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Como criar apps para homens e mulheres: entendendo o mercado mobile

Por Roberto Rodrigues

Quantas vezes você utilizou o WhatsApp hoje? Mesmo quem não entende muito de tecnologia, provavelmente tem um smartphone e utiliza o “zap zap” com certa facilidade. Isso é apenas um exemplo de como o mercado de aplicativos mobile já faz parte das nossas vidas.

De acordo com o relatório divulgado pela App Annie, o Brasil é o terceiro país onde as pessoas passam mais tempo utilizando seus apps por dia, cerca de 190 minutos diários. E o brasileiro gosta de experimentar aplicativos novos: nossos smartphones têm, em média 80 appsinstalados, mas acabamos usando apenas metade deles por mês.

Se compararmos os dados com a pesquisa anterior, temos boas notícias para os novos desenvolvedores, pois houve um aumento de 36% no tempo de uso dos apps pelo público brasileiro.

O mercado de desenvolvimento mobile

Para atender tal demanda, o mercado de desenvolvimento mobile está em franco crescimento. Grandes empresas já entenderam a necessidade de estarem presentes no universo dos smartphones e apostam em apps para cativar seu público. Outros apps optam por resolver problemas do dia a dia das pessoas, conseguindo um expressivo número de downloads.

Existe uma série de possibilidades para se obter rentabilidade com os aplicativos. É possível trabalhar com apps pagos, trabalhar com licençasfreemium ou oferecer pequenas vantagens para o comprador, como vidas extras em jogos ou funcionalidades exclusivas para os usuários pagantes. O modelo ideal depende de cada aplicativo, mas muitos desenvolvedores conseguem resultados interessantes com apps que viralizam.

A maioria dos brasileiros utiliza smartphones com o sistema Android, mas em contrapartida, os melhores salários encontram-se com os desenvolvedores de iOS. A Apple possui uma cultura maior de apps pagos. Além disso, a linguagem Swift é específica para iPhones e iPads, o que torna o trabalho do desenvolvedor algo muito mais especializado.

Segundo dados divulgados por uma pesquisa realizada ano passado pela Quaddro Treinamentos, 81% dos desenvolvedores entrevistados desejam abrir seu próprio negócio. Atualmente, 55% trabalham na área de serviços, 21% em bancos e 19% no setor de educação.

Precisamos de desenvolvedores experts, porém flexíveis

Ainda existe certo preconceito com a figura do programador. Alguns ainda acreditam na figura de um homem jovem, muito centrado no trabalho, mas com poucas habilidades sociais. Esse estereótipo não faz o menor sentido.

Para conseguir um lugar de destaque no mercado, o desenvolvedor precisa ser expert na sua linguagem escolhida, mas também precisa ter muita facilidade de comunicação e relacionamento para conseguir entender seu cliente e trabalhar em equipe. A atual complexidade dos projetos pede por um profissional flexível, que consiga trabalhar em uma equipe multidisciplinar e que, ao mesmo tempo, destaque-se pela sua criatividade e comprometimento. A exigência técnica também é muito alta.

Desenvolvendo apps para homens e mulheres

Destacar seu aplicativo entre os milhares que encontramos na App Store e Google Play não é fácil. Mas é muito importante pensar em um diferencial para o seu app, para que ele não seja “apenas mais um”. Antes de começar a programar, dedique um tempo para pesquisa de mercado, análise de público alvo e construção de personas. Você pode pensar em fazer um aplicativo para homens ou mulheres, mas o ideal é ter um público ainda mais específico, trabalhando com nichos de mercado como “homens, classe A e B, 30 a 35 anos e que gostam de cozinhar” ou “mulheres, classe A e B, 30 a 35 anos que viajam com frequência”.

Você encontra uma série de aplicativos voltados especificamente para o homem ou a mulher nas lojas de apps, mas é preciso tomar muito cuidado com essa questão. Apenas pintar o layout de cor de rosa é mostrar uma visão muito superficial. Hoje homens e mulheres possuem uma rotina muito corrida, com as mulheres trabalhando normalmente em dupla jornada. Por outro lado, os homens começam a se abrir ainda mais para aspectos como a paternidade, ou questões vistas erroneamente como femininas, como cuidados pessoais e dicas de moda.

Produza seu aplicativo estudando a fundo seu público. Conheça sua rotina, seus desejos e o papel que desempenha na sociedade. Não trabalhe apenas com “masculino x feminino”. Encontre lacunas e produza algo novo!

Mesmo com a grande quantidade de apps existentes, a rápida evolução da tecnologia faz surgir novas oportunidades todos os dias. Além disso, as novas gerações estão cada vez mais acostumadas a utilizar o smartphone para resolver problemas corriqueiros de sua vida, o que impulsiona a criação de cada vez mais apps.

Sempre irá existir espaço no mercado porque as pessoas estão constantemente buscando o novo. Elas querem uma forma mais fácil, prática e até mesmo divertida de realizar suas tarefas. Pense em apps que atendam essa necessidade. Obviamente, não é uma tarefa simples virar o “novo WhatsApp”, mas com muita pesquisa, planejamento e alto conhecimento técnico, você já sai na frente.

Roberto Rodrigues, CEO da Quaddro Treinamentos – maior centro de desenvolvimento de carreiras mobile no Brasil, sendo seus carros-chefe cursos de desenvolvimento de aplicativos em sistemas iOS e Android.

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Qual é a melhor escolha: desenvolvedor Android ou iOS?

Por Roberto Rodrigues

Já pensou em ser um desenvolvedor mobile e ter um salário que pode passar de R$ 12.500,00? Com persistência e conhecimento, é possível entrar nesse mundo e criar apps para os mais de 268 milhões de smartphones em uso no Brasil, segundo pesquisa FGV.

Muito promissor, o mercado apresenta salários interessantes, que variam de acordo com a experiência do profissional e a linguagem utilizada. Desenvolvedores iOS possuem uma média salarial maior que os profissionais especializados em Android. No entanto, o ponto positivo que tem levado muitos profissionais a escolherem a plataforma do Google é a versatilidade das linguagens utilizadas (que não se restringem apenas ao mobile) e a maior oferta de empregos.

Os salários dos desenvolvedores de iOS e Android são bem animadores, mas variam de acordo com o local de trabalho e a experiência do profissional. Para os especializados na linguagem Swift do iOS, a média inferior de remuneração fica em R$ 4.100,00, mas o valor pode chegar a R$ 12.500,00. No caso do Android, os salários são um pouco menores, mas mesmo assim continuam bastante expressivos. A média inferior fica em R$ 1.700,00, podendo chegar ao valor máximo de R$10.000,00.

Android x iOS

Vale comentar que o Android é o sistema operacional utilizado por 95% dos dispositivos (celulares, tablets, tv entre outros) vendidos até o final de 2016. A linguagem de programação Java é o principal dialeto utilizado para o desenvolvimento de aplicativos; podemos também destacar o C, C++ e a recém anunciada Kotlin como outros dialetos possíveis para o desenvolvimento. Com o Java além de aplicativos o programador poderá desenvolver projetos para desktop, web ou Internet das Coisas, com todas estas possibilidades

Já os fãs da Apple compraram cerca de 50 milhões de iPhones só no primeiro trimestre de 2017. Sua linguagem Swift, lançada em 2014, é altamente especializada e possui uma oferta salarial mais atrativa, principalmente devido ao número menor de profissionais especialistas no mercado.

Paixão pela criatividade

Ao questionar muitos dos profissionais que trabalham na área sobre o motivo de terem escolhido o desenvolvimento, uma resposta interessante aparece: a possibilidade de criar novos projetos. Quem já trabalhava antes com tecnologia, em áreas de TI, por exemplo, sempre estava às voltas com manutenção dos sistemas legados e raramente aconteciam novos projetos ou novidades. Não existe nada de errado com isso, é claro, mas muitos profissionais sonham com a possibilidade de desenvolver algo novo, trabalhar com a sua própria ideia e ver o seu aplicativo crescer.

Com o desenvolvimento constante da tecnologia, os programadores mobile podem se envolver em projetos cada vez mais arrojados. O que teremos daqui a 5 ou 10 anos no mercado? Não sabemos ainda, mas com certeza iremos depender cada vez mais do mobile. Hoje já existem sites e apps que nos ajudam a perder peso, controlar finanças, meditar ou até mesmo encontrar um banheiro público. No futuro, essas possibilidade serão muito maiores.

Entrar para o mercado de desenvolvimento mobile é entrar para um mundo que une tecnologia, raciocínio e imaginação. É solucionar problemas de forma criativa e estar sempre próximo ao que existe de mais atual. E não existe idade para isso: as habilidades necessárias para ser um profissional da área podem ser aprendidas em qualquer momento da vida.

Outro ponto importante é que este é um mercado que não é exclusivo para quem já trabalha com tecnologia: muitos profissionais de outras áreas estão conhecendo e se apaixonando por essa nova forma de trabalho. O seu conhecimento mais amplo, nesse caso, pode ser vital para criar um diferencial no seu app e conseguir o sucesso.

Por mais que a questão salarial e o crescimento contínuo do mercado sejam dois requisitos extremamente atraentes, eles não são os principais. A área mobile precisa de gente que gosta do novo, que aceita desafios e que deseja resolver problemas para a população. Ser um desenvolvedor mobile é trabalhar hoje já imaginando o que o futuro da tecnologia pode reservar. Garanto que é uma rotina muito interessante.

Roberto Rodrigues, CEO da Quaddro – centro de treinamento focado no universo mobile, sendo seus carros-chefe cursos de desenvolvimento de aplicativos em sistemas iOS e Android.

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