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O impacto da Inteligência Artificial no processo de inovação das empresas

Por Evandro Abreu 

De acordo com pesquisa do Gartner, realizada em setembro de 2020, com cerca de 200 profissionais de negócios e de tecnologia, 24% das organizações aumentaram seus investimentos em aplicações relacionadas à Inteligência Artificial (IA), e 42% das empresas mantiveram seus projetos inalterados, mesmo depois da pandemia originada pelo COVID-19. O estudo destaca ainda que as áreas com maior concentração são relacionadas à experiência e retenção de clientes, que incluem novas formas de crescimento de receitas e de otimização de custos. Neste cenário, a grande questão é: qual é o verdadeiro impacto da inteligência artificial nas empresas durante a pandemia? 

É fato que a tecnologia potencializa a capacidade racional do ser humano de simular situações e resolver problemas práticos. Quando falamos sobre inteligência artificial, muitos ainda pensam em robôs substituindo o ser humano em uma determinada atividade, o que não é verdade, já que sua importância vai além da automação. A inteligência artificial permite que sistemas simulem uma inteligência similar à humana, ultrapassando a programação de ordens específicas para a efetiva tomada de decisão de forma autônoma, precisa e apoiada em dados digitais. Hoje, a IA está mais relacionada à produtos que já fazem parte do nosso cotidiano do que vendida como algo individual. Portanto, esta tecnologia está em todos os lugares e presente mais do que nunca na indústria, nas redes sociais, nos dispositivos móveis e buscadores de internet. 

Com a pandemia, muitas empresas depararam-se com a necessidade de digitalizar seus processos para sobreviver. Aquelas que não estavam adequadas às novas demandas, correram atrás do prejuízo e investiram em novas tecnologias. No entanto, muito antes da pandemia, o mercado já enxergava a inteligência artificial como um pilar fundamental para os negócios, por conta do volume de informação disponível e impossível de ser processada por qualquer humano: são toneladas de dados e a serem analisados, e isso só é possível com máquinas especializadas. Do corretor ortográfico às análises da bolsa de valores, os recursos de inteligência artificial precisam fazer parte da rotina das empresas que querem se destacar frente a concorrência. 

Afinal, onde se aplica a inteligência artificial?

Uma das aplicações mais perceptíveis da IA está relacionada ao atendimento ao cliente, principalmente neste momento de isolamento social. O surgimento dos chatbots permitiu a resolução de problemas de modo fácil e descomplicado, aumentando a satisfação dos clientes e promovendo maior agilidade e facilidade na comunicação, agora à distância. Entretanto, empresas mais maduras tecnologicamente optam por oferecer uma solução mais personalizada do que o chatbot, como um assistente de voz que reproduz perfeitamente a linguagem humana. Além de ser uma solução omnichannel, a implantação é praticamente plug and play (tecnologia ligar e usar).   

A inteligência artificial também está nas lojas virtuais quando oferece recomendações personalizadas de produtos para clientes de acordo com suas pesquisas e seus hábitos de consumo. Além disso, o mercado já oferece tecnologias especializadas na gestão do estoque e layout dos sites. Existem até mesmo recursos capazes de negociar variações de preço com os clientes direto do site. Encontramos também sistemas que utilizam a IA como recurso de automação e análise, atuando de maneira objetiva e precisa na avaliação de crédito automático de consumidores ou até em diagnósticos de exames clínicos. As aplicações da inteligência artificial são inúmeras. No segmento bancário, por exemplo, esta tecnologia permitiu que vários bancos digitais passassem a ser completamente virtuais e de fácil acesso.

Segundo dados da consultoria Allied Market Research, o setor de reconhecimento facial está em rápida evolução e deve crescer cerca de 21,3% ao ano, movimentando US$ 9,6 bilhões em 2022. Nesse sentido, um modelo de inteligência artificial muito utilizado em empresas aéreas é a biometria facial, que captura mais de mil pontos da face humana e permite a identificação e criação de um “CPF facial” de cada pessoa, facilitando assim o embarque de passageiros e acabando com a necessidade de apresentar o cartão de embarque impresso ou na tela do celular para entrar na aeronave. 

Inteligência artificial é o caminho para a inovação nas empresas

Muitos especialistas acreditam que estamos entrando na quarta revolução industrial, caracterizada pela convergência de tecnologias digitais, físicas e biológicas. Nesse contexto, a inteligência artificial tem papel protagonista nesta próxima onda de inovação, trazendo grandes mudanças na maneira como pessoas e empresas se relacionam com tecnologia. Segundo a consultoria PricewaterhouseCoopers (PWC), os investimentos estimados nessas tecnologias atingirão US $ 70 bilhões, ainda em 2020.

A inteligência artificial tornou-se possível por meio da união de big data, computação em nuvem e bons modelos de dados. Sem dúvida alguma, essa tecnologia nunca foi tão real quanto presenciamos hoje. A inteligência artificial combinada com a capacidade humana, pode impulsionar pessoas e empresas a fazerem coisas incríveis. Desta forma, é importante salientar que, no mundo dos negócios, se você não está sendo disruptivo em seu setor, certamente alguém está. E a IA pode ser a maior parceira para contribuir com a transformação digital que as empresas tanto almejam, especialmente neste momento delicado que o mundo enfrenta.  

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IBM, USP e FAPESP dão início às atividades de Centro de Inteligência Artificial no Brasil

IBM, Universidade de São Paulo (USP) e FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) dão início hoje às atividades do mais moderno Centro de Inteligência Artificial (C4AI) do Brasil, dedicado ao desenvolvimento de estudos e à pesquisa de ponta em IA para endereçar temas de grande impacto social e econômico. O novo centro terá sede no prédio do Centro de Pesquisa e Inovação InovaUSP, localizado no campus da USP em São Paulo.

O C4AI terá foco inicial em cinco grandes desafios relacionados à saúde, meio ambiente, cadeia de produção de alimentos, futuro do trabalho e no desenvolvimento de tecnologias de Processamento de Linguagem Natural em Português, procurando maneiras de melhorar o bem-estar humano e apoiar iniciativas para diversidade e inclusão.

Em paralelo, três comitês de acompanhamento serão criados para promover temas de interesse comum do país, com foco na indústria, ciência e sociedade. Esses comitês visam ampliar esses cinco desafios iniciais e conferir a eles uma aplicação real que seja útil para as empresas e a sociedade brasileira.

O Centro contará também com uma segunda unidade para capacitar estudantes e profissionais, disseminando conhecimento e transferindo os benefícios da tecnologia para a sociedade. Este local será instalado no Instituto de Ciências Matemáticas e da Computação (ICMC), no campus da USP em São Carlos.

“À medida que tecnologias como inteligência artificial e nuvem híbrida habilitam a transformação das empresas e da sociedade, vemos uma objetiva oportunidade de expandir seu estudo e aplicação em segmentos relevantes para o país. Com o Centro, estamos criando um ecossistema que engloba os setores produtivo, acadêmico e de inovação para que o valor real da inteligência artificial aumente a experiência e habilidades dos talentos humanos, colocando a tecnologia a serviço de governos, cidadãos e negócios em diversos setores da economia”, disse Tonny Martins, Gerente Geral da IBM Brasil.

“Esta é a realização de um projeto estratégico da Universidade de São Paulo, que considera a área de Inteligência Artificial obrigatória para acompanhar e participar dos desenvolvimentos que dominarão, com suas múltiplas aplicações, a sociedade moderna. A Pró-Reitoria de Pesquisa se sente vitoriosa por participar desse esforço tão bem-sucedido que é a criação de um Centro de Inteligência Artificial, agregando competências disseminadas na USP. Que isso seja apenas o começo de grandes transformações, como, de fato, esperamos”, destaca o pró-reitor de Pesquisa da USP, Sylvio Canuto.

“A área de inteligência artificial (IA) é um infinito de possibilidades. Neste momento de intenso combate contra a covid, estamos tendo análises de milhares de moléculas, análises teóricas de potenciais vacinas, análises de centenas de milhões de dados, tudo com o apoio de IA, gerando mais efetividade e diminuindo o tempo para soluções corretas. Para a FAPESP, a parceria com uma empresa como a IBM é um marco em uma área estratégica para o futuro”, afirmou o diretor científico da FAPESP, Luiz Eugênio Mello.

Cinco Grandes Desafios iniciais

1) AgriBio – modelos de causa e efeito para processos de tomada de decisão com incerteza para o setor de agricultura

Os ciclos produtivos do agronegócio, sustentabilidade ambiental, mudanças climáticas e segurança alimentar são demandas atuais que desafiam as autoridades mundiais. Essa linha de estudo irá focar em modelos de causa e efeito para cadeias de produção de agricultura, em especial a de pequenos produtores. O objetivo será utilizar modelos de correlação avançados para a tomada de decisão baseada na causa e efeito, abordando muitas fontes de preocupações, como desperdício de água e alimento.

2) KEML (Knowledge-Enhanced Machine Learning) – Aprendizado de máquina integrado com conhecimento simbólico com foco na Amazônia Azul (Blue Amazônia Brain)

Combinando aprendizado baseado em dados e raciocínio baseado em conhecimento, o Blue Amazônia Brain (BLAB), como o projeto está sendo chamado, pretende abordar perguntas complexas sobre a Amazônia Azul, vasta região do oceano Atlântico na costa brasileira rica em biodiversidade e recursos energéticos.

O BLAB trabalhará com sistemas de conversa compostos por argumentos, causas, explicações, raciocínios e planos sobre tarefas específicas, trazendo respostas às perguntas mais diversas sobre o ecossistema marinho, como “o que causou o aparecimento de manchas de óleo na costa nordeste do Brasil?”.

3) Modelamento de AVCs usando técnicas multimodais de análise de redes para melhorar diagnósticos, tratamento e reabilitação

Os avanços do aprendizado de máquina na medicina são notáveis. No entanto, ainda existem questões importantes que precisam ser abordadas. Nesta frente de estudo, serão abordadas duas questões de grande importância: como integrar e selecionar recursos médicos relevantes (biomarcadores) de fontes heterogêneas e dinâmicas em grande escala e como interpretar decisões tomadas por algoritmos de aprendizado de máquina integrando inteligência humana e artificial.

A primeira fase do estudo terá duas frentes de pesquisa. Uma com o objetivo de melhorar o diagnóstico, o tratamento e a reabilitação de pacientes de acidente vascular cerebral (AVC), com técnicas de análise de redes complexas em dados multimodais. E, a segunda, com foco em investigar formas de melhorar a escolha de protocolos de reabilitação em casos de AVC, o que trará uma importante contribuição social.

4) IA em países emergentes: políticas públicas e o futuro do trabalho

Essa frente de estudo vai envolver diversas áreas de humanas da USP, como economia, história, sociologia e ciências sociais, para mapeamento, compreensão e abordagem do impacto da IA em economias como a do Brasil. Existe um consenso significativo de que, no campo da IA, os países emergentes estão atrasados em relação aos países pioneiros, em particular, os EUA e a China.

Inicialmente, o C4AI focará em pesquisas relacionadas às políticas públicas para a inteligência artificial e à coleta e análise de dados sobre impacto da IA nos empregos e no futuro do trabalho.

5) PLN (Processamento de Linguagem Natural) de última geração para o português

Hoje em dia, existe pouca disponibilidade de ferramentas e dados para treinar sistemas de diálogo em português. O objetivo do Centro será habilitar o processamento de linguagem natural de alto nível para o português do Brasil, assim como já existe para outros idiomas, possibilitando sua melhor aplicação nas atuais demandas críticas da sociedade, como, por exemplo, aprimorar os serviços de atendimento ao cliente, o treinamento de assistentes virtuais, o monitoramento de redes sociais, bem como possibilitar a análise e a extração de conhecimento de grandes fontes de dados, entre outros.

Comitês de acompanhamento

O Centro de Inteligência Artificial também contará com três comitês distintos para fomentar temas de interesse comum da sociedade, relacionados à ciência, indústria e sociedade:

• Um comitê científico internacional, que terá como função avaliar o progresso científico do Centro.

• Um comitê de indústria e sociedade, que contará com a participação de representantes de empresas de diversos setores do Brasil, órgãos públicos e sociedade civil, que irão colaborar para que o Centro tenha o maior impacto possível na indústria, na economia e na sociedade do País.

• Um comitê de diversidade e inclusão, cuja função será promover e aumentar a participação de mulheres, afrodescendentes e outros membros da sociedade para que haja participação mais inclusiva no setor de IA, tanto na academia quanto na indústria.

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Inteligência Artificial não é um robô que vai fazer todas as atividades do advogado

A Inteligência Artificial (IA) é uma tecnologia promissora para aperfeiçoar os processos nos escritórios de advocacia no país, aponta Caio Santos, CEO da Data Lawyer, empresa especializada em ciência de dados para o meio jurídico. “O Brasil ainda está em uma fase inicial de estudos e classificação de informações, que tem ajudado muito em estatísticas e extração de partes específicas dentro dos textos. Claro que, após este big data organizado, vamos evoluir bastante em ampliação de automação, peças automáticas e auxílio na tomada de decisões”, explica.

Caio participa, junto com Alexandre Zavaglia, sócio e diretor da Legal Score – Data-driven Consultancy, e Ricardo Fernandes, chief legal researcher da Neoway, do painel “Oportunidades das Aplicações de Inteligência Artificial para o Setor Jurídico”. O encontro será transmitido dia 13 (terça), a partir das 10h30, na programação da Fenalaw 4.0 Xperience – Transformando o Setor Jurídico através do Digital, encontro referência para o mercado jurídico e o mais tradicional evento do setor há 17 anos, que será 100% digital e gratuito em virtude da pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

Para Caio, a implantação de IA em escritórios de advocacia passa pela superação de dois desafios: educação e redução de custos. “O primeiro desafio é educacional. Por isso, eventos como a Fenalaw são fundamentais para passar para o mercado o que é mito e o que é verdade. Explicar que a IA não é um robô que vai fazer todas as atividades do advogado e que vai, sim, resolver problemas pequenos que vão possibilitar ganho de produtividade”, frisa. O segundo, destaca, é o custo: por ser contabilizado em dólar, ainda tem um preço final significativo, apesar de começar a se tornar mais acessível.

Conhecimento

Com o objetivo de difundir o conhecimento técnico, a Fenalaw 4.0 vai discutir os temas atuais ligados ao campo jurídico e promover o encontro dos principais players do mercado com advogados, consultores jurídicos e gestores. “Em um momento atípico como esse não poderíamos deixar de reunir a comunidade jurídica para discutir os desafios presentes e futuros do segmento e do país. É nosso compromisso oferecer um conteúdo de excelência para gestão, tecnologia e áreas específicas do Direito, buscando atender às necessidades de todo o mercado e de seus profissionais”, afirma a business director do evento, Maria Juliana do Prado Barbosa.

A programação está dividida nos hubs como: Departamentos Jurídicos, Escritórios [PME], Compliance & LGPD, Marketing, Gestão de Pessoas e Liderança, Tecnologia e Inovação, Direito Digital.

Estrutura

Desenvolvida pela Informa Markets, organizadora de eventos responsável pela Fenalaw , a nova plataforma Xperience é um modelo inédito no mercado, e traz uma revolução ao mundo dos eventos empresariais e feiras de negócios. O novo formato apresentado para a Fenalaw por meio da Xperience deverá garantir a entrega de um evento de alto nível, mantendo a qualidade e o alcance da audiência, contemplando os 3 principais pilares deste tradicional encontro para todo o ecossistema jurídico: conteúdo de qualidade, networking e bons negócios.

Quanto ao Conteúdo, o participante terá acesso aos painéis com transmissão ao vivo e apresentações exclusivas; com especialistas renomados do setor, divididos em quatro salas virtuais com diferentes temáticas durante os 3 dias de realização; além da possibilidade da comunicação via texto, áudio e vídeo com os representantes das marcas patrocinadoras.

As oportunidades de Relacionamento estão por toda a parte. Com o uso da inteligência artificial da plataforma vamos oferecer recursos de Matchmaking de acordo com os interesses de cada participante, recomendando interações com marcas patrocinadoras e outros participantes. A página feed também irá conter uma timeline ativa para posts e interações na rede social dos participantes da Fenalaw 4.0.

Bons Negócios ganham novos formatos em nossa exposição virtual com ambiente de pronto atendimento, promoção e exposição de produtos e serviços dos principais fornecedores do setor; disponibilidade de salas de reuniões, e contatos via chat/call, com texto, áudio e vídeo entre públicos-alvo; e o Matchmaking 365, uma ação de inteligência artificial que irá conectar compradores a vendedores selecionando a audiência certa para cada negócio.

5º Fórum Internacional da Tributação

A Fenalaw 4.0 Xperience terá, pelo segundo ano consecutivo, uma sala virtual exclusiva para a realização do 5º Fórum Internacional da Tributação – FIT. O objetivo do encontro é promover a interação da comunidade jurídica na organização política, social e econômica sugerindo modelos de tributação mais modernos e atuais, alterando paradigmas antes considerados como alicerces do sistema tributário. A proposta visa, com isso, dar maior competitividade e atualidade ao modelo nacional vigente e, ainda, contribuir para políticas de desenvolvimento econômico-financeiro por meio da política fiscal.​

Para participar — As inscrições online e gratuitas para a Fenalaw 4.0 Xperience estão abertas no site: fenalaw.com.br

Fenalaw 4.0 Xperience – Transformando o Setor Jurídico através do Digital
Data: 13 a 15 de outubro.
Horário: 9:30 às 17 horas.
Local: fenalawxperience.com.br

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Philips e Hospital Sírio-Libanês se unem em projeto de inteligência artificial para tratamento e diagnóstico de doenças crônicas

Uma iniciativa unindo a Philips, líder global em tecnologia de saúde, e o Hospital Sírio-Libanês, importante instituição de saúde com operações em São Paulo e Brasília, aprimorará os diagnósticos e tratamentos de pacientes com doenças crônicas por meio de processos de Inteligência Artificial. A Philips fornecerá a plataforma IntelliSpace Discovery, que oferece integração na gestão de dados, enquanto o hospital traz seu conhecimento clínico em terapêutica e medicina diagnóstica para a parceria. O acordo foi firmado pelo CEO da Philips América Latina, David Reveco, e Dr. Paulo Chapchap, diretor geral da Sociedade Beneficente de Senhoras Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

Esta cooperação fornecerá novos insights, tanto para médicos quanto para o desenvolvimento de soluções tecnológicas aplicadas à medicina, permitindo ampliar o tratamento de doenças crônicas e a oferta de novas formas terapêuticas para problemas crônicos de saúde.

Este projeto tem um papel importante, pois de forma abrangente proverá informações para os médicos do Sírio-Libanês, bem como para a comunidade médica, gerando insumos que poderão gerar novas formas terapêuticas para diversos casos clínicos ao redor do mundo.

“É um trabalho de conjunto entre a Philips e o Sírio-Libanês, que resultará em algo maior, não simplesmente uma parceria comercial. Visamos criar conhecimento e soluções para melhorar a vida dos pacientes. Além disso, a plataforma irá possibilitar tratamentos e diagnósticos mais assertivos”, declara David Reveco, CEO da Philips para a América Latina. “Por se tratar de uma instituição de saúde de grande renome da América Latina, essa parceria é muito importante para o desenvolvimento de novas soluções e tecnologias para a saúde e bem-estar dos pacientes da região”, completa Cesar Giannotti, diretor de soluções corporativas da Philips na América Latina.

A plataforma IntelliSpace Discovery (ISD) fornece ferramentas de pesquisa para que os médicos agreguem dados que poderão ser visualizados e gravados para “treinar” e validar algoritmos de aprendizado profundo, ou seja, que se desenvolvem cada vez mais com a inclusão de novos casos e avaliações. Com a aplicação de algoritmos, esta ferramenta entra no fluxo de trabalho e facilita o diagnóstico clínico em especialidades como a radiologia, a oncologia, a neurologia e a cardiologia.

“Unir conhecimentos entre o hospital e a Philips é um passo importante para acelerar o desenvolvimento de processos mais precisos no cuidado dos nossos pacientes, que é o foco principal do trabalho realizado pelo Sírio-Libanês”, diz Dr. Cesar Nomura, superintendente de Medicina Diagnóstica do Sírio-Libanês.

Na parceria, que faz parte do Programa Violeta do Hospital Sírio-Libanês, a Philips será responsável também por realizar treinamentos contínuos com os profissionais de saúde da instituição, além de proporcionar a possibilidade de estágios em unidades da companhia em todo o mundo e divulgar os resultados das atividades de pesquisa em conferências e feiras mundiais por meio dos colaboradores da Philips.

Em vista dos dados e número cada vez maior de pacientes, o impacto social da garantia da qualidade e do apoio à decisão nos cuidados clínicos foi reconhecido pela Philips como uma questão altamente relevante para a população brasileira. Portanto, a pesquisa proposta pelo Hospital Sírio-Libanês é uma excelente combinação para a visão e missão de ambas as empresas. Além disso, a Philips e o Hospital Sírio-Libanês consideram essa pesquisa benéfica em outras regiões geográficas do mundo. A participação nesta cooperação fornecerá novas ideias e permitirá avaliar tecnologias de ponta nos estágios iniciais, o que oferece a oportunidade de desenvolver novas aplicações e produtos no gerenciamento de pacientes.

Além da plataforma IntelliSpace, o hospital já conta com outras soluções da Philps como o Tasy (solução completa de informática em saúde que integra todas as áreas da instituição, conectando os pontos de cuidado dos pacientes e otimizando os processos) e CareStream, recentemente adquirida pela empresa e que oferece soluções de TI de formação de imagem em vários locais, provedores de serviços de radiologia, centros de imagem e clínicas médicas especializadas no mundo inteiro.

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TOTVS apresenta solução de inteligência artificial para RH

A TOTVS, líder brasileira no desenvolvimento de software de gestão, apresenta mais uma solução da Carol, plataforma de dados e inteligência artificial da companhia, dessa vez para atender necessidades da área de RH. A plataforma Carol Clock-In permite que funcionários façam registro de ponto por meio de reconhecimento facial.

Criada no TOTVS Labs, unidade de pesquisa e inovação da empresa que possui presença nos Estados Unidos e no Brasil, a solução Carol Clock-In permite que o ponto eletrônico seja registrado, a partir de um app no smartphone, por meio de uma tecnologia de escaneamento digital da face dos colaboradores e processamentos de deep learning, que identificam o funcionário em frações de segundos, e tudo isto sem que o dispositivo esteja conectado a internet.

“A solução foi desenvolvida a partir de uma necessidade que, aparentemente, é algo bastante simples: fazer com que funcionários registrem o ponto eletrônico em áreas remotas, isso é muito comum com profissionais de vendas ou que trabalham no campo, por exemplo”, afirma Vincent Goetten, diretor do TOTVS Labs.

A ferramenta usa geolocalização e o registro pode ser feito de forma online ou offline, o que é ideal para os locais remotos, onde a conexão de internet é escassa. Desta forma, a marcação do ponto é sincronizada automaticamente assim que o dispositivo se conecte à internet.

“A inteligência artificial e machine learning da Carol permitem que o app funcione cada vez melhor, já que, a cada reconhecimento feito, mais dados do rosto de cada colaborador são coletados, tornando o app mais rápido e eficaz”, completa Goetten.

A Carol Clock-In possui ainda um sistema antifraudes, que consegue impedir que o ponto seja registrado a partir de uma foto, por exemplo. A solução funciona totalmente em nuvem, não armazenando nada no smartphone ou tablet que fizer o registro. O comprovante de ponto gerado é enviado por SMS ou e-mail, em um arquivo com certificado digital, protegido contra modificações.

Para garantir que os registros de ponto não sofram qualquer alteração manual, protegendo as horas de trabalho, a Carol Clock-in faz o registro das informações de batida de ponto no blockchain. “Os clientes podem optar por ativar esta funcionalidade adicional que garante a imutabilidade dos dados e facilita a rastreabilidade independente de sistema. O protocolo escolhido para isso foi o da Blockchain, por ser o mais seguro e de público acesso”, afirma Goetten.

Além da versão que permite que o próprio colaborador tire uma “selfie” e registre o início e término de suas atividades, existe a opção de quiosque do Clock-In, um dispositivo fixo na própria empresa para marcação de ponto por reconhecimento facial. Esse registro pode também ser realizado por um QR Code, que serve como um crachá de cada colaborador.

Para mais informações, acesse: https://www.carol.com/pt/

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Ticket alcança 2,2 milhões de atendimentos com uso da Inteligência Artificial

Francisco Dionísio, diretor de Operações da Ticket

O investimento em inovação pela Ticket, marca pioneira no setor de benefícios de refeição e alimentação da Edenred Brasil, para gerar agilidade e eficiência na comunicação com todos os seus públicos, alcançou 2,2 milhões de atendimentos. Ao completar quatro anos de implementação, a Edenred Virtual Assistant (EVA), ferramenta digital que utiliza recursos de inteligência artificial, tornou as interações 35% mais ágeis, se comparadas com as da central de atendimento. A tecnologia está presente no portal e na fanpage da marca e fica disponível 24 horas por dia, sete dias por semana.

Desde o lançamento da EVA, houve uma redução de 34% das ligações na central de atendimento, e foram feitas 210 mil consultas de saldo e sanadas 141 mil dúvidas de senha. O índice de acerto é de 92%; já o índice de reclamação do atendimento é zero, o que confirma a boa experiência dos clientes que recorrem ao canal.

“A Ticket vem liderando processos de digitalização e modernização de plataformas no setor para melhor interagir e multiplicar os benefícios oferecidos às empresas-clientes, aos comerciantes e aos empregados beneficiados. Com o uso da inteligência artificial, conseguimos integrar uma rede cada vez mais conectada e digitalizada dentro de um amplo portfólio de produtos e serviços relevantes para todos. Os resultados com a EVA mostram que estamos no caminho certo para melhorar ainda mais a experiência do usuário na interação com nossa marca”, ressalta Francisco Dionísio, Diretor de Operações da Ticket.

Hoje, a EVA tem mais de 310 temas de conhecimento para a confecção de respostas. Em 2015, quando foi lançada, eram 50 unidades de conhecimento; mostrando um crescimento de 620%. O resultado vem da análise dos processos de atendimento, que indicam as necessidades dos clientes. “Trabalhamos sempre com o treinamento do cérebro da ferramenta para atualizá-la a cada novo assunto. Ao longo de 2018, tivemos cerca de 35 treinamentos, o que possibilitou atender às novas demandas de forma rápida e objetiva”, explica o executivo.

Quase 100% das interações com os beneficiados, comerciantes e empresas são feitas por meio dos canais digitais, e, caso a EVA seja questionada sobre algo ao qual ainda não tenha sido introduzida, encaminhará o chamado a um atendimento humano.

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Inteligência Artificial facilita análise de crédito

De acordo com levantamento da CNC – Confederação Nacional do Comércio – 62,4% das famílias brasileiras estão endividadas atualmente, maior patamar desde 2015. Para sair do vermelho e colocar as contas em dia, uma das soluções é o crédito pessoal, opção que, infelizmente, não é barata no Brasil.

Com o objetivo de mudar esse cenário e tornar o crédito acessível, a Rebel, plataforma online de crédito pessoal, trabalha com inteligência artificial, método que permite uma análise mais completa e certeira do perfil do cliente, oferecendo uma proposta de crédito personalizada, com taxas, parcelas e juros ideais para cada um.

“Enfrentamos uma série de desafios para tirarmos o mercado de crédito do cenário negativo. Hoje, temos altas taxas de juros, inadimplência, ineficiência, pouca concorrência e etc. Nosso objetivo é liderar uma transformação dos serviços financeiros que são prestados no Brasil, empoderando o consumidor de crédito por meio de uma precificação mais justa para seu perfil”, conta Rafael Pereira, CEO da Rebel.

A fintech se diferencia no mercado por utilizar machine learning e big data na análise de mais de 2 mil variáveis – como, por exemplo, renda mensal, hábitos de compra, padrões de comportamento e alavancagem financeira – para traçar perfis, se antecipando ao Cadastro Positivo, lei sancionada recentemente pelo governo. Já para melhorar a segurança dos dados, a startup é a única a utilizar blockchain na certificação dos contratos.

“Uma de nossas missões é desmistificar a imagem de que crédito é algo negativo. Ele pode trazer, na verdade, uma série de benefícios para consumidores e empresas, sendo uma importante ferramenta para financiar casa, carro e viagens, por exemplo, mas isso somente quando aplicada uma taxa vantajosa para o cliente”, explica Pereira. “Boa parte da população ainda acha mais fácil usar o cheque especial, mas, em um comparativo rápido, se uma pessoa financia, por exemplo, R$5 mil no cartão de crédito, no final de 12 meses pagará mais de R$8 mil. Já no cheque especial, o valor total seria de, aproximadamente, R$10 mil. Na média do crédito pessoal não consignado, ao final de 12 meses, considerando o mesmo valor de R$5 mil, a pessoa pagaria aproximadamente R$7.500. Aqui, na Rebel, com uma taxa a 2,9%, ela pagaria R$5.991,80 ou, a uma taxa de 4,9%, R$6.731,40”, completa o CEO.

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Inteligência Artificial: Brasil pode ser palco de grandes mudanças no setor

Por Bruno Henriques, VP de Inteligência Artificial da Movile

A Inteligência Artificial é um tema que está cada vez mais em evidência, já que este avanço da tecnologia traz sistemas que tomam decisões cada vez mais precisas, similares e às vezes melhores que humanos. Ou seja, os avanços tecnológicos agora permitem trabalharmos com uma quantidade imensa de dados que, por consequência, nos levam a um ganho de eficiência nas nossas atividades do cotidiano. A evolução é tão grande que muitos consideram estarmos vivendo uma nova “revolução industrial”, em que a nova fonte de energia são os dados.

Para 77% dos brasileiros, a Inteligência Artificial se tornará parte do cotidiano, de acordo com o levantamento Trends 2.0″ da Crowd DNA de setembro de 2018. Sendo assim, muitas empresas já começaram a investir no ramo e o Grupo Movile é uma delas.

Acreditamos que a Inteligência Artificial será a força motriz para as principais mudanças em todas as indústrias no mundo, seja para trazer mais produtividade e eficiência para os negócios, ou para tornar a relação das empresas com os consumidores super-personalizadas. Por isso, nosso objetivo como Grupo é liderar esse movimento na América Latina, sempre com o foco voltado para a inovação e pessoas. Seguiremos no caminho de revolucionar nossos negócios com o uso de aprendizado de máquina cada vez mais humanizado para um completo atendimento aos clientes, além de aplicar novos aspectos tecnológicos e criar oportunidades para empresas e seus consumidores.

Com a Inteligência Artificial, queremos ser referência nacional e internacional, avançando principalmente nas áreas de food tech, logística urbana, personalização e melhorias do serviço ao cliente e pagamentos. Tudo isso porque queremos revolucionar o universo da comida com tecnologia e gerar um impacto positivo.

Sabemos que há muito o que explorar quando se fala de Inteligência Artificial, principalmente no lado da eficiência com algoritmos e gerenciamento de dados – como nas previsões de tempo de entrega e recomendações personalizadas. Por isso, buscamos inspirações de todo o mundo e elevamos nossas expectativas para avançar mais rápido e oferecer melhores experiências aos nossos clientes usando a tecnologia. Estamos dispostos a trabalhar para realizar o nosso sonho de impactar a vida de 1 bilhão de pessoas.

Bruno Henriques, VP de Inteligência Artificial de Grupo Movile.

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O futuro das telecomunicações está alinhado à Inteligência Artificial

Por Carlos Eduardo Sedeh

O futuro das telecomunicações passará pela Inteligência Artificial. Prova disso é que os computadores com inteligência preditiva e outras tecnologias mais avançadas já estão presentes no mercado de Telecom. Mas, da mesma maneira que durante a Revolução Industrial, as pessoas se perguntavam se estávamos prontos para a introdução das máquinas nos meios de produção, há quem veja o avanço da IA de maneira negativa.

Este receio aparece devido à redução, ou mesmo extinção, de empregos menos complexos e repetitivos. Estes acabarão sobrepostos pelos aspectos evolutivos alcançados com o uso da IA em massa. Mas, também é preciso olhar pelo outro lado, há aspectos positivos como computadores criando lógicas de acordo com a complexidade de um problema na área jurídica, por exemplo.

Existem, inclusive, robôs tomando decisões sobre quadros clínicos, cujo poder de acerto, em determinados casos, é muito maior do que o de um indivíduo. Ou seja, a Inteligência Artificial pode e vai ajudar na longevidade do ser humano.

Na área de Telecomunicação, que tem o atendimento como um dos principais centros de custos da operação em larga escala, a IA permitirá diminuição de gastos e elevará a qualidade. Isso porque, hoje, as empresas não têm mão de obra suficiente e, muitas vezes não conseguem dar a resposta para o cliente no momento em que ele precisa.

Suas aplicações em Telecom serão essenciais também no que diz respeito às fraudes. As operadoras terão informações ainda mais detalhadas e amplas sobre o perfil de uso de um cliente, podendo evitar qualquer tipo de atividade fora do padrão. Outros pontos importantes serão a interconexão e a telefonia, que irão dispor de sistemas com decisões melhores e mais rápidas, ampliando a qualidade do serviço.

Tudo isso que está acontecendo dará a oportunidade, também, de se investir nas novas qualificações. As pessoas aprenderão a fazer programação na escola, tornando este conhecimento, no futuro, algo tão indispensável quanto matemática e português.

Existem formas, no entanto, de atrasar esse avanço como a criação de regulamentação que proíba o uso da tecnologia em determinadas áreas ou que adote posturas de defesa e reserva de mercado. Contudo, não há como pará-la, a IA é um fenômeno global.

As empresas de telecomunicação, por sua vez, devem contribuir com o avanço desta tecnologia, primeiramente, planejando-se e entendendo a melhor utilização em seu ramo de atuação.

A Megatelecom busca formas de participar ativamente dessa revolução, tornado a estrutura da fibra ótica pronta e convergente para suportar essas aplicações, além de investir em interconexões diretas para baixa latência e em aumento da capacidade de transmissão das redes por meio do investimento permanente em equipamentos.

Isso porque a empresa acredita que esse modelo irá prosperar devido à facilidade e a nova fronteira de aplicações que proporcionará aos usuários. A utilização em larga escala deve acontecer entre 10 e 15 anos e será fundamental para o mercado de telecomunicações. Então, as empresas que não estiverem acompanhando esse processo perderão competitividade, e os que não tomarem a decisão de acompanhar essa evolução, poderão ficar para trás, dificultando a atualização de seu modelo de negócios no futuro.

Carlos Eduardo Sedeh, CEO da Megatelecom, empresa que oferece serviços personalizados na área de telecomunicações.

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Grupo Movile irá contratar mais de 100 profissionais de Inteligência Artificial em 2019

De acordo com um levantamento da consultoria PricewaterhouseCoopers (PwC), a previsão para o mercado de IA é de movimentar US$ 70 bilhões no mundo em 2020. Isso por conta do forte avanço da área nos últimos anos, além da compreensão de como o uso de dados pode ser precioso para os negócios e decisões mais assertivas dentro das empresas.

A Movile, um dos líderes globais de marketplaces móveis e que possui metas ambiciosas para os próximos anos, está de olho nesse mercado que promete ser um dos mais promissores globalmente. Além de ter pilares muito bem definidos, como logística urbana, pagamentos e bots para atendimento, a empresa concentrará ainda mais esforços e investimentos nesta tecnologia, tanto por meio de novas contratações, quanto pela criação de uma área específica de inteligência artificial dentro da companhia, que irá ampliar essa cultura por todos os departamentos.

De acordo com Bruno Henriques, VP de Inteligência Artificial da Movile e responsável por alavancar esse desenvolvimento de cultura na empresa, a IA parece distante, mas não é. “Já utilizamos a tecnologia em nosso dia a dia e nem nos damos conta! Ela está presente no uso de aplicativos, reconhecimento de imagens, carros autônomos, assistentes virtuais, entre muitos outros exemplos. É uma nova e poderosa forma de processar dados e devemos aprender a usá-la cada vez mais, pois isso nos ajudará a tomar decisões mais ágeis, precisas e inteligentes”, explica Henriques.

E a ambição não para por aí: o grande desafio da Movile – que já está sendo colocado em prática – é montar um time com mais de 100 especialistas em machine learning, número que dificilmente já foi alcançado por alguma outra companhia, para trabalhar nos principais desafios que as organizações enfrentam hoje.

Segundo Henriques, as empresas brasileiras não possuem esse olhar mais diversificado de IA por acreditarem que é um conceito que se limita à tecnologia. “A Movile vem se destacando nesse cenário, uma vez que é uma das pioneiras no Brasil a criar essa cultura e proporcionar capacitação dos profissionais deste mercado. Queremos que todos usem Inteligência Artificial para propor soluções internas e externas, a criação de uma área voltada para esse segmento é uma ação inovadora e que oferecerá um grande avanço no Brasil”, diz o executivo.

Além disso, a empresa pretende criar parcerias estratégicas com universidades a fim de investir nos centros laboratoriais. Em São Carlos, por exemplo, há projetos para a construção de um laboratório universitário de IA para auxiliar em uma formação mais prática e complexa de profissionais. Tudo com foco no desenvolvimento desse ecossistema.

Como toda tecnologia nova, é preciso um amplo investimento na formação e capacitação dos profissionais de diversos níveis e departamentos. Por isso, recentemente, a Movile financiou dez bolsas para especialização de profissionais do Grupo em IA. Além disso, um profissional foi contratado pelo iFood, empresa de food delivery investida do Grupo, para auxiliar no curso interno a fim de treinar os funcionários no nível básico de data science e permitir a entrada nos temas mais avançados de machine learning.

“O mais interessante é que as empresas não estão mais com medo de dizer o que estão fazendo por meio de inteligência artificial, porque o segredo não está mais no algoritmo e sim na capacidade de coletar, preparar e usar os dados, o que traz o valor do negócio”, finaliza Henriques.

Sobre a Movile

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Avanço Tecnológico: passado, presente e futuro

Por Lucas Cordeiro, Head de Vendas da Pipefy

Os seres humanos estão no planeta Terra há aproximadamente 300 mil anos. Em todo esse tempo neste planeta maravilhoso e cheio de recursos, os humanos nunca viveram esse boom de avanço tecnológico que está sendo vivenciado hoje. Existem várias razões do motivo disso estar acontecendo, mas eu sempre gosto de reforçar duas: conforme o tempo passa, o conhecimento está cada vez mais acessível, e evolução e avanço geram mais evolução e avanço.

Em eras passadas, era extremamente difícil passar conhecimento de geração para geração, muito porque não haviam línguas evoluídas, apenas sinais e gestos. A primeira língua foi criada pelos Sumérios, por volta de 3 mil a.C. Se colocarmos isso em um gráfico de linha do tempo, vai lhe causar a seguinte reação: “Uau, isso é muito novo!”.

Sim, é muito novo e o seu desenvolvimento é empolgante. É muito mais fácil fazer-se entender quando você fala com alguém que fala sua língua nativa, certo? Mas o que realmente mudou o jogo foi a invenção da imprensa, pelo alemão Gutenberg, em 1.440 d.C. Antes disso, impressões eram feitas praticamente apenas em madeira, o que não era nada escalável. A imprensa fez com que o conhecimento se espalhasse muito mais rápido por meio de livros e, como você bem sabe, ler faz as pessoas ficarem mais espertas. E se você pensa que a língua era relativamente nova, a imprensa foi inventada praticamente “ontem”.

Com o boom do conhecimento, veio a Revolução Industrial, e a imprensa, que era operada manualmente, foi substituída por uma prensa mais automatizada, permitindo a impressão em escala industrial. As pessoas poderiam pensar que a evolução humana estava quase no seu pico neste momento, mas foi no século XX que as coisas realmente decolaram. Carros por todos os lados, aviões voando nos céus, os computadores começaram a mostrar suas supremas capacidades de cálculo, o homem pisa na Lua e, no meio dos anos 90, a internet popularizou-se…

Livros impressos eram rápidos de se passar conhecimento. Mas a internet? Ah, a internet é muito mais rápida. Na verdade, com a internet é possível passar conhecimento, ao vivo, para uma pessoa fisicamente localizada do outro lado do mundo. Nesse momento, por exemplo, você está adquirindo conhecimento de um artigo que está lendo na internet. As coisas evoluíram muito rapidamente!

Por exemplo, imagine levar um homem do ano 1.700 d.C. para os dias de hoje. Ele realmente ficaria em choque com o que veria. O mundo que ele estava acostumado a viver teria mudado insanamente: carros, aviões, celulares, internet. Mas aqui vai o fun fact: para esse cara de 1.700 d.C. causar em outro ser humano o mesmo nível de choque, ele teria que trazer uma pessoa do ano 12.000 a.C. para o ano de 1.700 d.C. Sim, você leu corretamente. E para uma pessoa do ano 12.000 a.C. chocar alguém da mesma forma, ele teria que trazer alguém do ano 120.000 a.C.

Isso tudo ocorre por conta de uma regra simples: se aprendermos e passarmos o conhecimento rapidamente, a evolução é impulsionada. E, conforme o tempo passa, isso parece acontecer cada vez mais rápido. Então, o que nos espera? Eu imagino algo como isso:

É bem importante que você entenda a exponencialidade da evolução. Se você entender isso, vai ficar impressionado com o que as mentes mais brilhantes do mundo estão trabalhando em relação à Inteligência Artificial, que, na minha opinião, pode ser a nova grande revolução da humanidade.

Vou me usar como exemplo. Se eu pudesse voltar no tempo e falar para o meu “eu do passado” como o mundo é hoje, eu provavelmente não acreditaria em mim mesmo. Quando eu nasci, em 1988, computadores estavam começando a ser “algo”, assim como a Internet. Não haviam smartphones. O conhecimento era basicamente compartilhado por meio de livros e enciclopédias. Hoje eu posso perguntar ao Google “quem inventou a escrita?” e receber uma resposta instantânea. Eu posso ouvir as músicas que eu gosto sem ter que comprar CDs ou vinis.

Agora vamos usar nossa máquina do tempo de novo: se você pudesse trazer o seu “eu do futuro” para os dias de hoje, o que você acha que ele diria? Quem pode adivinhar o que os próximos 30, 50, 70 anos vão parecer? Eu realmente acredito que tem muito a ver com Inteligência Artificial.

Existem três tipos de AI (artificial intelligence):

Artificial Narrow Intelligence (ANI), traduzido como Inteligência Artificial Específica, que é uma forma de AI especializada em algo (Pôquer, por exemplo; ela sabe tudo sobre Pôquer, é genial jogando Pôquer, mas não faz nada além disso);

Artificial General Intelligence (AGI), traduzido como Inteligência Artificial Geral, muito referenciada como Inteligência de Nível Humano. AGI poderia performar qualquer coisa que um humano seria capaz de fazer. AGI ainda não existe.

Artificial SuperIntelligence (ASI) é, como definida pelo professor de Oxford e uma das mentes mais brilhantes relacionadas a AI, Nick Bostrom, “um intelecto muito mais inteligente que os melhores cérebros humanos em praticamente todos os campos, incluindo ciência criativa, conhecimentos gerais e técnicas sociais”.

Hoje, o mundo está cheio de ANI. Você encontra ANI em carros autônomos, quando está comprando algo online e a AI te oferece produtos similares, Siri, Google Tradutor, entre outros. Estamos perto de alcançar AGI. Os especialistas mais pessimistas acreditam que é mais provável que tenhamos AGI do que não tenhamos no ano de 2075. Os mais otimistas visualizam um mundo com AGI em 2040. Volte aos gráficos deste artigo e veja o quão perto estamos.

AGI pode mudar o jeito como vivemos hoje. Ela vai substituir muitos trabalhos humanos, então algumas mentes já estão, inclusive, pensando em distribuição global de renda, o que provavelmente será um problema no futuro. Além do mais, AGI irá ajudar vários setores, como a medicina, tecnologia, indústria e outros. Pense nas coisas incríveis que a AGI poderia trazer.

OK, isso é legal. Mas ASI é bem mais legal. E o caminho para chegar lá é extremamente difícil, excitante e também preocupante, de algumas formas.

Como atesta Nick Bostrom, “ASI seria um intelecto muito mais inteligente que os melhores cérebros humanos”. Para um melhor entendimento deste conceito, eu gosto de usar a imagem da Escada da Inteligência, que coloca os seres humanos como criaturas superiores a formigas, galinhas e macacos. E, claro, nosso cérebro é realmente muito mais evoluído que o desses animais, então a escada se parece com isso:

O mais incrível sobre ASI, é que quanto mais esperta ela fica, mais rápido o poder dela aumenta a sua própria inteligência. Essa é a parte em que se torna excitante e preocupante ao mesmo tempo. Você consegue imaginar uma AI autoevoluindo? Ela pode encontrar conhecimento de uma maneira fora de nossa compreensão. Mesmo que a ASI quisesse tentar nos ensinar algo, seria difícil, porque provavelmente ela falaria de coisas que nós nem ao menos entendemos. Imagine esta situação como se você tentasse ensinar física quântica ao seu cachorro. Ele não entenderia e as pessoas ririam de você ao vê-lo tentar fazer isso.

Especialistas estão convencidos de que chegaremos lá. A principal preocupação e desafio que eles enxergam é como criar uma ASI que pudesse ser controlada, algo gerenciável. Uma das mentes mais brilhantes que já passou pela Terra, Stephen Hawking disse: “O desenvolvimento de uma inteligência artificial completa poderia desencadear na extinção humana”. O Professor Hawking disse que a inteligência artificial básica que já desenvolvemos mostrou-se muito útil, mas ele teme as consequências da criação de algo que poderia igualar ou até passar os humanos.

Por outro lado, Ray Kurzweil, autor norte-americano, cientista da computação, inventor, futurista e Diretor de Engenharia do Google diz para que não temamos a inteligência artificial: “AI não está em uma ou duas mãos; está em 1 ou 2 bilhões. Uma criança na África com um smartphone tem mais inteligência ao acesso de informações do que o presidente dos Estados Unidos tinha 20 anos atrás. Conforme AI continua a ficar esperta, seu uso também crescerá. Virtualmente a capacidade mental de todos será aumentada em uma década”. Basicamente o que ele diz é que, com o crescimento exponencial da AI, os humanos crescerão na mesma proporção.

Kurzweil complementa: “AI hoje está avançando nos diagnósticos de câncer, encontrando curas, desenvolvendo energias renováveis, ajudando a limpar o ambiente, provendo educação de alta qualidade para pessoas do mundo todo, ajudando os deficientes e contribuindo em uma série de outras forma. Temos a oportunidade nas próximas décadas de dar grandes passos para enfrentar os grandes desafios da humanidade. AI vai ser a tecnologia pivô em alcançar esse progresso. Temos um imperativo moral para realizar essa promessa enquanto controlamos o perigo. Não será a primeira vez que conseguimos fazer isso”.

Eu concordo com o Ray. E estou ansioso para viver este futuro.

Bons tempos estão chegando!

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Como você está resolvendo seus problemas do dia a dia? Adote Machine Learning e Inteligência Artificial

Por Ricardo Recchi

Embora o tema Inteligência Artificial não seja novo, houve uma explosão desta frente nos últimos anos. Isso se deve, sobretudo, às melhorias na utilização da rede neural a partir de novas técnicas computacionais adotadas no Machine Learning, como o Deep Learning, que promove o aprendizado estruturado, incluindo fala, identificação de imagem e previsões.

Somado a esse cenário, tivemos o aumento do poder computacional das CPUs (Central Processing Unit) e GPUs (Graphics Processing Unit) e a redução dos custos associados, que ajudam a viabilizar as aplicações de Inteligência Artificial. Como resultado dessa evolução estruturada, surgiram ferramentas que auxiliam no desenvolvimento de aplicativos voltados ao aprendizado de máquinas, assim como surgiram novas frentes de serviços que tornam possível usar essa tecnologia com muita facilidade.

Entre as vantagens que encontramos nesses sistemas, há uma série de problemas que a Inteligência Artificial e o Machine Learning podem resolver juntas. Reunindo uma série de informações, os dados são inseridos nos programas de aprendizagem, ou Machine Learning. Após aprender sobre os dados ou imagens inseridas, o programa entra no modo de operação utilizando a rede neural, ou seja, a Inteligência Artificial treinada anteriormente, que se soma aos dados transacionais e aos algoritmos.

É aí que entram os provedores de tecnologia, que têm soluções como serviço para atender esses processos e trazem a facilidade para resolver problemas do dia a dia. Entenda como a Inteligência Artificial somada ao Machine Learning podem resolver tarefas, como:

– Detecção e tradução de idioma, ou seja, a partir de um texto é possível saber em qual idioma está escrito e obter a tradução para a língua que desejar, assim como analisar o seu sentimento, tais como raiva, alegria etc. Isso permite, por exemplo, analisar a linha do tempo do Twitter em busca de reações a um novo produto;

– Classificar e reconhecer imagens a partir daquilo que é visto nela, reconhecendo pessoas e, ou, objetos, identificando-os em alguns casos;

– Reconhecimento de texto em imagens como, por exemplo, cartazes em uma rota;

– Transcrição de áudio a partir de uma gravação em que uma ou mais pessoas são ouvidas, realizando a conversão da conversa em texto;

– Conversão de texto em voz, produzindo um arquivo de áudio no qual uma voz é ouvida, recitando o texto original.

O número de problemas que podem ser resolvidos usando as duas tecnologias juntas está aumentando, assim como a precisão obtida por essas soluções. Consequentemente, há um aumento no número de serviços que incorporam soluções já empacotadas para os diversos tipos de problemas, tirando das empresas a necessidade de treinar modelos ou de se preocuparem com os algoritmos ou a arquitetura das redes neurais a serem usadas, o que permite sanar facilmente alguns dos seus problemas de negócio. A evolução da Indústria 4.0 está ai. Basta utilizá-la!

Ricardo Recchi, country manager da Genexus no Brasil, desenvolvedora global de produtos para software baseados em Inteligência Artificial.

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Inteligência Artificial e o novo futuro

Por Alexandre Winetzki

Segundo um levantamento da IDC, estima-se que o mercado de Inteligência Artificial deva alcançar mais de US $ 47 bilhões até 2020. Será que as empresas e as pessoas estão preparadas para as novas profissões que estão surgindo com o crescimento desse segmento?

O Brasil e as companhias precisam se movimentar para permitir a criação de novos cursos, novas profissões que se adequem ao novo cenário que começamos a vivenciar. Um estudo da McKinsey, “Where machines could replace humans — and where they can’t (yet)”, mostra que a maioria das profissões será comprometida, com o uso da robotização e que 800 milhões de pessoas perderão seus empregos para a automatização até 2030. As pesquisas também revelam que mais de 50% dos trabalhadores dos EUA e 4/5 dos trabalhadores no mundo inteiro manterão suas profissões e não precisam se sentir ameaçados com os avanços da Inteligência Artificial.

Já o estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) revela que robôs e computadores devem eliminar ou mudar cinco em cada dez empregos. Como em toda revolução, as novidades geram incertezas sobre o futuro, ainda mais agora, em que tudo acontece muito mais rápido. Uma tecnologia pode se tornar obsoleta em seis meses, dependendo da área.

Mas como um otimista convicto, acredito que os robôs chegaram para facilitar ainda mais as nossas atividades. Precisamos nos reinventar e criar oportunidades que estão surgindo para desenhar um novo futuro. Por mais que a robotização seja algo inevitável, nenhum robô pode substituir a gentileza de um ser humano. Tanto que as empresas continuam em busca de talentos mais criativos, resilientes e que adoram desafios. Profissionais que estejam alinhados com o conceito de growth mindset, ou seja, que desejam aprender cada vez mais para inovar e se transformar.

Atualmente, o mercado já oferece diversas soluções de Inteligência Artificial, que podem estar associadas a outras tecnologias como Machine Learning, análise preditiva, automação de processos, reconhecimento de voz, facial e biometria. Essas soluções e muitas outras permitem que as empresas tenham grandes insights, mais eficiência operacional e automação nos processos dentro das companhias, gerando experiências únicas para os seus clientes.

Os robôs ajudam a sermos mais rápidos e produtivos, mas sempre dependerão da inteligência e da sensibilidade dos humanos para se tornarem cada vez mais eficientes. O futuro nos mostrará como os robôs poderão se tornar muito mais parceiros do que inimigos.

Alexandre Winetzki, diretor de P&D da Stefani

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Inteligência artificial impulsionará carreira dos estudantes de negócios, aponta KPMG

A inteligência artificial aumentará as oportunidades de trabalho de universitários e recém-formados em cursos de negócios nos próximos anos. Esta é uma das principais conclusões da edição mais recente da Pesquisa Estudantes 2018 (do original, em inglês, Student Survey 2018), produzida pela KPMG.

Os resultados foram consolidados após entrevistas realizadas com 88 estudantes das principais universidades de 22 países, finalistas da competição KICC (KPMG International Case Competition), realizada em Kuala Lumpur, na Malásia.

Quando questionados sobre quais são as três tecnologias que terão maior influência sobre as carreiras nos próximos dez anos, a grande maioria dos estudantes, 81%, identificou inteligência artificial, seguida por blockchain e robótica, cada uma apontada por 59% dos entrevistados. Mais da metade disse que a inteligência artificial aumentará o nível de responsabilidade para os recém-formados e quase 25% acreditam que ela aumentará o número de oportunidades de trabalho.

Todos os estudantes consultados no levantamento preveem que a tecnologia terá impacto significativo e positivo ao longo da carreira e mais da metade afirmou que ela mudará radicalmente o trabalho que eles executam. Nenhum deles apontou impactos negativos.

“No caso do Brasil, o mercado tem demonstrado que jovens conectados têm mais oportunidades para desenvolverem a carreira, contribuindo para o reconhecimento daqueles que apresentam alta performance e evolução do aprendizado. Esse perfil, de profissionais atentos às tendências e com vontade de fazer a diferença, está alinhado com as empresas do futuro”, afirma o sócio de Gestão de Pessoas, Performance e Cultura da KPMG no Brasil, Marcelo de Lucca.

Quando questionados sobre qual é o maior impacto que as novas tecnologias terão sobre a experiência profissional, mais de 35% dos entrevistados disseram esperar que a tecnologia permita que eles façam um trabalho que agregue valor. Além disso, 21% preveem que ela proporcionará oportunidades de priorizar trabalhos mais interessantes e quase 20% disseram que ela permitirá que desenvolvam habilidades e competências de forma contínua.

“Diante do receio de que a tecnologia possa reduzir ou eliminar oportunidades de trabalho, os estudantes estão altamente confiantes de que ela, na verdade, trará novas possibilidades para a carreira”, completa Marcelo de Lucca.

Os estudantes e recém-formados também reconheceram que existem habilidades e valores não técnicos de grande importância que serão fundamentais no local de trabalho do futuro. Entre os entrevistados, 61% indicaram a resolução de problemas como a habilidade mais importante, seguida de capacidade de aprender (49%) e criatividade (39%). Os valores que eles classificam como mais importantes são ética (58%), responsabilidade (52%) e integridade (41%).

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Thomson Reuters traz ao Brasil especialistas internacionais em Inteligência Artificial aplicada ao Direito

O FLIC, (Future Law Innovation Center powered by Thomson Reuters), recebe amanhã, sexta-feira, 28 de setembro, às 10 horas, em São Paulo, o primeiro Innovation Summit, evento que vai apresentar os conceitos e eficiência do uso da Inteligência Artificial nas rotinas do segmento jurídico. O encontro terá a presença dos especialistas internacionais Bart Verheij, Kevin D. Ashley, Roland Vogl e Ricardo Fernandes. A participação é restrita a convidados.

Voltado aos profissionais, empresas e estudantes que se interessam pelas inovações em tecnologia aplicadas no setor jurídico, esse encontro terá como destaque a participação de Roland Vogl, Diretor Executivo do CodeX (centro de inovação da Faculdade de Direito da Universidade de Stanford) e professor visitante da Universidade de Viena. Além dele, estarão presentes; o especialista em inteligência artificial Bart Verheij, que é de representante da Universidade de Groningen e do Instituto de Bernoulli de Matemática; Kevin Ashley, professor da Universidade de Pittsburgh e membro da Associação Internacional de Inteligência Artificial; e Ricardo Fernandes, Sócio-Fundador da Legal Labs.

“O Innovation Summit é mais um passo na criação de um ecossistema para incentivar e potencializar a inovação no País, sobretudo para o mercado de Direito, que impacta a economia e a sociedade como um todo. Essa interação com grandes especialistas internacionais será muito proveitosa para profissionais e estudantes que, como nós, enxergam na tecnologia a melhor ferramenta para que tenhamos um Direito mais eficiente e em sintonia com as necessidades do país”, afirma Ralff Tozatti, Diretor de Marketing da Thomson Reuters Brasil.

Com o objetivo de proporcionar ao público uma experiência única sobre o mais avançado conteúdo global sobre tecnologia no Direito, além da participação dos especialistas internacionais, a primeira edição do Innovation Summit também contará com as presenças dos executivos da Thomson Reuters e influenciadores de mercado.

O FLIC é o primeiro centro de inovação mantido pela Thomson Reuters na América Latina. O Brasil foi escolhido devido à relevância do mercado local, potencial criativo e complexidade regulatório. Por aqui, a empresa já desenvolve eventos e programas de aceleração de startups para os segmentos jurídico, de comércio exterior e de gerenciamento de risco. Nos Estados Unidos, a companhia é mantenedora do CodeX Stanford Center for Legal Informatics, centro de inovação para o direito na Universidade Stanford, na região do Vale do Silício.

Saiba mais sobre o FLIC e sua programação no site: http://futurelaw.com.br/the-flic/.

Serviços: FLIC recebe a 1ª edição do Thomson Reuters Innovation Summit

Data: sexta-feira, 28 de setembro, sexta-feira, das 10h às 12h
Local: Av. Pres. Juscelino Kubitschek, 1327, 2º andar
Entrada: restrita para convidados

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IBM dá um passo importante para abrir a chamada ‘caixa-preta’ da inteligência artificial

A IBM apresentou hoje uma nova tecnologia que dá às empresas mais transparência nos modelos de Inteligência Artificial (IA).

O novo serviço de software, disponível na nuvem, com novos recursos de confiança e transparência, dá visibilidade sobre os parâmetros que a IA usa para chegar às recomendações e detecta automaticamente vieses no momento em que os sistemas estão em execução. Para apoiar a adoção de projetos em IA, a companhia irá disponibilizar para a comunidade open source ferramentas e materiais de educação para incentivar a colaboração global em torno do gerenciamento do viés na IA.

Resultados de uma nova pesquisa do Institute for Business Value da IBM revelam que, enquanto 82% das empresas estão considerando implementações de IA, 60% ainda temem problemas de responsabilidade e compliance e 63% não possuem habilidades internamente para gerenciar com confiança a tecnologia.

“A IBM liderou o setor ao estabelecer princípios de transparência para o desenvolvimento de novas tecnologias de IA”, disse Beth Smith, General Manager para Watson AI na IBM. “É hora de traduzir princípios em prática. Estamos dando nova transparência e controle às empresas que usam inteligência artificial e enfrentam o maior risco potencial de qualquer tomada de decisão incorreta”.

A tecnologia é executada na IBM Cloud e ajuda as organizações a gerenciar sistemas de inteligência artificial de uma ampla variedade de players do setor. IBM Services também trabalhará com as empresas para ajudá-las a aproveitar o novo serviço de software.

Visibilidade nas decisões de IA – Como a tecnologia funciona

Os novos recursos de Confiança e Transparência da IBM trabalham com modelos construídos a partir de uma grande variedade de estruturas de machine learning e ambientes construídos com inteligência artificial, como Watson, Tensorflow, SparkML, AWS SageMaker, and AzureML. Isso significa que as organizações podem aproveitar esses novos controles para a maioria dos códigos de IA e demais plataformas utilizadas por outras empresas que atuam neste mercado.

O serviço de software pode ser programado para monitorar os fatores de decisão de qualquer workflow de negócio, podendo ser personalizado para o uso específico das organizações. Além disso, ele é totalmente automatizado e explica a tomada de decisões ao longo da execução. É importante ressaltar que também recomenda automaticamente que dados sejam adicionados ao modelo para ajudar a atenuar qualquer tendência de viés detectada.

As explicações são fornecidas em termos fáceis de entender, mostrando quais fatores ajustaram a decisão em uma direção versus outra, apontando a confiança na recomendação e os fatores por trás dessa confiança. Além disso, os registros de precisão, desempenho, equidade do modelo, e a linhagem dos sistemas de inteligência artificial são rastreados e direcionados para atendimento ao cliente, por motivos regulatórios ou de conformidade – tais como o cumprimento da GDPR.

Todos esses recursos são acessados por meio de painéis de controle visuais, dando aos usuários de negócios a capacidade sem precedentes para compreender, explicar e gerenciar decisões indicadas por IA e reduzir a dependência de habilidades específicas desta tecnologia.

A IBM também está disponibilizando novos serviços de consultoria para ajudar as empresas a projetar processos de negócios e interfaces entre inteligência artificial e humanos para minimizar ainda mais o impacto do viés na tomada de decisões.

Capacitando a comunidade de código aberto para construir uma IA mais justa

Além disso, IBM Research está disponibilizando para a comunidade de código aberto o toolkit de ferramentas AI Fairness 360, que consiste em uma biblioteca de novos algoritmos, códigos e tutoriais que fornecerá aos acadêmicos, pesquisadores e cientistas de dados ferramentas e conhecimento para integrar detecção de preconceito, enquanto constroem e implementam modelos de machine learning.

Embora outros recursos de código aberto tenham se concentrado apenas na verificação de viés nos dados de treinamento, o toolkit de ferramentas IBM AI Fairness 360 criado pela IBM Research ajudará a verificar e atenuar o viés nos modelos de IA. Com isso, convidamos a comunidade global de código aberto a trabalhar em conjunto para promover a ciência e facilitar a abordagem do viés na IA. Mais detalhes sobre a tecnologia podem ser lidos neste link.

Estudo revela prioridades e obstáculos para a implementação de IA convencional

De acordo com o estudo recente da IBM com cinco mil executivos sênior, o IBM Institute for Business Value AI 2018 Report, há uma mudança significativa na forma como os líderes de negócios analisam o potencial da IA para impulsionar o valor comercial e o crescimento da receita.

Entre as principais descobertas:

– 82% das empresas e 93% das empresas de alto desempenho estão considerando ou avançando na adoção da IA com foco na geração de receita.

– 60% temem questões relacionadas a confiança e 63% não possuem as habilidades para aproveitar o potencial da IA.

– Os CEOs percebem o maior valor da adoção da IA em TI, segurança da informação, inovação, atendimento ao cliente e gerenciamento de riscos.

– A adoção da IA é maior e provavelmente acelerará mais rapidamente em setores mais digitalizados, como os serviços financeiros.

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Engineering do Brasil lança robô fiscal Alfredo

Todos conhecem a complexidade do sistema tributário brasileiro, dois números resumem bem o cenário: no Brasil as empresas gastam 2600 horas/ano no atendimento de obrigações fiscais, quase 10 vezes mais que o segundo colocado e no ranking geral de complexidade tributária, o Brasil ocupa a posição número 137 entre 178 países pesquisados.

Ainda assim, os atuais Sistemas Fiscais possuem funcionalidades limitadas e muito trabalho é feito por pessoas, através de planilhas eletrônicas. Existem riscos inerentes em relação a inconsistências, cálculos personalizados, manipulação de dados e controle de versões. O processo também não é claro, existem entradas e saídas indefinidas e funções e responsabilidades pouco claras. Em resumo, muito tempo acaba sendo gasto em atividades de pouco valor agregado.

Pensando nesse cenário, nasceu o Alfredo. O robô é baseado em dois conceitos fundamentais: a automatização dos processos fiscais e a inteligência artificial. Por um lado, a automatização dos processos fiscais visa eliminar todas as passagens repetitivas e sem valor agregado. Todo o processo é gerenciado pelo “Alfredo” e todos as passagens manuais, que não necessitam da inteligência humana, são executadas automaticamente. Quando o processo requer a intervenção humana, o próprio “Alfredo” pode iniciar um processo colaborativo, garantindo o fluxo das informações e permitindo a tomada de decisão eficaz.

Por outro lado, a rede neural artificial do “Alfredo” permite uma série de análises dos dados fiscais. Aliado a isso, o “Alfredo” possui capacidades de aprendizado, interpretando e classificando as interações humanas. As regras fiscais são aprendidas pelo “Alfredo”, permitindo a análise preditiva (o que deve acontecer?), análise descritiva (o que aconteceu?) e análise diagnóstica (porque aconteceu?).

A parceria entre Engineering, SAP e Google Cloud permitiu a concepção e prototipação do “Alfredo”. Essa aliança entre a SAP e a Google Cloud inclui a certificação do banco de dados SAP HANA no Google Cloud Platform (GCP), no SAP Cloud Platform (SCP) e nas novas integrações do GSuite. O objetivo é desenvolver e integrar as melhores soluções de nuvem e o aprendizado com as novas tecnologias Google Cloud aos aplicativos corporativos da SAP. Os recursos do Google Cloud oferecem a escalabilidade e a oportunidade de criar novos produtos. Em particular, a integração em âmbito Machine Learning, do SAP Leonardo ML Foundation com o Google Cloud ML services, comenta o diretor de Engenharia de Ofertas Digitais, Patrick Baudon.

A Engineering é parceira da SAP em soluções fiscais há 9 anos, e desde 2014 possui o DP-FISC ON HANA, a primeira solução fiscal integrada ao SAP TDF a entrar em produção. O know-how fiscal da Engineering, comprovado por mais de 60 cases de sucesso, o framework Fiscal da SAP (SAP TDF) e as tecnologias do Google Cloud permitem que o Alfredo seja um verdadeiro parceiro para a Jornada da Transformação Digital em âmbito Fiscal.

“A expertise fiscal da Engineering aliada às tecnologias SAP e Google Cloud, viabiliza a implementação de uma estratégia de tecnologia tributária, que garante melhorar a qualidade dos dados, diminuir custos e liberar recursos através da automação maximizada, tudo isso dentro de um framework que garante a integridade dos dados e o compliance fiscal. O foco está em fazer com que as funções tributárias operem em um nível estratégico para fornecer insights de negócios, sem um aumento significativo de recursos possibilitando assim uma verdadeira disrupção na Área Fiscal.”, afirma o diretor de TaxSolutions da Engineering do Brasil, César Kazakevicius.

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Tecnologia baseada em IA vai ajudar agricultores a analisar a saúde do solo e água

Por Mathias Steiner – Gerente de Tecnologia Industrial e Ciência, IBM Research – Brasil

A agricultura representa mais de 70% do consumo anual de água no mundo. Com fazendas pequenas produzindo quase 80% dos alimentos para os países em desenvolvimento, garantir a qualidade e a segurança do nosso suprimento de água é algo fundamental. A análise química para a agricultura depende, muitas vezes, de testes de laboratório caros e demorados, realizados longe da fazenda. Como resultado disso, essa análise é feita com pouca frequência e fica limitada a um número pequeno de amostras.

Dessa forma, nosso time se propôs a encontrar uma maneira de simplificar esse processo e fazer com que seja acessível para o pequeno agricultor monitorar a saúde do solo e da água. Esse protótipo, o AgroPad, permite a análise química em tempo real, e in loco, de uma amostra de solo ou água, usando para isso a Inteligência Artificial.

Então, como isso funciona?

Uma gota de água ou amostra de solo é colocada no AgroPad, que é um dispositivo de papel do tamanho de um cartão de visita. Com isso, o chip microfluídico dentro do cartão realiza uma análise química da amostra, no próprio local, e disponibiliza o resultado em alguns segundos.

Os resultados desses testes colorimétricos são exibidos por meio de um conjunto de círculos no verso do cartão, com a cor de cada um deles representando a quantidade de um determinado elemento químico na amostra. A partir daí, o produtor só precisa utilizar seu smartphone com um aplicativo dedicado para fotografar o AgroPad e receber de forma imediata o resultado do teste químico.
AgroPad: “AI on the edge”

Essa abordagem de computação, chamada “AI on the edge”, usa algoritmos de aprendizado de máquina e também de processamento de imagem para traduzir a composição e a intensidade das cores medidas em concentrações de elementos químicos na amostra, tornando-a mais confiável do que testes baseados apenas no olhar humano. Esses dados podem ser transmitidos simultaneamente para uma plataforma de computação em nuvem e rotulados com uma etiqueta digital que identifica unicamente o teste, juntamente com a hora, a localização e os resultados da análise química. A plataforma de nuvem permite o gerenciamento e a integração de milhões de testes individuais realizados nos mais diversos horários e locais. Essa é uma característica importante para que seja possível monitorar, por exemplo, a mudança na concentração de fertilizantes em uma determinada região ao longo do ano.

Atualmente, temos uma solução-protótipo baseada em cinco parâmetros para testes de solo e água que medem pH, nitrito, alumínio, magnésio e cloro. Além de estarmos ampliando continuamente a biblioteca de indicadores químicos disponíveis para implantação, cada AgroPad pode ser personalizado com base nas necessidades do usuário.

Como os testes em papel podem ser realizados com segurança por qualquer pessoa – sem que ela precise ser uma especialista na área –, a coleta pública de dados com digitalização instantânea em sensoriamento químico torna-se uma possibilidade real. Unindo a produção em massa e o baixo custo do dispositivo baseado em papel com o alcance em grande escala por meio de tecnologias móveis e nuvem, o protótipo exploratório pode revolucionar a agricultura digital e os testes ambientais.

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