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Futurecom: CommScope apresenta soluções inéditas e aborda temas como 5G, Saúde 5.0 e IoT

A CommScope, umas das líderes globais em soluções de conectividade para redes de comunicação, participará da Futurecom Digital Week, evento virtual e totalmente gratuito que será realizado de 26 a 30 de outubro, com uma ampla programação, que destaca produtos e temas como novas soluções para arquitetura de acesso distribuído (DAA), 5G, Wi-Fi 6 e 6E, IoT e a crescente demanda por conectividade, entre outros.

O evento, que terá mais de 60 horas de conteúdo disponíveis online, deve receber cerca de 10 mil visitantes virtuais.  “A Futurecom é uma ótima oportunidade para apresentarmos nossa visão sobre as principais tendências no mercado de tecnologia e nosso completo portfólio para infraestrutura de rede”, explica Adriana Antonelli, gerente de marketing para América Latina.

No dia 26/10, às 10h30, o destaque é a entrevista com o vice-presidente sênior de service providers para as regiões da América Latina e Caribe da CommScope, Marcos Takanohashi, que falará sobre os desafios nas áreas de Infraestrutura e Conectividade. No mesmo dia (26/10, às 14h20), Hugo Amaral Ramos, diretor de tecnologia da CommScope para as regiões da América Latina e Caribe, comanda o webinar A crescente demanda por conectividade e seu impacto na infraestrutura e qualidade da entrega

Já no dia 27/10, às 11h, Ramos fala ao vivo sobre o tema 5G – Interconectando tecnologias e serviços, transformando negócios. E ainda no dia 27/10, às 16h30, Ricardo Wassermann, executivo de contas da CommScope comanda um MeetUp (encontro virtual que reúne executivos do setor para debater tecnologia e gestão) sobre um tema muito relevante no cenário atual: Saúde 5.0: o paciente empoderado e protagonista do cuidado.

No dia seguinte (28/10 às 9h40), Eduardo Oliveira, executivo de contas da CommScope RUCKUS, será o responsável pelo MeetUp Governo: Importância da digitalização das instituições públicas alinhada às necessidades dos cidadãos. No mesmo horário passa a estar disponível online o podcast IoT e 5G, com o especialista Hugo Amaral Ramos, diretor de tecnologia da CommScope para as regiões da América Latina e Caribe.

Nesse mesmo dia (28/10, às 16h30) o tema será o MeetUp Promovendo maturidade para Indústria 4.0: Rumo à fábrica inteligente, em um encontro virtual com executivos do setor que terá a mediação dos executivos da CommScope Marcelo Oliveira e Lucio Marques. No dia 29/10, às 9h40, Gustavo Barros, executivo de contas da CommScope RUCKUS, fala sobre um tema extremamente importante no cenário atual no MeetUp Varejo: redesenhando a experiência do consumidor no mundo Low Touch

Além de acompanhar todas essas atividades, os visitantes virtuais poderão conhecer novos produtos da CommScope, que acabam de ser lançados pela empresa no exterior,   como os três novos equipamentos que capacitam as operadoras globais a dar o próximo passo em direção ao 10G na última milha, com o uso das mais recentes tecnologias de Remote PHY (R-PHY), Remote MACPHY e do conceito de Arquitetura  de Acesso Distribuído (DAA). Entre eles está o E6000n RD2322 RxD, que tira proveito da base instalada de nós de fibra das operadoras como a base para conduzir o poder de processamento mais próximo das instalações do cliente, com maior eficiência operacional, operações simplificadas de headend e facilidade para a virtualização.

Para ter acesso aos conteúdos exclusivos oferecidos pela CommScope no evento, visite https://commscopenofuturecom.com.br

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RPA, Workflow e IoT para otimizar os recursos remotamente e aproveitar o impulso da pandemia

Por Thiago Guimarães


Ainda encontramos nas empresas um ponto em comum: a utilização de papéis e planilhas na execução de processos de negócio. Podemos citar desde um formulário de acesso à portaria, o qual um funcionário se certifica de anotar os dados, tanto do veículo, quanto do visitante, a formulários mais complexos, os quais são preenchidos por operadores com dados dos equipamentos de produção, que depois serão compilados.

Às vezes, tais formulários, dão um passo em direção à “digitalização” com a inserção das informações em planilhas ou sistemas de gestão, mas, em sua maioria, os montantes de papéis são arquivados em caixas que acabam empilhadas nas salas de arquivos. Se, em algum momento, alguém precisa de algumas das informação nesses papéis, a consulta é morosa e onerosa e, também, não são raros os casos em que os gestores acabam verificando que os processos não foram executados corretamente ou até mesmo não foram. Isso porque, a rotina de papéis e de planilhas demanda muito esforço da gestão no acompanhamento e monitoramento dos processos a fim de garantir sua correta execução.

Adicione tal complexidade ao cenário de pandemia do Coronavírus, que exige das empresas um olhar mais crítico de seus custos e continuidade das operações à distância, para ampliação de potenciais problemas nestes processos, abrindo as portas para as ineficiências, os erros e as fraudes. Portanto, podemos observar que a brincadeira que circula na internet traz uma verdade: o maior agente da Transformação Digital nas empresas não foram os executivos C-level, mas o Coronavírus.

Afinal, num momento em que é necessário o controle dos processos à distância, mas com restrição de orçamento, a implementação de tecnologias como RPA (do inglês, Robotic Process Automation), Workflow Automation (Automação do Fluxo de Trabalho) e IoT (Internet das Coisas) passou a fazer a diferença para muitas empresas nas situações mais variadas.

Podemos citar, por exemplo, o controle de temperatura de alimentos nos supermercados, momento em que, normalmente, os varejistas colocam uma pessoa para realizar a medição da temperatura três vezes ao dia e anotá-la em papéis para, posteriormente, passar para planilhas. Nesse cenário, através de um sensor remoto (IoT), é possível coletar e enviar os dados via nuvem, permitindo o acesso às temperaturas do produto sem a necessidade da medição de campo por uma pessoa.

Outra oportunidade de utilização de tecnologia está no processo de recebimento de produtos pelas empresas e pagamento. Normalmente a Nota Fiscal do fornecedor é recebida em papel e enviada para a área fiscal neste formato para depois ser lançada num sistema. Ao invés desse processo, é possível extrair o arquivo direto do site da Secretaria da Fazenda e processar a Nota Fiscal, lançando-a diretamente no sistema de pagamento por meio de um robô.

Muitas vezes temos situações de automação óbvias, mas que acabam passando desapercebidas nas rotinas empresariais. Se a empresa tem grande circulação em papéis, provavelmente terá oportunidades de automação para explorar.

Que tal “entrar na onda” da Transformação Digital ditada pelo Coronavírus e usar este momento como impulsionador para conhecer como as novas tecnologias que podem auxiliar sua empresa na maximização da produtividade do time que está trabalhando remotamente e, ainda, reduzir custos.

Thiago Guimarães, gerente sênior de riscos e performance na ICTS Protiviti

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Check Point adquire startup israelense e amplia a segurança de dispositivos IoT

A Check Point® Software Technologies Ltd. (NASDAQ: CHKP), fornecedor global líder em soluções de cibersegurança, anunciou uma nova ferramenta de tecnologia de cibersegurança para IoT. A Check Point é a primeira empresa a oferecer uma solução de segurança consolidada que fortalece e protege o firmware dos dispositivos IoT, fornecendo uma camada de proteção contra os ataques mais sofisticados. A empresa oferecerá essa solução a partir da aquisição da Cymplify, uma startup baseada em Tel Aviv cuja tecnologia será integrada à arquitetura do Check Point Infinity.

A proliferação de dispositivos de IoT em ambientes corporativos e pessoais, bem como nos setores da indústria e saúde, e seus pontos fracos inerentes à segurança, criaram um ponto cego na proteção com o qual os cibercriminosos aproveitam para lançarem ataques cibernéticos de quinta (5ª) e sexta (6ª) gerações. Com isto, eles visam comprometer ou violar a segurança desses dispositivos (como câmeras de vigilância IP), manipular sua operação (invasão de dispositivos médicos) ou, até mesmo, controlar as infraestruturas críticas (como fábricas) que podem derivar em danos substanciais.

Com a tecnologia da Cymplify, agora é possível levar segurança a uma câmera IP, uma Smart TV, um controlador de elevador ou um dispositivo médico, como uma bomba de infusão, e de maneira rápida restringindo e protegendo contra ataques avançados de zero day.

“O anúncio desta aquisição representa o nosso esforço contínuo para proporcionar a melhor cibersegurança em todas as plataformas digitais”, afirma Dr. Dorit Dor, vice-presidente de produtos da Check Point. “As 5ª e 6ª gerações de ciberameaças impulsionam a crescente utilização de plataformas novas e em desenvolvimento incluindo dispositivos IoT, os quais requerem o aumento dos recursos das soluções de cibersegurança.

A incorporação da tecnologia Cymplify na arquitetura Infinity da Check Point reforçará a nossa capacidade de reduzir a exposição dos nossos clientes ao risco cibernético da IoT, e assim combater de forma proativa as ameaças e vulnerabilidades relacionadas à IoT sem interromper operações críticas”, reforça o executivo da Check Point.

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Cisco conecta ambientes adversos e locais remotos ao limite da IoT com segurança

Indústrias químicas, refinarias de petróleo e mineradoras estão entre os ambientes de trabalho mais desafiadores. Nesses setores, a conectividade e os dados são essenciais para os negócios, pois paralisações na produção impactam o resultado financeiro e a segurança dos trabalhadores. A Cisco agora lança novas tecnologias de rede específicas para resistirem às condições rigorosas dos ambientes mais extremos e, ao mesmo tempo, fornece às equipes de TI e OT capacidades de rede baseada em intenção para dar escala e velocidade a projetos de IoT.

As inovações em IoT da Cisco incluem:

• Acesso reforçado: os switches e access points Catalyst Heavy Duty são projetados para resistirem a exposições prolongadas de poeira, água e outras condições ambientais extremas. Esses produtos, com classificação IP67, são gerenciados pelo Cisco DNA Center, que fornece gerenciamento universal, garantia de rede e segmentação entre os ambientes de campus, filial e tecnologia operacional (OT, da sigla em inglês).

• SD-WAN para o limite da IoT: O novo Cisco Industrial Router agora suporta o Cisco SD-WAN com capacidades para conectar lo cais remotos com segurança e aumentar o desempenho de aplicações. Trata-se da primeira solução SD-WAN criada para clientes industriais de IoT.

• Segurança de ambientes de OT: a Cisco anunciou recentemente sua intenção de adquirir a Sentryo a fim de oferecer uma visão inédita sobre os dispositivos de OT, permitindo que as equipes de TI colaborem e protejam essas importantes redes. Isso inclui dispositivos que rodam em infraestrutura crítica, desde companhias elétricas, refinarias de petróleo até operações de manufaturas e depósitos de distribuição.

“Uma conexão segura é a base de qualquer implantação de IoT”, afirma Liz Centoni, vice-presidente sênior e gerente geral de IoT da Cisco. “Ao levar a rede baseada em intenção para o limite da IoT, estamos ajudando as equipes de TI e OT a trabalharem juntas para reduzir a complexidade operacional, impulsionar os resultados financeiros e melhorar a segurança no trabalho.”

A rede baseada em intenção representa uma mudança fundamental em como as redes são construídas e gerenciadas. Afastando-se os métodos manuais e demorados com os quais as redes tradicionalmente são gerenciadas, essas redes modernas captam a intenção do negócio e a traduzem em políticas de rede. Com a rede baseada em intenção sendo levada a clientes na IoT, as organizações ganham a capacidade de aumentar sua escala de forma automatizada, bem como a flexibilidade de conectar sua infraestrutura legada e futura, por exemplo com o 5G, ao mesmo tempo em que conectam tudo isso com segurança graças à proteção integrada e em camadas.

Inovação no ecossistema

Para a indústria de óleo e gás, insights melhores significam tempo de funcionamento das máquinas melhorado, manutenção preditiva e risco reduzido para os trabalhadores. Por isso é que a Cisco e a Emerson estão trabalhando juntas para apresentar ao mercado uma solução conjunta que combine o estado da arte em redes sem fio com os melhores sistemas de controle de processos do setor.

“Ao integrar o novo access point resistente da Cisco ao gateway de última geração WirelessHART, da Emerson, podemos utilizar dados coletados por sensores em ativos críticos para eliminar pontos cegos e melhorar a produtividade e a segurança de suas operações”, afirma Bob Karschnia, vice-presidente e gerente geral de produtos sem fio da unidade de Soluções de Automação da Emerson.

Com as redes tornando-se cada vez mais programáveis, o ecossistema de parceiros e desenvolvedores da Cisco é crucial para a geração de inovações. O programa de desenvolvedores da Cisco, DevNet, conta com um conjunto de ferramentas para desenvolvedores a fim de impulsionar a inovação na borda da IoT. Parceiros que estão nesse ecossistema agora têm uma maneira consistente de construir e gerenciar aplicações na borda e dar a flexibilidade a mais de que os clientes precisam para viabilizarem resultados comerciais melhores. O IoT Developer Center oferece uma gama completa de materiais didáticos, ferramentas de desenvolvimento e recursos de suporte para que os parceiros possam começar já a construir soluções e aplicações.

Serviços e Disponibilidade

• O roteador Cisco IR1101 já está disponível. O switch da série Catalyst IE3400 Heavy Duty será disponibilizado no meio do ano, com os access points da série Catalyst IW6300 Heavy Duty sendo disponibilizados na segunda metade do segundo semestre.

• A Cisco Services ajuda a implantar, gerenciar, escalar e proteger as soluções da Cisco para a IoT com um ciclo abrangente de serviços técnicos, assessoria, implementação, integração de software, otimização e treinamento de TI.

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T-Systems e SAP anunciam parceria para IoT

A T-Systems, provedora alemã com amplo portfólio digital de soluções e serviços de TI, acabam de anunciar a conexão de suas plataformas baseadas em nuvem para sensores e equipamentos integrados em rede. A parceria vai permitir aos clientes das duas empresas a integrar com facilidade dados IoT em seus sistemas SAP.

“Estamos tornando esse processo muito simples para nossos clientes: conectar sensores e ativa-los. Desta forma, a internet das coisas pode ser facilmente utilizada para automação de processos”, afirma o CEO da T-Systems, Adel Al-Saleh, lembrando que a solução já está disponível.

A integração foi feita inicialmente para o setor de logística. O módulo de telemática não apenas reconhece a posição do veículo, via GPS, mas também sua velocidade. Ele também fornece dados sobre choques e temperatura. E outros dispositivos estão a caminho, como um botão para pedidos ou um módulo que vai coletar dados em máquinas. A previsão é que no futuro exista uma etiqueta digital para uso em logística.

Na prática, componentes como estes coletam dados e os transmitem, encriptados, para a plataforma de IoT da T-Systems. Com a integração das plataformas, estes dados serão agora automaticamente transferidos para o SAP Leonardo IoT, solução de Internet das Coisas da SAP. Isso vai permitir aos clientes melhorar seus processos com o uso de sistemas SAP, como o SAP S/4HANA.

Atualmente, IoT é um componente importante da estratégia da T-Systems, com foco nos setores de manufatura e logística. Até 2020, a expectativa é que exista cerca de 30 bilhões de sensores em todo o mundo e que cerca de 40% dos dados gerados por eles terão origem em máquinas e veículos.

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Equinix destaca 4 premissas que os líderes precisam saber sobre IoT

Com o crescimento no número de dispositivos conectados e o avanço da Internet das Coisas (IoT), as implicações socioeconômicas desta mudança no cenário de tecnologia estão ganhando mais atenção também dos líderes de negócios, à medida que tentam encontrar o equilíbrio entre o aproveitamento e a proteção da explosão de dados de bilhões de dispositivos. Pensando nisso, a Equinix, empresa global de interconexão e data center, destaca quatro premissas que os líderes de negócios precisam saber para terem sucesso nos projetos de IoT (Internet das Coisas).

1 – Os ecossistemas são o cerne da Internet das Coisas

A IoT é alimentada por ecossistemas. Um único dispositivo de IoT fabricado por uma empresa depende de dados e informações externas para funcionar. Esses dados e informações, muitas vezes, vêm de um ecossistema de ponta a ponta, que requer a participação e a integração de tecnologias e/ou serviços de várias empresas. Um dispositivo de navegação pode, por exemplo, depender de dados provenientes de diferentes parceiros, como dados de tráfego, meteorológicos ou até possíveis acidentes. O dispositivo capaz de fornecer a inteligência necessária para processar esses dados terá vantagem competitiva sobre os demais.

Muitas implementações de Internet das Coisas de grande escala podem envolver interações entre mais de uma dúzia de agentes, com um ou vários ecossistemas. Quando estes ecossistemas parceiros são estabelecidos estrategicamente, uma organização pode implementar e gerenciar sistemas de IoT completos para gerar vantagem competitiva mais facilmente. E à medida que sistemas de IoT se tornam mais sofisticados e especializados, as interdependências entre os agentes de ecossistemas de IoT têm se tornando cada vez mais vitais e complexas. Participar de um ecossistema de IoT pode trazer muitos benefícios para as empresas, tais como velocidade de inovação, diferenciação competitiva, alcance de mercado, time-to-market e criação de valor.

2 – Há ouro em todos esses dados de IoT

Atualmente, a internet das coisas colabora com a criação de grandes volumes de dados todos os dias. Imagine a quantidade de informações gerada e usada por, digamos, um veículo autônomo. Ou considere quantos dados você gera em um dia, caso tenha habilitado o serviço de localização em seu dispositivo móvel.

À medida que o volume de dados de IoT cresce, outros aplicativos ou funções se beneficiam desses dados. Por exemplo, o equipamento de perfuração marítima em uma plataforma offshore analisa a profundidade, velocidade, ângulo, temperatura, pressão principal e outros dados operacionais. Isso é útil para gerenciar essa operação de perfuração em particular. No entanto, esses dados se tornam ainda mais valiosos quando combinados com dados de centenas de outras operações de perfuração. Por meio da análise de informações, operadores podem prever e otimizar o desempenho de perfurações em locais ou ambientes semelhantes.

Combinar dados de diferentes fontes fornece uma visão ainda maior, que pode beneficiar vários participantes no ecossistema – operadores, fabricantes, equipe de manutenção e outras empresas do setor. Quanto maior o volume de informações, mais valioso se torna o dado. Muito do valor da IoT provém da interconexão de dispositivos, processamento e armazenamento no nível físico, e das inúmeras aplicações e serviços que transformam os bits em informação. Estes dados adquirem ainda mais valor quando compartilhados com segurança com partes legitimamente interessadas.

Então, como o valor das informações vem crescendo, torna-se ainda mais importante capturar, gerenciar e compartilhá-las com segurança. As abordagens anteriores para gerenciamento de dados não são mais adequadas para lidar com o volume, a diversidade e a interconectividade que caracterizam a Internet das Coisas. Gerenciamento centralizado e infraestrutura escalável são necessários para implementar estratégias de gestão de dados eficazes, que podem lidar com desafios de escala, gravidade, integração e segurança de dados de IoT.

3 – Os dados de Internet das Coisas precisam de proteção especial

Com a importância do papel da IoT em nossas atividades diárias, preocupações com roubo de dados, interrupção de serviços e aquisição de equipamentos críticos se tornam mais consequentes. Os grandes volumes de dados gerados combinados com o crescente número de dispositivos conectados tornam a segurança da IoT um enorme desafio. Modems e roteadores são o alvo principal de ataques à IoT, sendo a falta de segurança, senhas fracas, negligência na correção de vulnerabilidades e apropriações de atualizações de software os meios mais comuns de entrada.

4 – Conscientização contextual melhora os resultados da IoT

A conscientização contextual é a capacidade de um determinado aplicativo acessar informações sobre um ambiente físico e automaticamente adaptar seu comportamento adequadamente em tempo real. Um sistema contextualmente consciente é capaz de detectar – e antecipar – circunstâncias novas no ambiente e reagir a elas em tempo real, com a resposta certa.

Quando aplicada de forma eficaz, a conscientização contextual define o intervalo de resultados ou comportamentos que a Inteligência artificial deve sugerir, estreitando o campo de resultados possíveis. Isto é particularmente importante em aplicações de Internet das Coisas, nas quais comportamentos específicos devem ser alcançados rapidamente, com o mínimo de processamento de dados e uso de energia. E com o crescimento exponencial de conjuntos de dados, essa também é uma maneira barata de criar soluções de Inteligência Artificial mais rápidas e precisas. Quanto maior o contexto, maior o valor dos dados.

Os avanços nos dispositivos conectados à IA e à IoT estão ultrapassando os limites entre os mundos físico e digital e possibilitando que a tecnologia seja um importante propulsor da transformação. Desta forma, líderes de todo o mundo estão explorando as maneiras pelas quais a tecnologia, inteligente e interconectada, pode ajudar a resolver os desafios macroeconômicos, beneficiando a indústria e a sociedade.

Portanto, para que o ecossistema de IoT trabalhe de maneira eficiente, os líderes de negócio devem considerar uma base de interconexão direta e segura que possa fornecer o desempenho, a escalabilidade e a segurança necessárias para construir um mundo mais inteligente. As práticas recomendadas para uma IOA (Interconnection Oriented Architecture, a Arquitetura Orientada à Interconexão) permitem o tipo de interação segura e em tempo real entre pessoas, locais, nuvens, dados e coisas para conectar todos esses pontos na Edge digital.

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Microsoft e o BMW Group lançam a plataforma aberta de fabricação

A Microsoft Corp. e o BMW Group anunciaram uma nova iniciativa comunitária para possibilitar uma inovação mais rápida e com mais eficiência em relação ao custo no setor de fabricação. Na fabricação da atualidade, a produção e a lucratividade podem ser prejudicadas por sistemas proprietários complexos que criam silos de dados e tornam a produtividade mais lenta. A Plataforma Aberta de Fabricação (OMP – Open Manufacturing Platform) é projetada para quebrar essas barreiras por meio da criação de uma estrutura de tecnologia aberta e comunidade interindustrial. Espera-se que a iniciativa apoie o desenvolvimento de soluções inteligentes de fábrica que serão compartilhadas por par ticipantes OMP em setores de produção automotiva e mais amplos. A meta é acelerar os futuros desenvolvimentos industriais da IoT, reduzir o prazo de maturação e impulsionar eficiências de produção tratando, ao mesmo tempo, de desafios industriais comuns.

Desenvolvida na plataforma em nuvem para IoT industrial Microsoft Azure, a OMP tem a intenção de proporcionar aos membros da comunidade uma arquitetura de referência com componentes de código aberto baseados em padrões industriais abertos e um modelo aberto de dados. Além de facilitar a colaboração essa abordagem de plataforma é projetada para destravar e padronizar modelos de dados que possibilitam cenários de aprendizado automático (machine learning) e analítica — dados que têm sido tradicionalmente gerenciados em sistemas proprietários. Utilizando casos de uso industrial e código de amostra, os membros da comunidade e outros parceiros terão a capacidade de desenvolver seus próprios serviços e soluções mantendo, ao mesmo tempo, o controle sobre seus dados.

“A Microsoft está unindo forças com o BMW Group a fim de transformar a eficiência de produção digital por toda a indústria”, declarou Scott Guthrie, vice-presidente executivo, Microsoft Cloud + AI Group. “Nosso comprometimento com o desenvolvimento de uma comunidade aberta vai criar novas oportunidades para colaboração por toda a cadeia de valor de fabricação.”

Atualmente com mais de 3.000 máquinas, robôs e sistemas de transporte autônomos conectados à plataforma IoT do BMW Group, que é desenvolvida na nuvem da Microsoft Azure, IoT e capacidades de IA, o BMW Group planeja contribuir com casos de uso inicial relevantes à comunidade OMP. Um exemplo é o uso por parte da empresa de sua plataforma de IoT para a segunda geração de seus sistemas de transporte autônomo na fábrica do BMW Group em Regensburg, Alemanha, um dos 30 locais de montagem e produção do BMW Group em todo o mundo. Esse caso de uso permitiu ao BMW Group simplificar grandemente seus processos de logística por meio de uma coordenação central do sistema de transportes, criando uma eficiência logística ainda maior. No futuro, esse e outros casos de uso — como os feedback loops digitais, gestão digital de cadeia de suprimentos e manu tenção preventiva — serão disponibilizados e, de fato, desenvolvidos ainda mais dentro da comunidade OMP.

“Especializar-se na complexa tarefa de produzir produtos premium individualizados requer soluções de software de TI inovadoras”, declarou Oliver Zipse, membro do conselho administrativo da BMW AG, Production. “A interconexão dos locais de produção e sistemas, bem como a integração segura de parceiros e fornecedores são especialmente importantes. Temos confiado na nuvem desde 2016 e estamos desenvolvendo, de maneira consistente, novas abordagens. Com a Plataforma Aberta de Fabricação como o próximo passo, queremos tornar nossas soluções disponíveis a outras empresas e alavancar, em conjunto, nosso potencial a fim de assegurar nossa sólida posição no mercado no longo prazo”.

A OMP é a próxima evolução da parceria tecnológica duradoura e do comprometimento mútuo à inovação e à criação de oportunidades para sucesso coletivo em toda a indústria por parte do BMW Group e da Microsoft. Por meio da OMP, os membros da comunidade terão maiores oportunidades de destravar o potencial de seus dados, permitindo-lhes desenvolver e integrar soluções industriais mais rapidamente e com segurança bem como, por sua vez, beneficiar-se da contribuição e do aprendizado de outras organizações.

A OMP será projetada para tratar de desafios industriais comuns, como a conectividade à máquina e integração de sistemas nas instalações. Isso vai facilitar a reutilização de soluções de software entre as OEMs, fornecedores e outros parceiros, reduzindo significativamente os custos de implementação. Por exemplo, um padrão de robótica baseado em ROS para sistemas de transporte autônomos para produção e logística será contribuído para a OMP a fim de que qualquer um possa utilizá-lo. A OMP será compatível com a arquitetura de referência da Indústria 4.0, alavancando o padrão de interoperabilidade industrial OPC UA.

“São notícias realmente muito boas para o setor de fabricação”, declarou Stefan Hoppe, presidente e CEO da OPC Foundation. “O uso de padrões abertos da indústria internacional como OPC UA na comunidade OMP permite aos fabricantes, desenvolvedores de máquinas e fornecedores integrar seus sistemas e equipamentos existentes de maneira eficiente e segura. Por muito tempo, as empresas promoveram ecossistemas proprietários e fechados — o comprometimento da OMP ao desenvolvimento aberto moldará a fabricação do futuro.”

A plataforma subjacente continuará a evoluir com o tempo, junto com os requisitos de fabricação, a fim de incorporar novas inovações incluindo áreas de analítica, inteligência artificial e feedback loops digitais.

A comunidade OMP mais ampla está sendo formada agora, com recrutamento de parceiros adicionais em andamento. Espera-se que o Comitê Consultivo da OMP esteja em operação com um conjunto inicial de quatro a seis parceiros em vigor e um mínimo de 15 casos de uso implementados em ambientes de produção seletos até o final de 2019. Os dois parceiros iniciais, a Microsoft e o BMW Group, encorajam outros fabricantes e fornecedores, incluindo empresas de fora do setor automotivo, a unirem-se à comunidade.

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O impacto da IoT e Wearables na saúde

Por Barrett Coakley

Muitos idosos manifestam interesse em permanecer em suas casas pelo maior tempo possível à medida que envelhecem. Como resultado, o mercado de assistência médica domiciliar (home healthcare) teve um enorme crescimento, com muitas empresas tentando aproveitar essa nova demanda. Atualmente existem mais de 300 mil aplicativos no mercado de “health tech”. Tendências tecnológicas como Internet das Coisas (IoT), videoconferência e dispositivos vestíveis (wearables) estão sendo introduzidos para tornar o desejo de ficar em casa mais real.

De acordo com a Gartner o mercado de wearables tem um crescimento anual estimado de 16,7% e pode atingir US$ 34 bilhões em 2020. No Brasil a tendência se confirma, mas ainda a passos lentos. Segundo um recente estudo do Grupo Technos, o consumo anual de relógios inteligentes do brasileiro ainda é quatro vezes menor do que a média mundial de consumo. Por outro lado, a aquisição de smartphones no Brasil é uma dos maiores do mundo e o país representa 4,4% de todo mercado global. Isso mostra uma aderência a tecnologias móveis, mas por enquanto restritas aos telefones inteligentes.

O papel dos dispositivos conectados foi novamente evidenciado com o lançamento do novo relógio inteligente da Apple. A versão mais recente do Apple Watch inclui novos recursos de saúde, como um acelerômetro e um giroscópio, que podem detectar quedas bruscas, e um sensor de frequência cardíaca que pode fazer um eletrocardiograma usando um novo aplicativo de ECG. Jeff Williams, diretor de operações da Apple, chamou o relógio de “um guardião inteligente para sua saúde”.

Usando eletrodos e um sensor elétrico de frequência cardíaca, o Apple Watch Serie 4 permite que os usuários façam uma leitura de ECG diretamente de seus pulsos através do aplicativo de ECG. O aplicativo pode classificar se o coração está batendo em um padrão normal ou se há sinais de fibrilação atrial. Todas as gravações são armazenadas no aplicativo Health em um arquivo que pode ser compartilhado com os médicos.

O recurso de detecção de queda usa um acelerômetro e um giroscópio, que mede até 32g de força, junto com alguns algoritmos personalizados, para identificar quando ocorre uma queda brusca. “Ao analisar a trajetória do pulso e a aceleração do impacto, o relógio inteligente envia ao usuário um alerta após uma queda, que pode ser dispensado ou usado para iniciar uma chamada para o serviço de emergência”, segundo a empresa. “Se o Apple Watch sentir imobilidade por 60 segundos após a notificação, ele automaticamente chama o serviço de emergência e envia uma mensagem com a localização do usuário.”

Reduzir quedas e re-hospitalizações são o grande foco das empresas de saúde. Calcula-se que os gastos decorrentes de quedas e lesões relacionadas a quedas custem bilhões de dólares todos os anos e podem crescer para quase US$ 60 bilhões até 2020, de acordo com o HUD.

Este não é o primeiro produto da Apple para o mercado de saúde. Em 2016 a empresa lançou a CareKit, uma rede de software que permitiu o monitoramento de condições médicas em casa com um iPhone. Muitas outras grandes empresas também estão entrando nesse mercado. Por exemplo, a varejista de produtos eletrônicos Best Buy adquiriu a GreatCall, uma empresa que desenvolve e vende smartphones, smartwatches, dispositivos de alerta médico e outras tecnologias de alto nível para apoiar e ampliar a independência de idosos. A Amazon também está explorando aplicativos nesse mercado por meio de seu dispositivo Alexa. A companhia criou uma equipe dentro de sua divisão de assistente de voz Alexa chamada “saúde e bem-estar”, que inclui mais de uma dúzia de pessoas.

Esses dispositivos conectados, sensores internos e os dados coletados permitem que os indivíduos mantenham suas vidas independentes com um risco muito menor. Hospitais, profissionais e fabricantes de dispositivos para saúde utilizam a IoT para manter os pacientes conectados remotamente aos provedores e serviços de saúde. Ao rastrear os sinais vitais do paciente e os indicadores de seu estado de saúde através de dispositivos de saúde, é possível melhorar os resultados, permitindo que os prestadores atendam a mais pacientes, reduzam as visitas hospitalares e diminuam os custos gerais com a saúde.

A ideia é simplificar a gestão de saúde para que o usuário possa continuar vivendo uma vida normal em casa. Em segundo plano, os dispositivos compartilham as leituras com segurança, de modo que qualquer sinal de alerta possa ser captado e qualquer lembrete diário de medicação possa ser enviado proativamente aos pacientes. A tecnologia possibilita não só esse monitoramento como ajudar o usuário a ter uma vida mais saudável, aumentando a expectativa de vida da população.

Barrett Coakley, Gerente de Marketing de Produtos da ClickSoftware, líder no fornecimento de soluções para a gestão automatizada e otimização da força de trabalho e serviços em campo.

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PTC apresenta solução de inovação para a indústria farmacêutica

Atualmente, a indústria farmacêutica e as empresas fabricantes de dispositivos médicos enfrentam oportunidades e desafios transformadores. A cadeia de valor dos serviços de saúde está sendo interrompida e substituída por abordagens mais colaborativas, baseadas em resultados e conduzidas por métricas para a saúde dos pacientes. Com a impressão 3D e aplicativos de assistência médica conectados, a promessa de dispositivos médicos personalizados já é uma realidade.

Segundo Sylvio De Vincenzo, Head de IoT e IIoT da PTC, as ondas de inovação vem chegando e as empresas que não as adotarem, correm o risco de desaparecerem, como são os casos de grandes líderes do passado que não existem mais. Por isso, olhar para estas ondas e saber como adotá-las, pode significar seu sucesso ou não. “O futuro da inovação está aqui – agora”.

Porém, a indústria farmacêutica deve equilibrar a inovação em equipe com os rigores de um ambiente de engenharia de produto regulado e crítico para a segurança. Para alcançar a lucratividade, o objetivo é fornecer produtos médicos inovadores usando processos de engenharia e qualidade, controlados por etapas. Ao mesmo tempo, um foco na qualidade e conformidade é fundamental. O investimento na tecnologia certa torna possível o equilíbrio entre qualidade, conformidade e lucratividade.

Soluções IoT, IIoT e RA para a indústria farmacêutica

A indústria farmacêutica sempre foi um mundo complexo de tomada de decisões em alta velocidade, mudanças constantes e grande quantidade de dados – e não diminuirá a velocidade nem se tornará mais simples tão cedo. Pensando nisso a PTC criou uma plataforma que contempla soluções de IoT, IIoT e realidade aumentada que exploram os desafios enfrentados e a abordagem necessária para aproveitar esse ambiente em evolução e a criar a fábrica conectada inteligente do futuro.

Vincenzo define a indústria 4.0 como um processo que ‘dá inteligência para algo que já existe’, com o objetivo de melhorar resultados. E fornece uma estratégia de implementação: “Pense grande, comece pequeno e cresça rápido”.

A plataforma de soluções de IoT, IIot e RA da PTC foi apresentada em evento realizado pela Sindusfarma, na semana passada, em São Paulo, que contou com a participação de especialistas apresentando soluções e estudos de caso.

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IoT Latin America: participação maciça e otimismo para o cenário brasileiro deram o tom à edição 2018

Um clima de otimismo e participação intensa do público marcou a IoT Latin America 2018, feira internacional da Internet das Coisas, que aconteceu nos dias 29 e 30 de agosto, no Transamérica Expo Center. O evento mostrou como cada vez mais a internet está presente no nosso dia a dia, em praticamente todos os tipos de negócios e empresas e o impacto da IoT (Internet of Things) nos próximos anos no Brasil. A feira é o mais importante evento B2B exclusivamente voltado ao setor e com foco na geração de negócios na América Latina e promove, simultaneamente, o 3° Congresso Brasileiro e Latino- Americano de Internet das Coisas (IoT), organizado pelo Fórum Brasileiro de Internet das Coisas. Além da exposição, a IoT Latin America apresentou em seu Multipalco de Verticais discussões sobre casos abrangendo todo o ecossistema de Internet das Coisas em diversas verticais.

No primeiro dia, o Multipalco de Verticais trouxe 14 palestras e 2 painéis com auditórios completamente lotados e filas de espera para acompanhar grandes especialistas abordando os temas de IoT em diversas áreas: “IoT na Indústria Automotiva: Aplicações práticas da fábrica ao automóvel”, com RenateFuchs, Partner na Porsche Consulting; “Oferta comercial e disponibilidade de cobertura: a rede SIGFOX da WND e os casos reais em larga escala de IoT no Brasil”, com Eduardo Iha, Diretor de Negócios da WND; “O que estamos esquecendo na Casa Inteligente?”, com George Eric Wootton, Diretor Técnico da Auriside; “Soluções Eficazes para pequena e média empresa”, com Maurício Finotti, Sócio-diretor da MOB I+E; “A Transformação Digital no Saneamento” – com Daniel Bocalão Jr, Gerente de Conectividade e Segurança da Informação na Sabesp; “IoT no Varejo – Customer Connect Space”, com Felipe Grando Sória, daBematech, e o painel “Metodologias modernas na abordagem e implementação de projetos de IoT”, com os painelistas Roberto Leandro Aran, Diretor de Operações da SAP, Omar Rodrigues, Diretor de Novos Negócios Healthcare da DXC Technology, Christian K. Rempel, da Logicalis, Gustavo Brito, Diretor da IHM Stefanini, e mediação de André Echeverria, Líder Inovação e Transformação Digital na Brasscom.

E no 2: “Inovações no Setor de Saneamento”, com Cristina KnörichZuffo, Superintendente de P&D Tecnológico da Sabesp”, “Qual o valor que a manufatura digital agrega ao seu negócio?”, com RüdigerLeutz, Diretor Geral da Porsche Consulting Brasil; “Design Thinking e Viabilidade de Moldes plásticos: transformando boas ideias em projetos rentáveis”, com Alexandre Turozi, da CEO da 2pra1; “Plataforma RenesasCortex M: Suporte para o treinamento de desenvolvedores de soluções IoT Edge Computing”, com o Eng. Douglas P.B Renaux; “Como a Internet das Coisas está revolucionando a automação predial”, com Julio Cesar Garcia, Coordenador de Engenharia de Aplicações na Advantech; “Ação de fomento à inovação em Internet das Coisas”, com Maurício França, da FINEP; “Agricultura Digital e seus Benefícios”, com Eduardo Polidoro, Diretor de IoT M2M da Embratel; “Do dispositivo à Inteligência, com todos os tombos e tropeços ao longo do caminho…”, com José Gustavo Z. Rosa, da Going2 Mobile, e o painel “Metodologias modernas na abordagem e implementação de projetos de IoT”, com os painelistas Roberto Leandro Aran, Diretor de Operações da SAP; Omar Rodrigues, Diretor de Negócios para Healthcare, Life Sciences e Seguros da DXC Technology, Christian K. Rempel, da Logicalis, Gustavo Brito, Diretor da IHM Stefanini, e mediação de André Echeverria – Líder de Inovação e Transformação Digital na Brasscom.

Conhecimento e negócios

Além de um catalisador e divulgador de excelência em conhecimento, o evento também significou boas oportunidades de negócios.

Para Mauro Salomão, diretor da Mouser, que teve estande na feira, o público foi dinâmico e a indústria tem empurrado o desenvolvimento do Brasil e procurado trazer novas tecnologias, inclusive IoT. “O BNDS lançou um projeto da IoT que vai ter um investimento de 231 bilhões de dólares até 2030. O cenário é otimista e pode levar a grandes realizações, mas vai depender também do resultado das eleições este ano”, ressalta.

Na opinião de Huéliquis Fernandes Sales, da Renesas, que participou pela terceira vez da IoT Latin America, a feira surpreendeu. “Tivemos um fluxo bem grande de pessoas em nosso estande. Foi muito bom, deu a chance de mostrar várias soluções que a Renesas apresenta pra área de IoT.”

Francisco Cavalcanti, CEO da WND, comemora o sucesso da empresa e as perspectivas positivas para o país. “Tivemos um avanço tremendo em um ano, estamos em todas as capitais do Brasil. O ramo de utilities – energia, águia – deu um grande salto. A feira foi muito boa, cresce ano a ano cada vez mais, tem mercado para todo mundo. O Brasil está avançando, com o apoio do Ministério da Ciência e Tecnologia e da Anatel, que têm focado muito em IoT. Tem havido financiamento do BNDES e do Finep para startups nessa área. É impressionante como temos avançado”, comemora o executivo.

Aprovação do público

O último dia de palestras contou com casa cheia e empolgou o público presente na exposição: “A feira foi maravilhosa, assisti à praticamente todas as palestras, que abriram minha mente e serviram como referencial teórico para mim”, elogia o visitante Marcos Ferreira, estudante de Tecnologia da Informação.

Elizabeth Sosa deu atenção especial aos temas da Indústria 4.0. “A palestra com Eduardo Peixoto foi muito rica e instrutiva.”

Para Felipe Alvares, da Desoltec Engenharia, que visitou a feira no último dia, foi um evento que demonstrou o crescimento da IoT no Brasil. “Foi muito interessante, várias startups mostrando projetos e inovações da tecnologia, especialmente IoT. Muitas empresas trazendo soluções novas. O mercado até então estava muito fechado, sem muitas opções de tecnologia. Já podemos ver algumas opções novas pra IoT, podemos ver que o mercado está evoluindo bem rapidamente.”

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Norway Tech Day debaterá Internet das Coisas na SP Tech Week

A Noruega cada vez mais investe no Brasil e a Tecnologia é uma das áreas de interesse. Há três anos, a agência do governo norueguês para fomentar a inovação e desenvolvimento de indústrias norueguesas pelo mundo, aInnovation Norway, promoverá este ano, dentro da São Paulo Tech Week, oNorway Tech Day para promover a troca de experiências, cooperação e negócios entre os dois países.

“Este ano, o tema será Internet das Coisas Industrial (IIoT) nas áreas de produção e logística, além de termos um painel ressaltando a importância e o crescimento do número de mulheres no setor de tecnologia. Também temos o objetivo de promover soluções norueguesas que possam dar o suporte a este novo cenário”, explica o gerente de projetos da Innovation Norway para América do Sul, Bruno Leiniö. O evento conectará atores relevantes do mercado e contará com a participação de indústrias brasileiras e norueguesas, pesquisadores e atores governamentais.

A Noruega e o Brasil desenvolvem diversas outras ações em conjunto na área de inovação, como por exemplo a “November Conference” que reúne pesquisadores e instituições brasileiras e norueguesas, o acordo entre FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos), Innovation Norway e o Conselho de Pesquisa da Noruega para chamadas conjuntas, além de projetos de cooperação entre Universidades dos dois países.

De olho no Brasil – A Innovation Norway está constantemente seguindo a evolução do setor e em contato com os atores relevantes do setor. “Embora existam alguns gargalos no mercado brasileiro, detectamos que as empresas brasileiras estão ansiosas para adotar a tecnologia nos próximos anos, em uma pesquisa recente 51% das organizações dizem estar interessadas na área e têm planos para desenvolver projetos em IoT”, informa Leiniö.

Além disso, o governo e outros atores brasileiros enxergam grande potencial em Tecnologias IoT e anunciaram um conjunto de estratégias para incentivar a sua adoção na indústria nacional. Em paralelo as empresas norueguesas possuem grande interesse no Brasil e geram no país mais de meio milhão de empregos diretos, indiretos e induzidos. Setores de petróleo, gás e marítimo ainda são o maior destino dos investimentos noruegueses, mas um segmento que está despontando é o de tecnologia. Leiniö acrescenta que que o setor de tecnologias IoT no Brasil têm mostrado um crescimento contínuo nos últimos anos, US$ 1,35 bilhão em 2016, com o setor automotivo e manufaturas sendo os mais relevantes.

A Norway Tech Day será a oportunidade de conectar importantes atores brasileiros e noruegueses que já possuem IIoT como uma estratégia corporativa, desenvolvedores de soluções em IIoT, empresas que pretendem adotar a tecnologia, e outros atores interessados no tema.

Innovation Norway é o instrumento do governo norueguês para fomentar a inovação e o desenvolvimento de empresas e indústrias norueguesas. Combinando o conhecimento da indústria local e as redes internacionais com as ideias de negócio e a motivação dos empreendedores para criar a base de negócios de sucesso por todo o mundo. http://www.innovasjonnorge.no/en/

Norway-Brazil Week(s) são as conferências e eventos sobre Tecnologia, Pesquisa e desenvolvimento dos setores de Óleo e Gás, Diversidade, Aquicultura, Oceano e Meio Ambiente realizadas anualmente pelo Team Norway que fomentam negócios entre o Brasil e a Noruega, geram troca de experiências e networking para trazer um desenvolvimento econômico sustentável entre empresas brasileiras e norueguesas.

http://norwaybrazilweek.com.br/

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Softex lança edital para empresas interessadas em participar do Programa TechD

Estão abertas até o próximo dia 30 as inscrições para empresas interessadas em testar e/ou investir em tecnologias focadas em IoT, Saúde, Energia e Mobilidade que serão implementadas no âmbito do programa nacional de inovação aberta TechD.

Sob a gestão da Softex, o TechD foi lançado no último dia 29 em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) com recursos da ordem de R$ 18 milhões e a missão de unir startups, empresas, centros de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (P,D&I), e universidades para o desenvolvimento conjunto de projetos de alto impacto tecnológico.

O programa prevê a concessão de recursos de até R$ 500 mil de subversões por projeto de tecnologia selecionado. Para empresas com interesse em investir nas tecnologias que serão testadas, o edital possibilita que ofertem contrapartida financeira por projeto de interesse, que será somado ao valor do subsídio concedido. O programa também permite que as empresas sejam sócias ou obtenham exclusividade no uso das soluções que serão implementadas. A relação das empresas selecionadas será divulgada a partir do dia 10 de agosto.

Trata-se da segunda fase do TechD que procura subsidiar empresas que tenham interesse em desenvolver tecnologias através de processos de inovação aberta, permitindo seu acesso a soluções dedicadas exclusivamente aos seus interesses e necessidades e a uma rede qualificada de centros tecnológicos de excelência habilitados na fase 1 do programa. Com isso, é possível impactar de forma positiva na melhora da competitividade e eficiência do setor produtivo no Brasil. A terceira fase, prevista para meados de agosto, envolverá a chamada pública para que startups ou pesquisadores proponham projetos que apresentem soluções tecnológicas a serem validadas junto às empresas selecionadas pela fase 2 e ampliando seu mercado potencial tanto no Brasil como no exterior. A meta do TechD é apoiar no mínimo 30 projetos.

A íntegra do edital para as empresas está disponível no endereço http://techd.softex.br

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Investir em segurança é essencial para o sucesso da IoT

Por Samir Vani

A Internet das Coisas é um conjunto de tecnologias que permite conectar os mais distintos equipamentos à rede mundial: relógios, câmeras de vigilância, geladeiras, roupas, carros, máquinas industriais, quase tudo pode fornecer dados e trocar informações online. Por meio dela, já é possível falar com assistentes pessoais inteligentes conectados à Internet (como o Echo Dot, da Amazon, ou o Google Home) que te dizem, por exemplo, onde fica o restaurante italiano mais próximo; enviar automaticamente o seu desempenho no último treino físico a um servidor na nuvem, registrado pelo app do seu smartphone ou por um smartwatch; ligar a banheira de casa mesmo estando a quilômetro de distância; e até mesmo alterar a temperatura do ar condicionado de centenas de unidades de uma rede de lojas remotamente.

Segundo dados do instituto Gartner, em 2017 já tínhamos 8,4 bilhões de “coisas” conectadas, número que deve superar 20 bilhões já em 2020. Todo esse volume de equipamentos cria uma infinidade de possibilidades de inovação, agregando recursos e inteligência a muitos deles, além de oferecem às empresas informações valiosas para a tomada de decisão. São bilhões de sensores que fornecem, por exemplo, dados sobre hábitos de consumo e desempenho de equipamentos, o que permite criar produtos mais adequados e reduzir custos com gerenciamento, entre outras funções.

Mas para que toda essa gama de recursos promissores seja utilizada de forma adequada, as empresas precisam estar muito atentas a um ponto vital: a segurança da plataforma. Afinal, equipamentos que antes estavam isolados, a exemplo de babás eletrônicas ou equipamentos que monitoram a saúde, passam agora a trocar informações em tempo real, e passar a ser alvo de hackers.

Com o crescimento vertiginoso do número de dispositivos de IoT, os criminosos virtuais já voltaram suas atenções para esses equipamentos. Dados levantados por especialistas do Kaspersky Lab na primeira metade de 2017 apontaram mais de 7.000 amostras de programas nocivos em equipamentos de IoT, mais do que o dobro do registrado no ano anterior. De acordo com números do Gartner, cerca de 20% das empresas já sofreram pelo menos um ataque relacionado a dispositivos de IoT nos últimos três anos. O resultado disso é que os gastos mundiais com a segurança da Internet das Coisas devem crescer quase 30% este ano, atingindo US$ 1,5 bilhão em 2018, em iniciativas que englobam, hardware, software e serviços.

Recentemente a Microsoft anunciou o primeiro chipset criado para a Azure Sphere, o MT3620 (desenvolvido pela MediaTek) equipado com um controlador conectado via rede Wi-Fi e um processador para rodar o sistema operacional de IoT dessa plataforma. Esse componente oferecerá suporte para os protocolos de segurança mais recentes da Microsoft, com conectividade e proteção integrados.

A meta é criar um ecossistema de fornecedores de silício e fabricantes de equipamentos de uma ampla variedade de setores, que entendem as oportunidades e os riscos associados ao crescente número de dispositivos e aplicativos de IoT e que se unam para garantir o desenvolvimento e a aplicação de padrões de segurança.

Com a redução significativa no custo da conectividade, mais de nove bilhões de dispositivos com microcontroladores entram no mercado a cada ano. Por isso é fundamental que as fabricantes trabalhem para garantir que todos os dispositivos conectados, independente do preço, tenham o mais alto nível de proteção.

Samir Vani é Country Manager da MediaTek no Brasil, empresa fabricante global de semicondutores para equipamentos como smartphones

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Finep: empresas terão melhores condições para financiar projetos de Internet das Coisas

A Finep vai oferecer melhores condições de financiamento a empresas brasileiras que apresentarem projetos de Internet das Coisas (IoT, na sigla em inglês – Internet of Things). Será disponibilizado R$ 1,5 bilhão para apoiar iniciativas ligadas ao tema até o fim de 2018. O lançamento da ação, batizada de Finep IoT, aconteceu nesta terça-feira, 19/6, na sede da financiadora, no Rio de Janeiro. O evento contou com a presença do presidente em exercício da Finep, Ronaldo Camargo, e do ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Gilberto Kassab. “A Finep tem se preparado para entrar no mercado de IoT há um ano e meio”, destacou Ronaldo Camargo.

Para oferecer crédito mais atraente, a Finep vai conceder bônus de relevância setorial de 1,0% ao ano (a.a.) em cima de suas linhas de ação já existentes. A bonificação é cumulativa ao bônus de apresentação de garantias financeiras, ou seja: com o Finep IoT, as empresas podem conseguir empréstimos com taxa de juros de até TJLP-1,0% a.a. Se o projeto tiver foco em telecomunicações, a melhor taxa passa a ser TR+3% a.a. Dependendo do grau de inovação dos Planos Estratégicos de Inovação (PEIs), a Finep pode financiar até 90% do projeto. O prazo de carência é de até 48 meses e o prazo total pode chegar a 12 anos, também de acordo com a relevância da inovação.

Para se enquadrarem no programa, os projetos precisam ter como referência o conceito de Internet das Coisas e demais tecnologias habilitadoras da Manufatura Avançada, com aplicações na saúde, indústria, no agronegócio (ambiente rural) e no desenvolvimento urbano (cidades). Estão aptas a participar empresas com receita operacional bruta a partir de R$ 16 milhões. O valor mínimo das operações é de R$ 5 milhões.

O diretor de Inovação da Finep, Rennys Aguiar, ressaltou que, além das empresas, há, sempre, outros atores envolvidos no processo de inovação, como ICTs públicos e privados, órgãos da administração pública e órgãos reguladores. “O ideal é que estes agentes se envolvam no processo, preferencialmente articulados em consórcios, arranjos público-privados ou sistemas de inovação”, afirmou.

A ação está dividida em três eixos: desenvolvimento de soluções digitais baseadas em IoT e demais tecnologias habilitadoras; formulação de planos estratégicos de digitalização dos processos produtivos; e implementação dos planos estratégicos de digitalização dos processos produtivos.

A maior parte dos recursos (R$ 1,1 bilhão) vem da própria Finep. O restante (R$ 400 milhões) é proveniente do Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funttel). É a primeira vez que a Finep lança um programa de fomento para incentivar o setor no País.

Para o ministro Gilberto Kassab, o principal objetivo é retomar a confiança da inovação no País: “Estamos no rumo certo, com as instituições públicas e privadas, academia e universidades se entendendo”.

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5G em desenvolvimento e aumento de implantações IoT celular são destaques da nova edição do Ericsson Mobility Report

A nova edição do Mobility Report da Ericsson (NASDAQ: ERIC) revela que o lançamento comercial da rede 5G está cada vez mais próximo e implantações de IoT celular foram maiores do que o previsto.

A previsão para conexões IoT celular quase dobrou desde novembro de 2017. Agora, espera-se que sejam alcançadas 3,5 bilhões em 2023, impulsionado por implementações da tecnologia em larga escala que está acontecendo atualmente na China. Novas tecnologias de IoT celular como NB-IoT e Cat-M1 estão oferecendo aos provedores de serviços oportunidades para melhorar a eficiência dos aparelhos.

As operadoras de telefonia móvel já lançaram mais de 60 redes IoT celulares ao redor do mundo utilizando estas novas tecnologias na mesma rede subjacente LTE para suportar uma gama diversificada de múltiplos usos. Na América do Norte, o IoT está focado em logística e gerenciamento de frota, enquanto na China a tecnologia é implementada para tornar as cidades e a agricultura mais “inteligentes”.

Primeiro lançamento comercial de 5G ainda este ano

É esperado que a América do Norte seja a pioneira na condução da adoção do 5G – com todas as operadoras dos EUA planejando disponibilizar a rede para seus clientes entre o final deste ano e meados de 2019. Até o final de 2023, cerca de 50% de todas as assinaturas móveis na América do Norte já devem ser de 5G, seguidas pelo nordeste da Ásia com 34% e a Europa Ocidental com 12%.

Globalmente, as implementações de 5G são esperadas a partir de 2020. A Ericsson prevê mais de 1 bilhão de assinaturas 5G para banda larga móvel até o final de 2023, representando cerca de 12% do número total de assinaturas móveis.

Estima-se que o tráfego de dados móveis aumente 8x durante o período – atingindo 107 exabytes (EB) por mês: número equivalente a todos os assinantes móveis do mundo transmitindo vídeos em full HD por 10 horas. Até 2023, espera-se que mais de 20% do tráfego mundial de dados móveis seja transportado por redes 5G. Isso é 1,5 vezes mais do que o tráfego total de 4G / 3G / 2G hoje.

É esperado que o 5G seja implantado primeiro em áreas urbanas de maior densidade e que apresentam uma banda larga móvel mais aprimorada. Outros casos de uso virão futuramente de setores como: automotivo, manufatura, serviços públicos e saúde.

Georgia Sbrana, vice-presidente de Marketing, Comunicação e Relações Institucionais da Ericsson Brasil, diz: “2018 é o ano em que as redes 5G vão começar a ser comercializadas e a implementação em grande escala de IoT celular vai começar. Essas tecnologias prometem novos recursos que afetarão a vida das pessoas e transformarão os setores. Essa mudança só acontecerá através dos esforços combinados de agentes do setor e reguladores que se alinham em espectro, padrões e tecnologia”.

Espera-se que a primeira geração de dispositivos de dados de 5G sejam lançados a partir do segundo semestre de 2018. Os primeiros smartphones comerciais que suportam 5G são esperados para o início do próximo ano, enquanto o suporte para bandas de muito alto espectro é esperado para até o meio do ano de 2019.

O Ericsson Mobility Report também apresenta artigos sobre o desempenho da rede através dos olhos dos clientes, inteligência das máquinas no gerenciamento de rede e a importância de garantir o espectro correto para 5G.

Leia aqui o Ericsson Mobility Report completo.

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FGV: Objetos conectados à internet podem chegar a 25 bilhões em 2020

Estimativas apontam que em 2020, a quantidade de objetos interconectados passará dos 25 bilhões, podendo chegar a 50 bilhões de dispositivos inteligentes. Já o impacto econômico global deve chegar aos US$11 trilhões em 2025. Esses números mostram a força dos objetos conectados à internet no nosso dia a dia e como será isso no futuro e os seus efeitos sobre a sociedade serão debatidos no lançamento do novo livro publicado pela Editora FGV em parceria com a FGV Direito Rio, “A internet das coisas”.

Escrito pelo professor Eduardo Magrani, o livro será lançado no próximo dia 19 de junho, às 19h, na Livraria da Travessa, no Shopping Leblon, Rio de Janeiro, com um bate-papo com Eduardo Peixoto, do Instituto CESAR em Recife e a Caitlin Sampaio, da PUC Rio.

Com 95% do mundo coberto por redes de celular e 84% com acesso à banda larga, somado ao rápido crescimento das redes 4G e 5G, o mundo segue o caminho sem volta de estar cada vez mais conectado, e, assim como as pessoas, tudo a nossa volta também passa a estar “logado”. A Internet das Coisas é basicamente o termo para o aumento da comunicação das máquinas pela internet, o desenvolvimento de utensílios e microdispositivos que por sensores e outras tecnologias captam dados a partir de seu ambiente, tornando-se parte integrante da internet em prol das facilidades da vida moderna.

“Cada vez mais as informações que circulam pela Internet não serão mais colocadas na rede tão somente por pessoas, mas por coisas e algoritmos dotados de inteligência artificial que trocam dados e informações entre si, formando um espaço de conexões de rede e informações cada vez mais automatizado”, afirma Eduardo Magrani.

Contudo, há ainda um longo caminho pela frente: metade da po­pulação mundial permanece sem acesso à internet banda larga; é a mesma parcela de pessoas sem conexão no Brasil. Apesar do cenário, o horizonte é promissor para o avanço das tecnologias digitais no país, que tem um dos mercados mais relevantes no segmento tecnológico. O governo federal iniciou recentemente uma discussão acerca da Internet das Coisas – geralmente referida sob o acrônimo IoT (Inter­net of Things) – e, como resultado dessa discussão, um Plano Nacional para a IoT vem sendo debatido.

“Internet das Coisas” é uma rede de reflexões sobre novas tendências e direcionamentos das tecnologias da informação e para onde vamos com essa nova onda tecnológica.

Lançamento – A Internet das Coisas

Data: 19/06 – Hora: 19h

Local: Livraria da Travessa – Shopping Leblon – Avenida Afrânio de Melo Franco, 290 – loja 205A

Autor: Eduardo Magrani

Páginas: 192

Editora FGV – Preço : R$ 40 (impresso) e R$ 32 (e-book)

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Internet das Coisas: prepare-se para uma onda de novas oportunidades em estratégia de negócios – Por Flávio Stecca, CTO da Movile

Quando o Google comprou a empresa de termostatos conectados à internet Nest por US$ 3.2 bilhões e a Amazon lançou a caixa de som inteligente Echo, em 2014, o mundo passou a conhecer uma expressão até então restrita aos laboratórios do Vale do Silício: a ‘internet das coisas’. Era uma forma de designar toda uma geração de dispositivos ligados à internet, de uma geladeira que avisa quando falta leite ao chaveiro que emite sinais de localização para ajudar seu ‘dono’ que perdeu as chaves. Apesar da ‘Internet of Things’ (IoT) ter nascido com foco nos aparelhos de uso doméstico, essa revolução já derrubou as paredes das casas inteligentes e está se espalhando rapidamente por todas as áreas de negócios.

As possibilidades que a internet das coisas abre são gigantescas e animadoras! Aqui no Brasil, o estudo contratado pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), para embasar o Plano Nacional da Internet das Coisas, estima que essas tecnologias poderão gerar entre U$ 50 e U$ 200 bilhões por ano, até 2025. Trazendo para a perspectiva atual, basta ver a rápida evolução conceitual e tecnológica do próprio Amazon Echo: se em sua primeira versão o dispositivo respondia a simples comandos de voz por meio de sua assistente pessoal, a simpática Alexa. Hoje, com a ajuda de algoritmos de inteligência artificial, o aparelho executa tarefas de complexidade bem maior. Quer comprar um ingresso para o show da sua banda favorita? A Alexa pode fazer isso antes mesmo de você verbalizar o desejo, ao saber que a sua banda favorita tocará na sua cidade. Vai receber um casal de amigos para um jantar? A Alexa pode se conectar ao serviço de delivery do seu restaurante favorito e fazer o pedido.

Se as possibilidades de novos serviços e produtos que surgem com a sofisticação da Alexa já são impressionantes, imagine quando essa tecnologia atingir todo o resto da economia, presente em muito mais objetos e equipamentos conectados à internet. Basta imaginar que hoje, de acordo com a Internet World Stats, temos 3,8 bilhões de pessoas conectadas à internet, cerca de 51% da população mundial. O número de aparelhos conectados crescerá bem mais rápido e em progressão geométrica: a previsão é que em 2020 tenhamos mais de 20 bilhões desses objetos conectados. E com a tecnologia conhecida como ‘machine learning’, essas coisas estarão ‘pensando’ suas próprias ideias, baseando seu aprendizado em análises de dados e no comportamento de seus usuários.

As empresas que levarão vantagem sobre a concorrência serão aquelas que conseguirem não apenas reunir todos esses dados coletados por suas máquinas inteligentes, mas analisá-los e processá-los para oferecer serviços que melhorem a vida de seus usuários. Dados coletados e analisados sob um o contexto correto podem fornecer possibilidades surpreendentes. Além de casas inteligentes, já temos lojas inteligentes, estoques inteligentes, linhas de montagem inteligentes, supply chains inteligentes. É por isso que temos que estar preparados: produtos mais inteligentes, segmentados, customizados tornam consumidores mais exigentes com o anseio de atendimento eficiente e personalizado.

Há diversas áreas em que a IoT será disruptiva para as empresas. Vai melhorar o processo de tomada de decisões, que passará a ser mais baseada em dados objetivos ‘colhidos’ pelos próprios produtos, desde a sua elaboração na linha de montagem até à forma com que seus consumidores os utilizam. Isso terá impacto direto também na melhoria da gestão das empresas, reduzindo custos operacionais e otimizando os gastos.

E quais empresas vão conseguir fazer isso bem e surfar essa onda de oportunidades?

Na Movile, nos esforçamos muito para enxergar as disrupções causadas pela tecnologia como oportunidade de crescimento e aprendizagem. Porém, não é somente com uma visão de futuro que se cria uma empresa inovadora. Fomentamos a cultura de errar e aprender rápido, por isso trabalhamos desenvolvendo centenas de pilotos sempre com propósito de fazer a vida de um bilhão de pessoas melhor. Acreditamos que se aprendermos um pouco sobre nossos usuários em cada piloto e trabalharmos duro para resolvermos os problemas e corrigirmos os erros, vamos construir algo que agrega valor na vida das pessoas. Um exemplo disso é o recém-lançado assistente de voz da PlayKids para o Google Home e dispositivos Android. A nossa ideia ao lançar essa feature é oferecer mais uma possibilidade de interação para as crianças. Hoje, a PlayKids é uma plataforma educativa na qual elas interagem com jogos, músicas, vídeos, livros seja pelo tablet ou smart tv’s. Com o assistente de voz do Google, agora elas passam a interagir com a música em um outro formato ainda mais intuitivo. Além da PlayKids, outro serviço é o Rapiddo Click, desenvolvido pela Rapiddo Entregas: por meio de um botão, é possível convocar motoboys cadastrados com uma economia de até 98% do tempo. A novidade tem como foco os restaurantes e serviços de delivery com grande demanda, mas o maior beneficiário será mesmo o cliente final, que receberá sua entrega com mais rapidez. O iFood também apresentou uma solução semelhante para facilitar a vida dos seus usuários: já é possível pedir o delivery do seu prato favorito apertando apenas um simples botão.

Para mim, uma das maiores oportunidades está em quais novas estratégias e modelos de negócios surgirão com essa onda de inovação. Pensar em como catapultar negócios atuais, como encontrar sinergias e complementaridade com o que já dá certo hoje, ou como viabilizar modelos até então inviáveis anteriormente por limitações tecnológicas.

A IoT evoluirá de maneira tão surpreendente que assistiremos a uma revolução dentro da revolução. As coisas não apenas poderão trocar informações entre si, mas realizar transações entre elas. Como isso vai mudar a criação de novos produtos? E a legislação? E a publicidade? Teremos que criar campanhas de marketing específicas para máquinas? Veremos objetos comprando outros objetos, criando uma economia paralela totalmente nova?

Depois de derrubar as paredes das casas inteligentes, prepare-se para a Internet das Coisas bater à porta da sua empresa. Pode ser um mensageiro com uma notícia ruim, ou uma oportunidade pela qual você esperou a vida toda.

*Flávio Stecca é apaixonado por inovação e por estimular o crescimento da Movile. Stecca tem mais de 13 anos de experiência na vanguarda da inovação tecnológica e atualmente é CTO da Movile, desempenhando papel fundamental na criação e desenvolvimento da estratégia de tecnologia da Movile. Dentro do grupo Movile, antes de se tornar CTO, foi CEO da PlayKids, uma das plataformas educacionais para crianças com maior taxa de crescimento. Stecca é formado em Ciência da Computação pela UNICAMP e concluiu os cursos de Gerenciamento Executivo em Harvard, MIT e Stanford.

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IoT, Big Data e BI: as inovações para o Comércio Exterior do Futuro!

Por Alexandre Gera

Os importadores e exportadores brasileiros trabalham para diminuir a burocracia desde a reabertura comercial no começo dos anos 90. O governo também faz a sua parte com programas que beneficiam e facilitam as operações, mas mesmo assim o Brasil ocupa uma das piores posições no ranking mundial de exportação devido aos nossos gargalos logísticos. Em 2016, o Banco Mundial divulgou um relatório no qual nosso país estava na 55ª posição entre 160 países.

Historicamente, o Brasil nunca ultrapassou os 20% de participação na geração do PIB com as compras e vendas internacionais e, em 2017, movimentou 197 bilhões de dólares em exportações e 146 bilhões de dólares em importações, segundo o Ministério da Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Esses números demonstram que, mesmo com os problemas, trata-se de um mercado bastante valioso e importante para a economia. E, se pensarmos que em todo ano de eleição este setor sofre influências com as turbulências políticas e sociais, vale a dica aos empreendedores e executivos que atuam no mercado internacional e logístico de que eles precisam inovar constantemente para se manterem competitivos em seus segmentos.

Uma das principais tendências para o futuro do comércio exterior brasileiro é o famoso e esperado “Despacho sobre águas”. Nele as mercadorias são fiscalizadas pelas autoridades brasileiras ainda com o navio em alto mar, diminuindo ainda mais o tempo de negociação, que é uma das métricas mais importantes para esse tipo de business.

Essa novidade virou realidade em 17 de novembro de 2017 com a Portaria nº 85, criada pela Coordenação Geral de Administração Aduaneira, a COANA, da Receita Federal, regulamentando o despacho aduaneiro de importação “sobre as águas OEA”, que é uma modalidade do Programa do Operador Econômico Autorizado, e foi desenvolvido em 2014 para as aduanas concederem para importadores, exportadores e outros players do ecossistema de comércio internacional, o status de empresa segura e confiável exatamente para esse tipo de operação e benefício.

Nesse cenário, o desafio dos empreendedores é prever o futuro e fomentar seus negócios com inovações que façam sentido para a direção em que o mercado global está apontando e, usando o “OEA sobre águas” como exemplo, podemos afirmar que dispositivos de Internet das Coisas (IoT) fazem uma revolução no rastreamento e identificação de cargas. Quando aliados a ferramentas de análises de dados, chamados de Big Data e Business Intelligence, entendemos que esse futuro já está perto e pode se tornar real de maneira mais rápida para as empresas que investem em projetos inovadores.

Muitas companhias que têm operações logísticas ou de comércio exterior planejam inovações em seus cronogramas e budgets, mas enfrentam dificuldades para a execução desses planos estratégicos. Como precisam manter o business ativo e estão focadas nas ações diárias, muitas encontram complexidade para descobrirem novas oportunidades, sem contar a falta de condições para incluírem essas novidades na resolução das dores do dia a dia ou, até mesmo, para agregar mais valor em suas ofertas comerciais.

Empresas que buscam inovação contratam profissionais experientes e mesmo assim não atingem os resultados esperados porque não usam metodologias exatas, cabais e se deparam com os paradigmas e mindset dos seus executivos. Por isso, acredito que trabalhar com um processo de simbiose para criar e, depois, absorver na principal linha de negócio da companhia, assim como buscar uma consultoria externa especializada em projetos inovadores, é fundamental para quem quer, em breve, usar expressões como OEA e IoT (Internet das Coisas) na mesma frase!

Alexandre Gera é sócio-gestor da GERAVALOR, consultoria especializada em Inovação, Estratégias e Assessment para negócios de Comércio Exterior e de Logística.

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