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Thomson Reuters Brasil anunciou as startups selecionadas na primeira edição do Accelerator Day for Lawtechs

A Thomson Reuters, provedora líder mundial de informação e tecnologia, apresentou no escritório da multinacional em Campinas, no interior de São Paulo, as nove empresas finalistas, dentre 20 inscritas, da primeira edição do Accelerator Day for Lawtechs, programa de aceleração para startups, realizado em parceria com a AB2L (Associação Brasileira de Lawtechs & Legaltechs).

Na ocasião, as startups tiveram a oportunidade de apresentar os projetos com sugestões tecnológicas para agregar ainda mais valor ao Legal One, software jurídico e inteligente da Thomson Reuters. E, sob o olhar atento da comissão julgadora, formada por executivos e especialistas Thomson Reuters, também com as participações de Bruno Feigelson, presidente da AB2L (Associação Brasileira de Lawtechs & Legaltechs), e Luciano Gaspar, professor de MBA de Inovação da FIAP (Faculdade de Informática e Administração Paulista), quatro startups foram as selecionadas nos pilares Crawlers (robôs), Legal Trends e Algoritmos Preditivos. São elas: BIP BOP, Legal Insights, Legal Labs e Juristec +:

BIP BOP (www.bipbop.com.br)

Categoria: Crawlers (robôs com funções de automatização de processos, como monitorar, consultar, capturar e armazenar informações de processos jurídicos nos portais dos Tribunais e nos Diários Oficiais).

Projeto: Capturar, em larga escala, dados disponíveis na internet de forma automática, para assim aumentar a produtividade e melhorar a tomada de decisão, por meio da entrega de dados confiáveis, obtidos com o uso de web crawlers.

Legal Insights (www.legalinsights.com.br)

Categoria: Legal Trends (capacidade de combinação de dados estatísticos e análises jurídicas, como, por exemplo, a probabilidade de êxito e perda, contemplando diferentes critérios de filtros e suas combinações).

Projeto: Através de uma plataforma inteligente, fomentar a eficiência no trabalho do advogado, elencar benchmark com relação às melhores práticas, descobrir tendências do Judiciário e mapear riscos internos.

Legal Labs (www.legalabs.com.br)

Categoria: Algoritmos Preditivos (ferramentas de leitura, que interpretam e analisam, de forma automática, os processos e as recomendações de conteúdos relacionados que embasem a atuação do escritório ou do departamento jurídico).

Projeto: Tornar o Legal One uma única ferramenta no mercado jurídico de tecnologia, com uma base sólida de extração de informações, em que o advogado não terá a necessidade de buscas em outras fontes, para as tomadas de decisões.

Juristec + (http://juristecplus.com.br/)

Categoria: Algoritmos Preditivos

Projeto: Através de análises estatísticas e profundo conhecimento técnico (jurídico, estatístico e computacional), a startup pretende intensificar a capacidade operacional do software Legal One e, assim, permitir uma melhor estrutura financeira, através da tomada de decisões mais assertivas.

“A Thomson Reuters tem um papel muito importante no sistema de lawtechs, por ser uma das maiores empresas mundiais nesta área. E promover este programa no Brasil é um grande estímulo para todo o ecossistema. Nós esperamos que esta seja a primeira de muitas edições do Accelerator Day for Lawtechs. Temos certeza que iniciativas como esta vão potencializar o mercado jurídico, dinamizar o trabalho dos advogados, além de gerar melhorias para a sociedade brasileira”, explica Bruno Feigelson, presidente da AB2L.

As empresas escolhidas terão, como incentivo de aceleração, a oportunidade de interagir com os colaboradores, a estrutura e as tecnologias Thomson Reuters para, assim, testar as suas soluções no software Legal One. Contudo, as startups que não fazem parte do grupo selecionado podem ser convidadas a colaborar com as suas inovações junto a multinacional em um futuro próximo.

“Nós ficamos muito felizes com a repercussão do Accelerator Day for Lawtechs, principalmente pela qualidade e criatividade dos projetos apresentados. Nossa ideia, neste momento, é somar os times que mais se encaixam às nossas equipes e, ainda este ano, apresentar novidades em serviços, que devem alavancar a eficiência dos clientes Thomson Reuters”, finaliza Ralff Tozatti, Diretor de Marketing da Thomson Reuters Brasil. O executivo acrescenta que a iniciativa surgiu da crença de que fora da empresa há também outras ideias confiáveis, que podem contribuir com as tecnologias já oferecidas ao mercado jurídico no Brasil.

Saiba mais sobre esta edição do Accelerator Day for Lawtechs, através do regulamento.

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Mosaico University lança curso de blockchain para advogados

A Mosaico University é uma nova iniciativa do grupo Mosaico Digital Assets, que nasce com o objetivo de preparar e capacitar profissionais acerca dos assuntos e transformações vividas pela atuação do blockchain nos mais diferentes segmentos de negócios.

“O blockchain está transformando diversas indústrias e acreditamos que, em pouco tempo, todos serão afetados, de alguma forma, por essa tecnologia.. Por isso, decidimos fundar a Mosaico University, nascendo com o propósito de preparar líderes, empresas e universitários para as mudanças em seus respectivos setores”, explica Ythalo Silva, CEO e fundador da Mosaico Digital Assets.

O próprio setor jurídico já enfrenta desafios relacionados, por exemplo, à regulação de ativos digitais (como criptomoedas) ou, ainda, no desenvolvimento de “contratos inteligentes”. Essas são algumas das transformações pelas quais o segmento passa, o que indica que, muito em breve, advogados e profissionais do setor deverão se adaptar a uma nova indústria legal. O primeiro curso, Blockchain no Direito, acontece no próximo dia 7 de abril, na Avenida Faria Lima, em São Paulo, das 8h30 às 18h. As vagas são limitadas e podem ser reservadas diretamente pelo link, ao preço de R$ 799. Seu conteúdo foi preparado especialmente para advogados e profissionais do setor que pretendem se atualizar frente aos novos desafios e mercados de atuação gerados pelo blockchain.

Além do segmento jurídico, serão oferecidos treinamentos para outros setores como o de logística, meios de pagamento e até mesmo educação, esporte e saúde. Todos os conteúdos são planejados e preparados por profissionais do respectivo setor, em conjunto com especialistas em Blockchain. Garante-se, assim, tanto uma aprendizagem com visão negocial dos respectivos business, como uma abordagem técnica da tecnologia.

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O que são as Legaltechs no Brasil – Por Eduardo Tardelli

No Brasil, ainda percebemos que as startups estão em amplo crescimento e a cada dia que passa chegam no mercado diversas empresas para atender aos mais diferentes setores. Já passamos pela onda das fintechs e agtechs, mas agora as atenções estão voltadas para as chamadas lawtechs ou legaltechs, que são startups que desenvolvem produtos e serviços com base em tecnologia para atender demandas de cunho jurídico, um dos setores mais “engessados” que temos no país.

A chegada dessas empresas promete mexer com o setor legal no país. Porém, muitos ainda se perguntam se essas tecnologias irão acabar com os advogados. Na minha visão não! Digo isso porque o principal objetivo dessas startups é auxiliar o setor, que possui muitas demandas e ainda trabalha de forma manual.

As legaltechs estão oferecendo para o mercado uma saída mais rápida e eficiente para o dia a dia, automatizando os tribunais, minerando dados, ajudando na gestão dos escritórios e outros serviços necessários para o setor. Ou seja, essa tecnologia tem sido uma importante aliada dos advogados, que podem focar somente no que é necessário em sua rotina.

Em pesquisa realizada em julho deste ano pela AB2L, (Associação Brasileira de Lawtechs & Legaltechs), existem hoje no Brasil 38 empresas que oferecem serviços para o setor jurídico. 37% dos advogados consideram que o escritório/empresa onde trabalham não utiliza ferramentas tecnológicas para o desenvolvimento de suas atividades e 88% dos profissionais consideram que o local onde trabalham pretende utilizar soluções de lawtechs no futuro próximo para auxiliar nas demandas internas.

Percebo que esse setor ainda tem uma dificuldade grande pela frente, pois muitos advogados acham que os locais onde trabalham precisam de serviços e produtos customizados, e não de uma plataforma geral para todas as empresas. Eles entendem que isso pode dificultar a criação de modelos de negócios que sejam palpáveis para as lawtechs.

Então o desafio está lançado. Será que as statups irão se adequar às mudanças e demandas do setor jurídico? Eu acredito que sim, e tenho certeza que elas se tornarão algo indispensável para o dia a dia deste setor.

Eduardo Tardelli é CEO da upLexis, empresa especializada em tecnologias para análise e interpretação de grandes volumes de dados (big data) extraídos da internet e de outras bases de conhecimento.

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