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Empresas buscam mulheres que atuam em TI

A segunda edição do PrograMaria Summit acontece em setembro, na cidade de São Paulo. O evento promove o encontro entre mulheres desenvolvedoras e empresas contratantes e conta com rodadas de palestras conduzidas por mulheres referências do mercado.

Com foco no público feminino que já está na área tecnológica ou está em busca de recolocação na área, o encontro tem como objetivo fortalecer o vínculo das mulheres na área da TI com conteúdo técnico e oportunidade de desenvolvimento profissional.

“Existe um fenômeno de evasão das mulheres do mercado de Tecnologia”, explica Iana Chan, fundadora da PrograMaria. “É contraprodutivo falar sobre atrair mais mulheres para essa área, se elas não permanecem nela e não encontram oportunidades para desenvolver suas carreiras. O Programaria Summit foi desenhado para apoiar as mulheres que já trabalham na tecnologia, pois percebemos que é necessário continuar apoiando para que desenvolvedoras consigam evoluir e se aprimorar profissionalmente”.

O PrograMaria Summit trará orientações sobre carreira e abordará temas como inteligência emocional, tendências de tecnologia e trilhas técnicas (front-end e back-end).

O evento acontece na Unibes Cultural no dia da independência do Brasil, ótimo momento para promover também a independência da mulher no mercado da tecnologia.

Patrocinadora do evento, A Oracle conta com mais de 2000 colaboradoras na América Latina e está em busca de ampliar essa rede. “Apostamos na construção de uma cultura que represente seus colaboradores, clientes, fornecedores e comunidades. Sabemos que equipes mais diversas, onde as pessoas se sentem incluídas, são mais propensas a desenvolver ideias mais criativas e propor melhores soluções aos nossos clientes. Assim, aqui na Oracle, inclusão, diversidade e respeito fazem parte do dia-a-dia no ambiente de trabalho”, diz Daniele Botaro, líder de Inclusão e Diversidade, Oracle América Latina.

“O principal desafio para as empresas é integrar as mulheres na área de tecnologia onde a demanda de trabalho é muito alta, mas que ainda é ocupada majoritariamente por homens. A Oracle procura motivar mulheres a considerar a tecnologia como uma carreira, aumentando seus conhecimentos”, comenta Milena Leal, Diretora Sênior de Vendas de Tecnologia na Oracle Brasil.

Para a Vivo, a participação no PrograMaria Summit reforça o conjunto de iniciativas da empresa para construir um ambiente ainda mais diverso e inclusivo. “Assumimos o compromisso de estimular uma cultura mais inclusiva e um ambiente mais diverso, com o objetivo de valorizar a diversidade de pontos de vista, origens, identidades e orientação, para que todos se sintam à vontade para serem como são, tendo suas diferenças respeitadas”, destaca Niva Ribeiro, VP de Pessoas da Vivo. Em 2018, a empresa lançou o Programa Vivo Diversidade, cujo manifesto promove respeito à variedade de caraterísticas, escolhas, comportamentos e opiniões.

O credenciamento será a partir das 8h45, com um café de boas-vindas. Logo em seguida, a abertura oficial acontece no teatro da Unibes, que trará também keynotes com mulheres líderes no mercado da tecnologia. Após almoço o público será conduzido às palestras de acordo com as trilhas escolhidas, rodadas com experts e speed hiring, onde cada participante terá um encontro com representantes das empresas escolhidas no ato da inscrição.

Paralelamente durante todo o dia, stands das empresas participantes estarão dispostos na feira de negócios. A programação ainda conta com coffee break à tarde, outra rodada de keynotes e happy hour após o encerramento.

As inscrições podem ser feitas pelo link http://bit.ly/programariasummit2019. O Programaria Summit também conta com o patrocínio da AWS, Amazon, Everis, Quinto Andar, Bossabox, TFG e Accenture.

PrograMaria Summit 2019
Quando: 07/09, das 9h às 19h
Onde: Unibes Cultural – Rua Oscar Freire, 2500 – São Paulo/SP
Inscrições: http://bit.ly/programariasummit2019

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Laboratória abre inscrições para formação de mulheres programadoras

Presente no Chile, México e Peru, a Laboratória, startup sem fins lucrativos que busca a inclusão de mulheres de baixa renda por meio da formação em programação front-end, abre inscrições para a segunda turma do curso. As interessadas não precisam ter experiência em tecnologia e precisam atender a requisitos básicos como: ser mulher, maior de 18 anos e ter estudado o ensino médio em instituições públicas ou privadas com bolsa por critério de renda.

São 60 vagas e as inscrições para o processo seletivo são realizadas online (selecao.laboratoria.la) até 30 de novembro. As fases de entrevistas e pré-admissão acontecerão entre os dias 05/11 e 05/12, e as aulas começarão em janeiro de 2019, em São Paulo. O programa de formação, ou Bootcamp, dura 6 meses, e prepara as 60 alunas para se tornarem programadoras Front-End, com aulas sobre JavaScript, HTML, CSS e UX, entre outras especializações. O programa é encerrado com o evento “Talent Fest”, quando as empresas parceiras dispostas a recrutar talentos propõem desafios reais para que as alunas resolvam.

De acordo com Regina Acher, sócia e diretora responsável pela Laboratória Brasil, o Brasil é um mercado importante para a startup, tanto pela alta demanda por profissionais de tecnologia, quanto pela necessidade de equilíbrio de gêneros. “Estamos muito satisfeitos com o trabalho que estamos realizando com a Laboratória por aqui. O Brasil é o maior mercado de tecnologia da América Latina, pois existe uma grande demanda por mão-de-obra capacitada e, ao mesmo tempo, uma profunda desigualdade de gênero nesse setor. As inscrições para a primeira turma nos mostraram o quanto estamos no caminho certo ao oferecer esse tipo de qualificação às mulheres”, explica Regina.

Fundada no Peru, a organização já formou mais de 850 programadoras, das quais 80% conseguiram trabalho na área de tecnologia, um segmento majoritariamente masculino. As alunas não pagam nada durante o curso e, depois de conseguirem um emprego, elas pagam uma contribuição para que outras mulheres possam ter a mesma oportunidade.

Para saber mais sobre a Laboratória: www.laboratoria.la/br

Inscrições: selecao.laboratoria.la

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Mulheres são apenas 1 em cada 5 dos profissionais de TI, aponta KPMG

A liderança de TI feminina continua em uma tendência de crescimento excepcionalmente lento, alcançando, neste ano, 12% em comparação com os 10% do ano passado. Os dados são da pesquisa CIO 2018 realizada pela KPMG em conjunto com a Harvey Nash, o maior estudo de liderança em TI e que está na 20ª edição. O levantamento apontou que as mulheres representam apenas uma em cada cinco dos membros das equipes de tecnologia.

O estudo mostrou ainda que quase 25% dos executivos de TI disseram que o tema inclusão e diversidade não tem relevância para a concretização dos objetivos empresariais e tecnológicos de uma organização. Já 47% dizem que a temática tem alguma influência, enquanto 30% afirmam que inclusão e diversidade impactam os objetivos empresariais e tecnológicos de forma considerável.

“O setor parece estar significativamente dividido em relação à extensão na qual a diversidade é importante para o sucesso da empresa”, analisa o sócio da KPMG, Claudio Soutto.

Sobre a pesquisa

Na 20? edição, a pesquisa da CIO Survey 2018 foi realizada pela KPMG em parceria com a Harvey Nash. É considerada a maior pesquisa de liderança em TI em todo o mundo em termos de quantidade de entrevistados. O levantamento foi realizado entre 20 de dezembro de 2017 e 3 de abril de 2018, em 84 países, com 3.958 CIOs e líderes em tecnologia, por meio de análises de respostas de organizações que apresentam despesas anuais com segurança cibernética de até US$ 46 bilhões.

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Grupo Nexxera recebe o Meetup “Mulheres de Produtos” e fomenta o debate de igualdade de gênero no mercado de TI

O Grupo Nexxera, um dos principais players do mercado de tecnologia para transações eletrônicas, irá sediar a terceira edição do “Mulheres de Produto”, um projeto de incentivo à participação feminina na área de TI, na quarta-feira, 29, das 18h30 às 21h30. O objetivo dessa iniciativa é fazer com que as mulheres se sentirem mais à vontade nessa área, sabendo lidar com determinadas situações, obtendo conhecimentos específicos, compartilhando experiências, fazendo networking, conhecendo a dinâmica de outras empresas, entre outros. Tudo isso para torná-las mais seguras e fortes.

Segundo dados apresentados pela CA Technologies, uma das maiores fornecedoras de tecnologia corporativa do mundo, apenas 8% das vagas de desenvolvedores de software de todo o mundo e 11% dos cargos executivos das empresas de tecnologia no Vale do Silício (EUA) são ocupados por mulheres. No Brasil, apesar de serem maioria no Ensino Superior, as mulheres representam apenas 22% dos alunos nos cursos relacionados à computação (Censo IBGE 2010).

Áreas como tecnologia e exatas são dominadas por colaboradores do sexo masculino, porém, existe um forte trabalho para mudar este cenário e aumentar o protagonismo das mulheres, sobretudo, quando o assunto é tecnologia.

O “Meetup Mulheres de Produto” é um evento itinerante que acontece uma vez por mês. O encontro promove trocas de experiências, conversas e networking entre mulheres que atuam no setor ou pretendem explorar essa nova área.

Organizado coletivamente pelo grupo, a 3ª edição acontecerá no Grupo Nexxera por meio da iniciativa de uma colaboradora, Renata Schneider – Analista de Marketing de Produto do Grupo. “Iniciativas como essa fortalecem as mulheres e fazem elas se sentirem mais seguras no ambiente que trabalham. Isso é positivo para todos, inclusive para a própria empresa, que terá profissionais mais motivadas “, explica Schneider.

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Curso incentiva mulheres a se tornarem programadoras

Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio, apenas 20% dos profissionais no mercado de TI são mulheres, enquanto dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep/MEC) indicam que somente 15% dos ingressantes nos cursos da área pertencem ao gênero feminino. Para diminuir essa disparidade, a Ironhack, global tech school que acaba de abrir o seu primeiro programa no Brasil, oferece bolsas de 10% para as mulheres que se matricularem nos seus cursos.

“Queremos incentivar uma maior participação feminina nesse mercado que, por razões socioculturais, ainda carrega o estigma de ser um setor masculino”, explica Mario Posadas, Gerente de Expansão da Ironhack no Brasil. A empresa têm um modelo de ensino conhecido como bootcamp, metodologia de aprendizagem imersiva baseada na ideia de “aprender fazendo”, por meio de cursos intensivos de treinamento para programadores e web designers.

O programa é voltado tanto para o profissional que quer mudar de carreira, quanto os que procuram se qualificar no setor da tecnologia da informação, formato que tem garantido também a rápida inserção feminina no setor de tecnologia. “Cerca de 85% dos que concluem o programa conseguem um novo emprego em até três meses. Isso torna a opção atraente para as profissionais que sempre quiseram trabalhar na área, mas não tinham coragem de dar este tipo de guinada ou se deixavam influenciar pelo estereótipo de ser um segmento de maioria masculina”, analisa Posadas.

Outro diferencial da escola de programação é o suporte dado à recolocação profissional. Além da preparação para entrevistas e elaboração do currículo, após a conclusão do curso, a escola promove uma Feira de Contratação ao longo de quatro dias, momento em que as próprias empresas vão até o Campus para conhecer e entrevistar os alunos. Entre as companhias, destaca-se a parceria global com Google, Rocket Internet, Boston Consulting Group, Twitter, VISA, entre outras.

A Ironhack inicia seu primeiro programa no país em 15 de outubro, com duração prevista de nove semanas. As inscrições já estão abertas no site oficial da escola: www.ironhack.com. O programa, full time, com aulas em português, tem carga de 40 horas semanais e todos os conhecimentos técnicos ensinados por professores experientes são testados em projetos.

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Stefanini recebe o Women Techmakers – Devs JavaGirl para disseminar o trabalho das mulheres na área da tecnologia

A Stefanini, uma das mais importantes provedoras globais de soluções de negócios baseadas em tecnologia, recebe no dia 22 de agosto, em seu escritório em Brasília, o Women Techmakers, programa do Google para incentivar as mulheres na área de tecnologia. Realizado pelo Devs JavaGirls, com apoio do Google Developers Group (GDG) e a Stefanini, o encontro tem como objetivo disseminar o trabalho das mulheres Devs e promover uma troca de ideias e de experiências, além de contribuir com dicas e novas aprendizagens.

O Women Techmakers – Devs JavaGirls vai abrir o projeto Women Techmakers em Brasília, que realizará eventos mensais para aproximar a comunidade de mulheres na capital do País. O Devs JavaGirls é um grupo que possui o intuito de unir a comunidade em torno do fortalecimento dos skills técnicos de mulheres que trabalham ou pretendem trabalhar com programação especificamente em Java.

A programação do evento contará com duas palestras. A + Design Pattern será conduzida por Rita Pissarra, profissional experiente que atua com as tecnologias VueJS, Angular 5 e Groovy. Rita é sócia na Facilite Contabilidade e dev sênior na Cast, e estuda desenvolvimento de software desde 2009, já tendo trabalhado com tecnologias como Java com JSF, JPA e EJB, Spring e AngularJS, MEAN – MongoDB, ExpressJS, AngularJS e NodeJS.

Angélica Leite, que debaterá + Mistérios do Spring Framework, trabalha atualmente na ONU Meio Ambiente, no Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e Sistema de Informação sobre Biodiversidade (SiBBr). Também atua com desenvolvimento de software desde 2010 passando pelo back e pelo front com tecnologias como Java 8, Java EE, JAX-RS, Wildfly, Primefaces, MySQL, Spring Boot, Spring Security, Spring View, JavaScript, entre outras.

A Stefanini apoia iniciativas que ampliam a participação feminina em suas várias frentes. A companhia enxerga o evento como uma oportunidade de disseminação de conhecimento e troca de experiência entre os profissionais de TI, independentemente de gênero. Com um portfólio robusto, que inclui soluções de cloud, analytics, plataformas de inteligência cognitiva e fidelização, segurança cibernética, Internet das Coisas e Indústria 4.0, a Stefanini conta com ofertas inovadoras e resultados mais ágeis e eficientes para todas as áreas de negócios.

O GDG é uma comunidade de desenvolvedores com o objetivo de compartilhar conhecimentos, ideias e promover a integração social com outros profissionais, com foco em conteúdo técnico-educacional, além de criar projetos no conceito de fonte aberta e APIs públicas como Android, Firebase, Cloud platform e TensorFlow. Presente em 119 países, o GDG integra mais de 750 grupos e conta com mais de 425 mil membros. O Grupo realiza atividades como reuniões frequentes, palestras, grupos de debates, apresentação de projetos e ideias. Também promove a discussão de temas como Guidelines, uso de Biblioteca Google, Desenvolvimento e Design patterns.

O evento é gratuito e podem participar profissionais, empreendedores e estudantes. Para comparecer a esse encontro, basta clicar aqui, preencher o formulário de inscrição e aguardar o e-mail de confirmação.

Women Techmakers

Dia: 22 de agosto, quarta-feira

Horário: às 19h

Local: Stefanini – Escritório Brasília

Endereço: Setor Comercial Norte Q1 | Bloco A | Edifício Number One Sala 201 | Asa Norte | Brasília (DF)

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Stefanini se une à ONG Mais Mulheres na TI para promover eventos de Soft Skills voltados para a carreira

A Stefanini, uma das mais importantes provedoras globais de soluções de negócios baseadas em tecnologia, e a ONG Mais Mulheres na TI se unem para promover o Domínio de Soft Skills para o Sucesso no Local de Trabalho, que acontece entre os dias 7 e 10 de agosto, no Stefanini Innovation Center, na sede da companhia, em São Paulo.

Cada módulo consiste em uma atividade destinada a fazer com que as pessoas pensem, pratiquem e discutam habilidades relevantes para a carreira e o sucesso pessoal. Além disso, o participante receberá inputs sobre a melhor maneira para atender às necessidades e interesses em novos comportamentos.

O foco das ações será em mulheres que buscam recolocação no mercado. A partir da iniciativa de inclusão de Mais Mulheres na TI, a associação tem como objetivo reduzir a lacuna tecnológica de gênero com capacitações colaborativas em tecnologia de mulheres que serão impactadas pela inovação disruptiva. “Somos um grupo de pessoas apaixonadas por tecnologia que apoia uma mudança social positiva”, afirma Isabela Gayno, fundadora da ONG Mais Mulheres na TI.

Com um portfólio robusto, que inclui soluções de cloud, analytics, plataformas de inteligência cognitiva e fidelização, segurança cibernética, Internet das Coisas e Indústria 4.0, a Stefanini investe constantemente em iniciativas que incluem pessoas em busca de experiências e aprendizados que as mantenham conectadas com o futuro.

Programação:

7 de agosto – As competências esperadas para os profissionais do futuro | Palestrante: João Paulo Coutinho

João Paulo Coutinho trabalha há mais de 10 anos com Aprendizagem Corporativa. Atua em Programas de Desenvolvimento de Lideranças, de Competências e em projetos de Aprendizagem Corporativa, Gestão de Mudanças e Desenvolvimento Organizacional.

8 de agosto – A Entrevista | Palestrante: Isabella Bertelli

Isabella Bertelli é graduada e mestre em Psicologia pela Universidade de São Paulo (USP) e conta com experiência com treinamento e desenvolvimento corporativo e orientação de carreira.

9 de agosto – O poder da Pergunta | Palestrante: Helena Mihoko Miyahara

Helena Miyahara é estudiosa sobre como é o aprendizado e o desenvolvimento de habilidades humanas necessárias para profissionais, pessoas, cidadãos.

10 de agosto – Comunicação interna e externa | Palestrante: Camila Rocha

Camila Rocha é graduada em processamento de dados com MBA em gestão de projetos e neurociência. Atua há seis anos na área de gestão de projetos em TI, focada em transformação cultural para o Ágil.

Para se inscrever, o interessado deve acessar aqui e aguardar o e-mail de confirmação. As vagas são limitadas.

Academia Soft Skills: Domínio de Soft Skills para o sucesso no local de trabalho.

Data: 7 a 10 de agosto | Das 19h às 22h

Realização: Mais Mulheres na TI

Inscrições: até 6 de agosto | Custo: R$ 40,00

Local: Stefanini Innovation Center

Endereço: Avenida Eusébio Matoso, 1385 Pinheiros, São Paulo (SP)

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Diretora Global de Recursos Humanos da Riverbed é reconhecida como uma das 50 mulheres mais influentes de TI em 2018

A Riverbed®, The Digital Performance Company ™, acaba de anunciar que o Conselho de Diversidade da Califórnia (California Diversity Council), nos Estados Unidos, nomeou Lori Spence, Diretora Global de Recursos Humanos (Chief Human Resources Officer) e Vice-Presidente da Riverbed, como uma das 50 mulheres mais influentes na tecnologia em 2018. A lista é composta por executivas, influenciadoras e empreendedoras que causam grande impacto no setor.

As mulheres que compõem a lista anual possuem cargos sêniores ou C-level em suas empresas e impulsionam mudanças na área, contribuindo para o crescimento dos negócios. Cada uma é reconhecida como líderes em suas empresas, por ajudarem no crescimento estratégico, com diversas realizações, enquanto trabalham como um modelo mentor e inspirador para a próxima geração de mulheres na indústria de tecnologia.

“Não é nenhuma surpresa que Lori esteja nesta lista de executivas, já que é uma líder excepcional e uma defensora da diversidade no local de trabalho”, disse Paul Mountford, CEO da Riverbed Technology. “Lori lidera com um alto nível de integridade, paixão e compromisso com a excelência e suas contribuições para a Riverbed resultaram em um impacto muito positivo em nossos negócios e funcionários. Como somos uma empresa que apoia fortemente o crescimento das mulheres na tecnologia, tenho orgulho de ter Lori representando a Riverbed na lista, como um verdadeiro modelo em nosso setor”, afirma Mountford.

“É uma honra ser reconhecida entre este grupo de líderes pelo Conselho de Diversidade da California”, disse Lori Spence, Diretora de Recursos Humanos (CHRO) e Vice-presidente sênior da Riverbed Technology. “Juntas, as mulheres em nosso setor podem ter impacto positivo e preparar o caminho para a próxima geração de líderes femininas em tecnologia, mostrando que podemos realmente derrubar barreiras e acelerar as oportunidades de crescimento profissional e liderança”, comenta.

Lori, que lidera globalmente a área de Recursos Humanos na Riverbed, é responsável pelas operações em 37 países, incluindo recrutamento, benefícios, remuneração, relações com funcionários, imigração, sistemas de RH, serviços compartilhados, desenvolvimento e capacitação. Com o foco da Riverbed em ajudar organizações a maximizar o desempenho digital, a executiva também está concentrada em fornecer serviços e processos digitais atraentes aos funcionários e nos esforços de recrutamento da empresa. Lori publicou recentemente um artigo na Forbes intitulado “As 5 Dicas para Recrutamento na Era Digital”.

A executiva possui mais de 25 anos de experiência em recursos humanos, recrutamento, treinamento, desenvolvimento organizacional, relações com funcionários, gerenciamento de mudanças e desenvolvimento de executivos. Antes da Riverbed, ela foi Vice-Presidente de Recursos Humanos na BenefitStreet, empresa privada de SaaS (Software as a Service), além de ocupar vários cargos como analista sênior na Commerce One, Williams-Sonoma, PAPYRUS e Macy’s.

A lista completa das 50 mulheres mais poderosas em tecnologia de 2018 pode ser encontrada em: http://top50tech.org/2018/

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Tech’s up! Por mais mulheres na área da tecnologia

Por Luciana Carvalho, Diretora de Gente da Movile

Há mais ou menos 2 meses estava junto com algumas amigas assistindo o filme “Estrelas Além do Tempo”. O filme, baseado em um livro de não ficção, conta a história de três mulheres que tiveram importância fundamental no programa espacial americano, em uma época em que as tensões entre os Estados Unidos e a União Soviética atingiram seu ápice.

Inevitavelmente o filme também traz uma reflexão acerca da escassez de mulheres no segmento de ciências e tecnologia. Ainda que tenhamos a oportunidade de ver mais mulheres à frente de grandes empresas e trazendo perspectivas e estilos de liderança diferentes (ainda longe do ideal), quando olhamos para o universo de tecnologia, a representatividade feminina ainda se revela bastante tímida.

Em um rápido retorno ao histórico da primeira turma de Computação do IME (Instituto de Matemática e Estatística da Universidade de São Paulo), me surpreende que 70% dos alunos eram mulheres. Na época, a computação era um desdobramento do curso de matemática, que tradicionalmente já era mais frequentado por mulheres. O que mudou de lá para cá?

Para responder a essa pergunta, faz bastante sentido que olhemos para a história e alguns dados para entendermos como este cenário foi sendo construído.

Em primeiro lugar, a disseminação global transformou a tecnologia em uma questão cultural que passou a ser influenciada ainda na infância, época em que as meninas começam a ser desestimuladas a seguir carreiras técnicas. Segundo o livro Unlocking the Clubhouse: Women in Computing (‘Entrando no Clubinho: Mulheres na Computação’), da pesquisadora Jane Margolis, metade das famílias americanas decide colocar o computador no quarto do filho homem, gerando uma associação precoce que acompanhará as crianças até a fase adulta. Nas próprias escolas é possível perceber essa mesma falta de estímulo à aproximação da tecnologia, bem como o próprio reconhecimento das habilidades matemáticas nas meninas, que, inevitavelmente, passam a preferir outros tipos de carreiras.

Mesmo quando as mulheres decidem ingressar na faculdade em cursos nas áreas de Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática, apenas 26% delas seguem carreira efetivamente na área, contra 40% dos homens (STEM). Isso significa que a maioria das mulheres qualificadas desistem de trabalhar nessas áreas, mesmo após estarem formadas e com conhecimento adquirido.

Entre as mulheres que finalmente decidem por carreiras técnicas na área de tecnologia, algumas pesquisa revelam que elas imediatamente encontram um ambiente de trabalho bastante desfavorável, com pouca diversidade e um excessivo comportamento machista e competitivo entre os colegas, o que desestimula a permanência nessas empresas.

Essa distorção marca a diferença atual entre as empresas de tecnologia e o resto do mercado de trabalho. No ranking das 100 maiores empresas do mundo, 20% têm, pelo menos, uma diretora. No Vale do Silício, esse número cai para 10% das empresas. De acordo com o Departamento de Trabalho dos Estados Unidos, apenas 11% dos profissionais de Engenharia do país são mulheres. Segundo um estudo da Harvard Business School, apenas 10% dos aportes financeiros na forma de investimentos são feitos em startups comandadas por mulheres. Nos Estados Unidos, as programadoras de código correspondem a 26% do total. No Brasil, a situação é ainda pior: apenas 17% dos programadores brasileiros são mulheres.

Essa matemática precisa mudar radicalmente. As empresas de tecnologia precisam compreender a importância de olhar a diversidade como um fator positivo. Pesquisa do Gallup aponta que corporações que apostam em perfis mais plurais – inclusive com mais mulheres – têm um turnover 22% menor e uma facilidade maior na hora de contratar; times de tecnologia com maior diversidade também tendem a ser mais eficientes e produtivos; empresas com profissionais de background diferentes representam melhor a própria sociedade, passam a compreendê-la melhor e desenvolvem a capacidade de produzir produtos e serviços mais adequados e pertinentes aos dias de hoje.

A verdade é que nós, profissionais em posições de liderança, devemos ajudar os gestores a preparar seus times para a diversidade. Isso deve ocorrer não apenas no momento da contratação, mas também de maneira constante, estimulando um ambiente de trabalho que respeite as individualidades. Mulheres têm o direito e a competência para exercer qualquer cargo em qualquer empresa, seja na área técnica, gerencial ou executiva. Precisamos de pessoas talentosas, homens e mulheres, que estejam prontas para assumir o protagonismo que seus cargos exigem, mas que também possam ajudar a construir um mundo mais aberto. Só depende de nós.

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Mulheres e o desafio pela igualdade no mercado de TI – Por Paula Mello

Historicamente, as mulheres sempre foram reservadas para as tarefas domésticas, por se basear que a figura paterna precisava trabalhar para sustentar a família. As mulheres, no entanto, estão cada vez mais deixando de seguir e aceitar esse padrão de vida. Tanto é, que, hoje, muitas são responsáveis financeiramente pelas contas domésticas e pela gestão de equipes e empresas. Em 2007, representávamos 40,8% do mercado formal de trabalho e, quase dez anos depois, esse número passou para 44%.

O mercado de tecnologia é um setor que não para de evoluir e que também disponibiliza constantemente oportunidades de empregos. Assim como revela uma pesquisa do Gartner, o mercado tecnológico tende a crescer ainda mais em 2018, com crescimento de 4% e estimativa de gastos globais das empresas de TI em US$ 3,7 trilhões. No entanto, o segmento de Tecnologia da Informação ainda possui presença quase que predominante masculina, situação essa que acredito que deve ser diferente nos próximos anos.

Em um mercado tão acirrado, as mulheres estão correndo atrás do seu espaço, realizando cursos de aperfeiçoamento profissional para garantir o seu direito de disputar a vagas que ainda são predominantemente oferecidas aos homens. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD) do IBGE, hoje os 15% dos alunos dos cursos de Ciências da Computação e Engenharia são mulheres, e no mercado de trabalho, cerca de 20% do setor de TI tem presença feminina.

Mesmo que os dados ainda sejam uma fatia pequena, vejo com boas perspectivas a força de crescer cada vez mais a presença de profissionais mulheres no setor. Um relatório divulgado em março de 2017 pela Organização Internacional do Trabalho mostra que 29% das mulheres em todo o mundo preferem ter trabalhos remunerados, e 41% preferem estar em situações que poderiam trabalhar e, também, cuidar de suas famílias. A pesquisa também aponta que somente 27% das mulheres querem ficar em casa, exercendo trabalho não remunerado.

Mas não podemos envolver só os números e previsões. É preciso que exista um engajamento social para acabar com a diferença de gêneros para determinados setores profissionais. Nos últimos anos, a presença da mulher exercendo cargos de gestão nas empresas de TI tem crescido e de maneira significativa. No entanto, ainda há muitas quebras de paradigmas que precisam ser realizadas, como a questão de respeito.

O mês de março não é apenas para presentear e homenagear as mulheres. Trata-se de um período de conscientização sobre os reais desafios culturais existentes e que precisam ser eliminados. Apesar de ainda encontrarmos ao longo dos tempos barreiras sociais, diferenças salariais e preconceitos que superestimam nossa capacidade profissional, continuamos provando dia após dia que uma sociedade se torna melhor e mais produtividade, quando ela possui igualdade de acesso e oportunidades no mercado profissional. E isso tem sido comprovado no mercado mundial.

Paula Mello, Gerente de Marketing da DATEN

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Monica Herrero, CEO da Stefanini Brasil, defende que o equilíbrio entre homens e mulheres em cargos de chefia passa pela geração de oportunidades de qualificação

890191_1 Monica Herrero assumiu o cargo de CEO Brasil da Stefanini em 2012. Formada em Matemática e com especialização em Administração de Empresas, Monica está na companhia há 20 anos. A executiva começou a atuar na área de tecnologia da informação ainda jovem, quando iniciou sua carreira no Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro). Em 1985, passou a atuar em pequenos bancos de investimentos, como o Multiplic e o Garantia. Após essa experiência, a executiva migrou de vez para a área de tecnologia da informação ao ingressar na Stefanini.

Monica Herrero possui ampla experiência com liderança e gestão e utiliza estratégias baseadas em valor para auxiliar os clientes na busca pela eficiência operacional e sucesso nos negócios. Como parte da estratégia, a executiva aposta no processo de crescimento inorgânico e orgânico e reforça o investimento em inovação, com base em três pilares: estímulo de ideias novas dentro da organização; busca de parcerias nas Universidades e parcerias com startups de tecnologia.

Embora o setor de TI seja majoritariamente masculino, as mulheres têm ampliado sua participação neste mercado. Atualmente, 35% dos funcionários da Stefanini são mulheres, sendo que 29% das posições de liderança são ocupadas por elas. A expectativa, segundo Monica Herrero, é ampliar esse número cada vez mais.

Para a executiva, o equilíbrio entre homens e mulheres em cargos de chefia passa pela geração de oportunidades de qualificação, independente de gênero. Homens e mulheres não são iguais e trazem diferentes experiências para o ambiente de trabalho. O que se busca é ter diversidade de pensamento, cultura, experiência. Nesse processo, a organização tem um papel importante na definição de estratégias e formatação de uma cultura alinhada com uma equivalência de oportunidades entre homens e mulheres.

Outro ponto importante é fazer com que as mulheres acreditem nelas e concorram a vagas em postos de liderança. “É fundamental investir nessa conscientização para que as mulheres se sintam empoderadas e capazes de promover essa mudança”, destaca a CEO da Stefanini Brasil.

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4 passos para promover a igualdade de gêneros no ambiente corporativo – Por Laura Lafayette

A luta das mulheres por direitos iguais aos dos homens no mercado de trabalho é um assunto recorrente dentro das organizações. O último relatório do Fórum Econômico Mundial apontou que a igualdade de gêneros perante salários só será possível em 2095. Além disso, a disparidade entre participação econômica e oportunidades para mulheres ainda gira em torno de 60%, quando comparada aos homens.

O longa-metragem Estrelas Além do Tempo (Hidden Figures), que estreou recentemente nos cinemas do país, ilustra um pouco essa realidade, que se atenua quando observamos a presença feminina no mercado de tecnologia. O enredo aborda como uma equipe de cientistas da NASA formada por mulheres afro-americanas liderou uma das maiores operações tecnológicas da história americana, calculando precisamente a trajetória da nave Apollo 11 à lua.

Dentre tantos filmes que narram a corrida espacial, este foi o primeiro a trazer à tona essa importante faceta da história. Na época, era impossível imaginar que este fato pudesse ser atribuído a mulheres e, ainda hoje, existe um certo preconceito em relação à presença feminina em determinados cargos e funções de alta responsabilidade e poder de decisão.

Porém, é papel dos gestores identificar e conciliar os melhores atributos entre homens e mulheres em suas equipes a fim de obter os melhores resultados. A formação de times plurais estimula a troca de experiências e garante inclusive um maior desempenho financeiro. O estudo O Poder da Paridade, publicado em setembro de 2015 pelo McKinsey Global Institute, revela que zerar a desigualdade de gêneros em escala global poderia dobrar a contribuição das mulheres no PIB mundial até 2025, o que significa que US$ 28 trilhões seriam adicionados à economia do planeta.

Listei abaixo algumas reflexões sobre como avançarmos no sentido de reverter o cenário atual e garantir a formação de equipes com equidade de gênero sem comprometer a produtividade:

1- Análise

O primeiro passo é analisar os dados da empresa e atribuir uma métrica para verificar se as promoções internas abrangem homens e mulheres. Por exemplo, qual a proporção entre a quantidade de profissionais do sexo masculino e feminino que ingressaram na organização em comparação com aqueles que atingiram outros níveis hierárquicos? A promoção e efetivação de cargos incorporam ambos os sexos? Uma análise profunda vai auxiliar a traçar um panorama sobre a questão.

2- Debater o tema

Após identificar as oportunidades e características da organização, é interessante formar um grupo de gestores e funcionários para falar sobre diversidade, fomentar discussões pertinentes e deixar todos a par das possibilidades da equipe. Além de maior engajamento, a multiplicidade do projeto resulta no desenvolvimento de novas ideias e iniciativas para o ambiente de trabalho.

3- Políticas de RH

O passo seguinte é promover uma política de ações para revisar os processos de seleção, recrutamento e plano de carreira. Muitas vezes a escolha de um perfil masculino para um cargo de alta responsabilidade é uma atitude realizada de modo “automático”, formada por estereótipos pré-moldados em nossa mente. Por isso, é necessário que os departamentos de RH desenvolvam políticas igualitárias de oportunidades, como a avaliação de currículo às cegas, por exemplo, com foco maior nas habilidades técnicas.

4- Programa de incentivo à igualdade de gêneros

Seguindo as etapas anteriores, o último passo é montar um programa de incentivo destinado a todos os funcionários, pensando em ciclos de palestras e outras ações que gerem o desenvolvimento da equipe, independente de gênero. Nessas atividades é possível avaliar e destacar os diferenciais de cada integrante do time.

Notamos que empresas que possuem maior diversidade nas equipes, desde as funções operacionais até os cargos de liderança, alcançam melhores resultados. É preciso trabalhar com olhos atentos e mente aberta para analisar o ambiente de forma imparcial e sem sexismo. A integração de homens e mulheres no ambiente de trabalho é essencial para a geração de ideias inovadoras e a transformação das organizações, na constante busca por sólidos resultados de negócios.

Laura Lafayette, diretora sênior de Recursos Humanos da Unisys para América Latina.

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A palavra tecnologia é feminina

Não é apenas no mês da Mulher que a discussão deve ser tomada. O feminino deve ser cada dia mais reconhecido e valorizado nas empresas

*Por Antonio Loureiro e Marcelo Vianna

Durante um TED Talk publicado no início de fevereiro desse ano, a advogada e política americana e também fundadora da organização sem fins lucrativos Girls Who Code, Reshma Saujani, disse que meninas são geralmente ‘treinadas’ para serem perfeitas, devem atingir sempre as melhores notas e se comportar bem. Os garotos, por outro lado, são encorajados a ‘se jogar’, e mesmo que se machuquem, o importante é o fato de que tentaram. Segundo Reshma, a sociedade cria meninas para serem perfeitas, e meninos para serem bravos. No mundo da tecnologia, onde muitas vezes somos obrigados a arriscar, não é difícil perceber esse reflexo. Ainda há um número muito baixo de mulheres trabalhando no setor, e com um salário ainda menor – elas recebem 74,5% do salário dos homens, segundo um estudo do IBGE. Para se ter uma ideia, das 200 maiores empresas do Brasil, apenas três possuem mulheres no comando. Pensando nisso, nos perguntamos: por que existem tão poucas mulheres na tecnologia? Como as empresas podem fazer para empoderar as suas mulheres e, junto disso, aumentar a sua participação nos negócios?

Obviamente que o pensamento machista e até um pouco repressor de muitos setores da tecnologia precisa mudar, valores como a flexibilidade da mão-de-obra feminina, e o poder de organização e criatividade, devem ser valorizados; como no caso em que mais de uma atividade precisa ser feita ao mesmo tempo e pela mesma pessoa; as mulheres, muitas vezes devido às imposições da sociedade, criaram um forte poder de resiliência e adaptação, que são essenciais nessas situações.

Existe também o falso pressuposto de que para atuar em tecnologia é necessário conhecimento matemático; ao contrário, engana-se quem imagina que não pode trabalhar com o marketing ou, com os setores comerciais de uma companhia de TI. E até – por que não? – dentro de áreas de desenvolvimento, que pedem um toque a mais de criatividade.

Hoje, mais do que nunca, é preciso que as empresas reconheçam o valor da mulher no mercado tecnológico, por outro lado, e até mais importante, a mulher deve perceber em si o potencial para se dedicar ao setor. Existem projetos que fomentam a participação feminina na tecnologia; segundo o Staffing Industry, a empresa inglesa de recrutamento Empiric, planeja investir e atrair mais de 5 000 mulheres para a área até 2020. O Girls Who Code, de Saujani, tem como meta colocar um milhão de mulheres no mercado da computação também até 2020. E claro, essas iniciativas não acontecem apenas fora do país, no Brasil a cientista da computação Camila Achutti, fundou o blog Mulheres na Computação, para incentivar as brasileiras. E existem ainda muitas outras oportunidades para mulheres que desejam conhecer e atuar em um universo tão interessante.

No caso das empresas, a tarefa é instigar a criação de grupos de discussão sobre a atuação feminina no mercado e até dentro da própria empresa. As ações de levantar pautas e compartilhar experiências vão, sem dúvida, enriquecer não só a relação de equipe, mas também a relação com a própria empresa. Além disso, a companhia pode criar políticas específicas para a contratação de mulheres em posições estratégicas, e até aplicar em parcerias com universidades, para que haja o incentivo dessas meninas na carreira. É preciso que mais cadeiras sejam ocupadas por mulheres. É preciso que mais tempo seja dedicado a esses talentos, muitas vezes, receoso de tentar e não conseguir. Se vocês foram ensinadas a serem perfeitas, sejam então, perfeitas na bravura. Alguma de vocês já percebeu que ‘tecnologia’ se escreve no feminino?

*Antonio Loureiro e Marcelo Vianna são sócios fundadores da Conquest One, consultoria brasileira de TI com atuação em Outsourcing e Hunting.

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Microsoft lança campanha para meninas entrarem no mundo da programação

Em parceria com 15 ONGs, empresa promove campanha Eu Posso Programar para Meninas, que ensina linguagem de código de maneira lúdica

Para comemorar o Dia Internacional da Mulher, a Microsoft Brasil está lançando a campanha Eu Posso Programar para Meninas, que começa a convocar pelas redes sociais, até o dia 28 de abril, garotas que queiram aprender a linguagem de código de uma maneira lúdica e divertida, um pontapé inicial para quem deseja atuar no mercado de TI.

A iniciativa contará ainda com o apoio de 15 ONGs que atuam nacionalmente em diferentes frentes: educação, cultura, tecnologia e esporte. Além de impulsionarem a divulgação do projeto, as ONGs ficarão responsáveis por organizar turmas de meninas para as aulas na plataforma virtual www.eupossoprogramar.com, criada pela Microsoft com apoio de parceiros, como parte do programa global YouthSpark, que tem como objetivo abrir oportunidades para jovens por meio do acesso à tecnologia.

As participantes vão entrar em contato com o conteúdo de nível básico que é oferecido no site, chamado de “Hora do Código”, uma parceria da Microsoft com a ONG Code.org. Os exercícios da edição feminina do programa são feitos com a ambientação de dois títulos bastante conhecidos: Minecraft – que explora a imaginação com o uso de blocos dinâmicos – e Frozen, animação da Walt Disney que narra as aventuras da princesa Anna. Dessa forma, o aprendizado é intuitivo e agradável para as jovens.

Após a conclusão das aulas, as garotas recebem um certificado validado pela Code.org e pela Microsoft. Cada uma das futuras programadoras poderá então postar nas redes sociais a imagem do certificado com as hashtags #Eupossoprogramar e #Meninaspodemprogramar e desafiar quatro amigas a participar do curso. “A ideia é viralizar a campanha e agregar o maior número de pessoas”, afirma Kátia Gianone, diretora de Comunicação e Cidadania Corporativa da Microsoft Brasil.

Para Kátia, um dos objetivos da campanha “é proporcionar um conhecimento técnico para meninas e jovens mulheres, dando-lhes uma base para se tornarem desenvolvedoras de soluções aplicáveis em diferentes contextos, tanto de negócios quanto sociais, com o objetivo de criar oportunidades de empregabilidade e empreendedorismo”. Kátia ressalta também que “a ação é importante no sentido de buscar mais espaço para as mulheres nesse mercado de trabalho de TI”.

Serviço

O que: Campanha #Eupossoprogramar para meninas

Quando: De 8 de março a 28 de abril

Como: Acessar www.eupossoprogramar.com

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TCS é a maior empregadora de mulheres do mercado de TI

 

A Tata Consultancy Services (TCS), empresa líder em serviços de TI, consultoria e soluções de negócios, hoje é uma das empresas com maior poder feminino no setor de TI. A empresa atualmente conta com 318.625 colaboradores, sendo que mais de 100.000 são mulheres, a começar por Ritu Anand, subdiretora global de Recursos Humanos da companhia.

A valorização das mulheres na TCS é uma política de décadas, que inclui todo o suporte às mulheres, incluindo opções de flexibilidade laboral em períodos de gravidez, por exemplo. “Entendemos e valorizamos os períodos de descanso que as mulheres devem ter durante as fases de sua vida e damos oportunidades de carreira alinhadas com cada um desses momentos. A cada etapa vislumbramos oportunidades de crescimento”, explica Ritu.
Outra iniciativa inovadora é o centro de negócios para as mulheres na Arábia Saudita: o Business Process Services. Nesse caso, identificou-se que a maioria dos recém-formados do País é do sexo feminino. O centro é fruto de uma parceria da TCS com a General Electric (GE) e a Saudi Aramco e tem como objetivo aproveitar o talento delas e oferecer oportunidades globais, analisando a cultura feminina para reconhecer as necessidades e tornar a experiência profissional a melhor possível. “A TCS tem como objetivo ser pioneira em tudo que faz. Para nós, a construção de um negócio em um País é tão importante quanto fazer parte da comunidade e do próprio ecossistema”, acrescenta Ritu.
Da força de trabalho da TCS Brasil hoje 28% são mulheres. “Acreditamos que ainda há muito espaço para ser preenchido por mulheres, principalmente, nos cargos de liderança no Brasil e no mundo”, ressalta Henry Manzano, CEO para a América Latina da TCS. Continuaremos trabalhando com nossos parceiros para oferecer ainda mais oportunidades no mercado de TI para mulheres.
Dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT) apontam que, em 2013, as mulheres ocupavam 50% do mercado de trabalho na América Latina. Já em 2014, a participação das mulheres no mercado de trabalho aumentou, mas ainda é 30% menor do que a dos homens, os dados são do Panorama Laboral da América Latina e do Caribe de 2013 e 2014.

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