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Estudo da Aruba mostra um grande abismo entre gerações no uso de aplicativos de lojas

Todos sabemos que os aplicativos móveis estão em alta, principalmente no varejo, em que lojas físicas tradicionais estão buscando novas maneiras de competir com as lojas online ou também unificar a experiência do cliente com o seu ambiente online. O setor de comércio eletrônico foi responsável por cerca de 44% de todas as vendas online nos Estados Unidos em 2017 e US$ 200 bilhões de todas as vendas do setor de varejo dos Estados Unidos.

A adoção de aplicativos móveis para criar uma experiência de compra híbrida online/na loja física pode atrair os clientes de volta às lojas e, ao mesmo tempo, aumentar a fidelidade à marca. E como certas faixas etárias são mais receptivas ao uso de aplicativos de lojas, aumentar seu uso é fundamental para as vendas.

Para entender melhor os hábitos de compras digitais e na loja física dos Millennials (geração na faixa de 18 a 24 anos de idade) e dos Baby Boomers (entre 55 e 64 anos), a Aruba, empresa da Hewlett Packard Enterprise, realizou um estudo global com mais de 350 compradores de18 de dezembro de 2017 a 2 de janeiro de 2018. Com base nas respostas obtidas, os Millennials usam aplicativos móveis de lojas com frequência muito maior, gostam de marcas com aplicativos de fidelidade e prestam menos atenção ao preço do que a geração de Baby Boomers.

Veja abaixo cinco fatos que os lojistas precisam saber sobre as gerações de Millennials e Baby Boomers que podem ajudar a trazer esses clientes de volta às lojas físicas.

1. Todos são fiéis, mas alguns são mais fiéis do que os outros.

Os programas de fidelidade ganharam fama com a ascensão dos smartphones, pois a capacidade de armazenar uma série de apps de programas de fidelidade em apenas um dispositivo facilita o acesso quando os compradores visitam as lojas físicas.

Os Millennials adoram seus aplicativos de fidelidade; 66,3% deles tendem a fazer compras nas lojas dos programas de fidelidade dos quais eles participam versus apenas 33,3% dos Baby Boomers. Para os Baby Boomers, o preço é o principal determinante da sua decisão de compra, com 40,7% indicando que o preço é mais importante do que o programa de fidelidade, versus apenas 22,5% dos Millennials relatando o preço como o principal fator a hora da compra.

2. Recursos de cada aplicativo.

Quais benefícios atraem os consumidores para instalar e usar aplicativos de programas de fidelidade? Na pergunta sobre quais motivações levariam a baixar um aplicativo móvel de loja, as respostas dos Millennials foram mais uma vez diferentes daquelas dos Baby Boomers.

Millennials

Nº 1 Localizador de vaga no estacionamento

Nº 2 Disponibilidade e comparação entre produtos.

Nº 3 Pagamento digital por meio de aplicativo móvel da loja.

Baby Boomers

Nº 1 Disponibilidade e comparação entre produtos

Nº 2 Localizador de atendente da loja.

Nº 3 Obter promoções ou cupons de desconto

Existe uma distinção clara entre as gerações. Os Baby Boomers usam os aplicativos móveis de lojas como uma ferramenta para seus hábitos de compras mais tradicionais: eles ainda querem encontrar um atendente da loja e interagir com as pessoas cara a cara, estão mais preocupados com os preços e valorizam mais os descontos e promoções do que Millennials. Por outro lado, os Millennials querem maior praticidade e velocidade; eles querem encontrar uma vaga no estacionamento e fazer pagamentos usando seus smartphones de forma rápida e fácil.

3. O problema não é ter, mas usar o aplicativo da loja.

Oferecer um incentivo especial para fazer com que os compradores baixem um aplicativo móvel pode resultar em um alto volume de usuários cadastrados, mas o mais importante é a frequência de uso do aplicativo. Aumentar essa frequência é fundamental para as vendas online cada vez maiores.

O estudo realizado pela Aruba descobriu que os Millennials usam aplicativos de lojas com mais frequência que os Baby Boomers, com 61,8% indicando uso de 1 a 5 vezes por semana versus 48,2% dos Boomers. Esta popularização se tornou mais evidente quando a frequência de uso atingiu dois dígitos; 13,5% dos Millennials responderam que usam aplicativos móveis de lojas mais de 10 vezes por semana, enquanto nenhum dos Baby Boomers relatou essa frequência.

4. Aplicativo para encontrar produtos.

As gerações mais jovens cresceram com os equipamentos eletrônicos portáteis incorporados à sua rotina. Eles estão acostumados a interagir com quiosques eletrônicos no lugar de atendentes físicos e, na verdade, eles preferem o serviço eletrônico. Para a pergunta sobre como os entrevistados preferem procurar produtos nas lojas físicas, mais da metade dos Millennials (53,9%) preferem usar o aplicativo móvel no lugar do atendente físico. Por outro lado, os Baby Boomers preferem a interação humana; menos de metade (44,4%) usa o aplicativo para encontrar produtos.

5. Comer fora ou comer em casa, eis a questão.

As gerações mais jovens estão acostumadas a comer fora com maior frequência e cozinham menos. A variedade de alimentos e as opções atuais de custos mais acessíveis facilitam as refeições fora de casa para os Millennials. Para a pergunta sobre quais tipos de aplicativos móveis de lojas que eles usam com mais frequência, a resposta mais comum dos Millennials foi o pedido de refeições pelo smartphone (55,1% versus 33,3% dos Baby Boomers). Por outro lado, o principal aplicativo dos Baby Boomers foi de supermercado e loja de conveniência (40,7% versus 18% de jovens Millennials), pois eles tendem a comer em casa com maior frequência.

Para competir com o comércio eletrônico, as lojas físicas precisam adotar novas tecnologias, como os aplicativos móveis, para se manterem competitivas e atrair compradores. Ao compreenderem os hábitos e as necessidades dos seus clientes, sejam eles Millennials ou Baby Boomers, os lojistas podem criar uma experiência de compra personalizada e eficiente que atrairá clientes fiéis

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Mastercard anuncia resultados de estudo sobre millennials na América Latina

Durante a 6ª. edição do Fórum de Inovação da Mastercard para a América Latina e o Caribe, a Mastercard divulgou um estudo encomendado à Harris Research sobre o comportamento de consumo dos millennials na América Latina. O objetivo é descobrir o que motiva millennials no Brasil, México e Colômbia para construir laços duradouros junto a essa geração.

O estudo revelou que 64% dos millennials latino-americanos adotam novos comportamentos que constantemente desafiam o “status quo”. Essa geração não quer esperar por soluções para os problemas que enfrentam, e 77% dos entrevistados concordam que precisam construir seu próprio caminho para o sucesso, sem depender de terceiros, enquanto 75% querem abrir seu próprio negócio.

“A importância da tecnologia para os millennials e a confiança que possuem em seu potencial para resolver problemas (do mundo) faz da tecnologia digital o principal meio pelo qual as instituições financeiras podem relacionar-se com esse público e ter um impacto positivo em suas vidas”, explica Ana Ferrell, Vice-presidente sênior, Marketing e Comunicações, da Mastercard América Latina e Caribe.

Os millennials acreditam que a educação e as experiências de vida são as duas principais características que compõem sua identidade. O estudo revelou que a independência financeira é a prioridade desta geração. Isso talvez seja explicado pelo fato de que 67% dos millennials latino-americanos estão passando por instabilidades financeiras.

Como um grupo, os millennials querem construir uma sociedade mais robusta. O estudo destacou que 44% dos entrevistados sentem que sua geração está mais envolvida em suas comunidades quando comparada com gerações anteriores. Para 71% dos entrevistados, o trabalho deve envolver algo que tenha significado em suas vidas. No Brasil, por exemplo, 1 em cada 3 entrevistados declarou dedicar tempo a uma atividade social ou a uma causa.

Embora o que os millenials desejam seja, acima de tudo, a possibilidade de viajar, é possível notar a importância da tecnologia na vida dos jovens latino-americanos. E fica evidente que a tecnologia faz parte de sua identidade como uma geração: 85% das mulheres entrevistadas acreditam que não teriam o mesmo nível de educação sem acesso à tecnologia digital[1]. Em geral, 52% acreditam que a tecnologia digital tem o poder de resolver muitos dos problemas que a sociedade enfrenta.

Esta geração transcendental está sempre à procura de novas inovações tecnológicas, e um em cada três millennials latino-americanos consideram-se ‘pioneiros’ na adoção de novas tecnologias. Os dispositivos móveis são o principal meio de capacitação, e os millenials da América Latina passam uma média de 18 horas por dia consumindo conteúdo multimídia, compartilhado, principalmente, por seus amigos[2].

Analisando o comportamento de consumo da geração Y:

65% pesquisam produtos online antes de finalizar uma compra.
62% estão sempre à procura do melhor preço ou alguma oferta.
49% não estão satisfeitos com as opções de pagamento disponíveis, e 46% emprestariam seu cartão de crédito a amigos.
45% querem a oportunidade de usar opções de pagamento digitais com mais frequência, embora muitas lojas não as aceitem.
35% portam dinheiro apenas porque existem lojas que somente aceitam esse meio de pagamento.
2 entre 5 millennials somente compram produtos alinhados aos seus valores.
54% dos millennials preferem comprar produtos de empresas socialmente responsáveis.

Instituições financeiras podem impactar a vida de millennials latino-americanos de diversas maneiras. O estudo revelou que a geração Y quer mais facilidade para:

– Reduzir dívidas (65%)
– Gastar seu dinheiro com mais inteligência (64%)
– Monitorar despesas mais eficientemente (62%)
– Planejar um orçamento (61%)
– Investir seu dinheiro (58%)
– Investir em negócios inovadores (57%)

Os millennials são responsáveis pelo grande boom de inovação ao redor do mundo. Enquanto os millenials continuarem sua luta pela independência financeira, as empresas do setor financeiro terão uma grande oportunidade de se apresentar como aliadas desta geração durante a busca por estes objetivos.

Particularidades de cada mercado:

Brasil:
– Para 32% dos millennials brasileiros, dedicar seu tempo a uma causa social no qual acreditam é uma prioridade.
– 74% pesquisam produtos online antes de finalizar uma compra.
– Em termos de online banking, metade dos millennials brasileiros dizem que seu banco não está atendendo às suas expectativas.
– 21% vivem de salário a salário.

México:
– 63% dos millennials mexicanos são apaixonados por seu emprego.
– Um terço diz que a saúde está entre as três prioridades de suas vidas.
– 73% estão dispostos a tomar grandes riscos para alcançar seus objetivos.
– 1 em cada 3 mexicanos acredita que precisa manter sua identidade cultural para melhorar seu país.

Colômbia:
– 56% dos colombianos consideram cartões de crédito fundamentais para viagens internacionais.
– 40% gostariam de fazer uso de pagamentos digitais, porém muitas lojas não os aceitam.

Infografía - POR-v04

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Millennials: o que traz satisfação para os empregados que fazem parte da geração mais jovem do mercado?

Desde o início do Século XX se fala sobre a importância que a felicidade dos trabalhadores tem nos resultados de uma empresa. No entanto, o que acontece em uma empresa na qual tanto os chefes quanto os funcionários tem menos de 35 anos?

Olhar apenas para os clientes não é uma boa estratégia para uma empresa: de certo modo, seu público alvo também são os funcionários, cuja satisfação contribui – e muito – com os resultados da companhia. Todavia, as condições de trabalho que as novas gerações – como os Millennials (também conhecidos como a Geração Y), que inclui os nascidos entre 1980 e 2000 – esperam, são diferentes das do passado. As empresas que sabem disso, se preocupam especialmente em manter “apaixonados” seus Millennials, para conseguir um melhor clima no local de trabalho, uma maior retenção de talentos e, finalmente, um melhor rendimento da companhia em geral.

A Nuvem Shop, – uma startup que oferece serviços para que empreendedores possam criar suas próprias lojas online – trabalha com um modelo muito atrativo para seus funcionários jovens, que acaba refletindo nas palavras dos próprios empregados ao responder uma enquete proposta pela empresa.
Os Millennials dão valor ao uso dos recursos tecnológicos somados à experiência do colaborativo. É o caso de Arnon, 25, que assinala que “o processo de seleção foi completo, mas foi todo através do Skype, exceto a última entrevista, que foi pessoalmente. Foi uma experiência única, muito organizada e objetiva”.
“Prezo por ser escutado, assim como a possibilidade de trabalhar de forma remota”, disse Pedro, 31.

Rotinas

Pelas respostas recebidas nesta enquete, um ambiente rígido e rotineiro pode espantá-los. Luna, 29, afirma: “A experiência na Nuvem Shop se caracteriza pela flexibilidade, o companheirismo e a forte apreciação dos valores e da cultura, que caminham lado a lado. As relações são mais horizontais, os desafios são grandes e a rotina praticamente não existe”.

Por sua vez, Luane, 27 tem foco na liberdade de mudar um pouco as regras fixas: “Aprecio o ambiente mais favorável à criatividade, à imaginação e ao rendimento, sem muita burocracia”.
Como característica desta geração, é marcante o fato de querer trabalhar com o que lhes apaixona e deixar sua identidade, sentir que sua colaboração é importante.

“A principal vantagem de trabalhar em uma startup é a possibilidade de fazer a diferença, propor ideias e desenvolvê-las. Isso é extremamente gratificante a nível profissional e pessoal”, disse Danniela, 31.

A motivação e a inspiração

Para os Milennials, esses dois pontos devem estar sempre presentes em sua vida e, além disso, o fato de serem “obrigados” à fazer algo não os agrada. “O trabalho em equipe, a atmosfera de “vamos juntos conquistar o mundo”, a liberdade de pensamento e expressão e a possibilidade de participar de diferentes projetos, de aprender sobre os novos aspectos do negócio e como nosso trabalho se reflete em todo ecossistema é incrível.”, afirma Itallo, 24.

Além desses pontos, o fato de sempre aprenderem coisas novas também é um fator principal para a motivação dos Milennials. “Nunca estamos fazendo as mesmas coisas, nunca nos estagnamos na zona de conforto: as mudanças são muitas e rápidas, o que requer de nós uma vontade e um esforço maior, o que é muito estimulante.”, conclui Arnon, 25.

E ainda que os Millennials lutem contra a rotina, a estabilidade lhes parece fazer falta. Esse é o pensamento de Bruno, 35, que afirma: “As frequentes mudanças relacionadas às startups – as vezes de objetivo ou de foco – pode fazer-nos sentir certa instabilidade ou falta de organização, e em certas ocasiões há projetos que não se concretizam por falta de investimento de tempo”.
“Nestes esquemas flexíveis, às vezes nos damos conta que estamos fazendo mais do que achávamos que íamos fazer, cansando e sentindo que nem sempre somos reconhecidos, mas quando o momento de crise passa, enxergamos o quanto vale a pena o esforço.”, conclui Renata, 33.
Até os fundadores da Nuvem Shop pertencem à Geração Y, e formam uma equipe onde todos, e cada um, se sentem totalmente responsáveis pelos resultados.

Um caso como este serve para que cada companhia analise as condições de trabalho de seus empregados, observe se correspondem às necessidades e desejos das novas gerações que estão se inserindo no mercado de trabalho, e tome decisões para mudar em todos os aspectos onde possam existir oportunidades de melhora em suas empresas, tornando-as ainda melhores para seus colaboradores e seus clientes.

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