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Desafio de Startups Petrobras Distribuidora abre oportunidade para projetos de inovação

A partir de hoje (19), estarão abertas as inscrições para o “Desafio de Startups Petrobras Distribuidora”, uma seleção pública de empresas em estágio inicial que apresentem soluções inovadoras para os segmentos de atuação da companhia, a partir de três vertentes: Mobilidade para Pessoas, Mobilidade para Negócios e Sustentabilidade. O desafio, que integra o Edital de Inovação para a Indústria, será lançado no Rio de Janeiro (dia 19/6, às 14h, no auditório da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro – FIRJAN). O público interessado também poderá assistir às apresentações em São Paulo (dia 20, no SENAI Mário Amato) e no Recife (dia 25, no Porto Digital). As inscrições vão até o dia 19/08/18.

Um comitê de avaliação, composto por especialistas da Petrobras Distribuidora e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) fará a seleção de até dez startups. Cada projeto receberá o valor máximo de R$ 150 mil e deverá ser desenvolvido em até 12 meses. São consideradas startups empresas de micro ou pequeno porte (MPE), desde que tenham CNPJ ativo com até cinco anos de existência. Todas as informações sobre o Edital, como critérios para participação e regulamento completo, podem ser consultados em https://www.sympla.com.br/editaldeinovacao.

O “Desafio de Startups Petrobras Distribuidora” tem como objetivo encontrar empresas que possuam competência técnica em tecnologias digitais, como Internet das Coisas (IoT), Realidade Aumentada e Virtual, Inteligência Artificial, Big Data, Analitycs e Bl (Business Inteligence).

TEMÁTICAS – Na primeira temática, Mobilidade para Pessoas, são esperados projetos de inovação que provoquem impacto positivo na percepção dos clientes (perfil B2C) desenvolvendo e/ou potencializando negócios de varejo aplicáveis em postos de combustíveis, lojas de conveniência e centros de lubrificação, que promovam uma experiência diferenciada e a atração do consumidor aos pontos de venda.

Já para o segmento B2B, inserido na temática Mobilidade para Negócios, a busca é por projetos que utilizem tecnologias digitais para a maximização da eficiência operacional em bases de distribuição de combustíveis, no transporte rodoviário, na gestão de estoques e na colaboração dos elos da cadeia logística da BR, que cobre todo o território nacional.

Finalmente, para a terceira temática, Sustentabilidade, a expectativa é receber propostas que, entre outras, mitiguem os riscos de impacto das atividades na segurança das operações, na sociedade e no meio ambiente.De acordo com o gerente executivo de TI da BR, Aspen Andersen, a companhia vem realizando movimentos de incentivo à entrega e implementação de soluções inovadoras. O executivo cita, entre outras iniciativas, o “Inova BR”, um concurso para a força de trabalho que permeou temas estratégicos, como experiência do cliente, geração de receitas e novos negócios; e o “Hackaton Postos Petrobras”, competição que desafiou entusiastas do segmento de tecnologia a criarem soluções digitais para melhorar a experiência dos consumidores na rede de Postos Petrobras.

“Incentivamos nossa força de trabalho a apresentar livremente ideias que poderiam contribuir para o processo de constante transformação por que passa o mercado de distribuição. Os resultados foram excepcionais. Entendemos haver espaço, também, para um olhar externo, que poderá apontar novos caminhos para a superação desses desafios”, afirma Andersen, ressaltando a importância da parceria com o SENAI, instituição que detém expertise em inovação e acesso ao ecossistema das startups.

INOVAÇÃO – O Edital de Inovação para a Indústria é uma iniciativa do SENAI, do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e do Serviço Social da Indústria (SESI). Nesta edição, estão disponíveis R$ 55 milhões, em cinco categorias, para financiar o desenvolvimento de soluções inovadoras para a indústria brasileira, sejam novos produtos, processos ou serviços de caráter inovador, incremental ou radical. A chamada da Petrobras Distribuidora é a primeira de 2018 na categoria C: Empreendedorismo Industrial – Inovação na Cadeia de Valor, que busca estimular a conexão entre grandes indústrias e startups, micro e pequenas empresas.

“A chamada faz parte da estratégia do Sebrae em promover uma maior integração entre pequenas e grandes empresas da cadeia produtiva, visando especialmente o desenvolvimento tecnológico conjunto. Com isso, os pequenos negócios têm a oportunidade de investir em inovações de maneira bem mais assertiva, tendo em vista que esses produtos ou serviços serão desenvolvidos a partir de demandas reais de mercado”, explica o gerente de inovação, Célio Cabral. “Nesse processo, as pequenas empresas ganham também com o suporte técnico que pode ser ofertado pelas grandes empresas, infraestrutura para testes de protótipos, rede logística e de distribuição, dentre outros. Por outro lado, as grandes empresas ganham com a agilidade, baixo custo e o conhecimento instalado nas pequenas empresas para inovação”, completa.

A seleção dos projetos pelo Edital de Inovação para a Indústria é feita com base em critérios como potencial de inovação e de comercialização do produto ou do processo. Além do fomento, as instituições oferecem apoio na forma de infraestrutura para desenvolver as propostas selecionadas por meio dos Institutos SENAI de Inovação e dos Institutos SENAI de Tecnologia.

“O Edital de Inovação para a Indústria é a porta de entrada do SENAI para grandes empresas e startups cocriarem soluções. Inovar é vencer, mas ninguém inova sozinho. Mais de 500 pesquisadores estão à disposição para acelerar projetos inovadores ao mercado”, explica o gerente-executivo de Inovação e Tecnologia do SENAI, Marcelo Prim.

Apresentações do Edital de Inovação para a Indústria

Rio de Janeiro
Data: 19/6/18
Horário: 14h às 16h
Local: Auditório Firjan – Av. Graça Aranha, 1 – Centro, Rio de Janeiro.

São Paulo
Data: 20/6/18
Horário: 14h às 16h
Local: SENAI Mário Amato – Bairro Assunção – São Bernardo do Campo – SP.

Recife
Data: 25/6/18
Horário: 14h às 16h
Local: Porto Digital – R. do Apolo, 235, bairro do Recife.

Fonte: Petrobras

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Aviões: o querosene mais caro do mundo

Política de preços equivocada ou ausência de transparência da Petrobras. Qualquer que seja a resposta, o fato é que a compra do querosene de aviação no Brasil pelas companhias aéreas gera um custo adicional de 28% em relação aos valores do mesmo combustível no mercado internacional. Não é pouco. Só em 2012 essa diferença representou mais de US$ 1 bilhão em gastos desnecessários, mas refletidos no preço das passagens.

“Entre os países em crescimento, o Brasil é o menos competitivo em custos do querosene de aviação”, afirma Tony Tyler, Diretor Geral da IATA (International Air Transport Association). Ele revela que o combustível no Brasil representa 43% do custo das companhias aéreas, contra uma média internacional de 33%. O executivo conclui: “Infelizmente, muitas vezes a política de preços dos governos atrapalha. No caso brasileiro, a paridade dos preços associados aos custos de importação resulta em imensa distorção do mercado”.

Tyler dá um tiro no que viu e acerta o que não viu. Até seria plausível imaginar que a oneração do preço médio do litro no país (R$2,25) em relação a Houston (R$1,76, tabela PLATTS) é provocada pela importação do produto. Mas não é o que acontece. Quase 75% dos mais de 7 bilhões de litros de querosene de aviação consumidos aqui são produzidos pela Petrobras. Sequer dá para acusar o transporte interno, pois 80% do combustível utilizado nos aeroportos de São Paulo, onde se concentra a maior parte tráfego aéreo, vem de São José dos Campos, a 100 quilômetros.

Duas notícias recentes demonstram as consequências dessa política danosa. A primeira é que depois de dez anos houve inversão nas tendências, e de acordo com estudo do jornal O Estado de S. Paulo, no primeiro trimestre de 2012 o número de passageiros que voltou a tomar ônibus de longa distância aumentou 2,58% em relação a 2012. Trazendo prejuízo à conquista social, os voos domésticos caíram 0,20%. A situação tende a piorar.

Já a segunda notícia é a redução pelas aéreas dos assentos disponíveis, para contornar o custo do combustível. Com menos aviões no ar, pode até parecer que a taxa de ocupação melhorou, mas todos perderam. Além das demissões na indústria, que já começaram, o consumidor viu suas opções encolherem. E, diante da menor oferta, os preços das passagens sobe.
Diante disso, a coluna fez cinco perguntas à Petrobras: por que o preço do querosene de aviação no país é mais caro; como é composto; se este valor subsidia a gasolina e o óleo diesel; qual a produção nacional e importada; o que impede o país de produzir 100% do produto. A resposta da empresa, depois de insistentes contatos, foi lacônica e imprecisa: “Os preços de QAV praticados pela Petrobras têm sua formação baseada em parâmetros de mercado internacional”.

Má comunicação à parte, pelo visto a empresa controlada pelo governo ainda considera avião coisa de elite. “É preciso rever essa política discriminatória de preços, porque hoje a aviação se tornou transporte de massa”, conclui Adalberto Febeliano, consultor técnico da ABEAR, associação das empresas aéreas brasileiras.
Há mais a comentar, como a questão do ICMS. Mas fica para outra coluna.

Passageiro Vip: Gabriela Otto
Nascida em Porto Alegre, de onde saiu aos 25 anos, Gabriela é formada em Comunicação e tem pós-graduação em Vendas e Marketing. Começou uma carreira de 20 anos na hotelaria na Rede Plaza, onde foi Relações Públicas. Seguiram-se o Caesar Park, InterContinental e Sofitel, neste último ocupando a diretoria regional de vendas para América Latina.

Desde 2006, ela dá aulas em diversas instituições de ensino ligadas a turismo e hotelaria. Também escreve para publicações do trade. Já morou no Rio, São Paulo e Sidney (Austrália).

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CURITIBA SEDIA SEMINÁRIO SOBRE OPORTUNIDADES DO PRÉ-SAL

EMPRESÁRIOS DO SUL DO BRASIL CONHECERAM AS OPORTUNIDADES GERADAS NA CADEIA DE PETRÓLEO E GÁS COM O PROJETO DO PRÉ-SAL. O EVENTO ACONTECEU NA FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO PARANÁ E FOI ORGANIZADO PELO GRUPO RIC DE COMUNICAÇÃO. ACOMPANHE REPORTAGEM EM VÍDEO DO PROGRAMA VALOR AGREGADO.

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