Tag RFID

A tecnologia como oportunidade para o varejo – Por Lucas Forte

Nos últimos tempos, parece que o mundo está mudando mais rápido do que a mente humana consegue lidar. Esta velocidade – e complexidade – tem criado grandes possibilidades para marcas, além de proporcionarem ao segmento de varejo estreitar e valorizar o relacionamento com os seus clientes. E o varejista de loja física que não utilizar o seu espaço para oferecer experiência de compra não sobreviverá ao mercado.

Conforme as tecnologias avançam, elas ficam mais acessíveis e se disseminam no mercado. Assim, o que é inovador hoje, amanhã se tornará comum. E, dessa maneira, o varejo físico deve capitalizar em algo muito mais difícil de ser entregue no mobile: o uso de todos os sentidos no ambiente.

Vamos a um exemplo peculiar: muitas vezes, o consumidor toma sua decisão de compra dentro de um provador. Logo, é um local apropriado para investir e transformá-lo em um ambiente mais sensorial e imersivo. Segundo a CEO da GDR Inteligência Criat, RFIKate Ancketill, duas lojas – uma na Holanda e outra nos Estados Unidos – compreenderam bem esta realidade. Em seus provadores, a iluminação e a música ambiente podem ser customizáveis de acordo com o gosto, sentimento ou até mesmo o item que o cliente está provando.

Outras regiões também vêm percebendo tal importância. Na Ásia, há estabelecimentos cujas etiquetas de identificação por radiofrequência (RFID) fazem o espaço tocar uma música relacionada àquele item que o consumidor está levando para provar. A compra torna-se, assim, uma experiência emocional. E, neste contexto, nenhum comércio online poderá atingir este mesmo nível de experimentação.

Por outro lado, há ferramentas que apenas o e-commerce pode implementar para aumentar a sua experiência de compra. Entre elas, vídeos de alta qualidade e produção com narrativas onde tudo o que é visto ali pode ser comprado naquele momento. Outra também somente aplicada no online é a de recomendação por perfil de consumo: “pessoas como você podem gostar de…” ou “pessoas que levaram este produto também compraram…”.

Todavia, há quem consiga integrar a loja física e o mobile e, assim, transformar a experiência do consumidor. É o caso do mercado de luxo, que recebe primeiro grande parte das inovações. Uma delas é a conversa entre consumidores – seja em casa ou na rua – e o colaborador de sua preferência via aplicativo. Além de poder escolher as marcas do seu interesse, ele também tem acesso a todo o estoque, escolhe o que quer provar (ou o que vai comprar) e, quando chegar à loja, tudo estará separado seja no provador ou no caixa.

A tecnologia altera até mesmo o papel do consultor de loja. O uso de beacons, por exemplo, fornece, por meio do celular, informações sobre os produtos, promoções, condições de pagamento, vídeos dos itens e uma infinidade de possibilidades sem que o vendedor esteja, necessariamente, ao lado do consumidor.

As inovações tecnológicas chegaram para alterar absolutamente tudo no varejo. E o consumidor, por sua vez, irá usufruí-las por meio da interatividade com os itens, canais, colaboradores, estoques, provadores e até mesmo em relação ao pagamento e à retirada de produtos. Se alguma empresa não acompanhá-las, o seu concorrente irá fazê-lo e os consumidores, bem, não pensarão duas vezes em ir até ele.

Lucas Forte, Relaacionamento Corporativo e Institucional do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo (IBEVAR)

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Nova pesquisa destaca a importância do RFID na precisão de estoque das grandes redes varejistas

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A Tyco Retail Solutions fez parcerias com diversos grupos da indústria para examinar a importância da tecnologia RFID na garantia da precisão do estoque e habilitação do atendimento dos pedidos nas lojas. A pesquisa confirma que o RFID combate a distorção do estoque e aumenta sua precisão e visibilidade do estoque, considerado a base essencial para o comércio de grandes redes que vendem seus produtos em diferentes canais (lojas físicas e online).

O estudo do IHL Group, Retail’s Inventory Distortion Problem: Sizing it all up (Problema de Distorção do Estoque no Varejo: Avaliação Total), mostra o que representa a distorção do estoque para os varejistas, em todo o mundo. A combinação de mercadorias fora de estoque (out-of-stocks – OOS) com excesso de estoque é um problema de aproximadamente $1,1 trilhão para a indústria de varejo (1). Este problema impede que os varejistas tenham confiança na disponibilidade do estoque, fazendo com que sejam cautelosos ao utilizar todas as quantidades de um item para atender os pedidos de vendas online e nas lojas. O risco para o cliente é muito grande e a perda é de uma média de 8,7% do total de vendas, devido à alta imprecisão (2).

De acordo com o mais recente estudo do RFID no Varejo da Kurt Salmon RFID, os lojistas classificaram os principais desafios dos dias de hoje: 1) Necessidade de oferta de mais opções para o atendimento dos pedidos dos clientes (55%); 2) Maior visibilidade do estoque (33%); 3) Aumento dos lucros operacionais (30%) (3). Com uma visibilidade imprecisa do estoque, os varejistas têm dificuldade para implementar com sucesso as iniciativas de comércio unificado (vendas em diversos canais) devido à incapacidade de atendimento a um custo eficiente de demandas do tipo “compre em qualquer lugar, pegue em qualquer lugar”.

O segredo para oferecer várias opções de atendimento a pedidos é a visibilidade em tempo real de cada item do estoque por meio do RFID. A adoção desta tecnologia e de processos de contagem regular do ciclo permitem aos varejistas evitar a distorção do estoque e aumentar a precisão em até 99%, mantendo-a em 95-99% (4). Com o aprimoramento da precisão do estoque, o número de compradores que deve encontrar o produto que procura pode aumentar as vendas de 5% a 25% (5).

“Os clientes estão à procura de produtos onde e quando querem. Por isso, os varejistas devem priorizar a implementação de uma tecnologia que dê suporte à estratégia de comércio unificado”, disse Brent Brown, vice-presidente e gerente geral de Inteligência de Estoque e IoT da Tyco Retail Solutions. “As soluções baseadas em RFID permitem que os varejistas tenham confiança na contagem do estoque em tempo real para atender às expectativas do cliente e maximizar os resultados dos negócios.”

Os dados de cada item levantados por meio do RFID compõem a informação de mercadoria mais importante disponível para ajudar os varejistas a ter uma contagem do estoque precisa para seus clientes.

Recentemente, o Platt Retail Institute divulgou resultados detalhados dos benefícios quantificáveis do RFID de acordo com uma pesquisa ampla com a Macy’s e seu programa de RFID. A Macy’s foi pioneira na utilização de RFID para informações de itens de produtos, utilizando a solução de estoque de RFID da Tyco Retail há alguns anos. A pesquisa revelou resultados de precisão do estoque, indicado que a Macy’s estava acumulando uma variação de estoque de 4-5% mensal antes de implementar a contagem de ciclo mensal e de RFID. Com a contagem do ciclo regular com RFID a variação foi mantida entre 2-4,5%, com menos reduções de preços do estoque da empresa.

Além disso, tornar todas as mercadorias na loja disponíveis para comercialização resultou em um aumento quantificável nas vendas, entregas de produtos e atendimento de pedidos. Isto é de importância vital para a Macy’s, porque cerca de 20% das mercadorias da empresa nas lojas vêm em unidades individuais. Eles também alcançaram economias mensuráveis com custos de transporte, redução de preços e nível de estoque. O estudo Platt mostra uma pesquisa extensa de casos de uso de RFID em quatro lojas. As lojas com RFID que participaram do projeto-piloto tiveram um desempenho substancialmente superior ao das lojas que não usam RFID (6).

(1) Retail’s Inventory Distortion Problem: Sizing it all up, IHL Group
(2) Kurt Salmon RFID no Retail Study 2016
(3) Kurt Salmon RFID no Retail Study 2016
(4) Retail’s Inventory Distortion Problem: Sizing it all up, IHL Group
(5) Kurt Salmon RFID no Retail Study 2016
(6) Quantifiable Benefits and Analytical Application of RFID Data 2017, Platt Retail Institute

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Lollapalooza, choque de gerações e transformação digital

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No final de semana, vi de perto como um mundo novo transforma hábitos, gostos musicais e, principalmente, o consumo baseado em tecnologia nos dois dias do Lollapalooza em São Paulo.

Primeiro, este pai, quase beirando os 50, foi apresentado pela filha adolescente para aquilo que costumo chamar de música de mano, batidas repetidas da febre eletrônica e também fenômenos do palco como o canadense The Weeknd.

Durante os dois dias de shows no Autódromo de Interlagos, convivi com a impressão de que eu e a maioria dos presentes não vínhamos do mesmo planeta(ou, pelo menos, não seguíamos a moda de um mesmo universo).

Mas o que agradou a todos e motivou este artigo, independente de idade e estilo, foi o bom uso da tecnologia no evento. A edição deste ano contou com a Lolla Cashless, uma pulseira com tecnologia RFID, que serviu para identificação e ingresso do público e que também podia ser carregada com dinheiro para consumo de comida e bebida. Os créditos podiam ser colocados nos caixas do evento, ou previamente, pela internet, com autorização de faturamento pelo cartão de crédito. Funcionou muito bem. Bastava aproximar a pulseira dos dispositivos de pagamento para efetuar as transações, com direito a avisos sobre os gastos via e-mail e possibilidade de bloqueio via internet. A novidade ajudou muito e foi usada com tanta naturalidade que nem parecia algo inédito.

O Lollapalooza me pareceu um evento muito bem organizado. Sabe agradar o público alvo, mas também os jurássicos pais e eternos fãs de boa música, que honraram nossa geração lotando o show do sempre bom rock pesado do Metallica.

Mas faltou algo importante: internet de qualidade. O sinal das operadoras capengava o tempo todo e não teve wi-fi para os quase 200 mil presentes nos dois dias de Lollapalooza. Foi como fazer uma viagem em uma nave moderna rumo a um passado em que você não conseguia se conectar com todos a todo momento. Foge da realidade dos mais novos e dos mais velhos também.

Boa música para todos os gostos e tecnologia de ponta sempre vão ser ingredientes certos para o sucesso de um grande evento. Fora isso, como bem cantou James Hetfield, “nothing else matters”.

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Advento dos micropagamentos possibilita cobranças de maneira simples e alternativa aos modelos atuais – Por Roberto Barberino

unnamed (1) O amadurecimento do uso da internet móvel e o início efetivo de infraestrutura que viabiliza pagamentos móveis estão levando o mercado financeiro e de telecomunicações, em primeira instância, a dar um enfoque reforçado nas operações conhecidas como micropagamentos. Estes processos possibilitam o pagamento de pequenos valores com maior dinamismo, utilizando meios móveis ou ambientes nativos da internet para a sua execução.

Os grupos de compra via web, que vivem um boom, são um exemplo claro disto, uma vez que empregam o conceito da venda em quantidade para proporcionar melhores preços aos usuários. Neste momento, são predominantes os serviços de baixo ou médio custo, como refeições, tratamentos estéticos e outros, que se aproveitam da decisão impulsiva de compra. Já os sites de compras coletivas são atores neste cenário no qual, o que importa, é o grande volume de transações de ticket médio a pequeno.

Fatores importantes no amadurecimento da internet comercial estão diretamente ligados à infraestrutura de telecom. O surgimento de serviços mais ágeis, com acesso de alta velocidade e sem fio à internet por meio de dispositivos portáteis móveis como os smartphones, pode estender estas oportunidades tanto a produtos pós como pré-pagos a preços mais acessíveis a fim de popularizar ainda mais a navegação fora do PC/notebook. Estatísticas apontam um crescimento excepcional de mais de 300% em 3 anos, no número de pontos de acesso fixo e móvel.

O sistema bancário, sempre a frente no critério inovação, tem abordado este tema com muita ênfase em busca da evolução dos atuais ambientes e serviços através de novas interfaces para toda a cadeia do internet banking, mobile payment, entre outros.

Novas redes de adquirentes também têm procurado aproveitar-se deste bom momento buscando massificar baseadas no uso de tecnologias de pagamento como contact less ou aproximação como NFC – Near Field Communication, RFID – Radio-frequency identification, entre outros.

Novos modelos surgem a todo instante e a necessidade de se adaptar a eles é imperativa. É preciso estar alinhado às novas diretrizes do mercado e as soluções de “mobile payment” com foco em micropagamentos são peça fundamental dessa evolução, pois são capazes de integrar e melhorar esses novos ambientes convergentes, promovendo uma experiência única, personalizada, sustentável e com maior valor agregado.

Roberto Barberino, Diretor Executivo Administrativo Financeiro da Provider IT, uma das consultorias e provedoras de serviços de TI que mais cresce e inova no país.

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Datalogic compra parte da CAEN RFID e aposta no setor

O Conselho de diretores da Datalogic S.p.A (Bolsa Italiana S.p.A: DAL), empresa listada no segmento STAR da Bolsa de Valores Italiana desde 2001 como DALMI, líder mundial nos mercados de Captura Automática de Dados e Automação Industrial, e fabricante de classe mundial de leitores de códigos de barras, computadores móveis, sensores para detecção, medição e segurança, sistemas de visão e equipamentos de marcação a laser, assinou um acordo para aquisição de 20% da CAEN RFID Srl, uma empresa toscana focada em tecnologia RFID.

A Datalogic será acionista da CAEN RFID, com um aporte de capital de 550,000 Euros, para apoiar o desenvolvimento e crescimento da companhia. A operação que a Datalogic financia abrange um acordo comercial entre as duas partes, que inclui, entre outras coisas, o desenvolvimento conjunto de novos produtos, uso dos componentes da CAEN RFID pela Datalogic para a fabricação de seus produtos e a distribuição de produtos da CAEN RFID com a marca Datalogic.

A tecnologia desenvolvida pela CAEN RFID, a primeira empresa europeia, fundada em 2013 para criação do design, fabricação e comercialização de leitores com tecnologia RFID está, atualmente, entre uma das mais avançadas do setor de RFID. Com a aquisição, a Datalogic amplia a oferta de seus produtos sobretudo no segmento de varejo, transporte e logística e em depósitos, por meio do desenvolvimento conjunto de novos produtos e gestão de aplicações para áreas com elevada taxa de crescimento.

O presidente e CEO do grupo Datalogic, Romano Volta, comentou: “Com esta operação, a Datalogic confirma seu grande foco em tecnologia. Somos gratos pelo acordo com a CAEN RFID, que permite à Datalogic ampliar sua oferta no desenvolvimento complementar de produtos tecnológicos, melhorar sua posição competitiva e expandir a presença em um mercado altamente inovador e com grande potencial de crescimento. O grupo Datalogic pode oferecer a seus parceiros e clientes as melhores soluções em todos os segmentos que atua, enquanto mantém os olhos atentos a novas oportunidades de negócios e tecnologia inovadora”.

“Marcelo Givoletti, CEO da CAEN Group S.p.A, comentou: “Estamos orgulhosos da decisão da Datalogic em participar do nosso projeto de crescimento. Graças a experiência da Datalogic e a liderança da CAEN RFID na área de Identificação por Rádio Frequência (RFID), estamos confiantes que juntos teremos sucesso no desenvolvimento de novas soluções para o setor de RFID, que tem um grande potencial. Com a sinergia entre as companhias, a atual oferta da CAEN, que já cobre as áreas típicas de aplicação da tecnologia, pode ser ampliada e melhorada. Também quero ressaltar o fato de que a CAEN foi uma das primeiras parceiras do EPCglobal (Código de Produtos Eletrônicos), consórcio que define padrões globalmente reconhecidos e aceitos”.

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