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Qual é o melhor modelo de precificação para trabalho como freelancer?

Por Cristiano Mendes, Diretor de Produtos da GoDaddy para América Latina, maior plataforma de cloud dedicada a pequenos negócios e empreendimentos independentes

Essa é provavelmente a maior pergunta que qualquer freelancer: qual a melhor forma de precificar meus serviços? Qual o melhor modelo para o meu negócio?

Normalmente, é o departamento de recursos humanos que decide o valor de um funcionário numa empresa e muitos tendem a subestimar as habilidades do profissional fora da organização, desconsiderando os conhecimentos e habilidades que ele não necessariamente aplica na companhia. Por isso, uma vez que contamos as horas e salários da maioria dos desenvolvedores e web designers que trabalham em tempo integral, a desvalorização é ainda mais pronunciada, já que existem fatores que não foram inicialmente considerados.

Portanto, para ter uma boa ideia do seu valor, considere o que você traz de benefícios para um cliente que precisa de um novo site e não tem tempo, habilidades ou ambos para fazê-lo sozinho.

De acordo com Cody Landefeld, consultor web da Mode Effect com experiência no mercado, para decidir sobre um modelo de precificação, considere esses quatro fatores:

1. Determine o verdadeiro valor do seu negócio

Como qualquer negócio, o design e desenvolvimento de sites requer ferramentas que custam dinheiro. Esses são os investimentos que devem ser contabilizados na hora de pensar no seu modelo de precificação. Portanto, a primeira coisa que deve ser feita é listar esses custos, por exemplo:

Equipamentos: computadores, monitores, softwares e manutenção.
Licenças e assinaturas: hospedagem, domínios, add-ons premium para softwares, como Shutterstock, ThemeFoster, plataformas para gerenciamento e etc.
Despesas gerais: Internet, telefone, aluguel (mesmo se você trabalha de casa), utilidades.
Tudo isso é o quanto você investe no seu negócio simplesmente para ele existir. Mesmo parecendo que você não gasta nada trabalhando de casa, você está usando mais coisas do que você usaria se trabalhasse numa empresa. Por exemplo, eletricidade que estará ligada por longos períodos de tempo.

Em segundo lugar, pense nos gastos direcionados para o desenvolvimento e manutenção de suas habilidades técnicas necessárias para o projeto. Isso pode incluir:

Treinamento e cursos: valores e gastos relacionados a aulas e transporte.
Marketing: custos com publicidade, ingressos e viagens para eventos do setor, blog sobre seu negócio (ou se você contrata alguém para a produção desse conteúdo), tempo gasto em mídias sociais (promovendo seus serviços).
Tudo isso deve ser adicionado aos seus custos operacionais.

2. Eduque seus clientes sobre seus custos

“É melhor para web designers me cobrar por hora trabalhada ou por projeto?”

Essa é a pergunta que seus clientes vão fazer quando visualizarem seu portfólio. No entanto, não é uma forma justa de encarar o valor do seu trabalho como profissional web. Talvez uma conversa mais ampla sobre custos de criação de sites para o cliente e para o provedor, por exemplo, pode ser esclarecedora para o cliente entender o valor real de cada processo.

Modelos e guias prontos de precificação são excelentes exemplos para mostrar o básico sobre custos de desenvolvimento necessários para construir um site simples e eficiente. Um bom manual de diretrizes pode ajudar a educar os clientes sobre os gastos reais para eles e para o desenvolvedor que ele contratar.

Em adição a isso, atualmente existe uma demanda sobre transparência. Se você utiliza ferramentas conhecidas e bem avaliadas no mercado, não tem porque não abrir a informação de valores de registro de domínios, hospedagem, templates, plug-ins, e suporte ao conteúdo para seus clientes.

3. Entenda os pros e os contras da cobrança por hora vs por projeto

Se você considera estabelecer uma taxa fixa uma tarefa difícil, decidir como cobrar seus serviços pode ser igualmente desafiador. Opiniões e preferências sobre precificação por hora ou projeto variam de pessoa para pessoa (tanto profissionais quanto clientes).

Cobrança por hora

A maioria dos freelancers começam cobrando por hora, pois não sabem exatamente quanto deveriam cobrar. Muitos usarão como base os salários de experiências antigas, muitas vezes de regime tradicional. No entanto, seguindo essa lógica, se você for realmente cobrar por hora, você deve pesquisar o valor pago para funcionários com seu nível de expertise e então adicionar os custos listados acima.

Alguns dos benefícios da cobrança por hora são que te dá uma ideia mais concreta sobre quanto tempo leva para concluir diferentes projetos, o que pode te ajudar no planejamento de seu cronograma, ajuda o cliente a ter mais noção do valor do seu tempo e torna a cobrança mais prática caso você ofereça serviços adicionais, fora do pacote (como a criação de um logo ou animação).

Cobrança por projeto

Muitos clientes pedem pelo valor do projeto como um todo porque é mais fácil de calcular em seus orçamentos de marketing. Existem diversas vantagens para os freelancers nesse modelo de cobrança, como te ajudar a obter lucro mais rápido, já que você vai aprimorar suas habilidades e pode terminar o projeto com mais agilidade; os clientes tendem a ver mais valor, pois eles estão acompanhando o mesmo relógio que o seu durante a etapa de criação do design; você pode cobrar por serviços pequenos e simples separadamente de forma que o cliente consiga pagar por cada um, um de cada vez, conforme necessário.

Além disso, passar a cobrar por projeto pode ser um indicativo de que você está a um passo da cobrança por hora.

Uma vez que você identifica o uso do seu tempo em diferentes tipos de projetos, você pode prever com mais precisão quanta horas são necessárias para cada atividade. Converta essas horas em honorários do projeto e calcule também nas interrupções e gastos extras que podem surgir e adicionar custos.

4. Considere misturar as duas opções e ofereça um modelo híbrido de precificação

Alguns designers cobram um valor fechado para o desenvolvimento do site e depois por hora trabalhada para serviços adicionais que não fazem parte do escopo do projeto. Como por exemplo, manutenção do site, atualização de software e conteúdo e mudanças depois do término do site.

Esse modelo misturado pode ser favorável, pois permite certa flexibilidade, evitando renegociações demoradas caso o cliente peça por algum serviço que não estava considerado no projeto inicial.

De qualquer forma, utilize seu modelo de precificação para lembrar os clientes de que a cobrança é principalmente pela criação do design e desenvolvimento, que são as etapas mais trabalhosas. Nem todos os clientes entenderão o valor verdadeiro necessário para criar um site e colocá-lo no ar, mas mostrando tudo de forma clara e transparente, será mais fácil de ajuda-los a perceber.

Pode levar um tempo até que você ajuste o modelo e adote o melhor para seu trabalho, equilibrando seus gastos, o valor entregue ao cliente e o tempo que você leva para criar um site, mas com tempo e experiência, você vai encontrar o correto e que funcione melhor para você. Dessa forma, você poderá se manter competitivo enquanto gera uma renda sustentável e faz o que ama.

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Principais desafios das operações de serviço em campo é tema de livro lançado pela ClickSoftware

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Disponibilizar um material original e que trouxesse valor imediato para as empresas e profissionais em suas operações de serviço em campo. Este foi o estímulo que levou os especialistas da ClickSoftware Mike Karlskind, Alec Berry e Stephen Smith a idealizar o projeto, focado principalmente nos desafios mais prementes encontrados na gestão dos serviços em campo. Intitulado “Service is Hard”, trata-se de um manual de como lidar com as dificuldades que surgem no dia a dia, analisando as causas e os riscos inerentes, bem como as diferentes abordagens para resolvê-los. Cada capítulo é embasado na expertise dos autores e, por meio de suas percepções e orientações, a ideia é transformar a maneira como o leitor vê a prestação de serviços hoje. Enxergando os desafios comuns na prestação de serviços em campo como oportunidades para o engajamento dos clientes.

O livro “Service is hard” foi inspirado em um blog de mesmo nome que Mike Karlskind, um profissional com mais de 20 anos de experiência no gerenciamento de serviços em campo mantém na ClickSoftware e onde o tema continuará a ser exaustivamente estudado. Os autores também pesquisaram conteúdo junto à experts e expoentes deste mercado, o que inclui uma comunidade de mais de 300 clientes/empresas. Examinar os oito desafios mais difíceis para a conquista de um serviço consistente e com excelência é a proposta do livro, o que inclui aspectos tão variados como tecnologia, processos, até as características inerentes ao próprio negócio prestação de serviços em campo.

A ClickSoftware é líder global no fornecimento de soluções para a gestão automatizada e otimização da força de trabalho e serviços em campo. A companhia tem se mantido fiel ao seu principal foco: fortalecer os prestadores de serviços para otimizar o valor de cada uma de suas interações com o cliente. Ao incrementar ambas, a efetividade e eficiência de todos os envolvidos nesta cadeia, a empresa acredita estar ajudando a promover uma importante evolução, que trará como resultado uma mudança de visão da prestação de serviço como algo meramente reativo para a prestação de serviço preditivo. O que fortalecerá o valor do negócio como um todo.

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