Tag robôs

ZOOM lança a Liga de Futebol de Robôs

Baseada na metodologia do aprender fazendo, a Liga de Futebol de Robôs é a nova oficina de aprendizagem ativa desenvolvida pela ZOOM education for life, que promete transformar as aulas em torneios do esporte mais amado no Brasil, o futebol. Antes de entrar em campo, os craques da bola serão construídos e programados pelos próprios alunos durante a oficina. Unindo criatividade, lógica, senso critico e conteúdo de disciplinas fundamentais, os programas educacionais da ZOOM visam formar alunos mais preparados e capacitados para os desafios do dia a dia.

Voltada para alunos de 8 a 13 anos de idade, dos níveis de ensino Fundamental I e II, a Liga de Futebol de Robôs se aplica às disciplinas de STEM, trabalhando conteúdos e competências que estimulam curiosidade, pensamento crítico, um melhor entendimento da ciência, e uma maior autoconfiança na resolução de problemas em um contexto de trabalho em grupo. “Desenvolvemos um projeto que pudesse unir, de forma lúdica e desafiadora, a paixão nacional pelo futebol com a robótica e as experiências em competições. Ao final dos processos de construção e programação dos robôs jogadores, os estudantes se dividem em equipes de quatro para iniciarem uma partida de futebol manipulando os robôs por controle remoto”, explica Marcos Wesley, fundador e CEO da ZOOM.

A ZOOM já fechou parceria com o Torneio Brasil de Robótica, incluindo a Liga de Futebol de Robôs como modalidade da edição de 2019. “Nosso objetivo é, em três anos, ter a oficina inserida em 1000 escolas, impactando cerca de 300 mil alunos”, informa Marcos. Vale lembrar que a ZOOM é parceira do Instituto Neymar Junior para promover a disseminação de ciência e tecnologia por meio das oficinas realizadas e de aulas de robótica no Instituto.

A Liga de Futebol de Robôs é uma experiência de aprendizagem ativa de curta duração e prepara os alunos para outros programas regulares extracurricular da ZOOM, o Genius e o Roboter. O investimento para a escola será em torno de R$ 150,00 por aluno, durante 4 horas de participação da oficina/torneio. “A nossa ideia é que a atividade dure toda uma tarde na escola, tornando-se um grande torneio de futebol com medalhas e troféu para as equipes vencedoras”, finaliza o CEO da ZOOM.

Montando e escalando os times

Nas oficinas da Liga de Futebol de Robôs são utilizados os kits da LEGO Education WeDo 2.0 (Kids) e Mindstorms EV3 (Teen) e aplicativos de programação para controle dos robôs.

Organizados em grupos, os alunos exploram os kits da LEGO, discutem e planejam qual a melhor maneira de montar os robôs. Nessa etapa, eles ficam diante de desafios que estimulam criatividade, lógica, senso critico e conteúdo. Um exemplo comum nesta fase é que diferentes designs afetam o produto final, a relação entre velocidade e controle, eficiência, entre outros.

Com os robôs montados, os alunos aprendem a programar utilizando o aplicativo. Trabalhando com fluxogramas e simulação de cenários, as crianças assimilam conceitos essenciais de programação, sabendo também como ajustar eventuais falhas e aplicar melhorias. Então, a próxima etapa é a competição. Organizados em times, os alunos se revezam no controle dos jogadores, entrando em campo até que seja coroado o campeão.

Tags, , , , ,

Gestora cria robô para otimizar processos de investimentos

A GEO Capital, gestora brasileira com foco em investir, exclusivamente, em ações globais fora do País, está criando e treinando um robô com tecnologia própria capaz de sintetizar e sistematizar todas as variáveis fornecidas pelo time de análise. O objetivo da nova tecnologia é de compilar os critérios de qualidade das empresas e valuations projetadas e, frente aos preços de mercado, auxiliar a tomada de decisão para a construção do portfólio da gestora.

O mandato da GEO consiste em encontrar empresas de qualidade e investir nessas empresas quando estiverem negociadas abaixo do valor intrínseco calculado. “O nosso algoritmo hoje em dia é capaz de sintetizar e classificar todas as informações que fornecemos das análises, monitorar os preços das ações e nos fazer sugestões de compra e venda”, diz Gustavo Aranha, sócio da gestora.

As análises e decisões, porém, continuam sendo de responsabilidade do time. A equipe conta com 15 pessoas para tocar a operação de toda essa estratégia de investimentos. “Nós cobrimos um universo de 60 empresas e as acompanhamos de forma constante. Por conta disso, estamos em um movimento de ‘algoritmizar’ algumas etapas do processo, pois assim podemos focar nossos esforços na parte de análise”, completa Gustavo.

Tags, , , , ,

Quando vamos efetivamente aceitar os robôs?

Por Vinicius Maximiliano

Relatório recente do Banco Mundial alerta que, se os trabalhadores do Século 21 pretendem competir com as máquinas, é melhor reduzirem salários, cortar direitos trabalhistas e tornar custos humanos mais “baratos”.

Particularmente, sou um dos que o relatório produzido pelo Banco Mundial no dia 20 de abril de 2018, chama de “criadores de cenários catastróficos”. Esse apartado é importante pois, as opiniões que expressarei aqui levam em consideração essa “pecha” criada pelos estudiosos do Desemprego do Século 21.

Interessantíssimo observar que, gradativamente, órgão oficiais, que até há pouco tempo, sinalizavam que existia um exagero sobre a ascensão da tecnologia sobre o trabalho humano, comecem a divulgar, em doses homeopáticas, novos relatórios com análises “já não tão boas” sobre o futuro do trabalho.

Continuam a insistir que não precisamos nos preocupar com a tecnologia ascendente na substituição dos trabalhadores humanos e baseiam-se nos estudos de grandes e brilhantes escritores e analistas DO PASSADO, para fundamentar que, apesar de todos os alardes, nada foi como previram esses “catastróficos”. Concordo!

Realmente, nos séculos anteriores, as previsões relativas as 3 revoluções industriais pareciam exageradas e traziam consigo muito mais um discurso de resistência socialista, em contraposição a exploração humana pelo capital e o trabalho. Marx, Keynes… todos “supervalorizaram” os danos, para justificar os prejuízos. E naquela altura, o recurso aplicado e a ruptura de mercado causada comportavam tais discussões nesse âmbito. O mundo era menor, a globalização ainda era um conceito e a conectividade humana muitas vezes não ultrapassava as cartas manuscritas entre as pessoas.

Será que algo mudou para o mundo de hoje? Será que o trabalho, como o conhecemos, sofreu mudancas impactantes? Sinceramente, tentaremos explicar um fenômeno nunca antes vivenciado pela humanidade, sob a ótica dos estudiosos que igualmente não vivenciaram nossa atual (e dura!) realidade? Em que medida isso agrega valor, esclarece o cenário e alinha o futuro? Olhar para a frente, pelo retrovisor, não parece uma atitude lógica…

E é isso que tenho visto! Desde que iniciei uma página específica sobre o Desemprego no Seculo 21, tenho dedicado algum tempo a refletir e buscar matérias e estudos que possam ajudar o mercado a explicar e a se preparar para esse impacto social. Afinal, desemprego, seja qual for a maneira como ele foi gerado, é uma questão social! Mas nem sempre compreendem a finalidade.

Em uma outra oportunidade, tive de esclarecer em um dos posts da página, que não sou contra os robôs, tampouco sou socialista ou comunista ou o que quiserem me chamar, que defende que tudo precisa ser proibido para que se preservem os empregos. Que era “hipocrisia minha falar de desempregos causados pela tecnologia postando do meu Iphone”… ledo engano!

Minha posição é justamente trazer reflexões sobre os impactos da tecnologia no mundo do trabalho e que estão acontecendo de forma silenciosa, sem que Governos e Instituições se deêm conta de que, o agora, é bem diferente dos escritores e revolucionários dos séculos passados.

Pensar as consequências e malefícios que a adoção e crescimento desenfreado das tecnologias terá sobre o trabalho assalariado é uma questão de política pública!

Não é “drama, catástrofe ou exagero”, é vida real, entendem? Afinal, querendo ou não, os robôs estão ai, chegando e tomando espaço: quando iremos aceitar a realidade? Quando iremos aceitá-los?

É muito bonito falar sobre os “pequenos” impactos que a robotização, a I.A. e a automação inteligentes trarão ao mercado, para quem esta EMPREGADO. Porém, tente vender o mesmo discurso para o pai ou mãe de família que acabou de perder seu emprego porque o “robozinho” novo da fábrica trabalha 24h por dia e produz o mesmo que 20 trabalhadores ao mesmo tempo, com erro e desperdicio praticamente zero, sem regras trabalhistas ou exigências burocráticas insustentáveis. Apenas a título de sugestão, assistam um trecho do filme “A fantástica fabrica de chocolate”, quando o pai do protagonista é substituído na colocação de tampas de pasta de dentes…

Na vida real, os robôs já estão tomando conta dos trabalhos.

As evidências estão ai… só não estamos prestando atenção nelas porque o ganho de agilidade, conectividade e conveniência estão enchendo os olhos do mercado, mas basta olhar em volta. Bancos estão se desintegrando fisicamente, demitindo milhares de pessoas. Fábricas automotivas, que já foram a locomotiva de geração de empregos mundo afora, demitem e reduzem a cada ano, enquanto mantêm a produção e a melhoria contínua dos carros. Call centers praticamente se tornaram uma salinha com um super servidor com assistentes virtuais e “bots” que respondem a praticamente tudo!

E isso é só o começo! Eu sou um entusiasta da inteligência artificial e tenho visto projetos que vão do maravilhoso ao estarrecedor! Não sou um pesquisador, sou apenas um curioso! Mas existem estudos para otimizar praticamente TUDO que fazemos em forma de trabalho hoje (pelo menos da forma como o conhecemos). Alguns estudos ainda mais embrionários, mas que na teoria da evolução dos sistemas e algoritmos, serão possíveis em pouquíssimo tempo. A China tem demonstrado que, um bom banco de dados, um governo autoritário e sistemas de inteligência artificial, podem ser utilizados para controlar uma sociedade de maneira muito mais eficaz do que por leis antiquadas.

Algumas coisas me causam tanta preocupação, que sempre compartilho reportagens que mostram setores de mercado que estão desenvolvendo tecnologias para que não dependam de mão-de-obra humana direta. E isso é fato, não é estudo teórico! Não é alarde, é evidência! Porque resistimos tanto em aceitar que a vida real passa pela aceitacão dos nossos novos parceiros de trabalho?

Vejo em vários eventos que participo, dezenas de palestrantes dizendo que o número de empregos que SERÃO (sim, no futuro do presente do indicativo!) gerados pelas tecnologias e robóticas vindouras, serão maiores do que o desemprego causado. Um discurso bastante parecido com esse do Banco Mundial, de que com o tempo, tudo se ajeita! E tenho sempre aproveitado o gancho para questioná-los das evidências, dados e análises que fundamentam isso. Em sua maioria, deixam a pergunta em aberto… ou se remetem, novamente, aos críticos da evolução das maquinas do passado…

Esse último relatório do Banco Mundial é um alerta velado, mas um alerta!

Talvez por politica interna eles não possam ou não devam criar alarde, mas na prática, dizer que “é melhor reduzir salários para que os trabalhadores possam competir com as maquinas”… meu amigo, tem coelho nesse mato! E uma instituição da envergadura do Banco Mundial tem sim o potencial de causar preocupação em governos do mundo todo. Afinal, você, ai na sua vida, no seu dia a dia, tem visto alguma política pública, ou alguém da estrutura estatal, apresentando projetos ou falando como vai lidar com essa questão?

Todos sabemos em sã consciência que não podemos COMPETIR com máquinas. Temos sim de nos UNIR a elas… mas disputar espaço… é entrar em campo já com 7×1 no placar inicial contra! E mais: o desemprego atual já está praticamente impossível de ser revertido, não só no Brasil como no mundo todo. Aqui, o índice entre 12 e 13 milhões praticamente ja integrou as estatísticas… e ninguem sabe como resolver, a verdade é essa! As possíveis soluções são as de sempre: aquecer a economia para gerar empregos… só que ninguém diz COMO.

Políticas educacionais que criem capacitação de curto prazo, em habilidades específicas e de treinamento de máquina (sim, podemos ser bons “treinadores” para robôs!) seriam bem vindas. Mas para isso, os atuais gestores teriam que se preocupar menos em dar benefícios sociais, aceitar o fato de que o desemprego é endêmico e preparar as pessoas para o mundo real que nos aguarda, e que está bem perto.

Querendo ou não, só na educação estruturada poderemos encontrar algum alento a essa dura realidade e tornar, aí sim, seus impactos menores. Fora isso, ao menos diante dos estudos que tenho visto até hoje, continuamos olhando o cenário com “romantismo” exagerado, ancorando nossa segurança nos erros de previsões do passado… e um passado bem diferente da nossa atual realidade.

É mais ou menos assim: eu não acredito em bruxas, mas que elas existem, existem!

Vinicius Carneiro Maximiliano é advogado corporativo e gestor contábil. Com MBA em Direito Empresarial pela FGV e especialista em Direito Eletrônico pela PUC/MG, atuou como advogado de Propriedade Intelectual no Brasil para a Motion Picture Association (MPA), Associação de Defesa da Propriedade Intelectual (ADEPI) e também para a União Brasileira de Video (UBV). Em seguida, foi gestor de projetos especiais na Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES) – e Business Software Alliance (BSA). Nomeado pela OAB/SP para a Comissão de Mercado de Capitais e Governança Corporativa. É diretor executivo da Etecon Contabilidade, escritório especializado em questões fiscais e contábeis para empresas tradicionais e da nova economia digital. Autor do livro “Dinheiro na Multidão” – Oportunidades x Burocracia no Crowdfunding Nacional”, obra em que analisa o mercado de financiamento coletivo no Brasil e as questões fiscais e burocráticas que podem impactar esse segmento de mercado.

Tags, ,

Tecnologia Festo vence competição de Design na Alemanha

A Festo, multinacional alemã líder em automação industrial, foi vencedora do The German Design Award 2018, um dos prêmios de Design mais importantes do mundo. A Festo levou Ouro para o BionicCobot, por um Design de Produto Bem-sucedido.

O BionicCobot é um braço robótico, similar à um braço humano, que une design e engenharia. A sua grande flexibilidade de operação e cuidado nos detalhes são os elementos que o tornam tão diferenciado. Além disso, para seu funcionamento, o BionicCobot utiliza o inovador produto Motion Terminal.

De acordo com Dr Elias Knubben, Chefe do Projeto Bionics, o BionicCobot foi desenvolvido com um design suave. “Os anéis de luz de LED permitem uma comunicação simples de indicação dos estados específicos do robô, como “ativo”, “erro detectado”, “risco de colisão”, que possibilita ao operador intuitivamente entender a máquina”, afirma o executivo.

[embedyt] http://www.youtube.com/watch?v=54u3H69tcgM[/embedyt]

Tags, , , , , ,

Robôs de atendimento ultrapassam a barreira do texto e chegam ao entendimento de áudio

A Hi Platform, player no mercado de plataformas digitais para o relacionamento ao consumidor, anuncia novas funcionalidades ao seu produto carro-chefe, o chatbot. Uma delas é o Speech To Text.

Já aberta ao mercado, a novidade permitirá ao consumidor enviar qualquer pergunta no formato de áudio, que será convertido em texto pelo robô. Dessa forma, o cliente não precisará digitar a pergunta durante o atendimento, assim como acontece com as interfaces que são ativadas via voz, como Apple Siri e Amazon Echo.

“Estamos permitindo que as empresas tenham a sua própria “Siri” nas plataformas de atendimento ao consumidor. A interação homem-máquina por meio da voz já é uma tendência de futuro. As pessoas usam cada vez mais esse recurso para interagir com os aplicativos. Segundo o Google, mais de 20% das buscas feitas em smartphone são realizadas pela voz. Isso aproxima mais as empresas de seus clientes e fornece um canal muito confortável de resolutividade para as demandas”, explica Alexandre Bernardoni, diretor de produto e sócio-fundador da Hi Platform, também membro da Associação Brasileira de Inteligência Artificial (ABIA).

A Hi Platform é uma empresa oriunda da fusão entre a Direct Talk (existente há 16 anos no mercado brasileiro de tecnologia para atendimento ao consumidor) e a Seekr (especializada em monitoramento de redes sociais). A companhia é a maior plataforma de relacionamento com o consumidor, contabilizando mais de 800 clientes, e pioneira na implantação da tecnologia de chatbots no Brasil. Em 2017, contabilizou 150 milhões de atendimento via chatbot para mais de 70 clientes. Hoje, a empresa desenvolve um motor próprio de processamento de linguagem natural que opera em três línguas para duas áreas principais: atendimento, para desafogar o SAC tradicional por telefone e chat humano; e vendas. A expectativa é quadruplicar o faturamento nos próximos quatro anos.

Tags, , , , , , , ,

As empresas estão preparadas para os robôs?

Por Solemar Andrade, VP Executivo da Plusoft

Manter a eficiência dos processos operacionais internos (backoffice) nas empresas é um dos grandes desafios para os gestores. Longe da visão dos clientes, esse setor é muito importante por garantir a operacionalidade dos negócios, cuidando dos detalhes que envolvem, por exemplo, a venda, o acionamento de estoque e a logística para a entrega do produto. Procedimentos mal realizados afetam de maneira significativa os resultados e geram prejuízos financeiros e, principalmente, de imagem.

Diante do recente processo de migração para a Indústria 4.0, a chegada do Robotic Process Automation (RPA) é uma importante ferramenta de apoio às organizações que diariamente devem produzir em grande escala e garantir excelência nos processos internos. Atualmente, estamos vivendo a quarta revolução industrial e os robôs são os novos responsáveis por disponibilizarem, de maneira assertiva, recursos operacionais ágeis e que proporcionam melhorias administrativas, produção e, principalmente, uma redução de até 40% nos custos processuais que ocorriam com retrabalhos ou perda de prazos. Parte da mão de obra, que antes era utilizada para funções repetitivas e chatas, foi redirecionada para tarefas estratégicas, valorizando ainda mais o intelecto profissional.

A pesquisa Projeto Indústria 2027, que avalia os impactos de inovações como Internet das Coisas (IoT) e Inteligência Artificial (IA) na competitividade do produto nacional, revela que 21,8% das indústrias brasileiras projetam ter sua produtividade totalmente digitalizada nos próximos dez anos. O resultado é muito significativo para o Brasil porque, atualmente, apenas 1,6% das empresas avaliadas afirma estar no processo de migração para a Indústria 4.0.

A implementação do RPA é uma estratégia relevante no processo de modernização industrial. Seja no modelo de serviço em Nuvem ou pela gestão na própria infraestrutura das empresas, os robôs oferecem agilidade nas tarefas internas, proporcionado por um modelo de trabalho ininterrupto (24×7) e com interação a diferentes sistemas em uma infraestrutura de TI. A solução traz excelência no cumprimento dos contratos de qualidade que possuem prazo de atendimento preestabelecido (Acordos de SLA – Service Level Agreement), o que significa a transferência de futuros investimentos para ações estratégicas.

Quanto à preocupação dos CIOs em relação aos investimentos para a implementação da plataforma de automação com robôs, o ROI (Retorno sobre Investimento) é uma quebra de paradigma, porque oferece um retorno em curto prazo, de três a sete meses. Antes, quando surgiam novos contratos de clientes e serviços, os gestores de TI sofriam com o aumento de gastos que deveriam realizar para se adaptarem às novas exigências de demandas. Hoje, os robôs têm a capacidade de se adaptarem ao surgimento de novas tarefas, além da possibilidade de se integrarem a novas tecnologias e situações organizacionais diferentes que surgem no ambiente das atividades diárias. Ou seja, a demanda cresce, mas prazos e custos não.

Atualmente, os ambientes de TI organizacionais possuem diversos componentes e sistemas, envolvendo conectividade, virtualização e segurança. Os robôs integram as informações entre as diferentes soluções, tornando o fluxo de comunicação centralizado, dinâmico e sem falhas.

Desde 2016, há um crescimento de aproximadamente dois terços em relação aos anos anteriores na aquisição da tecnologia de robôs no backoffice das corporações brasileiras. A expectativa é que 2018 seja o ano dos robôs. Por isso, é necessário que os gestores de TI não paguem para ver o que acontece e saibam agir com rapidez para se manterem competitivos em um mercado que exige cada vez mais que as empresas sejam organizadas, sem falhas e com excelência.

Tags, , , , , , , , , , ,

Serviço de robô advisor é aposta de corretora de valores mais antiga do mercado

Fundada em São Paulo (SP), em 1927, a Magliano desafia os estereótipos de uma corretora independente com 90 anos de história e aposta nos serviços de robô advisor para ganhar eficiência.

Para trazer a novidade, a corretora fechou uma parceria com a Allgoo, fintech especializada em inteligência artificial para o setor financeiro. A startup foi responsável por desenvolver o novo site e a plataforma de investimentos digital, na qual o cliente poderá ter acesso a diversos produtos, como estrutura de fundos e simulador de carteiras.

“Utilizando uma definição rápida, os robôs advisors são sistemas capazes de fazer planejamento financeiro de uma maneira automatizada. Isso tudo sem intervenção humana e baseado em algoritmos”, conta Luiz Claudio Macedo, CEO da Allgoo.

A partir de um questionário, os robôs automatizados traçam o perfil, os objetivos de curto, médio e longo prazo e a disposição ao risco dos investidores. Além disso, os sistemas são atualizados periodicamente para se adequar aos cenários econômicos, considerando diferentes riscos e prazos de acordo com o objetivo do usuário.

“Utilizando inputs do usuário, esses robôs se tornam capazes de gerar recomendações, balanceamento de portfólio de investimentos e até um planejamento financeiro completo, onde é possível incluir despesas, crédito, poupança, entre outros”, explica.

Tecnologia promissora

Segundo o CEO da Allgoo, os investimentos em tecnologia por parte das corretoras têm sido realmente consideráveis. “As facilidades implementadas pela Magliano Invest são uma forte evidência do quão importante é o uso de canais eficientes de monitoramento de dados, atendimento mais intuitivo, rápido e personalizado, que ofereça mais segurança e confiabilidade para os clientes em um mundo cada vez mais globalizado”.

A partir de 2006 e, desde então, os robôs de investimento vêm ganhando cada vez mais relevância, por ser tratar de um serviço independente. Raymundo Magliano Neto, presidente da Magliano Invest, afirma que a adoção da tecnologia propiciou um grande diferencial para corretora.

“Nosso principal objetivo é transformar a complexa linguagem do mercado financeiro em algo simples, que qualquer potencial investidor que acesse o site consiga entender”. Tendo em vista esse movimento, outro importante passo dado pela corretora foi o novo posicionamento de marca, que passou a receber o nome de Magliano Invest.

O valor inicial de aplicação é de 15 mil reais. Além disso, os investidores da corretora já podem acessar as áreas de cadastro, sugestões de fundos, análises, entre outros.

Se você ficou interessado em conhecer a nova plataforma digital da Magliano Invest, clique aqui.

Tags, , , , , , , , , , , ,

BotChain, da Talla, vai tornar robôs empresariais auditáveis e sujeitos à compliance

Ao anunciar a venda de seu token de utilidade nesta semana, a Talla, líder em software de inteligência artificial (IA) empresarial, informou hoje o desenvolvimento de sua nova rede BotChain. Após dois anos e mais de 2.500 instalações de bots da Talla em várias empresas, a Talla reconheceu a necessidade de bots empresariais serem sujeitos à compliance e de as ações de bots serem auditadas e inspecionadas.

Como a inteligência artificial torna os agentes e bots mais autônomos e o aprendizado de reforço os torna mais imprevisíveis, a necessidade de refrear e capturar suas ações para treinamento, auditoria e compliance se torna mais urgente. O trabalho da BotChain é criar certificados digitais com cada ação do bot e armazenar esses certificados em um blockchain (protocolo de confiança), para criar uma identidade para cada bot. As empresas com chaves de decriptação podem então auditar ou inspecionar esses certificados e isso ajudará a monitorar as atividades dos bots.

“Conforme mais organizações empregam processos robóticos inteligentes, a necessidade pela BotChain só irá crescer. A compliance é extremamente importante para grandes empresas”, disse o ex-CTO de blockchain da Ernst and Young, Michael Maloney. Sua declaração foi repercutida por Chris Curran da PricewaterhouseCoopers (PwC): “Conforme os processos de bots crescem dentro das organizações, faz sentido que eles estejam sujeitos a riscos e exigências de compliance, tal como qualquer outro trabalhador”.

Isso se torna crescentemente importante, porque os bots começam a manejar fluxos de trabalho que requerem certificação, como HIPAA, SOC2, etc. A BotChain permite aos editores confirmar que os bots estão em conformidade com as exigências desses fluxos de trabalho. A BotChain também gerencia o registro e a identificação de bots.

“Os bots estão começando a ser falsos. Os hackers os estão usando para roubar informações e, por causa disso, a identidade do bot está se tornando rapidamente um problema. A BotChain é uma solução de identidade para bots, de forma que conforme os humanos interagem com mais bots ou os bots interagem entre si, eles podem estabelecer confiança rapidamente”, disse o CEO da Talla, Rob May.

A BotChain fornece sistemas críticos para qualquer um que use produtos alimentados por inteligência artificial, bem como para aqueles que os desenvolvem. Por exemplo, usuários finais de qualquer sistema autônomo, alimentado por inteligência artificial, irá ganhar um caminho auditável de interações e decisões tomadas, efetuado ao reciclar informações sobre cada tarefa de agente no blockchain, de forma que é imutável. As identidades dos bots são verificadas com certeza para os humanos que os usam e para outros bots, impedindo uso de IP falso (spoofing) e spamming de bots.

Desenvolvedores, empresas e indivíduos irão precisar de Botcoins, o token da BotChain, para fazer transações. A venda de tokens é uma forma de colocar tokens no mercado no lançamento. Já é previsto que dos tokens inicialmente criados, 50% serão vendidos ao público e aqueles que não forem vendidos serão queimados. Além disso, está previsto que 20% dos tokens serão reservados para os parceiros, consultores e desenvolvedores da BotChain. Os termos da venda de tokens de utilidade da BotChain permanecem sujeitos à mudança. As empresas interessadas em aproveitar a BotChain devem contatar a Talla, para saber mais, em hello@talla.com.

Tags, , , , , , , , , ,

RoboFEI é campeão latino-americano e brasileiro de robótica

A equipe RoboFEI do Centro Universitário FEI participou da Competição Latino-Americana e Brasileira de Robótica, em Curitiba, no Paraná. O projeto foi campeão em duas categorias: o futebol de robôs humanoides e @Home, com a robô Judith. Com este título, Judith tornou-se bicampeã latino-americana e brasileira de robótica. Atualmente, o RoboFEI possui um dos melhores desenvolvimentos em robótica móvel e inteligente do País.

RoboFEI

O projeto RoboFEI existe desde 2003, quando começou a projetar, desenvolver e aprimorar projetos de robótica para competir nas categorias de futebol de robôs da IEEE e RoboCup. Desde então, o projeto cresceu e foi muito além de simplesmente criar um time de robôs que disputa uma partida de futebol. Sua intenção é, e sempre foi contribuir para o avanço científico e tecnológico dos alunos de graduação e pós-graduação do Centro Universitário FEI.

Juntamente com os programas de mestrado e doutorado em Inteligência Artificial Aplicada a Automação (IAAA), o projeto RoboFEI hoje agrupa alunos de graduação dos cursos de Ciência da Computação, Engenharia de Automação e Controle, Engenharia Mecânica, além de alunos de mestrado e doutorado em Engenharia Elétrica, aproximando-os dos avanços mais modernos e atuais em inteligência artificial e robótica.

O aprendizado de quem participa do RoboFEI é enorme e vai muito além do aprendido em sala de aula. Além disso, o contato dos alunos de graduação com os de mestrado e doutorado, e vice-versa, cria um ambiente favorável ao desenvolvimento científico e tecnológico que perdura e gera resultados ao longo de anos. Não à toa que hoje a FEI possui um dos melhores desenvolvimentos em robótica móvel e inteligente do País, e este avanço é cada vez maior a cada ano que passa.

O RoboFEI participa da Competição Brasileira de Robótica (CBR) desde a sua primeira edição, em 2003. Atualmente, as equipes competem nas categorias que demandam os mais avançados robôs, sendo uma das maiores vencedoras das competições que participam.

Judith @Home

Judith foi desenvolvida em 2015 como uma iniciativa da área de Interação Humano-Robô nos projetos de robótica da FEI. O objetivo do projeto é oferecer suporte às pessoas em residências, como por exemplo, ajudar nas tarefas de pessoas com baixa mobilidade. Sendo assim, Judith possui um conjunto de sensores como laser, ultrassons, infravermelhos e câmeras que permitem identificar em qual ambiente ela se encontra, reconhecer pessoas e objetos. Além disso, também é capaz de abrir portas, pegar utensílios e realizar demais movimentos no processo interativo com o ambiente e com as pessoas. Coordenado pelo Prof. Plínio T. Aquino Jr., o projeto conta com o trabalho e pesquisa de alunos de graduação dos cursos de Ciência da Computação, Engenharia Mecânica, Elétrica, Automação e Controle, alunos e professores do mestrado e doutorado em Engenharia Elétrica. Ano passado, a Judith ganhou o primeiro lugar na Competição Latino- Americana e Brasileira de Robótica.

Humanoide

Esta linha de pesquisa foca no desenvolvimento de robôs humanoides, com estudo e desenvolvimento de otimização de passos, métodos de estabilização, visão e localização, raciocínio de alto nível, entre outros. Os humanoides também participam da RoboCup e jogam futebol, além de servirem como excelente plataforma de pesquisas avançadas e de ponta em nível mundial. A equipe RoboFEI é bicampeã latino-americana e brasileira nesta categoria, e figurou entre as melhores equipes de robôs humanoides do mundo, em 2016.

Small Size League

O objetivo principal desta categoria é desenvolver a colaboração entre robôs autônomos e inteligentes. O ambiente aplicado é um jogo de futebol entre robôs. Seu foco é fazer com que os robôs joguem em conjunto executando e desenvolvendo passes e dribles, sistemas de ataque e defesa, estratégias de acordo com os movimentos do oponente. A equipe do RoboFEI, nesta categoria, é hexacampeã brasileira, tetracampeã latino-americana e já figurou entre as oito melhores equipes do mundo na RoboCup internacional, junto com equipes do Japão, Alemanha, EUA, entre outros.

Tags, , , , ,

ZEN investe na automação do parque fabril com foco na Indústria 4.0

Com o pensamento sempre à frente, buscando atender ao mercado com cada vez mais qualidade e eficiência, a ZEN está se preparando para ingressar no mundo da Indústria 4.0, também chamada de Quarta Revolução Industrial, onde tudo funciona de forma conectada e integrada. Para isso, a fabricante de autopeças catarinense investiu, nos últimos quatro anos, cerca de R$ 40 milhões para a renovação do seu parque de máquinas. A ideia é aplicar R$ 36 milhões nos próximos três anos para aprimorar os seus processos de manufatura com a compra de novos equipamentos e na interligação e comunicação dessas tecnologias.

“Desde 2013, a ZEN passa por uma verdadeira transformação para encarar essa nova realidade. Na primeira etapa, que foi até 2015, nos organizamos para reduzir as instabilidades do processo produtivo. Do ano passado até agora, estamos promovendo uma verdadeira mudança no lay out da fábrica”, explica o diretor industrial, Eduardo Bertolini. “Tudo irá funcionar de acordo com o fluxo de materiais e fabricação das peças. A sequência seguirá uma lógica que permitirá que a produção seja mais rápida e eficiente. Nosso plano diretor prevê que a reorganização da unidade esteja concluída até 2020”, completa.

Hoje, a empresa conta com dez robôs que podem trabalhar conectados, já preparados para serem integrados e se comunicarem. Também foram feitos investimentos em sistemas automáticos de montagem com dispositivos autônomos de identificação de falhas, que se comunicam com o cérebro da máquina, garantindo informações e estatísticas do processo. Estas tecnologias foram implantadas nos processos de conformação, usinagem e retífica e nas linhas de montagem de impulsores de partida e polias para o mercado original.

Nestes dois últimos setores, os equipamentos são capazes de identificar as dimensões da peça e checar se houve falta ou troca de componentes. Caso tenha ocorrido uma falha, esse item é segregado para que não chegue ao cliente. “Todos os dados são armazenados num banco que nos permite rastrear todo o processo e agir preventivamente para evitar desvios de produção”, afirma o executivo.

De acordo com Bertolini, a modernização da fábrica, aliada ao Sistema Lean, já está trazendo resultados positivos: a produtividade aumentou em 45% nos últimos quatro anos e o índice de satisfação do cliente, que era de 77% em 2013, saltou para os atuais 94%. Além disso, nesse mesmo período os problemas com a não qualidade caíram de 5% para 0,9% e o On Time In Full (indicador que monitora a performance de entrega dos produtos) é de 100% no mercado original. “Isso quer dizer que entregamos os pedidos no tempo certo e na quantidade correta”, explica o diretor industrial.

Dentro de casa

Ao mesmo tempo em que investe na modernização das máquinas, a ZEN dá atenção especial ao treinamento e capacitação profissional de seus colaboradores para prepará-los a atender às novas exigências do mercado e atuarem dentro do conceito de manufatura avançada. Recentemente, um grupo de profissionais de diversas áreas, como Engenharia, Logística e Manutenção, passou por um treinamento sobre Manufatura 4.0 – o segundo curso já está em fase de planejamento.

Além disso, há dois anos a empresa criou um laboratório eletrônico onde as equipes de Tecnologia da Informação e Manutenção desenvolvem um sistema de software interligado a sensores para que as máquinas se comuniquem informando, por exemplo, o ritmo ou uma parada de produção. “Ainda este ano, pretendemos lançar um projeto piloto para testar o funcionamento dessa ferramenta, que irá garantir que os equipamentos emitam informações em tempo real, propiciando melhores tomadas de decisões”, diz Bertolini.

Sobre a ZEN

Tags, , , ,

Como os dilemas da inteligência artificial impactam a advocacia

Por Rodrigo Bertozzi

Não tem mais retorno: a inteligência artificial já chegou ao mundo empresarial e social. E ao da advocacia também! Por isso, os advogados têm que se adaptar à essa nova realidade. Para tanto, é necessário mudar o mapa mental do curto prazo com que costumamos nos orientar. Na prática, nossos clientes já estão há tempos lutando para compreender e dominar a tecnologia de cognição em suas operações. E assim, num piscar de olhos, a sociedade está se transformando rapidamente. Não apenas as práticas empresariais, mas a forma como os consumidores adquirem seus serviços mudou muito. O futuro já chegou, mas muitos de nós acreditávamos que essas transformações levariam anos para chegar ao Direito – e ainda mais ao Brasil.

Deste modo, temos a obrigação de racionalizar dois sistemas distintos. O primeiro são as oportunidades que nascem da adoção das tecnologias de cognição nas mais diversas esferas de negócios e de como isso atinge as pessoas. O olhar de curto prazo sugere reunir os advogados do escritório e definir uma nova maneira de analisar o impacto econômico do que está a ocorrer: no tributário, nas relações de consumo, nas fusões e aquisições, enfim, faça a diferença, crie novas abordagens junto aos clientes e construa o espaço para a sua carreira individual ou na advocacia.

A segunda consideração é a mais crucial; até mesmo imediatista. Já ouvi muitos dizerem coisas como “acabou a advocacia; viveremos a era do advogado robô!”. Calma! A inteligência artificial não substituirá o advogado, mas estará ao seu lado para ampliar de maneira incrível as habilidades de pesquisa, escrita e modelos mentais comparativos – redefinindo os conceitos de produtividade a índices de ficção cientifica, criando teias de novas ideias nas mais diversas áreas do Direito moderno.

Essa segunda análise é cheia de nuances. Sim, a tecnologia de cognição irá tirar emprego e função dos profissionais que não atuam em nichos específicos, como advocacia de volume. Jamais vai tirar de todos, mas daqueles menos preparados, infelizmente. Advogados que não têm contato com o cliente (empresarial ou pessoa física) podem deixar de ser estratégicos. Por isso, fiquem alertas! Ai daqueles que nunca se preocuparam em buscar diferenciais na carreira. Que julgam que não é necessário esforço para escrever e dar palestras; ou que não têm tempo para isso – afinal, são coisas de professor… Para estes, a tempestade já começou. Não apenas por conta da inteligência artificial, mas pelo contexto de excesso de profissionais no mercado brasileiro – disparado o maior do mundo. Trabalhos repetitivos, tarefas intermediárias ou simples vão desaparecer em um piscar de olhos!

O que fazer para estar alinhado com o novo olhar

A inteligência de cada pessoa é única, mas não é por isso que pode se dar ao luxo de ignorar o avanço impressionante da tecnologia de cognição no mundo jurídico. Todos os que apostaram contra as revoluções tecnológicas perderam. Deve-se utilizar a tecnologia de cognição para ampliar os horizontes e ter sucesso no mais intrigante desafio dos novos tempos.

Procure se orientar com os melhores profissionais. Desse modo, a inteligência artificial poderá ajudar seu escritório a economizar e também a ganhar fortunas – com menos estrutura e mais inteligência de mercado jurídico, social e econômico. Um novo modo de atender clientes, de realizar pesquisas de um jeito nunca antes imaginado, de apoiar a construção de teses jamais cogitadas, de economizar milhares de horas.

Insisto: o futuro chegou. Então, mexa-se!

Rodrigo Bertozzi é sócio da Selem Bertozzi Consultoria

Tags, , , , , ,

Gastos Globais em Robótica devem atingir US$ 87 bilhões até 2025

Maior parte deste crescimento deve vir do mercado consumidor por causa de aplicativos como veículos autônomos e dispositivos para casa

O mercado global de robótica está crescendo mais rápido que o esperado e deve alcançar US$ 87 bilhões até 2025, de acordo com as novas projeções do The Boston Consulting Group (BCG)

Atualizando sua estimativa anterior, feita três anos atrás, que projetava um alcance de US$67 bilhões, o BCG revisou seus cálculos principalmente por conta do alto crescimento da demanda de consumidores finais. Em sua nova pesquisa Gaining Robotics Advantage, a consultoria projeta um crescimento adicional de US$ 14 bilhões, alcançando US$ 23 bilhões apenas no setor de consumo, uma evolução de 156%.

“Muito do crescimento acelerado virá do mercado consumidor por causa de aplicativos como veículos autônomos e dispositivos para casa”, explica Vlad Lukic, sócio do BCG e coautor do artigo. “O crescimento projetado no setor comercial explica o restante do ajuste – um aumento de 34% para 22,8 bilhões.”

Muitos fatores contribuíram para a necessidade de rever as estimativas. Primeiro, no espaço de apenas um ano, de 2014 a 2015, o investimento privado no espaço de robótica triplicou, de acordo com o BCG. A redução dos juros, que intensifica a queda dos preços, aumentou o avanço e o desenvolvimento de componentes no setor, de uma forma muito maior que observada inicialmente.

Em 2016, a área de robótica vivenciou uma mudança em serviços focados no consumidor, com um grande aumento de companhias do setor focada neste público. Hoje, os robôs podem aspirar e esfregar pisos, limpar calhas, ajudar crianças, fornecer vigilância e segurança doméstica e atuar como acompanhantes e auxiliares de saúde.

Desde 2012, 40% das novas empresas de robótica emergiram no setor de consumo, superando o crescimento nos setores militar, comercial e industrial. O setor militar representou 26% das novas empresas de robótica, o setor comercial 24% e o setor industrial apenas 10%, de acordo com a análise do BCG.

Alison Sander, líder do Center for Sensing & Mining the Future coautor do artigo, conta que todos os setores sentirão os efeitos uma vez que os consumidores começam a comprar robôs. “À medida que as pessoas se tornam mais receptivas aos robôs em suas vidas – abraçando tudo, desde aspiradores de pó de robôs a trabalhadores remotos no escritório – elas começam a exigir mais desses produtos. Isso atrairá mais capital de investimento e impulsará novos avanços nas capacidades de robótica “.

Mel Wolfgang, sócio do BCG e coautor do artigo, observa que a adição de robótica a uma empresa é uma decisão estratégica e não apenas um investimento de capital. Isso requer repensar e alterar fundamentalmente os níveis dos colaboradores, o mix de produtos, a pegada de fabricação e outros aspectos do modelo de negócios.

“O desafio para as empresas focadas no futuro é descobrir como usar a robótica para obter uma vantagem competitiva. Isso pode significar a identificação da combinação ideal entre trabalhadores humanos e máquinas, ou pode envolver a criação de um modelo de negócio totalmente novo”, diz Wolfgang. “A gestão empresarial precisa atuar para desenvolver um ponto de vista, testar e conduzir aplicativos robóticos e investir em infraestrutura, inclusive para estabelecer as bases para uma cadeia de fornecimento digital no chão da fábrica”.

O estudo completo pode ser encontrado em http://on.bcg.com/2uJO4Gf.

Tags, , , ,