendências, estimativas, mudanças de comportamento e preferências dos e-consumidores, traçando um perfil do setor. É realizado pela E-bit com apoio da camara-e.net e outras entidades e associações.

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Em um ano, número de brasileiros em sites de e-commerce estrangeiro já é 49% maior

Chegou a 11,7 milhões em setembro de 2014 o número de internautas brasileiros que navegam em sites estrangeiros de comércio eletrônico de produtos importados. O número já é 49% maior que o apurado um ano antes e representa 21% do total de internautas do mês. A informação é da pesquisa mensal de audiência da internet brasileira MediaView, da Nielsen IBOPE, realizada entre internautas com computadores de casa ou do local de trabalho. Os sites estrangeiros de e-commerce com maior audiência entre internautas brasileiros são chineses, já figurando entre os maiores da categoria lojas de varejo.

Assim como nas páginas das outras lojas do comércio eletrônico brasileiro, os internautas das classes A e B também compõem a grande maioria dos visitantes frequentes dos sites de e-commerce estrangeiro, com 78% de participação, segundo a pesquisa MediaView.

Jovens da classe C e adultos e idosos da classe AB navegam mais nesses sites
A análise dos usuários por classes e por faixas etárias mostra que, enquanto nos segmentos C, D e E os visitantes são mais jovens, nas classes A e B eles têm uma concentração maior de pessoas de 35 anos ou mais de idade. Em setembro, 17% dos visitantes de e-commerce estrangeiro da classe AB tinham 50 anos ou mais. No grupo CDE, 5% estavam nessa faixa de idade.

Mulheres têm maior consumo de páginas
Apesar de os homens apresentarem uma participação maior nesses sites, as mulheres mostram uma média de consumo mais intensa. Em setembro, os homens eram 59% do total de visitantes únicos, o que correspondia a uma cobertura de 23% dos homens presentes no total da internet brasileira no mês. Mas as mulheres abriram bem mais páginas e passaram mais tempo. No mês, em média cada mulher somou mais de 51 minutos de navegação nesses sites e abriu 62 páginas.

Grande parte dos visitantes chega às páginas dos sites chineses a partir de pesquisas feitas em buscadores, segundo o analista da Nielsen IBOPE José Calazans. “E as páginas mais visitadas pelos brasileiros são as de roupas femininas e seções de compras por atacado”, informou o analista.

Total da internet
Em setembro de 2014, o tempo de uso e o número de usuários ativos da internet brasileira em casa ou no local de trabalho diminuiu em relação ao mês anterior. O número de usuários únicos caiu 6,9%, ao passar de 60 milhões em agosto para 55,9 milhões em setembro.

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