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O2O: o futuro para os negócios? – Por Alex Tabor

O conceito chinês do O2O (online to offline) nada mais é do que a oferta de produtos ou serviços que o consumidor usa no mundo físico, mas que são comprados pela internet. Esse é um termo relativamente novo, mas que está crescendo rapidamente. De acordo com dados da Associação Brasileira de O2O, as empresas desse setor cresceram mais de 30% em 2016 em relação a 2015. Na China, o aumento chegou a 200% três anos atrás, o que mostra que o modelo de negócios está em grande ascensão e tem um enorme potencial.

Os aplicativos de serviços O2O, além de facilitar pagamentos, têm o objetivo de gerar uma experiência cada vez mais completa para os clientes, com foco em conveniência e rapidez. Quem imaginaria há alguns anos que seria possível chamar um táxi pelo celular ou comprar uma oferta de restaurante na hora do almoço e utilizá-la imediatamente, além de pagar a conta pelo próprio aplicativo? Hoje, estamos cada vez mais conectados e isso já se tornou realidade. Os smartphones viraram itens indispensáveis no nosso dia a dia e quem investe pesado em tecnologia tem um terreno fértil de negócios para explorar.

No Brasil, o Peixe Urbano foi uma das primeiras empresas a apostar nesse conceito quando, em 2010, lançou um serviço que divulgava pela internet uma oferta do mundo offline por dia. Em 2014, mudou seu modelo de negócios de compras coletivas para uma Plataforma de Ofertas Locais, aumentando o número de ofertas disponíveis para milhares, unindo ainda mais o mundo online ao offline. Outra ferramenta que a empresa adotou para disseminar o conceito O2O foi a geolocalização, que permite que a plataforma identifique a localização do usuário por meio do GPS do smartphone e o conecte com as empresas parceiras mais próximas. Atualmente, as compras realizadas via aplicativo representam mais de 50% dos cupons que são utilizados no mesmo dia.

As empresas que já adotaram essa tendência certamente saíram na frente. Para as que ainda pretendem trazer o O2O para o seu negócio, é necessário que possuam um aplicativo que suporte todas as suas demandas, para que os seus usuários tenham uma ótima experiência e para que o aplicativo seja lembrado, acima de tudo, como uma ferramenta útil para o dia a dia. Se o aplicativo não for robusto e não possuir boa interface e funcionalidade, os usuários irão baixá-lo e imediatamente deletá-lo, para dar espaço ao próximo app e não ocupar o armazenamento de seus smartphones. Pode soar clichê, mas em tempos efêmeros e dinâmicos, a primeira impressão é a que fica…

Alex Tabor, CEO e cofundador do Peixe Urbano, maior plataforma de e-commerce local do Brasil

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Equívoco sobre ISS pode deixar até 90% das cidades brasileiras sem serviços oferecidos por apps

Uma interpretação equivocada sobre como funcionam serviços online pode forçar dezenas de empresas de agenciamento de táxi, delivery de comida, agendamento de serviços de beleza ou reparos no lar via aplicativos a sair das pequenas e médias cidades brasileiras.

Chamados de O2O (online to offline), estes apps permitem usar o celular para agendar dezenas de serviços, o que aumenta a produtividade das empresas, sua taxa de ocupação, eleva a segurança das transações comerciais, reduz custos e, na prática, permite melhorar a qualidade dos serviços prestados. Atualmente, mais de 120 cidades brasileiras contam com serviços O2O, que atendem diariamente mais de 24 milhões de usuários e geram, em média, economia de 20% para o consumidor final.

Como qualquer serviço online, o agenciamento feito pelas empresas de O2O acontece em ambiente virtual, ou seja, em servidores remotos que podem ficar em qualquer local do Brasil ou do mundo, processo conhecido como “computação em nuvem”. Esta característica faz com que as empresas de tecnologia recolham impostos sempre de acordo com as leis da localidade em que abrem suas sedes. Situação totalmente distinta é vivida pelos parceiros offline, que prestam serviços em locais físicos variados e recolhem Imposto sobre Serviços (ISS) sempre na cidade em que estes são efetuados.

Desde o início de 2016, no entanto, cidades como São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG), São José dos Pinhais (PR) e Brasília (DF) têm apresentado propostas de regulação para que cada agenciamento online para serviço offline prestado em seu território recolha ISS em seu município. Na prática, esta interpretação obrigaria, por exemplo, um app com parceiros em mil cidades a abrir escritórios em mil localidades e recolher ISS em cada uma destas regiões individualmente.

De acordo com o presidente da Associação Brasileira de O2O (ABO2O), Yan Di, esta interpretação eleva enormemente a burocratização das empresas online, inibe a inovação e os investimentos no setor, pois leva insegurança jurídica a toda cadeia de empresas envolvidas. “Esperamos que este equívoco não prospere, mas queremos alertar para o risco de muitos apps deixarem de oferecer seus serviços nos municípios menores, por não valer a pena arcar com os custos burocráticos adicionais”, afirma o presidente da ABO2O.

Levantamento da ABO2O, indica que entre as 100 cidades com mais serviços O2O disponíveis, apenas 10 municípios são grandes o suficiente para justificar novos investimentos burocráticos. O novo cenário poderia restringir as facilidades oferecidas por apps apenas às maiores capitais, forçando a saída das empresas online de mais de 90% das cidades. No setor de transportes, por exemplo, cidadãos de mais de 400 municípios podem utilizar os serviços das empresas 99 Taxis e Easy Taxi. “Uma mudança no método como o ISS é recolhido pode tornar nossos serviços economicamente inviáveis nas cidades médias, praticamente restringindo-os a centros como Rio de Janeiro e São Paulo”, afirma Jorge Pilo, CEO da Easy Taxi no Brasil.

Desde seu surgimento, serviços O2O têm permitido que serviços de logística, transporte ou beleza se popularizem, tornando-os acessíveis por meio de descontos e promoções a novas camadas de consumidores. “Infelizmente, este traço democrático do O2O fica sob risco na medida em que muitos municípios, sobretudo os menores, podem perder sua atratividade para novos players O2O, prejudicando consumidores e a economia local”, diz o diretor de expansão de mercado da 99 Taxis, Pedro Somma.

A associação está disposta a dialogar com todos os legisladores e órgãos regulatórios que busquem compreender melhor a natureza dos serviços O2O e espera sensibilizar os entes públicos para a adoção de soluções que não inibam os investimentos, a inovação e os ganhos de produtividade para a economia brasileira, permitindo às pequenas e médias cidades nacionais desfrutar das mesmas vantagens de que já usufruem os moradores de grandes centros urbanos.

Sobre a Associação Brasileira de O2O

A ABO2O é uma entidade privada e sem fins lucrativos que reúne mais de 30 empresas líderes em seus segmentos e 3 fundos de investimento com o objetivo de fomentar o empreendedorismo e auxiliar as empresas brasileiras a desenvolver serviços inovadores que facilitem a vida do consumidor e democratize seu acesso bens e serviços de uma forma inteligente e econômica. Para saber mais, acesse www.o2obrasil.com.br.

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