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Como a TI pode apoiar a Consumerização da Medicina?

Por Keith Bromley, Gerente Sênior de Soluções de Marketing da Ixia

A consumerização da medicina está se tornando fundamental para as instituições de cuidados de saúde e tem sido adotada tanto pela indústria de cuidados de saúde quanto pelos pacientes. Segundo a operadora de planos de saúde Anthem, 76% dos pacientes acredita que a tecnologia tem o potencial de ajudá-los a melhorar a sua saúde. Ao mesmo tempo, essa tendência de consumerização vem criando um ônus para a indústria de TI durante o processo de transição e implantação desses novos serviços.

O que é a consumerização da medicina? Embora este tema possua várias vertentes, as três principais áreas responsáveis pela transformação da indústria de cuidados de saúde são:

• A expansão das redes de Wi-Fi para dar suporte às novas tendências para dispositivos pessoais e distribuídos (IoT e BYOD).
• A modernização dos sistemas de pagamentos médicos (sistemas de cobrança online em portais de pacientes, pontos de venda e Apple pay).
• A explosão dos serviços de Telemedicina e Telesaúde.

A fim de serem considerados “de vanguarda”, muitos hospitais adotaram a tecnologia Wi-Fi (tanto para os profissionais de cuidados de saúde quanto para os pacientes) e implantaram IoT para os seus equipamentos médicos (como dosadores de remédio eletrônicos e monitores de estatísticas vitais dos pacientes). No entanto, uma das desvantagens dessa consumerização é que a expansão do uso de redes de Wi-Fi dentro das instalações de cuidados de saúde está causando o consumo desenfreado de banda larga. Como nem todo consumo é igual ou linear, a TI precisa estar preparada para gerenciar esse recurso.

Um exemplo disso é a adoção da BYOD pelos hospitais para os profissionais de cuidados de saúde e a implantação de Wi-Fi para os pacientes. Alguns exemplos dessa tendência incluem: sistemas de comunicação médica baseados em Voice over IP (VoIP) para médicos e enfermeiros (tais como o Vocera badge); o download de dados para os laptops e notepads de instituições de cuidados de saúde; e o acesso dos pacientes à visualização de dados e de vídeos. Enquanto tudo isso está acontecendo, a TI precisa dispor de banda larga suficiente e priorizar tipos de dados que garantam que as transações médicas em tempo real passem pela rede sem atrasos. Por isso, a TI precisa saber com precisão quem está utilizando a banda larga e quem está abusando dela. Por exemplo, quem está de fato utilizando a banda larga dos hospitais? Os Vocera Wi-Fi badges para a comunicação entre os funcionários ou os pacientes assistindo à Netflix?

Nos últimos anos, houve uma explosão de dispositivos médicos que utilizam IoT. Alguns exemplos disso são as bombas de infusão que administram remédios sem a necessidade de um enfermeiro presente e os monitores de paciente eletrônicos. Estes dispositivos fazem mais do que enviar dados periodicamente para a enfermaria, enquanto que as bombas de infusão precisam baixar bibliotecas inteiras de remédios e os transmissores de telemetria que utilizam a WLAN (rede de área local sem fio) enviam alarmes e dados em configuração de onda para uma estação central.

A consumerização também está impulsionando outras formas de comunicação IP, tais como cobrança online, pontos de venda (PDV) e sistemas de pagamento móvel, já que os consumidores querem ter acesso a uma variedade de opções de pagamento que atendam as suas necessidades. No entanto, isso significa que além do processo de cobrança eletrônica padrão, a indústria de TI precisa dar apoio a ferramentas de e-commerce, de processamento de cartão de crédito e a sistemas de cobrança BYOD. Além de lidar com a complexa integração desses quatro tipos de sistemas de pagamento, é necessário aderir aos padrões de conformidade regulatória (HIPAA, PCI-DSS, SOX, etc.).

A telemedicina (e a telesaúde) também requerem o uso de tecnologia. A telemedicina consiste em consultas médicas através de ferramentas eletrônicas (computadores, tablets, dispositivos móveis, etc). Segundo a Anthem, essa prática pode gerar uma economia anual de 6 bilhões de dólares aos consumidores norte-americanos, e esse mercado global deve exceder 34 bilhões de dólares até 2020. A telemedicina é conveniente e acessível para consumidores que vivem em regiões remotas ou que estão muito ocupados, pois oferece acesso imediato e 24 horas por dia a médicos (tais como Teladoc, Doctor on Demand e LiveHealth Online), com custos baixos e sem a necessidade de deslocamento até o consultório. Esta é uma excelente opção para gripes e erupções cutâneas. Segundo 67% dos pacientes, a telemedicina aumentou a sua satisfação com os cuidados médicos. Devido ao aumento no uso de registros médicos eletrônicos (RME) promovido pelo Affordable Care Act (lei de proteção do paciente e dos serviços de saúde acessíveis), as informações coletadas através da telemedicina podem ser usadas para atualizar os registros dos pacientes e assim, facilitar o trabalho dos médicos. Segundo a Anthem, 51% dos médicos acessam de maneira eletrônica as informações de pacientes de outros médicos, enquanto que mais de 91% dos hospitais já adotaram os registros eletrônicos.

Há também um volume enorme de informações que estão sendo acessadas e disponibilizadas em dispositivos móveis e com acesso à internet. Cinquenta e dois por cento dos usuários de smartphones acessam informações sobre saúde através de aplicativos móveis, enquanto que. 93% dos médicos acreditam que os aplicativos móveis podem ajudar a melhorar a saúde dos pacientes. Além disso, 70 milhões de pessoas nos EUA utilizam dispositivos de monitoramento vestíveis. Alguns desses dispositivos podem transmitir dados para os consultórios dos médicos, que podem ser incluídos nos RME dos pacientes e assim, manter os seus registros médicos atualizados. Por exemplo, rastreadores de atividade, marca-passos e bombas de insulina podem enviar dados de saúde para os médicos. Estima-se que essa tecnologia vestível deverá reduzir os custos hospitalares em até 16% nos próximos cinco anos e 86% dos médicos afirmam que esses dispositivos vestíveis deixam os pacientes mais envolvidos com a própria saúde.

Sendo assim, como a TI poderá superar todos esses desafios? Em primeiro lugar, tanto a tecnologia de suporte quanto a de interface com o usuário precisam estar preparadas para garantir o funcionamento desses serviços. Além da implantação de uma infraestrutura básica, é necessário fazer testes de rotina no sistema de Wi-Fi e na rede com fio. As redes sem fio podem oferecer uma série de deficiências devido a vários fatores: questões de planejamento de frequência, obstáculos à construção, a presença de paredes revestidas de chumbo em salas de radiologia e banheiros revestidos de azulejo, a proliferação de dispositivos BYOD portados por funcionários e pacientes, desempenho individual das rádios (já que nem todas as rádios são feitas da mesma forma) e questões relacionadas ao roaming entre pontos de acesso. Devido à intensidade de tráfego em conexões LAN sem fio, a TI precisa fazer os seguintes testes na rede LAN: detecção de interferência na frequência, geração de tráfego para cargas, casos de testes automatizados e análises de desempenho através da quantificação do desempenho do aplicativo e da perspectiva do usuário.

Após determinar a adequação da rede às operações, uma solução de visibilidade de rede (NPB) com inteligência para aplicativos pode ajudar a identificar quais aplicativos estão sendo utilizados na rede e quem está abusando da banda larga de rede (por exemplo: se há muita gente assistindo à Netflix). Subsequentemente, outro tipo de tecnologia pode ser utilizada para regular o uso da rede, de forma que a telemedicina e os dispositivos IoT disponham de banda larga suficiente.

Graças à IoT, hoje em dia há literalmente milhares de dispositivos dentro de um hospital e para facilitar o entendimento da TI sobre o que está ocorrendo dentro da rede, é comum separar os diferentes tipos de dispositivos (dispositivos de infusão, de monitoramento de pacientes, VoIP) com base nas redes VLAN e SSID. Como parte da estratégia de monitoramento dos aplicativos e da rede (para garantir a qualidade da experiência e a validação do serviço), esses tipos de dados podem ser segmentados através de um NPB (com base nas informações da rede VLAN) e os dados necessários podem ser enviados para as ferramentas de monitoramento de aplicativo adequadas. Soluções de monitoramento proativo também podem ser utilizadas para observar o desempenho da rede em tempo real.

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Cinco desafios de TI que afetam o setor financeiro – Por Smita Dave

O setor financeiro tem enfrentado diversos desafios nos últimos anos. Muitos deles estão relacionados com operar em um novo contexto econômico que se formou após a crise financeira, restaurar a confiança pública no setor e competir com novos concorrentes que são inovadores, agressivos e não-tradicionais.

Com a ascensão da Fintech em um mundo digitalizado, as instituições financeiras correm para incorporar tecnologias de nova geração e encantar seus clientes com experiências mobile e digitais aprimoradas. Porém, manter-se atualizado em inovações tecnológicas por si só apresenta desafios. A insegurança cibernética, a redução de custos, as normas regulatórias, assim como plataformas de próxima geração e mudanças de processos resultantes de novas tecnologias são apenas alguns deles. As soluções para muitos desses desafios estão a cargo da área de TI.

Estes são os cinco maiores desafios de TI que as instituições financeiras enfrentam atualmente:

– Reduzir falhas de segurança e roubos cibernéticos, e ao mesmo tempo ampliar o valor comercial do relacionamento com os clientes;

– Cumprir as normas regulatórias (compliance);

– Transformar os negócios para abrir as portas para experiências mobile e digitais;

– Alavancar tecnologia para assegurar vantagens competitivas;

– Usar tecnologia para melhorar o desempenho geral da rede.

Infelizmente, novas tecnologias também criaram novos riscos à segurança. Especificamente, falhas de segurança e ransomware, que estão mais organizados do que nunca, geram novos e variados tipos de roubos de informações pessoalmente identificáveis (personally identifiable information, PII), dados financeiros, de comportamento e históricos. Dois exemplos são a incrível transferência fraudulenta de US$ 81 milhões do Bangladesh Bank, ou o recente roubo cibernético do Tesco Bank, que ilustram como as abordagens tradicionais para a segurança não são suficientes ou, pior ainda, como as empresas não estão levando a ameaça a sério. O Kaspersky labs relatou que os ataques de phishing financeiro nunca foram tão altos como em 2016, sendo que os ataques financeiros correspondem a quase metade (47,48%) dos 155 milhões de casos de phishing registrados.

Mas os desafios de TI não se restringem apenas à segurança. Instituições financeiras devem lidar com questões regulatórias, como a Lei Dodd-Frank de Reforma de Wall Street e de Proteção ao Consumidor, criadas para gerar mais transparência e estabilidade no sistema bancário global. Além disso, no novo ambiente econômico, digitalizado e em transformação, algumas das mudanças tecnológicas dinâmicas requerem que as instituições financeiras se adaptem rapidamente a plataformas novas e de próxima geração, com mobile banking e segurança cibernética robusta. Núcleos de sistemas de TI desatualizados são uma preocupação importante para os banqueiros globais, pois, em geral, eles se traduzem em baixa integração de redes e na criação de pontos cegos, quando distintas redes de dados corporativas, ao tentar se comunicar entre si, transmitem dados incorretamente.

Pontos cegos são áreas sobre as quais a TI não tem visibilidade completa em relação ao que está acontecendo na rede ou de como os aplicativos estão se comportando. Não realizar o investimento em sistemas seguros e ágeis que ampliem os serviços bancários digitais e mobile pode resultar em perdas significativas e, ao mesmo tempo, reforçar o risco de ataques cibernéticos. O problema é que o consumidor está sempre um passo à frente, buscando impacientemente aplicativos digitais e mobile para sua maior comodidade. Logo, instituições financeiras e bancos que esperam para atualizar seus sistemas enfrentam séria concorrência de um conjunto de inovadores disruptivos capazes de oferecer aos consumidores experiências semelhantes e acessíveis por meio de toda uma diversidade de canais.

O sucesso dessas instituições é altamente dependente de como elas alavancam as inovações tecnológicas, em especial em relação à consumerização. Os consumidores hoje exploram aplicativos de serviços de mobile banking e financeiros que lhes permitem realizar transações online a qualquer momento. Comércio e serviços bancários online estão oferecendo cada vez mais comodidade por meio de estratégias BYOD (bring your own device ou traga seu próprio dispositivo) em oposição ao serviço que depende que o cliente vá fisicamente até o banco. Em todo caso, nem todo consumo é igual ou linear. Esse serviço precisa ser constantemente gerido para não travar a rede com arquivos pesados demais.

Para todos os serviços em um ambiente rápido de alta tecnologia, os sistemas precisam ser robustos, de alto desempenho e seguros. Isso inclui a visibilidade de potenciais problemas de redes e de aplicativos que possam surgir das novas tecnologias, e a capacidade de melhorar o desempenho da rede. Visibilidade de rede e testes de soluções estão disponíveis para ajudar a superar esses desafios. O segredo é eliminar os pontos cegos das redes, realizar as principais avaliações de redes e fortalecer o poder da tecnologia.

Então, como a TI supera esses desafios? Independente de a instituição financeira ser um banco, uma cooperativa de crédito, uma corretora, ou uma empresa de investimento ou de seguro, tudo começa com a arquitetura da visibilidade. Arquitetura da visibilidade é uma expressão meio pomposa para designar a ação de voltar atrás e buscar uma visão holística de sua rede, determinar que tipo de monitoramento de dados é necessário, de onde coletar os dados e como passar os dados para as ferramentas de monitoramento e segurança. As arquiteturas de visibilidade em geral acarretam a adição de taps e network packet brokers (“torneiras” de dados e “corretores de pacotes” de redes) para capturar e filtrar os dados monitorados. Uma vez que você fizer isso, você terá os dados necessários para reduzir/eliminar muitas questões relacionadas a segurança e desempenho.

Outra ação crucial é realizar avaliações de redes. Esse procedimento inclui testes de segurança da rede, testes das redes de Wi-Fi e testes de desempenho tanto dos dispositivos com fio quanto dos sem fio. Testar as soluções ajuda a identificar problemas antes que eles se tornem questões graves. Implantar uma tecnologia testada e correta para substituir processos manuais e desatualizados é o melhor caminho para atingir sucesso de longo prazo.

Smita Dave, Gerente Sênior de Soluções de Marketing da Ixia

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