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A tecnologia, o futuro da escola e os desafios dessa nova realidade

Os avanços tecnológicos e as novas gerações – tanto de pais, quanto de alunos – trouxeram para dentro das escolas a necessidade urgente de acompanhar as mudanças. Especialistas questionam e reavaliam o papel das instituições de ensino e dos docentes. “Quando se trata de educar e mediar o conhecimento, não se pode permanecer no mesmo ponto de antes. É preciso refletir, conhecer e discutir para avançar rumo ao futuro”, afirma a diretora pedagógica da Editora Positivo, Acedriana Vicente Sandi.

Com tanta novidade e inúmeros fatores influenciando de forma cada vez mais veloz a rotina em sala de aula, o debate entre especialistas, gestores e professores é muito importante para garantir que todas essas mudanças sejam, de fato, colocadas em prática. Especialistas afirmam que ainda há muito o que avançar e melhorar para colocar as escolas em perfeita sintonia com o mundo de hoje, mais digital. O evento Um Dia Positivo!, realizado esta semana pelo Sistema Positivo de Ensino em Porto Alegre, cumpriu a missão de debater o assunto com quem vive a realidade escolar diariamente.

Tecnologia

Muitas escolas já se preocupam em buscar soluções tecnológicas que trabalhem a favor do aprendizado e contribuam para a formação integral dos alunos. Segundo Leandro Henrique de Souza, consultor do Sistema Positivo de Ensino, mestre em Ciência e Gestão de Tecnologia da Informação e um dos palestrantes do evento, muitos colégios já têm trabalhado para desenvolver o pensamento crítico de crianças e jovens. E, para ele, a tecnologia é uma aliada importante no desenvolvimento de um aluno com mais discernimento e capacidade de raciocínio. O desafio está em convencer os professores da importância dessa evolução e de que este é um caminho sem volta. “A tecnologia não vai substituir o professor, mas será parceira dele. Os educadores que têm certa aversão à tecnologia ainda não entenderam como ela pode ser usada em sala de aula”, destaca. Segundo Souza, a partir do momento em que o professor desenvolver as competências necessárias para lidar com novas ferramentas e a nova realidade, ele vai conseguir se aproximar ainda mais do aluno, facilitando assim o processo de aprendizagem.

A resistência de boa parte dos docentes a se adaptar aos novos tempos é uma das preocupações de muitos gestores. Carla Monaco, diretora do Colégio Santa Teresinha, de Campo Bom (RS), acredita que ainda há um longo caminho a ser percorrido nesse sentido. “Já evoluímos muito para oferecer aos nossos alunos uma educação que esteja alinhada ao novo perfil do estudante, mas sabemos que ainda precisamos aumentar o grau de conscientização do corpo docente para que tudo o que é oferecido em termos de inovação e tecnologia seja amplamente aproveitado”, afirma Carla. Além das ferramentas e recursos disponibilizados para professores e alunos durante o processo de aprendizagem, a escola, com cerca de 500 estudantes, oferece aos professores suporte, apoio e treinamento constantes para que estes consigam dominar e se sentir inseridos nesse novo contexto. “Mas é preciso mais, queremos trabalhar na criação de estratégias que façam todos os professores se comprometerem e abraçarem essa nova realidade”, destaca a gestora.

O palestrante explicou que o estudante de hoje tem um nível de atenção muito maior, é multifacetado e isso acontece porque ele nasceu e cresceu num mundo onde existem inúmeras formas de se conectar com as pessoas e o conhecimento. “Hoje, eles têm muito mais acesso às informações do que as gerações anteriores tinham. Não é mais possível tentar envolver esse aluno apenas com conteúdos no quadro negro ou nos livros. A aula precisa ser dinâmica, bem articulada, com imagens, sons, materiais gráficos – e é aí que os recursos tecnológicos são fundamentais”.

De acordo com Souza, o desafio está em todas as esferas. “Os professores não nasceram nesse ambiente totalmente digital; os pais acham que se o filho não tiver livro físico, lápis e caneta em mãos, não há aprendizado e os gestores educacionais têm o recurso, mas sentem dificuldade em implantar projetos efetivos. A cooperação entre gestores, professores, pais e alunos é fundamental para resolver a questão e eventos que estimulem o debate e a reflexão são sempre bem vindos”, aponta Leandro.

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Falta de estrutura de internet impede avanço das tecnologias educacionais nas escolas públicas brasileiras

Segundo pesquisa da Matific com 537 professores no Brasil, ausência de banda larga é apontada por 60% dos entrevistados como o principal entrave para o uso de plataformas digitais no ensino fundamental

A falta de estrutura de internet e banda larga é apontada como o principal entrave para o avanço das tecnologias educacionais nas escolas públicas do Brasil, sobretudo no ensino fundamental. É o que dizem 60% dos professores consultados pela Matific, empresa que atua com jogos matemáticos em cerca de 250 colégios públicos e privados no País, desde a educação infantil até o sexto ano.

De acordo com a pesquisa, realizada com 537 professores do ensino fundamental entre junho, julho e agosto deste ano, 60,8% dos entrevistados afirmam que a ausência de banda larga é o principal problema para o uso das tecnologias educacionais no ensino fundamental no País.

Outro problema apontado pelos professores é a falta de computadores e tablets nas salas de informática (49,6%), seguido por falta de capacitação de docentes para usar tecnologias de ensino (46,6%), ausência de laboratório de informática (30,4%) e inexistência de política de incentivo da escola para o uso de tecnologias.

A pesquisa mostra, por outro lado, que 98,3% dos professores aceitariam usar plataformas tecnológicas para complementar o cronograma de aulas, embora 42,3% afirmem não receber treinamento algum do colégio nesta área. Porém, apenas 8% dizem ter dificuldade em utilizar sistemas digitais em salas de aula.

Do total de professores pesquisados, 58,3% atuam na rede pública de ensino, 35,4% são do setor privado e 6,3% dão aulas em ambos.

Principais dificuldades para o uso de tecnologias no ensino fundamental, segundo os professores

• Falta de laboratório de informática: 30,4 %
• Falta de estrutura de internet (banda larga): 60,8 %
• Falta de computadores e tablets: 49,6 %
• Falta de política de incentivo da escola para o uso de tecnologias educacionais: 33,4 %
• Falta de capacitação de professores para usar a tecnologia: 46,6 %
• Tenho dificuldade em lidar com tecnologia: 8,0 %
• Não vejo e/ou não tenho nenhuma dificuldade: 17,0 %
• Outros: 11,4%

Metade dos alunos tem dificuldade com matemática

Outra pesquisa da Matific mostrou que a dificuldade no aprendizado da matemática afeta mais da metade dos alunos da rede pública de ensino no Brasil, desde a educação infantil até o sexto ano. Segundo levantamento na plataforma da empresa com quase 36 mil estudantes, 58,6%% dos discentes matriculados no ensino fundamental estão abaixo da média na disciplina.

O estudo foi feito com base no desempenho dos alunos dentro da plataforma Matific, sistema de jogos matemáticos utilizado por cerca de 100 mil estudantes brasileiros, de 250 colégios públicos e privados em todo o País.

A pesquisa considerou o volume de erros e acertos apresentados nos primeiros seis meses pelos alunos de 4 a 11 anos nos exercícios digitais aplicados em salas de aula, de janeiro a julho de 2017. A plataforma conta com 1,6 mil jogos educacionais de matemática e possui uma média de 50 mil jogos executados por dia nos colégios brasileiros.

Já nos colégios particulares, o desempenho dos alunos não diferente muito do verificado na rede pública. O levantamento mostra que 41,1% dos estudantes também apresentam desempenho abaixo da média em matemática.

Por outro lado, quase 14% dos alunos da rede particular tiveram desempenho máximo, com quase 100% de acerto nos exercícios propostos. E, nos colégios públicos, a nota máxima foi obtida por cerca de 8% dos estudantes.

Para a psicopedagoga Ana Paula Carmagnani, consultora da Matific Brasil, o estudo mostra um cenário preocupante da matemática no Brasil, que se assemelha muito com os dados de avaliações oficiais do governo. “Se o ensino da matemática continuar baseado em decorar e memorizar, os alunos continuarão a ter desempenhos abaixo da média”, comenta.

“Tecnologias como a da Matific promovem uma aprendizagem mais profunda, pois, além de engajá-los em situações cotidianas, estimulam a curiosidade, a exploração, o raciocínio lógico e a aprendizagem pela descoberta, em um ambiente lúdico e interativo”, acrescenta.

Ana Paula lembra ainda que os jogos educacionais fornecem aos professores dados de desempenho de seus alunos em tempo real. “Isso permite que o professor personalize as atividades de acordo com o momento de aprendizagem de cada aluno”, conclui.

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Cinco razões para colégios e universidades adotarem cartões inteligentes

Por Fernando Giroto, Diretor de Vendas da HID Global para Brasil e Cone Sul da Divisão de Secure Issuance

Você sabia que 95% das Universidades e Faculdades ainda dependem de tecnologias antigas, como tarjas magnéticas ou cartões de proximidade simples para controle de acesso, ou seja, para gerenciar quem entra e quem sai de suas instalações? Infelizmente, tecnologias ultrapassadas deixam as instituições vulneráveis em relação à segurança e, por muitas vezes, resultam em fraudes ou duplicações de cartões.

No entanto, devido ao aumento das populações universitárias e dos avanços tecnológicos, muitas instituições passaram a buscar por soluções mais seguras, econômicas e ágeis para atender às necessidades de seu corpo docente e de estudantes, não só para proteger pessoas, bens e dados, mas para conectar alunos a uma infinidade de serviços e aplicações em todo o campus – desde instalações físicas, acesso às redes lógicas, pagamentos sem dinheiro, acompanhamento de serviço e atendimento.

Para proporcionar uma experiência de credencial mais segura, conveniente e flexível para seus alunos, professores e funcionários, as universidades que sabem como se antecipar ao futuro, estão agora deixando para trás as tecnologias tradicionais de cartão de tarja magnética, de baixa frequência e proximidade, para privilegiar tecnologias de alta frequência que utilizam um único cartão para seus programas de identificação de estudantes.

Existem cinco razões principais pelas quais essas instituições estão migrando para cartões inteligentes:

1. Maior segurança e proteção

A atualização da tecnologia para cartões inteligentes sem contato reforça o controle de acesso físico aos edifícios, enquanto fortalece o acesso à rede, computadores, documentos, registros médicos e financeiros dos estudantes. Além disso, as tecnologias incorporadas do cartão inteligente impedem a clonagem e o uso fraudulento de cartões, garantindo não só o acesso seguro ao prédio, mas a proteção para outras funcionalidades do cartão, como compras por débito ou outras transações bancárias. A migração para uma credencial segura “inteligente” também pode eliminar a necessidade de chaves físicas – que podem ser facilmente copiadas e são notoriamente vulneráveis à perda ou roubo.

2. Conveniência do titular do cartão

Documento com foto, ID para acesso em condomínios, cartão da biblioteca ou cafeteria, bilhete de ônibus, quantos cartões os estudantes universitários gerenciam hoje? Com Smart Cards sem contato, as instituições podem combinar todas essas funções em um único cartão, e não apenas para agilizar suas operações, mas melhorar a experiência de credencial no campus para estudantes e funcionários.

3. Maior flexibilidade

Além da conveniência no campus, os cartões inteligentes para múltiplas aplicações permitem a interoperabilidade segura com aplicativos fora da unidade, como transporte e bancário. Além disso, com a flexibilidade oferecida pela tecnologia de cartão inteligente, é permitido adicionar novas aplicações ou modificar configurações de aplicativos existentes, como de acesso à biblioteca ou planos de alimentação, em qualquer momento e sem ter que emitir novos cartões.

4. Ganhos de eficiência no longo prazo e economia de custos

Os cartões inteligentes multifunções melhoram a segurança das operações, permitem fluxos de trabalho mais eficientes e gerenciamento mais fácil dos programas de Identificação de estudantes, professores e funcionários. Ao melhorar o gerenciamento de riscos com o aumento da segurança dos cartões inteligentes, as universidades também podem se beneficiar de uma redução de seus prêmios de seguro.

5. Caminho para o futuro

A migração para uma plataforma de tecnologia de cartão inteligente unificada para cobrir todas as necessidades de aplicativos, oferece às instituições a capacidade de transição em seu próprio ritmo à medida que o orçamento e os recursos permitem, fornecendo uma base sólida para adicionar novas tecnologias e capacidades conforme elas se tornem disponíveis ou cada vez mais acessíveis. Leia o Resumo Executivo da HID Global e saiba mais sobre cada uma destas razões fundamentais pelas quais as universidades e faculdades estão migrando para cartões inteligentes multifuncionais.

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Blackboard lança aplicativo móvel para professores

A Blackboard, líder de tecnologias para educação com foco em ensino, aprendizagem e engajamento do estudante, anunciou hoje a disponibilidade inicial do Blackboard Instructor, um novo aplicativo móvel simples e intuitivo para apoiar os professsores na gestão dos cursos, visualização do conteúdo e interação com estudantes. O anúncio foi realizado durante o BbWorld 2017, o maior evento da Blackboard no mundo, que ocorreu entre 25 e 27 de julho, em Nova Orleans, Louisiana. O evento ocorreu para apoiar instituições a atender as necessidades dos estudantes e discutiu temas relevantes da agenda dos gestores das universidades e empresas, como: inovação, desafios e novas tendências da educação.

O Blackboard Instructor faz parte da próxima geração de aplicativos com interface móvel amigável para os usuários, que ajuda os educadores a aumentar a eficiência, engajamento do estudante e completar atividades críticas dentro e fora da sala de aula. O aplicativo foi pensado nos principais fluxos de trabalho do instrutor, e oferece acesso a ferramentas importantes para os educadores, como a possibilidade do professor checar se os cursos e conteúdos estão com uma interface móvel agradável para o estudante. O Blackboard Instructor também facilita a comunicação fora da sala de aula, permitindo a criação e envio de informações em fóruns de discussões e a organização de web conferências no Blackboard Collaborate, diretamente pelo app.

A mais recente inclusão no portfólio de soluções móveis da Blackboard, o Blackboard Instructor, é focado em atender as necessidades do instrutor e dos educadores ao redor do mundo, e complementa o aplicativo da Blackboard para estudantes, uma solução móvel de próxima geração que ajuda os estudantes na organização, engajamento, e atualizações sobre progresso acadêmico. O Blackboard Instructor está disponível para celulares e tablets e pode ser adquirido pelas lojas dos aplicativos para iOS e Android.

O Blackboard Instructor seguirá modelo contínuo de entrega e atualizações da companhia, e disponibilizará as atualizações assim que desenvolvidas, para oferecer ao usuário uma solução de fácil uso e alto valor. Com essa estratégia de entrega, a Blackboard pode receber feedback e interagir com os usuários para melhorar suas atualizações. Atualmente, a Blackboard está aguardando o primeiro feedback das instituições sobre o andamento do fluxo de trabalho de avaliações, que será a próxima área de foco do Blackboard Instructor.

“Entendemos que os instrutores não têm tempo a perder, e por isso criamos uma solução móvel focada nos principais fluxos de trabalho e nas ferramentas mais importantes do dia a dia”, disse Brook Bock, vice-presidente de soluções móveis da Blackboard. “Não importa se o professor está checando o curso, revisando conteúdo ou se comunicando com estudantes, o Blackboard Instructor dá acesso a ferramentas críticas a qualquer hora e lugar.”

Para entender mais sobre o Blackboard Instructor, visite: http://www.blackboard.com/mobile-learning/blackboard-instructor.aspx.

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App Filho sem Fila reduz problemas ocasionados na hora de saída de escolas

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Faltam apenas duas semanas para o início de mais um ano letivo das escolas. Com ele, vem o aumento do trânsito – que segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego – CET – fica em torno de 50%; crescem as oportunidades para atos de violência – a exemplo de sequestros e assaltos (sobretudo nas cidades mais populosas); e possíveis acidentes de trânsito, geralmente ocasionados pela euforia dos alunos na hora da saída. E, ao analisar a situação de forma mais generalizada, ocorrem as infrações de trânsito, trazendo prejuízos aos bolsos dos pais.

Percebendo este cenário, diversas escolas já entenderam a necessidade de oferecer recursos que tragam comodidade e agilidade aos pais. E a solução mais inovadora para isso, foi a utilização de aplicativos que gerenciam informações e põe fim às filas de espera de carros. O app Filho sem Fila foi pioneiro neste serviço e hoje é uma das principais ferramentas utilizadas no mercado, que reduz o tempo de espera em 75%, oferecendo segurança, bem como, economia de combustível.

Um único toque: antes de sair de casa ou trabalho para buscar os filhos, os pais ou responsáveis avisam a escola com um único toque no aplicativo. Ao se aproximar do colégio, um aviso é enviado automaticamente para o mesmo, que inicia a preparação do aluno para a saída, deixando-o pronto para o embarque. Desta forma, basta encostar o carro na porta da escola e pegar a criança/adolescente, sem que seja necessário procurar por uma vaga na rua e estacionar.

O Filho sem Fila transformou-se em um forte aliado das escolas na hora de conquistar ou reforçar a credibilidade da instituição frente a seus clientes. De acordo com o sócio-diretor do aplicativo Leo Gmeiner, hoje em dia é fundamental oferecer recursos que tragam mais segurança aos pais e alunos enquanto estão sob a responsabilidade do colégio. “De forma rápida e fácil, o Filho sem Fila amplia a segurança das crianças, pois entrega dados das pessoas autorizadas pelos pais a retirar os alunos, ao mesmo tempo em que diminui o trânsito, a formação de filas duplas e a exposição dos pais à violência urbana”, declarou Gmeiner.

Atualmente, mais de 100 colégios utilizam o Filho sem Filho em todo o País, entre eles estão o Colégio São Luis (São Paulo, SP), São José (Pouso Alegre, MG), CEI (Natal, RN), Liceu Jardim (Santo André, SP), entre outros. Mais de 30 mil alunos são beneficiados e 50 mil pais e responsáveis utilizam a plataforma gratuitamente. “Esse cuidado com alunos e pais é oferecido pelas escolas, que procuram sempre fazer o melhor para aqueles que depositam a confiança da educação de seus filhos nelas”, disse Gmeiner.

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Brasilienses criam aplicativo para facilitar e ampliar o mercado de aulas particulares

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Atualmente, são encontradas dificuldades na procura por professores particulares. Quem busca por esse serviço se limita a indicações e a sites com sugestão de profissionais, assim como, há alguns empecilhos do educador em divulgar a oferta desse serviço. Um desses problemas é que o docente de uma determinada instituição não pode dar aulas particulares ao próprio aluno. Pensando nisso, o aplicativo AulaUP foi criado para facilitar o encontro de estudantes e professores que estão próximos, auxiliar na agenda dos mestres parceiros e intermediar o pagamento – que é feito por cartão de crédito diretamente do app.

Em funcionamento no Distrito Federal, o aplicativo – que auxilia a conexão de alunos e educadores de maneira simples, segura e rápida – possibilita que o aluno solicite e tenha aulas de português, matemática, história, geografia, ciências, física, química e biologia em até duas horas. Os professores cadastrados atendem do ensino fundamental ao médio, das 8h às 20h, por um valor pré-estabelecido de R$ 55 hora/aula.

O AulaUP é uma oportunidade de empreendimento para os professores porque, além de ser prático na divulgação do serviço, oferece ao professor a vantagem na opção das “aulas agendadas”, assim, o educador poderá escolher o valor de sua hora aula, que continuará sendo paga pelo cartão de crédito por meio do app. “Nosso sonho é melhorar a educação por meio da valorização desse profissional”, reforça um dos idealizadores do aplicativo, Pedro Werlang, que junto com outros dois empreendedores do ramo educacional e tecnologia, Thiago Almeida e Herivelton Mendes criaram o aplicativo.

A ideia da startup de intermediar o serviço de aulas particulares, nasceu em Brasília, foi criada visando uma maneira de facilitar e ampliar o mercado de aulas particulares. “Nossa Intenção é valorizar a carreira docente, oferecendo ao professor a possibilidade de empreender no ramo educacional com facilidade, sem burocracia e sem necessidade de aporte financeiro”, afirma Thiago.

Cadastro

Para ser um professor parceiro do AulaUP é necessário o cadastro via web, em seguida, a apresentação do RG, CPF, currículo e o “nada consta” criminal. Após isso, haverá uma verificação de aprendizagem, onde será testado o conhecimento de cada professor sobre a disciplina que vai lecionar. Feita a validação dos documentos, o educador é ativado na plataforma. É importante frisar que os parceiros do app não são contratados e não são obrigados a cumprir carga horária, sendo assim, ficam online apenas quando estiverem disponíveis para dar aulas.

O aplicativo conta com a “avaliação 360”, ou seja, as notas dos perfis são condicionadas às experiências positivas proporcionadas tanto aos alunos quanto aos professores. Se um educador for avaliado e ficar abaixo de 4,5 estrelas, será convocado para uma reciclagem onde terá um acompanhamento mais próximo com a equipe de especialistas da startup.

O download do AulaUP é gratuito e funciona em smartphones e tablets com o sistema Android e iOS. Em cinco passos é possível pedir a primeira aula: baixe o aplicativo, preencha a ficha de cadastro, escolha a matéria, insira o número do cartão de crédito e solicite o professor disponível. Para oferecer mais segurança, a central de monitoramento acompanha online quantidade de professores e alunos que estão usando o aplicativo, inclusive, a localização da aula.

Expansão

O serviço de agendamento de aulas será ativado no dia sete de novembro, o que facilitará na rotina dos encontros semanais. Em breve, o aplicativo será expandido para São Paulo e contará, além das matérias já oferecidas, com aulas de idiomas, música, esportes e artes, entre outras.

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Aplicativo criado por startup brasileira terá expansão no exterior

O aplicativo Filho sem Fila, um serviço que auxilia os pais ao buscarem seus filhos nas saídas das escolas com mais segurança e contribui com a melhoria do trânsito, ganha novos ares e terá expansão na América do Norte, sendo implementado no Canadá e Estados Unidos.

O fundador do Filho sem Fila, Leo Gmeiner, está em Vancouver, participando do LEAP International (Lean Entrepreneur Acceleration Program), programa de aceleração internacional para startups, que tem como objetivo auxiliar empresas brasileiras que buscam expandir seus negócios no exterior, desenvolvido pela Dream2B, junto com a Launch Academy, aceleradora canadense.

Neste programa, com duração de seis semanas, Gmeiner participará de treinamentos, workshops, mentorias com especialistas canadenses, visitas técnicas a outros empreendimentos e encontros com investidores.

Além disso, participou da Vancouver Startup Week, um dos maiores encontros do setor e estará, nessa semana, na National Angel Capital Organization Summit (NACO), que reúne cerca de 400 investidores, tendo sido uma das 10 startups estrangeiras selecionadas para apresentar seu plano negócio para os investidores norte-americanos.

Com o nome Quick Pickup, o projeto tem previsão de lançamento em outubro, no Canadá e, em novembro, nos Estados Unidos. Leo Gmeiner ressalta a importância em participar deste programa no Canadá para, também, entender melhor o cenário nos EUA. “Estar no Canadá nos faz entender melhor o mercado norte-americano: por exemplo, saber quais as diferenças principais desse mercado nos EUA e no Canadá e traçar metas mais realistas e precisas”, explica.

Filho Sem Fila
Desenvolvido em 2013, o Filho sem Fila é um aplicativo pioneiro e inovador que garante mais segurança para os pais buscarem seus filhos nas escolas, por que permite que a equipe da escola tenha acesso, pelo próprio app, a fotos e documentos dos responsáveis pela retirada da criança.

Além disso, contribui na fluidez do trânsito, uma vez que, com antecedência, avisa à escola sobre a chegada dos responsáveis, para que a criança possa ser preparadas para um rápido embarque. Esta ação reduz em cerca de 75% a exposição à violência urbana e o tempo de espera dos pais, reduzindo, consequentemente, o congestionamento no entorno dos colégios.

O Filho sem Fila está presente em mais de 90 escolas por todo o Brasil e atende cerca de 38 mil alunos.

Mais informações: http://www.filhosemfila.com.br/

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Fundação Santillana apresenta estudo sobre usos da tecnologia e transformações na educação

A Fundação Santillana, a Editora Moderna e o SmartLab promoveram na manhã desta quinta-feira, 20, o Seminário A Tecnologia e as transformações da educação, na sede do Google, em São Paulo. Com o apoio da Unesco no Brasil, Google For Education e Avalia Educacional, o evento reuniu diretores, gestores e professores de escolas particulares e públicas para conhecer experiências de incorporação de novas tecnologias nos processos de ensino e debater as transformações na aprendizagem.

Na ocasião, César Nunes, pesquisador do GEPEM, da Faculdade de Educação da Unicamp, apresentaram os resultados de um estudo encabeçado pelo especialista Francesc Pedró, diretor da área de políticas setoriais – TIC em Educação – da Unesco. Inédito no Brasil, o documento analisa diferentes formas em que a tecnologia está contribuindo para a transformação da educação, com ênfase particular na América Latina, os fatores por trás do sucesso, além de recomendações para os gestores políticos, administradores e professores. O evento contou com a participação de estudantes, professores e coordenadores de instituições que apresentaram iniciativas em que tecnologias participam de transformações positivas no cotidiano escolar.

De acordo com o Diretor da Fundação Santillana no Brasil, André Lázaro, “o estudo é uma relevante contribuição para desmistificar os usos das tecnologias na educação e demonstrar como projetos pedagógicos estruturados incorporam as tecnologias com efetivos ganhos na aprendizagem dos estudantes”. A publicação A Tecnologia e as transformações da educaçãoestá disponível para download gratuito no link: http://fundacaosantillana.com.br/acoes-publicacoes.html

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Microsoft e SmartLab inauguram espaço de experiências educacionais

A Microsoft Brasil e o SmartLab, projeto de tecnologia educacional do Grupo Santillana, fecharam parceria e inauguraram no dia 20 de setembro o espaço Microsoft SmartLab Education Experience, um ambiente interativo dedicado para clientes educacionais dentro do MTC – Microsoft Technology Center. O objetivo da parceria é colaborar para a transformação no que se refere à educação do futuro. Nesse espaço, diretores, coordenadores, professores e estudantes poderão vivenciar a experiência dos ambientes propostos pelo SmartLab, conhecer novos recursos e ferramentas que contribuem para alavancar o aprendizado dos estudantes e vislumbrar possibilidades e benefícios de se tornar uma escola conectada e colaborativa. Estima-se que o espaço SmartLab no MTC receberá mais de 5 mil visitantes no período de um ano.

Para Robson Lisboa, um dos idealizadores do SmartLab, a escola e a forma de aprender precisam estar alinhadas com os tempos de uma vida mais smart e digital: “Os alunos de hoje fazem parte da geração nativa e conectada, portanto, é preciso que a escola faça parte dessa realidade. Para nós, uma instituição smart é aquela em que aulas e atividades são montadas de forma que crianças e adolescentes visualizem seu futuro, encontrem relevância no aprendizado e ganhem motivação extra para estudar e frequentar a escola”.

A parceria entre as duas empresas se deu pelo fato de ambas acreditarem no potencial de transformação da educação por meio de soluções tecnológicas, maior conectividade e conteúdos motivadores. “A Microsoft tem o compromisso de empoderar as pessoas por meio da tecnologia. Por conta disso criamos a Jornada Empreendedora que visa apoiar estudantes desde os ciclos iniciais até o momento em que se tornam empreendedores. Esta talvez seja uma das maiores contribuições da Microsoft para o Brasil, pois é uma necessidade latente na qual poderemos ajudar o país a resolver questões ligadas à produtividade e desigualdade. O Microsoft SmartLab Education Experience vem para concretizar nossa visão e complementar as soluções que oferecemos”, explica Antonio Moraes, diretor de educação da Microsoft Brasil.

O SmartLab propõe um espaço de transformação na forma como o aluno aprende, proporcionando maior envolvimento em sala de aula por meio do uso da tecnologia e incentivo ao aprendizado colaborativo. Nesse sentido, o conceito do Microsoft SmartLab Education Experience, planejado pelo designer Kiko Sobrino, trouxe referências de empresas que já exercitam com seus funcionários o coworking e o coliving com um toque de Starbucks. O objetivo da criação deste ambiente colaborativo é desenhar a escola do futuro, com o uso de tecnologias e conteúdos de aprendizado interativos que façam com que os alunos tenham prazer em adquirir conhecimento e, assim, permanecer mais tempo na escola.

Soluções e ferramentas

O Microsoft SmartLab Education Experience tem como objetivo ajudar na adoção de tecnologias utilizadas no dia a dia e explorar o uso de novas tecnologias, como o Minecraft e as Hololens. Nesse sentido, com a parceria, alunos da plataforma SmartLab também poderão utilizar soluções Microsoft que possibilitam aos estudantes inúmeras formas de aprender; e aos professores, maior produtividade em suas tarefas.

Por meio do Office 365, os usuários têm acesso a uma suíte de aplicativos com as mais recentes versões de ferramentas educacionais. O Office Mix, por exemplo, permite a criação de videoaulas interativas com uma simplicidade surpreendente. Com ele, o professor pode modificar conteúdos já existentes no PowerPoint ou desenvolver novos. Também é possível gravar qualquer tela do computador e incluir quizzes para avaliar o rendimento de cada aluno. O resultado é uma aula envolvente e interativa, que promove a acessibilidade, o ensino a distância e o aprimoramento do processo de ensino-aprendizagem.

Outro recurso é o OneNote Class Notebook que reúne um espaço de trabalho para cada aluno, uma biblioteca de conteúdo para material de apoio e um espaço de colaboração para lições e atividades criativas. Foi projetado para ajudar os professores a economizar tempo e serem mais eficientes. Com essa ferramenta é possível distribuir páginas e seções para estudantes específicos, revisar rapidamente os trabalhos, o rendimento de cada aluno e atribuir notas. E em breve as escolas SmartLab terão acesso à versão educacional do Minecraft, jogo eletrônico que permite a construção usando blocos (cubos) e que pode ser aproveitada no ensino de várias disciplinas.

Todas as soluções do SmartLab são entregues com vários facilitadores, como a formação contínua dos professores, consultoria pedagógica e tecnológica, conteúdos online diversificados, além da integração de plataformas com senhas unificadas, favorecendo a personalização. O projeto já está implementado em várias escolas públicas e privadas.

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Startup Quero Educação é selecionada pela Y Combinator

A Quero Educação, startup responsável pelo Quero Bolsa (querobolsa.com.br), site de comparação de faculdades que oferece bolsas de estudos para mais de 700 instituições de ensino superior em todo o Brasil, anuncia sua aprovação na Y Combinator, a mais renomada aceleradora do mundo. A Quero Educação é a primeira empresa brasileira de educação no portfólio da Y Combinator, que inclui empresas multibilionárias como Airbnb, Dropbox e Stripe.

Todo ano, dezenas de milhares de startups de todo o globo se candidatam para a aceleradora, que aprova cerca de 200 empresas para receber um aporte financeiro e participar de seu programa de aceleração de 3 meses, no Vale do Silício. Para Geoff Ralston, partner da Y Combinator, a Quero Educação foi aprovada devido aos excelentes resultados com o Quero Bolsa, que já beneficiou mais de 70 mil estudantes universitários e cresce mais de 5 vezes ano a ano. “O time Quero Educação é de nível mundial e seu entendimento do mercado e execução tem sido extraordinários ”, comenta Ralston.

O Brasil já é um dos maiores mercados de educação privada do mundo e a Quero Educação pode contribuir para seu crescimento conectando as duas pontas do setor – instituições de ensino superior e alunos. “Encontrar a escola ideal pelo preço certo é um problema universal. O mercado brasileiro é o lugar perfeito para começar o que acreditamos que será uma empresa multi-bilionária e global atendendo essa necessidade”, revela Ralston.

Os fundadores da Quero Educação passaram os meses de junho a agosto sendo aconselhados pelos sócios da Y Combinator, imergindo na rede de 2400 empreendedores e aprimorando o negócio com as melhores práticas aprendidas. Um dos primeiros frutos desse período foi a renovação da marca da empresa: antes chamada RedeAlumni, a empresa adotou o nome Quero Educação. A mudança foi feita para refletir o objetivo do grupo e de levar a marca para além das fronteiras brasileiras, como Quero Education. A marca do principal produto da empresa, Quero Bolsa, segue inalterada.

De acordo com Bernardo de Pádua, fundador e CEO da Quero Educação, o Quero Bolsa foi criado para atender à necessidade das instituições de preencher vagas ociosas e democratizar o acesso ao ensino superior no País. “O Brasil possui apenas 14% da população adulta com ensino superior, em contraste com os Estados Unidos, que têm 45%. Queremos mudar esse quadro.”, explica Pádua. “Com o apoio da Y Combinator e das nossas escolas parceiras, vamos ajudar cada vez mais alunos a realizarem seus sonhos através da educação”.

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Professor também precisa saber usar tecnologias

Por Pavlos Dias*

O blended learning, conhecido no Brasil como ensino semipresencial ou híbrido, não é uma novidade. Usado há quase 20 anos, o termo foi ouvido pela primeira vez foi no mundo corporativo para definir um tipo de curso que permitia a trabalhadores continuarem seus estudos sem prejudicar a rotina. Com a popularização no Ensino Superior, por trazer a mesma flexibilidade para a educação – de profissionais que podem continuar estudando, ou de estudantes que podem trabalhar –, o semipresencial está presente em diversas instituições de ensino brasileiras.

Misturar o EaD com encontros presenciais trouxe uma nova experiência para estudantes, principalmente no que se refere à qualidade da educação. E é comprovado: o semipresencial traz resultados mais efetivos que o tradicional. Um estudo conduzido pela Atilim University, em 2015, na Turquia, com um grupo de 110 estudantes mostrou isso. Os estudantes realizaram as aulas de Introdução a Computação no presencial e online e disseram ter aprendido mais no EAD, por causa do compartilhamento de informações nos fóruns, vídeos e imagens que apoiavam os exercícios facilitavam a retenção do conteúdo. Diferente do presencial, em que o professor expõe o conteúdo, fomenta uma discussão (em que nem todos precisam participar) e os alunos vão para casa pesquisar e fazer seus trabalhos, no EAD, o estudante acessa o material em qualquer hora e lugar, e do mesmo modo, inicia seus trabalhos e projetos; além de ter mais interação com o educador. No entanto, por melhor que seja o curso a distância, ainda é preciso vencer os preconceitos sobre a qualidade dos cursos, conteúdos e docentes.

Cada vez mais as instituições brasileiras oferecem cursos na modalidade para atender um gap da sociedade – de pessoas que moram longe das universidades, trabalham em horário comercial, têm família, e dispõem de horários alternativos para se dedicar aos estudos. Além disso, as instituições conseguem centralizar o ensino no estudante, promover debates no ambiente online, e os alunos podem seguir o próprio ritmo de estudos. Diferente do presencial, onde as aulas acontecem no horário marcado e a aprendizagem é mensurada pelo desempenho do grupo e não do indivíduo, o EAD permite acompanhar de perto o desenvolvimento do aluno. Mas, para que os resultados aconteçam, o professor/tutor precisa ter familiaridade com novas tecnologias para estar mais próximo do estudante.

O Ensino a Distância traz um debate amplo sobre a necessidade contínua de qualificação do corpo docente. Quando se fala em adoção de Tecnologias da Informação para facilitar o processo de ensino e aprendizagem, o treinamento de professores precisa ser visto como uma necessidade tão comum quanto a especialização dele na sua área de atuação. Afinal, eles serão a vitrine do investimento da instituição no ambiente virtual de aprendizagem, e, se souberem usar bem a tecnologia, os alunos também serão motivados a fazer o mesmo. Gerando, assim, resultados reais de aprendizagem.

Não tem como fugir de tecnologia quando se fala em EaD – seja 100% online ou híbrido. E, embora as instituições de ensino tenham um papel fundamental em oferecer capacitação, o corpo docente também pode tomar algumas iniciativas para investir na própria aprendizagem sem depender 100% da instituição de ensino. Alguns exemplos são os cursos online, formação de grupos de estudos com colegas mais ‘heavy users’, e leituras sobre como integrar as TICs com as novas metodologias ativas de aprendizagem.

Por fim, é preciso ressaltar que o docente tem um papel fundamental na educação a distância, e não é só de mediar discussões e compartilhar conteúdos, mas de enxergar o estudante como um indivíduo que tem dúvidas, certezas e incertezas. Por isso, o seu papel não será substituído pela máquina, pelo contrário. Da mesma forma que quadro negro e o livro complementaram o seu papel em sala de aula, a tecnologia fará o mesmo. E, ela precisa ser enxergada como um meio de trazer qualidade à educação, que é a ponte para a conquista de objetivos profissionais e pessoais dos alunos.

Pavlos Dias é Gerente Nacional da Blackboard Brasil

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Robótica é tema de formação pedagógica em escolas de todo o Brasil

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A LEGO® Education, divisão do Grupo LEGO dedicada à cooperação, pesquisa e investimentos no desenvolvimento infantil e dos profissionais de ensino há mais de 35 anos, desempenha papel decisivo na motivação e envolvimento dos alunos na aprendizagem, proporcionando uma experiência prática em sala de aula.

Na cidade do Recife, por exemplo, o Programa Robótica na Escola, da Secretaria Municipal de Educação, foi pioneiro no uso da robótica dentro do ensino público do Nordeste. Aplicados em creches e até o 9º ano do Ensino Fundamental, os kits de montagem da empresa conseguiram capacitar alunos para participarem de competições de robótica no Brasil e também no exterior.

“Um ano após começarmos a utilizar os kits da LEGO Education, um grupo de alunos foi campeão da fase estadual da Olimpíada Brasileira de Robótica, em 2014. Isso mostra como a plataforma de ensino pode acelerar o processo de aprendizagem em diversas frentes, tanto no uso direcionado à robótica quanto no auxílio às disciplinas da grade curricular regular”, explica Fernanda Barreto, coordenadora do Programa Robótica nas Escolas.

A empresa busca aumentar sua participação nas escolas dos ensinos público e privado do país. Hoje, o Brasil tem aproximadamente 200 mil escolas de educação básica “Queremos abranger aproximadamente 5% do número total de escolas em até três anos”, explica Roberta Baldívia, responsável pela LEGO Education no Brasil.

Os conjuntos que compõem os kits de montagem são acompanhados por propostas de atividades e soluções de ensino com base no sistema LEGO® de blocos de montar, material curricular adaptado aos currículos nacionais, recursos digitais e formação de professores. As soluções abragem da Educação Infantil ao Ensino Médio nas áreas de ciências humanas e exatas, passando pela robótica e visam desenvolver competências e habilidades avançadas.

Exemplo disso são os kits WeDo 2.0, lançados este ano em todo o mundo, plataforma formada por blocos de montagem, componentes eletrônicos e software que introduzem crianças do Ensino Fundamental no universo da ciência por meio da robótica. Ela prepara os estudantes para a futruro em um ambiente de aprendizagem criativo e lúdico, em contato com o mundo tecnológico, colocando em prática conceitos teóricos a partir de uma situação interativa

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A “revolução maker” chega à educação

Dentre tantas novidades para tornar o aprendizado mais lúdico e interativo, vem despontando no Brasil uma nova tendência educacional: o uso das impressoras 3D e a construção de “espaços makers” nas escolas – os também chamados “Fab Labs” (laboratórios colaborativos de fabricação digital). Segundo estudo da Jupiter Research, estima-se que, em 2018, a popularização dessas ferramentas ultrapasse 1 milhão de usuários no mundo.

Esta proposta inovadora, inspirada no “movimento maker” – que tem como base a cultura do “faça você mesmo e aprenda” –, pressupõe que qualquer pessoa pode construir, modificar e fabricar de tudo com as próprias mãos. Na “educação maker”, por meio da prototipagem, por exemplo, o aluno idealiza o que quer projetar, faz a impressão, corrige uma peça que não se encaixa e vê a sua ideia concretizada.

“O modelo de aula ‘tradicional’ não atrai mais os alunos. A metodologia do 3D, que está pautada no conceito de tecnologia, diversão e aprendizado, engaja e promove uma nova interação professor-aluno, em que os estudantes tornam-se os protagonistas da aprendizagem”, observa André Skortzaru, cofundador da 3D Criar, uma start-up brasileira que tem a missão de massificar o uso da impressão 3D e Fabricação Digital em prol da qualidade do ensino.

Ao invés de palitos, argila ou massinha para exemplificar assuntos em sala de aula, os professores ganham novos recursos e aderem à fabricação digital. Com a modelagem e impressão 3D, é possível criar, de forma lúdica, objetos de aprendizagem com diferentes tamanhos e geometrias, das mais simples até as mais complexas. Difundido no Brasil nos últimos anos, esse recurso tecnológico já está presente em escolas que primam pela autonomia, criatividade e espírito colaborativo dos seus alunos.

Por meio dos protótipos tridimensionais, professores e alunos conseguem sair da teoria das disciplinas ao “materializar as aulas”. Imagine que um professor de biologia recorra a um protótipo minucioso feito por seus próprios alunos em sala de aula, para explicar as funcionalidades do corpo humano, que é tão rico em detalhes? Ou que, para entender como as pirâmides Maias foram construídas, os estudantes produzam uma maquete que retrate com fidelidade as estruturas físicas daquele lugar e aprendam trigonometria? Ou, ainda, para estudar matemática e física simultaneamente, os jovens tenham que elaborar um protótipo de um carrinho tridimensional? Graças ao avanço da tecnologia na educação, isso já é uma realidade!

“O contato que o aluno tem hoje com o 3D pode ser decisivo para algumas profissões como engenharia, design, arquitetura e gerenciamento de projetos; e, em outras em que esse recurso não pode ser aplicado essencialmente, esse manuseio ainda no período escolar também se faz importante, uma vez que estimula a criatividade, o raciocínio lógico, a divisão de tarefas, a interdisciplinaridade, o espírito crítico, entre outras competências exigidas dos alunos no século 21 e necessárias para o mercado de trabalho. Os jovens estão cada dia mais tornando-se líderes do seu processo de aprendizagem, o que seguramente fará com que estejam preparados para profissões que nem sabemos que existirão no futuro”, aponta Rafael Lopes, um dos idealizadores e responsável pelo núcleo digital do SmartLab – uma plataforma integradora de conteúdos educacionais que, recentemente, incorporou em sua solução o “espaço maker”.

Espaço maker e design thinking

O ambiente maker promove uma aprendizagem mais interativa, a partir do momento em que os docentes estimulam seus alunos a se envolverem e compartilharem, em grupos, as inúmeras possibilidades de objetos que podem ser feitos com o 3D. Essa metodologia de abordagem de problemas que visa encontrar uma solução coletiva satisfatória chama-se “Design Thinking”, e na educação esse método vem ganhando muitos adeptos, pois incentiva alunos ao processo de criação que envolve erros e acertos.

Os benefícios da prototipagem na educação são inúmeros: aulas mais engajadoras e criativas, onde todos participam e sugerem; alunos mais preparados para o mercado de trabalho – uma vez que estão expostos às mesmas tecnologias de ponta que eles irão encontrar em suas carreiras -, dentre outros ganhos.

Com base nessa realidade, gestores das instituições de ensino estão considerando a adoção dessas tecnologias para estimular o trabalho em equipe, o pensamento crítico, a criatividade e os conceitos inerentes ao design thinking nos alunos. “Cada vez mais, a comunidade escolar percebe os ganhos educacionais da prototipagem e impressão 3D, que vai além da ludicidade. Com um custo acessível e fácil de manusear, fica evidente a contribuição dessa tecnologia para o desenvolvimento de habilidades e melhorias no processo de aprendizado dos alunos”, conclui André Skortzaru.

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