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Projeto social de startup brasileira transforma realidade de jovens na África

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O que pode ser mais sincero e gratificante do que o sorriso de uma criança? Foi pensando nisso que Samuel Toaldo e Eugen Braun, sócios da startup Goleiro de Aluguel (www.goleirodealuguel.com.br), desenvolveram um projeto social ligado ao esporte que está mudando a vida de jovens carentes em Mali, África.

Para quem não conhece, pioneira no mundo desde janeiro de 2015, a Goleiro de Aluguel é um verdadeiro marketplace que reúne apaixonados por futebol que precisam de um goleiro para sua partida entre os amigos e goleiros amadores em busca de mais amizades e oportunidades de jogar com frequência.

A responsabilidade social está no DNA da empresa. Ambos os sócios, até mesmo antes de se unirem já realizavam trabalhos voluntários: “Ter um olhar para ajudar o próximo vem do desejo de mudar realidades. Foi também o que me uniu ao Eugen para chegarmos onde estamos com a startup”, conta o CEO Samuel Toaldo.

Da ideia ao início de uma revolução

Tudo começou com uma mensagem no Facebook enviada pelos sócios ao malês Vadjiguiba Diaby. O recado era de incentivo por seu empenho em buscar alternativas para ajudar jovens da sua localidade mesmo diante de tantas dificuldades. Samuel e Eugen descobriram pela própria rede social a iniciativa que Diaby estava realizando à sua forma – treinamento de goleiros com meninos da sua comunidade. “Nos surpreendemos ao perceber o que pode ser feito de bom aos jovens quando se quer de verdade. Esse é o caso do hoje nosso amigo Vadjiguiba. Por isso, não exitamos em encontrarmos uma maneira de ajudá-lo”, comenta Eugen.

O que os sócios souberam foi que Diaby mantinha um treinamento improvisado para jovens goleiros às custas de muita criatividade. Isso chamou muito a atenção de Samuel e Eugen e logo depois tiveram a ideia de ajudar a iniciativa. Foi como uma fagulha prestes a gerar uma grande fogueira de solidariedade, como conta Samuel: “Vimos muita paixão no projeto e não hesitamos em ajudar da forma como podíamos, mesmo no início das operações. Começamos a disponibilizar uma verba mensal que financiou até o momento o aluguel do campo de jogo e uma sala para guardar equipamentos. Já era um grande salto para quem tinha pouco ou quase nada mas queríamos mais”.

A startup trabalha com o modelo de negócios que incentiva não só os sócios mas como todos os envolvidos a contribuírem. Funciona assim: 60% do valor por partida realizada fica com os goleiros e 40% com a startup. Destes 40%, parte da receita fica para os custos com a operação e outra com a contribuição recorrente ao projeto.

Projeto ganha ainda mais corpo com evolução da startup

Com o lançamento do primeiro aplicativo no fim de agosto de 2016, (até então as convocações eram feitas via site e contato por apps de mensagens) há três opções de valores para realizar convocações de goleiros, todos relativos ao tempo de jogo: Por 60 minutos, o valor a ser pago por cada convocação é de R$ 30,00. Por 90 minutos, R$ 45,00 e se for mencionado o tempo de 120 minutos, o “aluguel” fica por R$ 60,00. Também é possível escolher entre um goleiro específico – busca por nome – ou aleatório, onde a demanda do jogo é enviada a todos os goleiros da base.

Para esse ano, não só a parceria foi mantida como ampliada em 350% com a oficialização da chamada “Escuela de Porteros” – ou escola de goleiros – trazendo muito mais estrutura a esses jovens. Logo após o primeiro mês de aumento dos valores doados, os organizadores já anteciparam o pagamento de 6 meses do aluguel do espaço utilizado para treinos.

E agora em janeiro foi feita mais uma grande doação de materiais esportivos e a efetivação do mantenedor como pertencente da equipe da Goleiro de Aluguel. Agora com a aquisição de materiais esportivos o projeto ganhou oficialmente a marca da startup e suas cores oficiais, roxo e verde Até o momento são ajudados mais de 40 jovens entre 6 e 14 anos.

Segundo Samuel, “Há pouco enviamos luvas exclusivas com nossa marca e bolas oficiais para o treino. Também fabricamos obstáculos específicos em madeira, substituindo o improviso criativo necessário para o projeto acontecer. Fazer o bem não tem preço e nos dá ainda mais força para seguir avançando com a Goleiro de Aluguel. E pensar que bem há pouco tempo estávamos começando essa trajetória com apenas uma fan page no Facebook, depois com nosso site e agora com o primeiro aplicativo, nossa ideia é alcançar ainda mais pessoas e buscar fazer nossa parte por um mundo menos desigual e com mais sorrisos como os que recebemos desses jovens”, assinala.

Ajudar ao próximo está no DNA da Goleiro de Aluguel

Os empreendedores já se envolveram em outras quatro ações sociais, onde patrocinaram a Seleção Brasileira Feminina de Futsal para surdos, que recebeu todos uniformes dos atletas, comissão técnica e condições financeiras de disputarem a Copa do Mundo da modalidade, se sagrando vice-campeã.

A mais recente está agora no ar com o apoio à CBDS (Confederação Brasileira de Desportos para os Surdos) onde a startup está colocando à venda a camisa oficial da delegação que participará esse ano das Surdo-olimpíadas na Turquia. Todo valor ganho com a venda será revertido aos surdo-atletas.

Outra iniciativa surgiu a partir do contato inspirador com o menino Gustavo, de apenas 5 anos que luta bravamente contra a Leucemia. Em conjunto com um dos goleiros de aluguel, Thiago Merigui, foi realizada uma campanha com a hashtag #‎goleirosanguebom para incentivar a doação de medula óssea.

A ideia ganhou corpo e foi aderida por muitas pessoas, inclusive grandes atletas e treinadores de clubes de série A como o goleiro Vanderlei e o técnico Dorival Júnior, ambos do Santos. Como incentivo, o goleiro Douglas Friedrich , à época no Grêmio – hoje no Avaí para a temporada 2017, enviou suas luvas de jogo. “A ideia inicial era sortear essa luva entre os goleiros de aluguel, mas decidimos manda-las para esse grande campeão”, assinala Eugen Braun, COO da Goleiro de Aluguel.

E a cidade de Campo Largo, região metropolitana de Curitiba, também se tornou palco para uma goleada de solidariedade. Lá, o Professor Ivo, de 77 anos, trabalha voluntariamente como treinador de mais de 100 crianças. Nesse projeto, todos os materiais esportivos, sejam eles uniformes, bolas, coletes, foram doados pela Goleiro De Aluguel.

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