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Na Futurecom, IEEE debate desejo dos brasileiros por câmeras de monitoramento integradas a centrais de polícia

Em pesquisa realizada pelo DATAFOLHA, encomendada pela IEEE, maior organização global dedicada aos avanços da tecnologia para o benefício da humanidade, 36% da população brasileira pede a implantação de câmeras de monitoramento integradas às centrais de polícia, para garantir segurança pública, como melhor contribuição da tecnologia para o desenvolvimento urbano. O assunto foi debatido em painel pelos membros sênior da IEEE, Cyro Boccuzzi e Raul Colcher, durante a Futurecom, que se encerra nesta quinta-feira. O Instituto DATAFOLHA realizou ampla pesquisa nacional para descobrir dos brasileiros quais soluções tecnológicas são consideradas as mais importantes para suas cidades. Foram apresentadas 10 opções de tecnologia e ouvidas mais de 2 mil pessoas, de 130 municípios de diferentes portes, em 4 regiões do país.

Semáforos inteligentes e acessibilidade/apoio a deficientes físicos nos meios de transporte públicos praticamente empataram em segundo lugar, com índices bem menores (15% e 14%, respectivamente). Em terceiro lugar, os entrevistados citaram internet sem fio em ruas e praças e o monitoramento de tráfego urbano em tempo real (ambos com 8%), seguidos de interação dos usuários com serviços de transporte público (7%), veículos elétricos (4%), identificação automática de veículos e instalação de sensores em postes de iluminação (ambos com 3%) e sistemas inteligentes para cobrança de passagens (2%).

O objetivo do painel foi explicar os principais usos da tecnologia em prol da melhoria da vida urbana, além de apontar novas tendências que estão sendo desenvolvidas atualmente, como as redes inteligentes de energia. Um dos principais temas abordados foi redes inteligentes–as chamadas smart grids. Na avaliação de Cyro Boccuzzi, também CEO da consultoria ECOEE, “as redes inteligentes são a base fundamental da sociedade do século 21, uma vez que nada funciona sem energia: precisamos de um serviço confiável para manter segurança e conforto elementares, como pegar um elevador ou pagar uma conta com cartão de crédito. Empresas brasileiras vêm fazendo investimentos significativos na área de automação de subestações e redes e de tecnologia de comunicação e informação. E os consumidores brasileiros já começaram a adotar sistemas próprios de geração de energia, cujos preços estão caindo vertiginosamente no mercado internacional”.

Para Raul Colcher, CEO da consultoria Questera, “a implementação e uso de smart grids se encontram em fase inicial no Brasil, mas já existem investimentos privados representativos para o desenvolvimento e certificação de medidores inteligentes, dispositivos essenciais à viabilização das redes inteligentes de distribuição”. Porém, segundo aponta Boccuzzi, “ainda há a necessidade de regulamentar as tarifas inteligentes, que sinalizam adequadamente os custos de capacidade e congestionamento de redes. “Elas são a base de mudança do comportamento das pessoas para que haja o consumo consciente de energia; e, para sua implantação progressiva, as concessionárias ainda precisam fazer investimentos significativos, pois é preciso integrar essa geração distribuída ao seu sistema de forma eficiente. Ainda, haverá a necessidade de investimentos em medição inteligente”.

Melhoria da iluminação pública- Outro desafio é fornecer iluminação pública eficiente para as cidades. Para Boccuzzi, o Brasil tem uma grande oportunidade de implementar iluminação a LED, tecnologia madura e com bom custo-benefício. Entretanto os municípios, legalmente responsáveis pela gestão e expansão do serviço de iluminação pública, enfrentam restrições orçamentárias e exigências de investimento em outras áreas, como saúde, transporte, segurança e educação. “A saída tem sido a busca de parceiros privados para a operação e modernização destes serviços que, em função de sua granulosidade e presença no meio urbano, têm a vocação natural de ser a porta de entrada para a conectividade, podendo, assim, viabilizar uma grande melhoria nos demais serviços públicos, como transporte, segurança, saúde e outros”, afirmou.

E Colcher destacou um aspecto importante: “Quando se fala de iluminação pública, é importante ter em conta o papel que esses sistemas podem desempenhar no contexto das chamadas cidades inteligentes. O poste de iluminação, por ser um elemento de mobiliário urbano bem presente em todas as partes, também pode servir para ancorar sistemas vitais para a implementação de outras tecnologias essenciais, como, por exemplo, a de redes de acesso de dados (WiFi), postos de acesso à informação sobre transportes públicos ou difusão de câmeras de vídeo para monitoramento em centros de supervisão e controle e/ou apoio à segurança pública”.

O futuro das energias renováveis- Energias renováveis também são componente fundamental do futuro e, segundo Boccuzzi, o Brasil tem a mais bem-sucedida trajetória na área, possuindo a matriz elétrica mais limpa do mundo, construída à base de hidroeletricidade, além de também ter-se destacado em outras áreas de renováveis, como o álcool automotivo, a geração por biomassa, a energia eólica e mais recentemente a solar. “Certamente permaneceremos na vanguarda destas energias, por causa das dimensões e diversidades regionais do País e o extenso potencial existente para a sua exploração em base econômica”, prevê. O grande desafio dos próximos anos, porém, será rever o modelo econômico das concessões para integrar estas fontes distribuídas aos sistemas existentes.“Isso exigirá investimentos das companhias de distribuição e transmissão em sistemas de controles e equipamentos que preparem os sistemas atuais para a nova realidade, uma vez que foram projetados para operar de modo unidirecional. E o crescimento de pontos de injeção de renováveis no nível dos consumidores, de modo granular, trará a inevitável necessidade de gerenciamento dinâmico e situacional de fluxos de potência e da carga, de modo harmonioso”, sugeriu Boccuzzi.

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“Operação robô” na medicina

854843_1 Erros médicos estão entre as causas de morte mais comuns nos Estados Unidos. Para combater esse problema e aumentar a taxa de sucesso em cirurgias, o engenheiro Blake Hannaford, membro sênior do IEEE – Instituto de Engenheiros Eletricistas Eletrônicos e diretor do Laboratório de Biorrobótica na Universidade de Washington, EUA, aposta no Raven, robô-cirurgião semi-autônomo, que vem se tornando fundamental para auxiliar os médicos durante procedimentos cirúrgicos.

Blake Hannaford é doutor em Engenharia Elétrica pela Universidade da Califórnia e especialista em robótica medicinal. Foi premiado pelo IEEE no começo de sua carreira por suas realizações em engenharia para a sociedade médica e biológica. Ele explica que, para programar o Raven, foram utilizados algoritmos similares aos de videogame. “Nossa equipe descobriu que o uso de algoritmos de inteligência artificial chamados de ‘árvores de comportamento’, feitos para alguns jogos, podem ser usados com uma linguagem modelo para procedimentos médicos automatizados”, afirma.

Blake Hannaford, doutor em Engenharia Elétrica pela Universidade da Califórnia, é especialista em robótica medicinal, inclusive foi premiado pelo IEEE no começo de sua carreira pelas suas realizações em engenharia para a sociedade médica e biológica. Ele explica que, para programar o Raven, foram utilizados algoritmos similares aos de videogame. “Nossa equipe descobriu que o uso de algoritmos de inteligência artificial chamados de ‘árvores de comportamento’, feitos para alguns jogos, podem ser usados com uma linguagem modelo para procedimentos médicos automatizados”, afirma.

Raven tem proporcionado maior destreza e precisão aos cirurgiões, diminuindo as chances de erros cometidos que podem levar a complicações ou até mesmo à morte. Segundo Hannaford “as árvores de comportamento de inteligência artificial têm aplicações diretas para a programação do Raven, e irão proporcionar a milhões de pacientes, tratamento de ponta, graças a procedimentos com alta precisão e minimamente invasivos”.

Sobre o IEEE – O Instituto de Engenheiros Eletricistas Eletrônicos é a maior organização mundial técnico-profissional dedicada a avanços tecnológicos em benefício da humanidade. Recentemente, IEEE incorporou tecnologias e ideias externas para direcionar inovações em campos da robótica, como combate a desastres naturais, campo médico, engenharia biomecânica, entre outras.

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Smartphone, o objeto tecnológico mais desejado em 2016

Este foi o resultado de pesquisa do IEEE – Instituto de Engenheiros Elétricos e Eletrônicos, maior organização profissional do mundo dedicada ao avanço da tecnologia para benefício da humanidade, sobre as principais tendências tecnológicas que vão dominar o cenário em 2016

Enquanto o smartphone continua como objeto tecnológico mais desejado, a maioria dos brasileiros ainda sonha possuir carros elétricos e híbridos em 2016

Nas ruas, restaurantes, transportes coletivos, praticamente em todos os locais, uma cena domina a paisagem: alguém teclando ou falando em seu smartphone. E a força desta tecnologia se confirma em pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha a pedido do IEEE, maior organização profissional do mundo dedicada ao avanço da tecnologia para benefício da humanidade, segundo a qual o smartphone será o item tecnológico mais influente em 2016 (com 25% da amostra). Logo em seguida, com 22%, vêm os aplicativos para a saúde. Tablets e carros elétricos e híbridos empatam em terceiro lugar, com 18% das previsões.

Entre os dias 23 e 27 de novembro, a Datafolha realizou 2.074 entrevistas em amostra representativa da população brasileira acima dos 16 anos (o que equivale a 151.389.175 habitantes) em mais de 120 municípios de todas as regiões do País. E, entre os mais jovens, os smartphones alcançam 35% das citações, enquanto a amostra de pessoas mais velhas revelou maior dificuldade em apontar essas tendências, sobretudo na faixa de menor escolaridade e renda mais baixa.

Também figuram como tendências para o próximo ano: tablets (18%), notebooks (15%), drones (15%) e tecnologia para implante em humanos (15%), automação residencial (14%), aparelhos digitais de música ou aparelhos sonoros digitais (12%), impressoras 3D (12%), robôs (11%) e realidade Virtual (9%).

“Estes indicadores reforçam a crescente preocupação da população com o monitoramento da saúde e do bem estar e que enxergam as novas tecnologias como importantes aliadas por mais qualidade de vida e saúde”, destaca Raul Colcher, membro sênior do IEEE no Brasil.
Supérfluos

A pesquisa também quis saber quais os itens que serão mais supérfluos em 2016 – lista liderada pelas câmeras digitais com 17% das opiniões (e 30% entre os mais escolarizados), já que hoje sua função pode ser exercida pelo smartphone. Em segundo lugar vêm os aparelhos digitais de música ou aparelhos digitais sonoros (com 12%), igualmente “vítimas” da proliferação dos smartphones, que também cumprem essas funções. Em terceiro lugar, bem abaixo, empatam três itens, com 8%: robôs, notebooks e tablets.

Sonho

E quais os itens que a população brasileira sonha possuir em 2016? Segundo o Datafolha, venceram os carros elétricos e híbridos, com 16% das respostas, sobretudo entre homens e com maior escolaridade. Logo em seguida vêm os aplicativos para saúde, com 15%, e os smartphones mais avançados, com 14%.

Segundo o Datafolha, a escolha desses itens é coerente com a atual realidade das pessoas, que cada vez mais buscam alternativas sustentáveis e econômicas para suas rotinas e se preocupam com seu bem-estar.

As faixas etárias também tiveram grande peso nas respostas: entre os mais jovens, a maioria dos itens avaliados ficou acima da média geral, como a realidade virtual, que obteve 18% das preferências entre eles (o dobro do total das menções), e os robôs, que receberam 19% das indicações (contra 11% do total da amostra). Entre os mais escolarizados também são registrados índices acima da média, como os drones, que obtiveram 27% das indicações (contra 15% do total).

Para o Datafolha, a percepção da população sobre os itens tecnológicos avaliados depende do entendimento sobre cada um deles, muitos ainda pouco conhecidos. No caso dos aplicativos para a saúde, por exemplo, ainda é necessário aprofundar a interpretação dos resultados, para determinar se os entrevistados os destacaram apenas pela expectativa genérica de que ajudarão no combate às doenças ou se já conhecem especificamente suas funções.

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