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FEBRABAN e 28 bancos promovem 2ª Semana da Segurança Digital

A FEBRABAN – Federação Brasileira de Bancos e mais 28 bancos associados realizam entre os dias 25 e 31 de outubro a 2ª edição da Semana da Segurança Digital com o objetivo de promover a conscientização da sociedade para o uso da internet e os serviços digitais de forma segura.

Durante este período, os participantes divulgarão dicas de como se prevenir dos principais golpes e fraudes digitais. Cada participante desenvolverá livremente suas ações de conscientização para seus clientes, usando as hashtags #SegurançaDigital, #SemanadaSegurançaDigital e #CompartilheSegurançaDigital.

Participam da Semana da Segurança Digital os bancos: Agibank, Banco ABC, Banco de Brasília (BRB), Banco do Brasil, Banco do Nordeste, Banco Fibra, Banese, Banestes, Banpará, Banrisul, BMG, Bradesco, BS2, BTG Pactual, BV, C6 Bank, Daycoval, Inter, Itaú, Mercantil, Original, Pan, Pine, Rendimento, Safra, Santander, Sicoob e Sicredi.

Na FEBRABAN, as informações estarão disponíveis no site http://antifraudes.febraban.org.br/ e nas redes sociais da Federação – Youtube, Facebook, Twitter, Linkedln e Instagram. No site antifraudes, também será publicada a Cartilha de Engenharia Social (técnica que manipula o usuário para que ele forneça informações confidenciais) com dicas de como se proteger dos principais golpes.

No próximo dia 30, a entidade também promoverá a live “Aumento dos crimes cibernéticos e a Educação Digital” pela plataforma noomis (http://noomis.febraban.org.br), às 14h30. Participarão Adriano Volpini, diretor da Comissão Executiva de Prevenção a Fraudes da FEBRABAN; Erik Siqueira, agente da Polícia Federal; e Aldo Albuquerque, sócio-diretor da Tempest Security Intelligence.

“Mais uma vez, o setor bancário brasileiro se alinha a ações similares desenvolvidas durante todo o mês de outubro tanto nos Estados Unidos, desde 2003, como na Europa, desde 2012, e que envolvem vários setores da economia”, afirma Isaac Sidney, presidente da FEBRABAN. “Com a nossa ação de conscientização, queremos ajudar o consumidor a usar cada vez mais suas informações de modo seguro no ambiente digital”, acrescenta.

Neste ano, os participantes irão divulgar dicas de como se prevenir dos principais golpes e fraudes digitais nos seguintes temas:

• Home Office

• E-mails Falsos e Páginas Falsas (Phishing)

• Rede Sociais e Privacidade de Dados

• Senhas e Autenticação Segura

• Pix- Sistema de Pagamento Instantâneo

Adriano Volpini, da Comissão Executiva de Prevenção a Fraudes da FEBRABAN, afirma que um dos grandes objetivos da Semana da Segurança Digital também é ajudar a criar uma forte cultura de proteção de dados no Brasil.

“A população tem um comportamento de segurança no mundo digital diferente do mundo físico, em que as pessoas já se acostumaram a tomar cuidados com carteiras, pertences e celulares, quando estão em locais públicos e de grande movimentação. É preciso ter a mesma conduta para o mundo digital”, afirma.

Além de ações de conscientização como a Semana da Segurança Digital, os bancos brasileiros atuam em várias frentes com o objetivo de contribuir para o combate aos golpes e fraudes. As instituições investem cerca de R﹩ 2 bilhões em sistemas de tecnologia da informação voltados para segurança, valor que corresponde a cerca de 10% dos gastos totais do setor com tecnologia.

Entre as tecnologias de ponta usadas pelos bancos voltadas à segurança das transações bancárias e a prevenção a fraudes, Volpini destaca as aplicações de biometria, aliadas à análise de dados, e o uso da inteligência artificial, que contribuem para processos seguros de validação de usuários, controle de ações e monitoramento de compras.

Entretanto, adverte que atualmente 70% das fraudes estão vinculadas à engenharia social. “A educação digital é fundamental para combater este tipo de crime e deve estar presente cotidianamente em nossa vida financeira”, afirma Volpini.

Saiba mais sobre a participação da FEBRABAN na 2ª Semana da nas redes sociais da entidade e pelo site http://antifraudes.febraban.org.br/

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Cadastro das chaves Pix deve ser feito nos canais oficiais do banco

A FEBRABAN – Federação Brasileira de Bancos alerta que o cadastramento das chaves Pix, novo sistema de pagamentos instantâneos que entrará em funcionamento em 16 de novembro, deve ser feito diretamente nos canais oficiais das instituições financeiras, como o aplicativo bancário, internet banking, agências ou através de contato feito pelo cliente à central de atendimento.

O consumidor não deve clicar em links recebidos por e-mails, pelo WhatsApp, redes sociais e por mensagens de SMS, que direcionam o usuário a um suposto cadastro da chave do Pix.

Tentativas de fraudes envolvendo o novo sistema de pagamento foram identificadas como ataques de phishing, ou pescaria digital, que usam técnicas de engenharia social e consistem na manipulação do usuário para que ele forneça informações confidenciais, como senhas e números de cartões. Os golpistas enviam links falsos que, quando acessados, direcionam o usuário a páginas falsas de bancos ou ainda levam à instalação de um arquivo malicioso que rouba dados pessoais e bancários.

Outro tipo de golpe, menos comum, são as centrais falsas oferecendo o cadastramento de chaves do Pix. O fraudador entra em contato com a vítima se passando por um falso funcionário do banco ou empresa com a qual o cliente tem um relacionamento ativo. O criminoso solicita os dados pessoais e financeiros da vítima.

“Os dados pessoais do cliente jamais são solicitados ativamente pelas instituições financeiras, muito menos podem ser usados indevidamente para o cadastramento do Pix sem o seu consentimento. Na dúvida, sempre procure o gerente, uma agência ou a central de atendimento oficial da instituição para obter esclarecimentos”, afirma Isaac Sidney, presidente da FEBRABAN.

Ele ressalta que a FEBRABAN e seus bancos investem constantemente em campanhas e ações de conscientização em seus canais de comunicação com os clientes para orientar a população a se prevenir de fraudes. “Além disso, os bancos investem cerca de R﹩ 2 bilhões por ano em sistemas de tecnologia da informação voltados para segurança para garantir a tranquilidade de seus clientes em suas transações financeiras cotidianas”, diz.

No período de quarentena, as instituições financeiras registraram aumento de 80% nas tentativas de ataques de phishing. De acordo com Adriano Volpini, diretor da Comissão Executiva de Prevenção a Fraudes da FEBRABAN, atualmente, 70% das fraudes estão vinculadas à engenharia social.

“Seja pelo telefone, por e-mail, pelas mídias sociais ou SMS, o fraudador solicita dados pessoais do cliente, como números de cartões e senhas, em troca de algo. Neste caso do Pix, oferece um falso cadastramento da chave do sistema de pagamento eletrônico”, adverte.

Chaves Pix

Desde o último dia 05 de outubro, os clientes interessados em usar o Pix, já podem começar a cadastrar suas informações para aderir à nova solução, que permitirá pagamentos e transferências de dinheiro durante 24 horas por dia, 7 dias por semana, em até 10 segundos. O cadastramento das chaves poderá ser feito a qualquer momento, até mesmo após o início de funcionamento do sistema.

Para que as transações eletrônicas ocorram de forma simples e ágil, sem que o cliente tenha que passar todos os seus dados para o usuário que irá realizar a transferência, o PIX terá chaves de endereçamento para identificação de contas transacionais. Intitulada “chave Pix”, o cadastramento será feito através de um “apelido” que será usado pelo cliente para identificar sua conta no sistema.

O ícone do PIX estará dentro do aplicativo bancário e no internet banking do cliente, assim como já estão outras funcionalidades, como DOC e TED. A chave Pix vincula as informações básicas do usuário aos dados completos que identificam a conta transacional do cliente (identificação da instituição financeira ou de pagamento, número da agência, número da conta e tipo de conta).

Os quatro tipos de chaves Pix que poderão ser usadas e cadastradas são:

• Número de CPF/CNPJ;

• Endereço de e-mail;

• Número do telefone celular

• EVP (Uma sequência alfanumérica de 32 dígitos que, após solicitação do cliente ao seu banco, será enviada pelo Banco Central à instituição, e com ela será possível criar um QR Code

Não é obrigatório cadastrar uma chave para fazer ou receber um Pix. Caso o usuário queira usar o sistema de pagamento instantâneo, sem a chave Pix, será preciso digitar todos os dados bancários do destinatário para realizar uma transação.

Além das chaves de endereçamento, o PIX também trará a experiência do QR Code que possuirá dois formatos:

– Estático: que poderá ser utilizado para transferências ou no comércio quando as informações para pagamentos não mudam, incluindo o valor do pagamento (exemplo: um sorveteiro, em que o preço do picolé é o mesmo sempre)

– Dinâmico: que poderá ser utilizado no comércio quando as informações para pagamentos mudam a cada momento (ex: em um supermercado, quando o valor de cada compra é diferente).

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Clientes podem cadastrar chave Pix a partir de segunda-feira (5)

A partir da próxima segunda-feira (5), os clientes interessados em usar o Pix, sistema de pagamentos instantâneos, poderão começar a cadastrar suas informações para aderir à nova solução, que permitirá pagamentos e transferências de dinheiro durante 24 horas por dia, 7 dias por semana, em até 10 segundos. O Pix começará a funcionar para toda a população a partir de 16 de novembro.

Para que as transações eletrônicas ocorram de forma simples e ágil, sem que o cliente tenha que passar todos os seus dados para o usuário que irá realizar a transferência, o PIX terá chaves de endereçamento para identificação de contas transacionais. Intitulada “chave Pix”, o cadastramento será feito através de um “apelido” que será usado pelo cliente para identificar sua conta no sistema.

Algumas instituições optaram por realizar um pré-cadastro da chave Pix com seus clientes. Entretanto, mesmo tendo feito esse processo, a partir de 5 de outubro, os bancos terão de confirmar com os usuários o efetivo cadastramento das chaves no Pix.

Como irá funcionar o Pix?

O ícone do PIX estará dentro do aplicativo bancário e no internet banking do cliente, assim como já estão outras funcionalidades, como DOC e TED. A chave Pix vincula as informações básicas do usuário aos dados completos que identificam a conta transacional do cliente (identificação da instituição financeira ou de pagamento, número da agência, número da conta e tipo de conta).

Os quatro tipos de chaves Pix que poderão ser usadas e cadastradas são:

• Número de CPF/CNPJ;

• Endereço de e-mail;

• Número do telefone celular

• EVP (Uma sequência alfanumérica de 32 dígitos que, após solicitação do cliente ao seu banco, será enviada pelo Banco Central à instituição, e com ela será possível criar um QR Code

Não é obrigatório cadastrar uma chave para fazer ou receber um Pix. Caso o usuário queira usar o sistema de pagamento instantâneo, sem a chave Pix, será preciso digitar todos os dados bancários do destinatário para realizar uma transação.

Além das chaves de endereçamento, o PIX também trará a experiência do QR Code que possuirá dois formatos:

– Estático: que poderá ser utilizado para transferências ou no comércio quando as informações para pagamentos não mudam, incluindo o valor do pagamento (exemplo: um sorveteiro, em que o preço do picolé é o mesmo sempre)

– Dinâmico: que poderá ser utilizado no comércio quando as informações para pagamentos mudam a cada momento (ex: em um supermercado, quando o valor de cada compra é diferente).

Inovação, comodidade e menor circulação de dinheiro em espécie

Para Isaac Sidney, presidente da FEBRABAN, o Pix é uma inovação que trará mais segurança e conveniência ao consumidor em suas transações financeiras, como já ocorreram com outras ferramentas, como tokenização, mobile baking e internet banking. “O Pix irá aumentar a inclusão financeira no país, estimular a competitividade e aprimorar a eficiência no mercado de pagamentos. O acesso a serviços financeiros constitui um passo crucial para a inclusão social e para o combate à desigualdade no país”, diz.

Para aderir ao PIX, os bancos brasileiros estão investindo recursos adicionais em infraestrutura, tecnologia e segurança para padronizar e organizar um sistema dentro um ambiente de comodidade e confiabilidade para o cliente. Segundo Isaac Sidney, as medidas são condizentes com os investimentos que o setor bancário vem fazendo em modernização tecnológica, da ordem de R﹩ 24,6 bilhões anuais.

Leandro Vilain, diretor executivo de Inovação, Produtos e Serviços Bancários da FEBRABAN, também ressalta que a Federação é favorável a medidas que reduzam a necessidade de circulação de dinheiro em espécie, que somente de custo de logística totalizam cerca de R﹩ 10 bilhões ao ano. “A FEBRABAN e os bancos estão se preparando para esse novo modelo de negócios e com a expectativa de reduzir o custo de logística de numerário”, diz.

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FEBRABAN inaugura Laboratório de Segurança Cibernética

Com investimento inicial de R$ 6 milhões, espaço promoverá treinamentos para equipes de bancos, simulações, compartilhamento de informações técnicas e avaliação de prestadores de serviços em linha com a estratégia de aprimoramento contínuo dos sistemas de defesas das instituições

Para unir forças em ações de prevenção, identificação e combate ao crime digital, a FEBRABAN (Federação Brasileira de Bancos) inaugura hoje (23) as operações do Laboratório de Segurança Cibernética, o primeiro do tipo feito para o Sistema Financeiro Nacional, e que integrará equipes de vários bancos associados. A estrutura permitirá que as instituições financeiras melhorem a eficiência de compartilhamento de informações técnicas e promovam o treinamento e aperfeiçoamento de profissionais para atuar no combate às ameaças virtuais em ações colaborativas e integradas voltadas para proteção e solução de incidentes cibernéticos.

O Laboratório está localizado em São Paulo e contará com as tecnologias mais avançadas disponíveis na área de inteligência e simulação. As atividades serão desenvolvidas com base em quatro frentes: Treinamento, Simulação, Inteligência e Padronização.

Inserida no Planejamento Estratégico da Federação, a criação do Laboratório de Segurança Cibernética foi iniciada em julho do ano passado e visa promover melhorias contínuas para o Sistema Financeiro Nacional. Também acompanha o crescimento significativo das transações eletrônicas, como demonstrou a última pesquisa FEBRABAN de Tecnologia Bancária. O estudo revelou que as operações cresceram 11% em 2019, registrando 89,9 bilhões de transações. Deste total, 63% são feitas pelos meios digitais – internet banking e mobile banking.

A criação do laboratório também contemplará os princípios da Estratégia Nacional de Segurança Cibernética (E-Ciber), aprovada em fevereiro de 2020, que apresenta os rumos que o Governo Federal considera essenciais para que o País, a sociedade e as instituições se tornem seguros e resilientes no uso do espaço cibernético; e também as resoluções já publicadas pelo Banco Central.

As atividades do Laboratório de Segurança Cibernética atenderão inicialmente os 14 bancos que participam na Comissão Executiva de Segurança Cibernética da FEBRABAN, mas, ao longo do tempo, outras instituições poderão participar das ações e atividades do espaço. São eles: Banco Alfa, Banco do Brasil, Banco BV, Banco PAN, Banco XP, Bancoob, Bank of America Merrill Lynch, Bradesco, BTG Pactual, Caixa Econômica Federal, Citibank, Itaú Unibanco, J. P. Morgan e Safra.

“É fundamental trabalhar de forma conjunta para a troca contínua de informações técnicas e de inteligência entre as instituições financeiras. Nosso laboratório é um espaço que fortalecerá a cooperação entre os bancos associados, incentivará treinamentos e buscará soluções inovadoras e o uso tecnologias de ponta para fortalecer os sistemas e equipes de defesa das instituições”, afirma Isaac Sidney, presidente da FEBRABAN. Ele ressalta que os bancos investem R$ 2 bilhões por ano em segurança da informação. “É importante garantir e mostrar aos nossos clientes que a experiência com o seu banco ocorre com total segurança”, acrescenta.

O investimento feito para o lançamento do laboratório foi de R$ 6 milhões, voltados para a montagem do espaço físico, além de aquisição de equipamentos, infraestrutura de tecnologia, programas de simulações de ataques virtuais e a contratação de uma consultoria, que nesta fase será feita pela Accenture.

Quatro frentes

Os treinamentos serão focados em segurança cibernética com conteúdo prático direcionado aos profissionais técnicos e de gestão das instituições financeiras, explica Leandro Vilain, diretor executivo de Inovação, Produtos e Serviços Bancários da FEBRABAN. O primeiro treinamento ocorreu entre 31 de agosto e 4 de setembro, antes mesmo do lançamento, e contou com a participação dos bancos integrantes da Comissão Executiva de Segurança Cibernética da entidade.

Nesta frente de atuação do laboratório, o objetivo é formar cerca de 80 profissionais por ano em diversos níveis de treinamento. “Serão promovidos exercícios de defesa no espaço cibernético e estimuladas práticas que tragam respostas a incidentes virtuais. O combate aos crimes cibernéticos exige profissionais constantemente capacitados”, afirma Vilain. “Esperamos contribuir com a capacitação de equipes para respostas à incidentes, criando, assim, um ambiente favorável de trabalho coletivo entre as instituições bancárias”, acrescenta.

Nas simulações entre os participantes do laboratório serão trabalhados cenários de situações de ataques cibernéticos em grupos de forma técnica e estratégica. A primeira simulação será feita após a volta das atividades presenciais, e o objetivo da entidade também é promover ciclos trimestrais para as ações. Inicialmente, o Laboratório terá a capacidade de realizar até 4 simulações integradas por ano com as ferramentas mais modernas disponíveis no mundo.

Na frente Inteligência, as instituições farão uso estratégico de informações e dados de ameaças e atividades criminosas ocorridas em outros países. Os integrantes do Laboratório vão ter acesso a relatórios técnicos exclusivos sobre estas ameaças e ainda informações atualizadas sobre segurança cibernética para o segmento financeiro.

E na frente Padronização, os profissionais irão analisar fornecedores que atendem o Sistema Financeiro Nacional. O objetivo é que a entidade crie um manual de boas práticas para que sejam observados os critérios de atuação de fornecedores no sistema financeiro.

“A entrada em operação do Laboratório de Segurança Cibernética é mais uma ação que demonstra o comprometimento dos bancos com o aprimoramento constante dos sistemas de segurança das instituições, que buscam garantir a eficiência das operações financeiras cotidianas de milhões de brasileiros, e também é a consolidação do setor no uso da tecnologia para as transações bancárias”, acrescenta Isaac Sidney.

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Mobile banking é o canal preferido dos brasileiros para pagamento de contas e transferências bancárias, aponta pesquisa da FEBRABAN

O número de transações bancárias feitas pelo celular em 2018 cresceu 24% em relação ao ano anterior e os aplicativos dos bancos tornaram-se o canal preferido dos brasileiros para fazer pagamento de contas, transferências de dinheiro e outras transações financeiras. O aumento na quantidade de transações com movimentações financeiras por celular chegou a quase 80% no ano passado.

Hoje, de cada 10 transações, com ou sem movimentação financeira, 6 são feitas por meios digitais – celular ou computador.

Esses são alguns dados da Pesquisa de Tecnologia Bancária 2019 da FEBRABAN, divulgada nesta terça-feira (07/05). A edição deste ano é a 27ª do estudo, realizado pela Deloitte, que revela, de forma consolidada, as tendências de investimentos e do uso da tecnologia no setor financeiro, além de analisar a relação dos consumidores com os canais de atendimento bancários.

Em 2018, 2,5 bilhões de pagamentos de contas e transferências, incluindo DOC e TED, foram realizados por meio do mobile banking, que, pela primeira vez, superou o internet banking na preferência do brasileiro nessas operações.

Esse movimento é reflexo da praticidade de uso, da segurança e da conveniência oferecidas pelo canal, que foi responsável por 40% do total de operações bancárias efetuadas no ano passado – levando-se em conta as transações feitas em agências, via internet banking, autoatendimento, pontos de venda no comércio, correspondentes no país e pelo telefone. Para efeito de comparação, em 2014 o mobile banking respondia por apenas 10% das operações.

De acordo com o estudo, o número de transações bancárias com movimentações financeiras cresceu cerca de 33%. O avanço de 80% na quantidade de transações com movimentações financeiras por celular foi puxado, principalmente, pelo crescimento número de contas pagar por esse canal (que chegou a 1,6 bilhão, em 2018) e de 119% na quantidade de DOCs, TED e outras transferências de quantias em contas bancárias (862 milhões).

O brasileiro também contratou mais crédito pelo celular: foram 359 milhões de contratações em 2018, com aumento de 60% em relação ao ano anterior.

As transações com movimentação de dinheiro em contas bancárias realizadas pelos POS (pontos de venda no comércio, as chamadas maquininhas) ultrapassam aquelas realizadas nas agências, o que reforça a tendência mundial do uso dos canais eletrônicos.

Para o diretor setorial de Tecnologia e Automação Bancária da FEBRABAN, Gustavo Fosse, a opção pelo mobile ajudou a manter a tendência de alta no total de transações bancárias em todos os canais, que saltaram de 71,8 bilhões em 2017 para 78,9 bilhões, no ano passado.

“A facilidade em poder resolver questões financeiras apenas utilizando o celular é um ponto-chave desse crescimento”, afirma. Ele acrescenta que o incremento de transações com movimentação financeira por mobile banking atesta que o cliente se sente cada vez mais seguro para movimentar seu dinheiro por esse canal.

Investimentos – Mesmo num cenário macroeconômico desafiador, os gastos com tecnologia bancária, incluindo despesas e investimentos, continuaram consistentes e somaram R$ 19,6 bilhões no ano passado, um crescimento de 3% em relação ao último ano. Desse total, R$ 10 bilhões foram destinados a software, reforçando o foco das instituições bancárias no desenvolvimento de novas funcionalidades em serviços e produtos dos bancos.

Quando perguntados sobre os investimentos prioritários previstos para os próximos anos, os bancos revelam que o setor tende a usar cada vez mais a inteligência de dados em suas operações: 80% dizem planejar investimentos em big data/analytics; e 73% investirão em inteligência artificial e computação cognitiva. O setor bancário é, junto com o governo, o que mais investe em tecnologia no Brasil.

Contas digitais – O levantamento registrou, também, um boom de contas abertas por meio do mobile banking: foram 2,5 milhões em 2018 ante 1,6 milhão no ano anterior. O internet banking não fica atrás nesse quesito, já que registrou a abertura de 434 mil contas no ano passado, bem acima das 26 mil, em 2017. Também houve um forte incremento de 60% na contratação de crédito por aplicativos de celular; e os investimentos e aplicações feitas pelo mesmo canal cresceram 36%.

A Pesquisa também aponta que as comunicações feitas digitalmente também cresceram de maneira considerável. As interações feitas entre clientes e bancos por web-chat tiveram um crescimento de 364%, e chegaram a 138,3 milhões no ano passado. Já os atendimentos via chatbot passaram de 3 milhões, em 2017, para 80,6 milhões no ano passado, ou seja, aumentaram 2.585%.

A Pesquisa e a metodologia adotada

A Pesquisa FEBRABAN de Tecnologia Bancária é realizada há 27 anos pela Federação Brasileira de Bancos. O levantamento foi desenvolvido em parceria com a Deloitte e contou com a participação de 20 bancos, que representam 91% dos ativos dessa indústria no País. Um questionário online foi aplicado às instituições financeiras e, também, foram feitas entrevistas com especialistas; dados públicos foram consolidados e pesquisas internacionais da Deloitte foram usadas para ampliar e aprofundar a análise dos dados.

“A Pesquisa Deloitte mostra que os bancos têm explorado novas tecnologias constantemente, sempre tendo como prioridade oferecer uma experiência melhor, mais rápida e segura para seus clientes”, analisa Sérgio Biagini, Sócio Líder da Deloitte para Serviços Financeiros no Brasil.

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Negociação virtual cresce e bancos expandem serviços para o consumidor

Acordos de negociação de dívidas feitos de forma virtual já representam até 40% do total, em algumas instituições. Em um prazo de até dois anos, a negociação online deverá superar a presencial

A negociação online para quitar dívidas de clientes e empresas avança em plataformas e aplicativos oferecidos pelos principais bancos do país: os acordos feitos de forma virtual já representam até 40%, em algumas instituições financeiras, do total. Pela estimativa do setor, as negociações online, entre este e o próximo ano, já deverão ultrapassar as presenciais, feitas nas agências.

A conveniência de dispensar o deslocamento a uma agência e a flexibilidade de horário estão entre as principais razões apontadas por especialistas para explicar o avanço das negociações de modo virtual, explica Fábio Moraes, diretor de Educação Profissional e Financeira da FEBRABAN. Outro fator é a maior discrição e privacidade no atendimento _ uma vez que não há o contato telefônico, eliminando-se, dessa forma, situações que possam causar constrangimentos.

“Com o celular usado em um número cada vez maior de transações e com a conveniência dos serviços digitais, em um prazo de um a dois anos, a negociação online deverá superar a física”, prevê o diretor da Federação. Atualmente, 35% das transações bancárias são feitas pelo mobile banking, de acordo com a Pesquisa FEBRABAN de Tecnologia Bancária. Se somado o internet banking, as operações eletrônicas totalizam 57%.

Independentemente da forma de negociação escolhida pelo consumidor _ se por meio do uso de plataformas ou presencialmente _ é importante ressaltar que os bancos têm políticas de monitoramento dos consumidores endividados, e adotam medidas preventivas e ações voltadas à orientação financeira. Também enviam ao cliente, se solicitado, documentos e demonstrativos que apresentem a evolução da dívida, para que possam entender a composição dos valores apresentados. Estas medidas estão previstas no Normativo de Tratamento e Negociação de Dívidas, lançado em agosto de 2017 pelo Sistema de Autorregulação Bancária da FEBRABAN.

Outro ponto de destaque do normativo de Autorregulação é o estímulo ao uso da plataforma “consumidor.gov.br” do Ministério da Justiça. A plataforma é hoje o principal instrumento usado nos mutirões de negociação de dívidas organizados pelos Procons de todo o país. E os números falam por si: em 2018 foram realizados 45 mutirões com índice de acordo próximo de 80%.

“O normativo amplia a transparência sobre os canais oferecidos para negociação de dívidas, tanto presenciais como eletrônicos. Também contribui para a reestruturação financeira do consumidor”, afirma Amaury Oliva, diretor de Autorregulação da FEBRABAN. A iniciativa é um esforço do setor para enfrentar proativamente um tema sensível, evitando que os conflitos exijam recurso aos órgãos de defesa do consumidor e à Justiça.

Plataformas de negociação

Os principais bancos brasileiros investem em plataformas de negociação online para se aproximar cada vez mais dos clientes endividados e facilitar o pagamento de débitos em atraso pelos canais digitais.

O Itaú Unibanco faz, até 31 de março, a campanha “Conte a sua história para a gente sair dessa com você”. O objetivo é incentivar o processo de revisão de dívidas pelos meios eletrônicos, o que inclui site, aplicativo e chat. “Os canais digitais são, atualmente, um meio de contato fundamental para os clientes que buscam colocar suas finanças em dia”, diz Adriano Pedroti, diretor de Crédito e Cobrança do Itaú Unibanco.

O número de renegociações efetivadas em canais digitais no banco cresceu 72% no ano passado, segundo os dados mais atualizados da instituição. Somente com o Feirão de Renegociação, feito pelo Itaú no último trimestre de 2018, a procura aumentou quase 30%, considerando centrais de atendimento, site, app e agências. O volume de acessos aos canais digitais por clientes em busca de renegociar dívidas teve um aumento de 27% durante a iniciativa.

O Portal Soluções de Dívidas, do Banco do Brasil, atingiu quase um milhão de acordos realizados e ultrapassou mais de R$ 10 bilhões renegociados, desde que foi criado em 2014 pela instituição até dezembro do ano passado. “A quantidade de acordos feitos pela plataforma cresceu 163% e o valor renegociado aumentou 179%, de janeiro de 2017 até agora”, afirma Simão Kovalski, diretor de Reestruturação de Ativos Operacionais do BB.

Considerados todos os acordos contratados em agências e em canais digitais, 40% das renegociações concretizadas pelo BB já são online. Desde o lançamento do portal, mais de 425 mil clientes já renegociaram suas dívidas pelo internet banking ou app.

Com o lançamento de seu Portal de Renegociação no ano passado, o Santander chegou a 30% de acordos feitos por meio de canais digitais. Em 2016, quando o banco iniciou o processo de recuperação de dívidas pelo internet banking e chat, o percentual era 3%. Um ano depois, com a possibilidade de negociar pelo mobile banking, havia subido para 11%. “Neste ano seguiremos investindo em soluções digitais para que possamos alcançar números ainda mais expressivos: 50% de participação no market share”, diz Paulo Cesar Mendes Oliveira, superintendente-executivo de Recuperação de Crédito do Santander Brasil.

Sob medida

“É possível compreender de forma rápida e eficaz o momento financeiro do cliente e oferecer negociações apropriadas à sua capacidade de pagamento”, ressalta Sebastián Duh, superintendente do Departamento de Recuperação de Créditos do Bradesco, ao destacar as prováveis razões para o crescimento dessa forma de negociar os débitos.

Para o executivo, assim também se oferece ao cliente praticidade, comodidade e privacidade, facilitando o processo de negociação. O Bradesco também notou crescimento nas negociações virtuais, principalmente da realizada por meio do celular, que hoje representa 30% do total das negociações em canais digitais.

Já a média diária de acordos feitos nos meios digitais na Caixa foi seis vezes maior em 2018 em comparação ao período de novembro de 2016 – quando a operação foi criada no site- a janeiro de 2017. O número de acordos passou de 235 por dia para cerca de 1.550, segundo Julio Cesar Volpp Sierra, vice-presidente de Produtos de Varejo da Caixa.

O montante renegociado chegou a R$ 772 milhões no ano passado, com 567 mil acordos para pagamentos de débitos em atraso. “A negociação online tem aumentado a cada dia, mas a presencial, nas agências da Caixa, ainda é maior”, diz. “Os nossos clientes mudam o comportamento de forma gradativa para o canal online.”

Impactos

O atual cenário econômico torna ainda mais relevante a busca de serviços mais eficientes e que estimulem os consumidores a decisões mais conscientes, na hora de quitar as dívidas e recuperar o crédito.

O Brasil chegou, em 2018, a 62,6 milhões de brasileiros com alguma conta em atraso e com o CPF restrito para contratar crédito ou fazer compras parceladas, segundo dados do indicador de inadimplência da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). O número representa 41% da população adulta do país.

O vice-presidente da Caixa destaca que a instituição tem alcançado índices recordes de reversão da inadimplência nos últimos anos, com iniciativas que incluem a negociação online. Isso ocorre não só nos canais tradicionais – como autoatendimento (ATM), internet banking e mobile banking -, mas por novos meios. “O caminhão da adimplência percorre as cidades para proporcionar atendimento presencial ao cliente que quer negociar suas dívidas”, explica Sierra, da Caixa. Até junho, o caminhão estará em cidades de seis Estados – São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Sergipe, Rio Grande do Norte e Ceará.

Educação Financeira

As plataformas de negociação dos bancos também têm investido em conteúdo para internet que vai além das ferramentas para simular cálculos, valores, prazos e prestações. O motivo é simples: sabem que lições de educação financeira têm impacto na taxa de inadimplência. “Estão educando financeiramente e orientando as pessoas sobre como lidar melhor com o orçamento mensal”, afirma Fábio Moraes.

O portal Meu Bolso em Dia, da FEBRABAN, atua com o objetivo de oferecer conteúdo sobre finanças pessoais e ensinar a usar o crédito de maneira consciente para evitar o endividamento. Já acumula mais de 20 milhões de visitantes desde que foi lançado, em 2010.

Em julho passado, o Santander lançou a ferramenta “Meus Compromissos Financeiros”, no app da instituição, para o cliente verificar sua situação e agir de forma preventiva ao endividamento. O acesso já passa de 2 milhões por mês. “Esperamos redução na taxa de inadimplência por levar algo além para o cliente: educação financeira, ou seja, propiciando ferramentas que permitam, de forma preventiva, cuidar da vida financeira”, diz Mendes de Oliveira, superintendente do Santander.

Ainda neste semestre, o Banco do Brasil deve lançar melhorias em seu portal de renegociação para torná-lo mais simples e intuitivo. “Isso sem perder funcionalidades, como permitir o acesso de clientes que não possuem mais conta corrente ativa ou não se lembram de suas senhas”, diz Kovalski, diretor do banco.

Os programas e iniciativas das instituições financeiras para negociações online com seus clientes são tema da reportagem de capa da edição 79 da revista CIAB FEBRABAN divulgada hoje. A matéria completa pode ser lida neste link.

Fonte: FEBRABAN

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Investimentos dos bancos em tecnologia somam R$ 19,5 bilhões em 2017, com crescimento acima da média mundial

Os investimentos e despesas em tecnologia no Brasil feitos pelo setor financeiro em 2017 somaram R$ 19,5 bilhões, um aumento de 5% em relação ao ano anterior. Em dólares, a alta (também afetada pela forte variação cambial do período) foi de 15%, acima da média mundial de 3,6% segundo dados da Gartner. Esse resultado é uma das novidades da Pesquisa de Tecnologia Bancária 2018 da FEBRABAN, realizada pela Deloitte, divulgada hoje. O estudo, já em sua 26ª edição, traz uma radiografia e tendências do comportamento do setor financeiro no que se refere aos investimentos e uso da tecnologia, bem como a relação dos consumidores com os canais de atendimento.

Quando comparado a outros setores, o setor financeiro compartilha a liderança dos investimentos em tecnologia com o governo, que, historicamente, é o segmento de mercado que mais investe nessa área. As transações bancárias em 2017 somaram 71,8 bilhões, com alta de 10% ante os 65,4 bilhões de 2016. “A indústria bancária brasileira segue robusta, madura e comprometida com os avanços tecnológicos presentes na sociedade”, afirma Gustavo Fosse, diretor setorial de Tecnologia e Automação Bancária da FEBRABAN.

Todo esse processo vem sendo reforçado pelo alto volume de recursos destinados pelos bancos ao setor. Os investimentos com software, que avançaram 15% em relação a 2016, representam metade do orçamento dos bancos em tecnologia. Hardware consumiu 32% dos investimentos, e telecom, 18%.

O executivo chama atenção para o desempenho do mobile banking, que reflete “o investimento maciço da indústria em usabilidade e oferta de novos serviços”. Os números desta 26ª edição da Pesquisa comprovam: as transações com movimentação financeira por aplicativos de celular saltaram 70%, impulsionadas pelo crescimento do pagamento de contas (+85%), transferências/DOC/TED (+45%), contratação de crédito (+ 141%) e investimentos/aplicações (+42%).

No total, foram realizadas 25,6 bilhões de transações através do canal mobile no último ano – alta de 38% em relação a 2016 – o equivalente a 35% de um universo de 71,8 bilhões de operações. A participação do mobile no total das transações bancárias cresceu 3,5 vezes em relação a 2011, confirmando-se como o preferido dos brasileiros para realizar operações bancárias.

Se os números envolvendo o mobile são expressivos, o fato é que ointernet banking também registrou avanço, modesto, porém significativo, no consolidado geral: foram 15,8 bilhões de transações (+2%) por esse meio. O número de transações com movimentação financeira aumentou 6%, de 3,4 bilhões de operações em 2016 para 3,6 bilhões em 2017. Juntos, mobile e internet banking contabilizam 5,3 bilhões de operações com movimentação financeira em 2017. No geral, os dois canais têm 58% de participação no total das operações (com ou sem movimentação financeira).

Não há dúvidas de que a indústria bancária vem atuando como indutora no uso dos meios digitais. Um item apontado pela Pesquisa foi o maior ritmo de adoção de agências pelo conceito digital, com atendimentos por meio de chats, telefone, e-mail ou videoconferência. O número dessas agências triplicou em relação a 2016: são 373 agências em 2017, ante 101 do ano anterior.

Canais tradicionais

Em 2017, o número de agências tradicionais teve uma ligeira queda. Em função das recentes aquisições, os bancos eliminaram as sobreposições existentes na rede bancária. Além disso, com o avanço dos meios digitais, as agências passam por uma readequação do seu modelo tradicional de negócio e adquirem um papel mais consultivo, com funcionários preparados para atender as novas necessidades e questionamentos trazidos pelos clientes.

O número de postos especializados de atendimento bancário (PABs) teve um leve aumento, de 3%, em 2017, enquanto o número de postos de atendimento eletrônico (PAEs) teve um movimento oposto, com uma leve queda de 6%. Assim, como nos anos anteriores, a rede de ATMS também teve uma ligeira queda em 2017.

A Pesquisa e a metodologia adotada

Realizada há 26 anos pela FEBRABAN, em 2018, a Pesquisa FEBRABAN de Tecnologia Bancária foi desenvolvida em parceria com a Deloitte e contou

com a participação de 24 bancos, que representam 91% dos ativos dessa indústria no País. O estudo foi feito por meio de um questionário online aplicado às instituições financeiras, entrevistas com especialistas, consolidação de dados públicos e também com pesquisas internacionais da Deloitte, para ampliar e aprofundar a análise dos dados.

“Os resultados da Pesquisa da Deloitte destacam que o DNA de transformação digital dos bancos consiste na exploração constante de novas tecnologias, tendo um objetivo em comum: uma melhor experiência para os clientes”, finaliza Paschoal Pipolo Baptista, sócio-lider de Banking & Capital Markets da Deloitte.

Para conferir a apresentação completa da pesquisa, acesse esse link. O relatório completo será lançado no CIAB FEBRABAN 2018, que acontecerá entre os dias 12 e 14 de junho (mais informações em www.ciab.org.br).

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FEBRABAN: combate sem trégua às fraudes eletrônicas

Entre as novas tecnologias na mira do setor bancário para os próximos anos, a biometria tem posição de destaque. Considerada uma medida eficaz para combater fraudes na indústria de pagamentos e reduzir perdas financeiras para clientes e bancos, a biometria respondeu por cerca de 8% dos investimentos dos bancos em novas tecnologias no ano passado, segundo Pesquisa FEBRABAN de Tecnologia Bancária 2017, com dados colhidos de 13 das principais instituições financeiras do País. No total, as despesas dos bancos em segurança de tecnologia da informação alcançam, anualmente, os R$ 2 bilhões.

Aumentar a eficiência dos sistemas de autenticação nas transações é uma necessidade global: a cada US$ 100 transacionados no mundo, US$ 0,06 são perdidos com fraudes, segundo dados da Visa. A autenticação por impressão digital, por exemplo, já consegue barrar entre 70% e 80% das tentativas de fraude possíveis no setor financeiro. “Nos bancos de varejo, de uma forma geral, diria que estamos mais próximos dos 80%”, diz Adriano Volpini, diretor da Comissão de Prevenção a Fraudes da FEBRABAN.

O executivo compara a evolução da biometria ao avanço na tecnologia de um método de segurança bem mais simples: a chave. “Você tem diferentes tipos chaves (biometria), desde aquela antiga, de uma caixinha de música, até uma chave tetra, que hoje seria a biometria por fingerprint”, diz ele. “Diria que o reconhecimento facial é uma chave que está além da tetra, é ainda mais segura; mas ainda estamos em busca (de aperfeiçoamento, no setor financeiro)”, explica Volpini.

A próxima edição da revista Ciab FEBRABAN, a ser publicada na primeira quinzena de outubro, detalha os avanços em estudo pelo setor financeiro no campo da biometria, especialmente a de reconhecimento facial, com produtos capazes até de registrar clientes a partir de informações como a rede de vasos sanguíneos do globo ocular. Áreas como o microcrédito são os maiores beneficiários potenciais dessas novas tecnologias, que, como mostra a revista, levantam, entre seus desafios, a proteção à privacidade.

Parcerias

Além do uso crescente das inovações tecnológicas, o combate às fraudes bancárias eletrônicas ganhou reforço com a renovação, em setembro, do acordo de cooperação técnica entre a FEBRABAN (Federação Brasileira de Bancos) e a Polícia Federal. O acordo vai permitir intercâmbio mais ágil de informações, troca de know-how em tecnologia e o trabalho integrado de equipes das instituições.

“A Polícia Federal poderá contar periodicamente com o envio de analistas das instituições financeiras a Brasília para fortalecer o trabalho de inteligência na repressão a esse tipo de crime”, explica Leandro Vilain, diretor de Negócios e Operações da FEBRABAN.

O executivo ressalta que a iniciativa faz parte de um conjunto de ações dos bancos em parceria com governos, polícias e com o Poder Judiciário no combate a crimes no segmento financeiro. O objetivo do compromisso com a PF é mapear de forma mais rápida a ação de fraudadores que agem de forma individual ou coletiva, e fechar o cerco aos crimes na internet.

“No passado, não tínhamos tanta tecnologia, não tínhamos tanta parceria”, disse o diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello, na ocasião da assinatura do o acordo. Ele ressaltou a importância da cooperação dos bancos com os investigadores e propôs à FEBRABAN discussões para uma futura parceria público-privada voltada ao combate de crimes cibernéticos.

O acordo assinado permite compartilhamento de informações e de tecnologias no combate aos crimes eletrônicos, visando a segurança das instituições financeiras e da sociedade beneficiada pelo setor bancário. As informações estruturadas entregues às autoridades policiais permitirão identificar o modus operandi dos criminosos e apontar caminhos para as investigações. O termo prevê, ainda, o desenvolvimento de estudos técnicos e profissionais, bem como a elaboração e produção de documentos de segurança para uso nas atividades de inteligência.

O convênio regulamenta os procedimentos dos bancos para comunicar, à Polícia Federal, suspeitas ou confirmação de práticas de ilícitos penais. Também trata do compartilhamento de informações sobre movimentação de recursos financeiros relacionados a crimes contra instituições financeiras.

Na assinatura do primeiro acordo, firmado em 2009, cerca de 15 bancos, que representam mais de 90% do mercado bancário, aderiam à iniciativa. Com a renovação do acordo, deve aumentar o número de instituições financeiras fornecedoras de informações importantes para a repressão ao crime organizado.

Fonte: FEBRABAN

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Braspag já opera com as novas regras do boleto registrado

A Braspag, empresa do grupo Cielo e líder em soluções de meios de pagamento para e-commerce na América Latina, já adaptou os seus serviços às novas normas definidas pela FEBRABAN e a rede bancária que determinam o registro dos boletos de pagamentos.

As regras entram em vigor a partir da próxima segunda-feira, 10 de julho, para boletos com valores igual ou superior a R$ 50 mil. A partir de 11 de dezembro deste ano, boletos bancários que não possuírem o CPF e o CNPJ do pagador não serão mais aceitos pelo Banco Central.

Segundo o CEO da Braspag, Gastão Mattos “a Braspag sempre está atenta às normas de segurança e tendências do setor de meios de pagamento, por isso a empresa já dispunha de ferramentas para realizar esta adaptação, ficando apenas a cargo dos bancos emissores utilizarem ou não este serviço”, explica. “Com a nova regra, nos antecipamos para operar neste novo modelo e os bancos que já estiverem preparados para a regra já podem contar com a Braspag”, conta.

De acordo com a FEBRABAN, um dos principais benefícios da nova regra é que o consumidor não precisará mais ir ao banco emissor para quitar um boleto vencido, podendo ser realizado em qualquer agência bancária. Além disso, afere mais segurança ao lojista e consumidor, e também possibilita melhorias na gestão de conciliação de pagamentos, otimiza relatórios e permite o uso dos boletos para averiguar operações de crédito.

“A medida ajudará toda a rede a mitigar fraudes, principalmente no comércio eletrônico, que é o maior alvo. Com mais segurança neste tipo de operação para lojistas e consumidores, este meio de pagamento pode registrar aumento de procura, sendo uma boa opção para usuários com renda insuficiente para possuir cartões de crédito, impactando positivamente o varejo online”, afirma Mattos.

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Unify mostra no CIAB 2017 expertise de soluções Omnichannel para o setor financeiro

A Unify, empresa de software e serviços de comunicação do grupo Atos, vai apresentar na edição 2017 do CIAB Febraban, o maior evento de tecnologia para o setor financeiro do Brasil, soluções que habilitam bancos e seguradoras a darem um passo fundamental em seus processos de transformação digital: a oferta de experiências de atendimento Omnichannel.

Pelo segundo ano consecutivo, a Unify vai estar no CIAB ao lado da Atos, que apresentará no stand do grupo uma proposta tecnológica completa de jornada digital, capaz de mudar a forma como os bancos se relacionam com seus clientes, melhorando sua experiência de atendimento e possibilitando a oferta de novos produtos e serviços.

O OpenScape Contact Center é a espinha dorsal do ecossistema tecnológico inovador da Unify, que integra múltiplos canais de atendimento ao usuário, coleta e analisa as informações de perfil e toma decisões cognitivas baseadas na análise desses dados – como, por exemplo, ofertar crédito a um potencial cliente que está buscando um novo veículo, rastreando seu digital footprint, por meio de mecanismos de análises de dados em redes sociais.

Como resultado, é possível fornecer um atendimento iniciado por chatbot no Facebook, por exemplo, para captação desse potencial cliente – e caso o sistema identifique interesse ou potencial de aquisição do produto, o atendimento pode ter continuidade por meio de uma chamada de áudio ou vídeo, sem perda de histórico do usuário.

Essa integração também permitirá aos bancos oferecerem serviços e produtos personalizados de acordo com o perfil de comportamento do cliente nas redes, por meio de qualquer canal, proporcionando uma experiência Omni Channel para os clientes do banco.

No CIAB 2017, a Unify vai reforçar sua expertise de entrega de soluções voltadas ao mercado financeiro, um dos focos da empresa para 2017, e que enfrenta desafios para promover sua transformação digital, na avaliação de Ana Viani, COO da Unify.

“Enxergamos esse momento de digitalização do mercado financeiro brasileiro como uma oportunidade para demonstrar a excelência das nossas plataformas de comunicação unificada e colaboração. Acreditamos que podemos contribuir muito com as empresas do setor”, comenta Ana Viani.

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Presidentes de bancos, prefeito de São Paulo e youtuber Zach King serão alguns dos destaques do Ciab FEBRABAN 2017

Mais de 280 palestrantes do Brasil e do mundo já estão confirmados para a 27ª edição do Ciab FEBRABAN, principal congresso de tecnologia da informação para o setor financeiro da América Latina. Com o tema central “Ser Digital”, os participantes poderão acompanhar 73 painéis, divididos em três trilhas técnicas: Produtos, Transformação Digital e Experiência do Cliente. O evento ocorrerá entre 06 e 08 de junho, no Transamerica Expo Center, em São Paulo.

Em sua abertura, o Ciab FEBRABAN receberá Murilo Portugal, presidente da FEBRABAN; Gustavo de Souza Fosse, diretor setorial de Tecnologia e Automação Bancária da FEBRABAN; João Doria, prefeito de São Paulo; Maurício Machado de Minas, presidente do Conselho do Ciab e vice-presidente do Bradesco; e Adalberto Felinto da Cruz Júnior, secretário-executivo do Banco Central do Brasil.

Destaques

No primeiro dia do evento, logo após a abertura, o auditório FEBRABRAN receberá como keynote speaker, João Doria, que ministrará palestra sobre o tema “Cidades Inteligentes”, a partir das 10h30. Em seguida, às 11h45, Sérgio Rial, presidente executivo do Santander Brasil, abordará o Mundo pós-digital. Outro destaque será Dag Detter, autor e consultor de Investimentos da Detter & CO. Ele estará em um painel, no auditório A, partir das 14h00, junto com Sérgio Cutolo, vice-presidente do BTG Pactual, e o moderador Renato Villela, diretor de Participações Societárias e Imobiliárias da Funcef. Eles falarão sobre o tema “A Riqueza Pública das Cidades”.

Já no segundo dia, a palestra de destaque será do Paulo Rogério Caffarelli, presidente do Banco do Brasil, que abordará A conveniência de ser mais que digital. Quem encerra as atividades no auditório principal é Oscar Salazar, cofundador do Uber.

O keynote speaker, que finalizará a programação do Ciab FEBRABAN, será o norte-americano Zach King. O ilusionista faz sucesso no Youtube e ficou mais conhecido ainda depois de levar seu conteúdo para outras plataformas como Vine e Instagram. Zach fará a palestra “O Contador de Histórias que há em nós”.

Trilhas Técnicas

A trilha de Produtos inclui a parte de seguros e de Meios de Pagamento, que foram desenvolvidas em parceria com a CNseg (Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização) e com a Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartão de Crédito e Serviços), respectivamente. Dentro desta trilha, será realizado um painel de discussão sobre a Nova Plataforma de Cobrança, que contará com a participação do João Carlos Pinto de Mello, gerente executivo da Diretoria de Soluções Empresariais do Banco do Brasil; Joaquim Kavakama, superintendente geral da CIP, e terá como moderador Leandro Vilain, diretor de Políticas de Negócios e Operações da FEBRABAN. Esse painel ocorrerá no primeiro dia, no auditório G3, às 14h.

Um dos temas que serão mais debatidos durante a trilha de Transformação Digital de todo o evento será o blockchain. Os visitantes poderão acompanhar discussões que mostram desde as aplicações dessa tecnologia, cases de grandes players da indústria bancária, até tendências que estão sendo implantadas em outros países. Além disso, a trilha também abordará temas como tecnologias disruptivas, inteligência artificial, APIs, analytics, computação cognitiva, moedas virtuais, cloud, segurança da informação e infraestrutura.

Já na trilha de Experiência do Cliente, o auditório G3 será palco de um interessante debate que abordará o Futuro das Agências e Agências do Futuro, a partir das 15h30. O painel terá a participação de Sérgio Biagini, sócio da Deloitte, consultoria que realiza a Pesquisa de Tecnologia Bancária da FEBRABAN; Maritza Guaderrama, CEO da Designit Spanhã & LATAM e Neudson Peres de Freitas, do Banco do Brasil. Outros temas que serão abordados pelos painéis serão fintechs, canais de atendimento, pessoas e user experience.

Para conferir a programação completa do congresso de tecnologia, acesse: www.ciab.org.br

Ciab FEBRABAN

Data: 06 a 08 de junho de 2017

Local: Transamerica Expo Center (avenida Doutor Mário Vilas Boas Rodrigues, 387 – Santo Amaro)

Site:http://www.ciab.org.br

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Mobile Banking é o preferido dos brasileiros para transações bancárias, revela pesquisa da Febraban

Canal ultrapassa internet banking e representa 34% do total das operações em 2016; movimentações financeiras pelo canal aumentam 140%

O mobile banking é o canal preferido dos brasileiros para operações bancárias e já representa um terço das transações feitas no país, de acordo com a Pesquisa FEBRABAN de Tecnologia Bancária 2017, divulgada hoje pela Federação, com dados de 2016. Segundo o estudo realizado pela Deloitte, com 17 bancos que resentam 91% dos ativos da indústria bancária brasileira, o canal superou, pela primeira vez, o internet banking na preferência do cliente e respondeu por 34% do total das transações realizadas no país no ano passado, um aumento de 14 pontos percentuais em relação à pesquisa anterior.

O levantamento revelou que o uso do mobile banking quase dobrou em 2016, passando de 11,2 bilhões de transações para 21,9 bilhões. Considerando-se apenas as transações com movimentação financeira, o crescimento foi ainda maior: saltou de 500 milhões para 1,2 bilhão, alta de 140%. No ano passado, foram feitas pelo canal 505 milhões de transferências por TED/DOC ante 60 milhões em 2015, um incremento significativo de 741%. Além disso, os brasileiros pagaram 468 milhões de contas pelo mobile banking, 37% a mais do que o registrado no levantamento anterior.

O número de contas que usam o recurso também apresentou alta: saltou de 33 milhões para 42 milhões. A pesquisa identificou também que 9,5 milhões de clientes do mobile banking são heavy users – utilizam mais de 80% de suas transações bancárias neste canal.

“A possibilidade de fazer transações bancárias usando apenas um dispositivo à mão, o smartphone, trouxe comodidade, funcionalidade, rapidez e a presença do banco na vida do cliente em qualquer lugar, 24 horas por dia, sete dias por semana”, afirma Gustavo Fosse. O diretor da FEBRABAN também destaca que o consumidor demonstra mais confiança nos canais digitais, e o setor vem investindo para oferecer cada vez mais funcionalidades e segurança para as transações bancárias.

Segundo o executivo, a pesquisa revelou que o crescimento do mobile também se deve, em boa parte, à migração de operações feitas pelo internet banking e ATMs. O levantamento mostrou que o internet banking é o responsável por 23% do total das transações ante 32% registrados no levantamento anterior. Em 2016, o número de operações bancárias feitas por este canal totalizou 14,8 bilhões, queda de 16% em relação à pesquisa de 2015.

Na análise do diretor da FEBRABAN, o uso do mobile banking deve crescer ainda mais com o avanço das contas totalmente digitais no País, abertas por meio totalmente eletrônico, sem contato presencial entre clientes e instituições bancárias, e viabilizadas a partir de regras estabelecidas na resolução 4.480 do Banco Central. Atualmente há quase um milhão de contas totalmente digitais no país e a expectativa é que esse número chegue a 3,3 milhões até o final do ano.

Para Paschoal Pipolo Baptista, sócio da Deloitte e especialista na indústria de serviços financeiros, a opção dos brasileiros pelo mobile banking reforça a necessidade de investimentos para ampliar e facilitar o uso deste canal e permitir a personalização de serviços pelo próprio cliente. “Os resultados da pesquisa da Deloitte evidenciam que os bancos brasileiros estão respondendo a esse movimento, mantendo-se na vanguarda tecnológica global.”

Antes do lançamento das principais plataformas de internet banking na segunda metade da década de 1990, os principais canais de relacionamento entre bancos e clientes eram as agências, caixas eletrônicos (ATMs) e telefone. Nos últimos cinco anos, o uso crescente dos canais digitais mostrou um sólido crescimento: a pesquisa mostra que agora internet e mobile banking, juntos, respondem por 57% das transações, ante 52% em 2015. Em 2011, os canais digitais eram responsáveis por 38% das operações bancárias. Ao todo, o sistema bancário registrou no ano passado 65 bilhões de operações, alta de 17% ante 2015.

Os pontos físicos e outros canais de atendimento ainda desempenham um papel relevante no atendimento aos clientes. Segundo o estudo divulgado hoje, o total de transações realizadas em agências bancárias, ATMs, correspondentes e contact centers foi de 33% do total. Transações pelo POS (pontos de venda no comércio) totalizaram 10%.

De acordo com o levantamento, no final de 2016, havia em todo o país 23,4 mil agências físicas, praticamente o mesmo nível do ano anterior – os dados foram obtidos no Banco Central e ainda não refletem reduções do número de agências anunciadas por grandes bancos no ano passado.

Fosse explica que o canal passa por um momento importante de readequação e redefinição de papel, adotando cada vez mais um modelo consultivo. “Essa mudança exige, também, um novo perfil e habilidades de seus funcionários, que precisam estar preparados para atender as novas necessidades e questionamentos trazidos pelos clientes”, diz.
Outros pontos físicos, como PABs (postos de atendimento bancário) e PAEs (postos de atendimento eletrônico) registraram alta de 6% e atingiram um total de 48,5 mil.

Investimentos

Mesmo em um cenário econômico desafiador, os bancos brasileiros preservaram os investimentos em tecnologia. A pesquisa revelou que as despesas e investimentos somaram R$ 18,6 bilhões em 2016, no mesmo patamar dos últimos anos. Desse total, 45% foram destinados a software, 35% a hardware, e 19% a telecom, mesma tendência apontada nos estudos anteriores.

No Brasil, o setor bancário é responsável por 14% dos investimentos e despesas feitas em tecnologia da informação, mesmo porcentual gasto pelo governo, e um ponto percentual acima da estatística mundial.

A pesquisa avaliou, pela primeira vez, o nível de desenvolvimento e implantação de tecnologias disruptivas feitos pelas instituições financeiras. Segundo o estudo, 47% dos bancos investem em analytics, 24% em computação cognitiva, e 65% estudam a implantação do blockchain em suas transações.

Segundo Fosse, os resultados demonstram o comprometimento dos bancos para oferecer uma experiência diferenciada para os clientes, processo que demanda novas tecnologias, soluções e produtos inovadores, e equipes especializadas, capazes de entender as necessidades de uma nova geração que pensa e age digitalmente. “Os investimentos feitos pelos bancos na adoção de novas tecnologias reafirmam a posição de vanguarda da indústria bancária nacional em relação ao cenário mundial”, conclui.

A apresentação da Pesquisa FEBRABAN de Tecnologia Bancária está disponível neste link.

Fonte: Febraban

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