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MCTIC lança Plano Nacional de IoT no Futurecom 2017

Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e McKinsey revelam no evento as diretrizes para a Internet das Coisas no Brasil

Futurecom 2017, mais importante de TIC da América Latina, é o ambiente escolhido para o lançamento do Plano Nacional de Internet das Coisas, anunciado pelo governo federal desde o fim do ano passado. A cerimônia solene de abertura do Futurecom 2017, em 2 de outubro, a partir das 19h30, contará com a presença do ministro do MCTIC, Gilberto Kassab; do secretário de Telecomunicações do MCTIC, André Borges; e do secretário de Política de Informática (Sepin) do MCTIC, Maximiliano Martinhão, que fará o lançamento oficial do Plano Nacional de IoT – “Internet das Coisas: um Plano de Ação para o Brasil”. Na sequência, a programação do congresso terá a primeira apresentação pública e para a imprensa do plano, às 9h do dia 3 de outubro, quando o consórcio liderado pela consultoria McKinsey & Company – com a participação da Fundação CPqD e do escritório de advocacia Pereira Neto/Macedo – vai expor em detalhes as políticas, o plano de ação e as estratégias de implantação das tecnologias que vão conectar dispositivos e equipamentos. Outro parceiro no trabalho é o BNDES.

Para a aplicação do Plano Nacional IoT, as instituições envolvidas realizaram estudos preliminares que identificaram quatro verticais prioritárias para receberem os primeiros serviços voltados à qualidade de vida da população e o desenvolvimento sustentável por meio da tecnologia. São elas Cidades, Saúde, Agronegócio e Indústria. O plano prevê que essas políticas sejam aplicadas já no período entre 2018 e 2022.

Segundo Laudalio Veiga Filho, presidente do Futurecom, “o evento tem o pioneirismo como uma de suas principais características e, neste ano, recebe o privilégio de lançar o plano que será capaz de promover a melhoria na gestão de serviços públicos e também na qualidade de vida da população, além de movimentar a economia do país”. “Temos certeza de que estamos contribuindo para um momento histórico no desenvolvimento da sociedade brasileira.”

O que é a Internet das Coisas na prática? De acordo com o cientista Kevin Ashton – foi ele que usou essa expressão pela primeira vez em 1999 – “Internet das Coisas é um conceito tecnológico em que todos os objetos da vida cotidiana estariam conectados à internet, agindo de modo inteligente e sensorial”. Por exemplo, um automóvel informando o sistema de ventilação da residência que seu morador está chegando, o smartphone servindo como interface entre as pessoas e o sistema elétrico da residência para programar o horário de acender as luzes ou ligar o ar condicionado, ou até mesmo fazer o reconhecimento facial para acionar a abertura de um portão da garagem ou da fechadura de entrada.

O Plano Nacional de Internet das Coisas proporcionará mais inteligência na prestação de serviços públicos e privados capacitação de pessoas, inovação, empreendedorismo, além de colocar o Brasil como desenvolvedor de tecnologias no mercado global. Na saúde, a comunicação entre equipamentos pode melhorar o atendimento médico, as cirurgias e salvar vidas, tanto em locais remotos quanto em grandes centros urbanos. Já a indústria, vive o momento de mais uma revolução com o aperfeiçoamento das tecnologias de mecanização e perfeição de processos produtivos. E o agronegócio prevê grandes avanços na escala e na qualidade de produção mundial de alimentos para acompanhar o aumento populacional.

Futurecom 2017
Quando: de 02 a 05 de outubro de 2017, das 9h às 20h
Abertura: dia 02/10, às 20h
Apresentação do Plano Nacional de IoT: dia 03/10, 9h, auditório Brasil
Onde: Transamérica Expo Center – Avenida Doutor Mário Vilas Boas Rodrigues, 387
Informações: www.futurecom.com.br
Programação: futurecom.com.br/pt/o-evento/programacao-geral.html

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MCTIC, BNDES e McKinsey fazem balanço do Plano Nacional de IoT

O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o consórcio liderado pela McKinsey & Company, com a participação da Fundação CPqD e do escritório de advocacia Pereira Neto | Macedo, divulgaram nesta terça-feira (19 de setembro) no Painel Telebrasil 2017, em Brasília, alguns dos resultados já consolidados do estudo técnico “Internet das Coisas: Um Plano de Ação para o Brasil”, que servirá de base para o Plano Nacional de IoT. O balanço foi apresentado no painel intitulado “Plano Nacional de IoT: Prioridades e Objetivos” pelo coordenador-geral de Ciência e Tecnologia da Secretaria de Política de Informática do MCTIC, Thales Marçal Vieira Netto; pelo Gerente Setorial AI/DETIC do BNDES, Ricardo Rivera; pelo sócio sênior da McKinsey, Paulo Fernandes; e pela sócia Patrícia Ellen, também da consultoria.

Nesta etapa do estudo técnico, estão previstos a elaboração de uma visão geral e os objetivos estratégicos para implementação de políticas voltadas à adoção da tecnologia para cada frente prioritária (verticais) e o desenvolvimento de um Plano de Ação para o período 2018-2022.

As quatro frentes prioritárias identificadas pelo estudo foram: Cidades, Saúde, Agronegócio e Indústria. A metodologia para tal escolha incluiu a mensuração da demanda por serviços de Internet das Coisas (IoT) nas respectivas áreas, da capacidade de desenvolvimento da tecnologia em cada uma delas e da oferta de serviços de IoT para as mesmas. Os realizadores do projeto analisam agora como os fatores transversais (horizontais) a estes segmentos — capital humano; inovação e inserção internacional; ambiente regulatório, segurança e privacidade; e infraestrutura de conectividade e interoperabilidade — interferem e podem contribuir para evolução de IoT no Brasil.

Na frente de atuação para Cidades, o foco de aprofundamento do estudo é a viabilização de planos de IoT para municípios de diferentes perfis. Para a Saúde, a pesquisa explora como viabilizar a adoção de Internet das Coisas por hospitais e unidades de atendimento e monitoramento remoto de pacientes. No segmento do agronegócio, o estudo se aprofunda na compreensão de como promover IoT para impulsionar a produção das principais culturas agrícolas e da pecuária. Por fim, o foco de aprofundamento de IoT para a indústria é construção de uma visão geral de oportunidades de aplicação da tecnologia para fomentar o desenvolvimento do setor.

Os elementos do Plano de Ação para o período 2018-2022, apresentado no Telebrasil, tem como objetivo concretizar a aspiração definida pelo projeto para IoT no país, a saber, “acelerar a implantação da Internet das Coisas como instrumento de desenvolvimento sustentável da sociedade brasileira, capaz de aumentar a competitividade da economia, fortalecer as cadeias produtivas nacionais, e promover a melhoria da qualidade de vida”.

Em outras palavras, o Plano de Ação é constituído por iniciativas que visam promover o desenvolvimento e o crescimento econômico; fazer com que a sociedade se aproprie e se beneficie desta tecnologia (com vistas à melhoria da gestão dos recursos públicos, prestação de serviços inteligentes e impulso à capacitação de pessoas); e permitir que IoT fortaleça as pequenas e médias empresas, gerando inovação, aumento do potencial de exportação desta tecnologia e inserção no cenário internacional.

Visões para as Frentes Priorizadas – Por fim, foram apresentados para cada uma das verticais selecionadas, como um dos resultados da Fase III do estudo “Internet das Coisas: Um Plano de Ação para o Brasil”, uma visão geral das aspirações do Plano e quatro objetivos estratégicos.

Na vertical de Cidades, esses objetivos visam aperfeiçoar a mobilidade, a segurança pública, o uso dos recursos e a inovação. No campo da Saúde, por sua vez, o plano aponta como objetivos melhorar a efetividade dos tratamentos e o monitoramento contínuo de doenças; a prevenção de situações de risco e o controle de epidemias; o aumento da eficiência dos hospitais públicos; e o estímulo à inovação. Para o agronegócio, os objetivos estratégicos giram em torno da melhoria do uso eficiente de recursos naturais, bem como do maquinário; o aumento do volume de informações e a precisão do monitoramento de ativos biológicos; e a promoção da inovação na área. Por fim, os objetivos para Indústria buscam aumentar a eficiência e a flexibilidade dos processos industriais; o desenvolvimento de novos produtos e modelos de negócio; a integração e a cooperação nas cadeias de fornecedores de bens, componentes, serviços e insumos; e a adoção de soluções desenvolvidas localmente.

O estudo técnico para a elaboração do Plano Nacional de IoT decorre do termo de compromisso firmado em dezembro do ano passado entre o MCTIC e o BNDES. Composta por quatro fases — diagnóstico e aspiração geral; seleção de verticais e horizontais; investigação das verticais, elaboração de visão para cada uma delas e construção de um Plano de Ação; e suporte à implementação —, a pesquisa foi realizada por um consórcio liderado pela McKinsey, com participação do CPqD e da Pereira Neto | Macedo Advogados, com ampla participação do ecossistema de internet das coisas do Brasil. Foram 4.600 convites para participar de um grupo de engajamento digital, 2.200 contribuições na Consulta Pública realizada pelo BNDES em dezembro de 2016 e janeiro de 2017; 380 especialistas consultados; mais de 100 entrevistas e mais de 80 horas de workshops com experts no tema.

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McKinsey: o que as empresas devem fazer para avançar em Analytics

O grande volume de informações hoje disponíveis no mundo dos negócios (Big Data) e a análise avançada de dados (Advanced Analytics) são realidades que determinarão o futuro das corporações. Quanto mais adiantadas estiverem nestas áreas, mais elas conseguirão adquirir vantagens competitivas no mercado. Já as que ficarem para trás correm o risco de se tornar irrelevantes com o passar do tempo. Segundo a McKinsey, os CEOs têm de estar à frente das estratégias de Analytics para acelerar processos de transformação corporativa e assegurar a alocação inteligente dos investimentos na área. A boa notícia é que isso já está começando a acontecer. Pesquisa da consultoria aponta que mais da metade dos CEOs se considera a principal liderança de Analytics em suas corporações – e esta proporção tem crescido sistematicamente.

Após ouvir mais de 300 executivos de grandes empresas globais, a McKinsey montou um quadro com nove recomendações de melhores práticas para avançar na adoção desta tecnologia. Confira.

1. Crie novas oportunidades e busque a transformação
Primeiramente, reserve um tempo para se concentrar no longo prazo. Avalie o que outras empresas estão fazendo e procure entender como satisfazer de forma efetiva as necessidades dos clientes via novos modelos operacionais. Em segundo lugar, volte-se a seus próprios dados – analise seu valor, o que os distingue e como podem ser combinados. Por fim, avalie seu modelo de negócio e como transformá-lo.

2. Gere valor para seu negócio
Identifique quais funções ou partes de sua cadeia de valor têm maior potencial. Então, encontre novas possibilidades de aplicação de dados. Finalmente, decida as prioridades, considerando seu impacto econômico, aderência ao negócio, viabilidade e velocidade de adoção.

3. Não se perca; saiba o que fazer com os dados
Conecte as estratégias de dados e de analytics. Coloque em andamento processos e práticas de governança. Adote boas práticas de dados e metadados. Crie processos automáticos de reconciliação que constantemente verifiquem se novos dados atendem a padrões de qualidade. Para obter novos insights, conecte diferentes conjuntos de dados, potencialmente em um repositório centralizado (data lake). Resista à tentação da complexidade.

4. Democratize o acesso e a propriedade dos dados
Crie uma governança de dados eficaz. Abrace os princípios duais da propriedade empresarial e amplo acesso. Explique aos funcionários que a responsabilidade pelos dados é de toda a firma, e não apenas de determinadas áreas. Crie plataformas de apuração de dados, como portais de autoatendimento baseados na web, que permitam às equipes extrair informações facilmente.

5. Transforme a cultura organizacional
As pessoas somente aderem a mudanças quando entendem e sentem que são parte delas. Ainda que algumas políticas específicas possam ser desenhadas para preparar determinados profissionais, procure estabelecer programas amplos de disseminação de conhecimento e implementação de uma cultura dirigida por dados.

6. Aprenda a usar e valorizar as métricas
Crie um painel que possa ser acessado pelos profissionais com todos os indicadores e “feeds” de dados automatizados mais importantes (dashboard) – de modo que se torne fácil acompanhar o desempenho da empresa. Ensine seus funcionários a confiar nestas métricas e a entender que elas formam importante subsídio para tomada de decisão.

7. Desenhe a melhor estrutura para apoiar a tomada de decisão
Os CEOs precisam avaliar como se dão os processos de tomada de decisão de suas empresas – se são centralizados ou espalhados nas unidades de negócio – para, então, implementar os modelos organizacionais analíticos que possam alavancar seu potencial.

8. Ajude seus experts a serem ainda melhores
Identifique seus especialistas em dados, como estatísticos e econometristas, e desenhe programas para que eles possam ampliar suas habilidades. Lance mão de princípios de aprendizagem para adultos, como treinamento on-the-job e cursos de atualização on-line. Considere oferecer certificações formais para os que concluírem com sucesso esses cursos.

9. Crie um cultura de dados em sua empresa
Forneça as ferramentas, a tecnologia e a capacidade de processamento necessárias para que as equipes possam descobrir novos padrões, identificar correlações e realizar análises. Procure também criar condições propícias para que os times abandonem antigas práticas que não funcionam mais, e adotem novas soluções. O erro não pode ser tratado como algo vergonhoso, mas sim com parte fundamental deste processo constante de inovação. Tudo isso faz parte da construção de uma cultura em que dados, e não suposições, são usados para enfrentar os problemas e onde as pessoas se sentem confortáveis com mudanças constantes.

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As quatro iniciativas que mais importam para o desenvolvimento de lideranças

O mundo corporativo sempre precisou de líderes que conseguissem visualizar, com antecedência, desafios emergentes e tomassem as decisões organizacionais necessárias e no tempo adequado. Esta necessidade, nos últimos anos, aumentou significativamente ante o quadro em que disrupção e digitalização estão remodelando a economia global. Contudo, as empresas ainda enfrentam desafios na preparação de seus líderes.

A última pesquisa da McKinsey sobre este tema – McKinsey Leadership-Development Survey, 2016 – mostrou que somente 11% dos mais de 500 executivos entrevistados em todo o mundo concordaram ‘fortemente’ com a afirmação de que suas intervenções pró-desenvolvimento de lideranças alcançavam os resultados almejados. Quando questionados sobre em que circunstâncias estes programas seriam ou não efetivos, a conclusão deles é que não existe uma “bala de prata” que sozinha faça a diferença entre sucesso e fracasso. Na verdade, os executivos apontaram que mais de 40 ações tiveram de ser tomadas para aumentar as chances de sucesso deste tipo de programa para 80%.

A McKinsey detectou que quatro conjuntos de iniciativas são os que contam mais para o desenvolvimento de líderes – e devem, portanto, ter a atenção dos CEOS. Como pano de fundo para sua implementação, há o papel central que a tecnologia tem desempenhado como instrumento facilitador deste processo.

Os quatro conjuntos de iniciativas são os seguintes:

1. Concentre-se nas mudanças que importam
Os esforços de desenvolvimento de liderança devem estar calcados nos imperativos estratégicos das empresas. É preciso traduzi-los ainda em prioridades de desenvolvimento para cada gerente e deve haver empatia da empresa ante o grau de mudança exigido.

2. Faça com que o desenvolvimento de líderes se transforme em uma jornada organizacional
Os esforços de desenvolvimento de liderança devem alcançar toda a organização, e não ficarem restritos a um conjunto de pessoas. Programas curtos, esporádicos e fragmentados são menos efetivos.

3. Desenhe novos modelos de formação
Fuja do tradicional modelo “professor e sala de aula” até hoje tão em voga. Com o uso da tecnologia, é possível maximizar o impacto de tudo o que é ensinado e aprendido – ampliando a disseminação do conhecimento.

4. Acolha as mudanças em seu dia-a-dia
Os esforços de desenvolvimento de liderança sempre falham quando seus participantes aprendem coisas novas e promissoras, mas se deparam depois com uma empresa rígida e resistente a mudanças. As corporações precisam se preparar para adaptar sistemas, processos e cultura interna para acolher uma liderança transformadora.

Para obter mais informações sobre o assunto, acesse o link: http://www.mckinsey.com/brazil/our-insights/whats-missing-in-leadership-development/pt-br

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Digitalização da jornada do cliente: casos de sucesso

Para oferecer uma experiência excepcional, é preciso redesenhar do zero a jornada do cliente

Oferecer uma experiência excepcional de compra de produtos ou contratação de serviços deixou de ser detalhe para se tornar elemento crucial para muitos setores. Trata-se de um diferencial que permite hoje aos líderes de mercado atrair e reter clientes, além de reduzir custos e reclamações.

Para atingir este patamar de excelência, as empresas precisam embarcar num processo de transformação que implica redesenhar do zero a jornada de seu cliente. Quem quer ser bem-sucedido tem de primeiramente imaginar a melhor experiência possível para seu cliente e, só então, procurar processos e tecnologias que lhes permitam concretizá-la. A digitalização é um dos elementos importantes desta mudança.

Alguns casos de sucesso demonstram que é possível tornar esta “jornada excepcional” uma realidade. Há exemplos de bancos que conseguiram reduzir substancialmente o volume de informações exigidas em seu formulário de abertura de conta e também eliminar a necessidade de assinaturas de próprio punho. Instituições financeiras da América Latina são bons exemplos de como envolver os próprios clientes nos processos de criação desta “jornada”.

A reinvenção da jornada do cliente “a partir do zero” pode parecer, à primeira vista, estranha ou arriscada. Contudo, se bem conduzida, configura uma poderosa ferramenta para ir além das mudanças incrementais e promover transformações radicais centradas nos clientes.

Segundo a McKinsey, algumas recomendações devem ser atendidas para uma bem-sucedida estratégia de reinvenção da jornada do cliente.

– Desenhar soluções centradas no cliente,

– Mobilizar equipes multifuncionais,

– Desenvolver nova infraestrutura tecnológica,

– Atualizar gradualmente os processos internos;

– Direcionar a adaptação do cliente.

Para obter mais informações sobre o assunto, acesse o link: http://www.mckinsey.com/brazil/our-insights/digitizing-customer-journeys-and-processes/pt-br

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Robôs farão até o trabalho dos CEOs

Estudo da McKinsey indica que automação não vai extinguir empregos – mas mudará a vida de mais da metade dos trabalhadores em todo o mundo

Automação é uma ideia que desde sempre inspira obras de ficção científica. Mas o uso de robôs e algorítimos para aprimorar a produção, logística e outros setores vitais de empresas não apenas é uma realidade como o avanço tecnológico está prestes a abrir uma nova era da automação. É o que mostra estudo da McKinsey. Segundo o levantamento, cerca de metade das atividades hoje realizadas por humanos será automatizada até 2055 – o equivalente a 16 trilhões de dólares em salários.

Mas a relação entre homens e máquinas não será de conflito. Pelo contrário: menos de 5% das atividades humanas podem ser totalmente automatizadas, segundo a McKinsey. Cerca de 60% de todas as ocupações têm ao menos 30% de atividades que podem ser feitas por máquinas. Ou seja, mais profissões serão modificadas do que extintas. O uso de robôs ainda melhora a performance dos negócios ao reduzir erros e elevar a produtividade, atingindo patamares que a capacidade humana não seria capaz de alcançar. Para se ter uma ideia, o estudo estima que a automação tenha potencial para elevar o PIB global entre 0,8% e 1,4% anualmente.

Os efeitos da automação também não ficarão restritos ao chão de fábrica. Segundo a McKinsey, até os CEOs terão seu trabalho afetado: a análise de relatórios e dados para tomar decisões, por exemplo, pode ser realizada por algorítimos. Ao todo, 1/4 do trabalho dos CEOs poderá ser automatizado.

O cenário brasileiro segue a tendência: a McKinsey estima que, considerando-se apenas a economia formal, o potencial de automação no país seja de 50%, o que afeta 53 milhões de empregados. Os setores industrial e varejista são os que têm o maior número de processos que poderão ser modificados pelo uso de softwares ou máquinas inteligentes – o que atingiria mais de 20 milhões de postos de trabalho.

No Brasil e no restante do mundo, garantir que a convivência entre homens e máquinas seja de fato pacífica exigirá mudanças no ensino. É preciso repensar o currículo para educar pessoas com as habilidades que realmente serão necessárias no futuro – como programação, robótica e serviços para uma população cada vez mais velha.

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Kassab apresentará eixos do Plano Nacional de Internet das Coisas

O ministro da Ciência e Tecnologia, Gilberto Kassab, trocou a folia no Brasil por uma missão em Barcelona: apresentar durante o Mobile World Congress, maior congresso de inovações do mundo, na segunda-feira de Carnaval, os eixos de transformação que vão nortear o Plano Nacional de Internet das Coisas. Kassab ainda lançará no exterior o IoT Bytes, plataforma de interação digital que ajudará a criar o mapa de iniciativas em IoT no Brasil – o ministério vai colher a opinião de experts de todo o mundo por meio de uma consulta pública on-line.

Em setembro, consórcio formado pela McKinsey, CPQD e Pereira Neto Advogados vai entregar ao governo estudo que traça os caminhos para o desenvolvimento de IoT no país. O material, encomendado pelo BNDES, servirá de base para o plano. O Brasil é hoje um dos únicos países que estuda IoT com vistas a elaborar uma estratégia nacional de desenvolvimento. O governo terá acesso ao estudo sem custo e o acordo prevê ainda que o consórcio auxilie o governo a colocar em prática as metas traçadas.

Com base no estudo, o governo poderá elaborar uma política pública de curto e médio prazo para IoT no país. Pesquisa do McKinsey Global Institute (MGI) estima que a Internet das Coisas pode gerar até 11 trilhões de dólares para a economia global até 2025 – 38% nos países emergentes.

O plano, a ser executado em nove meses, prevê as seguintes entregas: diagnóstico do potencial impacto da Internet das Coisas no Brasil, diagnóstico das competências que o país já possui e a criação do Plano de Ação 2017-2022. Atualmente, o estudo está na primeira fase. Após a conclusão das três fases, o consórcio ficará dedicado, nos seis meses subsequentes, a apoiar os agentes públicos e privados em iniciativas de implantação das ações propostas.

Em Barcelona, Kassab apresentará os sete eixos de transformação que devem ser endereçados para que o Brasil atinja completamente seu potencial em IoT: sistema regulatório de telecomunicações, investimento e financiamento de projetos de inovação, expansão internacional, infraestrutura e conectividade, impacto na sociedade e capacitação de mão de obra.

O acordo prevê um financiamento de R$ 17,4 milhões para a elaboração de um estudo técnico independente. O BNDES vai disponibilizar R$ 9,8 milhões, e o consórcio arcará com outros R$ 7,6 milhões. O consórcio foi selecionado pelo MCTIC e BNDES por meio de chamada pública, em dezembro. O desenvolvimento de IoT no país pode aumentar a produtividade, levar à criação de novos mercados e incentivar a inovação.

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McKinsey aponta três tendências do Design

De área de criação de produtos e serviços para consumidores à disciplina para solucionar os mais complexos problemas das empresas, o Design entra em novo momento de maturidade, sendo determinante na obtenção de vantagens competitivas aos negócios. Nesse cenário, a consultoria McKinsey lista três tendências da nova era do Design, ressaltando que as empresas que conseguirem usar o Design não apenas como processo, mas como mindset, sairão vencedoras.

Tendência 1 – Design@Scale: O design deixa de ser apenas responsabilidade do departamento de design, mas de toda empresa: os designers passam a criar regras e sistemas e não apenas interfaces. Instituições líderes em Digital como a Airbnb e o Governo da Inglaterra já experimentam com sucesso novos modelos de Design@Scale, utilizando repositórios centrais, regras fluídas e governança com distribuição de poder de tomada de decisão. Dessa forma, o papel do design é exponencialmente ampliado na implementação de produtos, interfaces e serviços.

Tendência 2 – Organizações maduras integram Design estrategicamente: Design passa a ser institucionalizado na empresa com processos, governança e KPIs. Desenvolver capacidades internas de Design está cada vez mais na pauta estratégica e do board das empresas em todo o mundo. O pensamento integrado, criativo e habilidades de empatia que os designers trazem são cada vez mais buscadas para entrar em novos mercados tanto quanto promover vantagem competitiva baseada em Customer Experience.

Tendência 3 – Nova fase de Design Thinking e o crescimento do User Experience Design: Nos últimos anos, os desafios de Design mudaram radicalmente de produtos físicos para serviços complexos e digitais. Com esta mudança, explode e cresce a disciplina de User Experience Design. O conceito de UX Design, que agrega a interação entre interface e usuário o lado emocional do usuário, que integra a experiência ao sistema, ganha força.

O desafio para as empresas, portanto, é saber como se posicionar e extrair maior valor do design. Isto significa saber que tipos de problemas a liderança quer resolver e como trazer os profissionais mais adequados para atacá-los. Grandes frustrações têm ocorrido quando uma área de design é montada e capital investido com grandes ambições de transformação e os problemas oferecidos são no nível da interface e vice-versa. Há muito desconhecimento ainda no mercado que precisa ser educado.

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O que o Vale do Silício tem

Sócios da consultoria McKinsey no Brasil relatam suas experiências no maior centro de inovação do mundo e listam os principais aprendizados

Durante uma semana, Heitor Martins e Yran Dias, sócios da McKinsey no Brasil e líderes da prática Digital na consultoria, viveram o dia a dia no Vale do Silício – o principal centro nervoso de inovação do mundo. Conheceram mais de 50 pessoas, entre acadêmicos, empreendedores, programadores de incubadoras e gigantes como Google e Facebook. Sentados com pequenos grupos de jovens de 20 e poucos anos ou num círculo de profissionais no imaculado campus de Mountain View, ficaram fascinados com o trabalho que vem sendo feito e listaram os principais aprendizados. Esta reflexão da McKinsey será aprofundada e discutida com mais de 500 clientes, dos quais mais de 100 CEOs, na Conferência Digital da consultoria em outubro em São Paulo.

1. Ousadia por si só é commodity barata. O mundo está cheio de ideias fantasiosas. O que se sobressai no Vale do Silício é a determinação diária de ver algo ter sucesso apesar do quase constante risco de falha. Os agentes do Vale em todos os níveis ficam muito mais confortáveis em meio à bagunça da experimentação e muito mais equilibrados em relação ao insucesso do que os de outros lugares que a McKinsey já visitou.

2. Meritocracia e investimento em pessoas. Os líderes do Vale, que estão agitando o mercado, têm a habilidade de construir uma organização que atraia outras mentes brilhantes, operando numa verdadeira meritocracia. As empresas do Vale cortejam talentos que não apenas têm grande inteligência e experiência, mas que também tragam coragem em suas convicções para lutar por fazer uma diferença significativa.

3. Economia sem restrição à plataforma. O Vale do Silício inverte a matemática simples da velha economia: quanto mais produtos vendidos, mais dinheiro. Lá, eles abraçam a economia sem restrição à plataforma: a nova moeda de troca passa a ser oferecer aos usuários uma forma de se conectar e interagir. O que torna tão poderosa essa moeda é que, diferentemente de uma unidade estática, o valor de uma plataforma é definido pelos usuários que a povoam e usam, pela sua capacidade de se transformar e adaptar às necessidades das pessoas e continuamente apresentar serviços e inovações.

4. Design focado no usuário. As companhias do Vale do Silício vivem e respiram esse conceito de uma forma que muitos executivos seniores não conseguem imaginar. Cada nível da empresa, do CEO até o programador e os times transversais, está condicionado a procurar problemas pela ótica do usuário e encontrar que tipo de processos e passos poderiam criar uma experiência mais suave, rica e diferente. Eles são obcecados pelo cliente.

5. Inovação do tipo que cria mercado e motiva time. A inovação do Vale está no sentido de criar soluções / produtos que atendem necessidades e desejos que, na melhor das hipóteses, nem mesmo sabíamos que tínhamos. Muito da motivação dos profissionais do Silício está na oportunidade de desempenhar um papel relevante no crescimento da companhia, na elaboração dos caminhos para a inovação, e no desenvolvimento de suas próprias habilidades de liderança. Quanto mais autonomia os empregados têm para ser criativos e tomar decisões, mais motivos terão para se manter na companhia e contribuir.

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Brasil teria um ganho na economia de quase R$ 500 bilhões em 2025 com uso de ferramentas digitais para serviços financeiros

Dois bilhões de pessoas e 200 milhões de empresas em economias emergentes não têm acesso à poupança e ao crédito – e, mesmo aqueles com acesso, podem pagar caro por uma gama limitada de produtos. Este cenário, segundo novo estudo da consultoria McKinsey, pode ser revertido frente ao crescimento das tecnologias digitais voltadas aos serviços financeiros, que provocariam maior inclusão financeira, diminuição do custo das operações e consequente ganho de produtividade em toda economia.

A McKinsey estima que a digitalização dos serviços financeiros poderia aumentar em US$ 2,1 trilhões o volume de empréstimos concedidos a empresas e pessoas físicas nos países emergentes (Brasil, China, Etiópia, India, México, Nigéria e Paquistão) em 2025. As instituições financeiras, por sua vez, também seriam beneficiadas com uma economia de US$ 400 bilhões por ano em custos diretos.

No caso do Brasil, especificamente, a McKinsey calcula um ganho de US$ 152 bilhões (aproximadamente R$ 495 bilhões) na economia do país com as transações digitais no setor financeiro em 2025. Este montante estaria dividido em ganhos de produtividade, aumento em investimentos e em postos de trabalho. Somando os 7 países em desenvolvimento analisados pela McKinsey, o potencial de incremento na economia seria de US$ 3,7 trilhões.

A origem das estimativas de ganhos projetadas pela McKinsey para os países emergentes contemplam, além das aplicações digitais de serviços financeiros por parte dos bancos e das corretoras, os novos negócios resultantes de empresas baseadas no universo virtual: as fintechs.

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Pokémon Go marca o início da era comercial da Realidade Virtual

Os dias seguintes ao lançamento do jogo Pokémon Go pela Nintendo viram o valor de mercado da companhia aumentar US$ 9 bilhões. Pela primeira vez, um produto construído a partir de experiências com realidade virtual se torna comercialmente viável. Mais do que isso, seu sucesso abre um novo oceano azul de oportunidades de negócio – para desenvolvedores e parceiros, mostra análise da McKinsey, uma das principais consultorias estratégicas do mundo.

Criado em conjunto com a Niantic, o Pokémon Go emprega realidade aumentada em “missões” de caça e treinamento de bichos virtuais espalhados pelo mundo “real”. A plataforma leve e fácil de compreender e usar, ajudou a torná-lo uma febre mundial. Por dia, mais pessoas utilizam o jogo do que o próprio Twitter e elas gastam mais tempo nele do que no Snapchat, outro fenômeno digital, avaliado em US$ 18 bilhões. Imagens de atletas caçando Pokémons em plena cerimônia de abertura das Olimpíadas do Rio de Janeiro são prova que realmente a febre pegou rápido e forte.

Até o Pokémon Go ser lançado, produtos baseados em realidade virtual se limitavam a nichos, sem grande penetração ou clara utilidade comercial. Não passavam de ‘gadgets’ caros e com poucas aplicações práticas. A plataforma aberta criada pela Nintendo, algo que vai além dos limites do software e não está limitada por um hardware, é a chave do sucesso do jogo, na opinião da McKinsey. Ela coloca o consumidor no centro e constrói a experiência em torno dele. Essa abordagem dá relevância ao jogo e assegura o engajamento de um grande volume de usuários, que pode ser “alugado” pela Nintendo àqueles que quiserem acessar esse universo.

O modelo do jogo, para a McKinsey, ainda é interessante apenas para pequenas empresas, que pagam a Nintendo para “atrair” Pokémons – e as pessoas atrás deles – para suas lojas. Pagam, também, para criar “ginásios” e “arenas”, onde usuários colocam seus animais virtuais para treinar ou lutar entre si. Ainda não é claro como mostrar valor e atrair grandes empresas para investir no jogo, segundo a consultoria.

Segundo a McKinsey, a própria decisão da Nintendo de lançar rapidamente o jogo e continuar desenvolvendo o produto com base na reação de usuários e parceiros, dá o tom para aqueles que virão se aventurar nesse novo oceano azul. Afinal, o que fica claro é que Pokémon Go efetivamente abriu o caminho para que novos produtos baseados em realidade virtual sejam desenvolvidos com chances reais de sucesso comercial.

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McKinsey apresenta 5 características do bom líder

Uma das maiores consultorias do mundo, a Mckinsey lista cinco características imprescindíveis aos líderes empresariais

Nos últimos anos, comportamentos impróprios têm sido recorrentes tanto no setor público como no privado – em praticamente todos os países do mundo, incluindo o Brasil. Esse cenário acende um alerta em todas as corporações e nos provoca a reflexão de quais seriam as características fundamentais aos bons líderes. Com base em trabalhos estratégicos desenvolvidos para as maiores empresas do mundo, a consultoria McKinsey identifica qualidades fundamentais da boa liderança que contribuem para saúde organizacional e financeira das companhias.

Desenvolver pessoas. A forma mais eficiente de se fazer isso é promover uma mudança de foco: combinar a preocupação sobre o que os líderes sabem fazer – foco dos processos tradicionais de recrutamento e desenvolvimento – com uma ênfase muito maior em quem eles realmente são e quais as qualidades intrínsecas que devem ter. Isso não significa apenas se livrar das maçãs podres, mas contratar, desenvolver e promover pessoas de alto caráter.

Ter resiliência. A boa liderança sabe priorizar questões, mostrando sensibilidade para detectar zonas cinzentas, tomar decisões éticas no dia a dia e ter a coragem de fazer o que é certo, independentemente do custo pessoal. São pessoas que têm um sentido de propósito e uma resiliência fora do comum. Não se curvam à primeira dificuldade, não desistem nem aceitam as soluções fáceis.

Cultivar determinação e confiabilidade. A esse conjunto de habilidades, soma-se a determinação de viver de forma ética, demonstrada ao ter humildade para encarar os desafios, se conduzir de acordo com seus valores e apresentar responsabilidade, confiabilidade, transparência, dignidade, senso de justiça e cidadania. Assim como o comportamento ético não é algo teórico, os resultados de adotá-lo ou não também não são. Metade das maiores falências da história podem ser rastreadas a falhas de caráter. Por outro lado, olhando pelo viés positivo, as empresas cuja atuação é considerada verdadeiramente ética veem suas ações negociadas com prêmio médio de 54% em relação ao índice S&P nos últimos 10 anos.

Fazer o que pregam. O elemento que talvez seja o mais importante, e que vemos em muitas organizações e líderes, é que fazem o que pregam. São exemplos vivos e sustentam sua liderança em valores como um meio de inspirar outras pessoas na organização por sua consciência, pensamento e ações.

Aliar competência e caráter. Grandes líderes e organizações entendem que sustentar a excelência no longo prazo envolve tanto competência como caráter. Eles reconhecem que, embora sejam necessários anos para se construir uma reputação sólida, minutos são suficientes para destruí-la.

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