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Finep reforça sua estratégia para startups e investe mais R$ 60 milhões no setor

A Finep lançou nesta terça-feira, 3 de julho, o segundo edital do programa Finep Startup, que pretende alavancar empresas de base tecnológica em fase final de desenvolvimento de produto ou que precisem ganhar escala de produção, com viabilidade comercial comprovada. A financiadora aumentou o limite de recursos – de R$ 50 milhões para R$ 60 milhões – e o número de startups que poderão ser apoiadas – de 50 para 60 – em relação à primeira chamada. Desta vez, serão escolhidas até 30 empresas promissoras por rodada de investimento. O primeiro período para envio de propostas fica aberto de 3 de julho até o dia 3 de agosto.

A financiadora vai investir até R$ 1 milhão em cada uma das startups selecionadas, que ainda poderão receber no futuro um novo aporte de até R$ 1 milhão, conforme a evolução do plano de negócios. Há outra novidade em relação ao edital de 2017: a Finep vai aportar conhecimento e recursos financeiros via participação no capital de empresas com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões – antes, o apoio se restringia a empresas com faturamento de até R$ 3,6 milhões. As startups concorrentes precisam ter protótipo MVP (Minimum Viable Product ou, em português, Produto Viável Mínimo), prova de conceito ou, preferencialmente, já estarem realizando as primeiras vendas. Ou seja: não se enquadram propostas em fase de ideia ou pesquisa.

A primeira rodada de investimento vai destinar até R$ 30 milhões para até 30 empresas, com resultado final previsto para novembro. Já a segunda rodada, nos mesmos moldes, será aberta em janeiro de 2019, com expectativa que as startups aprovadas sejam conhecidas em junho do ano que vem. Em ambas as rodadas, o processo de seleção será composto por três etapas: avaliação de plano de negócios (eliminatória e classificatória); banca avaliadora presencial (eliminatória e classificatória); e visita técnica e avaliação de documentação jurídica (eliminatória).

Serão selecionadas startups que atuam nas seguintes áreas temáticas: Agritech, Building Information Modeling (BIM), Cidades Sustentáveis, Defesa, Economia Criativa – Jogos Eletrônicos, Educação, Energia, Fintech, Healthtech, Mineração, Petróleo e Química. Também podem concorrer empresas que desenvolvam soluções nas seguintes tecnologias habilitadoras: Biotecnologia, Blockchain, Inteligência Artificial, Internet das Coisas (IoT), Manufatura Avançada, Microeletrônica, Nanotecnologia e Realidade Aumentada, Realidade Virtual e Realidade Mista.

Finep Startup: primeiro edital recebeu mais de 800 inscrições

Quem é empreendedor sabe que o caminho entre a ideia do negócio e o lucro costuma ser longo e cheio de obstáculos. O objetivo da Finep é ajudar startups brasileiras a superar o gap de apoio conhecido como “vale da morte”, fase em que muitas delas se desestruturam por falta de recursos. Empresas nesse estágio possuem grande dificuldade para financiar seu desenvolvimento, principalmente em função de ausência de garantias e geração de caixa.

Lançado em junho de 2017, o Finep Startup surgiu para preencher justamente a lacuna entre o primeiro investimento que uma startup recebe – em torno de R$ 100 mil e realizado, por exemplo, por investidores-anjo – e o aporte feito por meio de um Fundo de Seed Capital – em torno de R$ 3 milhões –, dependendo do grau de maturidade da empresa. Ao todo, o primeiro edital do programa recebeu 869 inscrições de startups de todo o Brasil. A Finep já está em fase final de contratação de 15 empresas aprovadas na primeira rodada, e iniciou em junho a visita técnica às 25 selecionadas na segunda rodada.

O investimento vai se dar por meio de contrato de opção de compra de ações. Esse tipo de contrato transforma a investidora – no caso, a Finep – em uma potencial acionista da empresa. A opção de se tornar ou não sócia da startup terá prazo total de vencimento de até três anos, podendo ser prorrogado por mais dois. Se a empresa for bem sucedida, a Finep pode exercer essa opção. Se a empresa fracassar, a financiadora não arca com o passivo. O modelo, inédito no Brasil, é inspirado em programas de outros países, particularmente os Estados Unidos, mas incorporou novidades. A avaliação da empresa (valuation), por exemplo, não será feita na entrada do programa.

Investimento público-privado

A Finep, no entanto, não pretende tornar as startups brasileiras dependentes de recursos públicos. Por isso, criou um mecanismo pioneiro para estimular o empreendedor a buscar investimento privado: serão priorizadas empresas que forem aportadas por investidores-anjo. O processo funcionará da seguinte forma: a startup que se inscrever no edital com uma carta de compromisso de um investidor-anjo ganhará pontos na seleção. A quantidade de pontos obtidos dependerá do valor do investimento privado, cujo valor mínimo é de R$ 50 mil. Com o aporte mínimo para o seu negócio, a proponente garante 1 ponto, podendo chegar a 5 pontos no máximo. Ao todo, são 20 pontos possíveis: 15 da avaliação da proposta de valor da startup e 5 obtidos caso ela receba investimentos privados de R$ 250 mil ou mais.

O investidor-anjo que se comprometer a investir na empresa selecionada pelo edital receberá parte do retorno da Finep (que exceder IPCA + 10), com o objetivo de ampliar seu engajamento com o sucesso da empresa. Esse percentual será proporcional à participação do anjo na rodada de investimento. Além da alavancagem de recursos, a atração de investidores privados é fundamental para o sucesso do empreendimento, à medida que estes também agregam conhecimento ao negócio. As startups não necessitam somente de recursos financeiros, mas também de auxílio em questões extremamente relevantes para o futuro do negócio, como governança e gestão.

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Finep anuncia R$ 90 milhões de subvenção descentralizada para empresas inovadoras

A Finep acaba de lançar dois editais de programas de subvenção econômica (recursos não-reembolsáveis e muito disputados entre empresas inovadoras) descentralizados, totalizando R$ 90 milhões. A ideia em ambas as iniciativas é selecionar Parceiros Operacionais em nível estadual que tenham interesse em operar o repasse do dinheiro. A diferença dos programas é o nível de consolidação das companhias atendidas, o que os torna complementares.

O Programa Geração de Empreendimentos Inovadores (até R$ 30 milhões no total disponibilizado) visa selecionar agentes estaduais que conduzirão recursos para estímulo, orientação e promoção da criação de empreendimentos de base tecnológica inovadores com faturamento anual bruto de até R$ 4,8 milhões, criados e formalizados a partir do programa ou com até 12 meses da criação, a contar do lançamento do edital. Já com o Programa de Apoio à Inovação Tecnológica – Finep-Tecnova II (até R$ 60 milhões), continuação do Tecnova I, a financiadora mira empresas com faturamento anual de até R$ 16 milhões.

Em ambos os casos, podem participar órgãos ou entidades da administração pública direta ou indireta ou entidade privada sem fins lucrativos, que serão responsáveis pela coordenação e execução técnica do projeto, sendo preferencialmente Fundações de Amparo à Pesquisa (FAPs). “A ideia de uma subvenção descentralizada confere capilaridade, visando ao entendimento das vocações empreendedoras dos estados”, explica o diretor científico-tecnológico da Finep, Wanderley de Souza.

Dos recursos financeiros a serem concedidos, 30% deverão ser dirigidos às regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Caso o valor total das propostas selecionadas para aprovação oriundas destas regiões seja inferior a este percentual, o dinheiro não aplicado será automaticamente transferido às candidaturas com melhor classificação em outras partes do Brasil.

No caso do Programa Geração de Empreendimentos Inovadores, as datas finais para a submissão das propostas eletrônica e impressa são, respectivamente, 24/09 e 04/10. Para o edital do Finep Tecnova II, 10/10 e 11/10. Os resultados finais dos editais estão previstos para divulgação a partir de 03/12 (Programa Geração de Empreendimentos Inovadores) e a partir de 10/12 (Finep-Tecnova II).

“A subvenção é um recurso nobre e a Finep, a cada iniciativa, refina ainda mais a sua relação com os parceiros, de modo a desenvolver mais empresas que trabalham com tecnologia Brasil afora”, diz Marcelo Camargo, gerente do Departamento de Fomento à Interação entre Ciências Aplicadas e Inovação e responsável direto pelos editais.

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Finep: empresas terão melhores condições para financiar projetos de Internet das Coisas

A Finep vai oferecer melhores condições de financiamento a empresas brasileiras que apresentarem projetos de Internet das Coisas (IoT, na sigla em inglês – Internet of Things). Será disponibilizado R$ 1,5 bilhão para apoiar iniciativas ligadas ao tema até o fim de 2018. O lançamento da ação, batizada de Finep IoT, aconteceu nesta terça-feira, 19/6, na sede da financiadora, no Rio de Janeiro. O evento contou com a presença do presidente em exercício da Finep, Ronaldo Camargo, e do ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Gilberto Kassab. “A Finep tem se preparado para entrar no mercado de IoT há um ano e meio”, destacou Ronaldo Camargo.

Para oferecer crédito mais atraente, a Finep vai conceder bônus de relevância setorial de 1,0% ao ano (a.a.) em cima de suas linhas de ação já existentes. A bonificação é cumulativa ao bônus de apresentação de garantias financeiras, ou seja: com o Finep IoT, as empresas podem conseguir empréstimos com taxa de juros de até TJLP-1,0% a.a. Se o projeto tiver foco em telecomunicações, a melhor taxa passa a ser TR+3% a.a. Dependendo do grau de inovação dos Planos Estratégicos de Inovação (PEIs), a Finep pode financiar até 90% do projeto. O prazo de carência é de até 48 meses e o prazo total pode chegar a 12 anos, também de acordo com a relevância da inovação.

Para se enquadrarem no programa, os projetos precisam ter como referência o conceito de Internet das Coisas e demais tecnologias habilitadoras da Manufatura Avançada, com aplicações na saúde, indústria, no agronegócio (ambiente rural) e no desenvolvimento urbano (cidades). Estão aptas a participar empresas com receita operacional bruta a partir de R$ 16 milhões. O valor mínimo das operações é de R$ 5 milhões.

O diretor de Inovação da Finep, Rennys Aguiar, ressaltou que, além das empresas, há, sempre, outros atores envolvidos no processo de inovação, como ICTs públicos e privados, órgãos da administração pública e órgãos reguladores. “O ideal é que estes agentes se envolvam no processo, preferencialmente articulados em consórcios, arranjos público-privados ou sistemas de inovação”, afirmou.

A ação está dividida em três eixos: desenvolvimento de soluções digitais baseadas em IoT e demais tecnologias habilitadoras; formulação de planos estratégicos de digitalização dos processos produtivos; e implementação dos planos estratégicos de digitalização dos processos produtivos.

A maior parte dos recursos (R$ 1,1 bilhão) vem da própria Finep. O restante (R$ 400 milhões) é proveniente do Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funttel). É a primeira vez que a Finep lança um programa de fomento para incentivar o setor no País.

Para o ministro Gilberto Kassab, o principal objetivo é retomar a confiança da inovação no País: “Estamos no rumo certo, com as instituições públicas e privadas, academia e universidades se entendendo”.

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Finep aprova investimento de R$ 18,5 milhões em startups selecionadas em programa

A Finep vai investir R$ 18,5 milhões em 19 startups (média de R$ 973 mil em cada), como resultado da rodada inicial do primeiro edital do programa Finep Startup. Após visita técnica e due diligence de 25 finalistas, a financiadora autorizou o aporte nas seguintes empresas: Byond; Fitbank; GeekSys; Incentivendas; Kokku; Mainô; Marina Tecnologia; Meerkat; Metha Soluções; NeuroUP; Oktagon; Omics; Optimale; Pragas.com; Projeta Sistemas; Prosumir; @Tech; Treevia Forest Technologies; e VM9.

A operação será concluída depois de análise jurídica e assinatura do contrato de investimento. Caso apresentem resultados promissores, as propostas selecionadas poderão receber nova injeção de recursos no futuro.

“Trata-se de uma iniciativa inédita no país, em que a Finep compartilha com o empreendedor o risco inerente aos estágios iniciais de desenvolvimento de empresas nascentes de base tecnológica. Por isso, está pautada em um processo de seleção robusto (foram 503 propostas submetidas somente na primeira rodada). A inovação é condição necessária para a escolha da empresa, mas não suficiente: as startups precisam atender a uma demanda real de mercado e estar ancoradas em um modelo de negócios viável e escalável”, explica Raphael Braga, gerente do departamento de Empreendedorismo e Investimento em Startups da Finep.

Os temas de maior destaque entre as 19 startups qualificadas foram Internet das Coisas (IoT, na sigla em inglês), Fintech e Agritech, com quatro aprovadas em cada categoria – cerca de 60% do total. As demais empresas atuam nas áreas de Economia Criativa – jogos eletrônicos (2), Energia (2), Biotecnologia (1), Cidades Sustentáveis (1) e Petróleo (1). São Paulo é o estado com o maior número de propostas selecionadas (6 empresas). Na sequência, aparecem Rio de Janeiro (4), Rio Grande do Sul (3) e Pernambuco (2). Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Paraná e Santa Catarina estão representados com uma startup cada.

A segunda rodada de investimentos da primeira chamada do programa, em andamento, recebeu 366 inscrições. Desse total, 75 startups foram classificadas para a etapa seguinte, uma banca de avaliação presencial realizada entre os dias 17 e 19 de abril, em São Paulo. O resultado final e o início das visitas técnicas às sedes das empresas aprovadas estão previstos para o dia 25 de maio.

Para mais detalhes sobre o Finep Startup, acesse: www.finep.gov.br/apoio-e-financiamento-externa/programas-e-linhas/finep-startup

Confira abaixo a lista das 19 startups aprovadas para investimento na 1ª rodada do programa, em ordem alfabética:

– Byond (Estado: SC / Tema: IoT)

Incubada na Associação Catarinense de Tecnologia (ACATE), a Byond atua no setor de automação industrial baseada em IoT. A startup pretende explorar uma tendência de mercado (Indústria 4.0), oferecendo serviços de rastreamento e monitoramento de estoques e de produção. Site: http://getbyond.com/

– Fitbank (Estado: SP / Tema: Fintech)

A startup paulista atua com gestão de tesouraria e meio de pagamentos. Sua solução automatiza todas as rotinas de tesouraria de uma empresa sem a necessidade de atividades manuais e integra aos principais sistemas de gestão e controle (ERPs) e aos grandes bancos de forma transparente, simples e barata. Site: http://www.fitbank.com.br/

– GeekSys (Estado: SP / Tema: IoT)

Startup fundada por dois jovens engenheiros, a GeekSys utiliza soluções de inteligência para aumentar a eficiência e conversão do varejo físico a partir da captura e análise, em tempo real, do comportamento dos consumidores. Empresa foi pioneira ao disseminar no país o conceito de Store Performance Management. Site: http://www.geeksysgroup.com/pt-br/

– Incentivendas (Estado: RJ / Tema: Fintech)

A empresa atua no setor de varejo e serviços por assinatura. Desenvolveu plataforma que gerencia o processo de incentivos: vendedores acessam via aplicativo e recebem cartão para recebimento do prêmio. Clientes são as empresas, que usufruem de maior gestão, informação em tempo real, compliance e relatórios gerenciais. Site: http://www.incentivendas.com.br/

– Kokku (Estado: PE / Tema: Economia Criativa – Jogos Eletrônicos)

A startup pernambucana oferece serviços de Arte 2D/3D, desenho de UI/UX (user interface e user experience), Animação e Programação para o setor de jogos. A inovação está no processo de desenvolvimento de código e de arte. A empresa busca automatizar e otimizar o processo de desenvolvimento para obter resultados mais robustos tecnicamente e maior margem de lucratividade. Site: http://www.kokkuhub.com/home/

– Mainô (Estado: RJ / Tema: Fintech)

A startup carioca desenvolveu um software de gestão, no modelo SaaS, para empresas importadoras atacadistas e varejistas. Solução automatiza os processos de emissão de Notas Fiscais, gestão de estoque, cobranças (faturamento) e atendimento de obrigações fiscais acessórias. Site: http://www.maino.com.br/

– Marina Tecnologia (Estado: RS / Tema: Petróleo)

A startup atua no setor de petróleo e gás e desenvolve anéis de vedação de perfluorelastomero (FFKM) com elevada resistência térmica e química. Formulados com cargas especiais, formam uma composição química eficiente, que atende aos padrões de normas internacionais do setor. É a única empresa brasileira que fabrica anéis de vedação com essas características. Site: http://www.marinatecnologia.com.br/

– Meerkat (Estado: RS / Tema: Fintech)

A startup atua no setor de Tecnologia da Informação – Visão Computacional. Desenvolveu tecnologia proprietária para reconhecimento facial, detecção de logos e objetos, reconhecimento de caracteres e detecção de fraudes. Site: http://www.meerkat.com.br/

– Metha Soluções (Estado: PR / Tema: Energia)

Startup atua no setor de geração de energia renovável. Desenvolveu a Micro Central Hidrelétrica (MCH), unidade de geração de energia hidráulica capaz de operar em situações de baixa disponibilidade de água, com captação a fio d’água (rios e riachos, sem reservatórios) ou de água sob pressão (tubulação industrial, vertedouros de grandes hidrelétricas, etc.). Primeira solução com arranjo tecnológico voltado para minigeração, maximizando as eficiências de cada componente. Site: http://methasolucoes.com.br/

– NeuroUP (Estado: PE / IoT)

A startup trabalha com equipamentos médicos e oferece alternativa para diagnóstico e tratamento da cefaléia crônica, em especial aquela classificada como tensional, causada por bruxismo e DTM (Disfunção Temporomandibular). Desenvolveu uma solução baseada na técnica de biofeedback – treinamento do paciente para controlar conscientemente algumas de suas funções corporais – suportada por um conjunto composto por hardware (vestível), software e base de dados. Site: http://neuroup.com.br/

– Oktagon (Estado: RJ / Tema: Economia Criativa – Jogos Eletrônicos)

A startup carioca utiliza aplicações de Deep Learning e Machine Learning para prestação de serviço de Liveops (etapa pós-lançamento) para grandes produtores de jogos eletrônicos, principalmente em mobile. As técnicas tornam o serviço assertivo, automatizado, escalável e único no mercado. Site: http://oktagongames.com/

– Omics (Estado: SP / Tema: Biotecnologia)

A empresa de Biotech pretende disponibilizar um tratamento eficaz à base de células-tronco, numa forma resfriada. Realiza o isolamento, cultivo, expansão e criopreservação das células-tronco alogênicas e autólogas para aplicação clínica em cães e equinos no processo de terapia celular regenerativa. A inovação está na forma de apresentação do produto, com células prontas para aplicar por até 48h. Através do seu processo, também conseguem disponibilizar a maior dose de células do mercado. Site: http://www.omicsbiotecnologia.com.br/

– Optimale (Estado: MS / Tema: Cidades Sustentáveis)

A startup atua com gestão de águas (Smart Water Management). Desenvolveu uma solução inovadora plug and play para gestão inteligente de água, com uso de algoritmos que transformam dados brutos em informações para a tomada de decisão (ex: alertar sobre anomalias na rede, estimar perdas em tempo real, identificar áreas de vazamentos e apontar tendências – predição). Site: http://www.optimale.com.br/

– Pragas.com (Estado: SP / Tema: Agritech)

A startup oferece soluções para controle químico e biológico. A Pragas.com® fornece organismos-alvo, insumos biológicos, materiais e suprimentos de apoio à pesquisa, além da prestação de serviços em experimentação agrícola. É a primeira empresa a oferecer em território nacional insumos de alta qualidade para pesquisa biológica. Site: http://pragas.com.vc/

– Projeta Sistemas (Estado: ES / Tema: Agritech)

Atuando no setor de pecuária, a startup utiliza tecnologia de Visão Computacional aliada à Estatística e Modelagem Matemática para prover um método prático e rápido de pesagem animal, sem estresse. Para isso, criou um software que se baseia em imagens 3D para reconstruir a volumetria de bois, usando algoritmos especialmente desenvolvidos. Site: http://www.projetasistemas.com.br/

– Prosumir (Estado: RS / Tema: Energia)

O produto oferecido pela Prosumir é uma turbina a vapor compacta que executa a mesma função operacional da válvula redutora, aproveitando o desperdício de energia (perda de carga) para a geração de energia elétrica, sem o consumo extra de combustível. Promove eficiência energética e redução de custo operacional. Trata-se de uma tecnologia proprietária. Site: http://www.prosumir.com.br/

– @Tech – Inovação Tecnológica para a Agropecuária (Estado: SP / Tema: Agritech)

A startup desenvolveu plataformas de inteligência de informações de mercado para a maximização do lucro de produtores e frigoríficos, através de sensores cada vez mais sofisticados para descrever e monitorar em tempo real o processamento dos animais in vivo e post-mortem. Site: http://www.techagr.com/

– Treevia Forest Technologies (Estado: SP / Tema: Agritech)

Criou um sistema integrado de monitoramento florestal. A plataforma inteligente, em nuvem e oferecida em modelo SaaS, utiliza de sensores IoT para medição em tempo real de dados como produtividade na fazenda, risco de incêndio e resultados de inventário florestais, além de analytis e apresentação inteligente. Site: http://treevia.com.br/

– VM9 (Estado: RJ / Tema: IoT)

Desenvolvedora e fornecedora de software e serviços para instituições públicas e privadas, direcionada aos mercados nacional e internacional de tecnologias inteligentes. A inovação criada pela startup consiste na transformação de um ativo intangível da empresa, desenvolvido para indústria cimenteira (CAD Browser), num ativo relevante como solução para cidades inteligentes: um visualizador de dados diversos em ambiente georreferenciado. Site: http://www.vm9it.com/

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Finep reduz juros de suas linhas de crédito para inovação

A Finep anuncia reduções significativas nas taxas de juros das suas principais linhas de crédito, além de condições mais favoráveis de carência, prazo total e participação. O objetivo central da mudança é aumentar a produtividade das empresas brasileiras por meio da inovação. Cerca de R$ 3,5 bilhões devem ser demandados, de acordo com a expectativa dos analistas da financiadora.

Para inovações consideradas estratégicas para o país e que ainda não estejam disponíveis no mercado nacional, o custo do financiamento se tornou um dos menores do segmento: passou de TJLP para TJLP-0,5% a.a., podendo acumular ainda outras reduções.

Já a taxa da linha mais demandada pelos empresários – Inovação Pioneira – foi reduzida de TJLP+1,5% para TJLP+0,5%, com possibilidade de ainda acumular outros benefícios. Esse crédito deve ser utilizado para o desenvolvimento de produtos, processos e serviços inéditos para o Brasil, com elevado grau de inovação e relevância para o setor econômico beneficiado.

Também houve cortes nos juros de mais três linhas da Finep, voltadas para diferenciação de produtos, processos e serviços; redução de custos; e difusão de tecnologias. No caso desses produtos financeiros, as taxas variam de TJLP + 1,5% a TJLP + 6,25%.

Bônus tornam taxas ainda mais atrativas

A Finep ainda vai conceder bônus adicional em duas situações. Empresas que desenvolverem seu projeto em associação com universidades ou institutos de pesquisa vão ser beneficiadas por uma redução de 1 p.p. na taxa do financiamento, independentemente da linha. Para isso, pelo menos 15% do empréstimo precisa ser destinado a esses parceiros.

Trata-se do Programa Finep Conecta, que busca articular e mobilizar os atores do sistema de inovação. No melhor dos cenários, a taxa vai ser de TJLP-1,5%, com carência que pode chegar a seis anos e prazo total de 16 anos, com participação de até 100% da Finep no projeto. Descontada a expectativa de inflação para 2018, segundo o Boletim Focus, os juros reais são de 1,27%.

“O Brasil precisa responder à demanda por inovação, estreitar a relação entre empresas e universidades. Temos um terreno muito fértil para uma nova geração de bons cientistas, pesquisadores e, sobretudo, de bons empresários, que usam essa base tecnológica para introduzir a inovação no processo produtivo”, destaca o economista Marcos Cintra, presidente da Finep.

Com o intuito de reduzir ainda mais o custo total da operação, a Finep também vai baixar os juros caso a empresa apresente garantias financeiras (fiança bancária, seguro garantia ou penhor de aplicações financeiras). O mecanismo não só beneficia o tomador do empréstimo com menores encargos, mas também agiliza os tempos de contratação e desembolso dos recursos. Nessas circunstâncias, o desconto na taxa varia de 0,5 p.p a 2,0 p.p., de acordo com cada linha. Os dois incentivos – Finep Conecta e garantias financeiras – são cumulativos.

“Ninguém inova sozinho: o processo é sistêmico, contínuo e demanda mobilização de diversos agentes. As novas condições de financiamento mostram que a Finep está disposta a compartilhar com as empresas o risco e a incerteza do esforço de inovação. Sem isso, elas não avançarão em produtividade, e a competitividade da nossa economia estará irremediavelmente ameaçada”, comenta Rennys Aguiar, diretor de Inovação da Finep.

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Edital da Finep busca gestor para fundo de investimento

A Finep vai selecionar um gestor de recursos para seu fundo de investimento em participações, o FIP Inova Empresa. A financiadora lançou edital para o processo. A iniciativa faz parte do Programa de Investimento Direto em Empresas Inovadoras, lançado no âmbito do Plano Inova Empresa, em 2013.

As propostas deverão ser encaminhadas até 20 de abril e a seleção será realizada em duas etapas: a primeira será eliminatória – o resultado sai no fim de abril; já a segunda inclui avaliação pela banca do programa, com resultado previsto para 16 de julho.

O objetivo com a chamada é selecionar um gestor para auxiliar a Finep na seleção e acompanhamento de empresas que desenvolvam tecnologias estratégicas e que estejam incluídas nos setores e áreas de conhecimento prioritários da Política Operacional da financiadora.

FIP Inova Empresa

Atualmente, o FIP Inova Empresa possui três empresas investidas. O fundo tem prazo de dez anos e capital comprometido de R$ 300 milhões, sendo aproximadamente 50% destinados ao setor de Telecomunicações.

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Linha de crédito da Finep para Telecom vai financiar compra de fibra óptica

A Finep anuncia evolução importante em sua linha de crédito específica para Telecom: além de equipamentos de telecomunicação 100% nacionais, vai financiar também a aquisição de cabos de fibra ótica desenvolvidos no Brasil. Com isso, a Finep passa a apoiar a expansão de rede no País praticamente em sua totalidade. A mudança permite à financiadora atender a demanda das empresas de internet, sobretudo de provedores regionais.

A gerente de Tecnologia da Informação e Economia Criativa da Finep, Joana Meirelles, explica que a entrada da fibra vai ajudar as empresas a conseguirem apresentar projetos na ordem de R$ 500 mil – valor mínimo previsto no programa. “Estamos adequando a linha à realidade das empresas”, afirma.

O objetivo do programa continua o mesmo: reaquecer o mercado e estimular o desenvolvimento e a consolidação da cadeia nacional de fornecedores de equipamentos e de serviços de telecomunicações. Por isso, para serem adquiridos, os cabos de fibra ótica precisam seguir os padrões NCM 8544.70 e, assim como os equipamentos, serem certificados pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), conforme exposto na Portaria MCT Nº 950.

Haverá limitação de 60% do financiamento para aquisição de fibra (o restante precisa ser equipamento). A mudança passa a valer em abril. As empresas interessadas podem acessar a linha de crédito pelo site da financiadora: www.finep.gov.br.

Sobre o programa

Lançado em junho de 2017, o Programa de Apoio à Aquisição Inovadora em Empresas de Telecomunicações tem como principais interessados provedores de internet, operadoras e empresas de energia. Os recursos são reembolsáveis e disponibilizados via Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funttel).

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Finep e BNDES vão financiar projetos de inovação no setor mineral no valor de R$ 1,4 bi

A Finep e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovaram investimento de mais de R$ 1,4 bilhão em pesquisas, desenvolvimento e inovação na área de mineração e transformação mineral. Os projetos foram selecionados no âmbito do edital Inova Mineral – segunda rodada. Ao todo, foram escolhidas 19 propostas, de um total de 50 inscritas. A demanda superou a primeira etapa da chamada, quando foram recebidas 42 propostas – das quais 24 foram aprovadas, com R$ 737 milhões em investimentos previstos.

O maior número de projetos aprovados é voltado para tecnologias e processos para redução e mitigação de riscos e impactos ambientais, como a recuperação e aproveitamento de resíduos: cerca de 37% (7) do total de projetos selecionados, totalizando pouco mais de R$ 1 bilhão. A linha, inclusive, foi a que mais recebeu propostas (15 no total).

De acordo com Maurício Syrio, superintendente de Inovação em Indústria, Engenharia e Serviços da Finep, após o rompimento, em novembro de 2015, da barragem da Samarco, em Mariana (MG), era esperado que viessem em maior número os projetos com foco na preservação do meio ambiente. “Alguns propõem o reaproveitamento de rejeitos e evitam, assim, a necessidade de barragens”, afirma Syrio.

Outro destaque diz respeito aos minerais estratégicos, os chamados “Portadores de Futuro”, como terras raras, grafita, lítio, silício e titânio. As 5 propostas aprovadas, com valor total de R$ 290 milhões, representam aproximadamente 26% do total selecionado. A linha foi a segunda mais concorrida, com 11 projetos enviados.

As outras linhas são: Tecnologias de Mineração (3 projetos); Desenvolvimento e Produção Pioneira de Máquinas, Equipamentos, Softwares e Sistemas (3); e Minerais Estratégicos com Elevado Déficit Comercial: Fosfato e Potássio (1). Segundo Pedro Paulo Dias, gerente do Departamento de Mineração e Metais do BNDES, as empresas selecionadas com propostas mais maduras devem começar a receber desembolsos ainda em 2018.

Sobre o programa

O Inova Mineral tem como objetivo estimular o desenvolvimento de novas tecnologias no setor de mineração e transformação mineral. O programa, que prevê investimentos até 2023, já fomentou um total de 90 planos de investimentos em inovação e sustentabilidade no setor, que representam uma demanda por recursos da ordem de R$ 2 bilhões. Os investimentos aprovados contemplam um conjunto de cerca de 60 empresas e 30 instituições de ciência e tecnologia.

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Finep e EMBRAPII se unem para financiar projetos de inovação em acordo cooperativo

Para fortalecer o apoio à inovação brasileira e agilizar a oferta de financiamentos facilitados, a Finep e a EMBRAPII – Associação Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial, ambas ligadas ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, assinaram acordo de cooperação no dia 18 de janeiro, na sede da Finep no Rio de Janeiro. A ideia é criar um fast track para otimizar a atuação das duas instituições por meio da troca de informações sobre suas carteiras de clientes, facilitando o acesso aos recursos técnicos e financeiros oferecidos.

O presidente da Finep, Marcos Cintra, destaca a importância da complementariedade de ações: “A EMBRAPII é como um selo de qualidade que vai permitir mais rapidez na concessão dos financiamentos, porque as empresas indicadas por eles já terão passado por um crivo rigoroso”.

Jorge Guimarães, presidente da EMBRAPII, explicou que a Associação atua de forma tríplice, unindo empresas, governo e centros de pesquisa organizados como Unidades EMBRAPII, sendo 42 as existentes atualmente. “De todas as nossas parcerias, a Finep é a única que apoia os dois lados – as unidades EMBRAPII e as empresas”, destaca.

A EMBRAPII financia 1/3 dos valores de projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) realizados em parcerias com suas Unidades, de forma não-reembolsável, ou seja, o dinheiro não precisa ser devolvido no fim do projeto. A responsabilidade pelo restante do valor (2/3) é dividida entre a empresa parceira e a Unidade. A Finep entra aí, concedendo financiamentos de longo prazo, com juros baixos e de forma rápida às instituições beneficiárias da cooperação. “Pretendemos ainda no primeiro semestre de 2018 começar os desembolsos ligados a esse acordo”, disse Wanderley de Souza, diretor de Desenvolvimento Científico e Tecnológico da Finep.

O acordo terá vigência de dois anos. Para a concessão do financiamento, os projetos deverão estar em fase avançada de negociação, condicionado à efetiva contratação, ou contratados pela Unidade EMBRAPII ou Polo EMBRAPII IF, já contando, dessa forma, com os respectivos recursos financeiros disponibilizados pela EMBRAPII.

A cooperação prevê que empresas de todos os setores possam solicitar financiamento à Finep, desde que apresentem um projeto de inovação de produtos, processos ou serviços nas áreas de atuação da EMBRAPII, como: biotecnologia, agronegócio, engenharia, eletrônicos, Tecnologia da Informação e Comunicação – TIC, entre outros.

“Precisamos aumentar a competitividade da indústria nacional, o que depende em grande parte da sua capacidade inovadora. No entanto, inovar tem um custo. Com os recursos que serão garantidos pela Finep, oferecemos uma oportunidade para viabilizar a execução da ideia”, disse Jorge Guimarães. A expectativa é que sejam disponibilizados este ano cerca de R$ 3 bilhões para financiamentos a empresas por parte da Finep.

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Finep prorroga até 26 de janeiro inscrições para programa de apoio a startups

Investimento de até R$ 1 milhão da financiadora vai ajudar empresas nascentes a inserir novas tecnologias no mercado ou ganhar escala de produção

A Finep prorrogou até 26 de janeiro o prazo de inscrições para a segunda rodada do Finep Startup, programa que pretende aportar recursos e conhecimento em empresas nascentes de base tecnológica. As startups interessadas em concorrer ao edital poderão enviar suas propostas pelo site da financiadora. No processo, serão selecionadas mais 25 empresas a serem investidas pela Finep, em operação que pode chegar a R$ 25 milhões (até R$ 1 milhão por startup).

Após a alta demanda na primeira rodada (mais de 500 inscrições), a Finep ampliou os temas do programa, com a inclusão de Healthtech, além da categoria Tecnologias Habilitadoras, composta por: Blockchain; Inteligência Artificial; Microeletrônica; Nanotecnologia; e Realidade Aumentada, Realidade Virtual e Realidade Mista. O principal objetivo da mudança é atender a empresas nascentes intensivas em conhecimento que não se enquadraram nos pré-requisitos da primeira rodada.

Sobre o Finep Startup

Lançado em junho de 2017, o programa Finep Startup pretende alavancar empresas que estejam em fase final de desenvolvimento de produto, processo ou serviço, para colocar no mercado, ou que precisam ganhar escala de produção (não são apoiáveis tecnologias em fase de ideia ou pesquisa). Para isso, a financiadora vai aportar conhecimento e recursos financeiros via participação no capital das startups selecionadas. O investimento vai ser feito por meio de contrato de opção de compra de ações e pode chegar a R$ 1 milhão, baseado no plano de negócios.

O foco da Finep é cobrir o gap de apoio existente entre o investimento feito por programas de aceleração, investidores-anjo e ferramentas de financiamento coletivo (crowdfunding) e o aporte feito por Fundos de Seed Money e Venture Capital. Assim, a agência espera ajudar startups brasileiras a superar o chamado “vale da morte”, fase em que empresas promissoras se desmantelam por dificuldades de ganhar tração e cobrir fluxo de caixa negativo.

Outro ponto positivo do programa é que a Finep não pretende tornar as startups dependentes de recursos públicos. Para estimular o empreendedor a buscar capital privado, a financiadora vai dar até 5 pontos a empresas que forem aportadas por investidores-anjo. A quantidade de pontos dependerá do valor do investimento, cujo mínimo é R$ 50 mil. Ao todo, são 20 pontos possíveis: 15 da avaliação da proposta de valor da startup e 5 obtidos caso ela receba investimentos privados de R$ 250 mil ou mais.

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Finep seleciona 25 startups para investir e abre para novas propostas

A Finep divulga em novembro as 25 empresas selecionadas na primeira chamada do edital do seu programa voltado para startups. As escolhidas irão receber investimento da financiadora de até R$ 1 milhão, baseado no plano de negócios apresentado. Em paralelo, a agência também dá início a segunda rodada do Finep Startup, que visa selecionar mais 25 empresas.

A região Sudeste foi a que mais teve startups contempladas – 15 no total –, seguida por Sul (7), Nordeste (2) e Centro-Oeste (1). São Paulo foi o estado com mais empresas selecionadas (7), seguido por Rio de Janeiro (6) e Rio Grande do Sul (4). Paraná e Pernambuco estão representados por 2 startups cada, enquanto Minas Gerais, Espírito Santo, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul têm 1 empresa cada. Todas as selecionadas ainda passarão pela visita técnica, última etapa do processo.

Segunda rodada
As startups que não conseguiram submeter proposta na primeira etapa do edital terão nova chance. Novas inscrições estão disponíveis até 26 de dezembro, no processo que selecionará mais 25 empresas para receber investimento da Finep. Devido a alta demanda (mais de 503 startups inscritas) na primeira rodada, a Finep ampliou os temas presentes no programa (inclusão de Healthtech) e incluiu a categoria tecnologias habilitadoras, composta por: Blockchain; Inteligência Artificial; Microeletrônica; Nanotecnologia; e Realidade Aumentada, Realidade Virtual e Realidade Mista.

O principal objetivo com a mudança é atender empresas nascentes de base tecnológica que tenham como elemento central de sua estratégia competitiva o desenvolvimento de produtos, processos ou serviços baseados nas tecnologias habilitadoras listadas, cobrindo, dessa maneira, empresas que não foram atendidas pela primeira rodada do edital.

Sobre o Finep Startup
O programa Finep Startup pretende alavancar empresas que estejam em fase final de desenvolvimento do produto, para colocar no mercado, ou que precisem ganhar escala de produção. Para isso, a Finep vai aportar conhecimento e recursos financeiros via participação no capital dessas startups. O investimento vai ser feito por meio de contrato de opção de compra de ações.

Para estimular o empreendedor a buscar recursos privados, a Finep vai dar até 5 pontos às empresas que forem aportadas por investidores-anjo. A quantidade de pontos dependerá do valor do investimento privado, cujo mínimo é R$ 50 mil. Ao todo, são 20 pontos possíveis: 15 da avaliação da proposta de valor da startup e 5 obtidos caso ela receba investimentos privados de R$ 250 mil ou mais.

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BID aprova US$ 1,5 bi para Brasil investir em inovação

Empréstimo do BID apoiará a FINEP para fortalecer a inovação em setores estratégicos, potencializar a modernização de MPMEs e aumentar o crescimento de empreendimentos tecnológicos.

O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) aprovou uma linha de crédito condicional para projetos de investimento (CCLIP na sigla em inglês) de US$ 1,5 bilhão para o Brasil, destinada a aumentar a produtividade das empresas brasileiras por meio de mais investimentos privados em inovação e maior dinamização do sistema nacional de inovação do país.

Essa aprovação inclui uma primeira operação de US$ 703,6 milhões para o programa “Inovar para Crescer”, que será executado pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), vinculada ao Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). Do montante total da operação inicial, o BID financiará US$ 600 milhões e a Finep entrará com US$ 103,6 milhões.

O BID pretende acompanhar o governo do Brasil na construção de um caminho sólido para níveis de desenvolvimento sustentáveis e inclusivos no longo prazo. O programa “Inovar para Crescer” chega em um momento crítico para a economia brasileira e aposta em uma estratégia de crescimento baseada na inovação que ajude a reverter a deterioração econômica dos últimos anos.

O programa procura enfrentar desafios importantes como a escassez de investimentos privados em inovação, a baixa complexidade da estrutura produtiva e a insuficiência de dinamismo empreendedor. Além disso, pretende ampliar o financiamento para a inovação em setores estratégicos priorizados pela Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação.

O programa inclui quatro componentes principais. O primeiro é o apoio à inovação em sete setores estratégicos prioritários: indústria química, mineração e transformação mineral, biocombustíveis avançados, agroindústria, alimentos e bebidas, tecnologias de informação e comunicação, saúde e metalurgia. Serão financiados projetos de inovação por meio de recursos reembolsáveis e não reembolsáveis para empresas e recursos não reembolsáveis para instituições científicas e tecnológicas.

A segunda linha de apoio busca promover a modernização de micro, pequenas e médias empresas com potencial inovador pela adoção de tecnologias. Os projetos serão apresentados em um sistema de “janela aberta” e serão financiados pela Finep de forma indireta através de bancos de desenvolvimento e agências autorizadas em nível regional e estadual.

O terceiro componente vai apoiar o crescimento de empreendimentos inovadores de base tecnológica, financiando suas necessidades em etapas precoces para ajudá-los a cruzar o conhecido “vale da morte” e avançar para as fases finais de desenvolvimento de produtos, de introdução no mercado e/ou de ampliação da escala produtiva. Por fim, o quarto componente financiará iniciativas experimentais de inovação aberta e estudos de prospecção e roadmapping tecnológicos em setores prioritários, bem como o fortalecimento das capacidades institucionais da Finep para a difusão do conhecimento e a avaliação do impacto de suas intervenções.

O programa apoiará a Finep para consolidar seu papel como a principal agência pública de fomento à ciência, tecnologia e inovação no Brasil. Desde sua criação em 1967, ela tem como missão implementar as atividades do governo federal direcionadas a promover o desenvolvimento de tecnologias de vanguarda que melhorem a competitividade do país em nível mundial e servir como catalisador do progresso social e econômico. A Finep financia iniciativas em todo o espectro da cadeia de inovação tecnológica, pesquisa básica, pesquisa aplicada e desenvolvimento de produtos, processos e serviços inovadores.

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Finep promove Encontro para Inovação em SC

A Finep realiza, nos dias 6 e 7 de novembro, o terceiro Encontro Finep para Inovação, no Centro de Eventos da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), em Florianópolis (SC). O objetivo da iniciativa é intensificar a atuação da financiadora junto a parceiros e potenciais clientes da região Sul.

O evento, gratuito e aberto a empresas de todos os portes, contará com a presença do ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, e do presidente da Finep, Marcos Cintra, além de toda a diretoria executiva da agência de inovação. Também estarão presentes o governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo, o presidente da Fiesc, Glauco José Côrte, e o presidente da Fapesc, Sergio Luiz Gargioni.

Na ocasião, a Finep apresentará novas iniciativas de apoio à inovação: o Finep Conecta (para aproximar empresas e universidades); o Finep Startup (que pretende aportar recursos e conhecimento com participação no capital de empresas em estágio inicial); e o Programa de Telecomunicações (linha de financiamento exclusiva para aquisição de equipamentos de telecomunicação 100% nacionais).

Com R$ 500 milhões disponíveis, a mais nova linha da financiadora, batizada de Finep Conecta, oferece melhores condições de apoio a empresas que investirem em projetos em conjunto com Instituições de Pesquisa Científica e Tecnológica (ICTs) e universidades. O programa prevê mecanismos como taxas de juros menores e prazos e carências mais longos. Além disso, dependendo do grau de inovação da proposta, a Finep pode financiar até 100% do projeto – que deve ter valor mínimo de R$ 5 milhões. O prazo de pagamento do empréstimo chega a 16 anos.

O programa Finep Startup pretende alavancar empresas que estejam em fase final de desenvolvimento do produto, para colocar no mercado, ou que precisem ganhar escala de produção. Para isso, a financiadora vai investir até R$ 1 milhão em cada startup selecionada. Uma nova rodada para submissão de propostas será aberta em janeiro de 2018.

Já a linha de financiamento para a aquisição de equipamentos de telecomunicação 100% nacionais busca auxiliar a retomada do crescimento do setor no País. Os recursos, da ordem de R$ 630 milhões, são reembolsáveis e serão disponibilizados via Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funttel).

Além dos novos produtos, a Finep atualizou suas condições operacionais, em agosto, por meio da qual passou a oferecer prazos de pagamento de até 12 anos e carência de até quatro anos, dependendo do grau de inovação do plano apresentado.

Atendimento individualizado para empresas

No dia 7 de novembro, empresários locais e dos demais estados do Sul terão a oportunidade de agendar atendimentos individualizados com especialistas da Finep. A rodada de negócios servirá para esclarecer dúvidas sobre funcionamento de linhas e programas, itens financiáveis, condições de financiamento, formulário de submissão de propostas, entre outros pontos. Cada cliente será encaminhado para a linha de financiamento ou para o programa adequados à sua demanda.

Durante o encontro, a Finep assinará ainda memorandos de entendimento com a Agência de Fomento do Estado de Santa Catarina (Badesc) e o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) para o desenvolvimento de novos produtos e cooperação técnica entre as instituições.

O evento também contará com uma palestra do presidente da Fapesc sobre inovação e desenvolvimento regional; entrega de placas de reconhecimento a empresas inovadoras do Sul; e mesa redonda com empresas e instituições locais já apoiadas pela Finep, que compartilharão com o público suas experiências.

Serviço (entrada gratuita: solicite confirmação de presença para o e-mail encontrofinep@alvoeventos.com.br)
Data: 6 e 7 de novembro
Hora: 1º dia – 14h30 às 19h / 2º dia – 8h30 às 18h
Local: Centro de Eventos da FIESC
Endereço: Rod. Admar Gonzaga, 2765 – Itacorubi – Florianópolis/SC

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Startups brasileiras disputam investimento de R$ 1 milhão para superar o “Vale da Morte”

A expressão deixa clara a tensão do momento: para as startups, o “Vale da Morte” se refere ao gap de apoio e financiamento que ocorre, geralmente, entre o aporte feito por investidores-anjo – em média, R$ 100 mil – e o aporte feito por fundos de investimento em empresas em estágio inicial – em média, R$ 3 milhões. De acordo com levantamento da Fundação Dom Cabral, uma em cada quatro startup fecha com menos de um ano de funcionamento; metade encerra a operação com menos de quatro anos.

Para ajudar essas pequenas potências a superar o momento crítico, a Finep criou o programa Finep Startup, que vai investir até R$ 25 milhão em 25 empresas na primeira rodada. A primeira disputa acontece entre os dias 17 e 19 de outubro, no escritório da Finep no Itaim Bibi, em São Paulo. As 75 startups finalistas terão 15 minutos para apresentar suas propostas a uma banca composta por especialistas em inovação, investidores do mercado e outros agentes do ecossistema empreendedor.

A seleção será feita com base em três quesitos: mercado e estratégia; inovação e diferenciais; e empreendedor e equipe. O objetivo é alavancar o crescimento e estimular os empreendedores nesta fase final de desenvolvimento do produto para colocá-lo no mercado. O resultado final, com as 25 empresas escolhidas, será divulgado no dia 19 de novembro.

As startups classificadas para a fase final atuam, principalmente, com os temas Internet das Coisas (14 empresas), Educação (14), Fintech (11) e Agritech (10). Entre os estados que concentram o maior número de candidatas na lista estão São Paulo (21 empresas), Rio de Janeiro (14), Rio Grande do Sul (10) e Minas Gerais (9).

Finep Startup

Lançado no fim de junho, o programa prevê investimento de R$ 400 milhões em quatro anos, via participação no capital das startups. Além do recursos financeiro, as empresas poderão aproveitar o conhecimento dos especialistas da Finep e a rede de contatos da agência governamental, responsável pela consolidação do investimento de risco no Brasil.

A Finep, no entanto, não pretende tornar as startups dependentes de recursos públicos. Por isso, o edital tem um mecanismo para estimular o empreendedor a buscar investimento privado: as startups que apresentarem cartas de investidores-anjo vão ganhar pontos extra na seleção. O modelo, inédito no Brasil, foi inspirado em programas de países como os Estados Unidos.

A segunda rodada de submissão de propostas será aberta em janeiro de 2018.

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Empresas dos setores têxtil e de calçados buscam startups que tenham soluções para o mercado

Nesta quinta-feira, 14 de setembro, será realizado, em São Paulo, o primeiro Demoday FashionTec – Indústria e Varejo. O objetivo é conectar empresas dos setores têxtil e de calçados a startups que tenham soluções relevantes aos desafios enfrentados pelo mercado.

O Demoday é realizado pela Finep em parceria com o movimento 100 Open Startups, principal plataforma de conexão de startups e grandes empresas, e com a Abit e Abicalçados. O evento terá a presença de grandes empresas interessadas em novas parcerias, como 2 Rios, Coteminas, Arezzo, West Coast, Kidy, Solvay, Natura, Geofusion, Sascar, Dow e Dupont.

Para Daniel Dias, Head de biotech na Solvay, uma das patrocinadoras do movimento 100 Open Startups, a expectativa é reunir e conectar importantes players do setor no ecossistema de inovação para que, realmente, troquem informações, demandas e experiências e, efetivamente, acelerem e promovam novos negócios, por meio de inovação aberta, seja para o B2B ou B2C. “Espero que os participantes e o setor saiam do evento mais fortalecidos, com uma visão conjunta das demandas, das necessidades do setor e com o senso de atuação imediata na inovação, dentro do modelo open innovation. Mais que isso, espero que a cultura de inovação do setor seja desafiada para amadurecer”, acrescenta Dias.

Entre as startups que se inscreveram para o Demoday FashionTec – Indústria e Varejo, estará presente a Squidit, plataforma líder de influencer marketing no Brasil, que já tem em seu portfólio clientes do setor têxtil, além de outras convidadas

“Para empresas que trabalham com inovação, como é o caso da Squid, participar de um evento como o FashionTec é uma excelente oportunidade para iniciar o contato com grandes marcas para apresentar nossas novidades. Com apenas uma apresentação, conseguimos iniciar diversas parcerias e nos consolidar cada vez mais no setor”, comenta Felipe Oliva, CEO da Squid.

“Este evento é a oportunidade para startups apresentarem seus projetos e cocriarem soluções para os desafios enfrentados pelo mercado. Nosso objetivo é criar essa conexão entre empresas e startups, a fim de gerar novas oportunidades de negócios”, comenta Bruno Rondani, CEO e fundador do movimento 100 Open Startups.

Demoday Fashion Tech – Indústria e Varejo
Data: 14 de setembro (quinta-feira)
Horário: 08:30 às 12:00
Local: FINEP
Endereço: Av. Pres. Juscelino Kubitschek, 510 – Itaim Bibi, São Paulo – SP

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Finep e NRC lançam chamada conjunta para apoio a desenvolvimento de produtos diagnósticos

A Finep e o Conselho Nacional de Pesquisa do Canadá (NRC) lançaram na segunda-feira, 28 de agosto, a primeira chamada pública conjunta para financiar projetos de desenvolvimento de produtos diagnósticos para a saúde humana. As pesquisas devem ser executadas de forma cooperativa entre empresas canadenses e Instituições de Pesquisa Científica e Tecnológica (ICTs) brasileiras associadas a empresas também brasileiras. A Finep disponibilizará até R$ 2 milhões e a agência canadense, até $ 1 milhão de dólares canadenses, na modalidade não reembolsável.

Entre as atividades financiáveis estão: pesquisa e desenvolvimento dos produtos diagnósticos (incluindo desenvolvimento tecnológico, obtenção de protótipo e validação); registro; e transferência para produção. Os dois últimos serão apoiados apenas pela Finep. São considerados produtos diagnósticos, segundo o edital, reagentes, padrões, calibradores, materiais, artigos e instrumentos, junto com as instruções para seu uso.

A chamada está dividida em duas fases. Na primeira, os consórcios internacionais deverão enviar, até 27 de novembro deste ano, o formulário conjunto publicado na página do edital. Depois de uma avaliação feita pelas duas instituições, os selecionados terão que apresentar seu pedido de financiamento à agência de seu país.

Na segunda etapa, que se encerra no dia 19 de fevereiro de 2018, Finep e NRC vão avaliar separadamente os projetos recebidos, de acordo com os critérios utilizados usualmente por cada instituição, incluindo suas próprias políticas operacionais e respectivas leis e regulamentos nacionais. O resultado final será divulgado no dia 30 de abril de 2018.

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Na ACSP, presidente do BNDES anuncia foco em MPEs e programa que vai liberar crédito em 7 segundos

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Paulo Rabello de Castro, fez palestra hoje na sede da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), na capital paulista. Ele falou durante sessão plenária da ACSP em conjunto com reunião do Conselho Político e Social (COPS) da entidade.

“Estou aqui hoje para fazermos o que deve ser, na realidade, um diálogo entre as várias coordenadorias de economia e política que aqui se reúnem”, disse Rabello. Ele focou sua apresentação em medidas de incentivo para as micro e pequenas empresas, lembrando que grande parte dos projetos que o BNDES pretende implementar já está fincada no passado, como o Programa de Financiamento às Pequenas e Médias Empresas (Fipeme), o Fundo de Desenvolvimento Técnico-Científico (Funtec) e o Fundo de Financiamento de Estudos de Projetos e Programas (Finep), criados na década de 1960. “Quanto mais nós temos boas ideias, descobrimos que elas são excelentes, mas não são novas”, frisou.

Rabello mostrou e analisou a evolução dos desembolsos do BNDES de 2001 a 2016 e a dinâmica das carteiras de crédito entre bancos públicos e privados de janeiro de 2011 a maio de 2017. Para ele, a desaceleração econômica brasileira é puxada pela retração do investimento, pelo baixo índice de confiança da indústria e pela elevada ociosidade. O presidente do BNDES também lembrou que, a partir do final de 2016, o crédito a pessoa jurídica sofreu forte contração e que a queda das carteiras PJs é generalizada.

“Nós temos que ter um pacto em favor de uma gestão pelos próximos quatro anos, que seja digna da comemoração que faremos em 7 de setembro de 2021 e seja um novo grito do Ipiranga”, afirmou.

Giro Pré-Aprovado

Ele adiantou que, no dia 25/8, o BNDES vai lançar o programa Giro Pré-Aprovado, linha de crédito facilitada para capital de giro. Micro, pequenas e médias empresas obterão o crédito com base no cadastro que já têm no BNDES, sem precisar esperar que o banco particular ou público envie uma cópia do cadastro à instituição de fomento. Segundo Rabello, o empreendedor vai saber em até sete segundos se foi contemplado pelo empréstimo do novo programa.
Cinema

O cineasta Bruno Barreto participou da reunião. Com financiamento do BNDES, ele está produzindo um filme sobre expedição de Candido Rondon e Theodore Roosevelt na Amazônia. “São Paulo é hoje o principal centro produtor de audiovisual do País. É a capital cultural do Brasil e não mais o Rio de Janeiro. Apesar da crise, o nosso setor ? produção de séries para TV e outros ? está a pleno emprego por causa da Amazon e da Netflix”, declarou. Ele atentou para a necessidade de regulação no setor a partir da prática. “Eu, como membro do Conselho Superior de Cinema, estou lutando em Brasília para que essa febre regulatória não afugente a Netflix, a Amazon e outras plataformas”.

Guilherme Afif Domingos, presidente do Sebrae Nacional, criticou o cenário atual de crédito para as micro e pequenas empresas. “O crédito não chega na ponta porque os canais estão obliterados. Essa é a nossa discussão dentro do BNDES, pois 83% do universo de pequenas empresas não têm acesso ao sistema bancário e se viram de forma alternativa”.

Ele lembrou que as MPEs representam 98% do universo de empresas no Brasil e que o Microempreendedor Individual (MEI) é “o maior fenômeno de inclusão econômica e social do mundo na atualidade”.

“Estou muito satisfeito em ter aqui conosco uma pessoa que vai contribuir para sairmos desse estado que não nos alegra. Também é preciso que cada um de nós, brasileiros, assumamos a nossa parcela de responsabilidade com o País”, disse Alencar Burti, presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp).

Participaram do evento Jorge Bornhausen, coordenador do COPS/ACSP; Alfredo Cotait, vice-presidente da entidade; Roberto Macedo, coordenador do Conselho de Economia da Associação; Robert Schoueri, membro do Conselho Superior da ACSP. Uma turma de estudantes do curso de administração da Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP) também acompanhou o evento, além de empresários, integrantes do COPS e dirigentes da ACSP.

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Finep Conecta: R$ 500 milhões para projetos conjuntos de empresas e ICTs

Para estimular o setor privado e a academia ao desenvolvimento conjunto de inovação, a Finep vai oferecer melhores condições de apoio a empresas que investirem em projetos de pesquisa em parceria com institutos de ciência e tecnologia (ICTs) e universidades. O novo programa da financiadora, batizado de Finep Conecta, foi lançado pelo presidente da Finep, Marcos Cintra, nesta sexta-feira, 11/8, durante a reunião do Conselho Superior de Inovação e Competitividade (Conic), na Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp). Cintra participou da mesa principal da reunião ao lado de Rodrigo Rocha Loures, presidente do Conic; de Roberto Aluisio Paranhos e Antonio Carlos Teixeira Álvares, vice-presidentes do Conselho; de Mário Neto Borges, presidente do CNPq; de Oswaldo Massambani, superintendente da Finep em São Paulo; e do vereador Angelo Andrea Matarazzo.

A nova linha de crédito da Finep, que estará disponível para as empresas a partir desta segunda-feira (14/8), prevê mecanismos como taxas de juros menores e prazos e carências mais longos. Além disso, dependendo do grau de inovação da proposta, a Finep vai financiar até 100% do projeto – que deve ter valor mínimo de R$ 5 milhões. No total, serão disponibilizados R$ 500 milhões para a iniciativa em 2017.

A falta de articulação entre empresas e instituições de pesquisa é um dos principais obstáculos à pesquisa tecnológica no País. “A cooperação fortalece e dinamiza o sistema nacional de inovação”, destaca Marcos Cintra. De acordo com ele, os principais objetivos como o Finep Conecta são levar o conhecimento gerado nos ICTs e universidades para as empresas e ao mesmo tempo irrigar a pesquisa acadêmica com parte dos recursos usados para empréstimos. “Vamos aproximar o setor produtivo da comunidade científica e financiar parte da necessidade de custeio da academia”, afirma o presidente da Finep.

Exemplo internacional

A academia possui grande valor potencial às empresas, como recursos humanos de qualidade, infraestrutura de pesquisa avançada e possibilidade de transferência de tecnologia. Hoje, a maior parte dos pesquisadores brasileiros está no Governo e no ensino superior – 74%, contra 26% oriundos do setor empresarial.

Países como Suécia, Japão, Finlândia, Suíça e Irlanda possuem iniciativas semelhantes no setor de CTI, com programas que priorizam o aumento dos recursos para projetos conjuntos. Na França, por exemplo, se um ICT apresentar projeto em parceria com uma empresa ganha pontos extras e mais facilidade para obtenção de recursos. A Espanha é outro país que oferece facilidades para empresas e ICTs que trabalham juntos.

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