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Grupo Nexxera recebe o Meetup “Mulheres de Produtos” e fomenta o debate de igualdade de gênero no mercado de TI

O Grupo Nexxera, um dos principais players do mercado de tecnologia para transações eletrônicas, irá sediar a terceira edição do “Mulheres de Produto”, um projeto de incentivo à participação feminina na área de TI, na quarta-feira, 29, das 18h30 às 21h30. O objetivo dessa iniciativa é fazer com que as mulheres se sentirem mais à vontade nessa área, sabendo lidar com determinadas situações, obtendo conhecimentos específicos, compartilhando experiências, fazendo networking, conhecendo a dinâmica de outras empresas, entre outros. Tudo isso para torná-las mais seguras e fortes.

Segundo dados apresentados pela CA Technologies, uma das maiores fornecedoras de tecnologia corporativa do mundo, apenas 8% das vagas de desenvolvedores de software de todo o mundo e 11% dos cargos executivos das empresas de tecnologia no Vale do Silício (EUA) são ocupados por mulheres. No Brasil, apesar de serem maioria no Ensino Superior, as mulheres representam apenas 22% dos alunos nos cursos relacionados à computação (Censo IBGE 2010).

Áreas como tecnologia e exatas são dominadas por colaboradores do sexo masculino, porém, existe um forte trabalho para mudar este cenário e aumentar o protagonismo das mulheres, sobretudo, quando o assunto é tecnologia.

O “Meetup Mulheres de Produto” é um evento itinerante que acontece uma vez por mês. O encontro promove trocas de experiências, conversas e networking entre mulheres que atuam no setor ou pretendem explorar essa nova área.

Organizado coletivamente pelo grupo, a 3ª edição acontecerá no Grupo Nexxera por meio da iniciativa de uma colaboradora, Renata Schneider – Analista de Marketing de Produto do Grupo. “Iniciativas como essa fortalecem as mulheres e fazem elas se sentirem mais seguras no ambiente que trabalham. Isso é positivo para todos, inclusive para a própria empresa, que terá profissionais mais motivadas “, explica Schneider.

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As qualidades essenciais de um profissional de TI moderno – Por Leon Adato

Apesar de ainda ser reconhecido por profissionais atuantes na área há dez anos, o papel do profissional de TI mudou. À medida que as funções de TI tradicionais e baseadas em silos (como administradores de rede, armazenamento, sistemas, bancos de dados e outros) assumem novas responsabilidades, os profissionais de TI não podem mais ser meros especialistas. A capacidade de aprender rapidamente novos conceitos e habilidades de TI continua sendo mais importante do que ser especialista em qualquer tecnologia específica. Agora, espera-se que os profissionais de TI implementem novas tecnologias e tendências (como contêineres, arquiteturas sem servidor e IoT), enquanto trabalham com provedores de serviço da nuvem e atuam como contatos para líderes empresariais. Além de tudo isso, os profissionais de TI ainda gerenciam tecnologias e infraestruturas tradicionais, como servidores locais, redes, bancos de dados e virtualização que, mesmo com todas essas mudanças, ainda têm o seu lugar.

Isso sem falar das evoluções contínuas em segurança, com a constante ameaça de ataques e violações de dados. Atualmente, os profissionais de TI devem redobrar a atenção, já que tudo (desde redes locais a provedores de nuvem) pode ser explorado quando os protocolos de segurança não estão funcionando corretamente.

Por causa disso, os profissionais de TI modernos devem ter uma noção de todas as suas redes e sistemas, seja no local ou na nuvem, além de compreensão integral da pilha de aplicativos, a fim de tomar decisões rápidas e bem-informadas para garantir o desempenho ideal.

Veja a seguir os principais fatores para se tornar um profissional de TI bem-sucedido:

Evolução constante

À medida que o DevOps se integra à empresa, trazendo com ele mudanças de cultura, habilidades e fluxo de trabalho, cabe aos profissionais de TI acompanhar essa tendência. A colaboração é o elemento central de uma cultura e mentalidade de DevOps bem-sucedida, e como o objetivo final é fornecer ao usuário final o melhor desempenho em aplicativos, a abordagem de silos não funciona. Em outras palavras, não há mais uma equipe de banco de dados. Não há mais uma equipe de rede. Não há mais uma equipe de armazenamento. Temos somente a equipe de TI que, no fim das contas, é a responsável pelo desempenho dos aplicativos – essa é a parte complicada para qualquer empresa moderna. Isso exige transparência, visibilidade, um conjunto consistente de ferramentas de monitoramento e trabalho em equipe. Dividir silos entre equipes tradicionais de data center e alinhá-los a metas de desempenho de usuários finais ajudará as organizações a se prepararem para integrar e gerenciar equipes de desenvolvimento e operações durante o processo.

Apesar de o DevOps não ser mais algo tão recente, sua adoção ainda não é certa para a maioria. Além da adoção continuada de uma cultura de DevOps, a introdução de novas tecnologias baseadas em máquinas exigirá que os profissionais de TI continuem se concentrando em desenvolver novos conjuntos de habilidades e certificações para operar e gerenciar data centers de última geração. Os profissionais de TI modernos devem determinar não só qual equipe ou administrador precisará ser responsável pela implantação e manutenção dessa tecnologia, mas também que padrões de monitoramento devem ser aplicados, quais protocolos de segurança devem ser seguidos e assim por diante.

Para a empresa, o mais importante é que os aplicativos funcionem bem o tempo todo, pois cada uma delas, bem como seus componentes, depende dos aplicativos. Quando há uma queda no desempenho do aplicativo ou uma interrupção, a empresa se atrasa ou para de operar totalmente. O profissional de TI moderno deve ser capaz de escolher tecnologias que realmente melhorem os negócios e adotá-las completamente com as habilidades adequadas quando atingirem o nível adequado de maturidade.

Segurança nunca é demais

As ameaças de segurança cibernética e seus resultados mais comuns, as violações de dados, devem ser sempre uma prioridade para o profissional de TI. A cada ano que passa, a ameaça de violações corporativas só faz aumentar, e essas grandes perdas de dados das empresas acabam virando notícia. Pode parecer um conselho batido, mas é essencial tomar todas as precauções e medidas de segurança disponíveis. Além do mais, os dados das organizações nunca foram tão valiosos quanto agora.

Como resultado, muitos especialistas em segurança preveem aumentos exponenciais no volume, na gravidade e na visibilidade das violações de dados, particularmente para grandes corporações, a partir de 2017. A menos que algo mude.

Parte dessa transformação exige que a segurança seja realmente responsabilidade de todos. Isso não quer dizer que a empresa não deve contratar especialistas em segurança, mas que cada profissional de TI deve se responsabilizar por garantir a segurança dos dados e da infraestrutura da organização e tornar isso uma prioridade.

Aceitar a TI híbrida como a nova realidade

A TI híbrida— a manutenção de alguns aplicativos e infraestruturas no local ao aproveitar serviços baseados em nuvem para outros —está em constante evolução. Para a maioria das empresas, ela já uma realidade que não pode mais ser evitada, como há alguns anos. Na verdade, de acordo com o Relatório de tendências em TI da SolarWinds para 2016, 98% dos profissionais de TI brasileiros disseram que adotar tecnologias de nuvem é importante para o sucesso de suas organizações, mas 64% afirmaram que é improvável que toda a infraestrutura das organizações seja migrada para a nuvem.

Os profissionais de TI devem aceitar e se preparar para o sucesso nesta nova realidade. Isso começa ao estabelecer o foco no usuário final e na orientação para serviços. O objetivo principal da TI moderna é oferecer uma qualidade de serviço superior aos usuários finais, a fim de garantir a produtividade dos negócios. Com esse propósito, a minimização dos atritos entre silos departamentais acelera atualizações, mudanças e implantações, bem como o tempo de resolução de problemas, o que proporciona uma experiência melhor ao usuário final.

Em seguida, se faz necessário otimizar a visibilidade e ter uma fonte única da verdade em todo o ambiente de TI, incluindo tanto elementos locais quanto os da nuvem. A normalização de métricas, alertas e outros dados coletados de aplicativos e de cargas de trabalho, independentemente do local, permitirá uma abordagem mais eficaz para a correção, solução de problemas e otimização.

Em terceiro lugar, aplicar o monitoramento como disciplina. No mundo da TI híbrida, repleto de novas complexidades, o monitoramento não pode mais ser algo secundário. Ao estabelecer o monitoramento como uma função de TI essencial (ou, em outras palavras, o monitoramento como uma disciplina), as organizações podem se beneficiar de uma estratégia de TI preventiva, ao mesmo tempo em que aperfeiçoam o desempenho, os custos e a segurança da infraestrutura.

Por fim, enfatizar o desenvolvimento ou o aprimoramento de competências e conhecimentos técnicos fundamentais. Para serem bem-sucedidos no mundo da TI híbrida, os profissionais de TI da atualidade precisam ir além dos papéis tradicionais e se tornar especialistas em múltiplas áreas, transitando por diversos domínios. As mais importantes competências e conhecimentos que os profissionais de TI precisam desenvolver ou aprimorar para serem bem-sucedidos no gerenciamento de ambientes de TI híbrida incluem: arquiteturas orientadas a serviços, automação, gerenciamento de fornecedores, migração de aplicativos, arquiteturas distribuídas, ferramentas e métricas de gerenciamento e monitoramento de TI híbrida e API.

Conclusão

Os profissionais de TI nunca foram tão importantes para o sucesso comercial como agora. Mas, para que possam realmente aderir a essa nova função, eles devem entender tudo o que pode contribuir para o sucesso hoje e no futuro: ser capazes de evoluir (conforme demonstrado pelo movimento de DevOps), aceitar a segurança como elemento fundamental do trabalho (independente das responsabilidades que eles possuem no momento) e adquirir as habilidades e conhecimentos necessários para gerenciar a nova realidade de infraestrutura: a TI hibrida.

Leon Adato, gerente técnico da SolarWinds

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IDC Brasil prevê retomada de projetos em 2017 e crescimento de cerca de 2,5% para o mercado de TIC

Apesar do cenário ainda recessivo, necessidade de transformação digital deve impulsionar investimentos das empresas neste ano, com destaques para o amadurecimento do mercado de Cloud, ampliação dos orçamentos de segurança, experimentação de aplicações de realidade aumentada e virtual, e ganho de escala em Analytics/Cognitve, além do início do crescimento de IoT

São Paulo, 26 de janeiro de 2017 – A IDC Brasil, líder em inteligência de mercado, serviços de consultoria e conferências com as indústrias de Tecnologia da Informação e Telecomunicações, divulga suas previsões para o setor em 2017. No Brasil, a perspectiva para o ano é de um crescimento de cerca de 2,5% em relação a 2016, puxado pelo segmento de TI, que deve crescer 5,7%, enquanto telecom deve permanecer estável, com aumento de 0,4% no período. Para Denis Arcieri, diretor geral da IDC Brasil, agora é o momento de retomar projetos, com um cenário mais previsível no âmbito político, e principalmente, no contexto econômico. “Não há mais espaço para postergar projetos de transformação e inovação e mais de 6% dos CIOs pretendem investir para melhorar a estratégia de entrega multicanais em 2017”, diz ele.

A IDC aponta o processo de transformação digital (DX) como um caminho sem volta para as empresas em busca de eficiência e competitividade. Segundo recente pesquisa, no Brasil pouco mais de 10% das empresas já investem cerca de 5% de seu faturamento em tecnologias inovadoras. A transformação digital se baseia em cinco pilares – liderança, omni-experience, informação, modelo de negócio e fonte de trabalho, que permeiam diferentes tecnologias e segmentos do mercado de TIC que se destacam nas previsões da IDC para este ano.

“A transformação digital interfere em diversos aspectos, na medida em que novas competências tecnológicas alavancam mudanças e impulsionam novos modelos de negócios, integração de produtos e serviços físicos e digitais, melhores experiências dos clientes, e mais
eficiência operacional e organizacional”, diz Luciano Ramos, gerente de Pesquisa e Consultoria de Software e Serviços da IDC Brasil.

De acordo com as previsões da IDC, o segmento de Telecom se manterá estável em 2017 e coerente com a tendência dos últimos anos, continuando a se digitalizar, com aumento no consumo de dados e redução na base de voz. O mercado corporativo segue em declínio, compensado pelo crescimento do mercado residencial. O número de conexões 4G vai passar de 108 milhões no Brasil, representando 40% da base total.

Segundo André Loureiro, gerente de Pesquisa e Consultoria de TIC da IDC Brasil, é necessário aumentar a cobertura e melhorar a qualidade de serviços para atender à demanda fora das capitais, onde atualmente está concentrado o consumo. A utilização de serviços OTT (Over the Top) deve continuar crescendo e gerando mais tráfego, principalmente de vídeo, assim como modelos “0800 de dados” e “zero-rating”, que permitem o acesso gratuito a determinados serviços, sem cobrança de dados. “Atualmente há também grandes oportunidades para as operadoras em TI e segurança, por conta de serviços baseados na nuvem, datacenter e software como serviço”, comenta Loureiro.

Depois de um ano conturbado, os investimentos em segurança devem ser retomados e ampliados já no primeiro semestre e ultrapassar US$ 360 milhões até o final de 2017. As principais áreas de interesse dos gestores de segurança para novos projetos são Gestão de Identidades (IAM), com 58% de intenções de investimento, e Correlação de Eventos (SIEM), com 57% de intenções. Um desafio para esses executivos será endereçar cenários de IoT (Internet das Coisas) complexos, por meio do endurecimento e da padronização de práticas de segurança para dispositivos conectados. De acordo com Ramos, hoje cerca de 79% dos executivos de segurança não consideram que as práticas para lidar com Segurança da Informação em IoT estejam bem definidas no mercado.

A Internet das Coisas (IoT – Internet of Things), por sinal, deve pegar embalo no segundo semestre, com a definição de uma política pública e de incentivos pelo BNDES, comenta Pietro Delai, gerente de Consultoria e Pesquisa de Infraestrutura e Telecom da IDC Brasil. A previsão é de que o ecossistema de IoT no Brasil dobre de tamanho até o final da década, superando US$ 13 bilhões. O avanço do IoT estará conectado com o uso de Analytics, fundamental para transformar dados em valor para os negócios, e com computação em nuvem, que será a plataforma para processamento desses dados – até 2019, cerca de 43% dos dados de IoT serão tratados na nuvem.

Delai também destaca o Blockchain (banco de dados distribuído que guarda um registro de transações permanente e à prova de violação) como um elemento importante de transformação digital que continuará em ritmo lento. Alguns projetos foram desenvolvidos em 2016 e outros virão ao longo de 2017. “É uma tecnologia disruptiva, mas sua adoção é gradual. Os desafios regulatórios e de compliance são imensos no Brasil”, explica Delai.

Já o mercado de Business Analytics Software crescerá 4,8% em 2017, movimentando US$ 848 milhões no Brasil. Em busca de decisões mais rápidas e assertivas, as organizações vão investir em capacidades analíticas para trazer cada vez mais inteligência e insight a cada processo em seus negócios. O reconhecimento da importância de informações não estruturadas, especialmente daquelas vindas de redes sociais e de interações diretas com clientes, vai dar força às iniciativas de Big Data.

A tecnologia Cognitive/AI também merece destaque, assumindo uma posição importante à frente da mudança das fontes de trabalho nas organizações para suportar com muito mais força os processos de relacionamento com o cliente e de tomada de decisão. Segundo Luciano Ramos, a expectativa é que nos próximos três anos o mercado quintuplique os investimentos nesta tecnologia, ainda em fase inicial, para atendimento inteligente ao cliente, respostas automatizadas, e chatbots.

O mercado de Smartphones, que apresentou queda nas vendas em 2016, voltará a ganhar fôlego em 2017, com previsão de crescimento de 3,5% em unidades em comparação ao volume do ano passado. A troca média dos aparelhos ocorre a cada dois anos e pelo menos 37% da base instalada ativa foi adquirida antes de 2015.

A tecnologia AR/VR (Realidade Aumentada/Realidade Virtual) aparece com boas perspectivas em 2017. A previsão da IDC é que o mercado brasileiro dobre em unidades, ultrapassando a barreira dos 100 mil produtos. Segundo Reinaldo Sakis, gerente de Pesquisa e Consultoria de Consumer Devices da IDC Brasil, estima-se que uma em cada 10 das maiores empresas voltadas para o consumidor experimentará AR/VR como parte de seus esforços de marketing neste ano. Há aplicações em fase de teste no país nas áreas de arquitetura (construção de modelos VR), serviços (manutenção automobilística com AR), varejo (loja virtual com AR e VR) e indústria (aplicações de modelos de alta complexidade).

Até pouco tempo vista como tendência, a computação em nuvem chega em 2017 como mainstream. De acordo com a IDC Brasil, o mercado de Cloud pública deve crescer 20% neste ano, atingindo US$ 890 milhões. “Há muitos casos de sucesso, e as empresas já conhecem os benefícios da nuvem e estão superando seus receios ao perceber que provedores estão aumentando a segurança”, diz Pietro Delai. Apesar do cenário ainda recessivo, as empresas devem investir em Cloud por conta de vantagens como redução de custos e mais agilidade a entrega de soluções.

Na migração das empresas para a nuvem, um papel que ganha importância é o dos Cloud Brokers. “Até 2018, 85% dos ambientes serão multicloud, conjugando serviços de mais de uma nuvem pública para atender suas necessidades de negócios, não só por uma questão de custos, mas também das capacidades de cada provedor. Os brokers vão se tornar grandes intermediadores, ajudando as empresas na tomada de decisões e no gerenciamento desses ambientes”, comenta Luciano Ramos. A previsão é de que eles terão uma fatia significativa nas receitas dos provedores, chegando a 50% dessas receitas até 2020.

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Indústria brasileira de TI investe US$ 60 bilhões e se mantém como 7° maior mercado no mundo

A ABES (Associação Brasileira das Empresas de Software) realizou, no WTC – Events Center, em São Paulo, a ABES Software Conference 2016 com o tema “Mundo Digital – Desafios e Oportunidades de uma sociedade em transformação”. “A Conferência anual da ABES é um momento de debate e engajamento de empresários e profissionais do setor e também um encontro importante que nos ajuda a dar continuidade a este trabalho da associação que completa neste ano três décadas”, comenta Francisco Camargo, presidente da ABES.

O evento contou com a participação de profissionais de tecnologia, empresários, representantes do poder público, entidades setoriais, e trouxe debates e palestras com temas atuais e recorrentes sobre o mercado de Software e Serviços como: o Futuro do Setor; Desafios da Tributação; Inovação; Insegurança Jurídica; IoT, Segurança e Qualidade em Software. Além disso, foi apresentado o tradicional Estudo: Mercado Brasileiro de Software e Serviços.

Mercado Brasileiro de TI

Anselmo Gentile, diretor executivo da ABES, apresentou o resultado do estudo realizado anualmente com o IDC (International Data Corporation) sobre Mercado Brasileiro de Software e Serviços. A pesquisa apontou que os investimentos em Tecnologia da Informação no Brasil (incluindo hardware, software e serviços) tiveram um aumento de 9,2%, em relação a 2014, enquanto a média global de crescimento dos investimentos em TI foi de 5,6%. No mundo, os investimentos neste setor somaram US$ 2,2 trilhões em 2015.

TI na América Latina

Já no ranking de investimento no setor de TI na América Latina, o país se manteve em 1º lugar, com 45% dos investimentos da região, somando US$ 59,9 bilhões, seguido por México (20%) e Colômbia (8%). Ao todo, a região latino-americana soma US$ 133 bilhões. Responsável por quase metade dos investimentos em TI na região, o Brasil continua na liderança relevante na América Latina neste setor.

Hardware, Software e Serviços

Ao fragmentar os investimentos por setor, o Mercado de Serviços de TI no Brasil cresceu 8,2%, em relação ao ano de 2014, com investimento de U$ 14,3 bilhões, e o de Software, que foi o responsável pelo aumento da média da taxa de crescimento de TI no ano passado, cresceu 30,2%, com investimentos de U$ 12,3 bilhões. Além disso, o Mercado de Hardware brasileiro bateu a marca de U$ 33,4 bilhões, representando um crescimento de 6,3%, o menor entre os três setores.

Brasil ocupa 6º lugar no Ranking Mundial de TIC

Considerando os investimentos em TIC (TI + Telecom), que cresceram 4,3% no ano passado, e somaram mais de US$ 3,7 trilhões, o Brasil perdeu uma posição, e agora aparece em 6º lugar, no ranking mundial, com investimentos de US$ 152 bilhões no ano de 2015. No entanto, ainda fica próximo a países que são destaques na economia mundial como Alemanha (5°) e Reino Unido (4°). Os Estados Unidos lideram também este ranking, seguidos pela China e pelo Japão.

No Mercado Mundial de Investimentos em Software e Serviços, que totalizou US$ 1,124 trilhão, o Brasil se coloca na 8ª posição, com US$ 27 bilhões, antecedido pelo Canadá (US$ 32 bi), China (US$ 34 bi), França (US$ 48 bi), Alemanha (US$ 67 bi), Japão (US$ 77 bi), Reino Unido (US$ 83 bi) e Estados Unidos (US$ 470 bi).

Dados Regionais do Mercado de Software e Serviços no Brasil

Considerando o território brasileiro, a região sudeste representa 60,44% da distribuição regional do Mercado Brasileiro de TI. As regiões Nordeste (10,72%) e Centro-Oeste (10,64%) seguem em segundo e terceiro lugar, respectivamente.

Perfil das empresas

No ano de 2015, foram identificadas, aproximadamente, 13.950 empresas atuando no Mercado Brasileiro de Software e Serviços, sendo que quase metade delas (41,1%) são dedicadas à distribuição e comercialização desses recursos. As outras representam empresas de desenvolvimento e produção (31,6%) e prestação de serviços (27,3%).

As empresas dedicadas ao desenvolvimento e produção, no Brasil, totalizam 4.408 negócios e podem ser dividas por porte, sendo: Micro Empresas (45,62%), Pequenas Empresas (49,02%), Média Empresas (4,33%) e Grandes Empresas (1,03%).

Divisão por origem do Software e Serviços

Em relação à origem do software, a Produção Local foi responsável por US$ 2,73 bilhões (21,7%), um crescimento de 25,1% em relação ao ano anterior. O Software Desenvolvido no Exterior representou 76,3%; e a Produção Local para Exportação, 2%, um crescimento de 30,1%, em relação a 2014.

Já os Serviços ficaram divididos em “Serviços para o Mercado Local” (85,4%); “Produção Local sob Encomenda” (9,4%); “Desenvolvimento no Exterior” (0,65); e “Serviços para Exportação” (4,5%).

Segmentação do Mercado Brasileiro de Software

O setor de software brasileiro tem como principal segmentação os Aplicativos, com US$ 5,33 bilhões (42,3%) de participação. Os aplicativos citados no estudo incluem os pacotes de aplicativos para consumidores, aplicativos comerciais, aplicativos industriais e programas específicos para automação de processos industriais ou de negócios. O segmento “Ambientes de Desenvolvimento” representou 33,4% do mercado de software brasileiro; Infraestrutura e Segurança, 22,3%; um crescimento de 35,8%, em relação a 2014.

Considerando os valores relativos ao software de Produção Local, Desenvolvido no Exterior e Sob Encomenda, 25,5% do mercado doméstico de software são voltados para a vertical de Serviços e Telecom, um crescimento de 32,4% em relação ao ano passado; seguidos de 24,8% direcionados a Finanças; Indústria (21,7%); Comércio (11,1%); Governo (4,4%); Óleo e Gás (4,1%); Agroindústria (2%) e outros setores (6,3%).

Tendências para o Mercado Brasileiro em 2016

A pesquisa aponta que a relação entre TI e a área de negócios das empresas irá se estreitar ainda mais, gerando a digitalização dos processos e integração das linhas de produção. O estudo aponta que 54% das médias e grandes empresas no Brasil irão realizar investimentos na chamada Transformação Digital (DX) em 2016.

Além disso, as vendas de dispositivos tecnológicos permanecerão em alta, apesar das quedas recentes. Estima-se que no Brasil sejam adquiridos, em 2016, 40 milhões de telefones móveis, 6 milhões de computadores e 5 milhões de tablets.

O levantamento ainda demonstra que, com a visibilidade da “Internet das Coisas” alcançada em 2015, o setor deve atingir US$ 4,1 bilhões só no Brasil, sendo que US$ 37 milhões correspondam apenas a dispositivos domésticos. Outro fenômeno que chama atenção é o aumento de transações financeiras realizadas via mobile: os valores devem superar 30% do total de pagamentos realizados em 2016.

O estudo aponta que a preocupação com segurança dos sistemas também crescerá pelo menos em 2% do orçamento total em TI. O desafio será encontrar o equilíbrio adequado entre a eficiência que a mobilidade traz para as empresas com um maior controle sobre a sua utilização. Em 2016, em torno de 50% das companhias irão restringir o uso de “BYOD” (Bring your own Device), e mais de 70% delas terão alguma maneira de controle das tarefas realizadas nesse contexto de mobilidade que caracteriza o século XXI.

Poucas tecnologias terão o crescimento que será experimentado por “Cloud Computing” ou solução em Nuvem: até o final da década, haverá crescimento de 20% por ano na adoção desse tipo de solução.

A busca pelo aumento dos lucros e pela diferenciação frente à concorrência, devido à atual crise econômica, gera maior interesse em engajamento por meio de “Mídias Sociais” e “Experiência do Usuário” (CX). Segundo a pesquisa da IDC, em 2016, uma em cada quatro empresas já terão dado início a projetos com esse foco.

A busca por eficiência nos negócios, produtividade e competitividade em empresas de todos os mercados da economia irá fazer com que a Tecnologia da Informação continue a ser um setor estratégico. A expectativa para 2016, apesar do cenário desafiador no Brasil, é a de que este segmento cresça 3,0% contra um crescimento médio mundial de 2,4%, e o de TIC aumente um pouco menos, algo em torno de 2,6%.

Para conferir o Estudo completo, acesse: http://central.abessoftware.com.br/Content/UploadedFiles/Arquivos/Dados%202011/ABES-Publicacao-Mercado-2016.pdf

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A importância do Projeto de Lei da terceirização para o Mercado de TI

Por Jorge Sukarie, presidente da ABES – Associação Brasileira das Empresas de Software

A terceirização é uma realidade no país, utilizada por todos os setores da Economia e por todos os portes de empresas; no entanto, essa modalidade contratual tem gerado muitos conflitos judiciais porque ainda não existe no País regulamentação específica para essa forma de contratação.

A súmula 331 do Tribunal Superior do Trabalho (TST) – que tem sido a referência para reger essa modalidade no Brasil – reconhece como legítima a terceirização nos serviços especializados ligados à “atividade-meio” do tomador bem como na contratação de certos tipos de serviços tais como vigilância, conservação e limpeza, mas a súmula 331 nada diz a respeito da chamada terceirização da “atividade-fim” das empresas.

O problema se agrava porque não existe uma definição clara para o que se entende por atividade fim ou para seu contraponto que seria a atividade meio, e esta indefinição joga as empresas num cenário de incerteza que inibe investimentos e limita o crescimento do País.

No atual cenário econômico e na era da globalização – onde dificilmente um produto é concluído por apenas uma empresa e existe uma grande cooperação de várias companhias de diversos países, proporcionada pelas cadeias de valor e a tecnologia da informação – fica praticamente impossível criar essa fronteira e separar o que seria atividade fim e atividade meio.

Atualmente, todos os setores passam por alguma solução de tecnologia em sua produção ou prestação de serviço. Um mercado bastante pujante, a TI faturou US$ 60,2 bilhões no Brasil e se posicionou como o 7º maior mercado mundial de TI, em 2012.

A indefinição das atividades que podem ou não ser terceirizadas causa uma grande insegurança jurídica, já que o entendimento é bastante subjetivo e inibe os investimentos em setores cuja dinâmica impulsiona a contratação de serviços terceirizados, como é o caso das atividades de Tecnologia da Informação.

Para garantir que o crescimento alcançado nos últimos anos continue e que o Brasil possa se destacar como um País inovador e tecnologicamente avançado é fundamental que o Congresso aprove uma lei com uma definição clara sobre as atividades que podem ser objeto da terceirização.

O Projeto de Lei 4330, que tramita no Congresso Nacional desde 2004, pode ser a solução para essa questão da terceirização no país. Ele dispõe sobre “o contrato de prestação de serviços a terceiros e as relações dele decorrentes”, permitindo a contratação de serviços terceirizados para qualquer atividade, estabelecendo as obrigações que devem ser atendidas por quem contrata esse tipo de serviço.

Caso o projeto de lei seja aprovado, o Brasil pode experimentar um novo momento de crescimento econômico, com investimentos internos e externos, segurança para que as empresas de diversos setores, e em especial de TI, possam operar sem riscos de terem suas relações com empresas terceirizadas questionadas no futuro. Podemos viver um momento de maior geração de postos de trabalho para aproveitar os próximos anos de boom demográfico que o país terá pela frente e gerar no Brasil novos pólos de tecnologia, com profissionais de alta especialização. O resultado disso será percebido diretamente pelo consumidor que poderá adquirir um serviço ou produto com melhor qualidade e menor custo.

De outro lado, enquanto perdurar a ausência da lei regulamentando a terceirização, o Brasil permanecerá num verdadeiro limbo jurídico, obrigando as empresas a contratarem serviços no exterior, se tornando importadoras de serviços – especialmente no setor de Tecnologia da Informação cujas atividades podem ser desenvolvidas a distância – gerando muitos empregos de alta qualidade em outros países.

A edição de lei estabelecendo que a terceirização pode se aplicar a qualquer atividade de uma empresa trará a segurança para os investimentos no país. Ganham todos e fortalecemos a própria democracia.

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