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O que o brasileiro quer da mobilidade?

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Por Marco DeMello, da PSafe Tecnologia

O mundo dos dispositivos móveis avança a passos largos. Se até 2009 ainda não estávamos completamente viciados em smartphones, com a explosão do 3G e o aumento das vendas dos celulares, os gadgets conectados à internet se transformaram em objetos de desejo e passaram a fazer parte do nosso dia a dia.

Isso vem acontecendo graças à melhora da qualidade da conexão à internet móvel, o 4G tornando-se realidade, o 5G em seus passos iniciais e a conectividade invadindo outros devices e até mesmo as cidades.

Como especialista em tecnologia e em segurança, a PSafe tem acompanhado a rotina e comportamento do usuário de dispositivos móveis e montou um equivalente da Pirâmide de Maslow – conceito desenvolvido pelo psicólogo americano Abraham Maslow –, que exemplifica os degraus da hierarquia para um brasileiro alcançar a realização de suas necessidades. Adaptamos esta teoria para o mundo dos gadgets com a criação da Pirâmide de Maslow da Mobilidade, que serve de modelo para pedir e alcançar a satisfação do usuário com seu próprio aparelho celular.

Inevitavelmente, a base da pirâmide, que representa as necessidades primordiais do usuário de smartphones e tablets, traz os elementos mais básicos como a duração da bateria, para não interromper o acesso ao universo online, e a conexão à internet (2G, 3G, 4G, 5G, wi-fi e wi-fi AC), que abre portas para o mundo digital. O fato de encontrarmos severas limitações de banda e estrutura de rede no Brasil explica o motivo de o brasileiro ainda estar passando por um processo de reconhecimento da internet, tendo em vista que um elemento básico da pirâmide ainda não está 100% desenvolvido.

Um elemento relativamente novo para a mobilidade também acaba sendo incluído entre as necessidades primordiais de nossa pirâmide: o armazenamento na nuvem/backup, necessário para não comprometer todo o histórico e bagagem digitais, difíceis de recuperar e que podem arruinar vidas ao apagar suas referências.

O segundo degrau da pirâmide é o das necessidades de segurança, fundamentais, se considerarmos que o Brasil é o segundo país em casos de phishing e terceiro em ciberataques em todo o mundo. O fato é que o usuário de devices em nosso país corre sério risco se não estiver atento ao segundo degrau da pirâmide de Maslow da Mobilidade. É imprescindível ter funções antifurto, proteção antivírus, cofre, entre outros. A internet segura é um bem público, similar à água potável e à energia. Sem segurança, nada funciona. Se pegarmos a época da Idade Média como exemplo, as únicas cidades que sobreviveram tinham muros altos e soldados armados. Na internet, tudo acontece de forma parecida.

O próximo nível da pirâmide indica a necessidade de relacionamento, representada por apps de chat e interação, como serviços de mensagens, ligações e redes sociais, e a capacidade de memória interna do smartphone e demais eletrônicos, que permite baixar e instalar tudo o que você mais ama no seu celular para usar no dia a dia. Assim, passam a figurar aqui a capacidade de armazenamento interna do aparelho, a possibilidade de expansão da memória por meio de cartão SD e a gestão eficiente do que precisa ser mantido instalado no dispositivo.

O quarto degrau é composto por sistemas de senhas, responsáveis por preservar a privacidade ao garantir a identidade e a fonte das informações compartilhadas. Além de proteger a identidade do usuário, questão fundamental para vencer a etapa de estima e alcançar a autorrealização, forja a sua imagem e constrói a sua reputação, combustíveis para chegar ao topo da pirâmide, representado pela sincronização e conexão total dos objetos.

Este último nível permite a gestão inteligente da vida conectada e automatiza o dia a dia, estando disponível por meio de qualquer interface. Aqui entram os novos gadgets conectados, ou a Internet das Coisas, responsável por manter a vida em constante transformação e recheada de novidades.

Uma novidade que chegou ao topo da pirâmide de Maslow da Mobilidade e não deverá sair mais é o conceito de cidades inteligentes, ou seja, com conexão disponível em todos os lugares, como trens, metrôs, táxis e ônibus. A PSafe assumiu um papel de pioneirismo nesta iniciativa, por meio do projeto SafeWifi, que envolve a instalação de redes seguras e gratuitas de Wi-Fi em estabelecimentos e transportes habilitados. Atualmente, a iniciativa já está disponível em mais de 500 bares e restaurantes em São Paulo e encontra-se em fase piloto em 250 táxis na capital paulista. A expectativa é ampliar o escopo do projeto para o Rio de Janeiro ainda neste ano, possibilitando que os Jogos Olímpicos de 2016 sejam disputados em uma cidade inteligente.

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Big Data e seu desafio no mundo da aviação

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Um fato que marcou a história da aeronáutica civil. O voo MH370 da companhia Malaysia Airlines desapareceu dos céus e dos radares quase como por um passe de mágica. Ninguém sabe nada sobre seu destino e muito menos onde estão as caixas pretas, essenciais para entender as causas da maioria dos acidentes de avião.

Diante desse panorama aparece o Big Data, a gestão e análises de grandes volumes de dados, que poderia se tornar um instrumento para ajudar não só a segurança das aeronaves, mas também para atenuar as deficiências de ferramentas como, precisamente, as caixas pretas. Os dados de um avião em percurso poderão ser transmitidos em tempo real e assim diminuir a importância da caixa preta em caso de possíveis incidentes? Sem dúvida alguma, esse é um desafio que inquieta.

“Com os avanços das TIC, deveríamos ter a capacidade de extrair e analisar os dados dessas máquinas acidentadas sem necessidade de achar as caixas pretas. Acredito que um fato tão simples como esse pode fazer uma grande diferença”, disse o ministro das Comunicações e multimídia da Malásia, Shabery Cheek, após a tragédia.

Foi durante uma palestra da União Internacional de Telecomunicações (UIT), que o funcionário solicitou a essa instituição e ao setor privado trabalharem para que os dados dos aviões, incluindo as caixas pretas, possam transmitir em fluxo contínuo e armazenar em centros de dados localizados na terra.

Big Data a bordo

Em geral, nada pode garantir uma segurança completa nos voos comerciais, mas estão sendo desenvolvidas tecnologias que contribuem na redução dos maus acontecimentos. Em termos gerais, o Big Data pode atuar em duas situações específicas.

A primeira tem a ver com as deficiências que existem nas caixas pretas, como apontamos acima, aproveitando os mais modernos serviços na nuvem, incrementando a segurança do voo. “As tecnologias da comunicação têm evoluído de maneira espetacular nos últimos anos, mas as caixas pretas são idênticas às de 30 anos atrás”, lembrou o ministro da Malásia.

O segundo setor ocorre no mesmo trajeto do avião. O Big Data identifica, analisa e processa dados das máquinas para acompanhar todo o percurso. Por exemplo, caso ocorram problemas com um dos motores, nós poderemos saber antes do pouso que peça ele precisa e atuar rapidamente para evitar complicações.

Voar a cegas

Um problema que dura até hoje tem a ver com o sistema estático Pitot. Em 1996, o Boing 757 do AeroPeru, que realizava a rota Lima-Santiago, caiu no oceano Pacífico devido a uma negligência dos operários de limpeza. Eles cobriram com fita isolante o tubo Pitot, localizado na parte frontal do lado de fora da aeronave, esquecendo-se de tirá-la depois das tarefas de manutenção.

Esse sistema é responsável por informar o índice de velocidade da máquina considerando o ar, altitude e as variações. Quando o leitor fica obstruído, a saída dos dados para o computador da aeronave se torna errada, fato esse que originou o impacto, ainda que a torre de tráfego em Lima tenha tentado ajudar com as poucas informações obtidas pelo radar. No entanto, as sondas Pilot ainda tem protagonismo nas tragédias aéreas atualmente.

Os perigos numa viagem de avião são muitos, mas uma tecnologia avançada com suporte em Big Data, que envie as informações desses grandes aparelhos a terra sem depender de ferramentas aeronáuticas tradicionais, poderia evitar muitos acidentes. “É pouco provável que o Big Data possa substituir as caixas pretas, mas será um novo nível de proteção para os voos, porque sempre é preciso uma alternativa caso as transmissões não estejam funcionando corretamente”, comenta Rodrigo Souza, Gerente de Dados da PSafe Tecnologia.

Dirigindo a informação

Com essa novidade, também devem ser consideradas as grandes quantidades de dados que cada voo geraria, o que ao mesmo tempo levaria a questão se existe a capacidade suficiente para fazer o acompanhamento de cada um deles a todo momento e em diferentes partes do mundo. “Um avião pode gerar 500 GB de dados num trajeto só e isso aumentará cada vez mais. Ter a capacidade de analisar todos esses dados permite que se otimize a manutenção”, explica Souza.

Entretanto, ele indica que o maior desafio é a correta implementação dessa ferramenta sem erro nenhum. “Até o momento tudo é feito off-line, os dados são baixados somente quando o voo pousa. O ideal seria a transmissão em tempo real”, opina.

Sem dúvida alguma, há muitas expectativas em relação às vantagens que o Big Data e o Internet das Coisas poderão trazer ao problema que afeta o seguimento de aeronaves comerciais. Por enquanto, no caso do voo MH370 de Malaysia Airlines, os satélites e radares estão analisando e cruzando informação com grandes dados para achar esse avião, que desapareceu há mais de um ano.

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Saiba quem são os grandes profissionais de tecnologia do Brasil

Blogueira da PSafe analisa e comenta cenário de CEOs Brasileiros

O Brasil não é muito conhecido por incentivar o empreendedorismo. Muito pelo contrário. A quantidade de burocracias e impostos costumam dificultar e muito a vida dos empresários. Por isso mesmo, aqueles que conseguem se destacar em solo tupiniquim merecem reverência. Muitos começaram do nada, com uma simples ideia, e hoje ocupam cargos de importância ou são donos de grandes corporações.

Romero Rodrigues
Romero Rodrigues é fundador do Buscapé Company e membro do conselho da Fundação Endeavor. É também o CEO global de Comparação de Preços do grupo sul-africano Naspers, que comprou 91% de sua empresa em 2009 por US$ 342 milhões, o maior negócio da internet no Brasil depois do estouro da bolha pontocom.

Para muitos, é o brasileiro mais influente da internet, com 100 solicitações de amizade por dia no Facebook. O grupo que ele lidera conta atualmente com mais de mil funcionários.

Bel Pesce
Bel Pesce é fundadora da FazINOVA, escola de empreendedorismo e habilidades. Aos 26 anos, já escreveu três livros, foi considerada uma das “100 pessoas mais influentes do Brasil”, pela Revista Época, eleita um dos “30 jovens mais promissores do Brasil”, pela Revista Forbes, e entrou na seleta lista dos “10 líderes brasileiros mais admirados pelos jovens”, da Cia. de Talentos.
Bel estudou no renomado Massachusetts Institute of Technology (MIT), trabalhou em grandes empresas, como Microsoft, Google e Deutsche Bank, e morou no Vale do Silício, onde respirou empreendedorismo, liderou equipes e fundou empresas. Ela se tornou um grande sucesso em 2012, com o lançamento de “A Menina do Vale”, que rapidamente se tornou um fenômeno de vendas.

Marco DeMello
O carioca Marco DeMello, de 44 anos, é CEO da PSafe Tecnologia e do Grupo Xangô. Começou a programar com 12 anos, fez segundo grau técnico no Instituto de Tecnologia ORT e se formou em Engenharia de Computação na PUC-Rio. Depois saiu do Brasil para fazer um curso de extensão no MIT (Cambridge) e Executive MBA na Wharton School of Business.

DeMello foi o pioneiro em comunicação via vídeo pela internet em 1996 nos Jogos Olímpicos de Atlanta, com a criação de um CODEC inovador que permitiu os fãs falarem via vídeo com os atletas na Vila Olímpica com conexão discada. Ele também trabalhou diretamente com Bill Gates durante os “anos embriônicos” da internet, e foi o responsável pela aquisição e escalonamento da Hotmail na Microsoft, no fim de 1996.

Além disso, Marco foi o arquiteto de segurança do Windows XP SP3 (Springboard), que se tornou a versão mais segura e mais instalada do OS até o lançamento do Windows 7. O executivo ainda inovou no mercado de mídia norte-americano com a plataforma Malibu.

No Brasil, fundou e escalonou a PSafe no Brasil, ajudando a torná-la a maior empresa de segurança online latino-americana, com o aplicativo brasileiro para Android de maior sucesso de todos os tempos, e com o maior número de usuários satisfeitos.

Diego Torres Martins
O jovem paulistano Diego Torres Martins, 30 anos, é dono da Acesso Digital e criou o chamado de “Google” interno para empresas. Ele reuniu scanners e softwares de digitalização de diferentes fornecedores, além de investir em um datacenter para armazenar arquivos eletrônicos.

Com isso, começou a oferecer o pacote combinado para empresas de diferentes ramos de atividade copiarem e indexarem todos os documentos. Está entre as 20 empresas pequenas e médias que mais crescem no Brasil e, ao mesmo tempo, em primeiro lugar na lista de 2013 das Melhores Empresas Para Trabalhar no Brasil na categoria “Médio Porte – Nacionais”.

Marcel Fukayama
Dono da CDI Global, Marcel Fukayama foi eleito em 2014 pela revista “Forbes Brasil” um dos 30 brasileiros até 30 anos que está “reinventando o país e assumindo as rédeas do futuro”. Em 2001, o paulistano de 29 anos abriu uma das primeiras lan houses de São Paulo, para democratizar a internet, numa época em que o celular e o acesso residencial não eram tão comuns. Em 2003, criou o Aula Digital, primeiro programa de alfabetização que usava as lans e que, durante cinco anos, contemplou anualmente mais de 300 crianças de creches e escolas municipais de São Paulo. Até que, em 2008, conheceu Rodrigo Baggio, fundador do CDI (Comitê para Democratização da Internet), ONG que já beneficiou mais de 1,5 milhão de pessoas.

Marcel também foi selecionado pela Skoll Foundation entre 12 empreendedores sociais de destaque no mundo, com menos de 30 anos.

Claudio Emanuel de Menezes
Claudio Emanuel de Menezes é líder no segmento de software para leasing. Sua empresa, a Disoft, foi fundada em 1984 com a proposta de ser uma empresa diferente, que compartilhasse motivação e socializasse resultados.

A Disoft conta com 120 funcionários. Pela sexta vez consecutiva está na lista das melhores empresas de TI para se trabalhar.

Fabio Coelho
Fabio Coelho é o presidente do Google no Brasil. Engenheiro civil capixaba, com MBA em marketing e planejamento estratégico, o empresário passou mais de 25 de seus 50 anos em posições gerenciais, em empresas como Gillette, Pepsico, Citibank e AT&T.
O executivo já foi alvo de muitas polêmicas no que diz respeito à liberdade na rede. Em 2012, foi detido pela Polícia Federal por se negar a tirar do YouTube vídeos que supostamente caluniavam um candidato a prefeito de Campo Grande. De lá para cá, Fabio tem se tornado uma espécie de porta-voz da tese de que ainda é possível navegar anonimamente na internet.

por Ana Clara Nogueira

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