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Gateway de fintechs: a importância nas integrações de soluções de pagamento

Por Thiago Arnese

Com a crescente demanda do mercado de pagamentos, novas fintechs são criadas anualmente. Segundo levantamento do Radar FintechLab, que monitora essas empresas, o setor teve um aumento na abertura das chamadas startups do mundo financeiro de 40% durante 2017, indicando a ampla adesão no mercado. Porém, a grande oferta pode ser também um problema quando as tecnologias não se comunicam entre si.

As companhias que atuam com essas tecnologias, seja para a emissão de boletos, conciliação de caixa, microcrédito, banco digital e muitas outras especificidades, acabam dificultando sua eficácia devido a quantia de informações e ferramentas que devem ser geridas e integradas, transformando essas tarefas, em algo complicado por causa da falta de integração com sua solução de frente de caixa.

Diante de um panorama de retomada econômica, as organizações precisam estar preparadas para atuar de maneira assertiva, de forma a alcançar rapidamente seu potencial mercado. Para isso, é fundamental contar com um bom parceiro que seja capaz de dar escabilidade conectando em uma gama muito maior de clientes e unificar as soluções utilizadas pelas corporações. Ou seja, é essencial para uma fintech escalar sua operação, atuar com um hub/parceiro que conecte diversos players.

Especificamente no ecossistema de pagamentos, há maneiras de criar a própria solução de pagamentos conectada de maneira fácil a fornecedores de hardware, logística, emissores de cartão e instituições de pagamentos.

Ao atuar com esse tipo de tecnologia, além de unificar as interfaces e garantir seu gerenciamento de maneira simples, as empresas também ganham uma receita financeira, dessa forma monetizando com a rede de estabelecimentos já existente.

Ao integrar as opções oferecidas por diversas fintechs, as empresas podem se beneficiar e aproveitar todo o potencial da unificação das ferramentas, resolvendo diversos problemas da gestão de pagamentos e expandindo seu potencial de lucro por meio da redução de custo e avanço da capacidade transacional, beneficiando toda a cadeia.

Thiago Arnese é fundador da Hash lab, empresa de tecnologia para o ecossistema de meios de pagamentos.

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Open banking: tecnologia a serviço do consumidor e a revolução das soluções financeiras

Por Thiago Arnese

O conceito de open banking pode soar como novidade para a maioria das pessoas. Porém, esse é um assunto que se faz cada vez mais presente na economia mundial, uma ideia que vem modificando a experiência dos usuários ao criar todo um novo universo de oportunidades.

Ele consiste na utilização de APIs abertas de um ou mais bancos para criar produtos e soluções sobre aquela tecnologia, aumentando o alcance, a diversidade e as possibilidades do seu uso. Dentre as possibilidades dessa inovação, está a de plugar diversas APIs em uma única solução de pagamentos. Assim, com um ponto de interação unificado, é possível, além do acesso ao ecossistema de pagametnos, acessar o ecossistema bancário.

O open banking possui, atualmente, importância vital para a cadeia de pagamentos. Isso por causa de seu potencial de levar aos clientes uma solução mais completa e unificada, possibilitando que, por meio da completude da ferramenta, ela seja o próprio banco dos clientes ou redes de estabelecimentos.

O boom das fintechs nos últimos anos pode estar ligado ao fato de a tecnologia ou a experiência do usuário (UX) dessas companhias serem melhores do que presentes no atual modelo bancário – ou pelo fato de elas não possuírem o mesmo fardo regulatório dos players tradicionais. Seja qual for a causa, o open banking vem para fortalecer essa tendência.

Com o aumento na quantia de soluções oferecidas, é normal que haja, também, um crescimento por parte da adesão de clientes ao open banking. Isso reflete em um aumento de concorrência, o que é muito bem visto no mercado, pos assim, a tecnologia avança de maneira ainda mais rápida, assertiva e inovadora.

Nesse cenário, o papel de instituições como o Banco Central do Brasil (BACEN) é primordial para fomentar e capilarizar conceitos como o open banking. Cada vez mais empresas que estão inseridas em algum nicho, como a venda direta, franquia, sistema de salões de beleza, distribuidores ou atacados, estão trazendo serviços financeiros para a rede de clientes. Nesse contexto, o open banking é um enorme viabilizador de novos negócios e criação de uma nova linha de receita que não era possível antes.

Thiago Arnese é fundador da Hash lab, empresa de tecnologia para o ecossistema de meios de pagamentos.

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Os desafios da nova geração de fintechs

Por João Miranda

Desde que o termo fintech surgiu, esse tipo de empreendimento que une a tecnologia e inovação com os serviços financeiros, tem se expandido no mundo todo, inclusive no Brasil. Em dados divulgados pela Conexão Fintech, que monitora o setor, apenas em 2016 foram US$ 161 milhões investidos na área, o que rendeu ao Brasil o 8º lugar nesse mercado.

Nesse cenário, novas empresas despontam com soluções para suprir gaps como microcrédito, dados, investimentos, transferências de recursos internacionais e pagamentos. Porém, com a presença dominante de tradicionais companhias financeiras, muitas fintechs enfrentam impedimentos para se estabelecer. Apesar da variedade de produtos que essas startups oferecem, a escalabilidade e a distribuição de seus serviços ainda são alguns dos entraves a serem resolvidos.

Um dos principais desafios é a burocracia nos processos financeiros e o domínio das grandes corporações que dificultam a inserção de novos players. O outro é a integração com as tecnologias das empresas existentes, já que algumas delas atuam com o mesmo sistema há 20 anos.

Por exemplo, fintechs de soluções de pagamentos enfrentam uma infinidade de regulamentações do setor, como a recente revisão da circular 3.765 do Banco Central, a qual prevê a liquidação centralizada das transações de cartões obrigatoriamente via câmera de pagamento a partir de setembro. Quando se fala do mundo físico, a barreira de entrada é ainda maior, principalmente devido à segurança das transações.

Esses desafios fornecem o cenário ideal para a inovação e soluções que geram mais valor para os usuários, como o surgimento de bancos digitais que reinventaram o relacionamento entre Banco e Cliente.

Pensar em tecnologias integradas seria uma forma de preparar o mercado financeiro para essa nova realidade para fugir das grandes companhias, como uma fintech de pagamentos atrelada à outra com foco em microcrédito. Além disso, ter uma visão geral do mercado e procurar os melhores parceiros para distribuir o produto deve ser o principal diferencial para que as companhias sejam capazes de escalar.

João Miranda é fundador da Hash lab, empresa de tecnologia para o ecossistema de meios de pagamentos.

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