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Aumenta a maturidade do processo de gestão de riscos nas empresas brasileiras, aponta KPMG

A edição mais recente do estudo “Maturidade do processo de gestão de riscos no Brasil” realizado pela KPMG concluiu que houve um avanço sobre o tema nas empresas em comparação com a primeira versão publicada dois anos atrás. Considerando uma escala de cinco níveis de maturidade – fraco, sustentável, maduro, integrado e avançado – foi observada uma redução da quantidade de empresas com classificação abaixo de maduro, passando de 56% para 45%. Já o nível maduro permaneceu estável em 40% e houve um incremento de 5% e 6% nos níveis de maior maturidade, respectivamente. O levantamento foi conduzido, entre janeiro e março deste ano, por meio de uma plataforma web com a participação de respondentes em diferentes posições, incluindo executivos, membros de conselhos e comitês de 21 setores da economia brasileira.

“Apesar da elevação da maturidade sobre o assunto, é possível concluir que ainda existe uma grande parcela que não aderiu ao modelo esperado pela gestão de riscos, visando essa função como ferramenta de gestão, conforme indicam as boas práticas de mercado”, analisa o sócio de gestão de riscos e crise da KPMG, Luis Navarro.

Entre os cinco riscos que mais afetam as empresas, os principais continuam sendo o regulatório e o operacional representados por 64%. Completando a lista estão aqueles associados à execução de estratégia de negócios (passando de 31% para 42% ao se comparar com a primeira edição), relacionados às mudanças nas políticas governamentais sobre o setor que subiu no ranking apresentando agora 42% (em substituição aos riscos de tecnologia da informação, apontado nessa edição com 29% que deixou de fazer parte da lista prioritária). Em quinto lugar, estão os riscos de condições econômicas e de mercado que aumentaram de 30% para 33%.

“As empresas com o maior crescimento identificam oportunidades em situações que as demais veem como ameaças ou são ágeis enquanto outras não percebem as mudanças e disrupções a tempo de se adaptarem. Nesse cenário, quando entendido o verdadeiro conceito de risco, ou seja, o efeito da incerteza na consecução dos objetivos da empresa, o gerenciamento dos riscos passa a ser uma ferramenta poderosa para se destacar em meio ao mercado altamente competitivo que o Brasil está inserido”, afirma.

Ausência de uma cultura de gestão de riscos é o principal obstáculo:

Quando questionados sobre os principais obstáculos para implementação da gestão de riscos, a ausência de cultura sobre o tema se manteve como a mais apontada nas duas edições do levantamento passando de 65% para 67%; em segundo, falta de clareza em relação aos benefícios potenciais passando de 52% para 59%; e em terceiro, existência de outras prioridades se mantendo estável com 56%.


O estudo mostrou ainda que os principais fatores que influenciam as empresas na implementação da gestão de risco também sofreram poucas alterações. Entre eles, os principais são: desejo de reduzir a exposição ao risco em toda a empresa; melhorias nas práticas de governança corporativa e a necessidade de atendimento a requisitos regulatórios, motivador para a implementação da gestão de riscos que se destacou no ranking apenas na segunda edição.


De acordo com o Navarro, ao implementar um processo de gestão de riscos robusto, as empresas têm a oportunidade de se antecipar à perdas ou, caso estas sejam inevitáveis, prever a melhor estratégia de retomada.
“Um exemplo prático é o que estamos vivenciando agora. As empresas que já haviam investido em uma estrutura que possibilite o trabalho remoto tiveram vantagem neste período de isolamento, enquanto as demais atrasaram processos ou foram forçadas a se adequar ao ambiente remoto sem tempo hábil para estabelecer requisitos de segurança e medidas de proteção às redes corporativas para a atuação dos colaboradores”, esclarece.

Transporte, viagem e turismo lideram com 46%

Dos 21 setores pesquisados, 15 estão no nível maduro como transporte, viagem e turismo liderando com 46%. Em segundo, estão logística e distribuição com 43% seguidas por energia, recursos naturais e saneamento com 42%.


Já no segundo nível considerado fraco, estão seis segmentos liderados por educação (47%), entretenimento, mídia e editorial (46%) e varejo (43%). Por último estão terceirização com 40%, agronegócio com 38% e alimentos e bebidas com 32%.

Sobre a pesquisa:

A segunda edição da pesquisa “Maturidade do processo de gestão de riscos no Brasil” buscou entender o quanto as empresas estão preparadas para os desafios da nova realidade e comparar as mudanças observadas nesse processo ao longo do período de dois anos.


Foram contempladas 24 perguntas com foco nos sete elementos da metodologia de gestão de riscos da KPMG que considerou uma escala com cinco níveis: fraco, sustentável, maduro, integrado e avançado. Entre os entrevistados, 43% são executivos ou membros de conselhos e comitês, um aumento de 6% em relação à primeira edição da pesquisa.

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O Vale do Silício brasileiro

Por João Panceri e Aldo Macri

Sempre que falamos sobre tecnologia e novas tendências, remetemo-nos ao Vale do Silício, na Califórnia, nos Estados Unidos. Trata-se de uma região de referência para as grandes empresas do ramo onde elas trocam ideias e mantêm um espaço de inovação e de tecnologia da informação. Porém, outras regiões têm investido em espaços para reunir as principais startups, buscando alavancar e promover esse tipo de empreendedorismo. Aqui no Brasil, temos o Vale do Pinhão, localizada na capital paranaense, que busca consolidar e ampliar o movimento de inovação que Curitiba estabeleceu nos últimos anos.

A cidade de Curitiba, com seu histórico e vanguarda de inovação, tem atraído diversas startups e mão-de-obra de fora, principalmente, por causa das possibilidades criadas pela região, em conjunto com a criação do Vale do Pinhão. O Movimento 100 Open Startup, que avalia a atratividade dessas empresas para grandes instituições, posicionou a capital paranaense como uma das mais importantes. O levantamento revela que há dez microempresas sediadas na cidade que estão entre as mais relevantes do Brasil dentro do perfil de startups. A mais bem colocada, por exemplo, tem o foco total na realidade aumentada e virtual da indústria 4.0, além do propósito de resolver problemas de maquinários no chão das fábricas.

Esse boom dá-se por diversos motivos, entre eles, o ecossistema local e o fato de as pessoas estarem buscando inovação por meio de tecnologia e gerando novos negócios. Todos eles somados acabaram tornando a cidade de Curitiba em uma referência em tecnologia no Brasil. Mesmo enfrentando algumas dificuldades por fatores que fogem da alçada da sociedade, Curitiba concentra cerca de 57% das startups do estado do Paraná, trocando informações, agregando conhecimento e trabalhando em prol do desenvolvimento local. Além das universidades e a própria iniciativa privada, por meio de grandes corporações locais e empreendedores que buscam constantemente estabelecer novos negócios inovadores. Outro ponto que precisa ser destacado é o incentivo da prefeitura municipal que realiza um projeto de pesquisa e inovação para as empresas de tecnologia localizadas na capital. As companhias enquadradas nesse programa recebem benefício fiscal com a redução de alíquota de Imposto Sobre Serviços (ISS) de 5% para 2%. É uma forma de incentivar as startups a se instalarem na cidade. Vale ressaltar que o governo também estabeleceu um incentivo estadual para empresas que promovem a expansão de seus negócios no estado. Esse é um projeto que faz parte do Programa Paraná Competitivo.

Além desses benefícios, Curitiba também possui um parque tecnológico que integra o Vale do Pinhão. Esse ecossistema de inovação composto basicamente por universidades, aceleradoras e startups visa aos avanços na área de inovação para agregar melhorias à qualidade de vida dos cidadãos e gerar eficiência nas operações urbanas. Esse é outro ponto benéfico para as startups migrarem para Curitiba, pois a troca de informação é fundamental para o crescimento.

Manter os interesses das startups em continuar no Vale do Pinhão é primordial para o crescimento e investimento dos empreendedores na região. Quanto mais benefícios essas empresas angariarem, mais o espaço receberá uma diversidade de companhias. Somando essas duas ações, podemos ter, em questão de comparação, um verdadeiro Vale do Silício brasileiro.

João Panceri, o sócio da KPMG responsável pelo estado do Paraná e de Clientes e Mercados da região Sul
Aldo Macri, sócio-diretor da KPMG responsável por Clientes e Mercado da região Sul

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Internet das coisas tem o maior potencial de transformação dos negócios nos próximos três anos, aponta KPMG

A pesquisa da KPMG “Inovação na indústria de tecnologia 2019” (Technology Industry Innovation Survey) apontou a internet das coisas como o principal direcionador da transformação dos negócios nos próximos três anos. O levantamento entrevistou 740 líderes da indústria de tecnologia este ano que analisou as dez ferramentas que irão mudar as empresas a curto prazo.

Segundo o estudo, a automação robótica de processos (RPA, do inglês “Robotic process automation”) subiu para a segunda tecnologia com maior potencial para transformar o negócio. Essa foi a principal mudança já que na pesquisa anterior constava na nona posição. De acordo com os entrevistados, a robótica está mais associada a ganhos de eficiência e lucratividade e, na sequência, ao aumento da fatia de mercado. Ainda, segundo o levantamento, o maior desafio da adoção dessa ferramenta é a complexidade da implantação.

A pesquisa mostrou ainda que a inteligência artificial e aprendizado de máquina (machine learning) foram elencadas na terceira posição, perdendo uma posição em relação ao estudo anterior. Os entrevistados indicaram que as principais dificuldades de implementação dessas ferramentas são as dúvidas em relação à viabilidade econômica, complexidade da tecnologia e questões regulatórias.

As outras ferramentas foram citadas pelos entrevistados são blockchain (4? lugar), robótica e automação, incluindo veículos autônomos) (5?), realidade aumentada (6?), realidade virtual (7?), rede social e tecnologias colaborativas (8?), biotecnologia e saúde digital (9?) e plataformas de compartilhamento (10?).

“A pesquisa mostrou que estamos vivendo um período em que empresas de praticamente todos os setores estão se posicionando para implementar modelos de negócios inovadores baseados em tecnologia”, analisa o sócio-diretor da KPMG no Brasil, Felipe Catharino.

Para ter acesso à pesquisa completa, basta clicar no seguinte link: info.kpmg.us/content/dam/info/en/techinnovation/pdf/2019/top-10-technologies-for-business-transformation.pdf

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Líderes de Recursos Humanos precisam rever estratégias para o futuro, diz KPMG

Apenas 40% dos líderes de Recursos Humanos têm um plano de trabalho de transformação digital implementado. Além disso, apesar de 70% reconhecerem a necessidade de uma transformação da força de trabalho, apenas 37% estão muito seguros sobre a capacidade de modificar a área de RH. Essas são algumas das conclusões da pesquisa “O futuro do RH” (The future of HR, em inglês), conduzida pela KPMG entre julho e agosto com 1.201 altos executivos da área de 64 países, representando 31 setores da Ásia-Pacífico, Europa, América do Norte, Oriente Médio, África e América Latina.

“Os líderes de Recursos Humanos mais arrojados estão agindo de forma consistente e sem hesitação, apostando na transformação da área como fator determinante para o sucesso dos negócios. Um modelo mais moderno, ágil e focado na experiência do empregado está alinhado com a aplicação de novas habilidades de gestão, inteligência artificial e robótica para integrar talentos humanos e estratégias digitais”, afirma Patrícia Molino, sócia-líder de Pessoas e Transformações da KPMG no Brasil.

A cultura do local de trabalho também mereceu destaque na pesquisa, sendo considerada uma barreira à transformação digital para 41% dos respondentes. Aproximadamente um em cada três respondentes (35%) disse que a cultura é mais orientada para tarefas em vez de ser inovadora ou experimental. Outra conclusão importante é que as áreas de RH que estão passando agora por processos de transformação digital avaliam que as deficiências de habilidades (51%) e a falta de recursos (43%) são as principais barreiras para alcançar mudanças mais profundas. O conteúdo também revelou que 42% dos entrevistados concordam que preparar a força de trabalho para o futuro utilizando inteligência artificial é um dos maiores desafios a ser enfrentado nos próximos cinco anos.

Outro dado relevante é que mais da metade dos executivos (60%) acredita que a inteligência artificial criará menos postos de trabalho do aqueles que serão eliminados e exigirá maior qualificação dos colaboradores. “A pesquisa também revela que há uma parcela significativa de líderes que estão assistindo passivamente as transformações do mercado, esperando que outras áreas como tecnologia da informação mostrem o caminho para iniciar as mudanças”, completa a sócia da KPMG. Esta postura não é compatível com a expectativa dos CEOs segundo o estudo CEO Outlook, onde 72% relataram que preferem iniciar a disrupção em suas empresas e não esperar que a mudança ocorra no mercado para depois reagir, pois 60% acreditam que este processo é mais uma oportunidade que uma ameaça.

Aproximadamente metade da amostra da pesquisa é de empresas com número de funcionários com número igual ou superior a 5 mil e 42% dos respondentes são de organizações com receita anual superior a US$1 bilhão. O conteúdo está disponível na íntegra no link – assets.kpmg.com/content/dam/kpmg/xx/pdf/2018/11/future-of-hr-survey.pdf.

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CargoX é posicionada como um dos próximos unicórnios brasileiros de acordo com a KPGM

CargoX, startup brasileira fundada em 2013, com o objetivo de se tornar a maior empresa de tecnologia e revolucionar o setor de transporte e logística do país, foi posicionada em um estudo inédito da Distrito em parceria com a KPMG, como um dos próximos unicórnios brasileiros. Podem ser consideradas unicórnios as startups que alcançam um bilhão de dólares em valuation.

O objetivo da CargoX é conectar empresas que precisam levar seus produtos para diferentes regiões do País a caminhoneiros autônomos e pequenos frotistas, reduzindo neste processo ineficiências de cadeia. Com o uso do aplicativo, o caminhoneiro chega a faturar até 40% na realização de fretes.

“Trabalhamos com afinco para que a tecnologias como machine learning, oferecidas pela CargoX, ofereçam benefícios aos caminhoneiros autônomos do Brasil. Expandir o negócio nos ajuda a fazer cada vez mais por esta parcela da população ainda pouco valorizada”, afirma Federico Vega, CEO e fundador da CargoX.

A CargoX também foi cogitada para se tornar unicórnio em um ranking global, divulgado pela CB Insights, no início de 2019. Na ocasião, foram selecionadas 50 empresas e apenas duas brasileiras estavam na lista.

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A indústria financeira não será a mesma após as fintechs

Por Ricardo Anhesini

O Brasil vive o melhor momento para o desenvolvimento de fintechs de toda a sua história. Entre vários elementos que reforçam esse argumento, está o fato de que o nosso mercado é desproporcionalmente grande se comparado com a realidade de outros países. Além disso, atualmente convergem os seguintes elementos que estimulam esse ecossistema: tecnologia avançada, regulação adequada e consumidores empenhados em valorizar soluções inovadoras e disruptivas.

Com mais de 209 milhões de habitantes, o Brasil já tem mais de 450 startups focadas em soluções financeiras, de acordo o Radar Fintech Lab. Em 2017, o Finnovation revelou crescimento de 40% no número total de startups. A Conexão Fintech identificou, também em 2017, que os investimentos nessas empresas ultrapassaram os R$ 450 milhões.

E não para por aí. As perspectivas positivas também estão no fato de o modelo de negócios das fintechs serem incorporados por organizações de grande porte que atuam. Os bancos, por exemplo, estão investindo pesadamente na digitalização de serviços e parcerias com fintechs são executadas para as instituições financeiras se tornarem mais competitivas.

O fato do governo brasileiro ter autorizado a participação de até 100% de capital estrangeiro nas fintechs de crédito somada com a permissão do Banco Central para uma determinada fintech realizar empréstimos sem intermédio de um banco, atuando como Sociedade de Crédito Direto (SCD), indicam tendência de liberalização do sistema financeiro brasileiro. Esse movimento, inclusive, deve impactar a economia nacional já que haverá mais oferta de crédito no mercado.

O cenário positivo foi confirmado pela pesquisa “Fintech 100”, da KPMG, que concluiu que o Brasil possui 3 das 100 fintechs mais inovadoras do mundo, com destaque para a emergência de neobanks e o crescimento acelerado de serviços bancários digitais globais. No mundo, empresas de pagamentos já dominam esse cenário, com 35 ao todo, seguidas de 23 que atuam com financiamento, 15 na gestão de patrimônio e 12 com seguros. Outro destaque é que quase metade das empresas (41) foram constituídas e continuam a operar em mercados emergentes.

Com o iminente destaque global das empresas de tecnologia que estão transformando o setor bancário e de crédito, também não devem faltar estímulos para startups que já operam no Brasil e estão interessadas em uma cenário em que mais da metade da população ainda não tem acesso aos serviços bancários.

Além disso, o setor de serviços financeiros está se transformando com novos produtos, canais e modelos de negócios inovadores, influenciado por diversos elementos, como expectativas dos clientes, digitalização das empresas e redução de custos.

Ainda que o mercado seja altamente competitivo, a busca por usabilidade e a diminuição de atritos na cadeia, tão importantes para a experiência do consumidor, estarão cada vez mais aliadas às novas tecnologias, como Inteligência Artificial, Big Data e blockchain. Assim, com soluções seguras e inclusivas, haverá um estímulo importante para o desenvolvimento de novos modelos de negócios e atração de investidores internacionais.

O crescimento expressivo de fintechs no mercado brasileiro e as perspectivas positivas embasadas nos números apresentados tornarão as empresas brasileiras mais disruptivas. Todo o mercado será beneficiado, desde que, obviamente, as empresas sejam capazes de liderar essa transformação, integrando esforços e sendo estratégicas nessa jornada digital.

Ricardo Anhesini, sócio-líder de Serviços Financeiros da KPMG no Brasil.

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Inteligência artificial impulsionará carreira dos estudantes de negócios, aponta KPMG

A inteligência artificial aumentará as oportunidades de trabalho de universitários e recém-formados em cursos de negócios nos próximos anos. Esta é uma das principais conclusões da edição mais recente da Pesquisa Estudantes 2018 (do original, em inglês, Student Survey 2018), produzida pela KPMG.

Os resultados foram consolidados após entrevistas realizadas com 88 estudantes das principais universidades de 22 países, finalistas da competição KICC (KPMG International Case Competition), realizada em Kuala Lumpur, na Malásia.

Quando questionados sobre quais são as três tecnologias que terão maior influência sobre as carreiras nos próximos dez anos, a grande maioria dos estudantes, 81%, identificou inteligência artificial, seguida por blockchain e robótica, cada uma apontada por 59% dos entrevistados. Mais da metade disse que a inteligência artificial aumentará o nível de responsabilidade para os recém-formados e quase 25% acreditam que ela aumentará o número de oportunidades de trabalho.

Todos os estudantes consultados no levantamento preveem que a tecnologia terá impacto significativo e positivo ao longo da carreira e mais da metade afirmou que ela mudará radicalmente o trabalho que eles executam. Nenhum deles apontou impactos negativos.

“No caso do Brasil, o mercado tem demonstrado que jovens conectados têm mais oportunidades para desenvolverem a carreira, contribuindo para o reconhecimento daqueles que apresentam alta performance e evolução do aprendizado. Esse perfil, de profissionais atentos às tendências e com vontade de fazer a diferença, está alinhado com as empresas do futuro”, afirma o sócio de Gestão de Pessoas, Performance e Cultura da KPMG no Brasil, Marcelo de Lucca.

Quando questionados sobre qual é o maior impacto que as novas tecnologias terão sobre a experiência profissional, mais de 35% dos entrevistados disseram esperar que a tecnologia permita que eles façam um trabalho que agregue valor. Além disso, 21% preveem que ela proporcionará oportunidades de priorizar trabalhos mais interessantes e quase 20% disseram que ela permitirá que desenvolvam habilidades e competências de forma contínua.

“Diante do receio de que a tecnologia possa reduzir ou eliminar oportunidades de trabalho, os estudantes estão altamente confiantes de que ela, na verdade, trará novas possibilidades para a carreira”, completa Marcelo de Lucca.

Os estudantes e recém-formados também reconheceram que existem habilidades e valores não técnicos de grande importância que serão fundamentais no local de trabalho do futuro. Entre os entrevistados, 61% indicaram a resolução de problemas como a habilidade mais importante, seguida de capacidade de aprender (49%) e criatividade (39%). Os valores que eles classificam como mais importantes são ética (58%), responsabilidade (52%) e integridade (41%).

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Mulheres são apenas 1 em cada 5 dos profissionais de TI, aponta KPMG

A liderança de TI feminina continua em uma tendência de crescimento excepcionalmente lento, alcançando, neste ano, 12% em comparação com os 10% do ano passado. Os dados são da pesquisa CIO 2018 realizada pela KPMG em conjunto com a Harvey Nash, o maior estudo de liderança em TI e que está na 20ª edição. O levantamento apontou que as mulheres representam apenas uma em cada cinco dos membros das equipes de tecnologia.

O estudo mostrou ainda que quase 25% dos executivos de TI disseram que o tema inclusão e diversidade não tem relevância para a concretização dos objetivos empresariais e tecnológicos de uma organização. Já 47% dizem que a temática tem alguma influência, enquanto 30% afirmam que inclusão e diversidade impactam os objetivos empresariais e tecnológicos de forma considerável.

“O setor parece estar significativamente dividido em relação à extensão na qual a diversidade é importante para o sucesso da empresa”, analisa o sócio da KPMG, Claudio Soutto.

Sobre a pesquisa

Na 20? edição, a pesquisa da CIO Survey 2018 foi realizada pela KPMG em parceria com a Harvey Nash. É considerada a maior pesquisa de liderança em TI em todo o mundo em termos de quantidade de entrevistados. O levantamento foi realizado entre 20 de dezembro de 2017 e 3 de abril de 2018, em 84 países, com 3.958 CIOs e líderes em tecnologia, por meio de análises de respostas de organizações que apresentam despesas anuais com segurança cibernética de até US$ 46 bilhões.

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Fusões e aquisições em TI tiveram aumento de 17% no 1º semestre, aponta KPMG

O número de fusões e aquisições realizadas por empresas de tecnologia da informação apresentou crescimento no primeiro semestre deste ano, totalizando 55 operações concretizadas. Com um aumento de oito transações em relação ao mesmo período no ano anterior (47), o setor vem mantendo a média dos últimos três anos. Os dados são da pesquisa da KPMG realizada com 43 setores da economia brasileira.

Das 55 fusões e aquisições realizadas no primeiro semestre deste ano, 33 foram domésticas, enquanto 19 foram de categoria CB1, em que empresas estrangeiras adquirem empreendimentos de brasileiros estabelecidos no Brasil, e três CB4.

F&A em TI no 1º semestre

2018

55

2017

47

2016

52

Legendas

Transações Domésticas: entre empresas de capital brasileiro

CB1: Empresa de capital majoritário estrangeiro adquirindo, de brasileiros, capital de empresa estabelecida no Brasil.

CB2: Empresa de capital majoritário brasileiro adquirindo, de estrangeiros, capital de empresa estabelecida no exterior.

CB3: Empresa de capital majoritário brasileiro adquirindo, de estrangeiros, capital de empresa estabelecida no Brasil.

CB4: Empresa de capital majoritário estrangeiro adquirindo, de estrangeiros, capital de empresa estabelecida no Brasil.

CB5: Empresa de capital majoritário estrangeiro adquirindo, de brasileiros, capital de empresa estabelecida no exterior.

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Monitorar a efetividade do compliance é o maior desafio das empresas, aponta KPMG

Os três principais desafios da função de compliance têm sido monitorar a efetividade do programa de compliance (86%), mapear os riscos e desenvolver indicadores-chave (85%) e integrar a função com as demais áreas do negócio (83%). Os dados constam na terceira edição da pesquisa “Maturidade do Compliance no Brasil” realizada pela KPMG com 450 companhias de diferentes regiões e indústrias. O levantamento apontou ainda que os três indicadores tiveram um aumento percentual considerável em relação ao último estudo de 2016/2017.

“A pesquisa da KPMG reflete o progresso que muitas empresas nos últimos anos, bem como as áreas de melhoria contínua para incorporar e aperfeiçoar a governança e cultura de compliance no ecossistema em que estão inseridas. No entanto, ainda há um longo caminho a ser percorrido por essas empresas no estabelecimento de um programa de compliance efetivo frente aos inúmeros desafios impulsionados pelo rápido ritmo das mudanças regulatórias e pela transformação digital. As empresas devem repensar e adequar as práticas de governança em relação ao ambiente de compliance e no âmbito tecnológico, as questões relacionadas a riscos cibernéticos e data analytics ganharão cada vez mais espaço e precisarão passar pela análise dos profissionais que monitoram o compliance”, analisa o sócio da KPMG, Emerson Melo.

Compliance ganha destaque nas empresas brasileiras

A pesquisa apontou ainda que 59% dos entrevistados informaram que a liderança reforça periodicamente que a governança e a cultura de compliance são essenciais para o sucesso da estratégia da empresa.

“Governança e cultura são as bases de um programa de ética e compliance efetivo. A governança geralmente se refere a uma estrutura de compliance em toda a empresa, enquanto a cultura de compliance é uma combinação de costumes e crenças sobre compliance na empresa. Incorporar a cultura, ou mudá-la, requer um enorme esforço. Por esse motivo é tão importante contar com o apoio da liderança”, analisa.

Durante a pesquisa, quando questionados se as empresas têm a função de compliance, em 2017, 9% dos executivos disseram não ter contra 19% da primeira edição de 2015. Já quando questionados se a governança e cultura do compliance eram essenciais para o sucesso da estratégia empresarial, 59% disseram que sim e 9% que não, nesta edição da pesquisa em comparação com 21% que disseram não em 2015.

Já no item ética e compliance, 27% dos entrevistados disseram que não possuem comitê. Em contrapartida, das empresas que possuem esse comitê, a presidência do grupo e as responsabilidades estão pulverizadas entre as diversas áreas da empresa como jurídico, auditoria interna e recursos humanos. Quando questionados quem preside o comitê de compliance, a pesquisa revelou que o CEO da empresa tem passado a função para o diretor de compliance. Na pesquisa de 2017, ele tem tido 26% de responsabilidade, contra 29% de 2016 e 28 de 2015. Em contrapartida, o diretor de compliance ganhou maior responsabilidade: 19% (2017), 16% (2016) e 12% (2015)

Outros dados:

– Apenas 64% das empresas afirmaram possuir mecanismos de gestão de riscos de compliance, enquanto 36% informaram desconhecê-los.

– 27% das empresas não possuem estrutura dedicada, 36% não possuem recursos adequados e 23% afirmaram não possuir autonomia e independência.

– 19% das empresas informaram não ter atualizado os Códigos de Ética e Conduta, 36% afirmaram não possuir diretrizes sobre as medidas disciplinares aplicadas em casos de desvios e 29% afirmaram que os programas de compliance ainda não estão implementados de forma eficiente.

– Somente 31% dos entrevistados informaram que os profissionais da empresa tiveram um grau de conformidade alto (maior que 90%) em relação aos treinamentos mandatórios.

– 68% das empresas não possuem sistemas para monitorar a efetividade do programa de compliance.

– Apenas 14% monitoram a implementação dos planos de ação identificados.

– 20% das empresas declararam não possuir um canal de denúncias implementado e também não monitoram o volume de relatos.

– 24% dos respondentes afirmaram não possuir reporte regular e frequente à alta administração.

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Geopolítica em evidência – Por Augusto Sales, da KPMG

Faltando poucos meses para as eleições no Brasil, a indefinição com relação aos nomes dos candidatos, o fenômeno da polarização e o ânimo exaltado dos brasileiros com relação ao tema indicam que será uma das disputas mais curiosas das últimas décadas. Se um candidato de direita, de esquerda ou de centro-direita for eleito, qual será o cenário? Se fulano de tal se tornar presidente, qual será o direcionamento dele em relação à abertura de mercado? Questões essas eram analisadas superficialmente por investidores que têm a intenção de entrar ou expandir seus negócios no país, mas que agora têm um lugar de destaque no rol de preocupações, numa escala quase que prioritária. É o desafio em fazer negócios em um mundo volátil, incerto, complexo e ambíguo em termos geopolíticos.

Nesse aspecto, questões tradicionais como identificação de concorrência, do público alvo e taxa de retorno agora passam a dividir as atenções com a geopolítica que passou a ser fator que requer cautela nas estratégias empresariais do investidor estrangeiro que quer entrar no Brasil, daquele que está aqui e quer fazer expansão pelo país e do empresário brasileiro que pensa em internacionalizar seus negócios.

Não só no Brasil, mas ao redor do mundo, organizações bem-sucedidas estão colocando as questões sociodemográficas e geopolíticas no centro de uma ampla estratégia empresarial. O ambiente político e social é hoje uma das maiores preocupações dos investidores, e esclarecê-las permite que respondam melhor às ameaças e também para a identificação de oportunidades. Como sabemos, pilares de uma estratégia e dos planos de negócios que apoiam as decisões de investimento – tamanho da oportunidade, mercado, ambiente competitivo, regulação, taxas de juros, alíquotas de impostos, tarifas etc. – podem sofrer alterações significativas dependendo do viés político de quem administra um país ou ente federativo. Trump, Brexit, Impeachment? Elevação de taxas de importação, tratados bilaterais, guerra-fria? O investidor informado tem aprendido que economia, mercado e política estão cada vez mais interdependentes.

Os líderes empresariais globais estão mais atentos aos resultados, positivos, neutros ou negativos, advindos de um ambiente geopolítico global relativamente volátil, de baixa previsibilidade e cujos impactos podem atravessar as fronteiras de vários países. Impactos podem ser difíceis de prever sem um monitoramento cuidadoso e com uso de cenários. O tempo de reação é limitado. Os riscos negativos podem muitas vezes ser obscuros demais para se proteger deles de forma adequada. Além disso, as oportunidades oriundas de mudanças políticas podem ser exploradas pelos concorrentes antes que se compreenda o que está ocorrendo.

Passa pelos questionamentos dos investidores uma abordagem que envolva os modelos tanto de negócio como o operacional. Dessa forma, busca-se saber, entre outras coisas, se os atuais pressupostos de planejamento empresarial poderiam ser prejudicados pela geopolítica; e de que forma a ordem política global em constante mudança influenciará suas operações em particular. Eles questionam ainda o que precisam fazer se as previsões de seus planos de negócio forem submetidas a testes de stress com relação às rupturas geopolíticas e o que significa uma maior incerteza em termos de acesso e custo de capital e recursos.

Embora a abordagem “espere para ver” possa ser vista como o caminho mais fácil, os sinais podem ser previstos se você procurar nos lugares certos, se souber como aproveitar as oportunidades identificadas e se conseguir transformar este exercício em ação. Mundo afora, a experiência mostra que organizações e executivos bem preparados estão aprendendo a tirar vantagem do ambiente social e político, compreendendo melhor as regras do jogo e reduzindo o risco de serem surpreendidos por mudanças no ambiente.

Em um mundo complexo comandado por grandes e controversos líderes, gestores e investidores precisam estar bem equipados e confiantes ao fazer escolhas estratégicas em meio à incerteza e à constante ruptura, e os ganhadores aprenderão a integrar estratégias de mercado e geopolíticas em busca de vantagem competitiva. Ao final do dia, de forma geral, o investidor profissional não precisa ter partido político.

Augusto Sales, sócio de estratégia da KPMG

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Novos desafios para o setor de telecomunicação – Por Eduardo Santini

Analisando a evolução tecnológica que estamos vivenciando e que podemos classificar como a “Quarta Revolução Industrial”, nos deparamos com oportunidades e os desafios para as empresas, especialmente, para as do setor de telecomunicações.

Para contextualizar, vale lembrar que, se na primeira Revolução Industrial, iniciada na Inglaterra na segunda metade do século XV, houve a transição dos processos de manufatura impulsionados pela utilização da água, carvão e vapor. Já na segunda etapa, o foco foi o uso do aço, metalurgia, eletricidade, eletromecânica, e ainda sistemas de trabalho baseados nos modelos fordista e taylorista, impulsionadores da fabricação em massa. A Terceira Revolução Industrial deu início ao uso intensivo de computadores e os avanços da tecnologia da informação e da produção de automação. Podemos considerar que o momento em que vivenciamos hoje, a quarta etapa, baseia-se e será conduzida pela transformação digital, internet das coisas, robotização, inteligência artificial e pelos adventos derivados de dispositivos tecnológicos nos diversos setores estratégicos para o país, como por exemplo, o setor de saúde, energia e transporte.

Vivemos em um período de “fusão de tecnologias que transcendem as esferas física, digital e biológica”, conforme definido pelo fundador e presidente executivo do Fórum Econômico Mundial, Klaus Schwab, em um discurso recente.

Evidentemente que essa nova etapa gerará um impacto importante na sociedade e na economia. Diante disso, como acontece em todo momento disruptivo importante, dada a dependência de conectividade entre bilhões de dispositivos e pessoas, ela aparece como uma oportunidade imensa para a as empresas de telecomunicações, e de maneira mais radical, permitirá que aconteça.

Entretanto, para que essa promessa se torne realidade, os provedores de serviços e as operadoras de telecomunicações, principais atores desse novo cenário, precisam se transformar digitalmente. Dessa forma, devem oferecer uma nova gama de serviços para os clientes suportados por redes eficientes, automatizadas e com capacidade de transmissão de dados que permitam que vários parceiros se unam para criar novos modelos de negócios.

Para se ter uma ideia, o novo ecossistema móvel (com maior escalabilidade), que se aventa, representará uma contribuição de 4,6 trilhões de dólares no PIB global em 2022, segundo a pesquisa da GSMA (The Mobile Economy 2018), impulsionados principalmente por conexões entre máquinas e internet das coisas.

Por outro lado, ainda não se sabe exatamente quais novas demandas serão geradas com essa receita, estando ainda o caminho muito nebuloso o que de fato posiciona o tema como maior desafio da indústria para os próximos cinco anos. Mas sem dúvida alguma, o tema englobará uma mistura de produtos e serviços, como saúde, conteúdo e mídia, veículos autônomos, cidades inteligentes etc. O que se sabe é que maioria dessas novas oportunidades transformará o negócio e a maneira de relacionamento e interação com os clientes de forma jamais vista, demandará a união de diversos parceiros em uma única plataforma de negócios em que o cliente não terá conhecimento tácito de quem está realmente fornecendo qual parte do serviço. No entanto, apesar dessa impessoalidade, as principaispreocupações serão a experiência do consumidor e a entrega de ponta a ponta do serviço pelo qual ele pagou. Trata-se assim de uma oportunidade para a operadora de telecomunicações pensar em prover não apenas transmissão de dados, mas também passar a ofertar produtos complementares, podendo realizar assim uma integração vertical.

Embora haja uma grande centralidade em torno da transmissão de dados, o que vem hoje mantendo e gerando receitas para os operadores em função do declínio das receitas geradas pelos serviços de voz, SMS e roaming – em breve vivenciaremos o mesmo efeito que ocorreu no mercado de energia elétrica, que viu o seu principal produto se torna cada vez mais uma commodity. Nesse sentido, isso deveria representar uma preocupação para operadores de telecomunicações.

Uma coisa é certa: o serviço de dados continuará a ser cada vez mais baratos, viabilizando assim a conectividade. Se as empresas de telecomunicações não quiserem ser apenas um ator coadjuvante da Quarta Revolução Industrial, como as de eletricidade foram no passado, deverão liderar essa mudança, trazendo para si um uma centralidade na cadeia. E, só existe uma forma de fazê-lo que é colocando o cliente no centro de tudo.

Pensar e agir com a obsessão no cliente exige que as operadoras foquem cada vez mais na digitalização de serviços, visando maximizar a experiência do consumidor, tratando-o assim como um diferencial, e também buscar prover a essa experiência através dos diversos canais e pontos de contato, a longa busca pelo almejado omnichannel.

Vale lembrar que os consumidores, de fato, não se preocupam com a complexidade da entrega dos serviços e não se importam em saber quem entrega o que ou que parte do serviço. Na verdade, eles se preocupam em ter uma experiência integrada com um provedor que não só fornece a conectividade, mas também, produtos personalizados, de acordo com seu histórico de compra, utilização, e, a convergência e integração de um ou mais serviços.

Na nova cadeia de valor, as operadoras de telecomunicações não deveriam focar apenas, como outrora, na retenção dos clientes e na redução do churn (taxa de evasão ou rotação de clientes). Elas devem garantir um papel relevante nesse processo, construindo um relacionamento diferente do que existe hoje com oconsumidor, focando na oferta de serviços digitais personalizados.

Eduardo Santini é diretor de Tecnologia, Mídia e Telecomunicação da KPMG

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Risco cibernético será tema obrigatório na agenda de Conselhos de Administração em 2018

Os Conselhos de Administração não estão preparados para direcionar adequadamente as maiores companhias do Brasil sobre os riscos cibernéticos.

Esta é uma das conclusões da votação interativa da 62ª Mesa de Debates do ACI Institute. O ACI é um instituto da KPMG que tem o objetivo dedisseminar a importância da Governança Corporativa e do compliance. A 62ª Mesa de Debates contou com a participação de 123 executivos, entre conselheiros de administração, conselheiros fiscais e membros dos comitês de auditoria das principais empresas que atuam no Brasil.

Segundo os dados, o direcionamento foi considerado adequado por apenas 20% dos respondentes. Trinta e três por cento avaliaram o direcionamento como regular, 41% como não adequado e 6% não souberam opinar.

“Com base nos dados, 80% dos executivos não estão seguros quanto à qualidade do direcionamento oferecido pelos Conselhos de Administraçãosobre riscos cibernéticos. O índice é bastante elevado e preocupa, sobretudo diante da exposição crescente das empresas a ataques dessa natureza”, afirma o líder do ACI Institute e sócio da KPMG no Brasil, Sidney Ito.

Os executivos consultados também debateram, neste evento do ACI Institute, os principais tópicos que precisam estar na agenda doConselho Administração em 2018. Entre os temas de destaque estão disrupção tecnológica, inovação e resultados a longo prazo, tone at the top e cultura corporativa, ativismo e a relação com os investidores, diversidade e o tempo de mandato dos conselheiros.

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Pesquisa KPMG: com baixa maturidade digital nas empresas, executivos brasileiros confiam mais em seus recursos de análises de dados

O relatório “Guardiões da confiança” (Guardians of Trust, em inglês) apontou que 85% dos executivos brasileiros confiam nos recursos de análises de dados utilizados por eles. Tais dados se mostram mais relevantes ao compararmos com outras nações, como por exemplo, Estados Unidos e o Reino Unido que apresentam baixa probabilidade de confiar nos recursos de D&A, alcançando 42% e 43%, respectivamente.

“Essa variação é ocasionada pelos diferentes estágios de transformação digital que os países se encontram. Empresas localizadas nos EUA e UK já estão mais orientadas ao uso dos dados na tomada de decisões estratégicas, utilizando informações geradas por algoritmos avançados de redes neurais. Muitos executivos desconhecem o seu funcionamento e sua precisão, criando uma maior desconfiança. Considerando que a maturidade digital da maioria das empresas brasileiras ainda é baixa, com ferramentas apenas apresentando uma descrição dos fatos ocorridos no período, a confiança é maior nos dados”, analisa o sócio da área da análise de dados da KPMG no Brasil, Ricardo Santana.

Uma outra constatação da pesquisa é que a maioria dos entrevistados (62%) afirma que as áreas de tecnologia, e não os executivos de nível de diretoria ou os setores funcionais, são os responsáveis quando há alguma falha em uma máquina ou um algoritmo. “Nossa pesquisa mostra que existe uma tendência de isentar o negócio principal de tomar decisões relacionadas a máquinas, o que é compreensível devido ao legado da tecnologia ser considerado um serviço de suporte e aos chamados “especialistas” em todas as questões técnicas”, comenta o sócio da KPMG.

Segundo o levantamento, a incerteza dos entrevistados acerca de quem é o responsável gera questionamentos sobre que tipo de governança deveria ser estabelecida para garantir e proteger o uso de análise de dados. Com base nas respostas dos participantes, as cinco recomendações para o desenvolvimento da confiança dentro de uma organização são: desenvolver normas visando a elaborar políticas e procedimentos eficazes para as organizações; aprimorar e adaptar as regulamentações para desenvolver a confiança em análise de dados; aumentar a transparência de algoritmos e metodologias; criar códigos profissionais para cientistas de dados; e reforçar os mecanismos de asseguração internos e externos que validam e identificam as áreas onde existem deficiências.

“Assim que a análise de dados e a inteligência artificial se tornarem onipresentes, será extremamente necessário e mais difícil gerenciar os níveis de confiança. Com a rápida retomada da análise preditiva, devemos nos preparar agora para estabelecer a governança apropriada nesse ambiente ainda sem regras dos algoritmos. A governança de máquinas deve passar a ser o elemento central da governança de toda a organização e o objetivo deverá ser casar o poder e o risco de D&A com a sabedoria para usá-los da forma certa”, completa Santana.

Sobre o relatório

A KPMG solicitou à Forrester Consulting que realizasse uma pesquisa com 2.190 executivos seniores localizados em nove países — Austrália, Brasil, China, França, Alemanha, Índia, África do Sul, Reino Unido e Estados Unidos — para coletar opiniões sobre a lacuna de confiança entre as empresas e os processos de análise de dados implantados por elas. A pesquisa identificou dados tanto sobre os executivos de nível de diretoria quanto sobre a responsabilidade em caso de processo de análise de dados falha ou é inexato.

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Apenas 18% das empresas entrevistadas pela KPMG são consideradas líderes digitais

Cerca de 40% dos CIOs (Chief Information Officer – executivos da área de tecnologia da informação) das empresas pesquisadas pela KPMG possuem uma visão digital e uma estratégia de negócio que abrangem toda a organização, um aumento em comparação com os 27% do levantamento realizado dois anos atrás. Apesar disso, desse total, apenas 18% são líderes digitais ao se mostrarem eficazes no uso de tecnologia para fazer a companhia progredir, conforme indica o levantamento “O caminho para a liderança em negócios digitais” (do original, The route to digital business leadership) realizado pela KPMG.

“O grande desafio dos líderes no mundo tem sido alinhar a estratégia de crescimento das empresas aos projetos de TI, de forma eficaz, e que realmente traga algum retorno para a organização que seja duradouro. Com o avanço constante da tecnologia, muitas empresas de todos os setores ainda estão tendo dificuldade em se posiconar com relação a isso. A área de TI deve deixar de ser uma estratégia de negócio basicamente de suporte e passar a ser uma parte integrante da empresa, proporcionando aos CIOs a oportunidade de trabalhar em estreita colaboração com os parceiros de negócio a fim de conduzir inovação por toda a organização”, analisa o sócio da KPMG no Brasil, Claudio Soutto.

De acordo com o estudo, as líderes digitais apresentam um desempenho melhor em função de quatro práticas que as distinguem das demais organizações: foco em inovação e crescimento; investimento agressivo em tecnologias ágeis e disruptivas; utilização de infraestrutura estável e segura; qualificação para alinhar a estratégia de negócio e a de TI.

“Independentemente de as tecnologias disruptivas serem vistas como uma ameaça ou oportunidade, a necessidade de uma transformação do negócio viabilizada pelo uso da tecnologia é uma questão de sobrevivência para alguns negócios e um imperativo estratégico para quase todos os demais”, complementa.

O link para o acesso ao “The route to digital business leadership” é http://bit.ly/2hx46yy.

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Brasil perde 20 posições no ranking dos países mais preparados para mudanças

O Brasil perdeu 20 posições, caindo do 59º para o 79º lugar, de acordo com uma pesquisa realizada pela KPMG, que avalia os países mais preparados para lidar com mudanças significativas e acontecimentos como desastres naturais e tendências demográficas, econômicas, sociais e tecnológicas. O relatório Índice de Prontidão para Mudanças (Change Readiness Index – CRI) 2017 é a versão mais recente do estudo que classificou 136 países de acordo com seguintes critérios: empreendedorismo, governo, pessoas e sociedade civil. No levantamento, a Suíça aparece em primeiro e a Somália, em último lugar.

Dos três critérios de análises, segundo o levantamento, o Brasil apresentou melhoras apenas em um, pessoas e sociedade civil. Nos outros dois, houve uma queda nos índices, sendo maior no que diz respeito à capacidade do governo.

“Os índices do Brasil já apresentavam queda em 2015 e voltaram a cair em 2017, o que se deve, principalmente, em função da situação política e econômica que o país vem enfrentando”, analisa o sócio da KPMG no Brasil, Maurício Endo.

Segundo ele, o CRI pode ser um instrumento crucial para governos, comunidade de desenvolvimento e empresas tomarem decisões mais abalizadas a respeito de possíveis reformas ou mudanças nas políticas, gerenciamento de riscos ou realização de investimentos. “Mais do que nunca, o bem-estar dos cidadãos de um país depende da capacidade de lidar com as mudanças e tirar vantagens delas. O CRI oferece uma visão reveladora sobre quais países estão mais bem posicionados para lidar com as mudanças inevitáveis e obter potenciais benefícios delas, além dos fatores que estão por trás do nível de preparo”, explica.

Global: Europa domina as dez primeiras posições

Os países europeus conquistaram sete dos dez primeiros lugares no ranking do CRI de 2017, mostrando uma grande capacidade de enfrentar os desafios colocados para aquela região. A Suíça assumiu o primeiro lugar pela primeira vez, substituindo Cingapura, que havia conquistado o primeiro lugar nos rankings de 2013 e 2015 do CRI.

O Reino Unido apareceu, pela primeira vez, entre os dez primeiros colocados, reforçando a prontidão para as mudanças em um momento particularmente crítico, em que o país prepara-se para sair da União Europeia. Os Estados Unidos também melhoraram o desempenho de maneira significativa em comparação com o ranking do CRI anterior, galgando oito posições para atingir a 12ª colocação, ao passo que em 2015 obtiveram o 20º lugar.

De acordo com o estudo, Ruanda demonstrou que países de menor renda podem melhorar de maneira significativa a prontidão para as mudanças. Ruanda subiu para a 46ª posição no ranking de 2017, o que fez dele o único país de baixa renda no grupo dos 50 primeiros, se beneficiando do desempenho da capacidade de governo.

Sobre o Índice de Prontidão para as Mudanças

O Índice de Prontidão para as Mudanças (CRI) foi feito com base na análise de dados de fontes originais e de 1.400 especialistas, além de fontes secundárias incluindo o Fórum Econômico Mundial, o Fundo Monetário Internacional do Banco Mundial e as Nações Unidas. Para acessar o estudo, clique no link: kpmg.com/changereadiness.

Os países com as melhores colocações (incluindo a classificação em relação ao ranking de 2015):

1. Suíça (+1)

2. Suécia (+7)

3. Emirados Árabes Unidos (+2)

4. Cingapura (-3)

5. Dinamarca (+3)

6. Nova Zelândia (+0)

7. Países Baixos (+4)

8. Finlândia (+2)

9. Alemanha (+3)

10. Reino Unido (+3)

11. Noruega (-7)

12. Estados Unidos (+8)

13. Hong Kong (-10)

14. Austrália (+2)

15. Irlanda (–)*

16. Áustria (+1)

17. Canadá (-3)

18. Bélgica (+0)

19. Catar (-12)

20. França (+6)

* Países que aparecem pela primeira vez no ranking do CRI de 2015

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Tecnologia disruptiva a favor do consumidor

Por Paulo Ferezin

Novas tecnologias, mudanças constantes no comportamento do consumidor, crises econômicas, novos canais de comunicação e vendas… O setor de varejo e bens de consumo sofreu inúmeras transformações ao longo dos anos, com impactos significativos que que afetaram empresas em todos os segmentos. E tem mais: não há nenhum sinal de desaceleração! Na verdade, o ritmo das mudanças provavelmente aumentará.

Entretanto, isso não é uma má notícia para aqueles que se preparam para as oportunidades. As novas tecnologias, as reformas regulatórias e um ambiente econômico transformado, combinado com a mudança das necessidades, expectativas e dados demográficos dos consumidores, criaram oportunidades incomparáveis para os varejistas com modelos de negócios disruptivos que irão mudar fundamentalmente a maneira de vender e comprar.

Diante desse cenário, os CEOs (Chief Executive Office) do setor de varejo e bens de consumo estão enxergando a necessidade de inovar. De acordo com a pesquisa CEO Outlook 2017, realizada pela KPMG, os presidentes de companhias do setor priorizam as novas tecnologias (16% em comparação com 10% do resultado dos outros setores que fazem parte do estudo) e novos concorrentes/ disruptores (11%) como principais fatores para o impacto do crescimento nos próximos três anos.

Além disso, os participantes concordam que são efetivos na detecção de sinais de mercado (80% em comparação com 64% da amostra geral), entretanto, eles estão preocupados com o fato de a organização não possuir competências e processos inovadores para responder a uma rápida disrupção (80% em comparação com 50%). Outro item de preocupação para o segmento é que apenas 46% dos participantes do setor de varejo e bens de consumo da pesquisa realizada pela KPMG afirmam que a organização que preside está buscando acompanhar a taxa de inovação tecnológica na área.

Quando falamos sobre consumidores, 31% dos CEOs do varejo e bens de consumo indicam a incapacidade de identificar os millenials como o principal desafio para relacionamentos com os clientes, seguido da incapacidade de segmentar setores de crescimento/ grupos demográficos nos mercados domésticos (18%). Esses dados se tornam mais expressivos quando comparados com a Top of Mind, outra pesquisa realizada pela KPMG, essa com o apoio da Consumer Goods Forum. De acordo com esse levantamento, que ouviu cerca de 550 executivos do setor de varejo e bens de consumo, 36% dos participantes disseram que a confiança e a fidelidade do cliente são as principais prioridades para próximos dois anos. Além disso, 74% disseram que a confiança e a fidelidade do cliente são de importância “grande a decisiva” para o sucesso a curto prazo. Por outro lado, 39% deles admitem que, com relação à personalização da experiência do cliente, os recursos de suas empresas variam de insatisfatórios a razoáveis.

Esses dados se apresentam como um sinal de alerta para o setor, já que os consumidores de hoje estão exigindo maior conveniência, valor e uma experiência incrível. Essas três tendências-chave estão causando disrupções em uma escala sem precedentes nos mercados e modelos de negócios existentes.

As empresas que respondem a essa nova realidade estão sendo recompensadas – muitas vezes generosamente. Já quem ainda não se adaptou está ficando para trás e correndo sérios riscos.

Paulo Ferezin é sócio da KPMG no Brasil

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Transformação acelerada nos bancos – Por Ricardo Anhesini

A transformação da atividade bancária pela qual o mercado financeiro brasileiro terá que passar nos próximos anos pode ser considerada o maior desafio do setor. Podemos considerar que esse processo disruptivo está sendo feito em três momentos.

O primeiro deles, a transformação digital, vem sendo implantado em etapas. Inicialmente, a digitalização do relacionamento com o cliente é relativamente mais simples ao permitir que ele tenha uma experiência diferente em meio digital. Em seguida, a instituição financeira dá um passo à frente e passa a incluir inovação ao ofertar, por exemplo, novos meios de pagamento e moedas digitais. Por último é a que podemos chamar de digital enterprise. Por ser a mais difícil de ser implementada ao exigir grandes investimentos, já vem sendo considerada parte da estratégia dos c-levels dos bancos. Nesse caso, há a necessidade de conversão dos sistemas e hardware legados, em meio digital, mas sem que para isso a operação seja paralisada.

Um segundo momento diz respeito à rentabilidade. Frente aos atuais índices econômicos do país, os bancos vêm sendo desafiados a buscar um modelo de remuneração que garanta um retorno dos investimentos em termos de spread bancário.

Não menos importante que os anteriores, a terceira fase refere-se à adaptação aos modelos operacionais com uma plataforma aberta que permite ao cliente diversificar os negócios com mais de um banco como acontece em outros países como a Inglaterra, onde esse tipo de prática já está regulado pela legislação. Nesse caso, trata-se de um novo modelo de captação de cliente que possibilita uma instituição financeira oferecer produtos de vários bancos através de uma plataforma aberta.

Em suma, as instituições financeiras têm um longo caminho a percorrer frente às novas exigências do mercado, na busca por novos modelos para que se mantenham mais competitivas e saudáveis, isso sem perder as oportunidades e a rentabilidade. A experiência histórica mostra que os bancos brasileiros têm sido bem sucedidos em transformar-se!

Ricardo Anhesini é sócio-líder de Serviços Financeiros da KPMG no Brasil

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