Tag gestão de pessoas

5 cuidados para a humanização nas empresas

Em um mundo onde a tecnologia abriu canais públicos de comunicação e conexão, os recursos humanos enfrentam um novo desafio. As pessoas procuram locais de trabalho mais humanizados, onde a abertura é o padrão para a comunicação, a voz do colaborador é ouvida e os integrantes de cada equipe se sentem especiais, significativos e conectados.

Home-office, mesa de bilhar, happy hours, levar o pet para o trabalho, reuniões de feedback e folga no dia do aniversário são alguns benefícios que chamam a atenção para quem está procurando um ambiente de trabalho mais humanizado.

“Embora concentrar-se nos aspectos humanos seja fundamental para que os colaboradores se sintam valorizados, as empresas precisam tomar cuidado para não pecar pela humanização por si só, perdendo o foco do resultado, que pode fazer com que a produtividade dos colaboradores caia, ou colocar em risco o limite entre o que é vida profissional e o que é vida pessoal. Esses dois aspectos devem ser integrados, mas não misturados. Assim, a humanização deixa de ser um aspecto positivo e pode causar problemas para a empresa e para os funcionários”, explica a especialista em desenvolvimento humano Susanne Andrade, autora do best-seller “O Segredo do Sucesso é Ser Humano”.

Confira alguns cuidados importantes na hora de humanizar a empresa:

Trabalho x integração da equipe

Algumas empresas costumam organizar “happy hours” após o expediente para promover a troca de ideias, descontrair, ou até mesmo estreitar os laços entre os colegas de trabalho. “Apesar de ser uma ótima ideia, essa é uma questão à qual o empregador deve se atentar, pois como se sabe, não são todas as pessoas que sabem separar momentos de descontração e trabalho”, comenta a especialista.

Existem casos em que funcionários encerram o expediente mais cedo para começar a organizar o “happy hour”, por exemplo, ou de pessoas que se excedem no entusiasmo ou na bebida. “Deve haver um cuidado para que a confraternização não atrapalhe as atividades da empresa, e não ultrapasse o limite do tolerável em um ambiente corporativo”, comenta Susanne.

Feedback da forma adequada

Embora dar feedback seja indispensável, algumas empresas ainda hoje pecam nesse quesito. “Muitas companhias ainda utilizam o feedback como sinônimo de avaliação de desempenho, como termômetro para categorizar os funcionários entre ‘promovido’ e ‘não promovido’. Essa visão é ultrapassada e um grande equívoco, pois o feedback vai muito além disso. Ele é uma importante ferramenta para manter a equipe motivada e promove o desenvolvimento de habilidades, além dos ajustes necessários na performance”.

Para a especialista, o feedback deve ser praticado sempre que possível. “Ele ajuda nas relações humanas, tanto pelo reconhecimento quanto pelo redirecionamento de comportamento e quanto mais utilizado, mais motivados ficam os profissionais”, explica ela.

Política de home office

As vantagens do home office são inegáveis e, por isso, cada vez mais profissionais têm procurado vagas que oferecem esse benefício ao menos uma vez na semana. “São diversos motivos que podem levar alguém a procurar funções que permitem trabalhar de casa uma ou mais vezes na semana: pais que acabaram de ter bebês, profissionais que moram distante da empresa e querem evitar trânsito, economia com combustível, flexibilidade no horário de almoço, não ter que se preocupar todos os dias com o visual, entre outras razões”.

Mas, infelizmente, nem todo profissional é produtivo atuando no ambiente doméstico. “Dar aquela olhada no que está passando na TV ou ter um desejo incontrolável de tirar uma soneca pós almoço, sem disciplina para suas entregas, são algumas das armadilhas para o profissional que atua em home office”, elenca Susanne.

Por isso, esse recurso tão desejado pelos colaboradores muitas vezes não funciona para todos. “É preciso avaliar muito bem o perfil daquele profissional, seu nível de comprometimento, e também se as funções que exerce são compatíveis com o trabalho de casa. Caso contrário, pode ser um ‘tiro no pé'”, diz a especialista.

Vida profissional x vida pessoal

Hoje é muito comum encontrar empresas que proporcionam espaços de lazer dentro da própria empresa, como mesas de pebolim ou bilhar, e até mesmo vídeo game, para que seus funcionários possam “desestressar” no horário do almoço ou após o expediente.

“Apesar de ser um meio de promover a integração, deve-se tomar cuidado com esse diferencial, pois é preciso ver até que ponto irá humanizar a empresa, para acabar não virando bagunça. Além disso, esse tipo de iniciativa pode incentivar os colaboradores a ficarem até muito tarde no escritório todos o dias, participando de atividades de lazer com os colegas. Isso pode ser prejudicial, pois manter um limite entre vida profissional e pessoal é necessário e saudável. É essencial o foco no equilíbrio”.

Escritórios “pet friendly”

Permitir que os colaboradores levem seus pets ao trabalho, ao menos uma vez ao mês, é uma tendência que teve início nos Estados Unidos e acabou vindo para o Brasil. Hoje já é possível encontrar alguns escritórios no país que permitem que o funcionário leve seu cão ao trabalho.

“Apesar de algumas pesquisas apontarem que ter um animal de estimação no ambiente de trabalho alivia o estresse e melhora a produtividade, também é preciso cautela, afinal, não há quem resista a um cãozinho fazendo graça e pedindo carinho, por isso o pet pode acabar distraindo os colaboradores, ou até mesmo incomodar pessoas que têm fobia de animais. Avaliar todo o contexto é essencial”, explica.

Tags, , , , ,

Mensurar resultados de treinamento é tão importante quanto investir em qualificação

A forma mais inteligente de engajar e reter talentos nos negócios e, consequentemente, melhorar seus serviços é investir em pessoas. Quanto mais investimento houver para o desenvolvimento e crescimento dos colaboradores, maior será a vontade deles de se aplicarem e mais valorizados eles se sentirão para realizar as atividades diárias.

Para planejar a qualificação das equipes, a primeira coisa a se fazer, segundo especialistas que atuam neste segmento, é o levantamento das necessidades do treinamento. Existem algumas perguntas básicas que podem ajudar nesse processo: O que quero melhorar? Para que preciso treinar? Por que preciso treinar? Para quem esse treinamento é importante?

Alexandre Slivnik, especialista em gestão de pessoas, com especialização em Harvard – Graduate Schoool of Education, diretor da Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento (ABTD) explica que somente através das respostas desses questionamentos, será possível identificar quais os pontos principais a serem desenvolvidos no negócio. “O desenrolar desse planejamento deve ser feito diariamente, através do treinamento formal em uma sala de aula ou, até mesmo, no dia-a-dia no próprio ambiente de trabalho. O ponto principal é estar em constante evolução”, defende Slivnik.

Pensando no Retorno Sobre Investimento (ROI), existem diversas ferramentas que ajudam a identificar esse resultado. “A mais fácil de ser utilizada é analisar um grupo que tenha recebido o treinamento e outro que não tenha participado de nenhum e fazer a comparação de resultados entre eles, antes, durante e depois das ações de desenvolvimento”, explica Alexandre.

Esses dados são importantes porque auxiliam na identificação de problemas e na implementação de treinamentos mais efetivos, ajudando a quantifica-los. Para usar essa informação, visando ajustes e melhorias nos processos, antes de mais nada é preciso entender que os números servem para ajudar o gestor a entender a eficácia das suas ações de desenvolvimento. “Ao analisar os números, será possível identificar se o treinamento obteve resultado e se existem colaboradores que precisam participar mais alguma vez dessa formação”, aponta o especialista em gestão de pessoas.

Infelizmente, de acordo com a PwC – prestadora de serviços de qualidade em auditoria – apenas 13% das empresas mensuram ações de treinamento para seus funcionários. Alexandre atribui a isso ao fato que muitos gestores ainda acham que mensurar essas atividades é algo subjetivo e por consequência essa parte de mensurar as principais fases do treinamento acaba não sendo realizada.

Contudo, ele ressalta que a educação corporativa pode trazer grandes benefícios e estratégias efetivas para o negócio e para isso é importante ter o ciclo completo: levantar as necessidades, planejar um treinamento adequado e avaliar os resultados efetivos. “Em cada etapa, é preciso sempre fazer associações aos objetivos da organização, para que tenhamos um alinhamento cada vez mais estratégico”, aponta.

“É preciso transformar em números as ações efetivas que foram implantadas após cada etapa de desenvolvimento”, destaca.

Tags, , , ,

7 características para um líder desenvolver

Por Celso Bazzola

O líder dentro de uma organização torna-se o ponto de equilíbrio e peça-chave para fazer a diferença e buscar resultados, ele deve mais que todos acreditar no potencial da empresa e de sua equipe, infelizmente, podemos notar nas empresas muito bons profissionais que são alçados ao papel de líderes, mas por inabilidade ou despreparo não conseguem desenvolver esse papel adequadamente, o que causa muitos problemas para empresa em relação à clima e resultados.

Assim, só poderá ser agente motivador quem estiver motivado e partido desse princípio, existem características de lideranças que devem ser identificadas e potencializadas. Desenvolver essas competências torna-se fundamental para o sucesso de um líder, resultado da empresa e aumento de sua capacidade de empregabilidade. Podemos destacar alguns pontos fundamentais para atingir este objetivo:

• O primeiro diferencial é que o líder deve ser um apaixonado pelo que faz, se isso não ocorre não haverá inspiração e entusiasmo, assim se quer se tornar um líder, tenha em mente que fazer o que ama e amar o que faz;

• Um líder deve ser um profissional em que as pessoas confiem, por isso deve ser sincero e ter engajamento. Também é importante que demonstre maturidade com base em experiências passadas e teóricas, pois tem que estar em busca pela melhoria contínua a reciclagem;

• O conhecimento do que faz e a curiosidade de estar buscando coisas novas é fundamental, assim, o líder deve ser a base de informações e alternativas, ele deve estar sempre se aprimorando, senão pode virar a liderança que não é muito respeitas;

• Saber arriscar é imprescindível, por isso é fundamental que se tenha audácia quando necessário e posicionar sua opinião, também é necessário que se assuma as responsabilidade e culpas;

• Autoconhecimento e autocontrole são fundamentais, pois só olhando para dentro de si, que o líder saberá como agir com os parceiros e os seus limites.

• Ter resiliência é fundamental, pois é necessário estar pronto para mudar de rota sem perder a serenidade e foco, conduzindo sua equipe nas mudanças que o mercado impõe.

• Comunicar bem é fundamental, hoje um dos grandes erros de uma líder é não saber deixar claro para equipe os caminhos tomados e os motivos, é preciso saber falar, fazer reuniões e convencer.

Enfim, muito se confunde o líder com o “chefe”, mas ser líder não é apenas coordenam os trabalhos, é preciso aprofundamento sobre o tema, onde o líder é inspirador, motivador de equipes, demonstrando o caminho a ser seguido. Com isto, tendem à serem mais respeitados, atingindo a eficiência e resultados necessários para a produtividade e lucratividade da empresa.

Celso Bazzola, consultor em recursos humanos e diretor executivo da BAZZ Estratégia e Operação de RH.

Tags, , , , ,

Fhinck ministra palestra em evento sobre tecnologia e inovação na gestão do capital humano

A Fhinck – startup de tecnologia focada em aumentar a produtividade e eficiência dos processos de negócios -, participa do evento “Tecnologia, Inovação & Startups na Gestão do Capital Humano”, no próximo dia 28, no Cubo. O encontro, promovido por HR Techs – startups com soluções para RHs, visa discutir como a tecnologia está trazendo inovações para a gestão do capital humano no ambiente corporativo, seus desafios de implementação e os benefícios. As vagas são limitadas e as inscrições podem ser feitas no link: http://bit.ly/2t46jHg

Direcionado aos profissionais seniores que atuam na gestão de pessoas, o evento contará com palestras, painel de discussões e boas práticas, além de espaço para conhecer as startups presentes. Na ocasião, Paulo Castello, CEO da Fhinck, ministrará a palestra “Repensando a jornada de trabalho e fatores que alavancam a Produtividade”.

A programação ainda conta com palestras de representantes das startups Nêmesis, mLearn, Vaipe e ViBe-VivaBem. Além do painel com os executivos Antonio Salvador, VP do Grupo Pão de Açúcar; Lilian Gordon, diretora do BNY Mellon; Marcelo Nobrega, diretor da Arcos Dourados; Rafael Lucchesi, diretor do Grupo DASA; e Rita Pellegrino, diretora da TOTVS.

“Tecnologia, Inovação & Startups na Gestão do Capital Humano”

Onde: Cubo – Rua Casa do Ator, 919, Vila Olímpia – São Paulo, SP

Quando: 28 de junho, das 14h às 18h

Inscrições grátis: http://bit.ly/2t46jHg

Tags, , , , ,

Conheça 6 startups que ajudam as empresas a contratar e reter colaboradores

Segundo uma pesquisa realizada pela IBM com seis mil executivos, 66% dos CEOs acreditam que a tecnologia vai gerar valor significativo ao RH, por estar sendo adotada pelas empresas de pequeno, médio e grande porte para reduzir e otimizar gastos nos processos, engajar colaboradores e ainda, diminuir riscos de erro humano, entre outras dificuldades enfrentadas pelo setor do departamento pessoal.

Ao perceberem essa oportunidade de negócio, as HRTechs, startups de soluções digitais para RH, trouxeram mudanças para o segmento oferecendo soluções e facilidades com o melhor custo e benefício para o mercado.

Segue abaixo algumas startups e seus benefícios que podem ajudar as empresas a contratar e reter melhor seus colaboradores:

Convenia: Software na nuvem de Gestão de Pessoas para PMEs, primeira plataforma de automação para o setor de RH que centraliza as informações dos colaboradores. Controlar férias, benefícios, administrar desligamentos, contratações e rotinas do departamento pessoal é um grande desafio para as empresas. Além disso, a startups oferece para o mercado soluções de gestão de benefícios. A empresa faz a venda de benefícios tradicionais como seguros saúde, vida, dental, previdência e opera um clube de vantagens próprio que oferece descontos para os funcionários de empresas clientes em mais de 300 estabelecimentos por todo o país.

Gupy: O sistema de recrutamento e seleção com inteligência artificial ajuda a empresa a estruturar seus processos seletivos, engajar todos os envolvidos e acertar nas contratações, em apenas alguns cliques. Por meio de Inteligência Artificial, e seus robôs programados para coletam informações, preferências e movimentações dos candidatos dentro do software para entender e conectar a empresa que mais combina com o aquele determinado perfil profissional.

Talent Brand: Startup de recrutamento e seleção de candidatos, Talent aposta no mercado de HRTech com soluções de big data e hunting automatizado para encontrar os melhores profissionais de marketing, relacionamento e vendas mais apropriados para empresas de tecnologia.

2XS: Boutique de recrutamento para alta gerência, presidência e vagas estratégicas de liderança. É uma executive search que trabalha do lado do cliente, aconselhando, encontrando e se aproximando dos melhores profissionais do mercado para auxiliar grandes empresas a encontrar a nova liderança. A empresa desenha soluções de recrutamento a partir do zero e de forma personalizada de acordo com as principais qualidades que as empresas parceiras estão buscando nos candidatos e assim, traçam a melhor estratégia para encontrar os profissionais que melhor se encaixam na vaga solicitada.

Love Mondays: Plataforma em que os profissionais avaliam as empresas onde trabalham, e por meio dessas avaliações é possível buscar a empresa ideal. Dessa forma é possível ter conhecimento dos salários e da satisfação dos colaboradores em cada uma das empresas disponíveis no banco de dados. De forma divertida, ela é considerada um instrumento muito legal de avaliação da empresa, além de ser uma ferramenta que avalia os salários de forma muito saudável.

Pin People: Solução de people analytics ajuda empresas a conhecer melhor suas pessoas ao longo da sua jornada – de candidatos a colaboradores -, permitindo uma tomada de decisão mais alinhada à estratégia/cultura organizacional e o aumento de engajamento, produtividade e retenção. A plataforma permite mapear as características de cada pessoa para saber qual empresa mais combina com ela. Além disso, pode ser usado tanto por quem busca empregos quanto por empresas que precisam recrutar novos funcionários.

Tags, , , , , , , ,

CONARH 2018 conta com palestras de executivos das maiores empresas do Brasil

De 14 a 16 de agosto acontece a 44ª edição do CONARH (Congresso Nacional sobre Gestão de Pessoas), um dos maiores eventos sobre gestão de pessoas do mundo. Com o tema “Protagonista da Transformação”, o evento tem o objetivo de mostrar que todos são responsáveis por influenciar as pessoas de forma positiva e que para ter um mundo mais justo, diverso e igualitário, é necessário colocar em prática as ações, ser o protagonista da verdade.

Com mais de 30 palestras e painéis o CONARH 2018 já conta com grandes nomes em sua grade. Confira:

“A grande revolução: seja uma marca” – Leo Chaves, cantor, palestrante, presidente fundador do Instituto Hortense e autor do livro “No colo dos Anjos”

Irá dividir experiências relacionadas a carreira profissional e pessoal, quedas, frustrações, dificuldade, obstáculos, tudo o que enfrentou e superou na vida. Com base em seus estudos sobre inteligência emocional e gestão da emoção, também utiliza um pouco de filosofia, modelo educacional escolar e familiar.

“Como desenvolver Líderes Exponenciais” – Gustavo Werneck, CEO da Gerdau

Gustavo é o primeiro CEO que não pertence à família Gerdau em 116 anos. Há 13 anos na companhia, é conhecido por um estilo enérgico e a capacidade de bater metas. Irá compartilhar como o RH foi importante no desenvolvimento do seu potencial e como viveu o programa de sucessão.

“As 5 novas competências para desenvolver carreiras e empresas de sucesso” – Mauricio Benvenutti, Sócio da StarSe e autor do livro “Incansáveis”

As novas tecnologias e como ela está impulsionando a mudança nas pessoas, organizações e sociedade. Estamos mesmo promovendo a mudança ou ela está nos impulsionando a mudar? O que vem pela frente? Como me preparar?

“A startup que reinventou o sistema de saúde no Brasil” – Thomaz Srougi, Fundador do Dr. Consulta

A história dos empreendedores que querem protagonizar uma das maiores ondas de impacto já vistas no mercado de saúde brasileiro. O Dr.Consulta realiza cerca de 55 mil atendimentos por mês, com uma rede de 600 médicos. Criada em 2011, só este ano, em plena crise financeira do país, abriu oito novas unidades, totalizando 20 na capital e na região do ABC.

“A diversidade na perspectiva dos CEO´s” – Cristina Palmaka, CEO da SAP Brasil e Sérgio Rial, Presidente Executivo do Santander Brasil

Moderador: Mílton Jung, Jornalista, âncora do Jornal da CBN e do programa Mundo Corporativo, co-autor do livro “Comunicar para Liderar” e autor de “Jornalismo de Rádio”
Debate sobre como os CEO’s veem a diversidade nas empresas. Seus respectivos programas funcionam? Quais as lições aprendidas? Que mensagem gostariam de passar para os RH’s, para que efetivamente tragam a diversidade de mindset para as organizações?

Os conteúdos serão divididos entre palestras Magnas e Simultâneas, todas ministradas por profissionais renomados do mercado brasileiro e internacional.

As inscrições já estão abertas, e podem ser feitas no site http://www.conarh.com.br, pelo e-mail congressista@conarh.com.br ou pela nossa central de atendimento (11) 3138-3420.

44º Congresso Nacional sobre Gestão de Pessoas
Data: 14, 15 e 16 de agosto de 2018
Local: São Paulo Expo
Endereço: Rodovia dos Imigrantes, s/n – Km 1,5 – Vila Água Funda

Tags, , , , , , , ,

Lideranças discutem o papel do RH na era digital no HR Conference

Helen Rosethorn, CEO da consultoria britânica Prophet e autora do livro The employer brand: keeping faith with the deal, esteve no Brasil exclusivamente para participar do HR Conference. Com a ponderação de que as organizações precisam vivenciar o processo de transformação digital e moldar sua cultura de acordo com as novidades tecnológicas, a executiva questionou como os Recursos Humanos podem implementar essas mudanças no mundo corporativo, visto que a falta de investimento é a maior barreira enfrentada pela área.

Para isso, elencou três dicas fundamentais aos profissionais da área:

– os funcionários também são consumidores no mundo digital, então, precisam ser vistos como consumidores internos, pois esperam as mesmas experiências e ferramentas que utilizam no dia a dia;

– o ambiente de trabalho influencia diretamente na qualidade de vida, exigindo uma atenção maior das empresas para a saúde de seus colaboradores;

– a coleta de dados por fontes integradas é fundamental para melhorar a performance dos funcionários, uma vez que podem ser utilizadas para nortear intervenções no ambiente interno.

“O papel do RH é fazer com que os líderes entendam a dinâmica do ecossistema da empresa para conseguir uma transformação efetiva. Por isso, são considerados os jogadores-chave desse processo”, pontuou.

Já Christian Orglmeister, sócio e diretor executivo do The Boston Consulting Group, iniciou sua apresentação falando sobre a reinvenção digital que está em curso no setor de Recursos Humanos. Segundo o executivo, a transformação tecnológica demanda tempo e deve ser pensada desde o planejamento estratégico até a fase de implementação.

Uma das fases desse planejamento envolve redesenhar a jornada de trabalho para trazer o colaborador para o centro de atenção do RH. “Podemos definir cinco elementos para reestruturar a jornada de trabalho: proposta de valor ao empregado, desenho da jornada e workflow, disponibilidade digital, engajamento do colaborador e compromisso organizacional”, explicou.

Orglmeister também ressaltou o protagonismo do RH, uma vez que cria o ambiente, a cultura e a organização digital para toda a empresa, atrai e desenvolve talentos digitais (de fora e de dentro), cria a capacitação digital em toda a empresa e lidera a transformação nas suas próprias jornadas.

Em seguida, George Hallenbeck, diretor do Center for Creative Leadership (CCL) e autor de dois livros sobre aprendizado e liderança, respectivamente, reforçou em sua fala a importância e os benefícios das experiências encaradas como desafios.

Aprender à partir de uma experiência e utilizá-la para performar com sucesso em futuros desafios é a definição de agilidade de aprendizado. Segundo o executivo, é uma habilidade de vida que está em constante desenvolvimento e deve ser vista como um produto de nossas experiências.

“Toda nova experiência deve ser vista como uma oportunidade de aprender e crescer. É de extrema importância que cada indivíduo construa o seu banco de desafios pessoais. Qualidade alinhada à quantidade e diversidade resultam em experiências de sucesso”, disse.

Segundo a especialista em Digital Learning e aprendizagem corporativa Patrícia Chagas, as experiências resultam em inovações. De acordo com a executiva, todos os profissionais podem melhorar suas estratégias utilizando as falhas como parte do processo de aprendizagem.

“O aprendizado precisa ser orgânico , mobile, não linear e integrado, um conceito que definimos como Omni Learning. Trata-se de uma abordagem de aprendizado que dá suporte à performance organizacional”, explicou. “O orgânico vem do fato de todos serem protagonistas e construírem o conteúdo digital por meio de experiências sociais, o mobile possibilita mais engajamento, reflexão, aprendizado e acesso fácil aos conteúdos, não linear é a forma como se absorve conteúdo: contínua e exponencialmente. Por fim, integrado, pois se aprende ao trabalhar e vice-versa”.

Finalizando o ciclo de palestras do HR Conference, Sofia Esteves assumiu a palavra acompanhada de Raj Rani. Atualmente, Sofia é referência na área de Recursos Humanos e desenvolvimento de talentos no Brasil, além de fundadora e presidente do conselho do Grupo Cia de Talentos. Já Raj é especialista de inovação no Inoven, laboratório focado em inteligência artificial que trabalha em parceria com o Grupo Cia de Talentos.

Os dois conduziram a apresentação sobre como “hackear” organizações diante das transformações e impactos tecnológicos para manter-se relevante no mercado. “Se estamos em uma revolução digital, é necessário compreender o que ela está causando nas empresas para podermos pensar no futuro”, ressaltou Raj.

Entretenimento, lifestyle, consumo e cultura pop foram mencionados como fatores que precisam ser acompanhados pelas organizações, uma vez que são as principais características que moldam o colaborador. Ou seja, é preciso pensar quais consumos e experiências serão desejados no futuro.

“Em relação ao trabalho, o futuro trará carreiras exponenciais, com múltiplas possibilidades de configuração, lideradas por pessoas empreendedoras de si mesmo e que estarão a serviço das organizações que adotarem um novo modelo mental”, concluiu Sofia.

Tags, , , , , , ,

Transformação Digital: o futuro da Gestão de Pessoas começou

“O futuro começou ontem”. É desta maneira que o CEO da Ahgora Sistemas, Lázaro Malta, faz referência ao momento atual do departamento de Recursos Humanos. Para o executivo, a tecnologia faz parte da vida das pessoas e facilita as atividades profissionais e humaniza o ambiente de trabalho. No RH a tecnologia automatiza rotinas e processos manuais, aumenta a produtividade e fornece informações na palma da mão para tomada precisa de decisão. O profissional de RH sai da “administrivialidade” e foca na gestão das pessoas, fazendo uma administração estratégica na empresa.

Este movimento recebe o nome de Transformação Digital – um movimento onde as pessoas induzem as mudanças no ambiente corporativo a partir da utilização da tecnologia como recurso-chave para melhorar o desempenho, fazer uma gestão estratégica e potencializar os resultados. As pessoas são quem definem e transformam a forma de trabalhar, a estrutura dos departamentos e das organizações.

O acesso à informação descentraliza a gestão e permite o empoderamento dos líderes para gerir as pessoas, proporcionando acesso fácil a dados que auxiliam nas tomadas de decisões. A transformação digital no RH empodera os profissionais por meio das informações vivas e eficazes. Dessa maneira eles conseguem ser mais inovadores, estratégicos e eficazes.

A maior parte dos RHs ainda é operacional e utiliza planilhas ou ferramentas limitadas para fazer a gestão do dia a dia, o que leva a uma morosidade na extração de informações, tornando-os reativos. Hoje alguns profissionais de RH estão mudando este cenário, rompendo com padrões de comportamento e experimentando novas perspectivas apoiados pela tecnologia. Dessa forma, os RHs se tornam mais estratégicos e assertivos para as corporações.

“É preciso ter tempo para estar próximo das equipes e contribuir para o desenvolvimento de cada profissional dentro das empresas. A tecnologia apoia o profissional de RH para fazer uma gestão de pessoas de modo eficiente e a entender e agir assertivamente junto aos colaboradores, retendo talentos, capacitando os profissionais, entregando benefícios interessantes.”, fala Lázaro Malta, CEO da Ahgora Sistemas.

De acordo com um estudo da Deloitte Global Human Capital Trends que aponta as tendências para o futuro na área de gestão de pessoas, 73% dos entrevistados estão com atenção voltada à Transformação Digital. Se o foco antes estava em processos, agora, o objetivo é melhorar a produtividade, o engajamento e o trabalho em equipe. O RH tem que ser mais INOVADOR”, destaca o executivo..

Malta defende que a tecnologia não é uma ameaça. Para o executivo, ela veio para facilitar, integrar e proporcionar às pessoas uma vida equilibrada e justa. As novas tecnologias aproximam o RH do seu papel estratégico. “Muitas empresas entregam relatórios, a Ahgora entrega informação atual e assertiva. Ao ter informações atualizadas as empresas podem tomar decisões mais assertivas”, reforça.

Uma outra vantagem que a Ahgora Sistemas proporciona por meio da tecnologia é a transparência na relação entre líder e liderado, pois as informações referentes a dias trabalhados, folgas, férias, e outros dados, podem ser consultados pelos colaboradores, o que gera mais confiança e proximidade. “Transformação Digital não significa apenas automatizar processos e estar presente nas redes sociais. Trata-se de uma mudança cultural e gerencial que poucos profissionais estão preparados para executar”, alerta Malta. “Os RHs estão mudando o olhar e percebendo na tecnologia um grande aliado para fazer uma gestão de pessoas mais assertiva e eficiente. Afinal, o futuro já começou”, conclui o executivo.

Tags, ,

Horário flexível e até cervejada: vantagens oferecidas pela ACOM Sistemas para cativar colaboradores

Para muitos profissionais, uma simples possibilidade de entrar ou sair mais cedo no trabalho é vital para conciliar a agenda pessoal com as obrigações diárias.

Com o objetivo de atender interesses nesse sentido, a ACOM Sistemas ofereceu um acordo de flexibilização da jornada de trabalho, acertado com o sindicato que representa os colaboradores e devidamente registrado no Ministério do Trabalho.

Micheli Quirino, responsável pela Gestão de Pessoas na empresa, explica que muitos colaboradores precisavam de um horário flexível para atender filhos, estudar, fazer outras atividades e até para se ajustar com transporte.

Micheli explica que foram adquiridos equipamentos de abertura digital da porta de acesso e software de gerenciamento de horários para maior segurança das pessoas e da empresa. E o investimento já começa a gerar bons resultados.

“Entendemos que pessoas felizes, mais satisfeitas, são mais engajadas e produtivas. Encontramos uma fórmula para atender as necessidades e já recebemos feedback bastante positivo depois da implantação dessa novidade. Até nas entrevistas para novas contratações, sentimos satisfação dos candidatos ao saber dos benefícios oferecidos”, explica Micheli.

Humberto Largura Neto, agora, consegue fazer exercícios físicos em uma academia, antes de ir para o trabalho. “Também posso participar de eventos dos filhos na escola e ainda venho para a empresa e volto para casa em horários de trânsito mais calmo”, comenta o Analista de Implantação.

Com quatro anos de empresa, Flávia Alves pode sair mais cedo para buscar os filhos na escola. “É uma facilidade que ajuda também meu marido, que tem horário mais rígido. Nossa família admira o fato de a empresa se preocupar com os outros compromissos dos colaboradores”, comenta Flávia.

Eduardo Petti Costa aproveita os dois lados do horário flexível. Chega um pouco mais tarde durante a semana, mas, quando quer viajar, chega e sai mais cedo. “Também consigo fazer academia pela manhã. Meus amigos não acreditam quando digo que posso chegar mais tarde na empresa”, comemora o Desenvolvedor.

Além da jornada flexível, a ACOM Sistemas investe em outras formas de tornar o ambiente de trabalho mais agradável.

Em uma sexta-feira, os colaboradores puderam experimentar cervejas especiais oferecidas por um cliente da empresa. A cervejada de final de expediente no “Boteco da ACOM” foi um momento para relaxar e entrar no clima de final de semana. Revistas e publicações sobre temas diversos ficam à disposição em várias áreas da empresa para quem gosta de leitura. E também vão ser organizadas sessões de cinema com filmes que sirvam de inspiração para a equipe.

Das telas do cinema, veio a ideia para Emilly Oliveira, Menor Aprendiz, colorir uma das paredes da empresa com uma ilustração alusiva ao filme Divertida Mente, que trata sobre como lidar com emoções e comportamento, principalmente em tempos de mudanças.

E mudança é o que não falta para o setor de tecnologia, sempre em transformação. Para seguir prosperando em novos tempos, a ACOM Sistemas se dedica para garantir aos colaboradores um ambiente em que o trabalho se desenvolva de maneira cada vez mais produtiva e, ao mesmo, tempo, “divertidamente”.

Tags, , ,

Conheça cinco tendências na gestão de pessoas

Empresa catarinense, a Ahgora Sistemas inova e traz soluções para o setor de Recursos Humanos por meio da Transformação Digital

O mercado de trabalho mudou nos últimos anos e isso impactou também no departamento de Recursos Humanos que está com novos desafios na gestão de pessoas. Dentre eles, fazer a gestão eficiente da frequência e presença dos colaboradores, tanto para aqueles que trabalham na empresa quanto para os que fazem trabalho externo ou em home office.

As empresas que ainda não adotaram o modelo home office precisam pensar urgentemente nesta questão, afinal, este tipo de prestação de serviço é uma tendência e os próprios profissionais buscam cada vez mais empresas que permitem trabalhar de qualquer lugar, seja em casa, em uma cafeteria ou em um escritório de coworking.

Esse novo modelo além de ser prático, contribui para o profissional ter mais qualidade de vida, levando em consideração que ele pode conciliar melhor a agenda fugindo do trânsito das grandes cidades – o que dá até para incluir um esporte na rotina, por exemplo. Com isso, a gestão de pessoas por meio da transformação digital tem ganhado cada vez mais espaço no mercado.

Para facilitar o papel do departamento de Recursos Humanos, a Ahgora criou diversas ferramentas digitais para que a gestão de pessoas feita pelas empresas aconteça de forma transparente e estratégica, baseada em informações em tempo real. Os colaboradores passam a registrar o ponto online e as informações da jornada de trabalho são enviadas em tempo real.

Além disso, os funcionários contam com o Portal do Colaborador, onde podem fazer ajustes online e visualizar o espelho de ponto. Tudo isso de forma clara e prática por meio de um smartphone, notebook, tablet ou qualquer computador que acesse a internet. Esse é o futuro do mercado e deve se tornar realidade para a maioria das empresas nos próximos anos.

Confira as cinco tendências de gestão de pessoas que as empresas devem adotar para atender às novas demandas do mercado.

Informações em tempo real

É imprescindível que o gestor tenha as informações em tempo real e na palma da mão a qualquer momento e lugar. Assim, consegue agir de maneira eficiente, evita custos adicionais devido à falta de informações e possibilita que a companhia tome decisões precisas com base nos dados gerados.

Sempre atualizado

Contar com um sistema no modelo SaaS (software como serviço) e em nuvem (cloud computing) é garantia de que o sistema estará sempre atualizado, sem custo adicional por isso. Sempre que houver uma mudança na legislação, por exemplo, a mesma será atualiza no sistema online, sem ônus. Assim as empresas ganham agilidade no processo de gestão e nas tomadas de decisão, bem como a garantia de que dispõe de um serviço atualizado e que atenda as normas vigentes.

Reduzir custos operacionais

Manter em funcionamento uma estrutura de TI exige investimentos que desviarão o foco de seu verdadeiro negócio. Por isso, contrate uma empresa que fornece toda a estrutura de TI. Assim você passa a contar com uma estrutura sólida e segura sem precisar investir em infraestrutura.

Informações Seguras

Armazenar documentos em pastas e arquivos é coisa do passado! Os servidores em nuvem estão aprimorando as criptografias e certificados de segurança para preservar os dados.

Tudo Online

Fuja das instalações locais. As aplicações que rodam online são mais inteligentes e facilmente escaláveis. Busque pelas que não tenham limites de licença por números de máquinas, o que irá facilitar o dia a dia da sua empresa, pois, você poderá usar de onde quiser e quando quiser!

Tags,

A guerra por talentos no mercado de tecnologia – Por Cassiano Monteiro

Durante o último ano, tive a oportunidade de estar dos dois lados de uma entrevista de emprego: como candidato e como recrutador. Com esta experiência, tive duas impressões: recrutadores estão desesperados por profissionais qualificados e alguns candidatos estão guiando suas carreiras, única e exclusivamente, pelo quesito remuneração. Estas impressões partem do meu ponto de vista pessoal, com base em diversos contatos que tive com recrutadores e em entrevistas que conduzi, buscando candidatos para as vagas disponíveis no Guichê Virtual, startup líder na venda de passagens de ônibus online. Isso me levou a refletir mais a fundo sobre esse assunto.

Recrutadores estão desesperados por profissionais qualificados

Apesar de estarmos enfrentando uma situação econômica um tanto desfavorável no país, o mercado de tecnologia está crescendo. Ainda assim, a quantidade de profissionais qualificados não vem acompanhando esta curva acentuada. Neste cenário temos, de um lado, empresas sempre buscando contratar profissionais experientes e, do outro, uma oferta escassa de talentos, majoritariamente formada por profissionais recém-formados e/ou pouco experientes.

Esse problema acontece por uma combinação de fatores. Inicialmente, é possível observar que, apesar da criação de colégios voltados para a qualificação técnica, o interesse pela área ainda é relativamente baixo e não atende a toda a demanda do mercado. Em seguida, a velocidade absurda no avanço das tecnologias faz com que pouquíssimos profissionais tenham mais do que dois ou três anos de experiência especificamente nessas ferramentas inovadoras.

Enquanto isso, há uma explosão de startups e outras empresas de tecnologia no mercado emergente brasileiro. Empreendedores estão visualizando diversas oportunidades de negócio baseadas em inovação tecnológica e estão famintos para aproveitá-las o mais rápido possível. Por isso, precisam com urgência de profissionais extremamente qualificados e que possam rapidamente desenvolver os produtos e serviços para atingir o mercado em tempo hábil.

Dentro desse cenário, o recrutamento de profissionais de tecnologia está cada vez mais complexo e demorado, e a falta de profissionais qualificados para as vagas específicas faz com que empresas e recrutadores diminuam cada vez mais os requisitos necessários para a contratação. Além disso, é comum que cargos mais altos sejam oferecidos a profissionais menos experientes como forma de atração e retenção de pessoas que tenham ao menos alguma qualificação na área.

Enquanto isso, os talentos do mercado de tecnologia…

Para os profissionais mais qualificados e experientes é um excelente cenário para buscar novos desafios e melhores condições de trabalho. Já para os recém-formados, um começo de carreira acelerado e bastante promissor. E, por fim, para os menos qualificados, uma oportunidade de galgar posições interessantes.

Porém, essa escassez de talentos no mercado de tecnologia traz alguns comportamentos que acabam prejudicando eles mesmos. Além do fato de muitos candidatos enviarem currículos desconexos com a vaga pretendida, é muito comum encontrar exageros que, após uma conversa de 15 minutos por telefone, claramente não condizem com a realidade. Tenho notado também uma falta de vontade de muitos candidatos em participar de um processo seletivo mais criterioso. É como se eles quisessem que o recrutador adivinhasse quem são os melhores profissionais do mundo simplesmente com um aperto de mão. Mas é após o processo seletivo, no momento da proposta de trabalho, que vem a real guerra do mercado, a salarial (e consequente rotatividade altíssima no setor).

Apesar de estudos apontarem que a geração Y valoriza mais outros fatores do que simplesmente salário, na prática a remuneração ainda conta bastante. E sim, é completamente compreensível que este seja um dos principais fatores para nortear uma decisão profissional, mas não o único. Atualmente, alguns profissionais travam verdadeiros leilões salariais.

Na minha visão, esse fenômeno prejudica profissionais e empresas. Apesar da oportunidade de melhores salários, isso afeta negativamente a evolução do profissional no mercado de trabalho, afinal muitos não se fixam durante um período relativamente longo em uma empresa. Isso dificulta na formação de um embasamento sólido de experiência de trabalho, além de estabelecer uma marca de “infidelidade” profissional. Já para as empresas, altos salários e rotatividade aumentam os custos operacionais diretos e indiretos, fazendo com que esses gastos sejam repassados em seus produtos e serviços, ou até mesmo dificultando a sobrevivência de negócios emergentes.

Cassiano Monteiro, líder do time mobile do Guichê Virtual

Tags, , ,

Como manter o engajamento dos colaboradores em empresas investigadas – Por Alexandre Slivnik

Cada vez mais, notícias sobre o envolvimento de empresas em escândalos financeiros tomam contam dos veículos de comunicação. Gestores, lideres ou cargos de alta gestão, quando implicado nesses processos, afetam de forma significativa a imagem e a cultura da instituição ao qual fazem parte.

A crise pode afastar os investidores, dificultar o acesso ao crédito comprometendo toda a cadeia de produção, o desempenho e o engajamento da equipe.

Alexandre Slivnik, especialista em gestão de pessoas, explica que estar envolvido em uma investigação de um possível escândalo não necessariamente é a comprovação de um crime. Entretanto, pode gerar uma grande instabilidade. “ O líder precisa dar o suporte necessário aos seus colaboradores e ser sempre verdadeiro. Por isso, eledeve assumir a responsabilidade do engajamento da sua equipe e criar um ambiente onde a comunicação possa fluir de maneira natural”, destaca.

Normalmente, pessoas que erram gravemente e participam de atos criminosos são demitidos ou até mesmo, em alguns casos, presos. Isso pode criar uma situação constrangedora, fazendo com que algumas pessoas, que têm valores mais sólidos, não queiram mais trabalhar.

Alguns colaboradores que já estão com a cultura da empresa incorporada ao seu dia a dia, podem pedir o desligamento imediato acarretando em uma perda de talentos significativa, sendo necessário investir novamente em treinamento, busca e adaptação. “Muitas vezes, as empresas envolvidas são grandes e, por isso, possuem processos minuciosos de desenvolvimento e normalmente contratam bons profissionais e que não gostariam de ter a sua imagem ligada a uma crise deste tipo”, avalia Alexandre.

Para evitar que essa situação ocorra, o gestor deve se antecipar ao problema e sempre procurar o seu time para conversar e explicar detalhadamente os passos a serem adotados. “A empresa e os líderes devem ser verdadeiros. Caso fique comprovado que alguém errou, é preciso reconhecer o erro, punir os envolvidos e criar uma nova cultura. E, para isso, os líderes precisarão criar um ambiente de mudança que deve partir dos próprios colaboradores”, avalia Slivnik.

Esse cuidado é fundamental para que a empresa possa evitar que alguns talentos ou alguns colaboradores que já estão com a cultura da empresa incorporada ao seu dia a dia, peçam desligamento. Segundo Alexandre, isso sobrecarregaria ainda mais a empresa, sendo necessário treinamento, busca, e adaptação de novos funcionários. “Para evitar que isso aconteça, os líderes (ou novos líderes) devem criar um ambiente de mudança, envolvendo seus colaboradores na construção de uma nova empresa.

Para resgatar a imagem e a credibilidade da empresa de forma mais rápida, assim que for comprovada alguma ação ilícita, Alexandre recomenda reconhecer o erro, punir o os envolvidos, mudar a liderança e resgatar a confiança. “ O primeiro passo é um pedido de desculpas efetivo. Além disso, para seguir em frente, é preciso promover mudanças estruturais, criar uma cultura totalmente nova e com valores mais conectados entre as pessoas e a empresa”, destaca.

Alexandre Slivnik é autor de diversos livros, entre eles do best-seller O Poder da Atitude. É sócio-diretor do IBEX – Institute for Business Excellence, instituição sediada em Orlando / FL (EUA), sócio-diretor do Instituto de Desenvolvimento Profissional (IDEPRO), diretor-executivo da Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento (ABTD) e diretor geral do Congresso Brasileiro de Treinamento e Desenvolvimento (CBTD).

Tags, , , , ,