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Engineering reforça práticas ágeis com Centro de Excelência

A Engineering, companhia global de Tecnologia da Informação, acaba de criar um Centro de Excelência para assegurar e alavancar as suas práticas ágeis. O LACE (Lean-Agile Center of Excellence), como é denominado no mercado, será liderado por Rodrigo Silva, que tem o propósito de promover mudanças organizacionais e impulsionar a adoção de metodologias ágeis em toda a empresa.

“O objetivo do LACE é estimular a capacidade ágil da Engineering de se adaptar rapidamente ao mercado e ao ambiente para entregar produtos e serviços contínuos e com o máximo de valor e qualidade”, explica Silva.

Para esta estratégia, a companhia continuará a capacitar e orientar as equipes, a partir de seus líderes, no aprendizado de habilidades que promovam autonomia na resolução de problemas, engajamento no desenvolvimento de inovação e melhoria contínua a partir da identificação da causa raiz das ineficiências.

Adicionalmente, para a entrega de resultados, a proposta é estabelecer fluxos contínuos de trabalho baseados em feedback e ajustes constantes, que permitem a entrega de valor mais ágil.

Para garantir a efetividade do programa de agilidade, a área atuará em três níveis: squads, equipe de gestão de mudanças e portfólios, que, juntos, habilitarão o Business Agility da empresa, ou seja, a escalada da cultura orientada à mentalidade ágil.

“O DNA de agilidade da Engineering é uma providência nativa da nossa especialização, que é levar Transformação Digital aos processos das organizações. Por isso, a criação do LACE reforça e garante a efetividade de uma metodologia que já praticamos”, finaliza Silva.

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Ágil e eficiente: como a brasileira Pipefy se tornou referência na filosofia Lean?

Para manter a competitividade, empresas devem se atentar às diferentes formas de inovação. Tendência em corporações de base tecnológica, a filosofia Lean pode ser uma aliada quando aplicada corretamente na cultura da organização. Garantir maior qualidade, agilidade e eficiência focados nas necessidades do cliente, eliminando desperdícios e melhorando continuamente produtos e serviços, se tornou tão essencial quanto vender em qualquer segmento ou mercado.

Empresas que nasceram com a cultura já implementada em seus times disparam na frente. Esse é o caso da brasileira Pipefy, que desde 2014, quando foi fundada, estabeleceu o Lean como pilar fundamental para seu funcionamento. A estratégia vem trazendo resultados expressivos: nos dois últimos anos, a startup de SaaS (Software as a Service – Software como Serviço), que fornece uma plataforma intuitiva e customizável para o gerenciamento de processos, cresceu 300%.

O sucesso pode ser atribuído à equipe liderada pelo paranaense Alessio Alionço, fundador e CEO da Pipefy. Desde o primeiro dia, o empreendedor estabeleceu dois grandes objetivos: ser global e referência no método. As duas metas foram cumpridas em um curto espaço de tempo. Hoje, a startup está presente em 150 países, tem bases no Vale do Silício e Austin, nos Estados Unidos, além da matriz em Curitiba, e ainda é modelo de eficiência na aplicação da filosofia.

Além da eficiência nos processos internos, a Pipefy ainda é capaz de implementar o Lean em outras companhias que desejam a filosofia aplicada em sua cultura. Com a plataforma, qualquer profissional ou gestor consegue ter plena autonomia para executar tarefas, controlar fluxos e prevenir falhas, exercendo a máxima da metodologia, com qualidade, agilidade e eficiência.

“Enxergamos uma combinação entre Lean e tecnologia muito interessante. Um é capaz de maximizar e otimizar o outro. Com a tecnologia, tiramos o máximo proveito do Lean e vice-versa”, explica o especialista no método na Pipefy, Leonardo Tomadon. Para ele, a filosofia foi capaz de fazer com que a empresa mantivesse, ainda que com o crescimento acelerado, a mesma qualidade e eficiência entregues no primeiro dia, ao primeiro cliente.

“Aqui na Pipefy, estimulamos que o time execute mais com menos e adotamos o mindset de Learn by Doing, ou seja, fazer, medir e, então, aprender. Como conseguimos isso? Empoderando nossos colaboradores a terem total autonomia em resolver problemas. É preciso que eles tenham a cabeça de dono e pensem sempre em como evitar erros e manter qualidade e o valor que tanto prezamos e entregamos ao cliente”, conta Alessio.

Desde sua fundação, a startup já recebeu investimentos da Redpoint Ventures, Valor Capital, 500 Startups, Founders Fund e dos fundadores da Zendesk, Morten Primdahl e Alexander Aghassipour. Em 2018, a Pipefy levantou US$ 16 mi em sua rodada de investimentos Series A, encabeçada pela OpenView Partners e Trinity Ventures.

Hoje com mais de 162 funcionários, incluindo profissionais de países como Estados Unidos, Nicarágua, Israel, Egito e Venezuela, a empresa está entre as melhores PMEs brasileiras para trabalhar. “A junção de produto inovador e eficiência de método chamou a atenção de gigantes que hoje fazem parte do nosso portfólio. Entre os mais de 15 mil clientes estão o McDonald’s, Unilever, Ambev, IBM e Accenture”, comemora o executivo.

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Especialistas detalham “lean em TI” em Disney, Embraer, Magazine Luiza e em outras grandes empresas em encontro em SP

Cases de Embraer, Disney, Dell, Magazine Luiza, CSC da Camargo Corrêa, Spotify, CI&T e Capgemini mostram, dia 28 de outubro, como organizações estão eliminando desperdícios e aumentando agregação de valor ao aplicar o sistema lean em tecnologia da informação; encontro terá gurus internacionais como Mary e Tom Poppendieck

A crise parece passar longe do setor de tecnologia da informação e comunicação (TIC), um dos mais estratégicos nas empresas.

Prova disso é que nos primeiros seis meses deste ano, por exemplo, o número de vagas de empregos disponíveis na área aumentou mais de 44%, segundo a Catho.

Para a Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), o setor, que já representa 8% do PIB brasileiro, deve ultrapassar os 10% até 2022.

E apesar de provavelmente obter este ano um crescimento menor que nos anteriores, a estimativa dos especialistas é que, na contramão da crise, o mercado de TIC deve crescer pelo menos 5% em 2015, movimentando US$ 165,6 bilhões no país, estima a International Data Corporation (IDC).

A “má notícia” é que o setor de TI é, reconhecidamente, um dos mais “desperdiçadores” em boa parte das organizações.

Pesquisa recente da Standish Group, feita em 365 companhias entrevistadas nos EUA, mostra que 53% dos projetos de TI encomendados são entregues com custos quase dobrados, em comparação ao valor inicial acordado, e com atrasos de quase 200%, com relação ao prazo original. Além disso, 31% são cancelados no meio do caminho. E apenas 16% são entregues dentro do que foi originalmente estipulado.

Esse típico contexto da área de TI – no qual convivem, muitas vezes, lado a lado, “riqueza e desperdício” – é um “prato cheio” para se efetuar melhorias de gestão que consigam, ao mesmo tempo, eliminar processos desperdiçadores e aumentar a agregação real de valor nesse setor nas organizações.

É por isso que o Lean Institute Brasil (www.lean.org.br) – entidade sem fins lucrativos de São Paulo que há mais de 15 anos é referência na disseminação do sistema lean entre as empresas brasileiras – vai realizar dia 28 de outubro, no Centro Empresarial de São Paulo (Cenesp), o primeiro “Lean IT Summit”.

O encontro vai reunir alguns dos mais relevantes especialistas brasileiros e internacionais, além de cases do Brasil e de fora do país, sobre aplicação do sistema lean na área de TI.

São cases envolvendo algumas das mais importantes empresas do mundo, como Embraer, Walt Disney, Dell, Magazine Luiza, Centro de Serviços Compartilhados da Camargo Corrêa, Spotify, CI&T e Capgemini. Especialistas dessas companhias vão detalhar como o sistema lean está redefinindo o papel da área de TI nas organizações, gerando, com isso, impactos positivos nos negócios.

É o caso, por exemplo, do case de TI de uma das maiores empresas de entretenimento do mundo, a Disney. Esse será o tema da palestra de Pat Reed, agile consultant e ex-diretora da Walt Disney Company, que vai explicar porque ainda se mantêm enormes as “taxas de erros” nos grandes projetos de software em TI em boa parte das companhias.

Na palestra “TI e o pensamento lean: uma vantagem competitiva”, Pat vai detalhar também de que forma grandes organizações americanas estão atacando esse problema e, assim, gerando bilhões de dólares em resultados para os negócios.

Informação similar estará no detalhamento do case de uma das maiores redes de lojas de varejo do Brasil, o Magazine Luiza, na palestra que ficará a cargo de Marcelo Koji, CIO (Chief Information Officer) da companhia.

O especialista vai explicar como o pensamento lean aplicado no setor de TI tem se tornado um aliado fundamental na empresa para aproximar pessoas e simplificar processos, auxiliando no atendimento aos clientes em mais de 700 lojas físicas, virtuais e online. Será na palestra “Transformação lean: de TI Tradicional para TI Digital”.

Já Raoni Bandeira, IT Site manager da LatAm MFG Operations, vai detalhar o case da Dell, uma das maiores empresas de tecnologia do mundo, com clientes em mais de 180 países. E que só no ano passado entregou mais de 47,3 milhões de computadores, tornando-se pioneira em desenvolvimentos essenciais nos segmentos de computação doméstica, de pequenas empresas e na área corporativa.

Raoni vai explicar como que a Dell – para dar conta de toda essa complexidade do negócio – investiu pesado em transformação lean, visando gerar simplificação e racionalização na área de TI para torná-la totalmente integrada ao processo de manufatura. Como isso, gerou uma economia de mais de 100 milhões de dólares em custos de suporte aos sistemas, além de uma melhoria de 50% no downtime das fábricas. Será na palestra “Integração total é o caminho”.

Já Alexandre Baulé, VP Information Systems da Embraer, uma das maiores empresas aeroespaciais do mundo, vai detalhar como vem evoluindo a implementação do sistema lean aplicado na área de TI da empresa, um trabalho iniciado há cerca de dois anos. A ação é fruto de uma jornada lean que já ocorre há cerca de sete anos em diversas outras áreas da Embraer.

Nesse contexto, o especialista vai relatar como a companhia iniciou a adoção do sistema lean também em TI com a realização de clínicas da qualidade, seguidas de técnicas de solução de problemas, processo kaizen estruturado, 5S digital, hoshin, hansei, entre outras práticas. Será na palestra “Uma jornada rumo à excelência”.

Henrique Imbertti Jr., Agile Coach da Spotify, serviço internacional de música digital que dá acesso a milhões de títulos em todo mundo, vai detalhar como a empresa está fazendo para, em meio a um grande crescimento mundial, manter e otimizar a eficiência. Dentro desse contexto, como deve ser o papel da liderança para criar equipes de sucesso, sempre flexíveis e ágeis, respondendo às mudanças no mercado e trazendo resultados consistentes. Será na palestra “Liderança em uma empresa grande, porém ágil”.

Outro case será de uma das mais renomadas companhias de TI do Brasil: a multinacional brasileira Ci&T. Formada por mais de dois mil colaboradores, especializada em software e sistemas para transformação digital de negócios, a empresa com sede em Campinas e escritórios distribuídos pela América Latina, América do Norte, Europa e Ásia é um dos principais cases brasileiros em lean na área de TI.

A empresa utiliza o sistema em 100% de seus projetos. Com isso, explica César Gon, Fundador e CEO da CI&T, consegue interações em todo o ciclo de desenvolvimento de produtos, velocidade de entrega e garantia de alinhamento com os objetivos do negócio. Além disso, detalha Gon, consegue, em paralelo, gerar desenvolvimento de pessoas.

Não à toa que a companhia foi eleita já por oito vezes consecutivas uma das Melhores Empresas para Trabalhar no Brasil (GPTW), feito conseguido somente por 10 organizações, sendo a CI&T a única de TI.

Na palestra “Desenvolvendo pessoas antes de desenvolver softwares”, Gon vai detalhar como a CI&T implementa o sistema lean e como que esse processo vem criando um ambiente baseado em meritocracia e agilidade, conciliando evolução técnica e liderança empreendedora.

Já com 180 mil profissionais em mais de 40 países, a Capgemini, um dos principais provedores globais de serviços de consultoria, tecnologia e terceirização, é outro case lean que vai exemplificar no encontro como o sistema pode mudar a gestão de TI.

A empresa desenvolveu internamente a rede “Comunidade Lean dos Agentes de Mudança”, com mais de 300 pessoas. Com isso, vem gerando mudanças profundas na organização, permitindo entregas mais simplificadas e melhorando os resultados.

Esse será o mote da palestra de Matteo Barbazza, VP Global Lean IT, e Christian Gut, Gerente sênior de projetos, que vão explicar como estão fazendo para evitar que o sistema lean se torne “mais uma atividade de rotina”, mas, em vez disso, vire um modelo real e abrangente de gestão, que ajude a empresa a lidar com equipes distribuídas e permita criar geração de valor em toda organização. Será na palestra “Geração de valor com equipes distribuídas”.

Outro case vai detalhar o papel estratégico de se aplicar o sistema lean na área de TI de um Centro de Serviços Compartilhados, estrutura que tem sido adotada por grandes organizações para integrar e melhorar os processos administrativos.

Nesse contexto, Ricardo Gomes de Castro, Diretor de TI e de Consultoria do Centro de Serviços Compartilhados (CSC) do Grupo Camargo Corrêa, vai mostrar como o setor de TI da construtora consegue, ao adotar o sistema lean, otimizar as áreas administrativas, fazendo-as gerar mais valor e menos desperdícios, melhorando, assim, os negócios da empresa. Será na palestra “Gestão da demanda: um futuro de valor”.

Especialistas internacionais

Além de cases, o encontro terá a participação de alguns dos mais renomados especialistas do mundo no tema.

Por exemplo, na palestra de uma das mais importantes “gurus” mundiais no assunto, a norte-americana Mary Poppendieck, coautora do cultuado livro “Lean Software Development”, feito em parceria com o marido, Tom Poppendieck, que também vai participar do evento, numa mesa de debates.

Na palestra “Eficiência do fluxo total em sistemas intensivos de software”, Mary vai detalhar como a mentalidade lean pode mudar a forma de pensar a engenharia de software. Com isso, obtendo “fluxo total” como principal objetivo. E assim, conseguir maior satisfação do cliente, diminuição do tempo de resposta ao mercado, fabricação do produto certo com a melhor qualidade, lançamentos confiáveis com produtividade e eficiência, entre outros.

Christopher Thompson, gerente de Projetos do Lean Institute Brasil, vai explicar o modelo básico de adoção do sistema lean na área de TI que leva em conta os seguintes elementos: propósito orientado a partir das necessidades do negócio, melhoria no processo, desenvolvimento de capacidades, sistema de gestão com uma liderança responsável e pensamento básico que suporta e direciona a transformação. Será na palestra “O Modelo de Transformação Lean em TI”.

“Em TI, iniciar a ‘jornada lean’ de forma correta é fundamental para atingir resultados rapidamente. E também para gerar uma base sólida a fim de estruturar os próximos passos da transformação. Ao longo dos últimos anos, geramos um modelo de transformação lean que consolida as nossas experiências e práticas comprovadas nessa área, permitindo uma visualização clara dos desafios a serem vencidos”, resumiu Thompson.

E Samuel Crescêncio, fundador do Lean IT 101, vai detalhar a “pirâmide lean”, um modelo de engenharia de software que busca equilibrar a aplicação das práticas lean e ágeis por toda a organização. Será na palestra “Pirâmide Lean: o equilíbrio entre práticas lean e ágeis”.

“A área de TI é um dos setores mais estratégicos de qualquer organização. Ao mesmo tempo, é, muitas vezes, um dos mais desperdiçadores e com pouca agregação real de valor. Nesse contexto, esse encontro busca justamente compartilhar as experiências reais e concretas de organizações e pessoas que estão conseguindo mudar isso, tornando o setor de TI uma parte fundamental para tornar a empresa mais econômica, produtiva, competitiva e com mais qualidade”, acredita o Prof. José Roberto Ferro, fundador e presidente do Lean Institute Brasil (www.lean.org.br), entidade sem fins lucrativos de São Paulo, que há mais de 15 anos dissemina o Sistema Lean entre as empresas brasileiras – e que está organizando o “Lean IT Summit”.

Serviço:
Lean IT Summit
Quando: dia 28 de outubro, quarta-feira, das 8h30 às 17h30.
Onde: Centro Empresarial de São Paulo, av. Maria Coelho Aguiar, 215, Bloco G, 2º andar, Jardim São Luís, São Paulo (SP).
Mais informações e inscrições: www.leanitsummit.com.br ou (11) 5571-0804. Vagas limitadas.

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