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Embratel e T-Systems anunciam parceria para oferecer conectividade IoT no Brasil

A Embratel e a T-Systems acabam de anunciar uma parceria para oferta de conectividade IoT (do inglês, Internet das Coisas) para o mercado brasileiro. O acordo vai permitir a oferta, no Brasil, do IoT Service Portal, já disponibilizado pelo Grupo Deutsche Telekom em diversos mercados globais, incluindo Europa, Estados Unidos e China.

Como resultado, a T-Systems Brasil, braço da Deutsche Telekom para oferta de serviços corporativos e soluções e serviços globais de TIC, e a Embratel, líder em telecomunicações e com forte atuação em mobilidade corporativa e em TI, estão anunciando um acordo que vai permitir a comercialização de conectividade IoT no mercado brasileiro. Por meio da parceria, a T-Systems Brasil vai utilizar a rede da Embratel/Claro, tornando-se uma MVNO (Mobile Virtual Network Operator). A oferta do serviço começa no início de 2018.

“Atualmente, toda grande companhia precisa de conectividade para os aplicativos IoT que estão procurando implementar. Certamente nossa parceria com a Embratel vai permitir à T-Systems Brasil e ao Grupo Deutsche Telekom trazer serviços inovadores para o mercado brasileiro”, afirma Ideval Munhoz, presidente da T-Systems Brasil.
“Por meio desta parceria, a T-Systems terá acesso à melhor tecnologia do mercado. Com o suporte da Embratel, a T-Systems terá conectividade, disponibilidade e qualidade de rede para suportar as operações de IoT de seus clientes globais no Brasil”, diz Marcello Miguel, Diretor Executivo de Marketing e Negócios da Embratel.
O IoT Service Portal, da Deutsche Telekom, permite aos seus usuários operar e controlar, em tempo real, comunicações M2M (Machine-to-Machine), permitindo às áreas de negócios monitorar todos os seus cards M2M com seus correspondentes planos de dados e volumes de transmissão.

Além disso, os usuários podem ativar, bloquear ou desabilitar seus SIM Cards M2M e também mudar seus planos de dados e funcionalidades. Para controlar a transmissão de dados, eles podem criar alertas para cada card, recebendo notificações automaticamente. O portal é acessível por meio de uma conexão segura e suas funcionalidades podem ser facilmente integradas com ambientes de TI já existentes graças a APIs (Application Programming Interfaces) que podem ser utilizadas automaticamente.

Conectividade IoT em diferentes indústrias e fronteiras

Mais e mais companhias de setores como o automotivo, energia, saúde e transporte vem operando internacionalmente, enfatizando a necessidade de integração das soluções locais de IoT com um contexto global. Estas empresas levam a integração móvel, com os mais diferentes tipos de equipamentos IoT, às suas sedes, permitindo o acompanhamento de consumo de dados em tempo real, ou o controle remoto de máquinas, monitorando sua operação. Por isso, o IoT Service Portal da Deutsche Telekom foi desenvolvido com estes desafios em mente, oferecendo conectividade gerenciada em todo o mundo.

Mais informações sobre o IoT Service Portal da Deutsche Telekom e suas ofertas dedicadas podem ser obtidas em: http://iot.telekom.com/en/

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T-Systems Brasil vai ampliar data center próprio em 2017

A T-Systems, provedora alemã com amplo portfólio digital de soluções e serviços de TI, com destaque no Brasil em consultoria SAP, desenvolvimento e sustentação de sistemas/AMS, plataforma cloud privada e IoT, vai ampliar o seu data center localizado em Barueri (São Paulo) em 2017. O movimento, que vai contar com investimentos de R$ 20 milhões, tem o objetivo de manter os índices de crescimento da base de clientes cloud da companhia.

Ideval Munhoz, presidente da T-Systems Brasil, lembra que 2016 foi um ano de aprendizado e que, apesar da instabilidade, os resultados conquistados pela empresa foram positivos. “O primeiro trimestre foi de incertezas, mas depois do terceiro trimestre, o mercado corporativo começou efetivamente a enxergar um horizonte”, afirma. Com isso, muitos projetos foram reavaliados ou retomados, fazendo com que diversos contratos fossem concretizados no final do ano. “Isso não ocorreu no mesmo volume de 2015, mas o quarto trimestre foi o melhor do ano, além de trazer uma série de novos negócios que serão fechados este ano”, revela.

Munhoz ressalta que a grande maioria destes contratos sãodirecionados para a plataforma em nuvem da T-Systems, resultado dos investimentos feitos pela companhia ao longo dos últimos anos. “Outro grande movimento, e que também depende de nosso data center, é para a plataforma SAP que temos hoje, já com várias implementações concluídas”, afirma.

Data center

Para atender ao crescimento desta demanda, a T-Systems Brasil segue ampliando seu data center, o T-Center. Localizado em Barueri (SP), o data center conta hoje com 1.800 metros quadrados. Guilherme Barreiro, executivo responsável por Data Center e Cloud na T-Systems do Brasil e na região Américas, lembra que ele foi construído de forma modular. “Os primeiros 600 metros quadrados foram entregues em 2011 e as salas seguintes foram entregues de acordo com o crescimento da demanda”, diz, lembrando que os últimos 600 metros quadrados foram entregues em maio de 2016.

Para chegar ao status atual, o T-Center vem recebendo investimentos constantes. Foram R$ 50 milhões para sua criação, em 2011. “No ano passado foram investidos R$ 25 milhões em sua ampliação e, para este ano, estão previstos mais R$ 20 milhões”, revela Barreiro. Ao todo, o data center atende hoje mais de 50 clientes, todos empresas. Neste grupo, há clientes globais da companhia, como BAT, Shell e Thyssengroup e outros locais, como Qualicorp, Kroton, Líder Magazine, Casa&Vídeo e Grupo ABC.

O T-Center tem certificação tier III desde 2011 e conta com todas as suas camadas de segurança certificadas pela Kroll. “Além de todo o investimento na expansão, nos últimos dois anos investimos cerca de R$ 10 milhões na melhoria de itens como segurança e eficiência energética. Com tudo isso, nosso business plan para os próximos quatro anos já prevê a análise de futuras possibilidades de expansão”, revela Barreiro.

Posicionamento

A expansão é parte importante da estratégia da T-Systems Brasil, que vem se posicionando para ajudar seus clientes na chamada transformação digital. “Somos hoje fortes parceiros de nossos clientes em projetos onde se definem novas arquiteturas de sistemas e na implementação destas soluções”, lembra Munhoz. Para o presidente da T-Systems Brasil, o grande desafio enfrentado pelas empresas brasileiras hoje é definir quando e como utilizar a arquitetura cloud. “Nosso papel é trabalhar como efetivo integrador para ajuda-los lá na frente e por isso nos preparamos para sermos o fornecedor que vai integrar todas as suas áreas de negócios, porque esta transformação não envolve apenas uma área ou solução”, lembra.

Com este cenário, Munhoz acredita que, em 2017, a T-Systems deve superar as previsões de analistas, atingindo média de crescimento de dois dígitos no Brasil. “Isso em função de empresas que precisam buscar competitividade, revisar e otimizar processos e buscar o efetivo benefício da tecnologia em seus negócios apoiando nossos clientes na Transformação Digital”, conclui.

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Segurança e Internet das Coisas. Já pensou nisso? – Por Ideval Munhoz

Organizar a segurança industrial na era da Internet das Coisas (IoT) é uma tarefa bastante complexa, já que não existe uma única solução que atenda a todas as necessidades. A segurança total é tão irreal quanto o desejo de implementar medidas de segurança uma única vez e dar o problema por resolvido. A segurança continua sendo um alvo móvel e, por isso, as estratégias e medidas de segurança de TI precisam estar em constante desenvolvimento.

Mesmo reconhecendo que não exista uma solução que solucione todos os problemas – internos e externos – de uma só vez, há uma série de medidas eficazes surgindo, envolvendo criptografia e autenticação. Ao que parece, a segurança torna-se mais eficiente à medida em que combinamos uma série de metodologias, tecnologias e produtos.

Ao mesmo tempo, fabricantes de equipamentos, operadores de redes e provedores de software e serviços devem unir forças para o desenvolvimento de padrões comuns para o tráfego de dados na Internet das Coisas. Enquanto isso não acontece, seguem aqui alguns pontos que devemos ter em mente:

A maioria das empresas tem espaço para criar infraestruturas seguras de TI. Mas atualmente apenas uma em cada quatro tem uma estratégia própria de segurança revista e atualizada com regularidade. No início da era da Indústria 4.0 é imprescindível que se conte com uma estratégia que cubra tanto a tecnologia como a segurança operacional;

A implementação de qualquer estratégia de segurança deve ser baseada em uma análise de risco da infraestrutura e dos ativos da companhia. Essa análise vai determinar que riscos são aceitáveis e que metodologias, tecnologias e produtos a companhia deve implementar;

Segurança da Internet das Coisas deve ser preventiva e proativa, seguindo uma abordagem integrada de desenvolvimento de processos e produtos que garanta a proteção da planta e da infraestrutura de TI em igual medida. No desenvolvimento de software, a segurança de TI começa com a primeira linha de código. Também é aconselhável a aquisição de hardware e software certificados;

Uma arquitetura de segurança para a Indústria 4.0 deve ter em seu coração os princípios da abordagem de defesa em profundidade e contar com uma estrutura com vários estágios. Além disso, deve gerar visibilidade entre os funcionários, diretrizes para a segurança física de máquinas e instalações, um framework de segurança para a rede corporativa, protegendo computadores e equipamentos, e contar com regulamentos que vinculem autenticação de pessoas e máquinas.

Nas interfaces externas das redes industriais, os pontos de acesso e de entrega tornam-se cada vez mais alvos de hackers que, ao atacar a segurança de TI, dirigem seus ataques à segurança operacional, muitas vezes passando despercebidos. Para prevenis esse tipo de ataque, devem ser estabelecidas ou ampliadas as funcionalidades de prevenção, detecção e reação;

A criptografia do tráfego de dados, combinada com a autenticação de pessoas e máquinas, garante um alto nível de segurança. Por isso o desenvolvimento de organismos de certificação e de verificação de identidades ao longo da cadeira de valor é um pré-requisito fundamental para a colaboração nas redes industriais;

As aplicações de Indústria 4.0 trazem com elas novos desafios de armazenamento para as empresas. Sensores inteligentes geram um volume enorme de dados que devem ser processados por programas de análise (análise preditiva, data mining etc.). Em muitos casos, isso torna indispensável o envolvimento de fornecedores externos, que precisam estar conectados à rede por meio de interfaces seguras. Para lidar com os requisitos de armazenamento e segurança, são recomendáveis plataformas como a Cloud of Things, que também podem controlar as máquinas e automatizar processos;

Com seus processos automatizados, o conceito de Indústria 4.0 elimina a distinção entre produção e escritório para a TI. Para garantir a segurança, dos sensores às aplicações Office, é aconselhável reunir as responsabilidades pelos dois em um departamento que centralize o gerenciamento de segurança. Com a crescente fusão das redes corporativas com redes inteiras de criação de valor, cada uma com seus requisitos de segurança, torna-se mais importante coordenar medidas de segurança não apenas na empresa, mas também com parceiros e provedores de serviços;

A Indústria 4.0 inaugura a conexão entre empresas e criação de redes de valor. Para criar cooperação neste nível, é necessária a criação de normas comuns que possibilitem o desenvolvimento de uma arquitetura de referência que possa descreve-las e implementa-las.

Por Ideval Munhoz, presidente da T-Systems Brasil

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